Leonardo DiCaprio pode estrelar cinebiografia de Leonardo Da Vinci
A Paramount e a Universal estão disputando os direitos do livro “Leonardo Da Vinci”, uma biografia ainda inédita, escrita por Walter Isaacson. Segundo o site Deadline, ambos os estúdios querem produzir a adaptação, que em qualquer um deles será estrelada por outro Leonardo famoso: DiCaprio. Ex-editor da revista Time, Isaacson também escreveu “Steve Jobs”, que foi transformado no filme estrelado por Michael Fassbender, e “Albert Einstein”, que serviu de base base para a série “Genius”, estrelada por Geoffrey Rush. O livro sobre Da Vinci será lançado apenas em outubro pela editora Simon & Schuster. De acordo com informações da editora, Isaacson tece uma narrativa que conecta arte, ciência, imaginação e a curiosidade voraz de Da Vinci. Além de suas pinturas inestimáveis, ele prosseguiu estudos inovadores de anatomia (seu desenho icônico de Homem Vitruviano), fósseis, pássaros, máquinas voadoras, botânica, geologia e armamento. Ele descascou as faces dos cadáveres, atraiu os músculos que moviam os lábios e depois pintou o sorriso mais memorável da história em “Mona Lisa”. Ele explorou a matemática da óptica, mostrou como os raios de luz atingem a córnea e produziu ilusões de mudanças de perspectivas em “A Última Ceia”. Isaacson também descreve como o entusiasmo vital de Leonardo por organizar produções teatrais informou suas pinturas e invenções. De acordo com o livro, Da Vinci também era um pouco desajustado: bastardo, gay, vegetariano, canhoto, distraído e às vezes herético. DiCaprio tem interesse no papel para fazer jus à história de seu nascimento. Diz a lenda que ele foi batizado como Leonardo porque sua mãe grávida estava observando uma pintura de Da Vinci num museu italiano quando o futuro astro deu seu primeiro chute em sua barriga.
Arnold Schwarzenegger será humano no próximo O Exterminador do Futuro
“O Exterminador do Futuro 6” vai mesmo acontecer, com produção do criador da franquia James Cameron e com Arnold Schwarzenegger em papel de destaque. O detalhe é o que, desta vez, Schwarzenegger não interpretará um robô assassino do futuro. Em entrevista ao site Arnold Fans, Cameron revelou que seu velho amigo interpretará o humano que deu origem ao modelo T-800. “Se você olhar para trás, pode se perguntar quem foi o humano que deu origem ao T-800. Por que ele parece e soa como Arnold Schwarzenegger? Deve ter uma razão. Existe um cara que teve seu DNA selecionado e clonada para a máquina. Será que ele trabalhava para a skynet? Por que ele foi escolhido por um motivo? Ou foi tudo acaso? Algumas dessas questões serão respondidas no próximo filme”, disse ele. O longa já está no cronograma de lançamentos da Paramount, após a produtora Skydance renovar seu contrato de distribuição, e deve começar a ser filmado em 2018. A primeira versão do roteiro é esperada para setembro. A nova continuação será a primeira produzida por Cameron desde “O Exterminador do Futuro 2” (1991) e chegará após uma tentativa frustrada de reboot da franquia – “O Exterminador do Futuro: Gênesis” (2015) – , que fracassou nas bilheterias. A participação de Cameron, que criou os personagens e a trama em 1984, representa uma reviravolta há muito aguardada pelos fãs e pelo próprio cineasta. Ele foi obrigado a ceder os direitos da franquia no acordo de seu divórcio com a atriz Linda Hamilton, estrela dos dois primeiros filmes, por isso não teve nada a ver com as sequências produzidas desde então. Mas um cláusula previa que os direitos reverteriam para o diretor após 20 anos. A data vai coincidir com o lançamento do próximo “Exterminador do Futuro”, previsto para 2019. Ocupado com outra franquia chamada “Avatar”, Cameron não irá para trás das câmeras. Ele trabalhará nos bastidores, deixando as filmagens para o diretor Tim Miller (“Deadpool”).
