Série do espião Jack Ryan ganha seus primeiros teasers
A Amazon divulgou dois teasers de “Jack Ryan”, série sobre o espião criado pelo escritor Tom Clancy. Os vídeos não revelam personagens ou trama, mas o clima da atração, com a fabricação de bombas e pagamentos por produtos clandestinos. A série não será uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, mas uma nova versão contemporânea do personagem, utilizando os romances como fonte. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele vai aparecer como um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba levando-o para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. O projeto foi uma iniciativa da Paramount, estúdio responsável pelos filmes, que buscou Michael Bay (o diretor de “Transformers”) para produzir a adaptação. Mas a criação é do roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) e do ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). “Jack Ryan” terá John Krasinski (da série “The Office”) como protagonista e marcará um reencontro entre o ator e Michael Bay, que o dirigiu no recente thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. E isto facilitará o trabalho de Krasinski. Para quem não lembra, a história do agente Jack Ryan no cinema começou em 1990 com o longa “Caçada ao Outubro Vermelho”, que tinha Alec Baldwin no papel principal. Depois vieram “Jogos Patríoticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994) com Harrison Ford como protagonista. A franquia tentou um primeiro reboot com Ben Affleck em “A Soma de Todos os Medos” (2002) e uma nova tentativa de recomeço com Chris Pine em “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), o que acabou rendendo um rejuvenescimento contínuo do personagem, que viveu suas aventuras praticamente em ordem decrescente. Apesar de ser uma série, o resgate do personagem também contará com um cineasta atrás das câmeras: o norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”) assina o piloto. A Amazon ainda não divulgou a data de estreia da série, mas a estimativa é que aconteça ainda em 2017.
Mark Wahlberg fará terceira comédia consecutiva do diretor de Pai em Dose Dupla
Mark Wahlberg vai estrelar sua terceira comédia sobre família consecutiva com direção de Sean Anders. Segundo o site Deadline, o responsável por “Pai em Dose Dupla 1 e 2” prepara “Instant Family”, que desta vez mostrará Wahlberg como pai adotivo. A trama gira em torno de um casal que decide começar uma família e resolve adotar. Porém, eles escolhem três crianças que não estão dispostas a crescerem juntas. O roteiro foi escrito pelo próprio cineasta em parceria com John Morris, que também escreveu os dois “Pais em Dose Dupla”. A produção é da Paramount Pictures e as filmagens estão previstas para o início de 2018. Enquanto isso, “Pai em Dose Dupla 2” estreia em 30 de novembro no Brasil.
Vencedora do Emmy, The Handmaid’s Tale será exibida no Brasil
Inédita no Brasil,“The Handmaid’s Tale” deixará de ser um hit exclusivo da pirataria nacional. Um dia após vencer o Emmy como Melhor Série de Drama de 2017, o canal Paramount, que pertence ao grupo Viacom, anunciou ter adquirido os direitos de exibição da atração no país. A data de estreia ainda não foi divulgada. O Paramount Channel Brasil já exibe produções da Netflix, como “House of Cards” e “Orange Is the New Black”, mas com “The Handmaid’s Tale” passa a trazer uma série de streaming que ainda não estava disponível oficialmente para os espectadores brasileiros. Será sua primeira série inédita. “The Handmaid’s Tale” é uma produção da MGM Television para o serviço de streaming Hulu, que não existe no Brasil. Curiosamente, o Hulu é uma joint venture de quatro grandes estúdios de Hollywood, mas a Paramount não é um deles. A aquisição coincide com uma estratégia internacional de rebranding da Viacom, que a partir de janeiro irá relançar o canal pago Spike como Paramount TV nos Estados Unidos. No Brasil, o canal substituiu o VH1 no final de 2014 – mas o VH1 HD continua no ar. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar a sociedade a explorar as mulheres férteis como propriedade do estado. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de Offred, uma das últimas mulheres férteis, forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta. Na história, ela é obrigada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. A adaptação foi criada por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”), premiado com o Emmy de Melhor de Roteiro de Série Drama. Diretora do piloto e de mais dois episódios, Reed Morano ainda venceu seu Emmy, na categoria de Melhor Direção de Série de Drama. A 2ª temporada começa a ser gravada nos próximos dias.
