O Irlandês: Netflix divulga o primeiro teaser do novo filme de Martin Scorsese
A Netflix divulgou o primeiro teaser legendado de “O Irlandês” (The Irishman), novo filme de Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”). O vídeo não traz nenhuma imagem do retorno do diretor às tramas mafiosas, apenas os nomes do elenco, do roteirista e do cineasta, enquanto se ouve um rápido diálogo entre os protagonistas. O filme é estrelado por quatro lendas de Hollywood: Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci e Harvey Keitel. A trama vai atravessar décadas e os atores vão interpretar versões mais jovens de si mesmos, em diferentes fases da história, com o auxílio da tecnologia de rejuvenescimento digital. Não será a primeira vez que esse tipo de processo será tentado no cinema. Filmes como “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008) e “Tron: O Legado” (2010) foram alguns dos pioneiros. Mas Scorsese busca ainda maior realismo. E isto tem um custo. Por conta disso, nenhum estúdio de cinema quis se envolver no projeto, especialmente após o filme anterior do cineasta, “Silêncio”, ter fracassado nas bilheterias. Superprodução que não teve o orçamento divulgado, “Silêncio” fez apenas US$ 7 milhões nos EUA. Quando a Netflix apareceu disposta a bancar a empreitada, o filme tinha um orçamento especulado em US$ 100 milhões. Mas o site Deadline revelou que o valor aumentou bastante desde então. Os custos estariam em US$ 140 milhões e longe de estacionar, já que segue em pós-produção. O filme conta com roteiro de Steve Zaillian, que adapta o livro de Charles Brandt “I Heard You Paint Houses” – este título é uma das frases ditas na prévia – sobre a vida de Frank “The Irishman” Sheeran, o maior assassino da máfia americana. Robert De Niro fará o papel principal. Ele e Scorsese não filmavam juntos há mais de duas décadas, desde “Cassino” (1995). A prévia também revela uma previsão estimada para a estreia, afirmando que acontecerá no outono norte-americano – entre setembro e novembro, época tradicionalmente reservada para o lançamento de filmes que ambicionam o Oscar.
Diretor de O Espetacular Homem-Aranha vai filmar versão americana do anime Seu Nome
O diretor Marc Webb, de “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “(500) Dias com Ela” (2009), vai dirigir a versão live-action do anime “Seu Nome” (Your Name, 2016), maior bilheteria animada da história do cinema japonês. O roteiro está a cargo de Eric Heisserer (“Bird Box”) e a produção é de J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). O filme original conta a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. Taki e Mitsuha vivem as vidas um do outro, deixando notas em seus celulares das experiências, mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, seu destino sofre uma reviravolta fantástica, à medida que o tempo se dobra em realidades alternativas. A versão americana vai transportar a história para os Estados Unidos, acompanhando uma adolescente indígena que mora em uma área rural e um jovem de Chicago, que descobrem que estão magicamente trocando de corpos. Quando um desastre ameaça alterar suas vidas, eles precisam viajar para se encontrar e salvar seus mundos. O produtor Genki Kawamura, responsável pela animação original, disse em comunicado que Marc Webb “foi nossa primeira escolha para dirigir essa interpretação remodelada do filme desde o momento em que exploramos a criação de uma versão americana”. “Como vimos em ‘(500) Dias com Ela’, Marc tem um tremendo talento para contar ótimas histórias de amor e, da mesma forma que os cinéfilos foram cativados pelo filme original, estamos certos de que Marc atrairá fãs do original e um público totalmente novo para a bonita jornada destes personagens. Com a produção de JJ Abrams, roteiro de Eric Heisserer e direção de Marc Webb, este projeto oficialmente tem a equipe com a qual sonhamos”. Ainda sem cronograma de filmagem ou previsão de estreia, a adaptação será produzida após todas as tentativas anteriores de emplacar versões de mangás e animes com atores americanos deram prejuízo, de “Dragon Ball Evolution” (2009) ao recém-lançado “Alita: Anjo de Combate”.
