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  • Filme

    Primeiro filme árabe da Netflix causa polêmica no Oriente Médio

    23 de janeiro de 2022 /

    O primeiro filme original em árabe da Netflix, “Perfeitos Desconhecidos”, virou polêmica e enfrenta críticas pesadas de conservadores em todo o Oriente Médio desde seu lançamento na quinta passada (20/1). O longa está sendo acusado, entre outras coisas, de promover a homossexualidade, a perversão e a infidelidade, e até mesmo de fazer parte de um complô para derrubar a sociedade árabe. Um dos muitos remakes internacionais do sucesso italiano de mesmo nome, dirigido por Paolo Genovese em 2016, o filme acompanha um grupo de amigos libaneses que concorda em deixar os celulares desbloqueados na mesa durante um jantar, expondo interações picantes e segredos sombrios. Com um elenco liderado pela cineasta Nadine Labaki (“Cafarnaum”) e a estrela egípcia Mona Zaki (“Sherazade, Conte uma História”), a trama inclui um personagem gay e outras histórias consideradas tabu, que raramente são discutidas abertamente em muitos países do Oriente Médio. No Twitter, o filme foi alvo de uma enxurrada de mensagens homofóbicas, sob a acusação de incentivar a “degradação moral” dos valores islâmicos e “divulgar ideias ocidentais” decadentes. Um usuário acusou o filme de ser um “crime”, acrescentando que não deveria apenas ser banido, mas que todos os envolvidos deveriam enfrentar “processo” e serem julgados como criminosos. A maior surpresa de tudo isso é a Netflix acreditar que isso não aconteceria. Filmes tão inocentes quanto “Eternos” e “Amor, Sublime Amor” foram proibidos nos cinemas de boa parte do Oriente Médio por fazer referências à questões LGBTQIAP+. Como “Perfeitos Desconhecidos” foi lançado direto em streaming, evitou os censores de cinemas, tornando-se um dos poucos filmes a mostrar estas questões para o público árabe. A principal reação aconteceu no Egito (o filme é uma co-produção egípcia), particularmente contra Zaki, que em uma cena do filme tira a calcinha (embora nada seja visto, pois não há nudez). Um usuário do Twitter acusou Zaki – uma grande estrela no Egito – de fazer parte de uma agenda internacional para forçar mudanças sociais. Um advogado egípcio, Ayman Mahfouz, afirmou que o filme era uma “conspiração para perturbar a paz da sociedade árabe” e que Zaki era a “campeã” de tudo. Este mesmo advogado – que em 2020 processou o filho transgênero do ator egípcio Hesham Selim por um post no Instagram por supostamente promover a homossexualidade – está preparando um processo para remover a produção da Netflix. O filme também foi atacado pelo político egípcio Mustafa Bakri, que em comunicado ao presidente da Câmara dos Deputados do Egito disse que ele “incita a homossexualidade e a infidelidade”. No Egito, ao contrário dos países do Golfo Pérsico, a homossexualidade não é oficialmente ilegal, embora seja costumeiramente reprimida na sociedade. Apesar da reação feroz, o longa também recebeu apoio de segmentos progressistas da comunidade árabe, com muitas pessoas elogiando tanto o enredo – por levantar tópicos da vida real muitas vezes ignorados – quanto a própria produção, ao mesmo tempo em que criticam as atitudes retrógradas daqueles que o atacam. “Árabes enlouquecendo por causa de um filme que mostra cônjuges infiéis, adolescentes sendo adolescentes, personagens gays… me faz perceber que não estamos nem 1% perto de discutir temas como seres civilizados em vez de nos fecharmos em uma bolha hipócrita reprimida”, disse um usuário do Twitter, em meio a uma campanha com uma hashtag que se traduz como #EuTambémSouUmPefeitoDesconhecido. Uma das maiores estrelas internacionais do Egito, Amr Waked, foi além e tuitou que qualquer um que estivesse “com medo” de que um filme pudesse mudar sua fé não tinha fé. Graças à polêmica, “Perfeitos Desconhecidos” tem sido um grande sucesso até agora, liderando as paradas de visualização da Netflix na região e chamando a atenção do mundo. Na França, atualmente é o sexto título mais popular da plataforma. Veja abaixo o trailer do filme dublado em português.