Jerry Lewis (1926 – 2017)
Morreu Jerry Lewis, “O Rei da Comédia”, como lhe intitulou um filme de Martin Scorsese. Ele faleceu no domingo (20/8) em sua casa em Las Vegas, aos 91 anos, de uma doença cardíaca. Ator, roteirista, produtor e diretor, Lewis foi considerado um gênio ainda nos anos 1960 pela crítica francesa, e, como se sabe, os americanos transformaram esse reconhecimento numa piada sobre o gosto dos franceses, relutando em reconhecer sua importância na história do cinema. Entretanto, Jerry Lewis foi importantíssimo. Não apenas por estrelar inúmeros clássicos da comédia, mas por suas inovações, tanto diante das câmeras, com um humor físico levado a limites nunca antes testados, como também atrás delas. Sua contribuição para a direção de cinema é inestimável. Foi ele quem introduziu o uso do monitor de filmagens no estúdio, no qual podia verificar instantaneamente cenas recém-rodadas. Até então, os diretores só viam o resultado de seus trabalhos durante o processo de montagem, na pós-produção. Mas Lewis improvisava o tempo inteiro e queria verificar se o take tinha funcionado na hora da filmagem. Todos os outros diretores o copiaram. Filho de músicos profissionais, Lewis nasceu Joseph Levitch em 16 de março de 1926, em Newark, Nova Jersey, e fez sua estreia aos cinco anos em um hotel de Nova York, cantando “Brother, Can You Spare a Dime?”. Ele abandonou os estudos no ensino médio para seguir sua paixão pelo palco, fazendo shows em que imitava cantores populares, nos mesmos lugares em que também trabalhava como garçom. Aos 20 anos, em julho de 1946, enquanto atuava no 500 Club em Atlantic City, um dos artistas com quem trabalhava desistiu abruptamente e ele precisou encontrar um novo parceiro para dividir o show. Acabou se juntando a Dean Martin, e as apresentações da dupla se tornaram uma sensação. Os salários, que eram de US$ 250 por semana, dispararam para US$ 5 mil e eles foram parar na Broadway, com espetáculos tão disputados que causavam congestionamento na Times Square, em Nova York. O contraste de personalidades entre o introvertido Lewis e o sedutor Martin chamou atenção do produtor de cinema Hal Wallis, que os contratou para o casting da Paramount. Em seu primeiro filme, “Amiga da Onça” (1949), eles apareceram apenas como coadjuvantes, mas roubaram as cenas. E após a continuação, “Minha Amiga Maluca” (1950), não houve mais como conter o protagonismo da dupla. A partir de “O Palhaço do Batalhão” (1950), Martin e Lewis emendaram uma produção atrás da outra, estrelando nada menos que 14 filmes em seis anos, até o final da parceria em “Ou Vai ou Racha” (1956). O cantor começou a achar ruim o fato de ser menos reconhecido que o parceiro e desfez a dupla. Eles só voltaram a se encontrar 20 anos depois, num evento beneficente, quando Frank Sinatra surpreendeu o anfitrião Lewis trazendo o ex-amigo ao Teleton de 1976. Lewis era mesmo o astro da dupla, pois imediatamente renegociou com a Paramount, recebendo US$ 10 milhões para fazer mais 14 filmes durante um período de sete anos – negócio jamais visto em Hollywood. E esse período marcou o auge de sua criatividade. Sem ter que dividir os holofotes ou incluir uma pausa obrigatória para as músicas de Martin, Lewis deu vazão à sua influência do cinema mudo, tornando sua persona cinematográfica ainda mais maníaca, com contorcionismos e caretas que marcaram época. Seu primeiro filme como protagonista solo foi “O Delinquente Delicado” (1957), e a lista inicial inclui “Bancando a Ama-Seca” (1958), em que ele aceita cuidar de trigêmeos de uma antiga paixão. O sucesso desse filme ampliou seu público infantil. A grande guinada de sua carreira, porém, aconteceu quase por acaso. Em 1960, a Paramount não tinha filme para lançar no Natal e Jerry Lewis propôs rodar uma produção em um mês, desde que também assinasse o roteiro e dirigisse. O estúdio topou e o resultado foi um de seus maiores sucessos, “O Mensageiro Trapalhão”, um filme falado sobre um personagem mudo, grande influência no futuro Mr. Bean. A partir daí, Lewis virou um autor. Além de estrelar, também passou a escrever, dirigir e produzir seus filmes. E sua criatividade fluiu como nunca, rendendo “O Mocinho Encrenqueiro” (1961), com cenas de