Leo Lins é condenado por ofensa à mãe de criança autista
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou o humorista Leo Lins a pagar R$ 44 mil de indenização por danos morais a Adriana Cristina da Costa Gonzaga, mãe de um menino autista. A juíza Marcela Filus Coelho, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, entendeu que a “brincadeira” envolvendo a criança autista não se trata de um caso isolado na trajetória de Leo Lins. Recentemente, o comediante foi demitido do SBT, onde atuava no programa “The Noite” com Danilo Gentili, por conta da repercussão de piada sobre uma criança com hidrocefalia. “No caso, o réu ofendeu a autora e demonstrou desprezo por uma parte da sociedade, revelando (sem nenhuma justificativa) ser contra quem enfrenta algum tipo de enfermidade. Mais do que isso: com o seu comportamento, instiga outras pessoas agirem da mesma maneira, isto é, de modo deselegante e sem demonstração de conhecimento. Não se trata de caso isolado na vida do réu. Uma rápida busca na internet revela que ele é dado a agir contra quem é portador de enfermidades ou dificuldades”, diz um trecho do documento, divulgado pelo jornal O Globo. O humorista ainda não se posicionou sobre o caso, mas ainda cabe recurso à sentença. A ação foi movida em 2020, após a publicação de um vídeo no perfil de Aline Mineiro, namorada de Leo Lins. Na ocasião, a ex-“A Fazenda” disse: “Como em todas as festas, ele não fala nada, é um pouco autista.” Adriana Cristina enviou um pedido a Lins para que Aline não usasse o autismo de forma leviana. “Aconselhe sua namorada a se retratar. Autismo não é adjetivo”, ela escreveu. Longe de se sensibilizar, Lins respondeu com um texto obsceno. “Eu já tentei. Juro que falei pra ela responder todas as pessoas que estão indignadas como você. Aconselhei ela a mandar vocês enfiarem uma rola gigantesca no cu. Um pau bem veiúdo, mais vascularizado que seu cérebro (se bem que pra isso não precisa muito). A ideia era socar essa rola até a cabeça sair na boca, empalando o corpo. Depois remover a piroca (que aliás, estaria de máscara, pois não quero que pegue Covid), remover cuidadosamente, o que deixaria um buraco cilíndrico, ai jogaria milho para o corpo se tornar um abrigo de pombas brancas da paz. Essa foi minha sugestão, mas ela achou absurdo. Prometo que vou seguir tentando”, escreveu o humorista. Ele ainda zombou, acrescentando as hashtags #autismonãoéadjetivo, #autismonãoésujeito, #autismonãoéverbo e #autismonãoépredicado Apesar de reconhecer que, de fato, enviou a mensagem, Lins argumentou que ela seria direcionada para uma pessoa específica, não para a comunidade autista. Mas a juíza Marcela Filus Coelho entendeu que o comentário foi ofensivo: “Instado, então, pela autora a pedir a retratação da namorada, ao invés de refletir sobre o tema, reconhecer o erro e demonstrar que pode se sensibilizar por quem enfrenta dificuldade, o demandado se valeu de agressão verbal.” De acordo com a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência nº 13.146/15, induzir ou incitar a discriminação de uma pessoa em razão de sua deficiência pode render de um a três anos de prisão. A sentença, porém, se restringiu à indenização por danos morais.
Angelina Jolie é acusada de tentar prejudicar Brad Pitt
O ator Brad Pitt (“Era Uma Vez em Hollywood”) acredita que sua ex-esposa, a atriz e cineasta Angelina Jolie (“Malévola”), busca prejudicá-lo ao tornar públicos os detalhes de uma briga que o casal teve à bordo de um avião, em 2016. Na ocasião, Pitt teria jogado cerveja em Angelina Jolie e a agredido, o que motivou a separação do casal. Ele também foi acusado de agarrá-la pelos ombros e a sacudir enquanto gritava. Essa informação se tornou conhecida na terça (16/8), após a revelação dos documentos de um processo que até então corria de forma anônima. “Foi investigado e não houve acusações”, disse uma fonte próxima de Pitt à revista People, referindo-se ao trabalho do FBI, que investigou a denúncia por ter acontecido num voo internacional. O Departamento de Serviços Infantis e Familiares de Los Angeles também ouviu testemunhas e inocentou Pitt. “Eles investigaram. Prepararam materiais, revisaram juntos e decidiram não denunciá-lo”, completou a fonte. Os detalhes da briga vieram à tona após Jolie processar o FBI, de forma “anônima”, para que os documentos da investigação realizada fossem tornados públicos. Mas a fonte ouvida pela People afirma que tanto Pitt quanto Jolie tem acessos aos documentos em questão há seis anos e que, ao solicitar os documentos, Jolie só pretendia “reavivar um problema que era doloroso para todos e que foi resolvido há seis anos”. “Quais são as motivações de uma pessoa para usar o tempo do tribunal e recursos públicos para preencher um pedido anônimo pela Lei de Liberdade de Informação para um material que ela têm há anos? Só há uma: infligir o máximo de dor possível em seu ex. Não há nenhum benefício nisso. É prejudicial para as crianças e toda a família que isso seja tornado público.” Apesar disso tudo, a fonte afirma que Pitt está