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  • Série

    Rede ABC renova cinco séries de comédia

    11 de maio de 2018 /

    A rede ABC anunciou a renovação de cinco séries de comédia sobre famílias modernas: “Black-ish”, “Fresh Off the Boat”, “Speechless”, “American Housewife” e “Splitting Up Together”. Elas se juntam a “Modern Family”, que chegará à sua 10ª e possivelmente última temporada no canal. O quarteto renovado tem famílias de várias configurações, inclusive de pais separados, caso de “Splitting Up Together”, a caçula da turma. Lançada em março deste ano, a série marca a volta de Jenna Fischer aos sitcoms, após marcar época como a recepcionista Pam, de “The Office”. Na trama, ela e o marido (Oliver Hudson, de “Rules of Engagement”) resolvem se separar, mas sem se separar de verdade, já que também decidem continuar a morar juntos, para acomodar suas finanças e a criação dos filhos. Após seis episódios, a atração desenvolvida por Emily Kapnek (criadora de “Suburgatory”) foi aprovada com uma média de 4,4 milhões de telespectadores e 1,3 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Já “Speechless” e “American Housewife” vão chegar aos seus terceiros anos, após desempenhos similares – respectivamente: 4,3 milhões e 1,1 ponto, e 4,5 milhões e 1,2 ponto. Criada por Scott Silveri (criador de “Joey”, “Perfect Couples” e “Go On”), “Speachless” tem o diferencial de lidar com a família de um adolescente cadeirante. A atração é estrelada por Minnie Driver (“Dou-lhes Um Ano”) como Maya, uma mãe apaixonada por seu marido e os três filhos pré-adolescentes, um deles com necessidades especiais. O elenco também inclui Cedric Yarbrough (“Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor”) como o cuidador do menino, cuja presença na trama evoca imediatamente o filme francês “Intocáveis” (2011). “American Housewife” é uma criação de Sarah Dunn (roteirista da clássica “Spin City”) e gira em torno da mãe vivida por Katy Mixon (série “Mike & Molly”). Sua personagem é Katie, que também é mãe de três crianças complicadas e sofre com seu temperamento forte, enquanto tenta criar sua família normal de classe média em uma cidade rica, repleta de esposas perfeitas e filhos ideais. Única série sobre família asiática na TV americana – e a primeira com protagonistas asiáticos da TV aberta desde 1994 – , “Fresh off the Boat” vai chegar a sua 5ª temporada com a menor audiência da turma – 3,8 milhões de telespectadores e 1 ponto na demo. Criada por Nahnatchka Khan (série “Apartment 23”), a trama é inspirada no livro de memórias do chef Eddie Huang e investe no tom nostálgico, ao estilo de “Todo Mundo Odeia o Cris”, “Os Goldbergs” e “Anos Incríveis”. Passada nos anos 1990, conta como a família taiwanesa do menino Eddie se adapta ao choque cultural de morar em Orlando, na Flórida. O elenco é encabeçado por Randall Park (que estará em “Homem Formiga e a Vespa”) e Constance Wu (que estará em “Podres de Ricos”), e a produção conta com o cineasta Jake Kasdan (do fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). “Black-ish” também chega na 5ª temporada, mas em meio a muitas tensões nos bastidores. Seu criador, Kenya Barris (autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”), estaria ensaiando trocar a TV pelo streaming, após ter se desentendido publicamente com o canal. No mês passado, a ABC vetou a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas” com Barris. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordamos em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Além disso, a rede não tem apostado em novas criações do roteirista, tendo recusado “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que implodiu após o ator desistir do projeto. Assistida por 4,2 milhões de telespectadores ao vivo, com 1,1 ponto na demo, “Black-ish” já foi mais popular, mas, em compensação, rende frutos para o ABC Studios, como o spin-off “Grown-ish”, exibido no canal pago Freeform – do mesmo conglomerado. A série tem seis indicações ao Emmy e Tracee Ellis Ross venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, por sua performance como a mãe sofredora da família Johnson.

