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    Mike Batayeh, ator de “Breaking Bad”, morre aos 52 anos

    9 de junho de 2023 /

    O ator Mike Batayeh, que interpretou o gerente de lavanderia Dennis Markowski em “Breaking Bad”, faleceu na quinta-feira passada (1/6), aos 52 anos. A informação foi confirmada por sua filha Diane ao TMZ nesta sexta-feira (9/6). Segundo o portal, a causa da morte foi um ataque cardíaco enquanto ele dormia em sua casa, em Michigan, nos Estados Unidos. A notícia foi um choque para a família, que não tinha um histórico de problemas cardiovasculares. “Ele fará muita falta àqueles que amavam sua habilidade de levar risadas e alegria para tantas pessoas”, informou a família do ator.   Destaque em Breaking Bad Nascido em Detroit, o ator começou a carreira na televisão em 1998, com pequenos papeis em seriados. Anos depois, ele ganhou notoriedade ao interpretar Dennis Markowski durante três episódios da premiada série “Breaking Bad”. Seu personagem era o gerente da lavanderia industrial Lavandería Brillante, que servia como fachada para o gigantesco laboratório de metanfetamina de Gus Fring (Giancarlo Esposito). Ao longo da carreira, ele participou de diversas produções como parte do elenco recorrente e como ator convidado, incluindo as sitcoms “Everybody Loves Raymond” (1996), “It’s Always Sunny in Philadelphia” (2005) e “Bernie Mac – Um Tio da Pesada” (2001). Além disso, fez aparições nos dramas “The Shield – Acima da Lei” (2002), “Sleeper Cell” (2005) e “Touch – Visões do Futuro” (2012). No cinema, ele foi um dos protagonistas do longa “Detroit Unleaded” (2012) e também teve papéis pequenos nos filmes “Tudo pela Fama” (2006), “Gas” (2004), “AmericanEast” (2008) e “Zohan: Um Agente Bom de Corte” (2008).   Carreira como comediante Em paralelo ao trabalho nas telas, Batayeh também desenvolveu uma carreira como comediante, apresentando-se em diversos clubes renomados de standup. Ele também fez parte da primeira onda de comediantes ocidentais a se apresentar para o público local no Oriente Médio, com passagens pelo Egito, Líbano e Dubai, onde filmou um especial de comédia para o canal Showtime Arabia. Após sua apresentação na Jordânia, ele foi convidado pela família real do país para o Festival Internacional de Comédia de Amã em dois anos consecutivos. Batayeh também utilizava seu perfil no Instagram para fazer comentários satíricos sobre diversos acontecimentos, desde Joe Biden na presidência dos Estados Unidos até a batalha judicial do ator Johnny Depp contra a atriz Amber Heard. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mike Batayeh (@mike_batayeh)

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  • Série

    Paul Eckstein, criador de “Narcos” e “Godfather of Harlem”, morre aos 59 anos

    7 de junho de 2023 /

    O roteirista Paul Eckstein, co-criador das séries “Narcos” e “Godfather of Harlem”, morreu inesperadamente durante o sono na noite de terça (6/6), aos 59 anos. A notícia foi confirmada num comunicado conjunto da plataforma MGM+ e da produtora ABC Signature, responsável pela série “Godfather of Harlem”. Ele estava na Jamaica, onde estava ministrando uma oficina de roteiro. “Estamos profundamente chocados e tristes com a súbita passagem de nosso brilhante colega Paul Eckstein, o co-criador e produtor executivo de ‘Godfather of Harlem’ e um amado membro das famílias MGM+ e ABC Signature”, disseram as empresas. “Trabalhar na série foi um trabalho de amor para Paul, que baseou a trama parcialmente na história pessoal de sua família. Paul era apaixonado, uma força criativa, conhecido por sua bondade e generosidade. Ele era um mentor e amigo de muitos, e fará muita falta”, completou o comunicado. Nascido e criado no Brooklyn, Eckstein se formou com honras pela Universidade de Brown, obtendo diplomas em relações internacionais e escrita criativa. Após a graduação, ele começou a trabalhar no teatro de Nova York, onde foi membro fundador da Naked Angels Theater Company, e atuou na Broadway e no projeto Shakespeare in the Park. A partir dos anos 1990, passou a atuar na televisão, aparecendo várias vezes em “Star Trek: Voyager”, “Star Trek: Deep Space Nine” e outras séries. Como produtor de cinema, Eckstein co-produziu o “Hoodlum” da MGM. Em 1998, ele passou para trás das câmeras, atuando como um produtores do drama criminal “Homens Perigosos”. O filme tinha roteiro de Chris Brancato, que posteriormente se tornou seu parceiro nas criações de “Narcos” e “Godfather of Harlem”. Os dois inicialmente trabalharam juntos em roteiros da 10ª e última temporada de “Law & Order: Criminal Intent”, em 2011, antes de embarcar em “Narcos” para a Netflix. Focada na história do traficante colombiano Pablo Escobar (vivido pelo brasileiro Wagner Moura), a série foi um sucesso internacional. Eckstein foi o showrunner da 1ª temporada, mas ficou na produção apenas em 2015, perdendo a liderança criativa quando os cocriadores Carlo Bernard e Doug Miro assumiram o controle da franquia a partir do segundo ano. Eckstein e Brancato voltaram a unir forças em 2019 para a criação de “Godfather of Harlem”. Passada nos anos 1960, a serie criminal de época foi inspirada na vida real do gângster Bumpy Johnson, vivido por Forest Whitaker (“Pantera Negra”), e retratou a colisão do movimento dos direitos civis com o submundo do crime. Na trama, Bumpy retorna ao Harlem após cumprir dez anos de prisão e encontra o lugar controlado pela máfia italiana. Então, decide se aliar ao ativista radical Malcolm X, pegando carona nos discursos de agitação social para iniciar uma guerra pela chefia do crime em Nova York. A série teve três temporadas e completou sua história neste ano. O episódio final foi exibido em março nos EUA, mas só chegou na semana passada no Brasil, pela plataforma Star+. Seu próximo projeto seria “August Snow”, uma série de detetives estrelada por Keegan-Michael Key (“Schmigadoon!”), atualmente em desenvolvimento pelo CBS Studios.

