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  • Etc,  Música

    Atriz de “Game of Thrones” processa Marilyn Manson por abuso sexual

    30 de abril de 2021 /

    Depois das denúncias na mídia e nas redes sociais, Marilyn Manson também virou alvo de um processo por abuso sexual. A atriz Esme Bianco, conhecida pelo papel de Ros em “Game of Thrones”, entrou na Justiça contra o roqueiro por supostamente drogá-la, torturá-la e estuprá-la em um incidente datado de 2009. Bianco falou inicialmente sobre sua experiência com Manson ao New York Magazine em fevereiro passado, contando até ter sido esfaqueada, mas a ação criminal detalha de forma ainda mais explícita a denúncia da suposta violência do cantor. A queixa, apresentada nesta sexta-feira (30/4) no Tribunal Distrital da Califórnia, também denuncia o empresário do artista, Tony Ciulla, por tráfico humano, ao trazê-la de Londres para Los Angeles sob o pretexto de contratá-la para um videoclipe que nunca foi lançado e um filme que nunca foi feito. De acordo com a atriz, ela foi contatada em 2009 sobre a possibilidade de estrelar um clipe. Mas quando Bianco chegou à casa do artista em Los Angeles (EUA), no entanto, só quem a aguardava era o próprio Manson com uma câmera. Garantindo que tudo seria usado no vídeo, o roqueiro a fez ficar só de lingerie, ameaçou estuprá-la e agredi-la, a amarrou em um oratório antigo que ele tinha em um quarto de sua casa, passando a chicoteá-la e eletrocutá-la. O clipe em questão nunca foi lançado, mas Bianco disse que Manson utilizou “drogas, ameaças e violência” para mantê-la sob o seu controle por anos depois das “gravações”, prometendo papel em seu projeto cinematográfico “Phantasmagoria”, com novas cenas degradantes e que também nunca foi lançado, e alimentando expectativas numa lavagem cerebral que a fez morar com ele em 2011. Nesta época, segundo a atriz, Manson a obrigava a ficar dias sem dormir, a xingava quando ela reclamava do tratamento que recebia e a estuprava frequente e violentamente. Em uma ocasião, o roqueiro teria cortado Bianco com uma faca e postado as imagens das feridas nas redes sociais, sem a permissão dela. Os advogados de Marilyn Manson ainda não comentaram sobre o processo. As acusações contra o cantor vieram à tona após Evan Rachel Wood, que namorou Manson entre 2006 e 2010, romper o silêncio. “Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão”, ela escreveu em seu Instagram no dia 1º de fevereiro. A denúncia abriu as portas para várias outras mulheres fazerem acusações semelhantes. Manson, entretanto, nega tudo, dizendo que as relações sádicas foram consensuais. “Essas recentes declarações a meu respeito são distorções horríveis da realidade. Meus relacionamentos íntimos sempre foram completamente consensuais”. Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood. O processo de Bianco é o primeiro das alegadas vítimas do cantor que chega na Justiça, mudando a situação de patamar.

