Cartazes de The Post destacam Tom Hanks, Meryl Streep e prêmios da crítica
A Fox divulgou três novos pôsteres de “The Post”, que destacam as vitorias do drama dirigido por Steven Spielberg na votação do National Board of Review, a mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos. Além do prêmio de Melhor Filme do ano, os cartazes apresentam as conquistas individuais de Meryl Streep (“A Dama de Ferro”) e Tom Hanks (“Capitão Phillips”), eleitos melhores atores pela associação. Lançado no Brasil com um subtítulo, “The Post – A Guerra Secreta” dramatiza o escândalo dos “Papéis do Pentágono”, documentos ultra-secretos de 14 mil páginas do governo dos Estados Unidos sobre o envolvimento americano na Guerra Vietnã. O título original é uma referência ao jornal The Washington Post. A trama gira em torno do dilema sofrido pela dona do jornal, pressionada pelo editor a desafiar o governo federal sobre o direito de publicar os documentos secretos em 1971. Ela poderia ser acusada de traição e perder o Washington Post na justiça. Hanks, que voltará a ser dirigido por Spielberg após quatro filmes, vive o editor do jornal, Ben Bradlee, enquanto Streep, que trabalhou anteriormente com o cineasta em “A.I. – Inteligência Artificial” (2001), terá o papel da proprietária Kay Graham. Curiosamente, é a primeira vez que os dois atores, gigantes de Hollywood, atuam juntos num filme. O forte elenco também inclui Sarah Paulson (série “American Horror Story”), Alison Brie (“Glow”), Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) e Bruce Greenwood (“Star Trek”). O projeto foi trazido à Spielberg pela produtora Amy Pascal (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que recebeu o roteiro original especulativo de Liz Hannah, uma estagiária e assistente de produção da série “Ugly Betty” e de filmes como “Encontro às Cegas” (2007) e “Reine Sobre Mim” (2007). O texto foi retrabalhado por Josh Singer, roteirista premiado por outro filme sobre reportagem-denúncia jornalística, “Spotlight: Segredos Revelados”, vencedor do Oscar 2016. Spielberg rodou o filme em tempo recorde, enquanto trabalhava na pós-produção de “Jogador Nº 1”, e o lançamento chega aos cinemas em 22 de dezembro nos EUA, a tempo de disputar indicação ao Oscar. Já a estreia no Brasil está marcada apenas para 1º de fevereiro.
Academia do Oscar cria código de conduta após escândalos sexuais
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou a adoção de seu primeiro código de conduta. O documento é uma resposta aos escândalos sexuais que abalaram Hollywood e que já levaram a Academia a expulsar o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual e estupro por mais de 50 mulheres. O código valerá para todos seus 8.427 membros, que receberam as novas regras na quarta-feira (6/12) por email. Uma das premissas do novo código é que a Academia não é lugar para “pessoas que abusam de seu status, poder ou influência de forma que extrapole os limites da decência”, nem para “aqueles que comprometam a integridade da instituição”. Todas as regras do documento foram criadas por um conselho especial formado pelos membros da organização. Mas ainda não foram estabelecidas as penalidades para quem não seguir as diretrizes. A mensagem de Dawn Hudson, CEO da Academia, avisa que a equipe que formulou o documento em breve “finalizará os procedimentos para lidar com as alegações de má conduta, assegurando que possamos abordá-los de forma justa e rápida”. Até lá, Kevin Spacey, James Toback e outros denunciados permanecem na instituição. O primeiro tem dois Oscars e o segundo foi indicado ao troféu, além de mais denúncias de assédio que Weinstein.