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  • Filme

    Barry Newman, astro de “Corrida contra o Destino”, morre aos 92 anos

    4 de junho de 2023 /

    O ator Barry Newman, que marcou época dirigindo um Dodge Challenger superpotente através do oeste americano em “Corrida contra o Destino” (The Vanishing Point), faleceu aos 92 anos. Newman morreu em 11 de maio no NewYork-Presbyterian Columbia University Irving Medical Center, conforme relatado neste domingo (4/6) por sua esposa, Angela. Nascido em Boston em 7 de novembro de 1930, Barry Foster Newman começou sua carreira na Broadway, interpretando um músico de jazz na comédia “Nature’s Way”, em 1957. Após várias peças, ele se destacou na TV no papel de um jovem advogado na novela “The Edge of Night”, em meados dos anos 1960. E quase foi também o fim de sua carreira, já que teve um desentendimento com um diretor que causou sua demissão – fazendo seu personagem ser enviado para um sanatório. Ele foi dar a volta por cima no cinema, ao interpretar Tony Pretrocelli, um jovem advogado que se envolve num “Crime Perfeito” em 1970. O filme escrito e dirigido por Sidney J. Furie fez grande sucesso e acabou virando uma série da NBC, “Petrocelli”, que Newman estrelou por duas temporadas, de setembro de 1974 a março de 1976. Após “Crime Perfeito”, Newman desempenhou seu papel mais famoso, como Kowalski, o motorista de “Corrida contra o Destino” (1971). “Isso foi muito único”, disse Newman numa entrevista de 2019. “Eu tinha acabado de fazer este filme sobre um advogado, um graduado em Harvard, e pensei que este é um tipo diferente de coisa. O cara era o rebelde, o anti-herói. Eu gostei muito de fazer isso.” Kowalski era um veterano da Guerra do Vietnã, ex-policial e ex-piloto de corrida que virou motorista de entrega de carros. A história começa quando ele aceita uma aposta para entregar um Dodge Challenger branco de 1970 de Denver, Colorado, em São Francisco, Califórnia, em menos de 15 horas. Embora seja uma missão extremamente difícil, ele acredita ser capaz. Mas após cometer várias infrações de trânsito, passa a ser perseguido pelas autoridades. Ainda assim, consegue tempo para encontrar várias personagens, cada uma das quais representando diferentes aspectos da sociedade da época. Além de ser lembrado por suas cenas de perseguição de carros, o filme de Richard C. Sarafian se tornou famoso por focar os temas culturais da época, como percepções de rebelião e alienação social, com a estrada representando a liberdade e a perseguição policial representando a repressão e o controle social. Esta dimensão era extrapolada com o auxílio da narração de um DJ negro, Super Soul (Cleavon Little), que, ao saber das façanhas de Kowalski, passa a estimular o motorista e o transforma em herói em seu programa de rádio. Mas apesar de ter se tornado cultuadíssimo, o lançamento original do longa não chamou atenção nos EUA. O sucesso começou no exterior, quando sua estreia em Londres ocasionou “filas ao redor do quarteirão com pessoas ansiosas para vê-lo”. “Ele foi relançado nos EUA depois de ser exibido na Europa e as pessoas então começaram a se interessar pelo filme. Ele se tornou um filme cult sem que eu mesmo percebesse. Até hoje, estou sempre sendo solicitado a falar sobre o filme em algum lugar”, contou o ator em 2019. Seu filme seguinte tentou capitalizar a popularidade de “Corrida Contra o Destino” ao escalar Newman num conversível em novas cenas de estrada. Mas “O Medo é a Chave” (1972) passou batido por crítica e público. No mesmo ano, o ator ainda foi um espião em “Missão Confidencial”, antes de se dirigir à TV para estrelar o telefilme “Night Games” (1974), que serviu de piloto para a série “Petrocelli”. Newman seguiu alternando-se entre cinema e TV pelo resto da carreira. Mais recentemente, apareceu em filmes como “Daylight” (1996), estrelado por Sylvester Stallone, “Os Picaretas” (1999), com Steve Martin e Eddie Murphy, “O Segredo do Sucesso” (2001), com Charlie Sheen, e na série “The O.C.”, onde interpretou o Professor Max Bloom. Infelizmente, sua carreira foi interrompida em 2009, quando o ator foi diagnosticado com câncer de cordas vocais. No entanto, ele retornou ao sets em 2022, reunindo-se novamente com o diretor de “Crime Perfeito”, Sidney J. Furie, no filme “Finding Hannah”, que ainda não possui previsão de estreia. Graças a “Corrida contra o Destino”, Newman viverá para sempre na cultura pop. Seu personagem inspirou até uma música da banda Primal Scream, “Kowalski”, lançado no álbum “Vanishing Point” (o título do filme em inglês) em 1997. O longa também foi a inspiração do diretor Edgar Wright para criar “Em Ritmo de Fuga” (2017). E Quentin Tarantino o chamou, no roteiro de “À Prova de Morte” (2007), de “um dos melhores filmes americanos já feitos”. Por sinal, o carro daquele filme tinha a mesma placa do Challenger dirigido por Newman. Veja abaixo o trailer clássico de “Corrida contra o Destino”.

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  • Série

    John Beasley, ator de “Everwood”, morre aos 79 anos

    31 de maio de 2023 /

    O ator John Beasley, mais conhecido pelo papel de Irv Harper na série “Everwood”(2002–2006), faleceu aos 79 anos em sua cidade natal, Omaha, Nebraska, onde estava internado. Ele morreu na terça-feira (30/5), devido a complicações no fígado. Seu filho deu a notícia na internet, chamando o ator de “herói” em uma homenagem. “Cara… você sabe que isso faz parte da vida… mas isso não torna as coisas mais fáceis”, escreveu Mike Beasley no Facebook. “Perdi o meu melhor amigo hoje. Eles dizem que você nunca deve conhecer seus heróis porque eles não são quem você pensava que eram. Isso é tão errado. Meu herói era o meu pai”. Antes de ser ator, Beasley trabalhou como ferroviário e precisou se mudar para a Filadélfia depois de receber ameaças de morte por protestar contra práticas abusivas no trabalho. Lá, ele começou a participar de algumas peças de teatro, mas sua carreira artística só começou pra valer aos 45 anos, com um papel recorrente na série “Brewster’s Place” (1989), protagonizada por Oprah Winfrey. Ele também participou dos clássicos esportivos juvenis “Nós Somos os Campeões” (1992), da Disney, e “Rudy” (1994), da Universal, além de ter aparecido em muitas séries nos 1990, como “Edição de Amanhã” (1998), “CSI: Investigação Criminal” (2000), “A Juíza” (1999) e “Millenium” (1999). Em 2002, ele conquistou seu primeiro papel fixo na TV em “Everwood”, onde interpretou Irv durante as quatro temporadas da produção. A série criada por Greg Berlanti (criador do “Arrowverso”), que contava com Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia Vol. 3”) no elenco, era transmitida no Brasil pelo SBT e ambientada na cidade fictícia do mesmo nome. O drama abordava temas de família, como relação entre pais e filhos, que sempre tinham algum impacto social. No mesmo ano, o ator também estrelou o thriller de ação “A Soma de Todos os Medos” e fundou o John Beasley Thather, em Omaha, para promover adaptações de obras de autores negros ou que apresentassem pessoas pretas. Ao fim de “Everwood”, ele ainda teve um papel recorrente na série “Treme” (em 2011), da HBO, e entrou no elenco da sitcom “The Soul Man” (2012–2016). Paralelamente, participou dos filmes “Uma Noite de Crime: Anarquia” (2014), “A Entidade 2” (2015) e “A Vida Imortal de Henrietta Lacks” (2017). Seus últimos trabalhos incluem participações nas séries “O Residente”, “The Mandalorian” e “Your Honor” e no terror “Chamas da Vingança” (2022). O artista deixa sua esposa Judy Beasley, os filhos Mike e Tyrone e seis netos: Evan, Miles, Olivia, Mika, Darius e o jogador de basquete da NBA Malik Beasley.