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  • Série

    “Bull” é cancelada na 6ª temporada

    19 de janeiro de 2022 /

    A rede CBS vai finalmente tirar “Bull” do ar. O drama legal terminará em sua 6ª temporada, que está atualmente em exibição nos EUA. O cancelamento foi adiantado pelo astro Michael Weatherly, que tuitou na terça-feira (18/1) que “foi um privilégio interpretar o Dr. Jason Bull, mas depois de 6 temporadas de histórias incríveis, é hora de buscar novos desafios criativos e encerrar sua história”. Teria sido a decisão do ator de não renovar seu contrato que levou ao cancelamento da atração, segundo apurou o site The Hollywood Reporter. O fato de Weatherly decidir o destino do programa é… sem comentários. Muitos esperavam que “Bull” fosse acabar há três anos, quando a CBS precisou pagar US$ 9,5 milhões à atriz Eliza Dushku como indenização por assédio praticado por Weatherly, e por ter sido dispensada após denunciar o incômodo à produção. Weatherly disse que fez apenas piadas, não sofreu punição e emitiu um comunicado dizendo que não tinha culpa pela demissão da atriz. “Mais de 10 milhões de pessoas veem ‘Bull’ toda semana. Michael é adorado pelo nosso público e, mesmo depois dessas denúncias, todo mundo continua assistindo. Então, é uma atração popular que queremos manter no ar”, disse sem rodeios o presidente da emissora, Kelly Kahl, em 2019. Ela ainda está à frente da empresa. Dois anos depois, os bastidores da série voltaram a render escândalo. Denúncias dos roteiristas contra abusos morais e a transformação do ambiente de trabalho num local tóxico levaram a CBS a demitir o produtor Glenn Gordon Caron, showrunner da série, em 2021. O caso não é isolado. A quantidade de denúncias de abuso moral nas séries da CBS é anormal. Nos últimos anos, atores de “NCIS: New Orleans”, “SEAL Team”, “Hawaii Five-0”, “Magnum” e “MacGyver” denunciaram produtores poderosos que foram demitidos. Em compensação, a maioria dessas séries foi cancelada logo em seguida. Por outro lado, os astros das produções permanecem intocados. A mesma impunidade dada a Michael Weatherly se estendeu a outro ator famoso de série da CBS. Uma denúncia de Pauley Perrette contra Mark Harmon, por agressão nas gravações de “NCIS”, não deu em nada, considerando a permanência do ator até a 19ª temporada, atualmente em exibição. Vale lembrar que a CBS é a mesma rede que teve seu presidente Les Moonves envolvido em várias denúncias de assédio e abuso sexual, trazidas à tona em reportagens da revista New Yorker por diversas mulheres, inclusive funcionárias da empresa. Moonves foi o executivo mais poderoso da TV tolhido pelo movimento #MeToo, que surgiu no final do ano passado, após a exposição dos casos de abuso praticados pelo produtor Harvey Weinstein ao longo de três décadas. Para evitar ser demitido do comando da empresa, ele pediu demissão em 2018, buscando realizar um acordo milionário para sua saída do cargo.

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  • Filme

    Almodóvar lança filme na Netflix após falar mal da plataforma

    18 de janeiro de 2022 /

    O novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, “Mães Paralelas”, vai chegar na Netflix cinco após o diretor ter falado mal da plataforma e ajudado a acabar com a participação de produções do serviço no Festival de Cannes. Presidente do Festival de Cannes 2017, que teve a primeira e última participação de longas da Netflix, Almodóvar se manifestou veementemente contra a participação de títulos da plataforma na competição. Durante a entrevista coletiva do júri do festival, ele partiu com ímpeto contra o streaming, afirmando que seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. “Eu pessoalmente entendo que a Palma de Ouro não deve ser entregue para um filme que não seja visto nos cinemas”, afirmou. “Tudo isso não significa que eu não esteja aberto para celebrar novas tecnologias e oportunidades, mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”. A imprensa internacional resolveu provocar, questionando se ele preferia vencer a Palma de Ouro ou ser assistido nos 190 países nos quais os serviços da Netflix são oferecidos. Almodóvar reagiu de forma exaltada. “Mais do que ser visto em 190 países, para mim um filme meu precisa sempre ser assistido em uma tela grande”. Desde estas declarações, o Festival de Cannes deixou de incluir filmes da Netflix em sua programação. A ironia é que a Netflix adquiriu “Mães Paralelas” após o filme abrir o Festival de Veneza, onde foi premiado – troféu de Melhor Atriz para Penélope Cruz. Ninguém ainda perguntou a Almodóvar o que ele acha de ter um filme premiado lançado apenas em streaming no mercado internacional. O primeiro trailer do lançamento em streaming foi divulgado nesta terça (18/1), revelando a data de estreia de “Mães Paralelas” na Netflix: 18 de fevereiro.

