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    Maria Helena Dias, atriz de “Elas por Elas”, morre aos 91 anos

    5 de agosto de 2023 /

    A atriz Maria Helena Dias, que marcou a teledramaturgia brasileira com sua atuação em diversas novelas, morreu na última terça-feira (1/8), aos 91 anos. A informação foi confirmada por amigos da artista neste sábado (5/8). Maria Helena estava internada em um hospital no Rio de Janeiro há um mês, após ser acometida por uma broncopneumonia e uma trombose na perna. A atriz foi submetida a uma angioplastia, mas devido à saúde frágil não resistiu ao procedimento. Maria Helena Dias iniciou sua carreira na extinta Rede Tupi, nos anos 1950, quando participou do pioneiro programa “Grande Teatro Tupi”. A atriz também estrelou dezenas de espetáculos nos palcos. Sua primeira novela foi “Renúncia”, em 1964, na TV Record, ao lado de Francisco Cuoco e Irina Grecco. Seis anos depois, estreou na Globo com “Ponte dos Suspiros” (1969), mantendo-se na emissora até o fim da carreira.   Trajetória na Globo Ao longo de três décadas, Maria Helena integrou o elenco de diversas novelas, incluindo “Escalada” (1975), “Um Sol Maior” (1977), “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980) e “Ciranda de Pedra” (1981). Um de seus trabalhos mais conhecidos foi ao ar na novela “Elas por Elas” (1982), quando deu vida a Carmem, mulher que trabalha para sustentar o marido, dois filhos e um cunhado. O destaque foi tanto que ela também viveu a personagem na série “Mario Fofoca”, derivada da novela, que foi lançada em 1983. Por sinal, a atração vai ganhar remake, previsto para estrear no mês que vem. O papel de Maria Helena Dias será revivido por Maria Clara Spinelli, que será a primeira mulher trans a ser protagonista em uma novela brasileira. A atriz também marcou presença em “Tieta” (1989), “Rainha da Sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1995) e outras produções, despedindo-se do gênero em “Cobras e Lagartos” (2006), trama das 19h da TV Globo escrita por João Emanuel Carneiro. Um ano depois, ela se afastou definitivamente da atuação, fazendo seu último papel na série “Carga Pesada”.   Trabalhos no cinema Além de sua marcante presença na televisão, Maria Helena Dias também teve uma carreira significativa no cinema e no teatro. A atriz participou de diversos longa-metragens, como “Chofer de Praça” (1958) e “Zé do Periquito” (1960), ambos estrelados por Amácio Mazzaropi, além de “Asfalto Selvagem” (1964), “Vidas Estranhas” (1968), “O Super Manso” (1974), “Corpo Livre” (1985) e “Os Heróis Trapalhões: Uma Aventura na Selva” (1988), onde viveu a mãe dos cantores da banda Dominó. Em entrevista ao jornal O Globo, ela contou que teve problemas com a família por seguir carreira na atuação. “Para a minha família, fui uma espécie de ‘ovelha negra’ no início. Para o pessoal de teatro e TV, sou muito equilibrada. E é natureza. São polos bem diversos, opostos”, disse ela. Ela foi casada duas vezes e não teve filhos, afirmando que não conseguiria se “dividir em profissional, mãe e dona de casa”, mas que admirava as pessoas que conseguiam.

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    Autor de novelas é condenado a indenizar filha de Jardel Filho por difamação