tranquilo diante da situação, “considerando as frustrações em torno dessas circunstancias”. “São ondas e mais ondas de tentativas de prejudicá-lo”, disse a fonte. “Ele permaneceu praticamente em silêncio, exceto para reconhecer as coisas em que poderia melhorar. Ele permaneceu em silêncio sobre esse assunto porque sabe que é a melhor coisa para seus filhos, que é melhor para todos. Ele manteve essa postura apesar de uma interminável enxurrada de ataques e tentativas de usar os tribunais contra ele.” Jolie também não falou publicamente sobre os detalhes do incidente do avião. Mas, no processo, a atriz afirmou que sua briga com o ex-marido aconteceu na parte de trás do avião e ele bebia no momento da discussão. Jolie alegou que Pitt agarrou seus ombros e a sacudiu enquanto gritava: “Você está fod*ndo essa família”. Segundo a atriz, Pitt também teria agredido Maddox, depois que o filho, então com 15 anos, tentou intervir na discussão. O que consta no relatório do FBI, porém, é que Pitt xingou um dos filhos, sem especificar qual, dizendo que ele se parecia “com a droga de um menino de Columbine” – uma referência aos adolescentes que massacraram os colegas de uma escola à tiros em 1999. A denúncia também alega que Pitt supostamente causou mais de US$ 25 mil em danos ao avião particular, e que a briga teria continuado fora do voo. Jolie contou que sofreu ferimentos e até entregou uma foto de seu cotovelo machucado para apoiar as suas acusações. Logo após o incidente, o casal de celebridades se divorciou e Pitt decidiu publicamente parar de beber. Nenhuma acusação foi levada adiante contra o ator. No ano passado, Jolie comentou sobre seu divórcio. “Eu não sou o tipo de pessoa que toma decisões, como as decisões que tive que tomar, de maneira leviana”, disse ela ao jornal britânico The Gardian. “Demorou muito para eu estar em uma posição em que eu senti que tinha que me separar do pai dos meus filhos”. Na época, Jolie chegou a mencionar que “há muitas coisas que não posso falar”. Já Pitt comentou em uma entrevista de 2017 à revista GQ que “é uma chatice ter certas coisas desenterradas em público e mal interpretadas”. “Eu me preocupo mais com meus filhos, sendo submetidos a isso”, observou.
Série de Percy Jackson ganha foto oficial de bastidores
A Disney+ divulgou a primeira foto oficial do set da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, que reúne os protagonistas da atração: Walker Scobbell (“O Projeto Adam”), intérprete do personagem-título, Leah Sava Jeffries (“Empire”) como Annabeth Chase e Aryan Simhadri (“Doze é Demais”) no papel de Grover Underwood. Como tem sido praxe, a escalação alterou características raciais de uma das personagens literárias e gerou fúria de fãs nas redes sociais, com direito a ataques racistas. Autor dos livros, o escritor Rick Riordan é um dos produtores da atração e defendeu as mudanças, afirmando estar pessoalmente envolvido “em todos os aspectos da série” com o objetivo de levar ao streaming os cinco livros de Percy Jackson, começando com “O Ladrão de Raios” na 1ª temporada. A série acompanha o adolescente Percy Jackson, que descobre ser filho do deus grego Poseidon. Ele conhece seus dois companheiros de aventuras no Acampamento Meio-Sangue, retiro exclusivo para semideuses. Filha da deusa da sabedoria Atena, Annabeth se revela uma caçadora e estrategista que acaba se envolvendo com o recém-chegado, enquanto Grover é um jovem meio-sátiro, meio-humano, que se torna o melhor amigo e protetor de Percy dentro e fora do Acampamento. O elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”) e Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”). A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e a direção é de James Bobin, que já trabalhou várias vezes com a Disney, nos filmes “Os Muppets” (2011), “Muppets 2: Procurados e Amados” (2014), “Alice Através do Espelho” (2016) e na série “A Misteriosa Sociedade Benedict”. It’s a very special day for a very special demigod. ⚡️ We’re celebrating Percy Jackson’s birthday with a gift just for you… #PercyPreview#PercyJackson and the Olympians is coming soon to #DisneyPlus. pic.twitter.com/FUGykTCpyM — Disney+ (@disneyplus) August 18, 2022
Jamie Foxx culpa tempos politicamente corretos pelo cancelamento de sua estreia como diretor
O ator Jamie Foxx (“Dupla Jornada”) colocou a culpa no “estado da comédia” pelo cancelamento de “All-Star Weekend”, seu primeiro trabalho como diretor. O filme foi rodado em 2016, mas até hoje não viu a luz do dia. E o motivo da falta de lançamento seria a desaprovação atual sobre certa abordagem da produção, que se tornou politicamente incorreta. A trama acompanha dois amigos que ganham ingressos para o evento anual da NBA e embarcam numa viagem para Los Angeles para participar do All-Star Game. Mas a jornada deles é interrompida por um punhado de personagens malucos. Além de dirigir, Foxx também protagonizou o filme ao lado de um elenco estrelado, formado por Jeremy Piven (“Entourage”), Robert Downey Jr. (“Vingadores: Ultimato”), Benicio del Toro (“Sicário: