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    Rita Moreno foi ao Oscar com mesmo vestido de 56 anos atrás

    5 de março de 2018 /

    A atriz Rita Moreno, que entregou o Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira para o chileno “Uma Mulher Fantástica”, usou o vestido que mais chamou atenção durante a premiação da Academia. Isto porque o figurino escolhido foi o mesmo que ela vestiu quando venceu o seu Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante por “Amor, Sublime Amor”, há 56 anos. Em entrevistas no tapete vermelho, ela confirmou que não era uma cópia, mas o mesmo vestido, que estava “ocupando espaço” em seu armário. “Era uma ocasião histórica, precisava de um vestido histórico”, ela explicou à revista Variety. Alguns ajustes foram necessários, que causaram mudanças na parte superior do vestido. Mas a atriz, que atualmente integra o elenco da série “One Day at a Time”, se disse orgulhosa por, meia década depois, “ainda conseguir vestir essa coisa maldita”, brincou. Compare abaixo.

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    Estrelas de Hollywood evitam Ryan Seacrest no tapete vermelho do Oscar 2018

    5 de março de 2018 /

    O Oscar mais politizado de todos os tempos teve uma cobertura de calda de caramelo no canal pago E!. Com a decisão de manter Ryan Seacrest como apresentador, após ele ser acusado de assédio por sua ex-estilista, e com o peso de controvérsias sobre desigualdade salarial entre seus funcionários masculinos e femininos, que culminaram na demissão de uma produtora por permitir críticas ao vivo contra o canal no Globo de Ouro, a transmissão da E! evitou todos os temas importantes do ano: inclusão, igualdade, representatividade. Em vez disso, focou-se nos vestidos… Para piorar, Seacrest não conseguiu entrevistar a maioria dos indicados ao Oscar e foi evitado como praga por grande parte das apresentadoras da noite. Questionados pela revista Variety, vários porta-vozes de celebridades confirmaram que seus clientes não falariam com ele no tapete vermelho. A E! apostou no contrário, de que haveria protesto ao vivo, e programou uma transmissão com delay de 30 segundos para evitar exibir comentários negativos contra ela própria. Mas a reação das estrelas foi pior. Como um canal sobre celebridades vai poder continuar funcionando se as celebridades decidirem que não irão lhe dar atenção? Houve um caso de tensão evidente no encontro entre Seacrest e Taraji P. Henson. Ao pedir que a atriz comentasse as duas indicações de Mary J. Blige no Oscar, ele acabou ouvindo: “Você sabe, o universo tem uma maneira de cuidar das pessoas boas”. Ela disse isso olhando-o fixamente e colocando a mão no queixo de Seacrest. “Você sabe o que eu quero dizer?”, perguntou firme, como quem roga uma maldição. Veja abaixo. Logo em seguida, Henson foi abordada pela rede ABC, onde ela falou com a jornalista Wendi McLendon-Covey. Ao ser perguntada o que estava achando do evento, Henson respondeu: “Estou começando a me divertir agora que estou na sua companhia”. O fato é que a rede ABC trouxe inúmeras entrevistas com os principais candidatos e estrelas da noite. Até os brasileiros da TNT – Hugo Gloss e Carol Ribeiro – saíram-se melhor que a cobertura da E! Com poucas entrevistas, a emissora preferiu mostrar vestidos e trazer comentários de um grupo reunido na piscina do Hotel Roosevelt, próximo do Dolby Theatre, onde aconteceu a cerimônia do Oscar. De forma significativa, até o próprio Seacrest acabou desistindo de ficar em pé de black tie, sob o sol de Los Angeles, para se juntar à colega Giuliana Rancic na piscina, antes do final da transmissão. Eles também comentaram sobre… o clima ensolarado da cidade. Holy shit Taraji just put a curse on Ryan Seacrest ? pic.twitter.com/GSknn3NozF — Sara Jean Hughes (@sarajeanhughes) March 5, 2018

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    A Forma da Água conquistou o Oscar 2018, mas a grande vitória foi da inclusão e da diversidade