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  • Música,  Série

    Morrissey diz que não tem dinheiro para processar Os Simpsons

    22 de abril de 2021 /

    O cantor Morrissey, ex-The Smiths, ficou realmente revoltado com o episódio de domingo passado (19/4) de “Os Simpsons”, que o parodiou como um artista hipócrita e racista. Depois de seu empresário, Peter Katsis, detonar a série na conta oficial do artista no Facebook, num texto sem assinatura, o próprio cantor resolver se manifestar contra o episódio, batizado como “Panic on the Streets of Springfield” em referência à música “Panic” dos Smiths. No episódio, a personagem Lisa Simpson se apaixona pela música alternativa britânica e por um músico extremamente parecido com Morrissey, dublado por Benedict Cumberbach (“Doutor Estranho”), apenas para descobrir, tempos depois, que ele teria abandonado o veganismo, virado uma pessoa desleixada, racista e com opiniões de extrema direita. Manifestando-se num longo texto publicado no site Morrissey Central, ele disse que só não processa a série porque, supostamente, não tem dinheiro suficiente para bancar a briga judicial. Leia abaixo a íntegra do desabafo, que recebeu até título: “Olá Inferno”. “Esse é o meu primeiro comentário (e espero que seja o último) sobre o episódio de ‘Os Simpsons’ – que eu sei que irritou muita gente. O ódio direcionado a mim de parte dos criadores de ‘Os Simpsons’ é obviamente uma provocação para processo judicial, mas é também um processo que precisa de mais financiamento do que eu poderia reunir para ter uma chance. Eu também não tenho uma equipe de advogados determinados pronta para agir. Eu acho que isso é de conhecimento geral e é o motivo pelo qual eu sou atacado de forma tão descuidada e tão barulhenta. Você é especialmente odiado se a sua música afeta as pessoas de uma forma poderosa e bela, já que a música não é mais algo requisitado. Na verdade, a pior coisa que você pode fazer em 2021 é oferecer um pouco de força para as vidas de outras pessoas. Não há lugar na música moderna para alguém com emoções fortes. Limitações foram colocadas sobre a arte e nenhuma gravadora irá contratar um artista que possa responder à altura. De qualquer forma, peço desculpas, todos sabemos disso porque podemos ver como a música – e o mundo em geral – , se tornou uma bagunça hipnotizante, e todos devemos deixar pra lá e girar juntos porque a liberdade de expressão não existe mais. Todos sabemos disso. No meu caso, nada sobre a minha vida tem sido ‘literal’; nada em relação às minhas canções é ‘literal’… então por que elas seriam agora? Desde a minha primeira entrevista, há várias décadas, eu convivi com acusações horríveis que chegaram a um nível em que as pessoas padronizaram que ‘é assim que escrevemos sobre Morrissey’. Em outras palavras, eu estou acostumado. Já me tocaram terror suficiente para matar uma manada de bisões. As acusações normalmente vêm de alguém com algum desejo maluco de importância; eles não operam em um nível muito alto. Escrever para ‘Os Simpsons’, por exemplo, evidentemente requer apenas completa ignorância. Mas todas essas coisas são muito fáceis de dizer. Em um mundo obcecado por Leis de Ódio, não há nenhuma para me proteger. Com frequência, os ‘jornais de escândalo’ (nós AINDA nos referimos a eles como jornais de ‘notícias’?) tentam machucar um artista psicologicamente, e aí reunir ódio suficiente contra aquele artista para que ele/ela seja fisicamente machucado. Falsas teorias de raça são agora o aspecto mais comum (e entediante) das críticas, e continuarão sendo até que as acusações de racismo se tornem, por elas mesmas, ilícitas. Eu já vi fãs de Smiths sendo atacados pela imprensa do Reino Unido porque ‘os fãs de Smiths’ seriam muito atrasados para entender a pessoa que eu sou hoje; eu já vi as plateias modernas de Morrissey sendo ridicularizadas pela imprensa do Reino Unido porque eles, também, não poderiam saber quem eu sou, e eu perdi vários amigos de renome porque eles não conseguiam mais viver com a perseguição diária dos jornalistas britânicos, que são angustiados de forma suicida, porque não conseguem fazer com que as pessoas ao meu redor reflitam incidentes fabricados de racismo. Eu carrego sozinho a fadiga dessa batalha, apesar de ser muito grato à escritora Fiona Dodwell por suas mensagens eloquentes a respeito da vitimização que agora é automaticamente associada ao meu nome, e sobre as quais o mais recente episódio de ‘Os Simpsons’ se delicia. As pessoas me perguntam com frequência sobre por que eu não inicio uma retaliação – especialmente após as críticas abertas no [canal de TV] Sky Sports. A resposta está explicada nas primeiras linhas desse comentário. A vida é difícil e você deve enfrentá-la por conta própria. E mesmo com uma artilharia legal impossível-de-imaginar, tudo pode ser reparado… menos o coração humano. Para mim é mais fácil não seguir em frente. Vocês sabem que eu não duraria”.

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  • Etc

    Ministro do Meio Ambiente leva #ForaSalles e invertida de Anitta nas redes sociais

