Netflix compra um dos cinemas mais famosos de Hollywood
É oficial: a Netflix é a nova proprietária do Egyptian Theatre, um dos “palácios de cinema” mais antigos de Hollywood. O preço de venda não foi divulgado, mas o acordo permite ao ex-proprietário, a American Cinematheque (Cinemateca Americana), continuar a programar o cinema histórico nos fins de semana, após a superação da pandemia de coronavírus. Localizado no coração de Hollywood, mais exatamente no número 6706 da Hollywood Boulevard, o cinema foi inaugurado em 1922 e serviu de palco para a primeira première hollywoodiana, com o lançamento de “Robin Hood” (1922), estrelada por Douglas Fairbanks. Concebido pelo artista Sid Grauman e pelo desenvolvedor imobiliário Charles E. Toberman, o “cinema egípcio” acabou servindo de modelo para o lançamento do “cinema chinês” na mesma avenida. Inaugurado por Grauman em 1928, o Chinese Theater acabou se tornando mais popular, graças à sua calçada com a impressão de mãos e pés de astros famosos – costume que teria começado por acidente durante a construção. O Egyptian Theatre foi adquirido pela organização cultural American Cinematheque em 1998, após passar seis anos fechado durante um período de decadência da região de Hollywood. Há uma ironia na aquisição, porque ao restaurar o cinema nos anos 1990, a Cinematheque dividiu a grande sala original em duas, batizando o espaço menor de sala Steven Spielberg. É o nome do célebre diretor que se manifestou contra a participação dos filmes da Netflix na disputa pelo Oscar deste ano. A Netflix pretende agora usar o local para realizar as premières dos filmes que pretende lançar na disputa das próximas edições do Oscar. Por sinal, a ideia de comprar o Egyptian surgiu, justamente, da experiência positiva da plataforma com a première de “Roma” no local. O filme de Alfonso Cuarón acabou vencendo quatro Oscars – o fato que teria incomodado Spielberg. Além das premières, a Netflix vai programar exibições e eventos especiais, de segunda a quinta, em seu espaço físico. “A American Cinematheque teve a honra de trazer de volta à vida Egyptian Theatre em 1998, e, juntamente com a Netflix, estamos entusiasmados em continuar essa administração, restaurando-a mais uma vez para uma nova geração de fãs de cinema assistirem filmes na tela grande”, disse o presidente da American Cinematheque, Rick Nicita, em comunicado sobre o negócio. A venda levou mais de um ano para ser finalizada, pois a Cinematheque é uma organização sem fins lucrativos, que comprou o marco histórico por um preço simbólico (US$ 1) da agora extinta Autoridade de Reconstrução de Los Angeles. Posteriormente, a organização investiu quase US$ 13 milhões para restaurar o antigo palácio do cinema. “O amor pelo cinema é inseparável da história e da identidade de Los Angeles”, acrescentou o prefeito Eric Garcetti, em nota oficial. “Estamos trabalhando para o dia em que o público possa retornar aos cinemas – e essa parceria extraordinária preservará uma parte importante de nossa herança cultural que poderá ser compartilhada nos próximos anos.” Além de assumir a programação dos dias de semana, a Netflix investirá na renovação do espaço exibidor. “O Egyptian Theatre é uma parte incrível da história de Hollywood e é apreciado pela comunidade cinematográfica de Los Angeles há quase um século”, disse Scott Stuber, chefe da divisão de filmes da Netflix. “Estamos ansiosos para expandir sua programação de maneiras que beneficiem tanto os amantes do cinema quanto a comunidade de Hollywood”.
Curon: Netflix revela trailer legendado de nova série italiana de terror
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Curon”, nova série italiana da plataforma, que abraça o terror sobrenatural. A pandemia de coronavírus tem feito a Netflix dar mais atenção a seu material internacional. Muitas séries excelentes, como a francesa “Marianne”, foram canceladas sem nem sequer receber divulgação no Brasil. A mudança de tratamento, com diversos vídeos legendados, já se refletiu na renovação em tempo recorde da série mexicana “Control Z”. Na nova série, uma mãe retorna com os filhos adolescentes à cidadezinha em que nasceu e percebe que nem tudo é tão tranquilo quanto parece. Quando os sinos da velha igreja tocam, sentimentos reprimidos vêm à tona. “Curon” tem entre seus criadores o roteirista Ezio Abbate, que criou “Suburra” e o atual sucesso britânico “Devils” (lançamento do canal pago Sky), e seu elenco traz Valeria Bilello (“Apenas uma Chance”), Luca Lionello (o Judas de “A Paixão de Cristo”, de Scorsese), Alessandro Tedeschi (“Nada Santo”), Max Malatesta (“Uma Vida Oculta”), Maximilian Dirr (“Sobidor”), Anna Ferzetti (“Anna e as Cores da Vida”) e Federico Russo (“Don Matteo”). A estreia está marcada para 10 de junho em streaming.