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  • Etc

    Joss Whedon critica elenco e fãs de “Liga da Justiça”

    17 de janeiro de 2022 /

    Depois de meses em silêncio, Joss Whedon finalmente se pronunciou sobre as acusações de abuso moral nos bastidores de “Liga da Justiça”. E sua reação foi atacar o elenco do filme, que, para ele, segue uma agenda de alguém em particular, subentendo uma influência de Zack Snyder nas acusações. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (17/1) pela New York Magazine, o cineasta negou os relatos e ainda acusou fãs de Snyder de comandarem uma campanha difamatória contra ele nas redes sociais. “Não sei quem começou [a suposta campanha difamatória], sei em nome de quem isso foi feito” Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva de tudo o que estava pronto. Mas o resultado dessa intervenção foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas (40% no Rotten Tomatoes). Além disso, as refilmagens geraram acusações de abusos que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Segundo Whedon, as denúncia contra ele feitas por Ray Fisher – que foi o primeiro a relatar o comportamento tóxico do diretor no set – não eram “verdadeiras ou dignas de discussão”. Whedon ainda questionou o caráter e a qualidade do intérprete do Ciborgue, definindo-o como “um mau ator, em todos os sentidos da palavra”. “Estamos falando de uma força malévola”, acrescentou. Sobre a acusação de Gal Gadot, que revelou ter tido a carreira ameaçada por Whedon quando pediu para que uma cena de teor sexista fosse cortada, o cineasta rebateu dizendo que “inglês não é a língua materna” da atriz e que, por isso, ela teria entendido mal sua fala “irritantemente cheia de floreios”. Procurada para repercutir a entrevista, Gadot reforçou que “entendeu perfeitamente” as palavras de Whedon. Sua denúncia ainda coincide com o que foi dito por Charisma Carpenter, da série “Angel”, que ouviu do cineasta que ela “nunca mais trabalharia com ele ou com a 20th Century Fox”. Na entrevista, Whedon reconheceu arrependimento em relação à atriz. “Eu não fui educado”, disse ele. Para dar contexto, a briga aconteceu porque ela engravidou durante as gravações da série. Ele ainda acrescentou: “A maioria das minhas experiências com o Charisma foram encantadoras e deliciosas. Ela às vezes lutava com suas falas, mas ninguém conseguia acertar uma piada com mais força do que ela.” A reportagem ainda acrescentou relatos como o de Cynthia Bergstrom, figurinista de “Buffy: A Caça-Vampiros”, que citou uma discussão em que o diretor apertou seu braço com tanta força que deixou marcas de unha em sua pele. Para Whedon, as acusações são feitas por pessoas que usam “todas as palavras acusatórias da era moderna para me fazer parecer um monstro abusivo”. A carreira de Whedon está em queda livre desde que Fisher comentou pela primeira vez sobre suas experiências no set de “Liga da Justiça” há dois anos. Ele abandonou o filme de Batgirl e deixou a série “The Nevers”, que criou para a HBO, e não tem novos projetos no horizonte. Além disso, a HBO Max lançou uma nova versão de “Liga da Justiça” totalmente dirigida por Zack Snyder, que não inclui nenhuma das cenas refeitas por Whedon, após clamor dos fãs.