Paramount dispensa Akiva Goldsman e encerra projeto de spin-offs de Transformers
As previsões pessimistas em torno de “A Torre Negra” deram o empurrão que faltava para a carreira de Akiva Goldsman cair na real. O roteirista e produtor mais superestimado de Hollywood não está mais à frente da franquia “Transformers”. Em entrevista ao site /Film, ele assumiu que não participava mais dos projetos de spin-offs, respondendo com um lacônico “Não” à questionamentos sobre o futuro dos robôs transformistas. Goldsman não foi apenas dispensado. A Paramount decidiu encerrar a sala de roteiristas da franquia, que ele montou para gerar ideias de spin-offs. A decisão foi tomada para estancar o jorro de dinheiro, após “Transformers: O Último Cavaleiro”, primeiro produto dessa experiência, amargar o pior desempenho de toda a franquia nos Estados Unidos. Em seis semanas, “Transformers: O Último Cavaleiro” fez apenas US$ 129 milhões no mercado doméstico, o mais lucrativo de todos os mercados (pois não paga taxas internacionais). E isto não cobre nem seus efeitos visuais, já que a produção foi orçada em US$ 217 milhões, sem os custos de marketing. É um fracasso tão grande quanto inesperado para o estúdio, acostumado a ver os filmes dos robôs que viram merchandising automobilístico faturar três vezes mais no país. Graças aos chineses, o bolo cresce. Mas este bolo deixa metade de seu lucro na própria China, que tem taxas altíssimas sobre bilheterias estrangeiras para proteger seu mercado dos avanços de Hollywood. Contando a arrecadação mundial, “Transformers: O Último Cavaleiro” atingiu US$ 570,7 milhões. Metade do que rendeu o filme passado. Parece loucura, mas meio bilhão é uma conta que não fecha para o estúdio. O produtor da franquia Lorenzo di Bonaventura confirmou, em entrevista ao We Live Entertainment, que a sala dos roteiristas foi dissolvida, e deu uma explicação bizarra sobre a forma como ela foi utilizada por Goldsman. “A sala foi criada por algumas razões diferentes, mas a maior coisa que fez foi expandir a mitologia de ‘Transformers’, de uma forma que nos permitiu ir ao Rei Arthur e examinar diferentes áreas, como a 2ª Guerra Mundial, etc.”, ele contou, revelando que essas ideias foram concebidas pela incensada e caríssima coleção de roteiristas contratados pela Paramount, sob comando de Goldsman, supostamente para criar diversas histórias e explorar o universo dos personagens. Aparentemente, Goldsman quis incluir todas as ideias concebidas pelo grupo num único roteiro e o resultado foi a total falta de sentido do novo filme. Bonaventura diz que, de resultado prático da experiência, apenas o spin-off centrado em “Bumblebee” vai em frente. E que eles só vão trabalhar no futuro da franquia depois deste filme. Isto sugere uma mudança radical em relação à proclamação feita por Michael Bay no começo do ano, de que Goldsman e sua equipe tinham “14 histórias escritas”, o que, na teoria, justificava um planejamento de spin-offs até 2025, mais ambicioso que a programação da Marvel. Por outro lado, a sugestão de Bonaventura de que as ideias da equipe foram usadas somente em “O Último Cavaleiro” faria deste roteiro o mais caro de todos os tempos, quando se percebe o quanto devem custar os roteiristas contratados para o “brainstorm”: Steven DeKnight (criados das séries “Spartacus” e “Demolidor”), Robert Kirkman (série “The Walking Dead”), Zak Penn (“O Incrível Hulk”), Jeff Pinkner (“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”), Ken Nolan (“Falcão Negro em Perigo”) e as duplas Art Marcum e Matt Holloway (“Homem de Ferro”) e Andrew Barrer e Gabriel Ferrari (“Homem Formiga”). O único spin-off aprovado dessa turma, “Bumblebee”, tem roteiro de Christina Hodson (“Refém do Medo”) e direção de Travis Knight (“Kubo e as Cordas Mágicas”), e chegará aos cinemas em dezembro de 2018.
John Cena entra no filme de Bumblebee
O ator e astro de luta livre John Cena (“Na Mira do Atirador”) entrou no elenco de “Bumblebee”, primeiro spin-off da franquia “Transformers”. Não há detalhes sobre seu personagem, mas ele terá um papel importante na história, segundo o site The Hollywood Reporter. Ele vai se juntar a Hailee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”) anunciada anteriormente como uma garota que trabalha como mecânica e acaba se envolvendo com o Autobot. Além deles, a produção também contará com Pamela Adlon (série “Californication”), Jorge Lendeborg Jr. (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Jason Drucker (“Diário de um Banana: Caindo na Estrada”), Kenneth Choi (série “The Last Man on Earth”), Stephen Schneider (série “Imaginary Mary”), Ricardo Hoyos (série “Degrassi: Next Class”), Abby Quinn (“The Journey Is the Destination”), Rachel Crow (“Deidra & Laney Rob a Train”) e Grace Dzienny (série “Zoo”). A trama será um prólogo da franquia, passada anos antes do primeiro “Transformers”, na década de 1980. O roteiro foi escrito por Christina Hodson (“Refém do Medo”) e a direção está a cargo de Travis Knight, da aclamada animação “Kubo e as Cordas Mágicas” – indicada ao Oscar 2017 da categoria. A produção será seu primeiro trabalho com atores reais. A data de estreia sofreu um pequeno adiamento e agora está marcada para 21 de dezembro de 2018.