    5 de março de 2018 /

    A conquista de “A Forma da Água” no Oscar 2018 representou a culminação daquela que possivelmente foi a cerimônia mais séria da história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Com poucas piadas e muita politização, a 90ª premiação do Oscar fez mais que celebrar a diversidade em Hollywood, dedicando parte significativa da transmissão da noite de domingo (4/3) para demarcar terreno em questões de inclusão das mais variadas minorias. Um “viva México” foi exclamado na vitória de “Viva – A Vida É uma Festa”, na categoria de Animação, e se estendeu nos discursos de Guillermo del Toro, como Melhor Diretor e produtor do Melhor Filme, com um conselho para jovens de outros países entrarem chutando a porta na indústria cultural dos Estados Unidos. Os “dreamers”, a geração de jovens imigrantes que Donald Trump também quer chutar – para fora dos Estados Unidos – , foram citados nominalmente em discursos, fazendo a bandeira da imigração tremular no palco do Dolby Theatre com várias cores. O palco também reuniu algumas atrizes que denunciaram assédios, trazendo para os holofotes a parte mais sombria da indústria. Annabella Sciorra, Ashley Judd e Salma Hayek, que revelaram os podres de Harvey Weinstein, representaram o movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up com uma mensagem clara, sobre como serão os próximos 90 anos de cinema: definidos por “igualdade, inclusão, diversidade, internacionalidade”. E para ilustrar a pauta, apresentaram uma espécie de documentário, com depoimentos de cineastas em evidência – Greta Gerwig, Jordan Peele, Ava Duvernay, Barry Jenkins e Kumail Nanjiani – sobre o tema da representatividade. O vídeo evocou fato de, durante toda a vida, eles terem visto apenas filmes feitos por homens ou sobre brancos heterossexuais. Mas, de repente, passaram a ter “Pantera Negra”, “Mulher-Maravilha” e “Corra!”. E “não vamos embora”. Como para reforçar esse discurso, Jordan Peele se tornou o primeiro negro a vencer o Oscar de Melhor Roteiro Original, por “Corra!”. Por sua vez, Frances McDormand, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por “Três Anúncios para um Crime”, fez uma conclamação à indústria para prestar atenção às mulheres indicadas na cerimônia, que se ergueram sob seu comando, sugerindo que todas exigissem uma cláusula de inclusão em seus contratos – “inclusion rider” – , para que os sets sejam obrigatoriamente diversificados – como 50% mulheres e 50% homens, ou 50% brancos e 50% negros, ou outra combinação estatística. O termo “inclusion rider” imediatamente se tornou viral nas redes sociais, após o discurso. A inclusão também se manifestou duplamente na premiação de James Ivory, pelo Roteiro Adaptado de “Me Chame Pelo Seu Nome”. A Academia não apenas considerou uma história de amor LGBT a melhor do ano, mas também fez de Ivory a pessoa mais velha já premiada com um Oscar, aos 89 anos de idade. E ele nem foi o mais idoso presente na cerimônia. Vários representantes da Terceira Idade marcaram presença, num sinal de que mudanças e respeito podem conviver em harmonia. Para completar, a conquista do chileno “Uma Mulher Fantástica”, como Melhor Filme Estrangeiro, reforçou a latinidade que tornou o espanhol a segunda língua oficial da cerimônia, além da pauta LGBT. É significativo que Harvey Weinstein só tenha sido citado no monólogo de abertura do apresentador Jimmy Kimmel. O decorrer da cerimônia deixou claro que o tempo dos protestos já ficou para trás. Vestidos pretos, broches e o Globo de Ouro parecem ter acontecido em outra época. Porque o Oscar 2018 só focou no futuro, reforçando que as mudanças começam já e esta é a nova Hollywood que os artistas querem construir, muito mais diversificada que as imagens dos clipes de filmes clássicos exibidos durante a transmissão. Sim, Gary Oldman confirmou o favoritismo como Melhor Ator por “Destino de uma Nação”, Roger Deakins finalmente ganhou seu Oscar de Melhor Fotografia, em sua 13ª indicação, por “Blade Runner 2049″… Prêmios foram distribuídos (confira a lista completa abaixo), mas a verdade é que o Oscar 2018 não soou como um evento de celebração dos melhores talentos do ano passado. Foi mais que isso, um manifesto uníssono e grandioso contra o status quo e pelo futuro do cinema. Hollywood nunca mais será a mesma. Vencedores do Oscar 2018 Melhor Filme “A Forma da Água” Melhor Direção Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Melhor Ator Gary Oldman (“Destino de Uma Nação”) Melhor Atriz Frances McDormand (“Três Anúncios Para Um Crime”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Roteiro Original Jordan Peele (“Corra!”) Melhor Roteiro Adaptado James Ivory (“Me Chame Pelo Seu Nome”) Melhor Documentário “Icarus” Melhor Animação “Viva – A Vida É Uma Festa” Melhor Filme em Língua Estrangeira “Uma Mulher Fantástica” (Chile) Melhor Fotografia Roger Deakins (“Blade Runner 2049”) Melhor Edição Lee Smith (“Dunkirk”) Melhor Trilha Sonora Original Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) Melhor Canção Original “Remember Me”, de “Viva – A Vida É Uma Festa” Melhor Direção de Arte Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) Melhor Figurino Mark Bridges (“Trama Fantasma”) Melhor Maquiagem e Cabelo “O Destino de Uma Nação” Melhores Efeitos Visuais John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover (“Blade Runner 2049”) Melhor Mixagem de Som Mark Weingarten, Gregg Landaker e Gary A. Rizzo (“Dunkirk”) Melhor Edição de Som Richard King e Alex Gibson (“Dunkirk”) Melhor Curta-metragem “The Silent Child” Melhor Curta de Animação “Dear Basketball” Melhor Documentário em Curta-metragem “Heaven Is a Traffic Jam on the 405”