    21 de abril de 2021 /

    O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo de tuitaço nesta quarta (21/4) com a hashtag #ForaSalles, mas escolheu especificamente a cantora Anitta para retrucar. Ao subestimá-la, acabou levando uma invertida ainda maior que o comentário inicial da estrela. Divulgada por organizações ligadas à agenda ambiental, a iniciativa do tuitaço mobilizou milhares de internautas. Além de aderir ao #ForaSalles, Anitta acrescentou que o ministro, denunciado por corrupção pelo superintendente da PF (Polícia Federal) do Amazonas, presta “um desserviço para o meio ambiente”. Salles repostou o tuíte da cantora e ironizou: “Fica na sua ai, ô Teletubbie”. A ofensa foi uma referência ao programa infantil de mesmo nome criado em 1997. Anitta rebateu: “Que resposta madura. Quantos anos você tem? 12? Então é melhor sair do ministério anyway”. O ministro insistiu: “Se você conseguir demonstrar, sem ajuda de outra pessoa, que sabe quais são as capitais do Brasil ou pelo menos os nomes dos seis biomas brasileiros a gente começa conversar…”. Aí, Anitta destruiu: “Desculpa, querido. Não consigo te responder em 5 minutos como você me responde porque eu trabalho. Tava dando umas entrevistas em inglês, espanhol, em francês… você fala francês? Liga pra presidente da França? Ouvi dizer que ele AMA vocês. Aliás é uma loucura a quantidade de perguntas que tenho que responder sobre esse desgoverno de bosta que vocês estão fazendo. A única parte boa é que eu nem preciso explicar pq eu escolhi lançar algo pra fazer o Brasil lembrar que temos várias coisas pra se orgulhar. Pq com vocês no comando tá puxado… Se você conseguir explicar, pode ter ajuda de alguém, porque sozinho você não conseguiu raciocinar: qual o perigo de acabar com a fiscalização do Ibama ou de ir contra a Polícia Federal para defender madeireiros na maior apreensão de madeira na Amazônia… aí a gente começa a conversar”. O jornalista Nelson Motta oficializou o placar da luta: “Levou uma merecida mijada da Anitta. Alguém precisa avisar a ele que ela tem 50 milhões de seguidores nas redes sociais…” Para completar, a cantora ainda lembrou, ironicamente numa enquete postada no seu Twitter, que o ministro do Meio Ambiente não sabe onde vive o Mico Leão Dourado.

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  • Etc

    Ex-presidente do Globo de Ouro é demitido após e-mail racista

    20 de abril de 2021 /

    A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou a expulsão de Philip Berk, ex-presidente da entidade responsável pelo Globo de Ouro, após o vazamento de uma mensagem de e-mail considerada racista. “Com efeito imediato, Phil Berk não é mais membro da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood”, disse de forma sucinta o conselho da HFPA em um comunicado divulgado na tarde desta terça-feira (20/4). A decisão foi tomada após a associação ser pressionada pela rede NBC, que exibe o Globo de Ouro na TV, e a MRC, dona da Dick Clark Productions, que produz o evento. As duas empresas exigiram a expulsão de Berk. Aos 88 anos e até esta manhã membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, o jornalista sul-africano criticou Patrisse Cullors, uma das fundadoras do Black Lives Matter, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail, revelado pelo jornal Los Angeles Times, criou ainda mais atrito por virado assunto no dia em que o policial Derek Chauvin foi condenado pelo assassinato de George Floyd, homem negro que foi asfixiado até a morte por nove minutos, sob custódia policial no estado de Minneapolis, nos Estados Unidos. O homicídio foi o estopim para os principais protestos do Black Lives Matter. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como “racista”, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA. Não por acaso, a nova controvérsia acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC, que se manifestou prontamente, estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação. A HFPA meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados para o Globo de Ouro 2021 se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras. A situação se agravou após o Los Angeles Times trazer à luz detalhes de sua organização pouco transparente, como um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros. Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio. A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a HFPA. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E, em 2018, foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação.

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  • Reality,  TV

    Filha de Pocah é alvo de ataques racistas por causa do “BBB 21”