Operação Fronteira: Ben Affleck rouba traficantes na fronteira do Brasil em trailer repleto de ação
A Netflix divulgou o novo trailer legendado do filme de ação “Operação Fronteira”, que traz Ben Affleck (“Liga da Justiça”) à frente de um elenco famoso. O título é a “tradução” de “Triple Frontier”, longa supostamente passado na Tríplice Fronteira entre Brasil, Uruguai e Argentina, mas filmado na Colômbia mesmo. Embora ofereça belas panorâmicas por montanhas e favelas, a prévia não mostra as famosas “cataratas de Wakanda” nem faz menção à locação de seu título original, já que sua trama de ação genérica poderia se passar em qualquer lugar. Afinal, a história da unidade de elite que assalta uma fortuna de traficantes já foi vista antes, no filme “Sabotagem” e até na série “The Shield”, ambas as vezes nos Estados Unidos. Com o também conhecido discurso de que não são compensados o suficiente pelo trabalho arriscado que fazem, os assaltantes do novo filme só se diferenciam num detalhe de seus precursores. Não são homens da lei e sim ex-militares. Affleck lidera o elenco que inclui Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Garrett Hedlund (“Mudbound”), Pedro Pascal (série “Narcos”) e Adria Arjona (série “Emerald City”). Eles se juntam para roubar a fortuna do traficante vivido por Reynaldo Gallegos (da série “Animal Kingdom”), que fica numa fortaleza em meio ao mato e é defendida por capangas armados. O flashback, agora, é da série “Narcos”, passada justamente na Colômbia. Ao menos, a prévia é cheia de tensão e promete momentos eletrizantes de luta pela sobrevivência, desde que se desligue o GPS. O roteiro original foi escrito por Mark Boal (“A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”) e deveria ser dirigido por Kathryn Bigelow (também de “A Hora Mais Escura” e “Guerra ao Terror”) em 2009, mas ela acabou desistindo após não conseguir aval para filmar na locação real – sim, isto foi há uma década. A Netflix entrou nesse projeto após ele ser concebido como uma superprodução de Hollywood, que seria estrelada por um time formado simplesmente por Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Hanks (“The Post: A Guerra Secreta”). Mas o orçamento da produção fez com que ela nunca saísse do papel. Nem mesmo em sua configuração posterior, de elenco menos dispendioso, que reuniu Channing Tatum (“Magic Mike”), Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e Mahershala Ali (“Moonlinght”) como protagonistas. A versão que chega ao streaming acabou sendo dirigida por J.C. Chandor (“O Ano Mais Violento”), que também trabalhou no aprimoramento do roteiro. Teria sido Chandor quem levou a trama para seu lugar mais comum, o que, por sua vez, teria sido o estopim de outra implosão da produção. Supostamente, a versão final do roteiro desagradou Hardy e Tatum, que optaram por deixar o longa a um mês do início previsto para as filmagens, em maio do ano passado. A decisão dos atores fez a Paramount, que passava por um conturbado processo de transição de poder, desistir do projeto, que assim acabou na Netflix. Reconfigurado e finalmente filmado, “Operação Fronteira” vai estrear agora em streaming, no dia 13 de março.
Jack Ryan é renovada para a 3ª temporada na Amazon
A Amazon voltou a demonstrar seu entusiasmo pela série “Jack Ryan”, renovando a atração para seu terceiro ano, antes mesmo de marcar a estreia da 2ª temporada. A empolgação é a mesma demonstrada antes do lançamento original, com a confirmação da 2ª temporada quatro meses antes da exibição do primeiro episódio. “Jack Ryan” traz o ator John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) no papel do famoso espião do título, já vivido no cinema por quatro atores diferentes (Alec Baldwin, Harrison Ford, Ben Affleck e Chris Pine) desde os anos 1990. Mas, apesar de o título completo da atração ser “Tom Clancy’s Jack Ryan”, a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem. A história é original e foi concebida pelo roteirista-produtor Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”) em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”), e reflete o começo da carreira de Ryan na CIA. A 1ª temporada foi gravada em seis países de três continentes diferentes e custou em torno de US$ 10 milhões por episódio. A 2ª temporada, que começou a ser produzida no ano passado, vai se passar na América do Sul e mostrará o que Carlton Cuse chama de “alegoria para a morte da democracia”. A produção é da empresa Platinum Dunes, de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e ainda não há previsão para o lançamento dos novos episódios.