metalinguagem que o mostravam aprontando num grande estúdio de cinema, e “O Terror das Mulheres” (1961), filmado num único cenário compartimentado para simular, feito sitcom, um prédio de dormitório universitário feminino em que ele trabalhava como zelador. A obra-prima veio em 1963. “O Professor Aloprado” foi disparado o seu filme mais autoral. Atualização da trama gótica de “O Médico e o Monstro”, trazia o comediante como um professor universitário nerd e introvertido, que inventava uma poção para se transformar num cantor sedutor, capaz de encantar as mulheres. Era uma referência escancarada à antiga parceria com Dean Martin. Ao fazer sucesso se revezando em dois papéis, ele decidiu ousar ainda mais e se multiplicar em seus filmes seguintes. Interpretou nada menos que sete personagens, uma família inteira, em “Uma Família Fulera” (1965), e outros cinco em “3 em um Sofá” (1966), no qual contracenou com Janet Leigh (“Psicose”). Lewis ficou tão popular que virou história em quadrinhos e até apareceu na série “Batman” como ele mesmo, numa pequena participação em 1966. Mas os gostos mudaram radicalmente em pouco tempo. A politização cada vez maior da juventude, público alvo das comédias do ator, resultando em queda nas bilheterias de seus filmes seguintes. Houve quem dissesse que a implosão foi culpa dele próprio. Seu ego estaria fora de controle. Para complicar, em 1965 ele se machucou numa filmagem e passou a tomar analgésicos. Acabou se viciando em Percodan. Ele tentou apelar para o que estava em voga. Foi ao espaço (“Um Biruta em Órbita”, de 1966) e até buscou o visual mod de Londres (“Um Golpe das Arábias”, 1968), mas nada colou. Sem conseguir emplacar mais sucessos, em 1972 Lewis escreveu, dirigiu e estrelou o filme mais controverso de sua carreira – e da história do cinema. “The Day the Clown Cried” (“O dia em que o palhaço chorou”, em tradução literal) trazia o ator como um palhaço alemão que, durante a 2ª Guerra Mundial, tem como tarefa divertir as crianças judias a caminho da câmara de gás. Ao ver o resultado, Lewis proibiu seu lançamento. Apenas uma cópia sobreviveu à destruição e, em 2015, foi adquirida pela Biblioteca do Congresso Americano para preservação. A experiência de “The Day the Clown Cried” o deixou em depressão profunda e ele só foi voltar a filmar em 1980, num hiato de uma década em sua carreira. Mas “Um Trapalhão Mandando Brasa” não foi o revival que ele esperava. A frustração com a carreira ajuda a explicar sua incursão dramática, dois anos depois, em “O Rei da Comédia” (1982). No filme de Martin Scorsese, Lewis vive um astro de talk show noturno que é sequestrado por um comediante aspirante, vivido por Robert De Niro. Lewis convenceu Scorsese a modificar o roteiro, incluindo várias referências de sua própria biografia na trama, como reações maldosas de fãs frustrados. Ele também encheu o filme de improvisos, desenvolvendo um humor amargo e autodepreciativo que acabou por influenciar uma nova geração de humoristas – como Garry Shandling, Steve Coogan, Ricky Gervais, Larry David e Jerry Seinfeld. O sucesso e o impacto de “O Rei da Comédia” foram inesperados para Lewis, que finalmente se viu na situação em que sempre se achou merecedor: saudado pela crítica norte-americana. Animado pela repercussão positiva, foi novamente escrever, dirigir e estrelar múltiplos papéis em nova retomada da carreira. Mas as bilheterias de “Cracking Up – As Loucuras de Jerry Lewis” (1983) deixaram claro que o sucesso de “O Rei da Comédia” aconteceu por uma renovação de sua persona. Ao tentar voltar a ser o velho Jerry Lewis, descobriu-se ultrapassado. Não era mais o que o público queria. O ator ainda pareceu como coadjuvante de luxo em alguns filmes e séries, entre eles “Cookie” (1989), “Mr. Saturday Night – A Arte de Fazer Rir” (1992), “Arizona Dream: Um Sonho Americano” (1993) e principalmente “Rir É Viver” (1995), no qual realizou uma de suas melhores interpretações, como um comediante veterano de Las Vegas que acaba roubando a cena do filho que quer seguir seus passos. A saúde do ator deteriorou muito nos anos 1990, o que o levou a se afastar das telas. Por isso, foi uma grande surpresa quando ele realizou um retorno dramático, como protagonista do filme “Max Rose” (2013), uma história sobre o fim da vida. Ele ainda encontrou vontade e força para participar de mais dois filmes, a comédia brasileira “Até que a Sorte nos Separe 2” (2013), na qual retomou seu personagem clássico de “O Mensageiro Trapalhão”, e o thriller “A Sacada” (2016), como o pai de Nicolas Cage, último papel de sua carreira. Mas a importância de Lewis não se restringiu apenas ao cinema. Ele também se notabilizou como apresentador de longa data do Teleton, campanha televisiva beneficente que preconizou eventos similares no mundo inteiro, como o “Criança Esperança” da Globo. Seu programa anual levantou fortunas, ao longo de décadas, para ajudar crianças vítimas de Distrofia Muscular. Ele liderou o Teleton mesmo enfrentou diversos problemas de saúde. Em 1983, passou por uma cirurgia no coração. Em 1992, precisou fazer uma operação após ser diagnosticado com câncer de próstata. Passou por tratamento contra dependência em medicamentos em 2003. E, em 2006, sofreu um ataque cardíaco. Além disso, tratava há anos de fibrose pulmonar, doença crônica nos pulmões. Apesar do corpo tentar desistir, sua mente não dava sinais de cansaço, como lembrou Robert DeNiro. Até o fim da vida, Lewis permaneceu ativo e inigualável. “Mesmo aos 91, ele não perdia o ritmo. Ou a piada”, lembrou o ator no Twitter, ao contar ter visto um show do comediante há poucas semanas. “Jerry Lewis foi um pioneiro da comédia e do cinema. E foi um amigo. Sua falta será sentida.” “Aquele cara não era brinquedo, não! Jerry Lewis era um gênio inegável, uma benção insondável, a comédia absoluta!”, elogiou Jim Carrey, que sempre foi comparado a Lewis em sua carreira. “Eu sou, porque ele era!”
Missão Impossível 6 vai filmar cenas com outros atores até Tom Cruise voltar
O diretor Christopher McQuarrie revelou que, ao contrário do informado, “Missão Impossível 6” não terá sua produção interrompida. Em entrevista à revista britânica Empire, McQuarrie explicou que a pausa nas filmagens é apenas para o astro Tom Cruise, que sofreu um acidente durante a realização de uma cena de ação em 13 de agosto. A produção seguirá filmando com outros atores. “O hiato de Tom Cruise é por tempo indeterminado, ainda estamos tentando descobrir até quando essa pausa será necessária, mas nada do que temos observado no momento vai afetar a data de lançamento da produção”, ele afirmou. A Paramount divulgou um
Leonardo DiCaprio pode estrelar cinebiografia de Leonardo Da Vinci
A Paramount e a Universal estão disputando os direitos do livro “Leonardo Da Vinci”, uma biografia ainda inédita, escrita por Walter Isaacson. Segundo o site Deadline, ambos os estúdios querem produzir a adaptação, que em qualquer um deles será estrelada por outro Leonardo famoso: DiCaprio. Ex-editor da revista Time, Isaacson também escreveu “Steve Jobs”, que foi transformado no filme estrelado por Michael Fassbender, e “Albert Einstein”, que serviu de base base para a série “Genius”, estrelada por Geoffrey Rush. O livro sobre Da Vinci será lançado apenas em outubro pela editora Simon & Schuster. De acordo com informações da editora, Isaacson tece uma narrativa que conecta arte, ciência, imaginação e a curiosidade voraz de Da Vinci. Além de suas pinturas inestimáveis, ele prosseguiu estudos inovadores de anatomia (seu desenho icônico de Homem Vitruviano), fósseis, pássaros, máquinas voadoras, botânica, geologia e armamento. Ele descascou as faces dos cadáveres, atraiu os músculos que moviam os lábios e depois pintou o sorriso mais memorável da história em “Mona Lisa”. Ele explorou a matemática da óptica, mostrou como os raios de luz atingem a córnea e produziu ilusões de mudanças de perspectivas em “A Última Ceia”. Isaacson também descreve como o entusiasmo vital de Leonardo por organizar produções teatrais informou suas pinturas e invenções. De acordo com o livro, Da Vinci também era um pouco desajustado: bastardo, gay, vegetariano, canhoto, distraído e às vezes herético. DiCaprio tem interesse no papel para fazer jus à história de seu nascimento. Diz a lenda que ele foi batizado como Leonardo porque sua mãe grávida estava observando uma pintura de Da Vinci num museu italiano quando o futuro astro deu seu primeiro chute em sua barriga.