    20 de abril de 2021 /

    A filha de cinco anos da cantora Pocah está sofrendo ataques racistas na internet por causa do “BBB 21”. A denúncia foi feita pelos administradores das redes sociais da artista. O motivo seria a briga de Pocah com a maquiadora Juliette Freire no reality show da Globo. As duas se desentenderam após a votação do paredão de domingo passado (18/4) e, após dois bate-bocas, Juliette ainda reclamou ao vivo da cantora, durante o jogo da discórdia da noite de segunda-feira. Pocah passou mal durante a madrugada. A discussão levou fãs de Juliette a extrapolarem, invadindo os perfis da menina Vitória para chamá-la de “macaca”, “neguinha fedida” e outras ofensas. “É louco pensar que essas mensagens, direcionadas a uma criança de 5 anos, são motivadas exclusivamente porque a mãe dela resolveu… votar em um jogo de votação, né? O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas? Somos realmente da mesma espécie?”, expôs o perfil de Pocah, ao revelar algumas das mensagens. Durante a discussão de racismo trazida à tona no reality, Pocah chegou a contar que a filha sofria bullying na escola por ser negra, o que a levava a odiar sua própria aparência. O noivo da cantora, Ronan Souza, revelou que medidas legais estavam sendo tomadas contra as mensagens racistas. “Vocês, que foram no perfil da Vitória falar m*** para uma criança, joga o chip fora, já achei quatro de vocês. João Pessoa, Florianópolis e dois do Rio de Janeiro. Já já tem uma surpresinha”, ele escreveu no Twitter, fazendo referência a processos. Os administradores do perfil de Juliette apoiaram a decisão. “Atacar a filha de Pocah é um absurdo”, escreveram os administradores das redes da confinada. É louco pensar que essas mensagens, direcionadas a uma criança de 5 anos, são motivadas exclusivamente porque a mãe dela resolveu… votar em um jogo de votação, né? O que está acontecendo no mundo? O que está acontecendo com as pessoas? Somos realmente da mesma espécie? pic.twitter.com/XqW21TwWMC — POCAH 🍑 (@Pocah) April 19, 2021 A intenção aqui não é culpar A ou B. A intenção é expor o conteúdo dos prints.Me assusta muito que, com o teor das mensagens expostas, vocês estão se preocupando com um emoji. Precisamos REPUDIAR o acontecido, e não buscar justificativas ou confissão de culpa. — POCAH 🍑 (@Pocah) April 19, 2021 Papo rapidinho aqui: reta final, 15 dias pro fim do BBB. Veremos de tudo. Mas continuaremos sem aceitar ver, e repudiando veementemente, qualquer ataque que incite ódio ou seja CRIME. Isso é um jogo, existem limites. Atacar a filha de Pocah é um absurdo. — Juliette Freire 🌵 (@FreireJuliette) April 20, 2021 Vocês que foram no perfil da vitória falar merda para uma CRIANÇA, Joga o chip fora, já achei 4 de vocês. João Pessoa, Florianópolis e 2 do rio. Jaja tem uma surpresinha 🥰🤷🏻‍♂️ — Ronan Souza (@euronansouza) April 19, 2021 Gente, vcs acreditam em intuição? A Pocah tá devastada, não fez nada de errado, nada! Conhecendo ela como a conheço, ela tá sentindo o que tá rolando aqui fora! — POCAH 🍑 (@Pocah) April 20, 2021

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  • Etc

    Ex-presidente do Globo de Ouro chama Black Lives Matter de “movimento de ódio racista”

    20 de abril de 2021 /

    O vazamento de uma mensagem de e-mail polêmica de Philip Berk, ex-presidente de Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), voltou a escancarar o preconceito racial da organização responsável pelo Globo de Ouro. Aos 88 anos e ainda membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC, que se manifestou prontamente, estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação. A HFPA meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados para o Globo de Ouro 2021 se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras. A situação se agravou após o Los Angeles Times trazer à luz detalhes de sua organização pouco transparente, como um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros. Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio. A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a HFPA. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E, em 2018, foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação. Agora, porém, tanto a rede NBC, que exibe o Globo de Ouro na TV, quando a MRC, dona da Dick Clark Productions, empresa que produz o evento, estão exigindo a expulsão de Berk da HFPA.