Transformers – O Último Cavaleiro é barulho e poluição visual sem sentido algum
É impossível lembrar ou explicar o que acontece do início ao fim em “Transformers: O Último Cavaleiro”, espécie de lobotomia disfarçada de cinema. Não que a culpa seja somente da ação exagerada, que faz com que os olhos se percam e não consigam focar coisa alguma, com tanta poluição visual na tela (sem falar no barulho ensurdecedor e ininterrupto que maltrata os ouvidos). É tudo desconexo em nível básico de desenvolvimento de um roteiro e até na função do diretor como um contador de histórias, conduzindo a trama de um ponto ao outro. Estes pontos são inexistentes no quinto “Transformers”. Não é falha ou buraco. Eles simplesmente não existem e a sensação é que o filme se resume a explosões e efeitos visuais justificados por qualquer absurdo. Bom, você pode dizer: “Ah, mas isso é um filme do Michael Bay!” Verdade. E parece um greatest hits dos outros “Transformers”, com o diferencial de contar com um plot envolvendo o Rei Arthur (!), Merlin (!!) e os cavaleiros da távola redonda (!!!), além de ter Anthony Hopkins pagando mico (!!!!). Claro, Bay já fez isso antes com gente boa como John Malkovich e Stanley Tucci. Mas não é questão de o roteiro ser ruim ou a ação ser mais importante que tudo. As soluções que desenvolvem a narrativa, muitas vezes, fazem menos sentido que roteiro de filme de Renato Aragão (pós-Trapalhões!). Imagine um menino de seis anos brincando e misturando personagens em sua inocente imaginação, criando situações e histórias diferentes, tudo ao mesmo tempo agora e uma pessoa (mais velha) observando aquilo sem entender o que está acontecendo e para onde a cabeça da criança está indo. Pois “Transformers: O Último Cavaleiro” é exatamente assim: uma cena não tem nada a ver com a outra, e quem quiser encontrar sentido nisso vai se sentir frustrado. Por sinal, tem tanta gente nesse filme que provavelmente o público não seja capaz de guardar os nomes de seus personagens. Além de incluir novidades no elenco, como Laura Haddock (a nova Megan Fox) e Isabela Moner, o longa ainda resgata atores dos primeiros filmes, como Josh Duhamel e o pobre John Turturro, em participação especial tão desnecessária que não tem a menor importância na trama. Michael Bay é reconhecido por criar espetáculos em larga escala com câmeras que usam a tecnologia mais avançada existente. E seu novo filme abusa disso. Ao contrário de Christopher Nolan, por exemplo, que também usou câmeras de IMAX em “Dunkirk”, Bay aponta as câmeras megaultrahipermodernas para fogo e fumaça, sem compromisso algum com a linguagem cinematográfica. Ao menos, ele é consistente. Nunca decepciona em relação ao que se espera dele. Impressionante mesmo é lembrar como o primeiro “Transformers”, há dez anos, até tinha algum nexo e levava em consideração a inteligência do público apesar dos pesares. De lá para cá, cada filme ficou pior que o outro, mas suas bilheterias bilionárias estimularam Bay a considerar sua abordagem imune à críticas. A impressão é que ele decidiu extrapolar de vez e fez “Transformers: O Último Cavaleiro” para rir de todo mundo. Não há outra razão para ele responder a um repórter que a diferença em relação aos filmes anteriores é que “O Último Cavaleiro” tem mais ação.