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    Diversidade e politização empolgam mais que os filmes no Oscar 2018

    4 de março de 2018 /

    A premiação do Oscar 2018 será o evento mais diversificado já apresentado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. E esta conquista é resultado direto da política implementada em 2016, como reação à campanha-denúncia #OscarSoWhite, após dois consecutivos sem indicações de atores negros. Para sacudir o status quo, a Academia aposentou vários eleitores veteranos e trouxe mais mulheres e pessoas de diferentes etnias para seu clubinho. Segundo dados da própria Academia, o número de negros convidados a votar no prêmio subiu 331% de 2015 a 2017. No mesmo período, a quantidade de mulheres aumentou 369%. Para se ter ideia, só neste ano, dez novos brasileiros ganharam direito a voto – entre eles, o ator Rodrigo Santoro (“Ben-Hur”) e os diretores Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”), Cacá Diegues (“O Maior Amor do Mundo”), Nelson Pereira dos Santos (“A Música Segundo Tom Jobim”) e Walter Carvalho (“Brincante”). Isto abriu o horizonte do Oscar, com recorde de indicações femininas, entre elas a da primeira mulher a disputar a categoria de Melhor Direção de Fotografia (Rachel Morrison, de “Mudbound”) e primeira pessoa negra – além de segunda mulher da história – a concorrer por Melhor Roteiro Adaptado (Dees Rees, também de “Mudbound”). Também houve maior tolerância sexual, com indicação ao primeiro diretor transexual (Yance Ford, do documentário “Strong Island”) e o convite à primeira atriz trans a apresentar um prêmio no evento (a chilena Daniela Vega, de “Uma Mulher Fantástica”). Ao mesmo tempo, essas mudanças não segregaram os brancos idosos. Ao contrário, há três artistas nascidos em 1928 que disputam neste domingo (4/3) a oportunidade de se tornar a pessoa mais velha já premiada pela Academia – a diretora belga Agnes Varda (do documentário “Visages Villages”), o roteirista James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) e o ator Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”). O que também significa um avanço contra o preconceito de idade. Por outro lado, apesar de Guillermo Del Toro ser favorito na categoria de Melhor Direção, integrantes de organizações latinas resolveram marcar protestos por maior inclusão na indústria cinematográfica. Como demonstrou a campanha #OscarSoWhite, está claro que pressão funciona. E grupos variados tendem agora a aumentar o lobby por maior representatividade. A campanha deste Oscar, porém, é a #MeToo. São esperados muitos discursos sobre empoderamento feminino e críticas ao assédio sexual. Na verdade, não faltarão motivos para politizar o evento, incluindo em categorias como Melhor Documentário e Filme Estrangeiro, a depender do resultado. Só vão faltar mesmo os bons filmes. Em alguns casos, a exclusão foi proposital. A Academia tratou de deixar de fora o melhor documentário, “Jane”, de Brett Morgen, sobre o trabalho da cientista especializada em primatas Jane Goodall, que venceu inúmeros prêmios. Ele foi propositalmente barrado para que filmes de temática politizada entrassem no páreo. Assim como impediu “120 Batimentos por Minuto”, que venceu o César – o Oscar francês – , para permitir a participação do primeiro – e mediano – filme do Líbano (“O Insulto”). Na maioria dos casos, porém, há de se lamentar simplesmente a safra cinematográfica. A ponto de reparar que os melhores filmes americanos de 2017 foram blockbusters e não dramas profundos do cinema indie – que praticamente inexistiram. De “Três Anúncios de um Crime” a “Lady Bird”, sem esquecer “Me Chame pelo seu Nome”, os indicados ao Oscar 2018 dificilmente conseguiriam indicação em outros – e melhores – anos.