Revista do British Film Institute elege coprodução brasileira entre os melhores filmes do ano
A prestigiosa lista de fim de ano da revista Sight & Sound, publicação oficial do British Film Institute, elegeu “Zama”, dirigido pela argentina Lucrecia Martel, entre os melhores filmes de 2017. Coprodução da empresa brasileira Banana Filmes, em parceria com a espanhola El Deseo, do cineasta Pedro Amodóvar, e outros parceiros, “Zama” é o candidato da Argentina a uma vaga no Oscar 2018 e aparece como o primeiro filme em “língua estrangeira” na lista da Sight & Sound, em 4º lugar geral. O longa conta a história de Diego de Zama, um oficial da coroa espanhola do século 18, que se encontra estagnado há anos em um posto de Assunção, no Paraguai, e decide se juntar a um grupo de soldados para capturar um perigoso bandido. Nesses momentos de violência, ele descobre que tudo o que realmente deseja não é uma promoção, mas sobreviver. A seleção britânica é liderada pelo terror americano “Corra!”, de Jordan Peele, e surpreende por incluir uma série em 2º lugar: o retorno de “Twin Peaks”, que dividiu opiniões. Em 3º lugar, ficou o romance LGBT+ “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, que venceu o Gotham Awards e está dominando as votações de melhores do ano da crítica americana. Um detalhe: este filme também é coprodução brasileira – da RT Features, de Rodrigo Teixeira. A lista inclui vários filmes dirigidos por mulheres, muitas produções europeias e alguns fracassos estrondosos de público, como o controverso “Mãe!”, de Darren Aronofsky, e “Silêncio”, de Martin Scorsese. Além do candidato da Argentina ao Oscar 2018, também foram contemplados os representantes da França (“120 Batimentos por Minuto”) e da Rússia (“Loveless”) na disputa a uma vaga no prêmio da Academia americana. Curiosamente, “Moonlight”, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, também aparece na relação, porque só estreou em janeiro no Reino Unido. Os filmes foram selecionados por votação realizada entre 180 críticos, programadores de festivais e acadêmicos britânicos. O resultado, com os 25 melhores filmes desta eleição, pode ser conferido abaixo. Melhores do Ano: Revista Sight & Sound 1. “Corra!”, de Jordan Peele 2. “Twin Peaks: The Return”, de Mark Frost, David Lynch 3. “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino 4. “Zama”, de Lucrecia Martel 5. “Western”, de Valeska Grisebach 6. “Faces Places”, de Agnes Varda e JR 7. “Bom Comportamento”, de Ben e Josh Safdie 8. “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev 9. “Dunkirk”, de Christopher Nolan 9. “Projeto Florida”, de Sean Baker 11. “A Ghost Story”, de David Lowery 12. “128 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo 12. “Lady Macbeth”, de William Oldroyd 12. “You Were Never Really Here”, de Lynne Ramsay 15. “God’s Own Country”, de Francis Lee 16. “Personal Shopper”, de Olivier Assayas 16. “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro 16. “Strong Island”, de Yance Ford 19. “Eu Não Sou seu Negro”, de Raoul Peck 19. “Lady Bird”, de Greta Gerwig 19. “Let the Sunshine In”, de Claire Denis 19. “Moonlight”, de Barry Jenkins 19. “Mãe!”, de Darren Aronofsky 19. “Mudbound”, de Dee Rees 25. “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismaki 25. “Silêncio”, de Martin Scorsese
Primeiro comercial do Oscar 2018 destaca gafe da premiação de 2017
A rede ABC divulgou o primeiro comercial da cerimônia de premiação do Oscar 2018, que será exibida em março. A prévia destaca cenas de blockbusters que só têm chances de indicações nas categorias técnicas e a inacreditável trapalhada da entrega do troféu em 2017, quando o vencedor errado foi anunciado. Além disso, reforça que Jimmy Kimmel terá nova chance como apresentador. Interessante observar como o comercial tenta induzir o público a acreditar que a disputa dos melhores do ano se dará entre filmes de grande visibilidade, quando, ao contrário, os favoritos são produções independentes pouco vistas – com a notável exceção do terror “Corra!”. As indicações para a premiação da 90ª edição do Oscar serão anunciadas em 23 de janeiro e a entrega das estatuetas acontecerá em 4 de março em Los Angeles, com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.