Dia do Soldado”), Gerard Butler (“Destruição Final: O Último Refúgio”) e Eva Longoria (“Desperate Housewives”). Mesmo assim, é possível que o filme nunca seja lançado. “Tem sido difícil com a configuração do terreno quando se trata de comédia”, Foxx disse ao CinemaBlend. “Estamos tentando abrir os cantos sensíveis para que as pessoas voltem a rir novamente… Esperamos mantê-los rindo e levá-los direto para o ‘All-Star Weekend’, porque definitivamente estávamos indo nessa direção.” Quando fala de “configuração do terreno”, Foxx está se referindo ao fato de o ator Robert Downey Jr. interpretar um mexicano no filme, algo que pode ser visto como racismo. Vale lembrar que esse tipo de atitude costumava ser comum em Hollywood, quando atores brancos costumavam interpretar personagens de outras etnias. Um dos casos mais conhecidos foi o do ator Charlton Heston, que teve a sua pele escurecida com maquiagem para interpretar um personagem mexicano no clássico “A Marca da Maldade” (1958), de Orson Welles. A prática era comum até pouco tempo. Na década de 1990, por exemplo, um estúdio chegou a cogitar contratar a atriz Julia Roberts para interpretar a ex-escrava e abolicionista Harriet Tubman. Mas, após décadas de luta das melhor representatividade, esse tipo de escalação não é mais praticada – ou ao menos não costuma ser. O próprio Downey Jr. já se envolveu numa polêmica similar quando interpretou um personagem negro na comédia “Trovão Tropical” (2008). Aliás, esse foi o motivo de o ator ser contratado para “All-Star Weekend”. “Liguei para Robert e disse: ‘Preciso que você interprete um mexicano’. Você interpretou o cara negro e você arrasou com essa merda'”, explicou Foxx em entrevista ao podcast de Joe Rogan, em 2017. Já o ator Jeremy Piven declarou, em entrevista ao programa “Get Some with Gary Owen”, que os fãs “nunca verão” o filme porque “Jamie não quer lançá-lo”. “É uma daquelas coisas em que Foxx é provavelmente o cara mais talentoso que eu já conheci”, disse Piven. “Eu tive o melhor momento da minha vida… Foxx é muito duro consigo mesmo. Ele é um desses caras, você sabe, ele quer que seja perfeito, então ele está segurando essa coisa por cinco anos”, explicou ele. Por enquanto, não há previsão de lançamento de “All-Star Weekend”.
Ezra Miller decide tratar seus “problemas complexos de saúde mental”
Ezra Miller, intérprete do herói Flash em “Liga da Justiça” e do vilão Credence Barebone em “Animais Fantásticos”, emitiu um comunicado após se envolver em várias polêmicas, informando que começou um tratamento para seus “problemas complexos de saúde mental”. Em uma declaração fornecida por um representante do ator, Miller quebrou o silêncio sobre o comportamento preocupante exibido nos últimos meses, que levou a uma série de questões legais e acusações de agressão e abuso. Miller também se desculpou por suas ações. “Tendo passado recentemente por um período de crise intensa, agora entendo que estou sofrendo problemas complexos de saúde mental e comecei um tratamento contínuo”, diz o comunicado. “Quero pedir desculpas a todos que alarmei e aborreci com meu comportamento passado. Me comprometo em fazer o trabalho necessário para voltar a um estágio saudável, seguro e produtivo em minha vida.” A decisão abrupta, informada na noite de segunda-feira (15/8), foi tomada após pelo menos dois meses de esforços de sua agência de talentos, CAA, da Warner Bros e de outros colegas, amigos e familiares para Miller buscar ajuda. A virada pode ter acontecido após os problemas se tornarem acusação criminal. Na semana passada, Miller recebeu uma citação para comparecer na Divisão Criminal do Tribunal Superior de Vermont em 26 de setembro por uma acusação de furto. As denúncias criminais contra Miller, que incluem agressões à mulheres e suposta sedução de menores, começaram a surgir em fevereiro, intensificaram-se entre março e abril, e se multiplicaram nos meses seguintes, culminando em agosto na acusação formal da polícia de Vermont. Os problemas do artista tornaram-se públicos após ele ser acusado de tentar enforcar uma mulher num bar na Islândia em fevereiro. Depois disso, foi preso em março no Havaí por criar tumulto em outro bar e autuado em abril por suspeita de agressão de segundo grau numa festa em uma residência particular, também no Havaí – num surto, ele jogou uma cadeira longe que acertou a cabeça de uma mulher. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts, após Miller supostamente entrar em um confronto agressivo com sua família, exibir uma arma e constranger a criança com abraços e comentários sobre gênero, ao descobrir que ela se definia como não binária. Todos esses problemas vêm mantendo o nome do artista no noticiário policial e a situação tende a se estender por muito tempo, mesmo se ele se comportar a partir de agora, com as audiências resultantes de suas ações. Por conta disso, a Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção e após a decisão de fazer isso com “Batgirl”. Seria muito prejuízo. “The Flash” tem estreia marcada para 23 de junho de 2023.