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    Saiba onde ver e os detalhes polêmicos da transmissão do Oscar 2018

    4 de março de 2018 /

    Evento mais importante de Hollywood, o Oscar 2018 será transmitido ao vivo por três canais no Brasil. Além disso, terá cobertura de seu tapete vermelho e promoção pelas redes sociais. A cerimônia vai acontecer no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação de Jimmy Kimmel, repetindo sua participação do ano passado, a partir das 22 horas (horário de Brasília). Mas a transmissão da Globo só começará depois do “BBB”, por volta da meia-noite, quando os vencedores das primeiras categorias, inclusive Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, já tiverem sido definidos. O programa terá apresentação e comentários dos jornalistas Maria Beltrão (da GloboNews) e Artur Xexéo (jornal O Globo), além da atriz Dira Paes (do filme “Redemoinho” e da novela “Velho Chico”). O canal pago TNT vai começar sua transmissão muito mais cedo, a partir das 20h30, com comentários e entrevistas do blogueiro Hugo Gloss e da top model Carol Ribeiro no tapete vermelho da premiação. A premiação começa as 22h com apresentação de Marina Person e comentários sobre os filmes, como sempre ferinos, a cargo do crítico Rubens Ewald Filho. A exibição terá tradução simultânea e opção de áudio original. O feed da transmissão também estará disponível pelo canal pago TBS, que pertence ao mesmo grupo, e por streaming, via aplicativo TNT Go. O tapete vermelho ainda contará com a tradicional cobertura do canal pago E!, que este ano também faz parte das notícias do evento por dois motivos polêmicos. O principal se deve a sua opção de manter na cobertura o apresentador Ryan Seacrest, acusado de assédio por sua ex-estilista. Mas o canal também enfrenta controvérsia por ter demitido uma produtora que colocou no ar, em outro tapete vermelho, críticas à diferença salarial entre seus funcionários homens e mulheres. As reclamações foram feitas ao vivo pelas atrizes Debra Messing e Eva Longoria, durante o Globo de Ouro, após denúncia e demissão da apresentadora do “E! News” Catt Sadler. Logo depois, a produtora responsável pela exibição, Aileen Gram-Moreno, perdeu o emprego. Por sinal, o E! vai dedicar praticamente o inteiro à premiação, com uma contagem regressiva com vídeos dos concorrentes. Suas entrevistas do tapete vermelho também começam mais cedo, a partir das 19h. Mas com um detalhe: acontecerão com atraso de 30 segundos para que o novo produtor responsável pela transmissão possa cortar qualquer comentário embaraçoso – e manter o emprego. Nas redes sociais, a cobertura oficial em português acontece no Twitter, numa parceria com a TNT. Já a cobertura em inglês ficará por conta do Facebook da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e da emissora americana ABC, que transmitirão ao vivo a chegada dos famosos ao Oscar. Ao final da premiação, o Oscar volta a ocupar a programação do E! com a cobertura batizada de “after party”, sobre as grandes festas de Hollywood patrocinadas pelos estúdios e mídia, frequentadas pelos vencedores.

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  • TV

    Atriz Dira Paes será a comentarista da Globo no Oscar 2018

    4 de março de 2018 /

    Desde a morte de José Wilker, a Globo vem alternando atores como convidados em sua cobertura da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Depois de participações de Lázaro Ramos, Gloria Pires (que bateu recordes de memes) e Miguel Falabella, este ano o canal contará com a atriz Dira Paes. Ao contrário do meme “não sou capaz de opinar”, que se tornou viral com Gloria Pires, a expectativa é que a nova convidada demonstre seus conhecimentos cinematográficos. Afinal, Dira focou sua carreira no cinema. Com 38 filmes no currículo e a participação assídua no circuito de festivais de cinema pelo Brasil, ela já teria impressionado os colegas de transmissão pelo conhecimento técnico. “No nosso ensaio, ela falou de mixagem de som como uma especialista!”, disse Maria Beltrão, em entrevista ao jornal O Globo. Com 12 anos de experiência na transmissão, a apresentadora da GloboNews será a mediadora da turma, repetindo ainda a parceria dos últimos anos com o Artur Xexéo, crítico de O Globo. Como o carnaval já passou, a Globo irá transmitir a cerimônia ao vivo – após privilegiar o desfile das escolas de samba do Rio no ano passado, quando optou por exibir o Oscar em forma de compacto, no dia seguinte. Mesmo assim, quem optar pelo canal vai perder vários prêmios. É que a emissora mantém o costume de iniciar a transmissão depois do “BBB”, por volta da meia-noite, quando os vencedores das primeiras categorias, inclusive Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes, já tiverem sido definidos. Além da Globo, o Oscar será transmitido ao vivo pelo canal pago TNT.