Arnold Schwarzenegger será humano no próximo O Exterminador do Futuro
“O Exterminador do Futuro 6” vai mesmo acontecer, com produção do criador da franquia James Cameron e com Arnold Schwarzenegger em papel de destaque. O detalhe é o que, desta vez, Schwarzenegger não interpretará um robô assassino do futuro. Em entrevista ao site Arnold Fans, Cameron revelou que seu velho amigo interpretará o humano que deu origem ao modelo T-800. “Se você olhar para trás, pode se perguntar quem foi o humano que deu origem ao T-800. Por que ele parece e soa como Arnold Schwarzenegger? Deve ter uma razão. Existe um cara que teve seu DNA selecionado e clonada para a máquina. Será que ele trabalhava para a skynet? Por que ele foi escolhido por um motivo? Ou foi tudo acaso? Algumas dessas questões serão respondidas no próximo filme”, disse ele. O longa já está no cronograma de lançamentos da Paramount, após a produtora Skydance renovar seu contrato de distribuição, e deve começar a ser filmado em 2018. A primeira versão do roteiro é esperada para setembro. A nova continuação será a primeira produzida por Cameron desde “O Exterminador do Futuro 2” (1991) e chegará após uma tentativa frustrada de reboot da franquia – “O Exterminador do Futuro: Gênesis” (2015) – , que fracassou nas bilheterias. A participação de Cameron, que criou os personagens e a trama em 1984, representa uma reviravolta há muito aguardada pelos fãs e pelo próprio cineasta. Ele foi obrigado a ceder os direitos da franquia no acordo de seu divórcio com a atriz Linda Hamilton, estrela dos dois primeiros filmes, por isso não teve nada a ver com as sequências produzidas desde então. Mas um cláusula previa que os direitos reverteriam para o diretor após 20 anos. A data vai coincidir com o lançamento do próximo “Exterminador do Futuro”, previsto para 2019. Ocupado com outra franquia chamada “Avatar”, Cameron não irá para trás das câmeras. Ele trabalhará nos bastidores, deixando as filmagens para o diretor Tim Miller (“Deadpool”).
Paramount dispensa Akiva Goldsman e encerra projeto de spin-offs de Transformers
As previsões pessimistas em torno de “A Torre Negra” deram o empurrão que faltava para a carreira de Akiva Goldsman cair na real. O roteirista e produtor mais superestimado de Hollywood não está mais à frente da franquia “Transformers”. Em entrevista ao site /Film, ele assumiu que não participava mais dos projetos de spin-offs, respondendo com um lacônico “Não” à questionamentos sobre o futuro dos robôs transformistas. Goldsman não foi apenas dispensado. A Paramount decidiu encerrar a sala de roteiristas da franquia, que ele montou para gerar ideias de spin-offs. A decisão foi tomada para estancar o jorro de dinheiro, após “Transformers: O Último Cavaleiro”, primeiro produto dessa experiência, amargar o pior desempenho de toda a franquia nos Estados Unidos. Em seis semanas, “Transformers: O Último Cavaleiro” fez apenas US$ 129 milhões no mercado doméstico, o mais lucrativo de todos os mercados (pois não paga taxas internacionais). E isto não cobre nem seus efeitos visuais, já que a produção foi orçada em US$ 217 milhões, sem os custos de marketing. É um fracasso tão grande quanto inesperado para o estúdio, acostumado a ver os filmes dos robôs que viram merchandising automobilístico faturar três vezes mais no país. Graças aos chineses, o bolo cresce. Mas este bolo deixa metade de seu lucro na própria China, que tem taxas altíssimas sobre bilheterias estrangeiras para proteger seu mercado dos avanços de Hollywood. Contando a arrecadação mundial, “Transformers: O Último Cavaleiro” atingiu US$ 570,7 milhões. Metade