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  • Série

    The Expanse é cancelada na 3ª temporada

    11 de maio de 2018 /

    O canal pago SyFy cancelou a série “The Expanse”. A 3ª temporada, que ainda está em sua reta inicial na TV americana, será a última da produção, considerada a mais cara do SyFy, graças a efeitos visuais cinematográficos. Mas “The Expanse” não era apenas visualmente deslumbrante. Seu universo, com inúmeros personagens e diferentes alianças, foi construído de forma paciente e complexa, como apenas a literatura costuma realizar – por isso, era considerada um “Game of Thrones” espacial. Não por acaso, a atração era baseada numa franquia literária: “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey. E embora os episódios atuais pareçam apontar para a resolução da trama, eles adaptam apenas o segundo volume de um total de seis livros. Logicamente, havia planos para continuar a série. Tanto que os diretores da produtora Alcon Entertainment anunciaram que pretendem buscar um novo canal/plataforma para a produção. A série é distribuída internacionalmente pela Netflix. “Estamos muito desapontados que a série não vá voltar para o Syfy”, disseram Andrew Kosove e Broderick Johnson em comunicado. “Respeitamos a decisão do Syfy de terminar esta parceria, mas dado o sucesso crítico e comercial da série, planejamos buscar outras oportunidades para essa incrível e original criação”. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e o cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre, falsamente creditado à Marte, e por um teste com arma biológica num asteroide habitado, ecoando uma conspiração interplanetária que pretende conduzir a uma guerra entre mundos. O elenco multinacional é encabeçado por Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (“Star Trek: Sem Fronteiras”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Frankie Adams (do vindouro “Máquinas Mortais”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Além deles, a 3ª temporada ainda acrescentou a Elizabeth Mitchell (das séries “Lost” e “Revolution”). Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido, especialmente entre a crítica, animou o Syfy a investir na sua continuação. A série foi cancelada ao atingir seu melhor momento. A 3ª temporada de “The Expanse” está com 100% de aprovação da crítica, na média do site Rotten Tomatoes. Entretanto, vinha registrando baixa audiência, com 570 mil telespectadores por episódio e média de 0,18 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Segundo o site Deadline, a decisão de cancelar a série não foi unânime. Mas o SyFy preferiu apostar em outro grande investimento com trama espacial para a próxima temporada: “Nightflyers”, baseada na obra do escritor George R.R. Martin (autor que inspirou “Game of Thrones”).

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  • Série

    Atriz de Haters Back Off terá papel importante na 3ª temporada de Strangers Things

    11 de maio de 2018 /

    A atriz Francesca Reale (a Emily da série “Haters Back Off”) terá um papel importante da 3ª temporada de “Strangers Things”. Ela foi anunciada como Heather, uma salva-vidas popular na piscina comunitária de Hawkins, que se torna a peça central de um mistério sombrio. A nova temporada vai se passar um ano após os eventos dos últimos episódios e introduzirá novas forças do mal, mas os detalhes da trama estão sendo mantidos em sigilo. As gravações já começaram, mas ainda não há previsão para a estreia dos próximos capítulos.