    3 de agosto de 2023 /

    O autor de novelas Carlos Lombardi foi condenado a pagar uma indenização de R$ 5 mil a Tânia Boscoli, filha do falecido ator Jardel Filho (1928-1983). A decisão é da 14ª Câmara Cível de Direito Privado do Rio de Janeiro.   Declarações polêmicas A condenação ocorreu devido a declarações feitas por Lombardi em entrevista aos jornalistas André Bernardo e Cíntia Lopes, para o livro “A Seguir Cenas do Próximo Capítulo”. Na entrevista, o autor de “Vereda Tropical” e “Pé na Jaca” afirmou que Jardel Filho “fazia programas na praia” quando foi descoberto pelo diretor Ziembinski, que teria se apaixonado por ele.   Retirada do livro de circulação Além da indenização, a Justiça também determinou que a editora retire o livro de circulação até que a entrevista de Lombardi seja removida, sob pena de multa de R$ 10 mil.   Defesa de Lombardi A defesa de Lombardi comentou o caso, afirmando que a decisão se deu em segunda instância e que, portanto, um novo recurso só poderia ser feito para instâncias superiores. A equipe de advogados de Lombardi também ressaltou que houve uma descontextualização do que foi dito pelo autor de novelas, mas que respeita a decisão do judiciário.   Entendimento da Justiça A Justiça entendeu que a fala de Lombardi violou a memória de Jardel Filho, “causando sofrimento e angústia à demandante [Tânia], fatos que ensejam a obrigação de indenizar”. A decisão judicial afirmou que, se Lombardi quis dizer outra coisa, não foi isso que pareceu, sendo certo que todos os leitores interpretarão tal declaração como se o falecido ator fizesse programas sexuais na praia e apenas tivesse ingressado na carreira de ator porque o diretor Ziembinsky por ele se apaixonou. Apesar da vitória, o pedido de majoração da indenização foi negado. Tânia Boscoli entrou com recurso, pedindo uma indenização de R$ 30 mil, mas a Justiça manteve o valor da causa em R$ 5 mil.   A carreira de Daniel Filho Filho do compositor e letrista Jardel Jercolis e de Lídia Bôscoli, Jardel Filho foi um dos atores mais conhecidos do Brasil entre meados dos anos 1960 e o começo dos 1980. Após estrear no teatro em 1948, na peça “Desejo”, de Eugene O’Neill, ele foi para a televisão quatro anos depois, integrando o elenco da novela “A Muralha”, da TV Tupi. Mais foi na Globo que sua carreira estourou. Sua estreia na emissora aconteceu em 1969, na novela “A Ponte dos Suspiros”. Ele atuou em mais de 50 novelas e minisséries, entre elas “O Bem-Amado”, “O Homem que Deve Morrer”, “Coração Alado”, “Fogo sobre Terra”, “Brilhante” e “Sol de Verão”. Além disso, estrelou alguns dos maiores clássicos do cinema brasileiro, como “Arrastão” (1967), “Terra em Transe” (1967), “Macunaíma” (1969), Batalha dos Guararapes” (1978) e “Pixote: A Lei do Mais Fraco (1980).

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    Globo define substituta de Mônica Iozzi em “Elas por Elas”

    3 de agosto de 2023 /

    A atriz e humorista Mariana Santos, de 46 anos, foi escalada para substituir Mônica Iozzi no remake de “Elas por Elas”. Iozzi, que estava escalada e chegou a fazer material promocional da novela, teve que deixar a produção devido a problemas de saúde.   Trajetória de Mariana Santos Assim como Monica, Mariana Santos tem experiência no humor. A atriz, que atualmente pode ser vista no “ABC do Mion”, quadro do “Caldeirão com Mion”, estreou na Globo em 2006 no programa de humor “Zorra Total”, onde permaneceu por 9 anos, até 2015. Entre 2012 e 2018, também atuou como comentarista de “Amor & Sexo”, apresentado por Fernanda Lima. Ela ainda participou do “Dança dos Famosos”, ficando com o 3º lugar na competição, e atuou em outras novelas da emissora, como “Pega Pega”, “Malhação” e “Cara e Coragem”.   Papel em “Elas por Elas” Na nova versão de “Elas por Elas”, ela interpretará a personagem Natália, vivida por Joana Fomm na versão original da novela. Nas redes sociais, Mônica Iozzi explicou porque teve que abrir mão do papel: “Há pouco mais de um mês, comecei a me sentir mal de maneira recorrente. Com infecções e a imunidade baixa, tive alguns episódios que chegaram a me levar ao hospital algumas vezes. Mas calma, gente! Eu estou bem, com acompanhamento médico, mas, infelizmente, esse quadro impede que eu me doe 100% ao trabalho. Em conversa com a TV Globo, optamos por eu não estar mais no elenco. É claro que isso me entristece, mas realmente é a menor coisa a se fazer agora. Preciso dar atenção total à minha saúde, ao meu bem-estar”.   Produção e elenco do remake A novela é uma releitura da trama escrita por Cassiano Gabus Mendes e transmitida pela Globo em 1982. O remake é criado por Thereza Falcão e Alessandro Marson, ambos responsáveis por “Nos Tempos do Imperador”. Já a direção artística é de Amora Mautner (“Vamp”), enquanto a direção de gênero de José Luiz Villamarim (“Redemoinho”). A trama gira em torno de sete mulheres de mais de 40 anos, com diferentes personalidades, num reencontro depois de mais de duas décadas afastadas. As outras seis são interpretadas por Maria Clara Spinelli (“A Força do Querer”), Karine Teles (“Manhãs de Setembro”), Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Késia Estácio (“O Silêncio da Chuva”), Isabel Teixeira (“Pantanal”) e Thalita Carauta (“Todas as Flores”). O elenco ainda vai contar com Lázaro Ramos (“Mister Brau”) como Mário Fofoca, Mateus Solano (“Amor à Vida”) como Jonas e o retorno de Cassio Gabus Mendes (“Vale Tudo”) no papel do vilão Otávio.