do que rendeu o filme passado. Parece loucura, mas meio bilhão é uma conta que não fecha para o estúdio. O produtor da franquia Lorenzo di Bonaventura confirmou, em entrevista ao We Live Entertainment, que a sala dos roteiristas foi dissolvida, e deu uma explicação bizarra sobre a forma como ela foi utilizada por Goldsman. “A sala foi criada por algumas razões diferentes, mas a maior coisa que fez foi expandir a mitologia de ‘Transformers’, de uma forma que nos permitiu ir ao Rei Arthur e examinar diferentes áreas, como a 2ª Guerra Mundial, etc.”, ele contou, revelando que essas ideias foram concebidas pela incensada e caríssima coleção de roteiristas contratados pela Paramount, sob comando de Goldsman, supostamente para criar diversas histórias e explorar o universo dos personagens. Aparentemente, Goldsman quis incluir todas as ideias concebidas pelo grupo num único roteiro e o resultado foi a total falta de sentido do novo filme. Bonaventura diz que, de resultado prático da experiência, apenas o spin-off centrado em “Bumblebee” vai em frente. E que eles só vão trabalhar no futuro da franquia depois deste filme. Isto sugere uma mudança radical em relação à proclamação feita por Michael Bay no começo do ano, de que Goldsman e sua equipe tinham “14 histórias escritas”, o que, na teoria, justificava um planejamento de spin-offs até 2025, mais ambicioso que a programação da Marvel. Por outro lado, a sugestão de Bonaventura de que as ideias da equipe foram usadas somente em “O Último Cavaleiro” faria deste roteiro o mais caro de todos os tempos, quando se percebe o quanto devem custar os roteiristas contratados para o “brainstorm”: Steven DeKnight (criados das séries “Spartacus” e “Demolidor”), Robert Kirkman (série “The Walking Dead”), Zak Penn (“O Incrível Hulk”), Jeff Pinkner (“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”), Ken Nolan (“Falcão Negro em Perigo”) e as duplas Art Marcum e Matt Holloway (“Homem de Ferro”) e Andrew Barrer e Gabriel Ferrari (“Homem Formiga”). O único spin-off aprovado dessa turma, “Bumblebee”, tem roteiro de Christina Hodson (“Refém do Medo”) e direção de Travis Knight (“Kubo e as Cordas Mágicas”), e chegará aos cinemas em dezembro de 2018.
John Cena entra no filme de Bumblebee
O ator e astro de luta livre John Cena (“Na Mira do Atirador”) entrou no elenco de “Bumblebee”, primeiro spin-off da franquia “Transformers”. Não há detalhes sobre seu personagem, mas ele terá um papel importante na história, segundo o site The Hollywood Reporter. Ele vai se juntar a Hailee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”) anunciada anteriormente como uma garota que trabalha como mecânica e acaba se envolvendo com o Autobot. Além deles, a produção também contará com Pamela Adlon (série “Californication”), Jorge Lendeborg Jr. (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Jason Drucker (“Diário de um Banana: Caindo na Estrada”), Kenneth Choi (série “The Last Man on Earth”), Stephen Schneider (série “Imaginary Mary”), Ricardo Hoyos (série “Degrassi: Next Class”), Abby Quinn (“The Journey Is the Destination”), Rachel Crow (“Deidra & Laney Rob a Train”) e Grace Dzienny (série “Zoo”). A trama será um prólogo da franquia, passada anos antes do primeiro “Transformers”, na década de 1980. O roteiro foi escrito por Christina Hodson (“Refém do Medo”) e a direção está a cargo de Travis Knight, da aclamada animação “Kubo e as Cordas Mágicas” – indicada ao Oscar 2017 da categoria. A produção será seu primeiro trabalho com atores reais. A data de estreia sofreu um pequeno adiamento e agora está marcada para 21 de dezembro de 2018.