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  • Série

    Kate Walsh entra na série baseada nos quadrinhos da Academia Umbrella

    11 de maio de 2018 /

    A atriz Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) entrou no elenco da série “The Umbrella Academy”, produção da Netflix baseada nos quadrinhos do cantor Gerard Way ilustrados pelo brasileiro Gabriel Bá. Walsh será “The Handler”, a líder elegante e confiante de uma empresa misteriosa e burocrática que está sempre pronta para administrar qualquer situação – mas é melhor não estar contra ela. Seu charme é sua maior força e ela o usa para completar os negócios de sua organização. Os quadrinhos de “A Academia Umbrella” acompanham um grupo de seis crianças com poderes especiais, que são adotadas pelo enigmático milionário Sir Reginald Hargreeves com o objetivo de crescerem como heróis. Várias décadas depois de se separarem, eles são convocados a se reunir para enfrentar um dos seus integrantes originais. O elenco de heróis inclui Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) como Vanya, Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”) como Luther, Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”) como Klaus, Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”) como Allison, David Castañeda (“Guerra dos Monstros”) no papel de Diego e o adolescente Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) como Número Cinco. A cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”) também faz parte da produção, como uma assassina que viaja no tempo. O roteiro do piloto foi escrito por Jeremy Slater, criador da série “The Exorcist”, e circulava atrás de interessados há pelo menos dois anos, até chegar na Netflix. Já o showrunner responsável será Steve Blackman (produtor-roteirista de “Fargo”), com produção da NBCUniversal. Com dez episódios, a série deve estrear ainda em 2018.

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  • Música

    Selena Gomez lança clipe de música inédita da trilha de 13 Reasons Why

    11 de maio de 2018 /

    A cantora Selena Gomez lançou uma nova canção emocional, “Back To You”, que fará parte da trilha da 2ª temporada de “13 Reasons Why”. A música ganhou clipe oficial e um lyric video, que combina a letra com cenas da atração. Para quem não sabe, Selena Gomez é uma das produtoras da série. A junção de imagens de Clay (Dylan Minnette) e Hannah (Katherine Langford), porém, não evita que os fãs de Selena relacionem a letra sobre iô-iô romântico ao relacionamento da cantora com Justin Bieber. Além dos dois vídeo de Selena, a Netflix divulgou seu próprio “clipe” com um trecho da canção para revelar que lançará o segundo volume da trilha da série no dia 18, mesmo dia da estreia da 2ª temporada na plataforma. Assim como o disco da 1ª temporada – que também tinha música exclusiva de Selena Gomez – , o lançamento chegará às lojas via gravadora Interscope Records. Outras faixas confirmadas incluem OneRepublic featuring Logic (“Start Again”), Billie Eilish featuring Khalid (“lovely”), YUNGBLUD featuring Charlotte Lawrence (“Falling Skies”), Lord Huron featuring Phoebe Bridgers (uma nova versão de “The Night We Met”) e Colouring (“Time”). E, como seu predecessor, o disco também trará clássicos dos anos 1980 – New Order, Echo & The Bunnymen, Orchestral Manoeuvres In The Dark, Tears For Fears e Siouxsie and the Banshees. A trilha vai chegar nas lojas – digitais e físicas – no mesmo dia da estreia da 2ª temporada: na próxima sexta-feira, dia 18 de maio.

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  • Série

    Santa Clarita Diet é renovada para a 3ª terceira temporada

    9 de maio de 2018 /

    A Netflix anunciou nas redes sociais a renovação de “Santa Clarita Diet” para sua 3ª terceira temporada. Veja o post oficial abaixo. A série de comédia, em que Drew Barrymore vive uma mãe suburbana zumbi, voltará com mais 10 episódios em 2019. Criada por Victor Fresco (série “Better Off Ted”), “Santa Clarita Diet” acompanha um casal de corretores imobiliários que tem sua vida suburbana perfeita colocada em cheque por um vírus zumbi. Quando a mulher começa a manifestar desejos carnais, em mais de um sentido, o marido se esforça para manter as aparências. O elenco inclui Timothy Olyphant (série “Justified”) como o marido de Barrymore, além de Liv Hewson (série “Dramaworld”) como a filha do casal e Skyler Gisondo (“Férias Frustradas”) como o nerd adolescente que os ajuda a lidar com a transformação da mãe suburbana numa impiedosa canibal. A 2ª temporada foi disponibilizada em 23 de março. pic.twitter.com/TskYrLPt5T — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) May 8, 2018