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  • Filme

    Leslie Grace revela seu visual como Batgirl

    15 de janeiro de 2022 /

    A atriz Leslie Grace revelou em primeira mão em seu Instagram o visual de Batgirl no primeiro filme da heroína. A estrela de “Em um Bairro de Nova York” será a primeira intérprete negra e latina da personagem. A foto que registra Leslie uniformizada revela inspiração da série clássica de Batman dos anos 1960, utilizando um capuz, traje azul marinho e uma capa com forro amarelo. Na versão trajada por Yvonne Craig em 1967, a roupa encapuzada era lilás e amarela. Já o uniforme de Alice Silverstone em “Batman e Robin”, de 1997, não tinha capuz e era preto com detalhes prateados. Embora a sinopse não tenha sido revelada, o filme deve contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. O elenco vai contar com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, revivendo sua participação no DCU (Universo Cinematográfico da DC Comics) após “Liga da Justiça”, e Michael Keaton como Batman, após retomar o papel no vindouro filme do Flash. Para completar, o papel de vilão coube ao ator Brendan Fraser (o Homem-Robô na série “Patrulha do Destino”), que deve viver o Vagalume na trama. Desenvolvido para a plataforma HBO Max, o filme tem roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) e direção dos belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah (de “Bad Boys para Sempre”). Ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leslie Grace (@lesliegrace)

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  • Série

    The Offer: Série sobre “O Poderoso Chefão” ganha teaser e data

    11 de janeiro de 2022 /

    A plataforma Paramount+ divulgou a data de estreia de “The Offer”, minissérie sobre os bastidores do clássico do cinema “O Poderoso Chefão” (1972). A revelação do lançamento em 28 de abril foi feito num teaser e num pôster oficial da produção. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora” (2021), e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série dos anos 1960 “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com muitas reviravoltas e bastidores conturbados. A história será contada com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). O elenco estelar destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores.

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  • Série

    Netflix renova “Emily em Paris” por mais duas temporadas

    10 de janeiro de 2022 /

    A Netflix anunciou nesta segunda (10/1) que “Emily em Paris” vai ganhar mais duas temporadas. A comédia romântica estrelada por Lily Collins foi renovada até seu quarto ano de produção. Falando sobre o que pode acontecer nos novos capítulos, o criador e showrunner Darren Star adiantou, em entrevista ao site TV Line: “No final da 2ª temporada, Emily está diante de uma grande decisão. Ela tem muitas opções, e nosso desafio é mostrar qual ela escolhe e porquê. Quando você mora em um país que não é o seu, uma das perguntas que sempre se faz é: onde está o meu coração? No lugar de onde eu vim, ou no lugar que estou agora?”. A trama de Emily acompanha a americana do título (Collins), que recebe a oportunidade de trabalhar em Paris. Em um país novo, ela precisa lidar com a barreira de linguagem, chefes raivosos, os desafios de sua profissão, e também vários romances. A série faz bastante sucesso, mas também tem sido alvo de muitas críticas negativas por conta dos estereótipos negativos que reforça. Na 1ª temporada, a