Ator de Homem-Aranha: De Volta ao Lar vai estrelar o filme de Bumblebee
O ator Jorge Lendeborg Jr., que viveu Jason em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, vai protagonizar o filme de Bumblebee, primeiro spin-off da franquia “Transformers”. Ele vai se juntar à atriz Haylee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”) na produção. Não há detalhes sobre o personagem de Lendeborg, mas Seinfeld vai interpretar uma garota com jeito de moleque (tomboy) que trabalha como mecânica após o horário da escola. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, o longa funcionará como um prólogo, mostrando Bumblebee antes de encontrar o personagem de Shia Labeouf no primeiro “Transformers” (2007). A trama será situada nos anos 1980. O roteiro foi escrito por Christina Hodson (“Refém do Medo”) e a direção está a cargo de Travis Knight, da aclamada animação “Kubo e as Cordas Mágicas” – indicada ao Oscar 2017 da categoria. A produção será seu primeiro trabalho com atores reais. O filme de Bumblebee está programado para chegar aos cinemas norte-americanos em junho de 2018.
Ryan Reynolds pode estrelar adaptação da franquia de games Rainbow Six
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) está sendo cotado para protagonizar um filme baseado na franquia de games “Rainbow Six”. Segundo o site Deadline, o roteirista-produtor Akiva Goldsman fechou um acordo de dois anos com a Paramount e, entre seus projetos, está uma adaptação da obra, inspirada no livro homônimo de espionagem do escritor Tom Clancy (criador do herói-espião Jack Ryan) e nos jogos desenvolvidas pela Red Storm Entertainment, verdadeira febre dos e-sports. Caso as negociações prossigam, Reynolds pode viver John Clark, um ex-agente que comanda uma unidade anti-terrorismo multinacional, composta pelos melhores soldados da OTAN (Organização do Atlântico Norte). No livro de Clancy que inspirou os games, publicado em 1998, a equipe é confrontada por um grupo com poder de destruição global. Vale observar que a premissa original se expandiu com os jogos, e uma das extensões mais recentes, “Skull Rain”, é ambientada no Rio de Janeiro. Agora, as más notícias. Akiva Goldsman é o mais superestimado roteirista-produtor de Hollywood. Ele tem um Oscar, conquistado por “Uma Mente Brilhante” (2001) há 16 anos, mas também colocou seu nome em alguns dos piores lançamentos norte-americanos dos últimos 20 anos, entre eles “Batman e Robin” (1997), “Perdidos no Espaço: O Filme” (1998), “O Código Da Vinci” (2005), “Hancock” (2008), “Jonah Hex” (2010), “Um Conto do Destino” (2014), “A Série Divergente: Insurgente” (2015), “A 5ª Onda” (2016), “O Chamado 3” (2016), “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017), “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017) e o vindouro e provavelmente desastroso “A Torre Negra”. Para completar, o roteiro do projeto está sendo escrito pela dupla André Nemec e Josh Appelbaum (ambos de “As Tartarugas Ninja”). Ainda não há previsão para o começo da produção.
Próximo filme de Scorsese vai voltar a juntar Robert De Niro e Joe Pesci
O diretor Martin Scorsese vai voltar a juntar “Os Bons Companheiros” Robert De Niro e Joe Pesci em seu próximo filme. A dupla, que trabalhou em três clássicos do diretor – “Touro Indomável” (1980), “Os Bons Companheiros” (1990) e “Cassino” (1995) – voltará a se encontrar nas telas em “The Irishman”. Segundo o site Deadline, Pesci se recusou várias vezes a aceitar participar do longa. Seu último papel de destaque no cinema foi em “O Bom Pastor” (2006), também com De Niro, e desde então ele só tinha aparecido em “Rancho do Amor” (2010). Estava praticamente aposentado. Com isso, a produção terá um elenco fantástico de filme de gângster. Além da dupla, também estão confirmados Al Pacino (“O Poderoso Chefão”), Harvey Keitel (que estrelou o clássico de Scorsese “Caminhos Perigosos”) e Bobby Cannavale (da série “Boardwalk Empire”, produzida por Scorsese). O filme conta com roteiro de Steve Zaillian (que trabalhou com Scorsese em “Gangues de Nova York”), criado a partir do livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”. A trama detalha a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. De Niro viverá o matador irlandês e Pacino será Hoffa, que desapareceu misteriosamente em 1975. A produção está sendo financiada pela Netflix, após a Paramount desistir do projeto, coincidindo com a crise financeira que levou à mudanças de executivos no estúdio. Estima-se que o orçamento está na cada dos US$ 100 milhões, uma quantia elevada após o último filme de Scorsese, “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias – fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. O fato de um diretor da estatura de Scorsese lançar um filme com este elenco diretamente pela Netflix deve alimentar muitas discussões na temporada de premiações de 2018, época em que “The Irishman” chegará em streaming.