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  • Série

    Trailer legendado de 13 Reasons Why mergulha no bullying e na escuridão

    8 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou novas fotos e o trailer legendado da 2ª temporada de “13 Reasons Why”. A prévia retoma o tema do teaser e dos pôsteres, anteriormente divulgados, em que fotos revelam segredos íntimos dos personagens e afirmam que Hannah (Katherine Langford) não foi a única vítima de bullying na escola. Paralelamente, há vislumbres de mais bullying e de uma campanha de difamação, culminando em ameaças de retaliação e vingança, com o protagonista Clay (Dylan Minnette) transtornado pela culpa – e assombrado por Hannah – a ponto de decidir fazer justiça com as próprias mãos e um revólver. Segundo a sinopse oficial, a 2ª temporada vai acompanhar “as consequências da morte de Hannah e a difícil jornada de nossos personagens rumo à recuperação. A escola Liberty se prepara para ir a julgamento, mas alguém quer impedir a todo custo que a verdade sobre a morte de Hannah venha à tona. Fotos ameaçadoras levam Clay e seus colegas à descoberta de um segredo terrível – e uma conspiração para encobri-lo”. Embora toda a história do livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que inspirou a atração, tenha sido contada na 1ª temporada, o próprio escritor encorajou o showrunner Brian Yorkey a continuar a série ao dizer que gostaria de ver uma 2ª temporada. Os novos episódios estreiam em 18 de maio na plataforma de streaming.