Globo vai exibir primeiro episódio de The Handmaid’s Tale na TV aberta
A Globo vai repetir a estratégia de exibir na TV aberta o primeiro episódio de uma série exclusiva de seu serviço de streaming, o Globoplay, visando atrair novos assinantes para a plataforma. Nesta terça-feira (12/2), o canal transmite a estreia de “The Handmaid’s Tale”, que ganhou subtítulo nacional – “O Conto da Aia”. O mais curioso é que o episódio inaugural será exibido sem intervalos comerciais, como num canal pago premium. Ele vai ao ar após o “Jornal da Globo”. A 1º temporada, que venceu o Emmy de Melhor Série de Drama, já está disponível no Globoplay para assinantes – e também já foi exibida na TV paga pelo canal Paramount. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil justamente como “O Conto da Aia”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar à adoção de medidas drásticas, mergulhando a sociedade americana numa nova ordem conservadora, comandada apenas por homens. Com a fertilidade em queda, as mulheres que ainda conseguem ter filhos são transformadas em escravas sexuais, com o único propósito de gerar filhos. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de June, rebatizada de Offred por seus captores. Como uma das últimas mulheres férteis, ela é forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta, sendo obrigada a se submeter a um poderoso político, sua esposa cruel e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de June com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. Atualmente, a série se prepara para entrar em sua 3ª temporada na plataforma americana Hulu, com estreia marcada para 5 de junho. Veja abaixo o trailer nacional da tensa temporada inaugural.
Continuação de Guerra Mundial Z é suspensa pela Paramount
A produção da continuação de “Guerra Mundial Z” foi suspensa pela Paramount. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a pré-produção do filme de zumbis, que teria David Fincher como diretor e o retorno de Brad Pitt no papel principal, estava prevista para começar nos próximos entre abril e junho Fontes ouvidas pela revista relataram que o motivo do cancelamento foram questões orçamentárias, mas não há informações sobre valores. Também não está claro se o projeto voltará a ser produzido com orçamento menor ou se será arquivado indefinidamente. O primeiro filme teve um orçamento de US$ 190 milhões, tornando-se o mais caro filme de zumbis de todos os tempos, e faturou US$ 540 milhões mundialmente. Baseado no filme homônimo de Max Brooks, a trama acompanhava Gerry Lane (Brad Pitt), um funcionário da ONU que percorre o mundo tentando evitar uma pandemia de zumbis, enquanto tenta manter sua família à salvo. A continuação foi confirmada em 2017, quando David Fincher fechou para assumir sua direção. Ele está atualmente terminando o trabalho de pós-produção na 2ª temporada de “Mindhunter”, série que produz para a Netflix. Este é o único projeto em sua agenda, após acumular frustrações com seu afastamento da continuação de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), a falta de sinal verde da Disney para rodar “20,000 Léguas Submarinas” e o cancelamento de duas séries que ele estava desenvolvendo para a HBO, o remake de “Utopia”, que seria estrelado por Rooney Mara, e “Living on Video”, série sobre a era dos videoclipes dos anos 1980, que chegou a ter episódios gravados. A continuação do blockbuster de zumbis seria a quarta parceria entre o diretor e Brad Pitt, após “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), “Clube da Luta” (1999) e “Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995).