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    Diretora de Mudbound defende que cinema é arte e não tamanho de tela no Spirit Awards 2018

    4 de março de 2018 /

    A diretora Dee Rees, que recebeu o troféu Robert Altman no Spirit Awards 2018, fez um discurso para despertar discussões, durante seu agradecimento em nome da equipe de “Mudbound”. Distribuído pela Netflix, “Mudbound” tem despertado polêmica por concorrer a diversos prêmios de cinema, inclusive ao Oscar 2018. Mas para a cineasta, não há o que questionar. Ao listar toda a equipe técnica envolvida na criação de “Mudbound” e toda a arte conjurada pelo filme, ela demonstrou que não havia diferença na confecção da obra exibida por streaming dos longas projetados nos multiplexes. E arrematou: “Cinema não tem nada a ver com uma tela de smartphone, uma tela de televisão ou uma tela gigante de IMAX”. Em suma, cinema não é tela, é arte. “‘Mudbound’ é cinema”, ele decretou, sob aplausos efusivos da plateia formada por artistas independentes. E se, por enquanto, o Oscar tende a concordar com Dee Rees, já existe uma comissão da Academia com debates agendados sobre este tema, que pode chegar a uma conclusão diferente. Para o Festival de Cannes, por exemplo, a conclusão é que cinema é sim tela. Após exibir duas produções da Netflix sob protestos no ano passado, a organização do festival decidiu que filmes que não forem exibidos em circuito cinematográfico não poderão mais ser inscritos em seus próximos eventos. Afinal, é uma tela que define o que é cinema? Ou é tudo aquilo que Dees Rees cita em seu longo discurso – e que pode ser ouvido integralmente abaixo:

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  • Etc

    Jennifer Lawrence e Jodie Foster vão substituir Casey Affleck na cerimônia do Oscar 2018

    3 de março de 2018 /

    A ausência de Casey Affleck vai quebrar uma antiga tradição no Oscar 2018: o costume de o vencedor do Oscar de Melhor Ator entregar o troféu para a vencedora da categoria de Melhor Atriz no ano seguinte. Diante do clima de ajuste de contas do movimento #MeToo, Affleck se adiantou a qualquer decisão da Academia e pediu para não participar da cerimônia. Assim, as atrizes Jennifer Lawrence e Jodie Foster foram escolhidas para substituí-lo no evento. Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A escolha de Jodie Foster e Jennifer Lawrence marca um nuance politizado dos produtores da cerimônia de entrega do Oscar, já que coloca duas mulheres no lugar de um homem. Mais que isso, ambas são conhecidas por suas posturas e ativismo em defesa das minorias. Jodie Foster, inclusive, venceu um Oscar por interpretar uma mulher abusada sexualmente, em “Acusados” (1988). E Jennifer Lawrence está produzindo uma série documental baseada no movimento #MeToo.

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  • Filme

    Warren Beatty e Faye Dunaway voltarão a apresentar o vencedor do Oscar

    2 de março de 2018 /

    Os atores Warren Beatty e Faye Dunaway vão voltar a apresentar o Oscar. A dupla veterana foi quem anunciou o vencedor errado no ano passado, após receberem o envelope com o resultado de Melhor Atriz, em vez de Melhor Filme. Vendo que Beatty não estava entendendo o resultado, Dunaway anunciou “La La Land” como vencedor, quando na verdade o filme premiado tinha sido “Moonlight”, criando uma enorme confusão no palco da cerimônia. A escalação é uma forma de a Academia demonstrar apoio à dupla, após lhes pedir desculpas formais. Beatty, inclusive, andou participando de um comercial do Oscar 2018, em que o apresentador Jimmy Kimmel confessava ter pesadelos com o que aconteceu. Pelo visto, não lhe falta espírito esportivo. Beatty e Dunaway voltarão a presentar justamente o prêmio principal. Mas esta informação não é da Academia, e sim de fontes ouvidas pelo site TMZ, que teriam assistido aos ensaios da cerimônia. Entre as frases ensaiadas estariam: “Apresentar é melhor na segunda vez” e “O vencedor é… ‘E o Vento Levou'”. Vale lembrar que os roteiristas ainda estão trabalhando nos textos do Oscar 2018, que acontece no domingo (4/3), com transmissão no Brasil pelos canais Globo e TNT.

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    Produtor do primeiro filme sírio indicado ao Oscar consegue visto de última hora para a premiação