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  • Música,  Série

    Empresário de Morrissey ataca Os Simpsons por paródia do cantor

    19 de abril de 2021 /

    O cantor Morrissey não gostou nada de se ver parodiado em “Os Simpsons”. Seu empresário, Peter Katsis, detonou a série na conta oficial do artista no Facebook. O episódio exibido no domingo (18/4) na rede americana Fox mostrou um “cantor britânico deprimido dos anos 1980”, dublado pelo astro Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) e claramente inspirado pelo antigo vocalista dos Smiths. Na trama, ele aparece como um amigo imaginário de Lisa Simpson chamado Quilloughby, cantor da banda fictícia Snuffs, que é vegano e se parece incrivelmente com Morrissey. Intitulado “Panic on the Streets of Springfield” (referência ao single “Panic”, dos Smiths), o capítulo abordou várias passagens polêmicas da carreira de Morrissey, como abandonos de shows, opiniões de extrema direita, declarações racistas e até um falso veganismo – o desenho dá a entender que ele havia desistido da ideia e passado a comer carne recentemente. Na verdade, Morrissey fez vários comentários questionáveis ​​sobre raça ao longo de sua carreira, principalmente nos últimos anos, nos quais apoiou um grupo político de direita britânico, que chamou o povo chinês de “subespécie” e zombou do sotaque do prefeito Sadiq Khan. Mesmo assim, o empresário de Morrissey achou ruim. “Quando uma série se rebaixa tanto para usar táticas odiosas, como mostrar o personagem Morrissey com a pança para fora da camisa (quando ele nunca se apresentou assim em qualquer momento de sua carreira) faz você se perguntar quem é o verdadeiro grupo racista e nocivo aqui. Pior ainda: chamar o personagem de Morrissey de racista, sem apontar nenhum caso específico não serve de nada. Isso só serve para insultar o artista”, diz o texto publicado, sem identificação, no Facebook do cantor. O post ainda afirma: “Morrissey nunca fez algo só por dinheiro, nunca processou qualquer pessoa por seus ataques, nunca parou ótimos shows no meio e ainda é um vegano sério e apoiador ferrenho dos direitos animais”. A mensagem finaliza acusando “Os Simpsons” de hipocrisia: “Eles deveriam pegar esse espelho e olhar para eles mesmos. O pedido de desculpas recente do ator Hank Azaria, de ‘Os Simpsons’, para o país inteiro da Índia e seu papel em manter o ‘racismo estrutural’ diz tudo. A observação é uma referência às polêmicas raciais recentes envolvendo “Os Simpsons”, após o dublador Hank Azaria ter pedido desculpa ao povo indiano pela sua interpretação, considerada racista, do personagem Apu aos longo de três décadas. https://developers.facebook.com/docs/plugins/embedded-posts/?prefill_href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FMorrissey%2Fposts%2F304857347667167&__cft__[0]=AZViPswRys6LkTkpzFRgFjz_Km699GpPMtTjTP2fA8NbIh7KHTg8hu1HhB30LeGvi5yMddzr0_TuknL94nYrDQPssatfu4BeT0M_ZmjfuJjcryHXcpEup4mjaoqmPt1n3KSoeSaZ8-DABWwivSQECJMJ&__tn__=p%2CP-R#code-generator

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  • Série

    Ginny e Georgia: Netflix renova série que irritou Taylor Swift

    19 de abril de 2021 /

    A Netflix renovou “Ginny e Georgia” para sua 2ª temporada. A notícia foi acompanhada por um vídeo com o elenco, que faz caras, bocas e dancinhas para contar, num jogral com gritinhos socialmente distantes, “a maior novidade de todas”. A série gira em torno de mãe e filha que se mudam para uma cidade interiorana. Ginny Miller (Antonia Gentry) é uma garota de 15 anos que está literalmente deslocada e, além de não conhecer os colegas, precisa lidar com a reação deles à beleza de sua jovem e atraente mãe de 30 anos, Georgia (Brianne Howey). Esta dinâmica similar a “Gilmore Girls” ainda é acompanhada por uma reviravolta, pois Georgia esconde um segredo sombrio: o verdadeiro motivo para sua mudança para um lugar distante, pequeno e no qual ninguém a conhece. Inicialmente pouco comentada, “Ginny e Georgia” acabou tendo mais repercussão pela reação negativa de Taylor Swift a uma frase do episódio final da 1ª temporada. A polêmica aconteceu num momento em que a mãe solteira Georgia pergunta à sua filha Ginny sobre o status de um relacionamento recente, e a adolescente retruca: “O que te importa? Você passa por homens mais rápido do que a Taylor Swift”. “Hey ‘Ginny e Georgia’, 2010 ligou e quer sua piada preguiçosa e profundamente machista de volta”, tuitou Swift. “Que tal pararmos de degradar mulheres trabalhadoras definindo esse tipo de besteira como engraçada”, completou a cantora irritada. Além de Antonia Gentry (“Doce Argumento”) e Brianne Howey (“Batwoman”), o elenco da série ainda inclui Felix Mallard (“Neighbours”), Sara Waisglass (“October Faction”), Jennifer Robertson (“Schitt’s Creek”), Scott Porter (“Friday Night Lights”), Raymond Ablack (“Caçadores de Sombras”), Katie Douglas (“Mary Kills People”) e o menino Diesel La Torraca (“Pequenos Monstros”).