Relatos Selvagens sai de cartaz após três anos de exibição ininterrupta em São Paulo
O filme que está há mais tempo em cartaz no Brasil vai deixar os cinemas no fim de semana, após três anos – 162 semanas – de exibição ininterrupta. “Relatos Selvagens” terá sua última sessão no sábado (2/11), no Cine Caixa Belas Artes, em São Paulo, às 16h20. O Belas Artes planeja uma sessão especial para marcar a despedida do filme, que teve sua primeira exibição no Brasil durante a abertura da 38º edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2014. Com uma estrutura episódica, “Relatos Selvagens” lida de forma cômica com histórias de tragédia, amor, decepção e violência, a partir de relatos do cotidiano. Dirigido por Damián Szifron e produzido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, tornou-se o maior sucesso do cinema argentino não só no Brasil, mas em vários países do mundo. Além da popularidade, também conquistou indicação ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, venceu o BAFTA (o Oscar britânico) na mesma categoria, o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Filme Ibero-americano e fez a limpa na premiação da Academia Argentina, vencendo 10 prêmios do “Oscar local”.
James Cameron diz que quase bateu em Harvey Weinstein com o Oscar de Titanic
O diretor James Cameron contou que sua vitória no Oscar de 1998 quase virou pancadaria. Ele esteve prestes a bater no produtor Harvey Weinstein com uma das estatuetas conquistadas naquela noite por “Titanic”. A situação foi revelada por Cameron em uma entrevista à revista Vanity Fair. Segundo o cineasta, a discussão entre os dois aconteceu no intervalo da premiação, pouco antes do anúncio do filme vencedor, e foi interrompida pela música que marca o retorno dos comerciais, além do apelo de alguns colegas sentados ao redor. “Eu iria acertá-lo com meu Oscar”, garante o diretor. “Mas então a música que indica que devemos retornar aos nosso assentos começou a tocar e aqueles que estavam ao nosso redor ficaram me alertando, dizendo ‘aqui não, aqui não!’. Foi como se estivesse tudo bem se brigássemos no estacionamento da festa, mas não ali no salão, porque estaríamos ao vivo”. A briga foi motivada pela forma como a Miramax – empresa na época comandada por Weinstein – tratou o cineasta Guillermo del Toro na produção de “Mutação”. Cameron é amigo de longa data do diretor mexicano. “Harvey chegou até mim todo vaidoso, falando o quanto tinha sido maravilhoso para a carreira de Toro. Eu simplesmente falei a verdade, pontuando o ‘quão maravilhoso’ ele realmente tinha sido para o diretor, baseado no que eu próprio sabia. Isso acabou iniciando uma discussão”. Weinstein costumava ser considerado o pior produtor para se trabalhar em Hollywood, mas ao mesmo tempo também era o mais premiado. Ele só não ganhou mais agradecimentos que Stephen Spielberg na história das premiações do Oscar, mas superou Deus no quesito. Ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e resultaram em 75 estatuetas. Seu nome também deve ser bastante pronunciado no Oscar 2018, mas por outros motivos, após décadas de abusos sexuais do produtor virem à tona. Por sinal, Weinstein não poderá participar da cerimônia, pois foi expulso da Academia. Os organizadores do Oscar anunciaram sua exclusão da organização por meio de um comunicado, afirmando que ele “não merece respeito de seus colegas”. Saiba mais sobre o escândalo aqui.
Última música de Chris Cornell ganha novo clipe com cenas do filme A Promessa
A última música de Chris Cornell ganhou um novo clipe. “The Promise”, música-tema do filme “A Promessa”, foi relançada com o arranjo orquestral da produção cinematográfica, num vídeo que mescla imagens do cantor, dos bastidores da gravação e cenas do longa-metragem. O resultado é bombástico e emocional, em franco contraste à versão divulgada anteriormente, centrada no violão e na voz do cantor, num vídeo que ilustrava o drama atual dos refugiados. Compare os dois clipes abaixo. Estrelado por Christian Bale (“A Grande Aposta”), Oscar Issac (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Charlotte Le Bon (“A Travessia”), “A Promessa” se passa durante os últimos dias do Império Otomano e da 1ª Guerra Mundial, e denuncia o extermínio da raça armênia. Bale interpreta um repórter da Associated Press que tenta registrar o massacre, que os turcos negam existir. O filme tem roteiro e direção de Terry George, que concorreu ao Oscar por outro filme sobre um genocídio histórico, “Hotel Ruanda” (2004), mas, apesar do tema de denúncia social, não empolgou. Ignorado no circuito dos festivais, os produtores apostam agora na música para conseguir figurar entre os indicados ao Oscar 2018. Cantor icônico da banda Soundgarden, Chris Cornell morreu logo após a estreia do filme nos cinemas, suicidando-se em maio deste ano.