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  • Filme

    Festival de Cannes começa sob pressão do streaming e do empoderamento feminino

    8 de maio de 2018 /

    O Festival de Cannes 2018, que inicia nesta terça-feira (8/5), busca um equilíbrio impossível em meio a abalos tectônicos de velhos paradigmas, num período agitado de mudanças para o cinema mundial. Saudado por sua importância na revelação de grandes obras, que pautarão o olhar cinematográfico pelo resto do ano, o evento francês também enfrenta críticas por seu conservadorismo, ignorando demandas femininas e o avanço do streaming. Mas sua aposta para manter-se relevante é a mesma de sempre: a politização do evento. Os carros-chefes do festival desde ano não são obras de diretores hollywoodianos, mas de cineastas considerados prisioneiros políticos, o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov, que estão em prisão domiciliar em seus países. Ambos vão disputar a Palma de Ouro. O caso de Panahi é um fenômeno. Desde que foi preso e proibido de filmar, já rodou quatro longas, contando o atual “Three Faces”. Do mesmo modo, o evento se apresenta como aliado de um cineasta que enfrenta dificuldades legais para exibir seu filme, programando “The Man Who Killed Don Quixote” (O Homem que Matou Dom Quixote, em tradução literal), de Terry Gilliam, apesar da disputa jurídica que impede sua projeção – um conflito entre o diretor e o produtor, Paulo Branco, que exige o cancelamento da exibição. O mérito da questão está atualmente em análise pelos tribunais franceses. Em comunicado, o presidente do festival Pierre Lescure e o delegado geral Thierry Frémaux afirmaram que Cannes “respeitará a decisão” que será tomada pela Justiça “seja ela qual for”. Mas ressaltaram no texto seu compromisso com o cinema. Após citar que os advogados de Branco prometeram uma “derrota desonrosa” ao festival, afirmaram que a única derrota “seria ceder à ameaça”, reiterando que “os artistas necessitam mais que nunca que sejam defendidos, não atacados”. Para completar esse quadro, digamos, quixotesco, Cannes também decidiu suspender o veto ao cineasta dinamarquês Lars von Trier, que tinha sido considerado “persona non grata” no evento em 2011, após uma entrevista coletiva desastrosa, em que afirmou sentir simpatias por Hitler – num caso de dificuldade de expressão numa língua estrangeira, o inglês. A mensagem do evento é bastante clara. Mas sua defesa da luta de homens contra a opressão e a censura segue ignorando a luta das mulheres. Como já é praxe e nem inúmeros protestos e manifestos parecem modificar, filmes dirigidos por mulheres continuam a ser minoria absoluta no evento francês. Apenas três diretoras estão na disputa pelo principal prêmio: a francesa Eva Husson, a libanesa Nadine Labaki e a italiana Alice Rohrwacher. Diante desse quadro, os organizadores buscaram uma solução curiosa, aumentando a presença feminina no juri do evento – com a inclusão da diretora americana Ava DuVernay (“Uma Dobra no Tempo”), a cantora e compositora Khadja Nin, do Burundi, e as atrizes Kristen Stewart (“Personal Shopper”) e a francesa Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), D sob a presidência da australiana Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). Assim, mulheres poderão votar nos melhores candidatos homens, mais ou menos como acontece na política eleitoral. Obviamente, não se trata de solução alguma. E para adicionar injúria à falta de igualdade, o “perdão” a Lars Von Trier representa um tapa na cara do movimento #MeToo. Seu retorno acontece em meio a escândalos sexuais cometidos em seu estúdio e graves acusações de abusos, reveladas numa reportagem da revista The New Yorker e por uma denúncia da cantora Bjork, que contou detalhes das filmagens de “Dançando no Escuro”, musical que rendeu justamente a Palma de Ouro ao diretor no festival de 2000. Bjork relatou nas redes sociais algumas das propostas indecentes que ouviu e as explosões de raiva do “dinarmaquês” (que ela não nomeia) por se recusar a ceder, enquanto a reportagem da New Yorker descortinou o “lado negro” da companhia de produção Zentropa, criada pelo diretor. Segundo a denúncia, Von Trier obrigava todos os empregados da Zentropa a se despirem na sua frente e nadar nus com ele e seu sócio, Peter Aalbaek Jensen, na piscina do estúdio. Em novembro, a polícia da Dinamarca iniciou uma investigação sobre denúncias de assédio na Zentropa. Entrevistadas pelo jornal dinamarquês Politiken, nove ex-funcionárias revelaram que pediram demissão por não aguentarem se submeter ao assédio sexual e bullying diários. Considerando que o próprio festival francês estabeleceu um “disque denúncia sexual” este ano, como reação tardia à denúncias de abusos cometidos durante eventos passados em Cannes, a decisão de “perdoar” Lars Von Trier sofre, no mínimo, de mau timing. Também há um componente de inadequação na disputa do festival com a Netflix. Afinal, não é a definição de “cinema” que está em jogo – filme é filme, independente de onde seja visto, a menos que se considere que a exibição do vencedor de uma Palma de Ouro na TV o transforme magicamente em algo diferente, como um telefilme. Trata-se, no fundo, na velha discussão da regulamentação/intervencionismo estatal. O parque exibidor francês conta com o apoio das leis mais protecionistas do mundo, que estabelecem que um filme só pode ser exibido em vídeo ou streaming na França três anos após passar nas salas de cinema do país – a chamada janela de exibição. Trata-se do modelo mais extremo da reserva de mercado – como comparação, a janela é de três meses nos Estados Unidos – , e ele entrou em choque com o outro extremo representado pela Netflix, que defende a janela zero, na qual um filme não precisa esperar nenhum dia de diferença entre a exibição no cinema e a disponibilização em streaming. No ano passado, Cannes ousou incluir dois filmes produzidos pela Netflix na disputa da Palma de Ouro, “Okja”, de Bong Joon-ho, e “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”, de Noah Baumbach. E sofreu enorme pressão dos exibidores, a ponto de ceder aos protestos, de forma oposta à valentia que demonstra para defender cineastas com problemas em outros países. Em entrevista coletiva do evento deste ano, Thierry Fremaux afirmou que a participação dos filmes da Netflix “causou enorme controvérsia ao redor do mundo”. Um grande exagero, já que a polêmica foi toda local. “No ano passado, quando selecionamos dois de seus filmes, achei que poderia convencer a Netflix a lançá-los nos cinemas. Eu fui presunçoso: eles se recusaram”, disse Fremaux. “As pessoas da Netflix adoraram o tapete vermelho e gostariam de nos mostrar mais filmes. Mas eles entenderam que sua intransigência em relação ao modelo (de negócios) colide com a nossa”. A Netflix poderia, no entanto, exibir filmes em sessões especiais do festival, fora da competição oficial, disse Fremaux. Ao que Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, retrucou: “Há um risco se seguirmos por esse caminho, de nossos cineastas serem tratados desrespeitosamente no festival. Eles definiram o tom. Não acho que será bom para nós participarmos”. Em jogo de cena, os organizadores de Cannes lamentaram a decisão da plataforma de streaming. E, ao fazer isso, assumiram considerar que os filmes da Netflix não são apenas filmes, mas filmes que poderiam fazer falta na programação do próprio festival. Ao mesmo tempo, a Netflix pretende adquirir as obras que se destacarem no evento. Já fez isso no passado, quando comprou “Divines”, vencedor da Câmera de Ouro, como melhor filme de diretor estreante no Festival de Cannes de 2016. E estaria atualmente negociando os direitos, simplesmente, do longa programado para abrir o evento deste ano, “Todos lo Saben”, novo drama do iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que é estrelado pelo casal espanhol Penélope Cruz e Javier Bardem, além do argentino Ricardo Darín. O resultado dessa disputa deixa claro que um festival internacional está sujeito a descobrir que o mundo ao seu redor é vastamente maior que interesses nacionais possam fazer supor. Mas não é necessariamente um bom resultado. Afinal, a política de aquisições da Netflix já corrói de forma irreversível o Festival de Sundance, com repercussões no próprio Oscar. Considere que o filme vencedor de Sundance no ano passado simplesmente sumiu na programação da Netflix, sem maiores consequências. E a concorrência com a plataforma fez a HBO tirar do Oscar 2019 o filme mais falado de Sundance neste ano, programando-o para a televisão. Assim, a recusa “pro forma” de Cannes apenas demonstra seu descompasso com o mundo atual. Não é fechando a porta à Netflix que o streaming vai deixar de avançar. O cinema está numa encruzilhada. Enquanto se discute a defesa da arte e o pacto com o diabo, um trem avança contra os que estão parados. Fingir-se de morto não é mais tática aceitável. Olhar para trás é importante, como nos pôsteres do festival, que celebram a nostalgia, assim como olhar para os lados e, principalmente, para a frente. Este barulho ensurdecedor são os freios do trem. É bom que todos abram os olhos, se quiserem sobreviver.