Trailer legendado do novo Cemitério Maldito revela mudanças em relação ao filme original
A Paramount divulgou novos pôsteres e o segundo trailer do remake de “Cemitério Maldito”, em versões dublada e legendada. E a prévia surpreende por incluir muitas mudanças em relação ao filme dos anos 1980, culminando num clima tenso que valoriza a produção. As alterações vão desde uma troca simples, de um filho morto-vivo por uma filha morta-viva, até a evolução do terror, que toma maiores proporções. Assim como no livro de Stephen King de 1983 e no filme de Mary Lambert de 1989, o novo “Cemitério Maldito” conta a história da família Creed, que se muda para um casarão no campo. O local fica ao lado de uma rodovia, onde muitos acidentes acontecem, e próximo de um antigo cemitério indígena, que tem o poder de ressuscitar quem nele for enterrado. Entretanto, os que voltam à vida agem de modo estranho e violento. Mas diversos detalhes são apresentados de forma inesperada, como demonstra o trailer. O roteiro final é de David Kajganich e Jeff Buhler, criadores, respectivamente, das séries “The Terror” e “Nightflyers”, e a direção está a cargo da dupla Dennis Widmyer e Kevin Kölsch, responsáveis pelo terror indie “Starry Eyes” (2014) – com 75% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O elenco inclui Jason Clarke (“Exterminador do Futuro: Gênesis”), John Lithgow (“The Crown”), Amy Seimetz (“Alien: Covenant”), Jeté Laurence (“Sneaky Pete”) e os gêmeos Hugo e Lucas Lavoie revendo-se no papel do filho caçula da família. A estreia está marcada para 4 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Animação O Parque dos Sonhos ganha novos trailers
A Paramount divulgou um novo trailer americano e o comercial do Super Bowl da animação “O Parque dos Sonhos” (Wonder Park). O filme conta a história de um parque de diversões criado pela imaginação de June, uma menina de 12 anos. Escrito pela dupla Josh Appelbaum e André Nemec (de “As Tartarugas Ninja”), o longa curiosamente não teve o nome do diretor divulgado. Isto porque Dylan Brown, animador de “Os Incríveis” e diretor do curta “Festa-Sauro Rex” (da franquia “Toy Story”), foi dispensado da função após surgirem denúncias de comportamento inapropriado. David Feiss (das séries animadas “A Vaca e o Frango” e “Eu Sou o Máximo”) teria assumido a direção, mas o estúdio não fez anúncio oficial. E este não foi o único contratempo da produção, que trocou um dos dubladores, Jeffrey Tambor, após ele ser demitido da série “Transparent” sob acusações de assédio. As vozes remanescentes são dubladas em inglês por Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”), Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller de “Curtindo a Vida Adoidado”), Mila Kunis (“Perfeita É a Mãe”), Kenan Thompson (da série “Kenan & Kel”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Norbert Leo Butz (série “Bloodline”), Ken Hudson Campbell (“Cruzeiro das Loucas”), o apresentador John Oliver e a menina Brianna Denski (“Desejo e Esperança”) como June. A estreia está marcada para 14 de março no Brasil, e logo em seguida o filme vai virar uma série no canal pago Nickelodeon.
Bumblebee é o E.T. da franquia Transformers
Você viu esse filme várias vezes, e em embalagens diferentes, mas a fórmula de “E.T.” com visual de “Transformers” não tinha muito como dar errado. Foi preciso contar uma história (vejam só que coisa básica), ter um pouco de noção (e não só explosões) e um diretor promissor (Travis Knight) querendo mostrar serviço para fazer de “Bumblebee” o melhor filme da franquia. De longe. Em resumo, é um filme que dá para assistir. E bem divertido, diga-se de passagem. O filme solo que a gente não sabia que precisava do Transformer mais querido do planeta, trocou os clichês grandiosos de Michael Bay pela sensibilidade de Travis Knight, um novato que encantou com a animação “Kubo e as Cordas Mágicas” e assumiu a franquia mais execrada de Hollywood com a esperança de realizar um milagre. E conseguiu. Nunca antes a crítica gostou tanto de um Transformer. Antes de tudo, e ao contrário de Michael Bay, Knight proibiu câmeras tremidas, deixando toda a ação visível ao olho humano. Livrando o público da dor de cabeça, tratou de tirar-lhe também o peso das costas, entregando um filme mais leve, inclusive no senso de humor. Além disso, corrigiu os rumos da franquia ao retomar os melhores momentos do primeiro “Transformers”, o único até aqui que parece ter sido produzido por Steven Spielberg. Knight voltou ao filme