Ezra Miller agora é suspeito em caso de desaparecimento de família
Ezra Miller, intérprete do herói Flash em “Liga da Justiça”, passou a ser investigado pela Procuradoria de Vermont, nos EUA, pelo desaparecimento de uma família. O ator é o principal suspeito do desaparecimento de uma jovem de 25 anos de idade e seus três filhos, de 5, 4 e 1 anos, que supostamente estavam morando com ele em sua fazenda em Vermont. Segundo apurou a revista americana Rolling Stone, a polícia estadual está realizando investigações e aponta que Miller pode estar escondendo o paradeiro dos quatro. De acordo com documentos judiciais obtidos pela publicação, os oficiais tentaram pelo menos duas vezes, no último fim de semana, entregar à mãe uma intimação do Ministério Público, que exigia a remoção dos jovens tanto do imóvel quanto de seus cuidados. Miller, no entanto, teria dito aos policiais que a família não morava lá há meses, o que a Procuradoria do Estado estaria encarando como uma tentativa de “fugir da intimação”. Segundo a Rolling Stone, foi durante a busca pela família desaparecida que a polícia teve acesso às evidências que levaram Miller a ser acusado de invasão e furto de várias garrafas de álcool da casa de seu vizinho em meados de maio. De acordo com um boletim de ocorrência publicado on-line, a Polícia Estadual de Vermont foi notificada em 1º de maio de um possível roubo quando moradores da vizinhança de Miller relataram que “várias garrafas de álcool foram retiradas de dentro da residência enquanto os proprietários não estavam presentes”. Após uma investigação, que incluiu declarações e análise de vídeos de vigilância, a polícia encontrou uma causa provável para acusar o ator. A audiência preliminar foi marcada para 26 de setembro. Uma fonte local disse à revista que vários policiais estiveram na casa de Ezra Miller na noite de terça-feira (9/8) por quase uma hora, dois dias após ele receber sua intimação para comparecer no Tribunal Superior de Vermont sobre o caso do furto. A Rolling Stone observou que a mãe estava postando diariamente nas mídias sociais até meados de julho, quando sua conta aparentemente foi excluída. A intimação para o recolhimento das crianças foi motivada pela denúncia de que Miller estava abrigando a mãe e seus filhos pequenos em meio a condições inseguras, com armas, munição e drogas espalhadas pela propriedade. Várias fontes com conhecimento da situação, incluindo o pai das crianças, fizeram as acusações à Rolling Stone em uma reportagem publicada em junho. A mulher teria se mudado para a fazenda de Miller em meados de abril, depois de conhecer o ator no Havaí. Em junho, após as denúncias, ela se manifestou, dizendo que o ator estava lhe ajudando a escapar de um casamento abusivo. As denúncias criminais contra Miller, que incluem agressões à mulheres e suposta sedução de menores, começaram a surgir em fevereiro, intensificaram-se entre março e abril, e se multiplicaram nos meses seguintes, culminando em agosto na acusação formal de furto pela polícia de Vermont. Os problemas do ator se tornaram públicos após ele ser acusado de tentar enforcar uma mulher num bar na Islândia em fevereiro. Depois disso, foi preso em março no Havaí por criar tumulto em outro bar e autuado em abril por suspeita de agressão de segundo grau numa festa em uma residência particular, também no Havaí – num surto, ele jogou uma cadeira longe que acertou a cabeça de uma mulher. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts, após Miller supostamente entrar em um confronto agressivo com sua família, exibir uma arma e constranger a criança com abraços e comentários sobre gênero, ao descobrir que ela se definia como não binária. Todos esses problemas vêm mantendo o nome do ator no noticiário policial e a situação tende a se estender por muito tempo, mesmo se ele se comportar a partir de agora, com as audiências resultantes de suas ações. Por conta disso, a Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção e após a decisão de fazer isso com “Batgirl”. Seria muito prejuízo. A situação mereceu uma crítica do cineasta Kevin Smith, que durante seu podcast “Hollywood Babble-On” apontou que a Warner decidiu cancelar “Batgirl”, um filme estrelado por uma atriz latina, mas manteve o lançamento de “The Flash”, mesmo diante das diversas acusações feitas contra seu protagonista. “Eu não dou a mínima para o quão ruim é o filme ‘Batgirl’, ninguém nesse filme é problemático ou tem algo na vida real que você precisa contornar. No filme ‘The Flash’, todos sabemos que há um grande problema! Flash é o Flash Reverso na vida real”, afirmou Smith. “The Flash” tem estreia marcada para 23 de junho de 2023.
Ezra Miller filmou cenas adicionais de “The Flash” após prisão e ordens de restrição
Numa reportagem sobre o futuro dos filmes da DC na Warner Bros. Discovery, o site The Hollywood Reporter revelou que o ator Ezra Miller participou da filmagem de cenas adicionais de “The Flash” nos últimos meses, mesmo após ter sido preso no Havaí e virar alvo de ordens de restrição. De acordo com a publicação, as filmagens aconteceram “sem grandes incidentes”, ainda durante os meses do verão americano – ou seja, após junho. As denúncias contra o comportamento violento de Miller, que incluem agressões à mulheres e suposta sedução de menores, começaram a surgir em fevereiro, intensificaram-se entre março e abril, e se multiplicaram nos meses seguintes, culminando em agosto numa acusação formal de furto pela polícia de Vermont, nos EUA. Os problemas do ator se tornaram públicos após ele ser acusado de tentar enforcar uma mulher num bar na Islândia em fevereiro. Depois disso, foi preso em março no Havaí por criar tumulto em outro bar e autuado em abril por suspeita de agressão de segundo grau numa festa em uma residência particular, também no Havaí – num surto, ele jogou uma cadeira longe que acertou a cabeça de uma mulher. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts, após Miller supostamente entrar em um confronto agressivo com sua família, exibir uma arma e constranger a criança com abraços e comentários sobre gênero, ao descobrir que ela se definia como não binária. Em junho, veio à tona a denúncia de que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. Finalmente, no domingo (7/8) ele recebeu uma intimação para comparecer no Tribunal Superior de Vermont para uma audiência, sob a acusação de furto de garrafas de álcool de uma casa em Vermont. De acordo com um boletim de ocorrência publicado on-line, a Polícia Estadual de Vermont foi notificada em 1º de maio de um possível roubo quando moradores da County Road, em Stamford, relataram que “várias garrafas de álcool foram retiradas de dentro da residência enquanto os proprietários não estavam presentes”. Após uma investigação, que incluiu declarações e análise de vídeos de vigilância, a polícia encontrou uma causa provável para acusar Miller. A audiência preliminar foi marcada para 26 de setembro. Todos esses problemas vêm mantendo o nome do ator no noticiário policial e a situação tende a se estender por muito tempo, mesmo se ele se comportar a partir de agora, com as audiências resultantes de suas ações. Por conta disso, a Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção e após a decisão de fazer isso com “Batgirl”. Seria muito prejuízo. A situação mereceu uma crítica do cineasta Kevin Smith, que durante seu podcast “Hollywood Babble-On” apontou que a Warner decidiu cancelar “Batgirl”, um filme estrelado por uma atriz latina, mas manteve o lançamento de “The Flash”, mesmo diante das diversas acusações feitas contra seu protagonista. “Eu não dou a mínima para o quão ruim é o filme ‘Batgirl’, ninguém nesse filme é problemático ou tem algo na vida real que você precisa contornar. No filme ‘The Flash’, todos sabemos que há um grande problema! Flash é o Flash Reverso na vida real”, afirmou Smith. “The Flash” tem estreia marcada para 23 de junho de 2023.