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  • Filme

    “Ataque dos Cães” e “Amor, Sublime Amor” vencem o Globo de Ouro

    10 de janeiro de 2022 /

    Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) anunciou neste domingo os vencedores da 79ª edição do Globo de Ouro. Sem transmissão do evento, os premiados foram revelados nas redes sociais, com destaque para dois filmes. “Ataque dos Cães” conquistou três Globos de Ouro: Melhor Filme de Drama, Ator Coadjuvante (Kodi Smit-McPhee) e Direção (ambos de Jane Campion). O western estrelado por Benedict Cumberbatch conta a história de um cowboy que reluta em aceitar a própria homossexualidade e atormenta a esposa do irmão e o filho gay dela. A versão de Steven Spielberg para o clássico da Broadway dos anos 1950 “Amor, Sublime Amor” também levou três prêmios, dominando a categoria Comédia ou Musical: Melhor Filme, Atriz (a estreante Rachel Zegler) e Atriz Coadjuvante (Ariana DeBose). Já os Melhores Atores de Drama foram Will Smith, por “King Richard – Criando Campeãs”, e Nicole Kidman, por “Apresentando os Ricardos”. As categorias televisivas foram dominadas por duas séries da HBO. Em Drama, o destaque foi “Succession”. A produção ficou com os troféus de Melhor Série de Drama, Ator (Jeremy Strong) e Atriz Coadjuvante (Sarah Snook). Entre as comédias, “Hacks”, da HBO Max, venceu como Melhor Comédia e Atriz (Jean Smart). Mas o prêmio televisivo mais importante foi conquistado por MJ Rodriguez. Vencedora como Melhor Atriz por “Pose” (do canal FX), ela se tornou a primeira trans a vencer um Globo de Ouro. Outro destaque, Oh Young Soo, de 77 anos, também fez História ao virar o primeiro ator sul-coreano a vencer o prêmio da HFPA – na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Nenhum dos premiados estava presente na cerimônia para receber seus troféus. Desprestigiado por Hollywood, o Globo de Ouro aconteceu na noite de domingo (9/1) em Los Angeles sem tapete vermelho, artistas ou presença da imprensa. Segundo apurou a revista Variety, a HFPA até chegou a contatar alguns famosos para participarem da apresentação de prêmios, mas praticamente todos recusaram. Emissoras ao redor do mundo, incluindo a norte-americana NBC e a brasileira TNT, já tinham cancelado a transmissão do prêmio pela TV. Apenas Jamie Lee Curtis teve a coragem de apoiar publicamente o evento. Ela fez uma participação gravada e publicada nas redes sociais do Globo de Ouro durante a premiação, citando o empenho humanitário da HFPA. “Por muito tempo, eu não percebi que a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood era, na verdade, uma organização de caridade e usavam os fundos gerados pela transmissão do Globo de Ouro para financiar incríveis programas na nossa comunidade. Eles financiam criadores, educadores e instituições de aprendizado e preservação”, disse ela. “E eles fazem de um jeito muito sutil, sem estardalhaço. Eu quero honrá-los e ficar junto deles.” A premiação sem entrega de prêmios foi um esforço para melhorar a imagem do Globo de Ouro, já que, diante das dificuldade, a HFPA aproveitou para convidar apoiadores de suas atividades beneficentes, com o objetivo de destacar o aspecto filantropo da organização. A decisão de tirar a premiação da TV integrou o boicote de vários setores de Hollywood contra a HFPA, após o jornal Los Angeles Times publicar uma reportagem reveladora. Além de denunciar que a organização não tinha integrantes negros, a publicação também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética dos responsáveis pelo Globo de Ouro, levando ao questionamento da honestidade da premiação. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos membros e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. CINEMA Melhor filme (drama) “Ataque dos Cães”, de Jane Campion Melhor filme (comédia ou musical) “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg Melhor animação “Encanto” Melhor roteiro Kenneth Branagh, por “Belfast” Melhor direção Jane Campion, por “Ataque dos Cães” Melhor trilha sonora Hans Zimmer, por “Duna” Melhor canção original Billie Eilish por “No Time to Die”, de “Sem Tempo para Morrer” Melhor ator (drama) Will Smith, por “King Richard: Criando Campeãs” Melhor atriz (drama) Nicole Kidman, por “Apresentando os Ricardos” Melhor ator (musical ou comédia) Andrew Garfield, por “Tick, Tick Boom!” Melhor atriz (musical ou comédia) Rachel Zegler, por “Amor, Sublime Amor” %u200B Melhor ator coadjuvante Kodi Smit-McPhee, por “Ataque dos Cães” Melhor atriz coadjuvante Ariana DeBose, por “Amor, Sublime Amor” Melhor filme em língua estrangeira “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão) TELEVISÃO Melhor série de drama “Succession” Melhor série de comédia “Hacks” Melhor minissérie ou filme para TV “The Underground Railroad” Melhor ator (drama) Jeremy Strong, por “Succession” Melhor atriz (drama) MJ Rodriguez, por “Pose” Melhor ator (comédia) Jason Sudeikis, por “Ted Lasso” Melhor atriz (comédia) Jean Smart, por “Hacks” Melhor ator (minissérie ou filme para a TV) Michael Keaton, por “Dopesick” Melhor atriz (minissérie ou filme para a TV) Kate Winslet, por “Mare of Easttown” Melhor ator coadjuvante Oh Yeong-su, por “Round 6” Melhor atriz coadjuvante Sarah Snook, por “Succession”