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  • Etc

    Pastor que ora pela morte de Paulo Gustavo será processado

    18 de abril de 2021 /

    Dezenas de entidades LGBTQIA+ e de grupos defensores de direitos humanos anunciaram neste fim de semana que vão processar na Justiça o pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, após uma postagem nas redes sociais em que ele disse estar orando pela morte do ator Paulo Gustavo, internado há um mês com covid-19, em estado grave. “Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si”, publicou o pastor em suas redes sociais durante a semana passada. Após a repercussão negativa do comentário, José Olímpio apagou a publicação. Internado na UTI desde o começo de março, Paulo Gustavo enfrenta complicações da covid-19, está intubado, utilizando pulmão artificial e seu estado de saúde é considerado crítico. A situação comoveu famosos e fãs, que têm organizado correntes de oração pelo restabelecimento da saúde do ator, conhecido pelos papéis humorísticos no teatro, na TV e no cinema. Foi neste contexto que o pastor José Olímpio se manifestou de forma anticristã. Para as entidades, o ataque de ódio gratuito se deve ao fato de o ator de 42 anos ser homossexual assumido e casado com o médico Thales Bretas, com quem tem dois filhos bebês. “É urgente que crimes como estes, motivados por homofobia, sejam enquadrados da tipificação da LGBTfobia, na lei de combate ao racismo de n. 7.716/2018, e que punições mais rigorosas e severas sejam tomadas contra condutas homofóbicas e atos discriminatórios como o em questão”, diz a nota assinada pelas principais entidades de defesa dos direitos de LGBTs do país, no anúncio de que medidas judiciais serão tomadas contra o pastor. A Aliança LGBT+, signatária do documento, afirma que a declaração do pastor não é um caso isolado, mas parte de uma campanha que atinge cotidianamente gays, lésbicas e trans. “Vivemos tempos sombrios. Esta afirmativa foi dita por nós inúmeras vezes nos últimos meses. “A pandemia que ainda segue em curso transformou o caráter de alguns e revelou o verdadeiro caráter de outros, fazendo com que pudéssemos separar o joio do trigo e sem nenhuma sombra de dúvidas fossemos capazes de compreender melhor o outro”, diz o texto assinado pelo ativista Toni Reis, líder da Aliança LGBT+. Além de entidades LGBTQIA+, o texto de repúdio ao pastor também conta com apoio de lideranças evangélicas.

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  • Etc,  Filme

    Estrela de “Manhattan”, Mariel Hemingway defende Woody Allen

    15 de abril de 2021 /

    A atriz Mariel Hemingway, estrela do clássico “Manhattan”, de Woody Allen, defendeu o diretor durante uma conversa com Anne Heche e Heather Duffy no podcast “Better Together with Anne & Heather”. No filme de 1979, a neta do escritor Ernest Hemingway interpretou uma estudante de Ensino Médio de 17 anos que começa a namorar um escritor de comédias televisivas de 42 anos, com dois divórcios no passado, vivido pelo próprio Allen. Na época de seu lançamento, o filme de comédia romântica em preto e branco não despertou protestos por conta desse relacionamento, tornando-se na verdade, a segunda maior bilheteria (quando ajustada pela inflação) do diretor. Mas em 2021 foi usado como “prova” de que Allen seria um pedófilo. No podcast, Mariel concordou que o filme pode ser considerado polêmico hoje em dia, devido ao romance entre um adulto e uma menor. “Não quero justificar nenhum comportamento”, ela afirmou, “mas esse filme provavelmente não poderia ser lançado hoje”. Hemingway disse que não viu a série documental “Allen v. Farrow”, da HBO, que usa “Manhattan” em sua argumentação contra Allen, buscando comprovar que o diretor teria abusado de sua filha adotiva Dylan Farrow aos 7 anos. A menina acusa Allen de abusar sexualmente dela em 1992, situação que foi investigada duas vezes pela Justiça na época, descartando a denúncia. Para a atriz, é muito difícil discutir essa situação, porque sua experiência ao trabalhar com Allen em “Manhattan” foi maravilhosa. “É um pouco delicado para mim, porque ele nunca me desrespeitou ou foi desagradável”, disse Hemingway. “Não conheço Mia, não conheço Ronan e não conheço Dylan. Eu não conheço essa história. Não é minha história para contar. ” A atriz diz que prefere não se envolver no debate porque a denúncia de Dylan contradiz tudo o que ela viu e acredita ser o cineasta. “Não digo que vou fazer campanha defendendo-o, mas, para mim, a integridade de seu trabalho permanece intacta”, declarou Hemingway. “Talvez seja covardia da minha parte [não defendê-lo com mais veemência]”. Ela ainda reclamou da direção tomada pela chamada “cultura de cancelamento”, que a assusta por querer “encerrar todas as conversas e cancelar pessoas importantes para nossa geração”. “Temos que escolher um lado… quem disse?! Não é assim que se consegue crescer!”, ela apontou. Veja abaixo o trailer de “Manhattan”.