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  • Série

    George Maharis, da série clássica “Rota 66”, morre aos 94 anos

    28 de maio de 2023 /

    O ator George Maharis, que estrelou a série clássica “Rota 66”, morreu na quarta-feira (24/5) em sua casa em Beverly Hills, aos 94 anos. Nova-iorquino filho de imigrantes gregos, ele estudou atuação no famoso The Actors Studio, junto com Marlon Brando, e fez algumas peças de vanguarda no circuito off-Broadway antes de começar a encaixar pequenos papéis na TV e ser escalado em 1960 como coprotagonista de “Rota 66”. Criada por Stirling Silliphant e Herbert B. Leonard, a série era inspirada na literatura beatnik e acompanhava dois jovens (Maharis e Martin Milner) percorrendo as rodovias dos EUA num Corvette – e encontrando aventuras ao longo do caminho. A produção foi um fenômeno televisivo, que rendeu a Maharis uma carreira paralela como cantor – ele chegou a lançar discos no período. Entretanto, não foi um trabalho fácil. Todos os 116 episódios da série, ao longo de quatro temporadas, foram filmados em cidades diferentes dos EUA, resultando em um cronograma de produção desgastante. O deslocamento constante criou problemas de alimentação e saúde na equipe, e no meio da 3ª temporada, no final de 1962, Maharis contraiu hepatite, foi hospitalizado por um mês e perdeu vários episódios. Indicado ao Emmy em 1962 por seu papel, o ator quis voltar para a série, mas sofreu uma recaída. Dispensado da produção, acabou substituído por outro ator na 4ª temporada – o público rejeitou a mudança e, com queda na audiência, a série acabou cancelada no mesmo ano. Após dois anos lutando contra a hepatite, Maharis resolveu tentar uma carreira menos desgastante no cinema, estrelando a comédia de espionagem “Depressa, Antes que Derreta”, de Delbert Mann, em 1964. O sucesso lhe permitiu emplacar ainda o thriller sci-fi “O Mundo Marcha para o Fim” (1965), de John Sturges, o drama “Sylvia” (1965), de Gordon Douglas, em que fez par com Carroll Baker, o drama criminal “Tirado dos Braços da Morte” (1967), de Lamont Johnson, e a comédia criminal “Acontece Cada Coisa” (1967), de Elliot Silverstein, na qual viveu um hippie. Mas ele logo se viu de volta à TV, integrando o elenco da série “Jogo Mortal”, que acabou cancelada na 1ª temporada em 1971. A partir daí, passou a acumular participações especiais em episódios de séries clássicas, como “Jornada ao Desconhecido”, “Galeria do Terror”, “Barnaby Jones”, “A Mulher Biônica”, “Os Novos Centuriões”, “Fuga das Estrelas”, “Ilha da Fantasia” e “Assassinato por Escrito”. Maharis ainda fez ocasionais retornos aos filmes, incluindo “Veja o que Aconteceu ao Bebê de Rosemary” (1976), continuação televisiva do clássico de Roman Polanski, no papel do marido de Rosemary, vivido por John Cassavetes em 1968. Depois disso, reapareceu no cinema como um feiticeiro ressuscitado na fantasia “A Espada e os Bárbaros” (1982). Seu filme seguinte foi também seu último papel nas telas, como um médico que examina Drew Barrymore no terror “Enigma Mortal” (1993). Veja abaixo a versão oficial do primeiro episódio completo de “Rota 66” (sem legendas).

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  • Etc

    Kenneth Anger, pai do cinema queer, dos clipes e literatura de fofoca, morre aos 96 anos