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  • Etc

    Globo de Ouro anunciará vencedores nas redes sociais

    6 de janeiro de 2022 /

    Depois de confirmar que o Globo de Ouro aconteceria sem tapete vermelho, astros ou cobertura televisiva neste domingo (9/1), a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) revelou que não fará nem transmissão ao vivo por streaming. Os nomes dos vencedores serão anunciados por postagens nas redes sociais da organização. “O evento deste ano será privado e não terá transmissão ao vivo. Nós providenciaremos atualizações em tempo real sobre os vencedores no site oficial do Globo de Ouro e em nossas redes sociais”, disse a HFPA, em comunicado. Apesar disso, a associação tentará manter as aparências, realizando o evento como uma confraternização entre seus membros e parceiros filantrópicos no Beverly Hilton Hotel, de Los Angeles, local onde o Globo de Ouro realiza suas cerimônias há anos. Segundo apurou a revista Variety, a HFPA até chegou a contatar alguns famosos para participarem da apresentação de prêmios, mas todos recusaram. Emissoras ao redor do mundo, incluindo a norte-americana NBC e a brasileira TNT, já tinham cancelado a transmissão do prêmio pela TV. A decisão de não transmitir a premiação se juntou aos boicotes de vários setores de Hollywood contra a HFPA, após uma denúncia de que a organização não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética dos responsáveis pelo Globo de Ouro. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos membros e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. A premiação sem entrega de prêmios servirá basicamente para que os responsáveis pelo Globo de Ouro voltem a se comprometer com mudanças, visando viabilizar a transmissão televisiva de seu evento em 2023.

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  • Filme

    “And Just Like That” corta participação final de Chris Noth

    5 de janeiro de 2022 /

    A produção da série “And Just Like That”, continuação de “Sex and the City”, decidiu cortar uma participação já gravada do ator Chris Noth no final da temporada. Segundo o site americano TV Line, ele retomaria o papel de Mr. Big no último capítulo, para ter uma conversa imaginária com Carrie (Sarah Jessica Parker). Spoiler: Mr. Big morreu no primeiro episódio de “And Just Like That”, ao sofrer um ataque cardíaco. Na cena que foi cortada, a personagem de Parker iria até a Pont des Arts, em Paris, para espalhar as cinzas do marido, e neste momento imaginava uma última conversa com ele. A decisão de cortar o diálogo foi feita após o ator ser acusado por assédio e abuso sexual por quatro mulheres. Ele também foi demitido da série “The Equalizer”. Os episódios de “And Just Like That” vão ao ar todas as quintas-feiras pela HBO Max. O episódio final tem previsão de exibição no dia 3 de fevereiro.

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  • Etc

    Escola inglesa tira nome de J.K. Rowling de seu prédio em crítica à transfobia

    5 de janeiro de 2022 /

    Uma escola britânica decidiu rebatizar um de seus prédios para tirar o nome da escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, devido às polêmicas declarações da autora sobre questões de transexualidade, que lhe valeram acusações de transfobia. A Boswells School, em Chelmsford, no leste da Inglaterra, que atende alunos de 11 a 18 anos, explicou que mudou o nome do prédio para homenagear a medalhista de ouro olímpico Kelly Holmes. “Na Boswells School, promovemos uma comunidade escolar inclusiva e democrática, onde estimulamos os alunos a se desenvolverem como cidadãos autoconfiantes e independentes”, disse o diretor da instituição, Stephen Mansell. Os seis edifícios da instituição foram nomeados em homenagem a “destacados cidadãos britânicos”. “No entanto, após os vários pedidos de alunos e funcionários, estamos revisando o nome da nossa casa vermelha ‘Rowling’, à luz dos comentários e opiniões de J.K. Rowling sobre pessoas trans”, explicou. Rowling também não apareceu no recente reencontro com o elenco dos filmes de “Harry Potter”, disponibilizado pela HBO Max, após ser criticada pelos principais intérpretes da saga e rejeitada até por comunidades de fãs de “Harry Potter”. Oficialmente, ela teria dito que as imagens de arquivo seriam suficientes. Mas sua postura transfóbica, disfarçada de feminismo, criou atrito com Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que renegaram os argumentos da criadora de “Harry Potter”, colocando-se ao lado das pessoas transexuais. A cruzada de Rowling veio à tona há pouco mais de um ano, quando usou o Twitter para criticar uma reportagem que citava “pessoas que menstruam” para designar indivíduos do sexo feminino. “Tenho certeza que costumava existir uma palavra para essas pessoas”, escreveu ela, insinuando que a matéria deveria dizer apenas “mulheres”. Ela fez questão de esquecer que homens trans podem menstruar. Logo em seguida, a escritora acirrou sua campanha, explorando a descrição mais sensacionalista possível, ao considerar transexuais como estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Inconformada, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. Embora não tenha comentado as críticas que recebeu dos intérpretes dos filmes de “Harry Potter”, ela apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F. Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. Daniel Radcliffe chegou a tuitar um pedido de desculpas em seu nome para a comunidade trans.