Cantor chileno processa Disney por plágio na música de Frozen que venceu o Oscar
O cantor chileno Jamie Ciero alega que o tema principal do filme “Frozen”, a música “Let It Go”, que venceu o Oscar de Melhor Canção de 2014, é semelhante à sua música “Volar”. Por conta disso, ele está processando os estúdios Disney e as cantoras Idina Menzel e Demi Lovato por plágio. A primeira gravou a canção na trilha do filme e a segundo cantou numa versão do hit cinematográfico. Ciero, que vive em Los Angeles, nos Estados Unidos, acredita que a “melodia, combinação de notas, produção, letra, textura e temas” de “Let It Go” são as mesmas de “Volar”, que ele gravou em 2008. Compare abaixo as duas canções. Ele alega que sua música, gravada em espanhol, foi “um enorme sucesso internacional, atingindo milhões de ouvintes e entrando em inúmeras paradas de sucesso”, segundo afirmou para o site TMZ. Agora, ele quer uma compensação, com direito a reconhecimento da autoria e participação nos lucros das vendas da trilha sonora e bilheteria do filme – que é a animação mais bem-sucedida de todos os tempos, com faturamento mundial de US$ 1,2 bilhão. Compare abaixo as duas canções.
Jean Dujardin vai estrelar série americana do diretor de Valerian e Lucy
O ator francês Jean Dujardin, que venceu o Oscar por “O Artista” (2011), vai estrelar sua primeira série americana. Ele protagonizará “The French Detective”, produção da EuropaCorp em desenvolvimento para a rede ABC. O piloto é assinado pelo cineasta Luc Besson (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, “Lucy”), que também fará sua estreia como diretor televisivo após mais de 30 anos de carreira cinematográfica. Inspirada nas histórias do detetive Luc Moncrief, publicadas pelo escritor James Patterson (de “Zoo”), o projeto gira em torno de um detetive parisiense que se muda para Nova York e se junta à polícia local para resolver os crimes mais complexos e inescrutáveis da cidade, enquanto tenta manter seu passado sombrio escondido. Único francês a vencer o Oscar de Melhor Ator, Dujardin começou a carreira em 1999 numa bem-sucedida série de comédia francesa, “Un Gars, une Fille”, fazendo assim sua volta à televisão após quase duas décadas. Caso o piloto seja aprovado, “The French Detective” será a segunda série produzida por Besson em exibição nos Estados Unidos. Ele também lançou “Taken”, adaptação de seus filmes homônimos, que são conhecidos no Brasil pela tradução “Busca Implacável”.
Harvey Weinstein passou lista com quase 100 nomes para equipe que deveria brecar escândalo sexual
O jornal britânico The Guardian apurou que o produtor Harvey Weinstein tinha uma lista com quase 100 nomes, que foram passados para equipes contratadas para evitar o surgimento de acusações de assédio sexual contra ele. A lista teria sido escrita pelo próprio Weinstein no início do ano, meses antes do surgimento de acusações que o implicaram no ruidoso escândalo sexual que virou Hollywood do avesso. Ou seja, antes de a primeira reportagem-denúncia ser publicada pelo jornal New York Times em outubro, o que demonstra que ele tinha conhecimento da movimentação dos jornalistas. Há duas semanas, a revista The New Yorker descobriu que o produtor contratara empresas de investigações privadas, uma delas composta por ex-agentes do serviço secreto de Israel e outra envolvida em manobras contra a operação Lava-Jato no Brasil, para investigar, pressionar e se possível chantagear pessoas que poderiam denunciá-lo. Agora vem a notícia de que produtor teria fornecido para estes profissionais os nomes de 91 pessoas ligadas à indústria cinematográfica, entre atores, assessores de imprensa, investidores e outros, para que fossem monitorados, com o objetivo de averiguar o que eles sabiam sobre a má-conduta de Weinstein e se algum deles pretendia divulgar essas informações. Mais de 50 nomes foram destacados em vermelho, indicando prioridade. Entre eles estavam os das atrizes Rose McGowan, Sophie Dix, Annabella Sciorra e Laura Madden, que vieram a público denunciar alguns dos assédios mais graves, com acusações de estupros contra Weinstein. Anotações indicavam que algumas delas tinham sido contatadas pelas equipes. Curiosamente, o número de pessoas que acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro é bastante similar ao tamanho da lista, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, que somou no Twitter mais de 90 vítimas. Após Ashley Judd tomar coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, na reportagem do New York Times publicada em 5 de outubro, diversas estrelas famosas foram encorajadas a compartilhar suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E logo em seguida o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão do produtor com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e estupros na indústria do entretenimento.