    24 de maio de 2023 /

    O cineasta Kenneth Anger, um dos pioneiros do cinema de vanguarda e diretor do cultuado e influente “Scorpio Rising” (1963), morreu aos 96 anos. A notícia foi confirmada em uma nota no site da galeria de arte Spruth Magers, administrada pelas negociantes de arte alemãs Monika Sprüth e Philomene Magers. A causa e a data da morte não foram divulgadas. No texto, Monika e Philomene homenagearam o profissional. “Kenneth foi um pioneiro. Sua genialidade cinematográfica e influência perdurarão e continuarão a transformar todos aqueles que se deparam com seus filmes, palavras e visão”, afirmaram. Elas ainda mencionaram que Anger “considerava a projeção cinematográfica um ritual psicossocial capaz de liberar energias físicas e emocionais”. Para a galeria Spruth Magers, o trabalho de Kenneth Anger “moldou a estética das subculturas dos anos 1960 e 1970, o léxico visual da pop, dos videoclipes e da iconografia queer”. Nascido em Santa Mônica em 1927, Anger produziu mais de 30 curtas-metragens entre 1927 e 2013, e fez o primeiro deles aos dez anos de idade. Um dos primeiros cineastas americanos abertamente gays, ele ficou conhecido por explorar temas eróticos e homossexualidade várias décadas antes do sexo gay ser descriminalizado nos Estados Unidos. Anger ganhou reconhecimento por “Fireworks” (1947), considerado o primeiro filme gay dos EUA. Filmado em sua terra natal Beverly Hills enquanto seus pais estavam ausentes em um final de semana, a obra foi um escândalo e o levou aos tribunais acusado de obscenidade. Mais tarde, o cineasta se mudou para a França e teve uma imersão no cenário avant-garde, que inspirou seus trabalhos “Eaux d’Artifice” (1953) e “Rabbit’s Moon” (1950). Depois de voltar para os Estados Unidos em 1953, ele produziu os filmes “Inauguration of the Pleasure Dome” (1954) e principalmente “Scorpio Rising” (1963), estrelado por Bruce Byron (“O Retorno da Múmia”). O filme mais conhecido de Anger era uma visão fetichista de uma gangue de motociclistas do Brooklyn, filmada sem diálogos e entrecortada por colagens – de quadrinhos a filmes – , tudo ao som de uma trilha sonora de sucessos pop, que tocava sem parar – hits de Elvis Presley, Ricky Nelson e Ray Charles, entre outros. Seu impacto hipnótico provou que música e imagem podem ser combinados para criar algo diferente do cinema comercial. E, por conta disso, “Scorpio Rising” tornou-se amplamente considerado como o início da era dos videoclipes. Além disso, a influência de seu uso pioneiro de trilha pop pode ser sentida em filmografias tão diferentes quanto as de Martin Scorsese, Quentin Tarantino e David Lynch – por sinal, o hit de Bobby Vinton que batiza o filme “Veludo Azul” de Lynch fazia parte da seleção musical de “Scorpio Rising”. Pai dos clipes, do cinema queer e, em seus últimos anos, aclamado também como pai da cultura do remix, as inovações de Anger, que hoje fazem parte do mainstream, causaram choque e revoltaram os conservadores de sua época. Mas chocar sempre foi seu objetivo, o que o tornou uma figura conhecida e controversa do movimento contracultural dos anos 1960. Anger era um satanista assumido, que organizava rituais com celebridades – e fez até um filme em homenagem ao diabo, “Lucifer Rising” (1972). Mas também foi uma figura pop, íntimo de outras personalidades contraculturais da época, incluindo Mick Jagger e Keith Richards dos Rolling Stones, Jimmy Page do Led Zeppelin e a cantora Marianne Faithfull, que por sinal atuou em “Lucifer Rising”. Para completar, ele também inaugurou a literatura de fofocas ao lançar em 1959 o clássico “Hollywood Babylon”, no qual desvendou supostos escândalos envolvendo estrelas de Hollywood, desde Marilyn Monroe (“Os Homens Preferem as Louras”) até Judy Garland (“Nasce uma Estrela”) e Charlie Chaplin (“Tempos Modernos”). A obra enfrentou processos, sofreu descrédito e chegou a ser proibida logo após sua publicação. Mas ele lançou uma continuação do livro em 1984, após anunciar sua aposentadoria como cineasta. Kenneth voltou ao meio cinematográfico em 2000 e permaneceu dirigindo curtas-metragens até 2013. Anger afirmou em uma entrevista de 2010 ao The Guardian que havia concluído a redação de uma terceira parte do livro, porém estava adiando sua publicação devido ao receio de possíveis repercussões. “A principal razão pela qual não o publiquei foi por ter uma seção inteira sobre Tom Cruise e os cientologistas”, disse ele. “Não sou simpático aos cientologistas”. Em 2019, o podcast “You Must Remember This”, apresentado por Karina Longworth (do “The Rotten Tomatoes Show”), examinou as narrativas retratadas em “Hollywood Babylon” e pesquisou em outras fontes para obter relatos mais precisos. E muito do que tinha sido desacreditado acabou se provando verdadeiro. Veja abaixo as versões integrais de “Fireworks”, “Scorpio Rising” e “Lucifer Rising”.

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  • Música

    Tina Turner, Rainha do Rock’n’Roll dos EUA, morre aos 83 anos

    24 de maio de 2023 /

    A cantora Tina Turner, conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll” dos EUA, faleceu pacificamente aos 83 anos nesta quarta-feira (24) em sua casa perto de Zurique, na Suíça. A morte “após uma longa doença” foi confirmada pela sua assessoria, que não especificou o problema de saúde que a cantora enfrentava. Reconhecida como uma das vozes mais possantes do rock e a cantora de performance mais energética, Turner gravou inúmeros sucessos ao longo das décadas, como “Proud Mary”, “Private Dancer”, “What’s Love Got to Do With It”, “We Don’t Need Another Hero” e “The Best”. Nascida com o nome de batismo Anna Mae Bullock na comunidade agrícola de Nutbush, Tennessee (local que ela comemoraria na canção de 1973 “Nutbush City Limits”), Tina Turner começou sua carreira musical ao lado do futuro marido Ike Turner. Creditado como criador do rock’n’roll em 1952, Turner já era um guitarrista respeitado quando se impressionou com a jovem, que se juntou a seu grupo musical, Kings of Rhythm, após deixar o curso de enfermagem em que estudava em 1958. Sem muita experiência na música além de participar do coral na igreja, ela virou “Little Ann” e se entregou ao mundo artístico – engravidando do saxofonista da banda aos 19 anos. Em 1960, depois que o vocalista principal da banda, Art Lassiter, não apareceu para uma sessão de gravação, “Little Ann” foi convocada para assumir a voz principal em uma nova canção escrita por Turner, “A Fool in Love”. A fita chegou até Juggy Murray, presidente do selo independente de R&B Sue Records, que se impressionou e sugeriu que a banda mudasse de nome para enfatizar a cantora. O pedido coincidiu com o nascimento do segundo filho da artista, desta vez com Ike. E foi desse modo que “Little Ann” virou Tina Turner, à frente do The Ike & Tina Turner Revue, dois anos antes de se casar oficialmente com o guitarrista. “A Fool in Love” alcançou o 2º lugar na parada de R&B e o 27º lugar na lista de singles pop. Mas a banda ficou trocando de gravadora e teve dificuldades de emplacar outro hit nos anos 1960. Apesar disso, as performances ao vivo de alta voltagem da vocalista começaram a chamar a atenção. Após um show, os Turners foram abordados pelo produtor Phil Spector, criador do “wall of sound” das girl groups da época, que ofereceu US$ 20 mil para Ike deixá-lo lançar uma música solo de Tina. Gravada em março de 1966 com acompanhamento orquestral, “River Deep, Mountain High” foi a apoteose do lendário “wall of sound” do produtor. A música, porém, não se provou o sucesso imaginado e Tina voltou a gravar com a banda de Ike, que passou a interpretar covers, como “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding – que alcançou a 23ª posição nas paradas em 1969. No mesmo ano, Ike & Tina Turner Revue abriram a turnê dos Rolling Stones nos Estados Unidos – e a performance sensual de Tina tornou-se um destaque de “Gimme Shelter”, documentário dos diretores Albert e David Maysles de 1970 sobre a fatídica jornada de shows da banda inglesa no período. Em 1971, os Turners alcançaram seu maior sucesso pop com o single “Proud Mary”, gravação do segundo single de 1969 do Creedence Clearwater Revival. Mas depois de anos sendo vítima de abuso por Ike, Tina decidiu que era hora de encerrar a parceria e o casamento. A decisão foi tomada após o impacto de sua participação no filme “Tommy” e o lançamento de seu disco solo “Acid Queen” (1975), que capitalizou sua aparição no cinema, mas as frequentes agressões do ex-marido só foram expostas uma década depois, em sua biografia “Eu, Tina: A História da Minha Vida”, publicada em 1986. O livro foi adaptado para os cinemas no filme “Tina – A Verdadeira História de Tina Turner”, lançado em 1993. Na obra, Tina descreveu como uma surra brutal, infligida a caminho de um hotel em Dallas em julho de 1976, a fez sair de casa e pedir o divórcio. O fim do casamento foi finalizado em 1978, com Tina assumindo uma série de dívidas relacionadas aos negócios da banda e do marido. Entretanto, sua carreira solo não aconteceu como ela planejou. Demorou quase uma década para a cantora voltar à proeminência no mundo da música. E isso só aconteceu após intervenção de David Bowie, que lhe conseguiu um contrato de curto prazo com a Capitol Records. Após quase uma década na margem da indústria musical, Tina ressurgiu nos anos 1980 com o álbum “Private Dancer” (1984), lançado pela Capitol Records. O disco incluía hits como a faixa-título e “What’s Love Got to Do With It”, que alcançou o topo das paradas e rendeu a Tina quatro prêmios Grammy. Para completar, Bowie participou da turnê de lançamento do disco, cantando “Tonight” num dueto com a cantora. O sucesso se intensificou com o lançamento de seu álbum seguinte, “Break Every Rule”, que levou a artista a uma turnê mundial de 14 meses. Um dos lugares que recebeu a apresentação de Tina foi o Brasil. Em um show transmitido mundialmente, a cantora performou para 184 mil pessoas no Estádio Maracanã, na cidade do Rio. Com seu carisma magnético, a cantora também explorou outras faces artísticas. Já contando com uma experiência como atriz no currículo, devido ao seu papel como a Rainha Ácida em “Tommy” (1975), Tina apareceu em seu blockbster em 1985: “Mad Max – Além da Cúpula do Trovão” ao lado de Mel Gibson. Ela também gravou “We Don’t Need Another Hero” para a trilha sonora do filme, que alcançou o 2º lugar na parada pop. Uma década depois, Tina ainda gravou a música-tema do filme “007 contra GoldenEye”, composta por Bono e The Edge, do U2. Ela continuou gravando e fazendo shows – e a gravação de um show de 1988, que acompanhou o lançamento do hit “The Best”, foi reconhecida com um Grammy como melhor performance vocal de rock feminino – até sua aposentadoria em 2009, com a turnê “Tina!: 50th Anniversary Tour”. Mesmo sem tocar ao vivo, ela registrou um último disco em 2012, “Beyond”, um álbum colaborativo de música e canto budista e cristão, pelo selo independente New Earth. Em 2013, Tina renunciou à cidadania americana e passou a residir na Suíça, onde se casou com o executivo de música alemão Irwin Bach, seu companheiro de 27 anos. Ao longo de sua carreira, a artista lançou nove álbuns solo de estúdio e recebeu oito prêmios Grammy. Ela deixa um legado duradouro na música, com seu talento inigualável e voz poderosa.