Escândalos do ator Armie Hammer e sua família são expostos em trailer de série documental
A Discovery+ divulgou o trailer de “House of Hammer”, uma série documental de “true crime”, que parte dos escândalos que abalaram a carreira do ator Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”) para abordar o histórico sombrio de sua família. A prévia é forte e traz declarações de ex-namoradas do ator, com a exposição de mensagens de celular sobre atos violentos. E se completa com a denúncia de Casey Hammer, tia do ator, sobre tudo o que há de errado em sua família, prometendo revelar várias gerações de Hammers envolvidos com histórias escabrosas. “Por fora, éramos uma família perfeita”, diz Casey Hammer no trailer. “Mas amplie ‘Succession’ um milhão de vezes e essa era minha família. Se você acredita em fazer acordos com o diabo, os Hammers estão no topo dos negócios. Cada geração da minha família esteve envolvida em crimes sombrios. E isso só foi ficando pior e pior e pior.” A inspiração da série foi uma reportagem da revista Vanity Fair, intitulada “The Fall of House of Hammer”, que no ano passado revelou o histórico conturbado da família milionária, dona de um império de petróleo nos Estados Unidos e envolvida em décadas de escândalos sexuais, financeiros, de luta de poder e de vício. Armie Hammer viu sua carreira implodir em janeiro de 2021, após virem à tona mensagens privadas em que se confessava canibal, seguidas dois meses depois pelo processo de uma ex-namorada, identificada como Effie, por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. Segundo a suposta vítima, o crime ocorreu em 2017, quando ele era casado com Elizabeth Chambers. Assim que a história explodiu na mídia, outras mulheres reiteraram diálogos com o ator de 34 anos sobre fetiches envolvendo canibalismo, abuso e estupro. Em entrevista ao Page Six, Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”. Como consequência, ele foi afastado de várias produções, como os filmes “Shotgun Wedding” e “Billion Dollar Spy”, e a série “The Offer”, sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Sua agência também o dispensou. Em sua única manifestação desde as acusações, ele qualificou as denúncias como “alegações de m*rda”. As últimas notícias de seu paradeiro revelaram que ele tinha se internado em uma clínica de reabilitação localizada na Flórida, onde ficou por nove meses, e recentemente encontrou trabalho num resort nas Ilhas Cayman.
Globo de Ouro pode voltar à TV em janeiro
O canal americano NBC pode voltar a exibir a cerimônia do Globo de Ouro em janeiro, depois de ter desistido de exibi-la em 2022. A afirmação é do site The Hollywood Reporter, mas já foi apontada como prematura por uma publicação rival, o site Deadline. Responsável pela exibição da premiação desde 1996, o canal cancelou a transmissão no ano passado, após a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e também de vários estúdios. Todos anunciaram rompimento com a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês), entidade que organiza o Globo de Ouro. As agências chegaram a sugerir especificamente o cancelamento do Globo de Ouro em 2022, diante da falta de pressa da associação para promover as mudanças esperadas pela indústria do entretenimento. Em vez disso, o Globo de Ouro aconteceu sem a presença de astros de Hollywood e seus prêmios foram anunciados nas redes sociais. Naquela ocasião, a NBC já havia apontado que poderia transmitir o evento em 2023. “Continuamos a acreditar que a HFPA está comprometida com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que a HFPA precisa de tempo para fazê-lo da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023”, disse o canal em comunicado. A credibilidade da HFPA foi colocada em cheque após um escândalo de corrupção e racismo em seus quadros vir à tona no começo do ano. Tudo começou em 2021, com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica gerou vários protestos online e chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro daquele ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria anunciaram que cobrariam para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, representaria o fim do prêmio. Como se não precisasse de mais confusão, em abril de 2021 um ex-presidente da entidade, Philip Berk, de 88 anos e ainda membro da HFPA, encaminhou um e-mail aos colegas chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de “um movimento de ódio racista”. Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson. No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. “A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia”, disparou Berk. O conteúdo do e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e serviu, aos olhos do mundo, para explicar o motivo da falta de integrantes negros na HFPA. Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, “vil” e “não apropriada”, a opinião de Berk acendeu o sinal amarelo para o cancelamento do Globo de Ouro. Após mais um escândalo, a rede NBC se manifestou prontamente e começou a considerar encerrar seu contrato para exibir a premiação. Berk foi afastado, mas sua manifestação despropositada ainda lembrou que a HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O e-mail foi o terceiro problema criado pelo sul-africano para a associação. Anteriormente, ele chegou a tirar licença após a repercussão de um livro de memórias que lançou em 2014 e que deixou a organização mal com vários artistas. E em 2018 foi denunciado por assédio sexual pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de “A Múmia”, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro. A HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra seu ex-presidente. Ele continuou votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação até o ano passado. A HFPA tentou aprovar reformas na sua organização. Ela proibiu os seus membros de aceitarem presentes das emissoras e removeu um limite para adições de novos membros, o que permitiu adição de 21 novos membros, seis deles negros. Entretanto, as melhorias não foram unânimes. Cerca de um quarto de seus próprios membros votou contra a mudanças e outros questionaram a sinceridade da organização e se demitiram. Mas as verdadeiras mudanças só aconteceram agora, e não necessariamente para melhor. A empresa de investimentos Eldridge Industries comprou o HFPA em julho e assumiu propriedade da Dick Clark Productions, a produtora de longa data da premiação, em 5 de agosto. Além disso, o dono da Eldridge Industries, Todd Boehly, atua como CEO interino do HFPA desde outubro de 2021. A aquisição do HFPA pela Eldridge Industries foi bastante criticada, porque abre a oportunidade de a HFPA deixar de ser uma organização sem fins lucrativos. E as polêmicas não param de crescem. Enquanto os membros do HFPA passariam a receber um salário anual de US$ 75 mil, o grupo de jornalistas externos que seriam convidados para votar no Globo de Ouro (com o intuito de aumentar a diversidade da votação) não receberia nada. Mesmo assim, ao que tudo indica o Globo de Ouro vai mesmo acontecer, só que não mais no final de semana. Segundo o THR, a cerimônia estaria marcada para 10 de janeiro de 2023, uma terça-feira. A mudança da data para o início da semana se deve à falta de datas no calendário das atrações televisivas. No final de semana anterior haverá um jogo da NFL e na semana seguinte acontecerá a premiação do Critics Choice Awards. Resta saber se alguém vai aparecer para receber o seu Globo de Ouro.
Pedro Cardoso acusa produtora de roubar série que ele criou para HBO Max
O ator Pedro Cardoso (“A Grande Família”) publicou um vídeo no Instagram acusando produtores e funcionários da Warner de “roubar” a série “Área de Serviço”, que ele e a esposa, a atriz Graziella Moretto (“O Signo da Cidade”), criaram para a plataforma de streaming HBO Max. Carsoso diz que ele e Moretto tiveram “a liderança da autoria da série roubada pela Dueto Produções com a conivência de funcionários da WarnerMedia”. Apesar da citação, a WarnerMedia é atualmente a empresa Warner Bros. Discovery. No vídeo longo, de 13 minutos, Cardoso afirma que ele e a esposa haviam convidado a Dueto para atuar como coprodutora de “Área de Serviço”, que tira sarro de diferenças sociais. No entanto, acusa Monique Gardenberg, sócia da Dueto, de alijá-lo do projeto e se promover a diretora-geral da série, com direito ao corte final, após negociação secreta com a empresa proprietária da HBO Max. O casal teria sido reduzido a meros atores no projeto, sem maior participação criativa na série que, segundo Cardoso, eles próprios haviam criado. “Graziella e eu nos tornamos empregados do trabalho que nós tínhamos feito. Já não é isso um roubo?”, diz o ator no vídeo. O ator cita Silvia Fu, diretora sênior de conteúdo na Warner, e os diretores Homero Olivetto, Olivia Guimarães e Dani Braga, contratados pela Dueto, como os responsáveis pela “destruição da série” ao cortarem cenas, não entenderem o jogo entre os personagens e perderem tempo com “inutilidades”. O ator afirma ainda que tem provas das denúncias que faz e não hesitará em trazê-las a público. “Área de Serviço” deveria acompanhar Jacinto, brasileiro criado em Portugal, que volta ao país e se hospeda na mansão de uma tia, onde passa a conviver com os empregados dela e vive situações inusitadas. Cardoso descreve a série como “um projeto em defesa da democracia e uma denúncia das razões maiores do eterno fascismo brasileiro”. “É um crime que esse projeto tenha sido destruído. Um crime contra Graziella e contra mim, mas também um crime contra o interesse público”, acrescenta o ator de 60 anos, afirmando que esses problemas podem antecipar sua aposentadoria. Ele não disse se pretende ir à Justiça para reaver os direitos de “Área de Serviço”. Em maio, a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, revelou que parte da equipe da série havia se demitido após o envio de uma carta aberta denunciando “situações de abuso no set que foram se intensificando ao longo de semanas” e que, apesar de apelos, não foram resolvidas. No Instagram, Cardoso não abordou o ocorrido, mas disse que certamente seus opositores o acusarão de despotismo. A produção de “Área de Serviço” começou em novembro passado. As gravações, iniciadas em janeiro, já foram concluídas. Monique Gardenberg afirmou em comunicado que se manifestará sobre as acusações de Cardoso “na instância judicial”. “Foi o carinho que tínhamos por Pedro e Graziella que nos fez abraçar a série. Em 40 anos de história, a Dueto construiu uma trajetória de sucesso, credibilidade e respeito e jamais se envolveu em qualquer litígio. Pelo nível de agressão e desrespeito conosco e membros da equipe, não nos manifestaremos publicamente. Nossa manifestação se dará na instância judicial, onde Pedro terá oportunidade de expor suas alegações”, diz a nota. Também em nota, a HBO Max disse que não comentar “sobre assuntos internos de seus colaboradores e talentos”. “A HBO Max informa que todas as produções e parcerias com as produtoras brasileiras são realizadas em comum acordo com todas as partes envolvidas, respeitando e cumprindo as exigências legais. Valorizamos e cultivamos relações de confiança com nossos talentos, criadores e colaboradores, e o cumprimento dos requisitos legais entre todas as partes envolvidas em nossas produções. Cabe ressaltar que a companhia não comenta sobre assuntos internos de seus colaboradores e talentos, assim como estratégias de lançamento”, resume a nota. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pedro Cardoso (@pedrocardosoeumesmo)