Netflix renova Control Z em tempo recorde
A Netflix anunciou a renovação de “Control Z” para a 2ª temporada em tempo recorde. Para ressaltar a rapidez, a empresa reuniu o elenco numa videochamada e registrou a reação de surpresa dos atores, que ainda estavam em clima de divulgação da temporada inaugural. O vídeo do anúncio foi divulgado no YouTube e nas redes sociais. Veja abaixo. A série mexicana é uma das produções de mistério colegial lançadas após o sucesso da espanhola “Elite” na plataforma, e foi lançada há apenas uma semana, no dia 22 de maio. Com ingredientes que lembram “Gossip Girl” e “Pretty Little Liars”, além do recente filme “País da Violência” (Assassination Nation), a trama gira em torno de segredos escandalosos revelados por um hacker anônimo. Os alvos são os alunos mais populares do Colégio Nacional. Mas é uma estudante reclusa quem demonstra mais interesse em descobrir o culpado, se não for ela própria a responsável pela campanha de difamação. A série foi criada por Carlos Quintanilla (“Mujeres Asesinas”), Adriana Pelusi (“O Casamento da Vovó”) e Miguel García Moreno (“La Candidata”). O elenco inclui Ana Valeria Becerril (“Muerte al Verano”), Xabiani Ponce de León (“Violetta”), Michael Ronda (“Sou Luna”), Lidia San José (“Luis Miguel: The Series”), Paulina Castro (“A Casa das Flores”), Andres Baida (“Los Elegidos”) e Mauro Sanchez Navarro (“Atrapada”).
Tom Ellis fecha acordo para estrelar 6ª temporada de Lucifer
Tom Ellis assinou o contrato para voltar ao papel principal de “Lucifer”, afirmou nesta sexta (29/5) o site americano Deadline. Era o “detalhe” que faltava para a Netflix anunciar a renovação da série para sua 6ª temporada, revertendo o cancelamento comunicado no ano passado. O arrependimento bateu forte e a plataforma iniciou discussões sobre a retomada da série no começo de 2020. Mas após fechar com a produtora WBTV (Warner Bros. Television), os showrunners e os coadjuvantes, as negociações empacaram na decisão de Ellis de só voltar à série se recebesse mais. Muito mais. Segundo apurou o site TVLine em abril, o intérprete de Lucifer não aceitou os valores apresentados pelo estúdio e as negociações chegaram num impasse. Como Ellis assinou acordo para produção da 6ª temporada, deixando o acerto financeiro para depois, a WBTV (Warner Bros Television) decidiu cessar as ofertas de aumento. Caso ele se recusasse a gravar, poderia ser processado por quebra de contrato. Mas o estúdio prefere realizar a série em vez de processar o ator. Por conta disso, já tinha oferecido um aumento de remuneração, que foi considerado baixo por Ellis e seus representantes. Agora, depois de um mês de negociações, Tom Ellis, WBTV e Netflix teriam fechado um acordo. Com o ator de volta – e com todo o restante do elenco disposto a retornar -, a 6ª temporada de “Lucifer” pode enfim acontecer. Só falta mesmo o anúncio oficial, que a Netflix não deve ter pressa para fazer. Afinal, a plataforma ainda nem programou a estreia da 5ª temporada, que será exibida em duas partes, apesar de já estar inteiramente gravada. Como a série deveria acabar na 5ª temporada, o último episódio gravado foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de Lucifer, a última briga com o pai”. Os produtores conceberam a season finale como series finale, porque o cancelamento foi anunciado com muita antecedência, em junho do ano passado. Originalmente concebida com 10 episódios, a 5ª temporada acabou recebendo até autorização para produzir seis capítulos extras, justamente para terminar a trama da atração. Mas o equívoco dessa antecipação tornou-se evidente diante do aumento do interesse gerado pela aparição especial de Lúcifer (Tom Ellis) no crossover “Crise nas Infinitas Terras” na TV aberta americana. A confirmação da 6ª temporada representa a segunda vez que “Lucifer” escapa do inferno das séries, também conhecido como cancelamento. “Lucifer” sobreviveu ao cancelamento original na Fox, após três temporadas transmitidas na TV aberta. Percebendo a grande campanha na internet pelo salvamento da série, a Netflix comprou os direitos de exibição e produziu a 4ª temporada. Junto com a renovação para o quinto ano, a plataforma anunciou também que os próximos episódios seriam os últimos produzidos. E a showrunner Ildy Modrovich tratou de acalmar os fãs revoltados, avisando que, daquela vez, o cancelamento era irreversível e que “uma luta não mudaria as coisas”, já que não existia a possibilidade de “Lucifer” ganhar uma 6ª temporada. Mas “Lucifer”, aparentemente, é imortal.