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  • Filme

    Ray Stevenson, de “Roma”, “Thor” e “RRR”, morre aos 58 anos

    22 de maio de 2023 /

    O ator britânico Ray Stevenson faleceu no último domingo (21/5) aos 58 anos. A informação foi confirmada nesta segunda pela assessoria do ator, após o jornal italiano La Repubblica informar sua hospitalização a ilha de Ischia durante as filmagens do longa de ação “Cassino in Ischia”, dirigido por Frank Ciota (“Cassino”). No entanto, a causa da morte não foi divulgada. O ator era conhecido por grandes produções dos gêneros de aventura e ação como “Os Três Mosqueteiros” (2011) e filmes de super-heróis, como “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (2007) e em três filmes de “Thor” da Marvel. A notícia sobre sua morte veio apenas três dias antes de seu aniversário de 59 anos. Nascido em Lisburn, Irlanda do Norte, em 25 de maio de 1964, Ray Stevenson iniciou sua carreira como designer em um escritório de arquitetura antes de seguir sua verdadeira paixão pela atuação. Ele se formou na Bristol Old Vic Theatre School, no Reino Unido, aos 29 anos. Em entrevistas passadas, Stevenson revelou que a atuação não foi uma escolha consciente, mas uma vocação que o escolheu. “Eu não tive escolha. Eu tive que aceitar me jogar nisso sem nenhuma garantia a não ser me entregar e apenas ir”, disse em 2016. Ele começou a aparecer em episódios de séries no começo dos anos 1990, mas só foi se destacar ao viver o legionário Titus Pullo na aclamada série “Roma” (2005), da HBO. O papel chamou tanta atenção que lhe rendeu o convide para interpretar o anti-herói da Marvel, Frank Castle, em “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (2008). Stevenson também marcou presença no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) como o valente Volstagg, membro dos Três Guerreiros que fazem parte da mitologia de Thor. Seu último trabalho no papel foi em “Thor: Ragnarok” (2017), quando os Três Guerreiros foram mortos por Hela (Cate Blanchett). O ator também conquistou seu espaço em outras franquias de sucesso, como “GI Joe: Retalhação” (2013), onde deu vida ao personagem Firefly, e na saga “Divergente” (2014), interpretando Marcus Eaton. Mais recentemente, ele recebeu elogios dos críticos por sua atuação como o governador Scott Buxton no sucesso indiano “RRR” (2022), que conquistou o prêmio de Melhor Música no Oscar e se tornou um dos filmes de maior bilheteria na Índia. No mundo das séries, ele ainda interpretou o mafioso ucraniano Isaak Sirko em “Dexter” (em 2012), o pirata Barba Negra em “Black Sails” (2016), o explorador Ótaro de Halogalândia em “Vikings” (2020) e deixou sua marca no universo de “Star Wars”, como um dos principais antagonistas da vindoura série “Ahsoka”, protagonizada por Rosario Dawson (“O Mandaloriano”). Seguindo um formato de minissérie, a produção deve chegar ao catálogo do Disney+ ainda neste ano. Ray Stevenson deixou três filhos, frutos de seu casamento com a antropóloga italiana Elisabetta Caraccia.