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    Thiago Fragoso deixa a Globo após 23 anos e embarca em filme francês

    29 de julho de 2023 /

    O ator Thiago Fragoso encerrou seu contrato fixo com a emissora após 23 anos de parceria. A notícia foi confirmada pelos veículos de comunicação e pelo próprio ator, que já tem um novo projeto à vista. Após estrear na Globo em 2000 na novela “Estrela-Guia”, o ator construiu uma carreira sólida na emissora, atuando em papéis marcantes que conquistaram o público. Aos 41 anos, teve sua última aparição na emissora na novela “Travessia”, onde interpretou Caíque, um professor de asa-delta, e fez par romântico com sua esposa na vida real, Mariana Vaz. Ao longo de sua carreira na Globo, Fragoso deu vida a uma variedade de personagens que marcaram a teledramaturgia brasileira, como o problemático Nando de “O Clone”. No entanto, foi em “Amor à Vida”, novela de Walcyr Carrasco de 2013, que teve um de seus personagens de maior repercussão, graças a seu romance LBTQIAPN+. Na trama, interpretou Niko, par de Félix (Mateus Solano), que o chamava carinhosamente de “Anjinho”. Além disso, o ator ainda atuou em “A Casa das Sete Mulheres”, “O Astro”, “Lado a Lado”, “Babilônia”, “Malhação: Pro Dia Nascer Feliz”, “O Outro Lado do Paraíso” e “Salve-se Quem Puder”.   Filme francês Com o fim do contrato fixo, Fragoso já tem um novo trabalho à vista. O ator irá participar de “Kali”, um filme francês dirigido por Julien Seri. O longa conta a história de uma mulher que investiga o assassinato do marido, executado no Rio de Janeiro para encobrir um escândalo de corrupção. Thiago vai interpretar um personagem inglês.

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    Monica Iozzi desiste da novela “Elas por Elas” por “questões de saúde”

    28 de julho de 2023 /

    A atriz Monica Iozzi, que atualmente estrela a recém-lançada série “Novela” na plataforma Prime Video, desistiu de fazer uma novela de verdade na Globo. Ela anunciou sua saída do elenco de “Elas por Elas”, alegando “questões de saúde”. Em uma postagem no Instagram, Iozzi compartilhou com seus seguidores que vem se sentindo mal de maneira recorrente há mais de um mês. Com infecções e a imunidade baixa, a atriz relatou que teve episódios que a levaram ao hospital várias vezes. “Eu estou bem, com acompanhamento médico, mas, infelizmente, esse quadro impede que eu me doe 100% ao trabalho”, escreveu Monica.   Decisão em comum acordo A decisão de deixar o elenco da novela foi tomada em comum acordo com a TV Globo. “Hoje, em conversa com a TV Globo, optamos por eu não estar mais no elenco. É claro que isso me entristece, mas realmente é a menor coisa a se fazer agora. Preciso dar atenção total à minha saúde, ao meu bem-estar”, explicou a atriz. A emissora confirmou a informação, justificando a decisão como uma “readequação artística na escalação”.   Divulgação já tinha começado A atriz já havia mudado o visual para a personagem e até posou para a foto oficial da novela ao lado das outras seis protagonistas, Deborah Secco, Thalita Carauta, Maria Clara Spinelli, Isabel Teixeira, Karine Teles e Késia. Monica interpretaria Natália, uma das protagonistas da trama. A personagem é uma mulher obcecada com a morte do irmão e determinada a descobrir toda a verdade. Na versão original, o papel foi interpretado por Joana Fomm. Apesar da desistência, a Globo afirmou que Monica tem as portas abertas para futuros projetos em suas múltiplas plataformas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Monica Iozzi (@monica.iozzi)