Ezra Miller é acusado de roubo pela polícia dos EUA
Ezra Miller está de volta ao noticiário policial. O intérprete do herói Flash em “Liga da Justiça” voltou a cometer um crime na vida real. Ele foi acusado de furto de garrafas de álcool de uma casa em Vermont. De acordo com um boletim de ocorrência publicado on-line, a Polícia Estadual de Vermont foi notificada em 1º de maio de um possível roubo quando moradores da County Road, em Stamford, relataram que “várias garrafas de álcool foram retiradas de dentro da residência enquanto os proprietários não estavam presentes”. Após uma investigação, que incluiu declarações e análise de vídeos de vigilância, a polícia encontrou uma causa provável para acusar Miller. Ele foi “finalmente localizado” às 23h23 de domingo (7/8) e recebeu uma intimação para comparecer no Tribunal Superior de Vermont para uma audiência de acusação em 26 de setembro. Não está claro se Miller conhece os moradores da casa que foi assaltada. O B.O. cita um local de residência de Miller na mesma região – Stamford, Vermont. O ator está colecionando denúncias e problemas com a polícia desde fevereiro, quando foi acusado de tentar enforcar uma mulher num bar na Islândia. Depois disso, foi preso em março no Havaí por criar tumulto em outro bar e autuado em abril por suspeita de agressão de segundo grau numa festa em uma residência particular, também no Havaí. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts, após Miller supostamente entrar em um confronto agressivo com sua família, exibir uma arma e constranger a criança com abraços e comentários sobre gênero, ao descobrir que ela se definia como não binária. Para completar, em junho veio à tona a denúncia de que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. A Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção. “Estamos muito animados com eles. Nós os vimos”, disse o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, em referência a “The Flash”, “Adão Negro” e “Shazam! Fúria dos Deuses”. “Achamos que eles são incríveis e achamos que podemos torná-los ainda melhores”, afirmou, durante uma teleconferência com representantes do mercado na quinta passada (4/8). A declaração mereceu uma crítica do cineasta Kevin Smith, que durante seu podcast “Hollywood Babble-On” apontou que a Warner decidiu cancelar “Batgirl”, um filme estrelado por uma atriz latina, mas manteve o lançamento de “The Flash”, mesmo diante das diversas acusações feitas contra seu protagonista – que incluem comportamento abusivo e agressão a mulheres. “Eu não dou a mínima para o quão ruim é o filme ‘Batgirl’, ninguém nesse filme é problemático ou tem algo na vida real que você precisa contornar. No filme ‘The Flash’, todos sabemos que há um grande problema! Flash é o Flash Reverso na vida real”, afirmou Smith. “The Flash” tem estreia marcada para 23 de junho de 2023.
Escolha de James Franco como Fidel Castro rende polêmica politicamente equivocada
Uma crítica politicamente correta de um colega contra a escalação de James Franco no papel de Fidel Castro, anunciada na semana passada, deixou claro como equívocos e desinformação norteiam os impulsos justiceiros nas redes sociais. John Leguizamo criticou o fato de James Franco interpretar o ex-ditador no filme “Alina of Cuba”, reclamando contra a discriminação enfrentada pelos atores latinos, que têm dificuldades em encontrar trabalho e são substituídos por americanos em produções de Hollywood. “Não tenho nenhum problema com Franco, mas ele não é latino”, escreveu Leguizamo na sexta-feira (5/8) em suas redes sociais. O protesto reforça que Leguizamo não vê problema na volta de Franco à atuação, após ter sido denunciado por abuso e processado em 2019, sob a acusação de explorar sexualmente jovens mulheres que frequentavam suas aulas de atuação. O processo foi resolvido no ano passado e aos poucos ele começa a retomar sua carreira. Só que James Franco tem, sim, sangue latino e uma genealogia mais próxima a de Fidel Castro que o próprio John Leguizamo, que nasceu na Colômbia. O bisavô de Franco veio da Ilha da Madeira, colônia portuguesa na costa da África, para os EUA, e falava português. Só que tem mais. O pai de Fidel Castro nasceu na Espanha e a mãe nas Ilhas Canárias, que é o pais mais próximo – e a um passeio de barco – da Madeira. Se dependesse de um boletim genético para interpretar o ex-ditador de Cuba, Franco seria contratado de imediato. Afinal, suas famílias se originaram na mesma região, a uma distância de apenas 498 km. Apesar disso, Leguizamo chegou a pedir boicote ao longa, por Franco não ser latino o suficiente. “Como isso ainda está acontecendo? Como Hollywood segue não só nos excluindo, mas