Academia entrega primeiros Oscars da temporada sem citar escândalos de Hollywood
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ignorou o elefante na sala durante a entrega dos primeiros Oscars da temporada, durante o Governors Awards, realizado na noite de sábado (11/11) em Los Angeles. Durante a cerimônia, o conselho diretor da Academia homenageou quatro artistas pelas contribuições de suas carreiras sem que nenhum discurso abordasse os escândalos sexuais de Hollywood, nem no roteiro dos responsáveis pelo evento nem nos agradecimentos dos premiados. Os homenageados foram o veterano ator Donald Sutherland, que faz sucesso desde anos 1960 e continua até hoje eletrizando as novas gerações (via franquia “Jogos Vorazes”), a diretora belga Agnes Varda, que iniciou a carreira na nouvelle vague e conquistou o Leão de Ouro por “Os Renegados” (1985), o cineasta Charles Burnett, um dos mais antigos diretores afro-americanos em atividade, que conquistou o Spirit Awards (o “Oscar indie”) por “Não Durma Nervoso” (1990), e o diretor de fotografia Owen Roizman, indicado cinco vezes ao Oscar e responsável por algumas das imagens mais impressionantes do cinema, como as dos clássicos “Conexão Francesa” (1971), “O Exorcista” (1973), “As Esposas de Stepford” (1975), “Três Dias do Condor” (1975), “Rede de Intrigas” (1976) e até o “recente” “A Família Addams” (1991). Além deles, o cineasta mexicano Alejandro G. Iñárritu, que já tem dois Oscars de Melhor Direção na estante por “Birdman” (2014) e “O Regresso” (2015), foi homenageado com mais um troféu por conquistas tecnológicas de seu um documentário em curta-metragem “Carne y Arena”, sobre imigrantes mexicanos numa jornada para os Estados Unidos, todo feito em Realidade Virtual. O trabalho é tido como um dos mais sensacionais do ano. Para se ter noção é o primeiro Oscar para um projeto “visionário” desde o reconhecimento da revolução digital promovida pelo primeiro “Toy Story”, em 1996. Os cinco homenageados também participarão de um segmento da cerimônia do Oscar 2018. A seleção é um belo cartão de visitas do novo presidente da Academia. John Bailey, que é diretor de fotografia, homenageou um ídolo e projetou um Oscar em que há espaço para a demografia dos homens brancos velhos, mas também para mulheres, negros e latinos, além de inovação cinematográfica com temática social. Entretanto, o silêncio sobre o escândalo pode ter falado mais alto.
Filme africano de diretor brasileiro vence Festival de Cartago e vai buscar vaga no Oscar
A 28ª edição do Festival de Cartago, um dos mais importantes eventos do cinema africano e árabe, premiou no sábado (11/11) em Túnis, na Tunísia, o filme “Comboio de Sal e Açúcar”, dirigido pelo brasileiro Licínio Azevedo. Coprodução de cinco países, inclusive Brasil, o filme é na verdade de 2016 e já tinha rendido a Azevedo o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cairo, no Egito, no ano passado. Além disso, entrou para a história do cinema ao se tornar o primeiro longa selecionado por Moçambique para tentar uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. Licínio Azevedo mora em Moçambique desde 1975 e é um dos fundadores da empresa moçambicana de produção de cinema Ébano Multimédia, principal produtora do filme – e de vários outros longas-metragens e documentários premiados em todo o mundo. “Comboio de Sal e Açúcar” é seu quinto longa de ficção. Entre os anteriores, estão “Desobediência” (2003), premiado no Festival de Biarritz, e “Virgem Margarida” (2012), premiado em Amiens. Descrito como um “western africano”, o filme que venceu o troféu Tanit de Ouro mostra a perigosa viagem de um grupo, a bordo de um trem que tenta trocar sal por açúcar, atravessando zonas rebeldes de Moçambique em 1989, durante a guerra civil que varreu o país africano. Veja abaixo o trailer, repleto de cenas de ação, cuja narrativa envolvente destaca a divisão entre militares e civis no trem (comboio) que batiza a produção. “Comboio de Sal e Açúcar” chegou a ser exibido no Festival do Rio, mas, apesar de falado em português, não tem previsão de lançamento comercial no Brasil.