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    Ator mexicano Alfonso Iturralde, de “Marimar” e “Rebelde”, morre aos 74 anos

    25 de julho de 2023 /

    O ator mexicano Alfonso Iturralde morreu na noite de segunda-feira (24/7) aos 74 anos, ainda sem causa confirmada. O anúncio foi feito pela A Associação Nacional de Atores do México (AndiMéxico) nesta terça-feira (25/7). O eterno vilão de “Marimar” havia sido diagnosticado com câncer de próstata em 2019. “A AndiMexico comunica a morte do intérprete Alfonso Iturralde. Com uma extensa carreira no cinema, teatro e televisão, lembrado por sua participação em novelas como ‘Rebelde’, ‘A Força do Destino’ e ‘Marimar’. Descanse em paz”, escreveram no Twitter. A mãe das duas filhas mais velhas do ator, Rosalba Brambila Alexander, lamentou o falecimento numa publicação feita no Facebook. Ele deixa quatro filhos: Alpha, Serena, Adam e Danna. “Olá, bom dia, hoje quero compartilhar que Alfonso Iturralde faleceu ontem à noite… E quero agradecer ao nosso Pai por sua vida e pelas filhas maravilhosas que meu deu através dele… Rogo ao Senhor por toada a família Iturralde Avil. Que Ele te encha de paz e te abençoes, assim como todos nós”, ela escreveu.   Carreira de Alfonso Iturralde Com carreira iniciada no fim dos anos 1970, Alfonso Iturralde ficou conhecido por Brasil por participações nas novelas mexicanas “Marimar”, onde viveu o vilão Renato Santibáñez, e “Rosalinda” ao lado de Thalia no papel de Alfredo. Atualmente, o artista pode ser visto na reprise de “Rebelde”, exibida nas tardes do SBT. Ele interpretava Heitor Paz, o pai da bolsista Vick Paz (Angelique Boyer). La @ANDIMexico comunica el sensible fallecimiento del socio intérprete Alfonso Iturralde. Con una amplia trayectoria en cine, teatro y televisión, recordado por su participación en telenovelas como “Rebelde”, “La fuerza del destino” y “Marimar”. Descanse en paz. pic.twitter.com/8y9lRqgYus — ANDIMEXICO (@ANDIMexico) July 25, 2023

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    Dennis Carvalho, ex-diretor da Globo, é internado em estado grave