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  • Série

    5ª temporada de Arrested Development ganha primeiro trailer legendado

    7 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou sete fotos, o pôster e o primeiro trailer legendado da 5ª temporada de “Arrested Development”. A prévia tem uma narração à moda antiga e cenário de sitcom, mas nem tudo está igual, como demonstram um cabelo platino, uma mão mecânica, uma campanha política e um escândalo varrido para baixo do tapete cenográfico. A nova temporada marca o 15º aniversário da série, que foi originalmente exibida de 2003 a 2006 na rede americana Fox, tendo conquistado uma farta coleção de prêmios e consagrando-se como uma das séries de comédia mais elogiadas pela crítica na década passada. Mesmo assim – e com um elenco de primeira – nunca conquistou grande audiência. Na verdade, a Fox ensaiou cancelá-la desde o final da 1ª temporada, mas os prêmios do Emmy e Globo de Ouro a mantiveram no ar por três anos. Fora do ar, virou cult. E acabou resgatada pela Netflix para uma 4ª temporada em 2013, seis anos após a exibição de seu último episódio na TV aberta americana. A 5ª temporada, por sua vez, chega ao streaming após novo hiato de cinco anos. Os atores, porém, continuam juntos, como a família fictícia da trama, que perdeu tudo, graças às falcatruas de seu patriarca. Os novos episódios continuarão a história de Michael Bluth (Jason Bateman), seu filho George Michael (Michael Cera), dos pais George Bluth Sr. (Jeffrey Tambor) e Lucille (Jessica Walter), dos irmãos George Oscar Bluth II (Will Arnett), Buster Bluth (Tony Hale) e Lindsay Funke (Portia de Rossi), do cunhado Tobias (David Cross) e da sobrinha Maeby (Alia Shawkat). O elenco permanece inalterado – e unido – , apesar do escândalo sexual que levou o veterano Jeffrey Tambor a ser demitido da série “Transparent”, na Amazon, que lhe rendeu dois prêmios Emmy e um Globo de Ouro de Melhor Ator de Série de Comédia. Os novos episódios chegam ao streaming em 29 de maio.