de 2007 para contar a história do menino e seu carro-robô. No caso, da menina e seu fusca-autobot. Além disso, o diretor aproveitou o fato de “Bumblebee” ser um prólogo passado nos 1980 para incorporar o espírito da época – em que Spielberg fez “E.T” e reinou absoluto como rei dos blockbusters. Tanto em cena, ao reproduzir o tipo de aventura juvenil daquela era, quando na trilha, cheia de músicas que marcaram a década – The Smiths, A-ha, Simple Minds, Duran Duran, Rick Astley, Tears for Fears, entre outros. Tirando os efeitos visuais, absolutamente modernos, “Bumblebee” parece pertencer à época que retrata. Tem cara de cinemão da década de 1980. Mas não pense que o filme é antiquado. A começar por trazer uma protagonista feminina, que não precisa de homem nenhum para alcançar seus objetivos – como Ripley, na franquia “Alien”. Não está ali só para beijar um cara na cena final nem para gritar de medo diante do menor perigo. Hailee Steinfeld já tinha provado seu talento precoce em “Bravura Indômita”, filmão de 2010 dos Irmãos Coen, que lhe rendeu até indicação ao Oscar. São nove anos de lá até aqui e, como já tinha mostrado em “Quase 18”, ela virou estrela. Seu talento ajuda a transmitir a emoção necessária para a transição dramática da história. Pois se “Bumblebee” é divertido, também traz aquele momento de dar nó na garganta. É “E.T.” telefonando dos anos 1980 para o cinema atual. “Bumblebee” ainda evita erros de outros prólogos, como “Han Solo”, que tentam se conectar aos longas originais atirando referências para fãs, antes mesmo de ter um roteiro definido. Isso abre possibilidades para que “Bumblebee” tenha sua própria franquia sem se preocupar com o que foi visto antes. Não é uma novidade, mas é um recomeço muito bem feito – e com direito a usar e abusar dos efeitos sonoros do desenho antigão dos Transformers. Parecia que tinham vergonha disso, mas como a nostalgia impera em “Bumblebee”, até o famoso som de transformação foi (bem) recuperado.
Tom Cruise confirma produção de mais dois Missão: Impossível
O astro Tom Cruise confirmou a produção de mais dois filmes de “Missão: Impossível”. Ele postou um vídeo com o logotipo da franquia no seu Instagram. E, ao lado, as datas das estreias. Veja abaixo. O próximo filme vai chegar aos cinemas em 2021, enquanto o seguinte será lançado no ano seguinte. Os dois longas serão produzidos em sequência, o que pode render uma história em duas partes. O diretor Christopher McQuarrie vai escrever e dirigir os novos dois capítulos da saga do espião Ethan Hunt e sua equipe, completando assim quatro filmes à frente da franquia, após assinar “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). Ele foi o primeiro cineasta a comandar dois “Missão: Impossível”. Os próximos filmes também devem contar com o retorno dos atores principais da saga. O sexto “Missão: Impossível” trouxe em seu elenco Henry Cavill, Simon Pegg e Rebecca Ferguson, entre outros. A produção foi considerada o Melhor Filme de Ação de 2018 na premiação do Critics Choice Awards, que aconteceu no domingo (13/1). Visualizar esta foto no Instagram. Summer 2021 and Summer 2022 Uma publicação compartilhada por Tom Cruise (@tomcruise) em 14 de Jan, 2019 às 4:24 PST
Um Príncipe em Nova York vai ganhar continuação com Eddie Murphy
A sequência de “Um Príncipe em Nova York”, clássica Sessão da Tarde dos anos 1980, vai mesmo acontecer. A Paramount confirmou que Eddie Murphy voltará a interpretar o papel que viveu na comédia de 1988, o príncipe africano Akeem, que no novo filme voltará aos Estados Unidos para conhecer um filho perdido, que herdará o trono de seu país. O longa será dirigido por Craig Brewer, que assinou o remake de “Footloose” em 2011 e o premiado “Ritmo de Um Sonho” em 2005. Será o segundo filme seguido do diretor estrelado por Eddie Murphy. Os dois trabalharam juntos no filme “Dolemite Is My Name”, que será lançado neste ano na Netflix. A continuação é desenvolvida há vários anos pela Paramount e teve seu primeiro roteiro escrito pela dupla David Sheffield e Barry W. Blaustein, escritores do filme original (e também do remake de “O Professor Aloprado”). Em 2017, uma nova versão foi escrita por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”), que chegou perto de ser dirigida por Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”). A ideia é trazer de volta o elenco original do filme, incluindo Arsenio Hall, Shari Headley, John Amos e James Earl Jones. Ainda não há data prevista para o começo da produção.