    28 de dezembro de 2022 /

    O ex-galã e diretor da rede Globo Dennis Carvalho está internado com uma infecção generalizada no hospital Copa Star, localizado no Rio de Janeiro. O estado de saúde do artista é considerado grave. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o ator se encontra com um quadro de septicemia, também conhecido como “sepse” ou “sépsis”. A doença é desencadeada após uma resposta inflamatória sistêmica, geralmente causadas por bactérias que infectam a corrente sanguínea. Entre os principais sintomas estão febre alta, baixa produção de urina, confusão mental, além de respiração e ritmo cardíaco alterados. Como o sistema de defesa do organismo libera mediadores químicos que espelham a inflamação, o paciente pode sofrer de disfunções ou falência de múltiplos órgãos por falta de oxigênio nas células e tecidos. Dennis Carvalho era um dos principais nomes de direção de novelas da rede Globo, mas teve seu contrato encerrado em setembro após ser colocado na “geladeira” há algum tempo. Ele entrou nos cortes promovidos pela emissora como forma de reduzir o orçamento. A proposta é manter contratos somente com quem possui planos a longo prazo nos canais da Globo ou na plataforma Globoplay. O primeiro contato de Dennis com a televisão aconteceu aos 11 anos de idade, quando ele participou de um teste para entrar no elenco da novela “Oliver Twist” (1955), da extinta TV Paulista. A partir daí, fez inúmeros teleteatros e foi crescendo como ator nas novela da TV Tupi. Contratado da rede Globo desde 1975, ele teve sua primeira aparição no canal censurada. Carvalho deveria participar da primeira versão da novela “Roque Santeiro” (1964), que foi proibida e não passou dos primeiros ensaios durante a Ditadura Militar. Mas ele logo se destacou em participações no elenco da série “Malu Mulher” (1979) e em novelas que marcaram época, como “Pecado Capital” (1975), “Locomotivas” (1977), “Te Contei” (1978), “Feijão Maravilha” (1979), “Brilhante” (1981), em que interpretou Inácio, o primeiro possível protagonista gay da Globo – a ditadura proibiu o uso da palavra gay – , além da versão definitiva de “Roque Santeiro” (1985), “Brega e Chique” (1987) e muitas outras. A estreia de Carvalho como diretor da Globo foi na trama das sete “Sem Lenço, Sem Documento” (1977) e continuou ininterruptamente até meados de 2018, com a direção da novela “Segundo Sol” (2018), seu último trabalho. Nessa trajetória, comandou grandes clássicos da teledramaturgia brasileira, como “Roda de Fogo” (1986), “Vale Tudo” (1988), “O Dono do Mundo” (1991), “Fera Ferida” (1994), “Celebridade” (2003), “Paraíso Tropical” (2007), “Lado a Lado” (2012), etc. Carvalho foi um parceiro de longa data do falecido autor Gilberto Braga (1945-2021) e, juntos, conduziram “Dancin’ Days” (1978), “Paraíso Tropical” (2007), “Insensato Coração” (2011), entre outros. Graças a essa parceria, aceitou o arriscado papel de Inácio em “Brilhante”, que na época poderia acabar com sua carreira de galã. Como ator, foram 28 novelas, além de 9 filmes e uma participação histórica na peça teatral “Hair” (1970). Além disso, Carvalho encarou a direção de mais de 40 produções divididas entre novelas, minisséries e programas especiais. Para completar, o artista também trabalhou como dublador. Sua voz é lembrada até hoje nas reprises de clássicos televisivos. Como dublador, Carvalho deu vida a Roger “Race” Bannon da animação “Jonny Quest”, ao cabo Rusty da série “Rin Tin Tin”, o Jerry de “O Túnel do Tempo” e até o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. Dennis Carvalho foi casado seis vezes – com a professora de educação física Maria Tereza Schimidt e as atrizes Christiane Torloni, Monique Alves, Tássia Camargo, Ângela Figueiredo e Deborah Evelyn – e é pai dos gêmeos Leonardo Carvalho (ator) e Guilherme (já falecido), e das meninas Tainá e Luíza.

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    Reynaldo Boury, diretor mais importante da TV brasileira, morre aos 90 anos