    2 de março de 2018 /

    O produtor Kareem Abeed, do primeiro filme sírio indicado ao Oscar, conseguiu obter o visto para viajar para a cerimônia de premiação, que já acontece no domingo (4/3) em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele e o diretor Feras Fayyd vão representar a equipe do documentário “Últimos Homens em Aleppo”, que tinha sido toda barrada. “Meu produtor Kareem Abeed finalmente conseguiu o visto, dedos cruzados para que ele consiga entrar nos EUA agora”, escreveu o diretor do filme, Feras Fayyd, nas redes sociais. Ele agradeceu a todos que ajudaram neste processo e a solidariedade e o esforço de seus amigos americanos que “enfrentaram a proibição de Trump para nos ajudar a representar o nosso filme”. Ambos enfrentavam o decreto de Trump que baniu a entrada nos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana. Fayyd já está em Los Angeles e Abeed, que é sírio mas mora na Turquia, conseguiu a aprovação para viajar em cima da hora para chegar a tempo. Fayyad lamentou a ausência de Mahmoud Al-Hattar, fundador da organização civil “Capacetes Brancos”, retratada no filme e convidado pela Academia, que foi proibido de viajar. “Ele não está liberado para compartilhar a história da atual tragédia na Síria. Muito triste, porém vamos fazer o máximo para espalhar sua mensagem”, afirmou o diretor. Além dos problemas da equipe para comparecer à produção, a produção vem enfrentando uma campanha de difamação. O diretor Feras Fayyad acusou o governo russo de organizar um ataque nas redes sociais, com distribuição de fake news, para impedir a vitória do filme no Oscar, acusando-o de fazer propaganda do terrorismo. “É como se a Rússia quisesse hackear o Oscar assim como hackearam a eleição americana”, disse o diretor, em entrevista ao jornal The Guardian. Grande parte dos artigos negativos linkados nas redes sociais vem da agência de notícias Sputnik News, mantida pelo governo russo, que fornece apoio militar ao regime da Síria. Neles, o documentário de Fayyad é descrito como uma “peça de propaganda financiada por governos do ocidente” e um “filme de apologia a Al-Qaeda”. Em “Últimos Homens em Aleppo”, o diretor acompanha o trabalho dos “Capacetes Brancos”, que resgatam vítimas de bombardeios e oferecem cuidados médicos e assistência à população de Aleppo, uma das cidades mais atingidas pela guerra civil na Síria. Good news:My producer kareem abeed get his visa finally, finger cross that he mange to get in to U.S now. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Thanks for everyone involved to helping this process and thanks for all the solidarity and the effort from the American friends for facing trump ban to help us to be with our film. — Feras Fayyad (@ferasfayy) February 28, 2018 Mahmoud white helmet's co-founder & the main subject for last men in aleppo will not able to attend, we couldn't get him passport from the Syrian regime.He is not able to share his story on the ongoing Syrian's tragedy.Very sad, but we will try our best to spread your message. — Feras Fayyad (@ferasfayy) March 1, 2018

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    Teste do Sofá de Harvey Weinstein vira estátua dourada em Hollywood

    1 de março de 2018 /

    Uma estátua dourada de Harvey Weinstein, sentado de robe num sofá, com os braços abertos e um Oscar estrategicamente colocado entre suas pernas, foi colocada de surpresa em Hollywood nesta quinta-feira (1/3), a poucos metros do Dolby Theatre, onde em três dias será realizada a cerimônia do Oscar 2018. Localizada no Hollywood Boulevard, a escultura é uma colaboração entre os artistas de rua Plastic Jesus, conhecido por suas instalações anuais de protesto no Oscar, e Joshua “Ginger” Monroe, o artista das infames estátuas nuas de Donald Trump. Intitulada “Casting Coach” (Teste do Sofá, no jargão nacional), a obra é mais um protesto contra a indústria cinematográfica, após o artista de direita Sabo encomendar cartazes similares aos de “Três Anúncios para um Crime”. As intensões das duas, porém, é oposta. Enquanto Sabo declarou atacar a hipocrisia dos artistas para calar os protestos nos agradecimentos do Oscar, Plastic Jesus quer incentivar os protestos para um limpeza completa. “Durante muitos anos, a exploração de muitas artistas esperançosas e nomes estabelecidos na indústria foi varrida para baixo do tapete vermelho, com suas queixas de assédio e abuso sexual sendo ignoradas ou pior”, disse Plastic Jesus à revista The Hollywood Reporter. “Espero que agora, à luz de recentes alegações contra muitas figuras importantes em Hollywood, a indústria seja passada a limpo”. De acordo com os artistas, a escultura de tamanho real de Weinstein levou dois meses para ser produzida. “Todo o sofá e a imagem inteira que a obra inspira é uma representação visual das práticas e métodos que são usados ​​em Hollywood com essas pessoas poderosas”, disse Ginger. “Eles têm dinheiro e poder para dar empregos e usam isso para sua própria gratificação sexual”. O detalhe é que a obra é interativa. Há espaço no sofá para o transeunte se sentar. “Todo mundo quer um selfie, todo mundo quer fazer parte da experiência”, diz ele.