Transformers – O Último Cavaleiro é barulho e poluição visual sem sentido algum
É impossível lembrar ou explicar o que acontece do início ao fim em “Transformers: O Último Cavaleiro”, espécie de lobotomia disfarçada de cinema. Não que a culpa seja somente da ação exagerada, que faz com que os olhos se percam e não consigam focar coisa alguma, com tanta poluição visual na tela (sem falar no barulho ensurdecedor e ininterrupto que maltrata os ouvidos). É tudo desconexo em nível básico de desenvolvimento de um roteiro e até na função do diretor como um contador de histórias, conduzindo a trama de um ponto ao outro. Estes pontos são inexistentes no quinto “Transformers”. Não é falha ou buraco. Eles simplesmente não existem e a sensação é que o filme se resume a explosões e efeitos visuais justificados por qualquer absurdo. Bom, você pode dizer: “Ah, mas isso é um filme do Michael Bay!” Verdade. E parece um greatest hits dos outros “Transformers”, com o diferencial de contar com um plot envolvendo o Rei Arthur (!), Merlin (!!) e os cavaleiros da távola redonda (!!!), além de ter Anthony Hopkins pagando mico (!!!!). Claro, Bay já fez isso antes com gente boa como John Malkovich e Stanley Tucci. Mas não é questão de o roteiro ser ruim ou a ação ser mais importante que tudo. As soluções que desenvolvem a narrativa, muitas vezes, fazem menos sentido que roteiro de filme de Renato Aragão (pós-Trapalhões!). Imagine um menino de seis anos brincando e misturando personagens em sua inocente imaginação, criando situações e histórias diferentes, tudo ao mesmo tempo agora e uma pessoa (mais velha) observando aquilo sem entender o que está acontecendo e para onde a cabeça da criança está indo. Pois “Transformers: O Último Cavaleiro” é exatamente assim: uma cena não tem nada a ver com a outra, e quem quiser encontrar sentido nisso vai se sentir frustrado. Por sinal, tem tanta gente nesse filme que provavelmente o público não seja capaz de guardar os nomes de seus personagens. Além de incluir novidades no elenco, como Laura Haddock (a nova Megan Fox) e Isabela Moner, o longa ainda resgata atores dos primeiros filmes, como Josh Duhamel e o pobre John Turturro, em participação especial tão desnecessária que não tem a menor importância na trama. Michael Bay é reconhecido por criar espetáculos em larga escala com câmeras que usam a tecnologia mais avançada existente. E seu novo filme abusa disso. Ao contrário de Christopher Nolan, por exemplo, que também usou câmeras de IMAX em “Dunkirk”, Bay aponta as câmeras megaultrahipermodernas para fogo e fumaça, sem compromisso algum com a linguagem cinematográfica. Ao menos, ele é consistente. Nunca decepciona em relação ao que se espera dele. Impressionante mesmo é lembrar como o primeiro “Transformers”, há dez anos, até tinha algum nexo e levava em consideração a inteligência do público apesar dos pesares. De lá para cá, cada filme ficou pior que o outro, mas suas bilheterias bilionárias estimularam Bay a considerar sua abordagem imune à críticas. A impressão é que ele decidiu extrapolar de vez e fez “Transformers: O Último Cavaleiro” para rir de todo mundo. Não há outra razão para ele responder a um repórter que a diferença em relação aos filmes anteriores é que “O Último Cavaleiro” tem mais ação.
Ator de Homem-Aranha: De Volta ao Lar vai estrelar o filme de Bumblebee
O ator Jorge Lendeborg Jr., que viveu Jason em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, vai protagonizar o filme de Bumblebee, primeiro spin-off da franquia “Transformers”. Ele vai se juntar à atriz Haylee Steinfeld (“A Escolha Perfeita 2”) na produção. Não há detalhes sobre o personagem de Lendeborg, mas Seinfeld vai interpretar uma garota com jeito de moleque (tomboy) que trabalha como mecânica após o horário da escola. Segundo apurou o site The Hollywood Reporter, o longa funcionará como um prólogo, mostrando Bumblebee antes de encontrar o personagem de Shia Labeouf no primeiro “Transformers” (2007). A trama será situada nos anos 1980. O roteiro foi escrito por Christina Hodson (“Refém do Medo”) e a direção está a cargo de Travis Knight, da aclamada animação “Kubo e as Cordas Mágicas” – indicada ao Oscar 2017 da categoria. A produção será seu primeiro trabalho com atores reais. O filme de Bumblebee está programado para chegar aos cinemas norte-americanos em junho de 2018.