    25 de dezembro de 2022 /

    O veterano diretor de novelas Reynaldo Boury morreu neste domingo (25/12), dia de Natal, aos 90 anos. A notícia foi anunciada por sua filha, a novelista Margareth Boury. Diretor que disputa com Daniel Filho o título de mais importante da TV brasileira, Boury foi revolucionário, responsável por clássicos como “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra”, além da série “Sítio do Picapau Amarelo” na Globo, sem esquecer os maiores sucessos da História do SBT. Ele começou a carreira como fotógrafo, clicando atores na TV Tupi, para que pudessem se ver em cena nos teleteatros ao vivo, no começo da TV – quando ainda não havia videotape. Em pouco tempo, trocou esse emprego pelo de cameraman. Foi nessa função que assinou contrato com a TV Excelsior, onde iniciou sua trajetória atrás da câmera de “A Outra Face de Anita” (1964). Na Excelsior, Boury participou da implantação das primeiras novelas diárias no país, virou diretor e ainda dirigiu a maior quantidade de episódios de uma mesma novela na TV brasileira: “Redenção” (1966), que durou 596 capítulos. Ele quase quebrou seu recorde muitas décadas depois, ao gravar 523 episódios de “Chiquititas” – a maior novela de todos os tempos, com mais de 800 episódios. Com o fechamento da Excelsior, o diretor foi contratado pela Globo em 1970 e colocado à frente do projeto mais ousado da emissora até aquele momento: “Irmãos Coragem”, de Janete Clair, que marcou a teledramaturgia com sua história de aventura, romance e barbárie no garimpo, em clima de Velho Oeste. Os papéis principais, como os irmãos do título, consagraram os atores Tarcisio Meira, Claudio Marzo e Cláudio Cavalcanti. Boury também foi responsável por “Minha Doce Namorada” (1971), que rendeu o apelido de “namoradinha do Brasil” a Regina Duarte, e “Selva de Pedra” (1972), primeira novela da História a atingir 100% de audiência, segundo medição da época. Após a consagração no horário nobre das novelas, ele ajudou a estabelecer a faixa das 18h da Globo, assinando “Bicho do Mato” (1972) e “A Patota” (1973), respectivamente segunda e terceira novela exibidas na nova linha de programação. Em seguida, assumiu o controle das produções das 19h, começando por “Supermanoela” (1974), que projetou Marília Pêra no papel-título, e pela hilária “Corrida do Ouro” (1975), que encontrou o tom de humor da faixa. Nessa pegada, fez igualmente “Chega Mais” e “Plumas & Paetês” (ambas em 1980). O diretor também foi pioneiro da dramaturgia infantil da Globo, com o lançamento da série “Shazan, Xerife & Cia.” em 1972, seguida pelo grande sucesso do “Sítio do Picapau Amarelo” em 1977. Na Globo, ainda comandou o programa Caso Verdade (1982-1986), a premiada minissérie “O Primo Basílio” (1988) e novelas das oito famosas como “Sol de Verão” (1982), “Tieta” (1989), “Meu Bem, Mel Mal” (1990) e o remake de “Irmãos Coragem” (1995). Apesar dessa trajetória, acabou na geladeira da emissora, de onde saiu para reinventar sua carreira com novos feitos históricos, a começar pela direção da primeira novela da TV angolana, “Minha Terra, Minha Mãe”, em 2009. Em 2011, assinou com o SBT para comandar “Amor e Revolução”, e mais uma vez fez História, ao gravar o primeiro beijo gay de uma novela brasileira. No ano seguinte, assumiu a direção de dramaturgia da emissora e transformou o SBT numa fábrica de sucessos infantis, assinando mais de 1,5 mil capítulos entre as produções de “Carrossel” (2012-2013), “Chiquititas” (2013-2015), “Cúmplices de um Resgate” (2015-2016) e “As Aventuras de Poliana” (2018-2020), seu último trabalho. Intérprete de Poliana, a atriz Sophia Valverde publicou um longo texto nas redes sociais, emocionada com a morte do diretor, com quem criou uma relação muito próxima. “Eu amava ele porque ele era um diretor incrível, uma pessoa maravilhosa, estava sempre pronto a me escutar quando eu precisasse e me ensinou muito! No nosso último encontro, que foi na pizzaria, ele me fez chorar com as palavras que disse pra mim, sempre com muito carinho, ele me orientava para tentar sempre ser uma atriz melhor”, declarou ela.  Larissa Manoela também celebrou a parceria com o diretor nas redes. “Grande mestre! Meu diretor de 3 das novelas que fiz. Seu legado será mantido, seus ensinamentos levados adiante e toda sua genialidade guardada em minha memória porque só quem teve a honra de ser dirigida por Reynaldo Boury sabe o quanto ele realmente era genial”, disse.