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    Último candidato ao Oscar 2018 enfrenta Maldição nas estreias de cinema

    1 de março de 2018 /

    Abusando da metáfora, é possível dizer que existe uma maldição que impede bons filmes de ter melhor distribuição no Brasil, condenando-os a vagar pelo país sem serem vistos até sumir em salas escuras. O fato é que, em pleno fim de semana do Oscar 2018, o lançamento mais amplo no Brasil é um terror com maldição explícita no título. Um horror em mais de um sentido. A lista de estreias medíocres também ajuda a explicar porque Jennifer Lawrence decidiu dar uma pausa na carreira. Não falta nem sequer um desenho desanimado para crianças, que se divertiriam mais com um game no celular. Enquanto isso, um dos melhores filmes sobre a infância já feitos, indicado ao Oscar e que chega tardiamente junto da disputa ao prêmio, é enterrado-vivo no circuito limitado, entre documentários, filme francês-uruguaio e lançamentos nacionais. Leia sobre cada lançamento abaixo e clique nos títulos para ver os trailers de todas as estreias. “A Maldição da Casa Winchester” é o primeiro terror estrelado por Helen Mirren (“A Rainha”) e um dos piores filmes de sua carreira cinquentenária, com apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela vive a herdeira do fabricante dos famosos rifles Winchester, populares no Velho Oeste, que acredita ser perseguida pelos fantasmas de todas as vítimas da arma e se tranca em uma mansão enorme e labiríntica para manter os espíritos distantes. O detalhe interessante é que a mansão tortuosa de Winchester existe de verdade, em San Jose, na Califórnia. Sua construção durou continuamente de 1884 a 1922, resultando na casa mais incomum do mundo, em forma de labirinto, com 160 quartos, 2 mil portas, 10 mil janelas, 9 cozinhas, 13 banheiros e 47 escadas, muitas das quais não levam a lugar algum. Entretanto, essa curiosidade chega ao cinema com vários clichês de casa mal-assombrada, fantasmas e possessão, que só assustam crianças que acreditam em gnomos. “Duda e os Gnomos” também se passa numa mansão mal-assombrada, em que gnomos (anões de jardim) enfrentam figurantes rejeitados de “Monstros S.A.” (2001). Sim, Gnomeu e Julieta viram Caça-Fantasmas e enfrentam os primos rejeitados de Mike Wazowski. As animações canadenses parecem apostar na reciclagem para emplacar no mercado internacional. Já tinha sido assim com o filme anterior de Peter Lepeniotis, “O Que Será de Nozes?” (2014), que tinha premissa similar a “Os Sem-Floresta” e designs de personagens já vistos em “Ratatouille” (2007) e diversos outros longas mais bem cotados. Derivativo, este filme nem sequer tem previsão de lançamento nos cinemas dos Estados Unidos. “Operação Red Sparrow” segue o padrão das premissas genéricas, reciclando a origem da heroína Viúva Negra que a Marvel esqueceu de filmar. Treinada desde jovem nas artes marciais e da sedução, a personagem de Jennifer Lawrence (“Mãe!”) faz parte de um programa considerado lenda na comunidade de inteligência. Mas ao receber a missão de conquistar um agente da CIA (papel de Joel Edgerton, de “Ao Cair da Noite”), ela é tentada a trair seu país. O jogo de sedução e cooptação segue um roteiro previsível, que apenas a interpretação de Lawrence torna atraente. A produção volta a reunir a atriz com o diretor Francis Lawrence, após trabalharem juntos em três filmes da franquia “Jogos Vorazes”, e também com o roteirista Eric Warren Singer, que assinou “Trapaça” (2013). Tem 61% de aprovação no site Rotten Tomatoes – mas somente 50% dos críticos de mídia impressa. Último lançamento de indicado ao Oscar 2018 antes da cerimônia, “Projeto Flórida” está na disputa da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante com Williem DaFoe (“Meu Amigo Hindu”). Ele interpreta o gerente do hotel Magic Castle, que recebe turistas dos parques temáticos da Disney e precisa lidar com diversas crianças hiperativas durante as férias de verão, envolvidas em suas próprias aventuras, enquanto os adultos enfrentam seus problemas de gente grande. O filme teve première na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, ocasião em que encantou a crítica internacional, atingiu 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes e venceu diversos prêmios. Mas foi menosprezado pela Academia com apenas uma indicação, possivelmente devido ao escândalo sexual que levou ao afastamento de seu produtor. A seleção estrangeira ainda inclui “O Filho Uruguaio”, drama francês sobre mãe que procura o filho pequeno, sequestrado pelo próprio pai. Após quatro anos do divórcio, sem que a polícia francesa o tenha localizado, a mãe resolve procurar o filho por conta própria, planejando um reencontro no Uruguai. A realidade, porém, não acontece como em seus sonhos. O que não é nada de novo. Quatro filmes brasileiros completam a programação. Dois são trabalhos de ficção. A opção mais popular é o terror “Motorrad”, inspirado no gênero slasher, mania dos anos 1970, a ponto de evocar a encenação de “Quadrilha de Sádicos” (1977). A produção se esmera na fotografia de motocross, até os protagonistas encontrarem uma segunda turma de motoqueiros, que não tira os capacetes negros enquanto saca seus facões ensanguentados para cometer assassinatos brutais. A história simplinha e carregada de clichês do gênero foi concebida por Danilo Beyruth, que atualmente desenha o “Motoqueiro Fantasma” nos quadrinhos da Marvel, e roteirizada por LG Bayão, que escreveu coisas tão distintas quanto “Irmã Dulce” (2014) e o besteirol “O Último Virgem” (2016). A direção é de Vicente Amorim (de “Corações Sujos” e também “Irmã Dulce”). Para completar, o elenco inclui alguns ex-integrantes da novela teen “Malhação”. Mas o verdadeiro massacre ficou fora da tela. Veio da crítica norte-americana, que eviscerou o filme após sua exibição no Festival de Toronto. Já os críticos brasileiros devem ter gosto diverso, pelo que se pode notar. “Todas as Razões para Esquecer” evoca outro tipo de filme americano. A trama compartilha angústias do cinema indie e chega a compartilhar o tema de “Homens, Mulheres e Filhos” (2014), sobre a contradição de um mundo extremamente conectado que gera pessoas extremamente solitárias. Diante de um arsenal de possibilidades tecnológicas para encontrar um novo amor, o protagonista vivido por Johnny Massaro não consegue esquecer a antiga namorada. Nem com terapia. Os dois documentários tem histórias mais originais. “Cartas para um Ladrão de Livros” conta a história do maior ladrão de livros raros do Brasil, ao mesmo tempo em que questiona valores culturais. O tema é desenvolvido de forma bastante instigante. Mas o grande destaque nacional da programação desta quinta (1/3) é disparado “Piripkura”. Vencedor do Festival do Rio e premiado no Festival de Roterdã, na Holanda, o filme de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge mergulha na floresta amazônica em busca dos últimos sobreviventes do povo indígena Piripkura, após anos de enfrentamento contra madeireiros. As câmeras dos cineastas fazem sua jornada ao lado de Jair Candor, um funcionário da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), e de dois índios nômades do povo Piripkura, conhecidos como o “povo borboleta”. Praticamente extintos, os Piripkura sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da floresta amazônica. Candor os conhece desde 1989, e realiza expedições periódicas, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de manter a preservação da área. Mas eles tem a cabeça a prêmio, pois o genocídio virou o negócio mais lucrativo dos empresários rurais brasileiros. A produção é importante diante da atual política indígena do Brasil. “O agronegócio está mais forte do que nunca. O governo impôs cortes significativos à administração da FUNAI. Uma das consequências dessa atitude foi o aumento de invasores nas terras indígenas”, explicou Mariana Oliva em entrevista à revista americana Variety.