Michael Bay reclama de quem usa computador para ver seus filmes criados em computador
O diretor Michael Bay e a atriz Isabela Moner estão no Brasil para divulgar “Transformers: O Último Cavaleiro”. Por sinal, a nova estrela da franquia completou 16 anos na segunda-feira (10/7) e foi recebida com “parabéns para você” na première nacional do filme, que aconteceu no Shopping Iguatemi, em São Paulo. “Os fãs brasileiros são os melhores”, ela disse, em um post compartilhado nas redes sociais. Mas quem comandou as atenções na entrevista coletiva, realizada nesta terça (11/7) na capital paulista, foi mesmo Michael Bay. E não poderia ser diferente. Afinal, ele é responsável pela franquia desde o primeiro filme. E é tão identificado com os “Transformers” que aparece em mais fotos de divulgação que os próprios atores da produção. Especialista em filmar explosões e cenas épicas, Bay aproveitou o encontro com a imprensa para reclamar de quem vê filmes em computadores e celulares, numa indireta para a Netflix. “É triste que os jovens estejam vendo cada vez mais filmes no computador. Eu acho que a indústria cinematográfica vai diminuir. Não irá acabar, mas essa é a realidade.” Bay disse isso sem ironia. Mas a gente sabe que seus Transformers são totalmente feitos em computador. Além disso, os robôs-que-viram-carros-do-patrocinador compõem a franquia de pior qualidade narrativa já avaliada pelo site Rotten Tomatoes. Mesmo assim, ele garante: “O cinema tem uma experiência compartilhada que é só dele, e por isso tento oferecer com esses filmes uma mistura de sensações com qualidade de som, de imagem, com um 3D que seja adequado, filmar com câmeras IMAX…” Logicamente, o diretor não cita “um bom roteiro”. Para quê, tendo explosões para filmar em IMAX 3D? Ele mesmo tem noção do que seus filmes não tem a menor qualidade artística. “Estou muito confortável com o que eu faço. São filmes para entreter as pessoas”, disse. Entretanto, as pessoas começam a querer melhor entretenimento. Os blockbusters de maior bilheteria em 2017 foram os que tiveram melhor avaliação da imprensa. Com a inclusão das médias do Rotten Tomatoes em sites de venda de ingressos, a influência da crítica passou a ter impacto direto no resultado das bilheterias norte-americanas, e filmes mal-avaliados passaram a depender das bilheterias internacionais. De forma significativa, “Transformers: O Último Cavaleiro”, com somente 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, levou três semanas para arrecadar o que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” fez em três dias na América do Norte. Mas, graças ao mercado internacional, já se aproxima dos US$ 500 milhões mundiais. A estreia nos cinemas brasileiros acontece no dia 20 de julho.
Michael Bay vem ao Brasil para o lançamento do novo Transformers
O diretor Michael Bay, a atriz Isabela Moner e o produtor Mark Vahradian vêm ao Brasil para o lançamento de “Transformers: O Último Cavaleiro”. O trio estará em São Paulo na semana que vem para divulgar o quinto filme da franquia. Eles participarão da pré-estreia do longa-metragem e atenderão a imprensa entre os dias 10 e 11 de julho. Atualmente com US$ 102 milhões arrecadados no mercado doméstico, o filme da Paramount depende do sucesso internacional para sair do vermelho, já que custou exorbitantes US$ 217 milhões em produção. A sequência teve a menor bilheteria de estreia da franquia na América no Norte e caiu para 3º lugar no ranking dos filmes mais vistos em seu segundo fim de semana – além de superar os demais com a pior avaliação da crítica: 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A China tem ajudado no sucesso do longa, respondendo pela maior fatia de sua arrecadação. Ao todo, “Transformers: O Último Cavaleiro” já fez US$ 429,9 milhões em todo o mundo, dos quais US$ 198 milhões vêm do mercado chinês. O problema é que, repleto de product placements de marcas chinesas, o filme também começou a ser rejeitado pelo público aquele país. De acordo com o site The Hollywood Reporter, a bilheteria da China desabou 75% de uma semana para outra. Com isso, a Paramount se volta aos países em que o longa ainda não estreou, como o México, o Japão e o Brasil, entre outros mercados. A estreia nos cinemas brasileiros acontece no dia 20 de julho.