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    Globo dispensa autores das novelas “A Lei do Amor” e “Orgulho e Paixão”

    20 de dezembro de 2022 /

    Dois autoras famosos de novelas da Globo, Maria Adelaide Amaral e Marcos Bernstein não tiveram seus contrato renovados com a emissora e estão livres no mercado. Na Globo há 32 anos, Adelaide escreveu algumas das melhores minisséries da empresa – “A Muralha”, “Os Maias”, “JK” e “Dalva e Herivelto”, entre outras – e novelas de sucesso, como “Meu Bem, Meu Mal” e “O Mapa da Mina”, em parceria com Cassiano Gabus Mendes, e “Deus Nos Acuda”, com Silvio de Abreu. O último trabalho dela na emissora foi “A Lei do Amor”, exibida de outubro de 2016 a março de 2017. Desde então, ela não conseguiu emplacar mais nenhum projeto. Segundo desabafou à imprensa, isso a fez perceber que “estava claro que eu não tinha lugar lá”. Já Bernstein foi autor das novelas “Orgulho e Paixão” e “Além do Horizonte”, além de ter escrito, com João Emanuel Carneiro, a série “A Cura”. Ele também é roteirista e diretor de cinema. Entre seus textos mais famosos estão sucessos como “Central do Brasil” (1998), “Faroeste Caboclo” (2013) e “Pequeno Segredo” (2016). Seu novo longa como diretor, “O Amor dá Voltas”, estreia nesta quinta (22/12) nos cinemas brasileiros. A Globo justificou as dispensas com a nova diretriz de contratos por obra, que vem adotando nos últimos meses. A emissora ressaltou que a não renovação não significa que a parceria está encerrada. “Ao contrário, o novo modelo de gestão permite que essa parceria seja renovada em muitos outros formatos e projetos futuros. No caso de Maria Adelaide e Marcos Bernstein, eles têm abertas as portas da empresa para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, concluiu o comunicado.

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    Record TV dispensa atores após passar produção de novelas para Igreja Universal

    16 de dezembro de 2022 /

    Após entregar a produção de suas novelas para a Igreja Universal do Reino de Deus, a Record TV deu início ao desmonte de seu núcleo de teledramaturgia, com a dispensa de vários atores. A estratégia é similar à iniciativa adotada pela Globo, de encerrar contratos exclusivos e contratar elenco apenas por obra determinada. Mas há uma diferença. Quem passará a contratar agora não será a emissora, mas a Igreja. A Record vai comprar os produtos prontos. A lista de corte inclui alguns atores renomados, como Adriana Garambone e Fernando Pavão, que estiveram em sucessos recentes do canal, além dos veteranos Beth Goulart, Emilio Orciollo Netto e Giuseppe Oristânio. “É isso mesmo. Eu tinha contrato até abril, mas acertamos amigavelmente a rescisão”, contou Fernando Pavão ao F5. Com isso, os atores ficam disponíveis no mercado, para participar de produções de outros canais e plataformas de streaming. Todos eles também poderão ser aproveitados em novas produções da emissora, que devem continuar a cargo da produtora Casablanca, responsável na prática pelas novelas e séries da Record.

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  • TV

    Novelas da Record passarão a ser produzidas pela Igreja Universal

    15 de dezembro de 2022 /

    Além de realizar cultos religiosos, a Igreja Universal do Reino de Deus também vai passar a produzir novelas. A partir de janeiro, a igreja de Edir Macedo assumirá a produção das novelas da Record TV. Na prática, muda pouca coisa, já que a maioria das produções do canal são religiosas, visto que Macedo também é dono da Record, e seguirão produzidas sob a supervisão de Cristiane Cardoso, filha do bispo. Atores, diretores e técnicos também continuarão sendo os mesmos, assim como a produção terceirizada, a cargo da Casablanca, em estúdios do Rio de Janeiro. A mudança é motivado por um critérios contábeis, transformando a emissora de produtora em compradora de capítulos prontos. Assim, a Record passará a pagar um preço fixo pelos capítulos. Se o orçamento estourar, o prejuízo é da igreja. Com isso, a emissora reduz custos e tem a expectativa voltar a registrar lucro. Mas, por outro lado, anunciantes podem rejeitar associarem-se a produtos com a marca da Igreja Universal. A primeira produção dentro desse modelo será a 6ª temporada de “Reis”.