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  • Série

    Trailer legendado da 2ª temporada de Luke Cage revela novo vilão superpoderoso

    7 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou o pôster nacional e o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “Luke Cage”. A prévia não mostra a participação de Danny Rand (Finn Jones), o Punho de Ferro, antecipada em fotos oficiais, nem a mafiosa Rosalie Carbone, supostamente grande vilã dos novos episódios, vivida por Annabella Sciorra (da série “Família Soprano”). Mas traz duas surpresas. A primeira é a participação de Reg E. Cathey (1958–2018) em seu último papel, como pai de Luke Cage (Mike Colter). Sua voz imponente narra o vídeo e ele aparece ao final. A segunda é o novo vilão da trama, tão poderoso que é capaz de nocautear até o indestrutível protagonista. Trata-se do Bushmaster, que não teve seu nome traduzido, apesar de ser conhecido nos quadrinhos nacionais como Cobra Venenosa. Ele é interpretado por Mustafa Shakir (da série “The Night Of”). O trailer não deixa claro qual dos irmãos McIver é este Bushmaster/Cobra Venenosa, já que os dois adotaram o mesmo nome ao entrarem no crime. Nos quadrinhos, é o mais velho, John McIver, o primeiro Cobra Venenosa, que se envolve com Luke Cage, Punho de Ferro, Misty Knight e até Claire Temple, todos presentes na 2ª temporada da série – as duas últimas vividas por Simone Missick e Rosario Dawson. Esta versão do personagem foi introduzida nos quadrinhos do Homem de Ferro em 1977, criada pela dupla dinâmica Chris Claremont e John Byrne. Os novos episódios ainda vão trazer Sombra da Noite, uma vilã clássica do Capitão América, criada em 1973 por Steve Englehart e Alan Weiss como uma cientista que transformava pessoas em lobisomens. Desde então, ela tem alternado aparições como antagonista e aliada de heróis como Luke Cage e o Pantera Negra. A personagem será interpretada por Gabrielle Dennis (da série “Rosewood”). Além destes antagonistas, Hernan “Shades” Alvarez (Theo Rossi) e Mariah Dillard (Alfre Woodard) ainda continuam na trama. A 2ª temporada de “Luke Cage” estreia em 22 de junho.

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  • Filme

    Nada a Perder vira o filme com mais ingressos vendidos do cinema brasileiro

    7 de maio de 2018 /

    “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, virou a maior bilheteria do cinema brasileiro ao atingir a vendagem de 11,2M (milhões) de ingressos, segundo informações da produtora Paris Filmes. O longa dirigido por Alexandre Avancini superou o recorde de “Os Dez Mandamentos”, que tinha vendido 11,18M de ingressos em 2016. Os demais filmes que completam o Top 5 de todos os tempos no Brasil são “Tropa de Elite 2” (11,14M), “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7M) e “Minha Mãe É uma Peça 2” (9,3M). Antes mesmo de seu lançamento, em 29 de março, o longa já contava com 4 milhões de ingressos vendidos, garantindo o posto de maior bilheteria do ano. Entretanto, o filme não contabilizou toda essa mobilização na estreia. Apenas metade da pré-venda alegada foi contabilizada no primeiro fim de semana em cartaz – 2,1M de ingressos. Esta não foi a única controvérsia da produção. A diferença entre ingressos vendidos e ocupação de salas voltou a chamar atenção, como tinha acontecido anteriormente com “Os Dez Mandamentos”, que também foi um filme apoiado pela Igreja Universal. Segundo apurações feitas pelos jornais O Globo e Folha de São Paulo, além do portal UOL, apesar do grande número de ingressos vendidos, as sessões do filme contaram com um público muito abaixo do total comercializado. A Folha e o Globo visitaram sessões do filme e constataram que, apesar de todos os ingressos vendidos, algumas sessões estavam quase vazias ou com metade da ocupação. Em depoimento colhido pela imprensa, espectadores confirmaram que ganharam os ingressos da Igreja. Um repórter chegou a ganhar uma entrada na porta de um cinema. A Igreja Universal negou, por seu departamento de comunicação social, que estaria distribuindo ingressos para seus fiéis e chamou de “vergonhosa acusação” a suspeita sobre a bilheteria inflada de “Nada a Perder”. Entretanto, diante da controvérsia, mesmo tendo sido o filme que mais vendeu ingressos, não é possível afirmar que “Nada a Perder” seja o filme mais visto da História do cinema brasileiro.