Roteirista e diretor de Sicario 2 voltam a se juntar em thriller de ação com Michael B. Jordan
A Paramount contratou o roteirista Taylor Sheridan e o diretor Stefano Sollima para dar vida a uma nova franquia de ação. A dupla responsável por “Sicario 2: Dia do Soldado” vai trabalhar em “Sem Remorso” (Without Remorse), adaptação da obra de Tom Clancy que trará Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) no papel principal. Jordan dará vida ao espião da CIA John Clark, que nos livros de Clancy é ex-oficial da marinha dos EUA que se torna consultor da CIA e líder de uma força-tarefa concebida para proteger o mundo das ameaças terroristas mais perigosas. Vale lembrar que Clark surgiu como coadjuvante das aventuras de Jack Ryan, a partir de “O Cardeal do Kremlin” (1988), antes de passar a protagonizar suas próprias histórias. Por conta disso, já ganhou vida no cinema: foi interpretado por Willem Dafoe e Liev Schreiber em dois filmes de Ryan, respectivamente “Perigo Real e Imediato” (1994) e “A Soma de Todos os Medos” (2002). “Sem Remorso” será o primeiro filme que contará a história de origem do personagem. A trama é baseada no livro homônimo, publicado em 1993, que conta uma história de vingança e como o ex-Navy SEAL John Kelly mudou de identidade e se tornou tão letal. A ideia é que “Sem Remorso” dê origem a uma franquia.
Seu Nome: Roteirista de Bird Box vai adaptar animação japonesa para atores americanos
Maior sucesso de bilheteria da história da animação japonesa, o longa “Seu Nome” (Your Name) vai ganhar versão hollywoodiana com atores americanos. O mais curioso neste projeto é que o elenco ocidental foi exigência dos produtores japoneses que comercializaram os direitos da obra. Ao menos, foi o que relatou o roteirista Eric Heisserer (“A Chegada”, “Bird Box”), encarregado da adaptação, em entrevista ao site /Film. Segundo Heisserer, os produtores da animação original afirmaram que se fosse para fazer um filme passado no Japão e com elenco japonês, eles próprios fariam. Não precisariam de sócios americanos no projeto. “Eles afirmaram que, se quisessem uma versão em live-action japonesa, simplesmente a fariam sozinhos. Eles querem vê-la através das lentes de um ponto de vista ocidental”, explicou o roteirista, que agora se vê diante de um dilema. “É preciso encontrar a melhor iteração desta história com base no fato de que querem uma versão americana”, sintetizou. O escritor garante, porém, que a versão americana de “Seu Nome” não vai repetir equívocos vistos na adaptação do anime “Ghost in the Shell”, que contou com Scarlett Johansson no papel principal. “Posso garantir que minha versão não é nem um pouco parecida com ‘Ghost in the Shell’”, afirmou, sem dar detalhes. O longa estrelado por Johansson foi bastante criticado por transformar a protagonista original japonesa numa mulher ocidental. Mas a gota d’água foi revelar na trama que, antes de ganhar seu corpo cibernético ocidental, a personagem era mesmo uma mulher japonesa. Esta opção acabou sendo considerada uma explicitação absurda da apropriação cultural cometida pela produção. Já “Seu Nome” (Kimi No Na Wa, no título original) conta a história de Mitsuha, uma jovem cansada de viver em um vilarejo rural japonês, e Taki, um adolescente em Tóquio. Sem se conhecer, os dois acabam acordando aleatoriamente no corpo um do outro. Taki e Mitsuha passam então a viver as vidas um do outro, deixando notas em seus celulares das experiências, mas quando Taki tenta encontrar Mitsuha, seu destino sofre uma reviravolta fantástica, à medida que o tempo se dobra em realidades alternativas. A versão live-action de “Seu Nome” terá produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), mas ainda não definiu diretor, elenco ou data de lançamento.











