Divulgação/Netflix

Netflix renova “Emily em Paris” por mais duas temporadas

A Netflix anunciou nesta segunda (10/1) que “Emily em Paris” vai ganhar mais duas temporadas. A comédia romântica estrelada por Lily Collins foi renovada até seu quarto ano de produção.

Falando sobre o que pode acontecer nos novos capítulos, o criador e showrunner Darren Star adiantou, em entrevista ao site TV Line: “No final da 2ª temporada, Emily está diante de uma grande decisão. Ela tem muitas opções, e nosso desafio é mostrar qual ela escolhe e porquê. Quando você mora em um país que não é o seu, uma das perguntas que sempre se faz é: onde está o meu coração? No lugar de onde eu vim, ou no lugar que estou agora?”.

A trama de Emily acompanha a americana do título (Collins), que recebe a oportunidade de trabalhar em Paris. Em um país novo, ela precisa lidar com a barreira de linguagem, chefes raivosos, os desafios de sua profissão, e também vários romances.

A série faz bastante sucesso, mas também tem sido alvo de muitas críticas negativas por conta dos estereótipos negativos que reforça.

Na 1ª temporada, a imprensa francesa ficou furiosa pela forma como “Emily em Paris” retratou os franceses como pessoas rudes com boinas que traem seus parceiros. No segundo ano, o Ministro da Cultura da Ucrânia se disse insultado pela forma como uma personagem do país foi representada de forma caricatural. Para completar, a produção também apresenta um britânico que fica o tempo todo bebendo cerveja e assistindo futebol.

“Emily em Paris” também foi citada como exemplo da falta de ética da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). O jornal Los Angeles Times revelou que a Paramount Television hospedou 30 membros da HFPA em um hotel cinco estrelas de Paris, com diárias de até US$ 1,4 mil (R$ 7,6 mil) em 2019, para divulgar “Emily in Paris”. Depois disso, a atração da Netflix foi indicada ao Globo de Ouro como Melhor Série de Comédia ou Musical.

A denúncia confirmou boatos que circulavam há anos sobre a falta de integridade da HFPA, ao revelar que a associação, ao contrário da Academia e outros grupos de premiação, aceitava e incentivava que estúdios e produtores oferecessem “presentes” e privilégios (subornos) para seus 87 membros, como forma de influenciar as votações para o Globo de Ouro.

A acusação se somou a outras denúncias contra integrantes da HFPA, incluindo racismo e assédio, que levou a um boicote generalizado do prêmio – que este ano nem foi televisionado