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  • Etc

    Reação de Gabriela Duarte a vídeo da mãe com Bolsonaro repercute na internet

    15 de abril de 2021 /

    As redes sociais viralizaram a reação da atriz Gabriela Duarte ao rever um vídeo de sua mãe, Regina Duarte, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, exibido durante o programa “Conversa com Bial”. A expressão de desânimo, misturando desgosto e vergonha, foi replicada até virar meme após o programa, que foi ao ar na madrugada desta quinta (15/4) na rede Globo. O vídeo que gerou o mal-estar foi a última aparição de Regina com Bolsonaro, em maio de 2020, quando o presidente anunciou que ela não estaria mais à frente da Secretaria Especial da Cultura e iria assumir a presidência da Cinemateca Brasileira – o que nunca aconteceu. Após exibir a cena, o apresentador Pedro Bial questionou se Gabriela se sentiu aliviada com a saída da mãe do governo. “Foi um período muito turbulento, de muitas coisas. Um período que, de certa forma, nos afastou bastante. Não por uma questão ideológica, não é isso. Tem a ver com uma dinâmica muito complicada, de entrar ali, sair… Então, eu posso responder por mim, eu fiquei muito aliviada”, admitiu. Na entrevista, Bial quis saber como ficou a relação entre mãe e filha diante de possíveis divergências políticas. E embora tenha afirmado não falar sobre isso com a mãe, Gabriela Duarte disse: “Uma coisa posso afirmar, nós somos muito diferentes realmente”. Ela ainda revelou que votou em Ciro Gomes no primeiro turno e anulou o voto no segundo turno das últimas eleições presidenciais, para deixar claro que não é eleitora de Bolsonaro. Isso não a impediu de sofrer ameaças por conta das opções da mãe, especialmente durante o período em que Regina Duarte esteve à frente da Secretaria Especial da Cultura. “Fiquei muito assustada, recebi muitas ameaças, nunca me passou pela cabeça isso. Foi Bizarro”, contou. A atriz, que está completando 47 anos nesta quinta, terminou a entrevista agradecendo ao SUS (Sistema Único de Saúde) pelo empenho dos profissionais da saúde durante a pandemia de coronavírus. E recebeu muitas mensagens de apoio ao fim do “Conversa com Bial”. Veja abaixo algumas das reações. Quando eu vejo parente apoiando o Bolsonaro nas redes sociais, faço a mesma cara da Gabriela Duarte ☹️😓😕 #ConversaComBial pic.twitter.com/XTMxhsz6WW — Fernando Mancini (@fermancini) April 15, 2021 Rapaz, acabei de ver a entrevista de Gabriela Duarte no #ConversaComBial que foi ao ar na madrugada de hoje e, sabe, entendi todos os posicionamentos dela enquanto filha da R****a. É muito doloroso ter uma pessoa tão próxima pensar tão diferente de você. Mas força pra Gabi. — Robson Gomes ▽▲ (@robinhogomes) April 15, 2021 A cara da Gabriela Duarte vendo isso kkkk. Vou ter que ver essa entrevista. #ConversaComBial https://t.co/jtcraMhHJD — Olliver (@Evandro_Olliver) April 15, 2021 Eu tô só a Gabriela Duarte desde 2018. pic.twitter.com/ohKgugIR83 — Açúcar invertido 🇨🇦🇧🇷 (@BFFCanadaBrasil) April 15, 2021 a gabriela duarte deve odiar o bolsonaro e as loucuras da mãe#ConversaComBial pic.twitter.com/zmkgCGbS4h — DOMÊNICO #bbb21 (@eumaluma) April 15, 2021 Amei acompanhar essa entrevista super importante do Bial para com Gabriela Duarte e destaco as falas pontuais que foram imprescindíveis para explanar as diferenças entre ela e a mãe dela. Desta entrevista só engrandeceu o orgulho de ser fã desta maravilhosa atriz#ConversaComBial pic.twitter.com/flVY4l5HwT — Tiago Dias (@dia_tiago) April 15, 2021 Coitada da Gabidu, Regina tão grandiosa, não precisava desse peso na sua biografia pessoal e artística. Foi muita mancada. #ConversaComBial pic.twitter.com/tT4XaasYST — PAPO RETO 📢🎙📢 (@papporetoo) April 15, 2021 Ela acabou a entrevista agradecendo ao sus. Fadinha, Eu te amo!!! #ConversaComBial — ✨🌛jOsEpH🌛✨ (@DramadelReyyy) April 15, 2021