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  • Etc

    Globo de Ouro é confirmado sem astros de Hollywood

    4 de janeiro de 2022 /

    A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) confirmou a realização do Globo de Ouro de 2022 neste domingo (9/1). Em anúncio sobre a cerimônia, os organizadores asseguraram que o evento manterá a data original, após o Critics Choice adiar seu evento que aconteceria no mesmo dia. A premiação, porém, não terá tapete vermelho, imprensa ou celebridades, muito menos entrega de prêmios. No lugar dos astros de Hollywood, o evento trará apoiadores das atividades filantrópicas da HFPA, que anunciarão as vitórias dos ausentes nas categorias em disputa. A decisão não tem relação com o avanço da variante ômicron da covid-19, mas sim com a situação da HFPA, que caiu em desgraça e perdeu a transmissão televisiva de seu evento. A NBC tomou a decisão de não transmitir a premiação ao se juntar aos boicotes de vários setores de Hollywood contra o Globo de Ouro, após uma denúncia de que a HFPA não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética dos integrantes da organização. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos membros e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. A premiação sem entrega de prêmios servirá basicamente para que os responsáveis pelo Globo de Ouro voltem a se comprometer com mudanças, visando viabilizar a transmissão televisiva de seu evento com celebridades em 2023.

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  • Série

    Ministro da Ucrânia diz que “Emily in Paris” é “um insulto”

    3 de janeiro de 2022 /

    Depois de ser criticada por estereótipos franceses em sua 1º temporada, a série “Emily em Paris” virou algo de críticas por estereótipos ucranianos em seus novos episódios. Desta vez, porém, as reclamações não partiram da imprensa, mas do Ministro da Cultura da Ucrânia, Oleksandr Tkachenko Ele revelou que enviou uma carta para a Netflix, reclamando de como a personagem Petra foi retratada na série. Tkachenko disse que se sentiu insultado por ela. Na 2ª temporada, Emily (Lily Collins) conhece Petra (Daria Panchenko), uma ucraniana que não entende de moda e não fala muito bem nem inglês e nem francês. As duas viram colegas e saem juntas para praticar francês, mas Petra acaba interpretando errado algumas coisas que Emily diz e furta peças caríssimas de uma loja famosa de Paris. “Em Emily em Paris, nós temos a caricatura de uma mulher ucraniana que é inaceitável. É também um insulto”, escreveu Mr Takchenko em seu Telegram. “É assim que os ucranianos são vistos lá fora?”, lamentou. Uma ucraniana que mora em Paris concordou com o Ministro. “O jeito como vocês retrataram a imagem dos ucranianos em sua 2ª temporada é um truque baixo, um escândalo e uma vergonha”, escreveu Yevheniya Havrylko, em um post no Instagram que já tem mais de 75 mil curtidas. Além deste problema com a personagem ucraniana, a série tem sido lamentada por mostrar os franceses como pessoas rudes com boinas que traem seus parceiros. Para completar, também apresenta um britânico (Lucien Laviscount) que fica o tempo todo bebendo cerveja e assistindo futebol.

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