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  • Filme

    Lisa Montell, estrela dos anos 1950, morre aos 89 anos

    10 de maio de 2023 /

    A atriz Lisa Montell, uma estrela dos anos 1950 e 1960 que apareceu em filmes como “20 Milhões de Léguas a Marte” ao lado de Rod Taylor e “Dez Mil Alcovas” com Dean Martin, faleceu no domingo passado (7/5) num hospital de Van Nuys, na Califórnia, devido a problemas cardíacos. Ela tinha 89 anos. Nascida em Varsóvia, na Polônia, Irena Ludmilla Vladimiovna Augustinovich e sua família fugiram para os EUA antes da invasão nazista de seu país em 1939. Ela estudou teatro na Fiorello H. LaGuardia High School of Music & Art, na High School of Performing Arts e na University of Miami, mas depois se mudou para Lima, Peru, quando seu pai conseguiu um emprego em uma empresa de mineração local. Ela foi descoberta por Hollywood no Peru. Indicada por um olheiro que a viu numa peça, Montell estreou num set de filmagem em “A Filha do Deus Sol”, uma fantasia rodada no Peru em 1953. Mas, por ironia, o filme só foi lançado em 1962, quando ela abandonou a carreira. A experiência, porém, a inspirou a se mudar para Los Angeles depois que seu pai morreu. Considerada uma beleza exótica, ela interpretou personagens de várias etnias ao longo de sua carreira, aproveitando-se também de ser multilíngue. Assim que chegou em Hollywood, apareceu logo em cinco filmes lançados em 1955 – “Selvas Indomáveis”, “Um Salto no Inferno”, “Papai Pernilongo”, “Balas na Noite” e “A Sereia dos Mares do Sul” – e interpretou uma bailarina no filme “Gaby” (1956), estrelado por Leslie Caron. No filme de ficção científica “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), ela conseguiu seu primeiro papel de destaque como uma mulher do século 26, centenas de anos após uma devastadora guerra atômica, que se apaixona por um astronauta acidental que viaja no tempo (Rod Taylor). Em seguida emplacou a comédia musical “Dez Mil Alcovas” (1957) – o primeiro filme de Dean Martin após o fim de sua dupla com Jerry Lewis – , como irmã de Anna Maria Alberghetti, Eva Bartok e Lisa Gaye em Roma. Em “Paraíso em Fúria” (1957) e “She Gods of Shark Reef” (1958), dirigidos consecutivamente no Havaí por Roger Corman, ela interpretou havaianas. Viveu indígenas em dois westerns, “O Festim da Morte” (1957) e “Zorro e a Cidade de Ouro Perdida” (1958) – um dos melhores filmes da franquia do Cavaleiro Solitário (na época chamado de Zorro no Brasil). E foi mexicana num terceiro western, “The Firebrand” (1962). Montell também apareceu em vários westerns da TV, incluindo “Gene Autry”, “Broken Arrow”, “Wells Fargo”, “Colt .45”, “Paladino do Oeste”, “Sugarfoot”, “Cheyenne”, “Bat Masterson” e “Maverick”, além de episódios dos dramas criminais “Surfside 6”, “Mike Hammer” e “77 Sunset Strip”. Ela deixou de atuar em meados da década de 1960, passando a trabalhar nos bastidores de um programa de TV com Tom Bradley, que em 1963 foi eleito o primeiro vereador negro de Los Angeles. Bradley também se tornou o primeiro prefeito negro de Los Angeles em 1973, e levou Montell para trabalhar em seu governo – que durou, com reeleições, até 1993.

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  • Música

    Rita Lee, a rainha do rock nacional, morre aos 75 anos

    9 de maio de 2023 /

    Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras brasileiras, morreu na noite de segunda-feira (8/5). Ela estava com 75 anos e lutava contra um câncer de pulmão, descoberto em 2021. Nas redes sociais, a família da artista divulgou a triste notícia. “Comunicamos o falecimento de Rita Lee em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”, escreveram. O velório de Rita Lee será aberto ao público na quarta-feira (10/5), das 10h às 17h, no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A cantora deixa um legado revolucionário na história do rock nacional devido à explosão criativa de sua carreira, iniciada em pleno tropicalismo. Ao longo da carreira, ela apresentou uma variedade de tópicos políticos disfarçados de entretenimento, que ajudaram a apresentar ao público brasileiro ideias feministas como sexualidade feminina e prazer. Ela também foi uma ávida ativista dos direitos dos animais. Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. Ela era uma das filhas do dentista Charles Jones, descendente de imigrantes americanos, e da pianista Romilda Padula, que incentivou a cantora a estudar o instrumento e a cantar com as irmãs. Com 16 anos, Rita integrou as Teenage Singers, um trio vocal feminino que se apresentava em festas escolares. Na época, o produtor Tony Campello descobriu o grupo e as convidou para participar de gravações como backing vocals. Em 1964, a cantora entrou no grupo de rock Six Sided Rockers, que teve mudanças de formações e de nomes. Dois anos depois, o grupo se tornou os famosos Mutantes, formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Os Mutantes foram fundamentais na era do tropicalismo por unir psicodelia e ritmos locais. Eles se tornaram o grupo nacional com maior reconhecimento entre as estrelas do rock mundial, como por Kurt Cobain, David Byrne, Jack White, e outros. Já em 1967, o trio acompanhou o cantor Gilberto Gil em “Domingo no Parque”, apresentado no 3º Festival de Música Popular Brasileira, da Record. No ano seguinte, eles seguiram Caetano Veloso em “É Proibido Proibir” no 3º Festival Internacional da Canção, promovido pela Globo. E foram vaiados por uma juventude de esquerda, que era contra guitarras elétricas. Rita Lee fez parte dos Mutantes entre 1966 e 1972, no período considerado como o mais marcante e criativo da banda. Nessa fase, o fim do relacionamento com Arnaldo Baptista coincidiu com a despedida da cantora no trio. Contudo, o primeiro álbum solo de Rita Lee, intitulado “Build up”, foi lançado ainda antes dela deixar o grupo, em 1970. A cantora também lançou “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”, ainda gravado com o trio, em 1972. Após deixar o grupo, a carreira de Rita Lee tomou forma com um novo grupo, nomeado de Tutti Frutti – com Luis Sérgio Carlini e Lee Marcucci, entre outros. Nesse período, a artista gravou cinco álbuns e ganhou destaque com o lançamento de “Fruto Proibido”, em 1975. O disco, que contém os sucessos “Agora Só Falta Você”, “Esse Tal de Roque Enrow” e “Ovelha Negra”, vendeu 200 mil cópias e deu à Rita Lee o apelido de “Rainha do Rock Brasileiro. No ano seguinte, ela conheceu e se apaixonou por seu futuro marido, o guitarrista Roberto de Carvalho. E durante sua primeira gravidez foi presa por porte e uso de maconha – para “servir de exemplo à juventude da época”. Condenada, ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especiais do juiz para sair de casa e fazer shows. É desta época a música “Arrombou a Festa”, que criticava o cenário da MPB da época — e que vendeu mais de 250 mil cópias. Mas o sucesso estava apenas começando. Sua estreia musical em novelas aconteceu em 1978, com o folhetim “O Pulo do Gato”, no qual cantou o tema “Eu e Meu Gato”. A partir de 1979, a cantora firmou parceria com Roberto de Carvalho e se aventurou de vez na carreira solo com canções de pop-rock. O álbum “Rita Lee”, com os sucessos “Mania de Você”, “Chega Mais” e “Doce Vampiro”, marcou uma virada comercial em sua carreira, levando a cantora às trilhas de novela da Globo com as duas últimas faixas. Ela chegou a virar personagem da novela “Vamp” e cantar “Doce Vampiro” num dos capítulos da produção. O estouro foi ainda maior no disco seguinte, de 1980, com “Lança Perfume”, “Baila Comigo”, “Nem Luxo, Nem Lixo” e outras faixas. A parceria com o marido fez que o disco de 1982 fosse chamado de “Rita Lee e Roberto de Carvalho”, com hits como “Flagra” e “Cor de Rosa Choque” – duas trilhas da Globo, que marcaram as aberturas da novela “Final Feliz” e do programa “TV Mulher”. Ela se apresentou na primeira edição do Rock in Rio e seguiu gravando e tocando até 1991, quando o casal tirou um hiato de quatro anos para retornar com o álbum “A Marca da Zorra” e abrir os shows nacionais dos Rollings Stones. Numa vida digna de estrela do rock, Rita Lee caiu da varanda de seu sítio sob efeito de remédios em 1996. Na ocasião, ela quebrou o recôndito maxilar. Segundo o “Fantástico”, a cantora só conseguiu largar o álcool e as drogas em janeiro de 2006. Em 2001, Rita Lee ganhou um Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa com o disco “3001”. Nos anos seguintes, ela recebeu mais cinco indicações e, em 2022, venceu o prêmio de Excelência Musical pelo conjunto da obra. A cantora anunciou que deixaria de fazer shows por causa da fragilidade física em 2012. Na mesma época, Rita se tornou usuária do Twitter e informou que não estava se aposentando da música. Para provar, lançou um álbum no mesmo ano, “Reza”, saiu em abril de 2012. A faixa-título foi descrita pela cantora como uma “reza de proteção de invejas, raivas e pragas”. Mas este acabou sendo seu último álbum de estúdio. Ao todo, Rita Lee gravou 40 álbuns, sendo apenas 6 com os Mutantes – dois deles, como artista “solo”. Em 2016, a artista lançou sua primeira autobiografia com revelações intensas, como caso de abuso sexual infantil, luta contra o alcoolismo e até expulsão dos Mutantes. O livro se tornou um sucesso de vendas. No mês passado, Rita Lee anunciou mais uma autobiografia, escrita pelo jornalista Guilherme Samora, com detalhes sobre o câncer de pulmão que ela enfrentava há dois anos. A cantora passou por tratamentos de imunoterapia e radioterapia, e chegou a ser considerada curada da doença em abril de 2022. “Achei que nada mais tão digno de nota pudesse acontecer em minha vidinha besta. Mas é aquela velha história: enquanto a gente faz planos e acha que sabe de alguma coisa, Deus dá uma risadinha sarcástica”, disse a artista. Rita Lee deixa três filhos, Roberto, João e Antônio.