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  • Filme

    The Rider: Trailer enfatiza qualidades de drama indie premiadíssimo e “sabotado” no Oscar 2018

    28 de fevereiro de 2018 /

    “The Rider”, o menos badalado dos filmes indicados ao Spirit Awards 2018 (o chamado “Oscar indie”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. E a prévia ajuda a explicar porque o filme tem sido tão elogiado pela crítica e premiado em festivais internacionais, com cenas que carregam emoção. Ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre os motivos que o deixaram de fora do Oscar 2018. Segundo filme de Chloe Zhao, cineasta nascida na China, mas radicada em Nova York, o filme conta a história real de um jovem cowboy que, após sofrer um acidente de rodeio, é impedido de voltar a cavalgar e luta para encontrar sentido e propósito em sua vida. Assim como Clint Eastwood fez (posteriormente) em “15h17 – Trem para Paris”, o personagem é vivido por Brady Jandreau, que enfrentou esse dilema em sua vida. O filme é amplamente baseado nas experiências do jovem. O longa estreou no Festival de Cannes de 2017, onde venceu o Prêmio CICAE, dedicado ao melhor “filme de arte”. Desde então, vem acumulando prêmios no circuito dos festivais, vencendo troféus em Valladolid, Reykjavik, Hamburgo, Deauville, etc. A produção concorre a quatro Independent Spirit Awards, incluindo Melhor Filme e Direção. Mas nem seus 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes parecem ter sensibilizado a distribuidora Sony Pictures Classics a investir numa campanha para o Oscar. O filme não disputa o prêmio porque não seguiu as regras de inscrição, com lançamento limitado até 31 de dezembro nos Estados Unidos. Em vez disso, será lançado em 13 de abril, 11 meses após ser visto em Cannes, o que parece sabotagem, já que a data, distante do período de premiações, também prejudica suas chances de ser lembrado para o Oscar 2019. Como isso se explica? Será que a Sony Pictures Classics só tinha verba para fazer campanha de um único filme no Oscar e optou por “Me Chame pelo seu Nome”? Para completar, “The Rider” não tem previsão de lançamento no Brasil.

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