também roubando nossas narrativas? Chega de apropriação de Hollywood e dos streamers! Boicote! Isso acabou! Além disso, trata-se de uma história seriamente difícil de contar sem engrandecimento, o que seria errado! Eu não tenho problemas com Franco, mas ele não é latino!”, escreveu o ator em seu Instagram. O produtor de “Alina of Cuba”, John Martinez O’Felan, rebatou o ataque sem mencionar a origem de Franco, reclamando contra o que chamou de “ataque cego”. “Um cara como John Leguizamo tem sido historicamente considerado pelos hispânicos como um dos principais atores de ascendência latina da América desde os anos 1990 e eu sempre o admirei. Mas seus comentários são culturalmente ignorantes e um ataque cego com zero substância relacionado a este projeto”, disse O’Felan ao site The Hollywood Reporter. A própria filha de Fidel Castro, Alina Fernández, entrou em cena em seguida para defender Franco. Além de se orgulhar de que “o projeto é quase inteiramente latino, tanto na frente quanto atrás das câmeras”, ela disse ao site Deadline: “James Franco tem uma semelhança física óbvia com Fidel Castro, além de suas habilidades e carisma”. “Acho todo a escalação do elenco incrível”, acrescentou, citando a atriz Mia Maestro (“The Strain”) no papel de sua mãe, Natalia “Naty” Revuelta, e Ana Villafañe (“New Amsterdam”) como a personagem-título – que é ela mesma “Alina of Cuba” tem direção do espanhol Miguel Bardem (“Incautos”) e um roteiro escrito pelo porto-riquenho José Rivera (“Dários de Motocicleta”) e o cubano Nilo Cruz, primeiro latino vencedor do prêmio Pulitzer – pela peça “Anna in the Tropic” (2002). A trama é baseada no livro de memórias de Alina e conta a história mirabolante da filha de Fidel Castro e de uma socialite cubana, que nasceu em segredo em Cuba três anos antes de seu pai tomar o poder no país. Ela só descobriu de quem era filha aos 10 de idade e fugiu do país como dissidente em 1993, disfarçada de turista espanhola. Diante da repercussão de seu protesto, Leguizamo voltou a se manifestar. Ele gravou vídeos insistindo que não tem “nenhum problema com James Franco”, especialmente após descobrir o passado colonial português da família do ator, e buscou justificar seu desabafo. “Eu cresci em uma época em que os latinos não podiam interpretar latinos nos filmes. Em que Charlton Heston interpretou mexicano, Eli Wallach interpretou mexicano, Al Pacino interpretou cubano e porto-riquenho, até Ben Affleck interpretou latino em ‘Argo’ e Marisa Tomei interpretou mulheres latinas”, comentou. Leguizamo ainda listou papéis históricos de latinos interpretados por americanos e ingleses. O detalhe é que ele não comentou a prática mais recente de Hollywood de escalar o casal espanhol (ou seja, europeu) Javier Barden e Penélope Cruz como latino-americanos. Barden, inclusive, acaba de viver um cubano ilustre: o músico e humorista Desi Arnaz em “Apresentando os Ricardos”. Isto não é uma lembrança da época de Charlton Heston e Eli Wallach. Barden foi indicado ao Oscar 2022 por seu desempenho. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por John Leguizamo (@johnleguizamo)
Mike Tyson detona minissérie sobre sua vida e diz que foi roubado
Mike Tyson usou seu perfil no Instagram para criticar “Mike: Além de Tyson”, minissérie biográfica sobre sua vida. O ex-campeão dos pesos-pesados disse que não foi consultado e nem foi compensado financeiramente pelo projeto, e acusou a plataforma de streaming Hulu de “roubar sua história de vida”. Numa postagem feita no sábado (6/8), Tyson comparou a produção a atitude dos escravagistas no passado. “Não seja enganado pelo Hulu. Não aprovo a história deles sobre a minha vida. Não estamos em 1822, é 2022. Eles roubaram a minha história de vida e não me pagaram. Para os executivos do Hulu, eu sou só um negão (ele usa propositalmente uma expressão racista) que eles podem vender num leilão de escravos”. A postagem recebeu o apoio de personalidades como o ator Jamie Foxx, o rapper B-Real, líder do Cypress Hill, e o lutador de MMA Francis Ngannou. Quando a série foi anunciada, em fevereiro de 2021, o ex-boxeador já havia chamado o projeto de “apropriação cultural indébita”. Um dos motivos da raiva de Tyson é que ele queria fazer uma minissérie chapa-branca sobre sua vida, que seria estrelada por Jamie Foxx. Por conta disso, tentou impedir a produção rival. Quando não conseguiu, passou a atacar a série com muitos xingamentos nas redes sociais. “Mike: Além de Tyson” foi escrita por Steven Rogers, dirigida por Craig Gillespie e produzida por Margot Robbie – que são, respectivamente, o roteirista, o diretor e a protagonista-produtora de “Eu, Tonya”, filme premiado sobre outra estrela violenta dos esportes norte-americanos, Tonya Harding. Além deles, Karin Gist (produtora-roteirista de “Star” e “Mixed-ish”) integra a equipe como showrunner. O elenco destaca Trevante Rhodes (“Moonlight”) como a versão adulta do esportista e também inclui o veterano Harvey Keitel (“Cães de Aluguel”) na pele do técnico de boxe Cus D’Amato, Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como a atriz Robin Givens, que foi a primeira mulher do boxeador, e Li Eubanks (“All Rise”) como Desiree Washington, a modelo que acusou Tyson de estupro. A produção chega ao Brasil pela plataforma Star+ em 25 de agosto, mesmo dia do lançamento nos EUA. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Tyson (@miketyson)