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  • Série

    2ª temporada de 13 Reasons Why ganha 13 pôsteres de personagens

    6 de maio de 2018 /

    A Netflix divulgou 13 pôsteres dos personagens da 2ª temporada de “13 Reasons Why”. As imagens repetem o tema do teaser anteriormente divulgado, em que fotos revelam detalhes íntimos do personagem. A execução é intrigante, mas também anacrônica, uma vez que as fotos tem o formato de polaroids, uma opção incomum para a geração digital. De todo modo, o produtor Brian Yorker, showrunner da série, adiantou que fotos em polaroid serão elementos importantes para o desenvolvimento do mistério do novo ano, com foco principal no conteúdo dessas fotos, quem as deixou e quem as tirou. Segundo a sinopse oficial, a 2ª temporada vai acompanhar “as consequências da morte de Hannah (Katherine Langford) e a difícil jornada de nossos personagens rumo à recuperação. A escola Liberty se prepara para ir a julgamento, mas alguém quer impedir a todo custo que a verdade sobre a morte de Hannah venha à tona. Fotos ameaçadoras levam Clay (Dylan Minnette) e seus colegas à descoberta de um segredo terrível – e uma conspiração para encobri-lo”. Embora toda a história do livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que inspirou a atração, tenha sido contada na 1ª temporada, o próprio escritor encorajou Brian Yorkey a continuar a série ao dizer que gostaria de ver uma 2ª temporada. Os novos episódios estreiam em 18 de maio na plataforma de streaming.

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  • Série

    Série de Sabrina terá mesmo nome dos quadrinhos

    6 de maio de 2018 /

    É oficial: a nova série da bruxa adolescente Sabrina vai utilizar o mesmo título da publicação de quadrinhos em que se baseia. O showrunner Roberto Aguirre-Sacasa confirmou em sua conta no Instagram que a produção se chamará “Chilling Adventures of Sabrina” (Aventuras Arrepiantes de Sabrina, em tradução literal). A produção trocará o tom de comédia adolescente, geralmente associada à personagem, por uma estética de terror, algo que Roberto Aguirre-Sacasa, que era editor da Archie Comics, já tinha introduzido em algumas publicações de quadrinhos bem-sucedidas, como “Afterlife with Archie” e, justamente, “Chilling Adventures of Sabrina”. Assim, a série vai mostrar uma versão mais dark de Sabrina. Ou seja, mais “Buffy” que “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, a série da personagem dos anos 1990. Na trama, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. O elenco grandioso é encabeçado pela atriz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) no papel da aprendiz de feiticeira e inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série”Doctor Who”), Tati Gabrielle (da série “The 100”) e Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”). Na série, Aguirre-Sacasa trabalhará novamente com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger (que dirigiu o piloto de “Riverdale”). Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. A 1ª temporada terá 10 episódios e deve estrear no final de 2018. It’s official! “Chilling Adventures of Sabrina” is our title! Something wicked this way comes… ?#netflix Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras) em 2 de Mai, 2018 às 8:35 PDT

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