Trailer do novo filme de Steven Spielberg revela primeira parceria de Meryl Streep e Tom Hanks
A Fox divulgou as primeiras fotos, o pôster e o trailer de “The Post”, novo drama de época dirigido por Steven Spielberg, que reúne os vencedores do Oscar Meryl Streep (“A Dama de Ferro”) e Tom Hanks (“Capitão Phillips”), e chega de surpresa para tentar indicações na premiação da Academia. Lançado no Brasil com um subtítulo, “The Post – A Guerra Secreta” dramatiza o escândalo dos “Papéis do Pentágono”, documentos ultra-secretos de 14 mil páginas do governo dos Estados Unidos sobre o envolvimento americano na Guerra Vietnã. O título original é uma referência ao jornal The Washington Post. Hanks, que voltará a ser dirigido por Spielberg após quatro filmes, vive o editor do jornal, Ben Bradlee, enquanto Streep, que trabalhou anteriormente com o cineasta em “A.I. – Inteligência Artificial” (2001), terá o papel da dona do jornal Kay Graham. Curiosamente, é a primeira vez que os dois atores, gigantes de Hollywood, atuam juntos num filme. O forte elenco também inclui Sarah Paulson (série “American Horror Story”), Alison Brie (“Glow”), Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) e Bruce Greenwood (“Star Trek”). A trama gira em torno do dilema sofrido pela dona do Washington Post, pressionada pelo editor a desafiar o governo federal sobre o direito de publicar os documentos secretos em 1971. Ela poderia ser acusada de traição e perder o jornal na justiça. Inicialmente revelados pelo New York Times, os documentos trouxeram à tona revelações embaraçosas sobre a ofensiva americana no Vietnã, que tinham sido omitidas pelo governo até do Congresso americano, desmascarando mentiras deslavadas e afetando a opinião publica. O governo conseguiu impedir o Times de aprofundar a investigação, mas o Post não se intimidou e foi em frente. Graças às denúncias, o então Presidente Nixon desistiu dos planos de ampliar a participação dos EUA no conflito. Três anos depois, Nixon renunciou, envolvido em outro escândalo: Watergate, também revelado pelo Washington Post. Até que, em 1975, as tropas americanas foram retiradas do Vietnã, numa derrota humilhante. O projeto foi trazido à Spielberg pela produtora Amy Pascal (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que recebeu o roteiro original especulativo de Liz Hannah, uma estagiária e assistente de produção da série “Ugly Betty” e de filmes como “Encontro às Cegas” (2007) e “Reine Sobre Mim” (2007). O texto foi retrabalhado por Josh Singer, roteirista premiado de outro filme sobre reportagem-denúncia jornalística, “Spotlight: Segredos Revelados”, vencedor do Oscar 2016. Spielberg gostou tanto do projeto que lhe deu prioridade, embora estivesse pronto para filmar “The Kidnapping of Edgardo Mortara”. Mais que isso: rodou o filme em tempo recorde, enquanto trabalhava na pós-produção de “Jogador Nº 1”. “The Post” será lançado em 22 de dezembro nos EUA, a tempo de disputar indicação ao Oscar, enquanto “Jogador Nº 1”, que ele filmou antes, só vai chegar aos cinemas em abril. A estreia de “The Post” no Brasil está marcada para 1º de fevereiro de 2018.