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  • TV

    Morre Palmirinha, a vovó mais querida do Brasil, aos 91 anos

    7 de maio de 2023 /

    Faleceu neste domingo (7/8), aos 91 anos, Palmira Nery da Silva Onofre, conhecida como Vovó Palmirinha. De acordo com um comunicado da família, ela estava internada desde 11 de abril no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, por causa de problemas renais crônicos que se agravaram. Palmirinha ganhou fama nacional como apresentadora de programas de culinária na TV aberta e fechada, sendo considerada a vovó mais querida do Brasil. Sua maneira simples e carismática de apresentar suas receitas conquistou uma legião de fãs. Nascida em 1929 em Paraíso, no interior de São Paulo, Palmirinha teve uma infância difícil e trabalhou como empregada doméstica durante grande parte de sua vida. Foi somente na Terceira Idade que ela teve a oportunidade de mostrar seu talento na cozinha para todo o país. Ela estreou na televisão em 1994, aos 63 anos, participando de uma matéria no programa de Silvia Popovic na Band, o que possibilitou que Ana Maria Braga a descobrisse e a convidasse para apresentar um café da manhã no programa “Note e Anote” na TV Record. Palmirinha conquistou o público com sua simpatia, sua voz rouca e sua habilidade na cozinha. Ela ensinou receitas simples e gostosas, que qualquer pessoa poderia fazer em casa. O sucesso foi tão grande que Ana Maria convidou a vovó para trabalhar com ela em tempo integral. Palmirinha permaneceu no programa por cinco anos e depois foi contratada pela TV Gazeta para apresentar o “TV Culinária”, onde ficou por mais de 11 anos. Mais tarde, ela ainda apresentou seu próprio “Programa da Palmirinha” no canal pago Bem Simples, da Fox, até 2015. Ana Maria Braga, amiga de longa data de Palmirinha, lamentou a morte e a homenageou em um post emocionado, chamando-a de mãe, amiga e irmã que a vida lhe deu. O perfil de Palmirinha também publicou uma nota em sua homenagem. A família informou que ela deixa três filhas, seis netos e seis bisnetos.