Criadora de Girls negocia escrever o remake de Toni Erdmann
A Paramount estaria negociando com Lena Dunham, criadora da série “Girls”, para escrever o roteiro do remake de “Toni Erdmann”, comédia premiada da cineasta alemã Mare Ade. Segundo o site Deadline, a negociação se encontra em estágios iniciais e Dunham trabalharia com Jenni Konner, produtora-roteirista de “Girls”. A versão americana deve ser estrelada por Jack Nicholson (“Melhor É Impossível”) no papel vivido pelo austríaco Peter Simonischek, como o pai de uma executiva bem-sucedida, que chega inesperadamente para uma visita questionando se ela era feliz. A atriz Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) está cotada para viver a filha, interpretada no original pela alemã Sandra Hüller. A refilmagem terá produção da companhia Gary Sanchez Productions, comandada por Adam McKay (diretor e roteirista vencedor do Oscar 2016 por “A Grande Aposta”) e o comediante Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”). “Toni Erdmann” teve sua première mundial no Festival de Cannes 2016 e, apesar de ser ignorado pelo juri presidido por George Miller (“Mad Max: Estrada da Fúria”), venceu o Prêmio da Crítica e não parou mais de acumular conquistas, entre elas cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive Melhor Filme Europeu do ano. O longa também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Cena legendada de Transformers: O Último Cavaleiro introduz Hot Rod
A Paramount divulgou a versão legendada da cena que introduz o “controvertido” Hot Rod em “Transformers: O Último Cavaleiro”. A aparição é precedida por tedioso bate-papo entre Anthony Hopkins (“Thor”) e Mark Wahlberg (“Transformers: A Era da Extinção”), e acompanhada pela chega de Laura Haddock (série “Da Vinci’s Demons”). Toda a sequência parece um desenho animado infantil. Para quem não sabe, Hot Rod foi o robô que substituiu Optimus Prime nos desenhos animados dos anos 1980, “arruinando” a franquia para os fãs mais antigos. Considerado o pior de todos os “Transformers” pela crítica norte-americana, o quinto filme da franquia também destaca em seu elenco Josh Duhamel (que estrelou a trilogia original), Isabela Moner (da série “100 Coisas para Fazer Antes do High School”), Jerrod Carmichael (“Vizinhos”) e muitos efeitos visuais – os efeitos são os principais “atores”, por sinal. Novamente com direção de Michael Bay, o filme estreou nesta semana nos Estados Unidos, mas só chega em 20 de julho no Brasil.
David Fincher é confirmado na direção da sequência de Guerra Mundial Z
David Fincher fechou contrato para dirigir a sequência do filme de zumbis “Guerra Mundial Z” (2013), estrelado por Brad Pitt. Em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter, o novo CEO dos estúdios Paramount, Jim Gianopulos, confirmou a participação do diretor. Originalmente, o diretor espanhol J.A Bayona iria comandar a continuação, mas a finalização de sua fantasia “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” acabou se estendendo e ele preferiu optar por um projeto com maior prazo de pré-produção – a sequência de “Jurassic World” (2015). A negociação com Fincher teria começado no verão do ano passado. A demora para o acordo ser fechado se deu por conta dos problemas pessoais do astro Brad Pitt, que pausou todos os seus projetos para lidar com seu divórcio. Em meio a esses problemas, a Paramount chegou a tirar o longa de seu cronograma de lançamentos. Mas, desde então, o estúdio mudou sua chefia. Fincher está atualmente dando os retoques finais em sua nova série para a Netflix, “Mindhunter”, da qual dirigiu três episódios ainda inéditos. Este é o único projeto em sua agenda, após acumular frustrações com seu afastamento da continuação de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), a falta de sinal verde da Disney para rodar “20,000 Léguas Submarinas” e o cancelamento de duas séries que ele estava desenvolvendo para a HBO, o remake de “Utopia”, que seria estrelado por Rooney Mara, e “Living on Video”, série sobre a era dos videoclipes dos anos 1980, que chegou a ter episódios gravados. O primeiro “Guerra Mundial Z” (2013) também teve os seus problemas, tendo rendido uma refilmagem extensa de seu arco final. Apesar da elevação de gastos que isto ocasionou, a intervenção foi bem-sucedida e o filme se tornou um grande sucesso, arrecadando US$ 540 milhões no mundo inteiro. A continuação do blockbuster de zumbis será a quarta parceria entre Fincher e Pitt, após “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), “Clube da Luta” (1999) e “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995). O filme ainda não tem nova data de estreia, mas o CEO da Paramount adiantou: “Estamos em estágio avançado de produção”.