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    Sílvio de Abreu vai gerir núcleo de novelas na HBO Max

    29 de outubro de 2021 /

    A HBO Max anunciou a criação de um núcleo de desenvolvimento de “telesséries” para a América Latina, comandado pela chefe de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America, Mônica Albuquerque, e supervisionado por ninguém menos que Silvio de Abreu, ex-diretor do departamento de Dramaturgia da Globo e autor de filmes e novelas bem-sucedidas. O comunicado também faz uma descrição curiosa do que são essas “telesséries” que Sílvio de Abreu vai ajudar desenvolver. “É um formato que representa muito a criação artística da América Latina”, segundo Tomás Yankelevich, Chief Content Officer da WarnerMedia Latin America, que em seguida diferencia “telesseries” das séries americanas. “Nossa dramaturgia tem muito para compartilhar com o mundo. E nos últimos anos, com o desenvolvimento das séries americanas, assistimos claramente a busca pelo arco longo, tão característico dos folhetins que já habitavam as telas da América Latina há muito tempo”, completou. O que a HBO Max está anunciando, sem assumir, é que vai fazer novelas! Novelas “com cerca de 50 capítulos, trazendo conteúdo de ficção em formato híbrido que combina a base do melodrama com o ritmo de série”, descreve o texto. “As telesséries [leia-se novelas] têm o objetivo de se conectar de forma única à audiência brasileira e de toda região que tanto vibra, torce e se emociona com histórias nesse formato [isto é, com novelas]”. 50 episódios é justamente a duração da primeira novela de streaming da Globo, “Verdades Secretas 2”. Na nova função, descrita em comunicado como “showrunner”, Silvio de Abreu trabalhará em contato com autores e diretores de novos projetos do gênero na plataforma. “Estou muito feliz com esta nova caminhada e já me sinto em casa com um time tão competente, que já tive o prazer de conhecer em outras oportunidades. Criar narrativas e trazer temas relevantes que façam com que a audiência se envolva, se identifique e gere impacto na sociedade são combustíveis para este desafio que, tenho certeza, vai render muitos projetos incríveis”, afirmou o profissional. Dos filmes da pornochanchada dos anos 1970 à carreira televisiva, Sílvio de Abreu trilhou vários estilos, que se refletiram na versatilidade de suas novelas, como “Guerra dos Sexos” (1983), “Rainha da Sucata” (1990) e “A Próxima Vítima” (1995). A carreira executiva, porém, é bem mais recente. Ele se tornou Diretor de Dramaturgia da Globo em 2015, e neste cargo ajudou a revelar mais de 20 novos autores, abrindo espaço para novas ideias e formatos. O lançamento do núcleo de desenvolvimento da HBO Max faz parte de um projeto para lançar 100 novas produções latino-americanas até 2023. Todos esses novos títulos serão disponibilizados com exclusividade pela plataforma sob a marca Max Originals.

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    Suely Franco sai de apartamento por não conseguir pagar condomínio

    18 de abril de 2021 /

    Sem contrato com a Globo, a atriz Suely Franco, de 81 anos, que atuou em mais de 30 novelas da emissora, não conseguiu pagar o condomínio do apartamento onde morava e teve que se mudar. A intérprete de Marlene de “A Dona do Pedaço” (2019) revelou, em nota enviada à coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, que estava morando num apartamento localizado no bairro do Catete, zona sul do Rio de Janeiro, porque tinha problemas no joelho, o que a fez sair de sua casa com escadas. Sem trabalhos, porém, ela não teve como sustentar o imóvel e voltou ao antigo endereço, Onde sofre com escadas. No relato, ela explicou: “Tenho problemas no joelho e precisei sair da minha casa por conta das escadas. Aluguei um apartamento no Catete, porém tive de retornar ao antigo endereço por não conseguir pagar o condomínio. Apesar de ter participado de duas leituras online de um espetáculo contemplado pela Lei Aldir Blanc, estou me mantendo graças a algumas economias de uma vida dedicada à arte. Hoje estou isolada, já tomei a primeira dose da vacina e aguardo a segunda dose em maio, esperando dias melhores com a retomada das nossas atividades”. Ela contou que o fechamento dos teatros, por conta da pandemia, dificultou a possibilidade de encontrar trabalho para bancar suas despesas. “O teatro representa a minha vida, meu coração, meus pulmões. Sem ele, não há vida, fica tudo muito difícil. Eu sinto falta do público, dos aplausos e dos companheiros das coxias. Ficar sem subir num palco é a morte em vida. Eu não sou contratada de nenhuma emissora e dependo do teatro para meu sustento”, escreveu.

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