Ryan Reynolds pode estrelar adaptação da franquia de games Rainbow Six
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) está sendo cotado para protagonizar um filme baseado na franquia de games “Rainbow Six”. Segundo o site Deadline, o roteirista-produtor Akiva Goldsman fechou um acordo de dois anos com a Paramount e, entre seus projetos, está uma adaptação da obra, inspirada no livro homônimo de espionagem do escritor Tom Clancy (criador do herói-espião Jack Ryan) e nos jogos desenvolvidas pela Red Storm Entertainment, verdadeira febre dos e-sports. Caso as negociações prossigam, Reynolds pode viver John Clark, um ex-agente que comanda uma unidade anti-terrorismo multinacional, composta pelos melhores soldados da OTAN (Organização do Atlântico Norte). No livro de Clancy que inspirou os games, publicado em 1998, a equipe é confrontada por um grupo com poder de destruição global. Vale observar que a premissa original se expandiu com os jogos, e uma das extensões mais recentes, “Skull Rain”, é ambientada no Rio de Janeiro. Agora, as más notícias. Akiva Goldsman é o mais superestimado roteirista-produtor de Hollywood. Ele tem um Oscar, conquistado por “Uma Mente Brilhante” (2001) há 16 anos, mas também colocou seu nome em alguns dos piores lançamentos norte-americanos dos últimos 20 anos, entre eles “Batman e Robin” (1997), “Perdidos no Espaço: O Filme” (1998), “O Código Da Vinci” (2005), “Hancock” (2008), “Jonah Hex” (2010), “Um Conto do Destino” (2014), “A Série Divergente: Insurgente” (2015), “A 5ª Onda” (2016), “O Chamado 3” (2016), “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017), “Transformers: O Último Cavaleiro” (2017) e o vindouro e provavelmente desastroso “A Torre Negra”. Para completar, o roteiro do projeto está sendo escrito pela dupla André Nemec e Josh Appelbaum (ambos de “As Tartarugas Ninja”). Ainda não há previsão para o começo da produção.
Próximo filme de Scorsese vai voltar a juntar Robert De Niro e Joe Pesci
O diretor Martin Scorsese vai voltar a juntar “Os Bons Companheiros” Robert De Niro e Joe Pesci em seu próximo filme. A dupla, que trabalhou em três clássicos do diretor – “Touro Indomável” (1980), “Os Bons Companheiros” (1990) e “Cassino” (1995) – voltará a se encontrar nas telas em “The Irishman”. Segundo o site Deadline, Pesci se recusou várias vezes a aceitar participar do longa. Seu último papel de destaque no cinema foi em “O Bom Pastor” (2006), também com De Niro, e desde então ele só tinha aparecido em “Rancho do Amor” (2010). Estava praticamente aposentado. Com isso, a produção terá um elenco fantástico de filme de gângster. Além da dupla, também estão confirmados Al Pacino (“O Poderoso Chefão”), Harvey Keitel (que estrelou o clássico de Scorsese “Caminhos Perigosos”) e Bobby Cannavale (da série “Boardwalk Empire”, produzida por Scorsese). O filme conta com roteiro de Steve Zaillian (que trabalhou com Scorsese em “Gangues de Nova York”), criado a partir do livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses”. A trama detalha a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana, supostamente envolvido na morte do sindicalista Jimmy Hoffa. De Niro viverá o matador irlandês e Pacino será Hoffa, que desapareceu misteriosamente em 1975. A produção está sendo financiada pela Netflix, após a Paramount desistir do projeto, coincidindo com a crise financeira que levou à mudanças de executivos no estúdio. Estima-se que o orçamento está na cada dos US$ 100 milhões, uma quantia elevada após o último filme de Scorsese, “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias – fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. O fato de um diretor da estatura de Scorsese lançar um filme com este elenco diretamente pela Netflix deve alimentar muitas discussões na temporada de premiações de 2018, época em que “The Irishman” chegará em streaming.