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  • Filme

    Ator, cantor e ativista Harry Belafonte morre aos 96 anos

    25 de abril de 2023 /

    O lendário ator e cantor Harry Belafonte faleceu nesta terça-feira (25) aos 96 anos de idade de insuficiência cardíaca. Além de sua atuação no meio artístico, ele também era amplamente conhecido como um grande pioneiro e ativista dos direitos civis. Sua morte marca o fim de uma vida incrível e de um legado duradouro. Nascido em Nova York e de origem jamaicana, Belafonte foi um dos primeiros protagonistas e produtores negro de Hollywood. Sua carreira artística decolou na década de 1950, quando ele se estabeleceu como um raro ídolo e símbolo sexual não branco, e quando também se tornou um dos principais artistas da música caribenha nos Estados Unidos, com sucessos como “Day-O (The Banana Boat Song)” e diversos álbuns chegando ao topo das paradas. Seu objetivo inicial, porém, era a atuação. Belafonte estudou no Actors Studio e na New School, ao lado de outros grandes futuros atores como Walter Matthau e Marlon Brando, e durante esse período também desenvolveu uma amizade duradoura com Sidney Poitier, cujos pais eram das Bahamas. Paralelamente, se apresentava em casas noturnas de música folk, cantando para pagar as contas. Conseguiu trabalhos em peças musicais e ganhou um Tony por sua performance no musical “Almanac” em 1954. Ao mesmo tempo, estreou no cinema com uma pequena participação no musical “Bright Road” (1953). Seu primeiro papel de destaque no cinema foi em outro musical, a adaptação cinematográfica da ópera “Carmen Jones”, de Oscar Hammerstein, dirigida por Otto Preminger. A exposição lhe rendeu um contrato com a RCA Record e dois álbuns em 1956, que alcançaram o topo das paradas da Billboard, ajudando a transformar o estilo calypso, que apresentava influências da música do Caribe, num fenômeno comercial. A carreira na música acabou lhe rendendo três Grammys e lhe abriu as portas de Hollywood, que sempre foi seu objetivo principal. Após dois filmes com Dorothy Dandrige, Belafonte passou a aparecer nas telas com atores brancos e a provocar o racismo da época. Em “Ilha nos Trópicos” (1957), seu personagem foi romanticamente perseguido por uma mulher branca rica (Joan Fontaine), numa história que causou muita controvérsia (e grande sucesso de bilheteria) na época. E em dois filmes lançados em 1959, ele interpretou um ladrão de banco ao lado de um parceiro racista (Robert Ryan) em “Homens em Fúria”, de Robert Wise, e sobreviveu a um desastre nuclear em “O Diabo, a Carne e o Mundo”, apenas para lutar contra Mel Ferrer pela atriz sueca Inger Stevens. Ambos os filmes foram financiados por sua própria empresa, HarBel Productions. Em 1968, o artista apareceu com a cantora inglesa loira e de olhos azuis Petula Clark em seu especial na NBC. Durante uma música, Petula tocou o antebraço de Belafonte, marcando a primeira vez que um homem negro e uma mulher branca se tocaram na televisão dos Estados Unidos. E este simples contato desencadeou uma controvérsia nacional. Sua longa amizade com Sidney Poitier rendeu dois filmes nos anos 1970, “Um por Deus, Outro pelo Diabo” (1972) e “Aconteceu num Sábado” (1974), ambos dirigidos por Poitier. O primeiro fez História e é considerado um marco na representação dos negros no gênero western – e influência em “Django Livre”, de Quentin Tarantino. O filme trazia Belafonte como Buck, um caçador de recompensas que ajuda um grupo de ex-escravos a fugir pelo Oeste americano, enquanto Poitier interpretava um pregador que se unia a ele em sua jornada. Sua filmografia ainda inclui um telefilme sobre o famoso treinador de futebol americano Eddie Robinson em 1981 e participações em três filmes de Robert Altman dos anos 1990, “O Jogador” (1992), “Prêt-à-Porter” (1994) e “Kansas City” (1996). Ele também teve uma aparição marcante em “Infiltrado na Klan” (2018), de Spike Lee, como um homem que descreve um linchamento. Mas seu trabalho mais lembrado costuma ser “A Cor da Fúria” (1995), que apresenta uma realidade alternativa onde os papéis raciais são invertidos – os negros controlam a sociedade e os brancos são marginalizados. No filme, ele é um milionário que acaba sequestrado por um branco desempregado, vivido por John Travolta. Harry Belafonte também teve forte atuação social. Ele usou sua plataforma para lutar contra a discriminação racial e social, e se envolveu ativamente no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Ele marchou ao lado de Martin Luther King Jr. nos anos 1960 e apoiou várias organizações que buscavam a igualdade racial e a justiça social. Foi Belafonte quem atraiu celebridades para a Marcha da Liberdade em Washington em 1963, quando King proferiu seu histórico discurso “Eu tenho um sonho”. Mais tarde, ele participou da marcha de Selma a Montgomery, no Alabama (imagens de arquivo de sua participação podem ser vistas no filme “Selma” de 2014) e se sentou ao lado da viúva de King no funeral do líder dos direitos civis dos EUA. Belafonte também foi a força motriz por trás da organização sem fins lucrativos USA for Africa, lançada para erradicar a fome no continente africano, que gerou o single de grande sucesso “We Are the World”, cantado em coro por artistas como Michael Jackson, Bruce Springsteen, Bob Dylan e Ray Charles. Um ano depois, ele foi o mentor da campanha de corrente humana de 1986, Hands Across America, em benefício dos pobres dos EUA. O artista também se envolveu nos esforços para acabar com o apartheid na África do Sul e libertar Nelson Mandela. Em uma entrevista recente para a NPR, Belafonte lembrou como uma frase dita por sua mãe, quando ele tinha apenas 5 anos, o inspirou a virar o homem que se tornou. “Ela nunca deixou sua dignidade não ser esmagada”, ele disse. “E um dia, após voltar para casa sem conseguir encontrar trabalho e lutando contra as lágrimas, ela me disse: ‘Nunca deixe a injustiça passar sem ser desafiada’. E isso realmente se tornou uma parte profunda do DNA da minha vida. Muitas pessoas me perguntam: ‘Quando você decidiu se tornar um ativista como artista?’ Eu digo a elas: ‘Eu era um ativista muito antes de me tornar um artista'”.

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  • Etc,  Filme

    Murray Melvin, ator de “Um Gosto de Mel” e “Barry Lyndon”, morre aos 90 anos

    16 de abril de 2023 /

    O ator britânico Murray Melvin, conhecido por seus papéis em clássicos como “Um Gosto de Mel” e “Barry Lyndon”, faleceu na última sexta-feira (14/4) aos 90 anos de idade no hospital St. Thomas, em Londres. Melvin nasceu em 1932 em Londres, onde iniciou sua carreira como ator em 1957 no teatro, antes de estrear no cinema com “Armadilha a Sangue Frio” em 1960. Seu trabalho mais notável foi a adaptação de uma peça que ele tinha estrelado. Melvin foi o único ator da montagem teatral convidado a integrar o elenco do filme “Um Gosto de Mel” (1961), de Tony Richardson, que acabou se tornando pioneiro na abordagem da homossexualidade e gravidez adolescente no cinema, tornando-se um dos mais famosos da new wave britânica. O filme contava a história de Jo (Rita Tushingham), uma adolescente que vivia com sua mãe alcoólatra e iniciava um relacionamento com marinheiro negro, que a deixa grávida. Murray Melvin interpretava um estudante gay que se tornava amigo e ajudava Jo em suas dificuldades. Por seu desempenho, Melvin ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes em 1962. Ele também foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) de Revelação do ano. A consagração lhe abriu as portas do cinema britânico. Ele apareceu em filmes de grande orçamento, como a aventura de época “Revolta em Alto Mar” (1962) e “O Homem de Kiev” (1968), mas também em novos clássicos da new wave, especialmente “Como Conquistar as Mulheres” (Alfie, 1966), de Lewis Gilbert, em que Michael Caine vivia um gigolô. Durante os anos 1970, Melvin trabalhou em três filmes de Ken Russell, um dos cineastas mais vanguardistas do Reino Unido: “O ‘Boyfriend’ (O Namoradinho)” (1971), “Os Demônios” (1971) e o proibidíssimo “Lisztomania” (1975). E integrou o elenco de “Barry Lyndon” (1975), um dos trabalhos mais influentes de Stanley Kubrick. Apesar disso, não teve a ambição de seguir carreira em Hollywood, alternando-se entre montagens teatrais, produções do cinema britânico e atrações locais de TV. Outros filmes de destaque de sua filmografia incluem “A Contestação da Fé” (1984), “Os implacáveis Krays” (1990), “As Novas Roupas do Imperador” (2001) e a versão musical de “O Fantasma da Ópera” (2004). Já na TV, seus papéis mais lembrados incluem uma minissérie sobre Cristóvão Colombo e participações em duas séries de temática sci-fi: “Starhunters” e “Torchwood” (derivado da popular série “Doctor Who”). Ele chegou a completar as filmagens de seu último filme, “The Undertaker”, que ainda não tem previsão de estreia.

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