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  • Série

    Os Simpsons: Dublador quer pedir desculpas a todos os indianos por Apu

    13 de abril de 2021 /

    O ator Hank Azaria, antigo dublador do personagem Apu em “Os Simpsons”, disse que gostaria de se desculpar individualmente com todos os indianos nos Estados Unidos pela representação preconceituosa do personagem. Ele abandonou o papel há mais de um ano, após críticas da comunidade indiana. “Eu realmente sinto muito. É importante. Eu peço desculpas pelo meu papel em criar e contribuir com isso. Parte de mim sente que eu preciso ir até cada indiano neste país e me desculpar pessoalmente. E às vezes eu faço isso”, disse Azaria em entrevista ao podcast “Armchair Expert”. Apu sempre foi considerado um personagem polêmico por retratar de forma estereotipada o comportamento dos imigrantes da região da Índia. Mas a abordagem politicamente incorreta passou a ganhar ainda mais projeção após o documentário “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas da região. Azaria acabou se tornando o principal alvo do filme e desde então vinha sofrendo pressões para abandonar o personagem – o que só fez três anos depois. Em sua participação no podcast, Azaria disse que, após as críticas, decidiu procurar entender por que a representação do personagem indiano era problemática. Segundo ele, foi uma conversa com crianças descendentes de indianos na escola de seu filho que o fizeram desistir do personagem. Azaria contou que um garoto pediu, “com lágrimas em seus olhos”, que ele falasse aos executivos de Hollywood que as obras que eles produzem afetam a vida das pessoas. “Um menino de 17 anos… Ele nunca viu ‘Os Simpsons’, mas sabe o que o Apu representa. Já é praticamente um xingamento. Tudo o que ele sabe é que é assim que seu povo é visto por tantas pessoas neste país”, contou o ator.

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  • Etc

    Bolsonaro se aproxima do que deputados consideraram crime com Danilo Gentili

    12 de abril de 2021 /

    Em gravação revelada nesta segunda (12/4), o presidente Jair Bolsonaro ameaçou agredir fisicamente um senador da República. Durante uma entrevista à Rádio Bandeirantes, o senador Jorge Kajuru revelou uma nova parte do diálogo polêmico que travou com Bolsonaro no fim de semana, em que o presidente lhe pediu para participar ou tentar travar a CPI da Pandemia. “Se você não participa, daí a canalhada lá do Randolfe Rodrigues vai participar. E vai começar a encher o saco. Daí, vou ter que sair na porrada com um bosta desse”. O “bosta desse” contra quem Bolsonaro disse que vai “ter que sair na porrada” é um Senador eleito, Randolfe Rodrigues, responsável pela criação da CPI da Pandemia. A ameaça física com nome e sobrenome é menos genérica que o tuite de fevereiro passado de Danilo Gentili, que levou a Câmara dos Deputados a protocolar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a prisão do apresentador. Na época, a sugestão de Gentili para que a população “entrasse” no Congresso “e socasse todo deputado” por causa da PEC de im(p)unidade parlamentar, foi considerado um ameaça à democracia. Originalmente, Gentili escreveu: “Eu só acreditaria que esse País tem jeito se a população entrasse agora na câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”. A ação contra Gentili foi coordenada pelo deputado Luis Tibé, responsável pela procuradoria da Câmara, a partir de um pedido do deputado federal Celso Sabino, buscando equiparar a postagem do apresentador do talk show “The Noite” com a do deputado federal Daniel Silveira, preso após ameaçar ministros do STF. “Não podemos ter uma sociedade e uma Democracia com pesos e duas medidas. Se o Supremo Tribunal Federal, sabiamente, estabeleceu um limite para a livre manifestação do pensamento que é o respeito à integridade das instituições democráticas – princípio que a Câmara dos Deputados acolheu com margem de 364 votos – a Justiça brasileira não pode permitir que ninguém faça a incitação de ‘socar’ deputados”, concluiu o deputado, por meio de sua assessoria de imprensa. A ação política contra Gentili não foi adiante porque ele não é um político eleito e, portanto, não tem fórum no STF. A PEC da im(p)unidade parlamentar também não foi votada, graças ao repúdio das redes sociais. Mesmo assim, Gentili se arrependeu, apagou o post e fez outra afirmação em seguida: “Eu fiz um tuíte que foi alvo de justas críticas por alguns deputados. Quem me segue sabe que sempre defendi as instituições. Aliás, minha briga com bolsonaristas foi justamente pelo fato de eu ser contrário aos pedidos criminosos de fechamento do STF e do Congresso”. Já Bolsonaro dobrou a aposta e afirmou para seus seguidores, a respeito da gravação polêmica: “Falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá?”. Mas enquanto o presidente brada, sua tropa de choque no Congresso tenta minimizar as bravatas. A avaliação é de que o ataque contra Randolfe Rodrigues foi individualizado, a um parlamentar identificado com a esquerda, e não contra o Senado. Jair Bolsonaro tem fórum no STF.

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