The Umbrella Academy: Coleção de pôsteres da 2ª temporada destaca heróis da série
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres da 2ª temporada de “Umbrella Academy”, destacando individualmente os heróis da série – com respectivos guarda-chuvas (umbrellas). Adaptação dos quadrinhos homônimos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá – publicados no país como “A Academia Umbrella” – , a série gira em torno de um grupo de jovens adotados por um milionário excêntrico ainda crianças, após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: a 1ª temporada revela que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e seu elenco de heróis inclui Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”), Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”), Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”), David Castañeda (“Guerra dos Monstros”), Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) e Justin H. Min (“Dating After College”). A 2ª temporada vai continuar a história do ponto em que parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo. A estreia está marcada para 31 de julho em streaming.
Apple negocia tirar Martin Scorsese da Netflix e produzir seu próximo filme
A Apple está disposta a tirar Martin Scorsese da Netflix, que lançou “O Irlandês” no ano passado. A plataforma de streaming Apple TV+ negocia virar a parceira comercial do diretor em seu próximo filme, “Killers of the Flower Moon”. Segundo a revista Variety, a gigante da informática abriu negociações avançadas com a Paramount para coproduzir e bancar o projeto, mas o estúdio quer manter os direitos de distribuição no cinema – um pedido também de Scorsese. A conferir. O filme é uma adaptação do livro “Assassinos da Lua das Flores: Petróleo, Morte e a Criação do FBI”, de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), e será o primeiro a juntar os dois atores mais importantes da carreira de Scorsese, Robert De Niro e Leonardo DiCaprio, que nunca tinham estrelado juntos um longa para o diretor. Adaptada pelo veterano roteirista Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”), a trama envolve o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. A Paramount buscou auxílio no universo do streaming para ajudar a bancar as filmagens, porque se trata de uma superprodução. Só os salários de Scorsese, DiCaprio e DeNiro corresponderiam a cerca de US$ 60 milhões. Embora o valor total do orçamento não tenha sido revelado, estima-se que ele possa sair mais caro que “O Irlandês”. Como sugestão de custo, a Netflix ofereceu US$ 220 milhões para produzir “Killers of the Flower Moon” e a Paramount achou pouco, buscando uma oferta superior na Apple. De acordo com a Variety, o negócio deve ser fechado nos próximos dias.
Space Force vira “série mais esperada há tempos” em novo vídeo da Netflix
A Netflix continua sua divulgação exaustiva de “Space Force” com um novo vídeo de bastidores legendado, que traz flagrantes explícitos de puxa-saquismo. O vídeo é uma coleção de elogios do elenco a Steve Carell, que pode ser resumido numa frase curta: “Steve Carell é legal”. Para elogiar Carell, a produção também contrabandeia declarações sobre a expectativa em torno da série, supostamente “a mais esperada há tempos”. Só que a cada novo vídeo divulgado – são muitos – , aparecem sempre as mesmas piadas, que na terceira ou quarta vez já não soam engraçadas. De fato, nem eram hilárias na primeira tentativa. Em relação à expectativa, a série volta a reunir o produtor-roteirista Greg Daniels, criador de “The Office”, com Carell, que foi justamente o astro de “The Office”. Os dois agora dividem a criação e a produção da nova atração, que, por sinal, é descrita como “‘The Office’ no espaço”. A trama foi inspirada num delírio do presidente americano Donald Trump, que em 2018 anunciou a criação de uma sexta divisão das Forças Armadas dos Estados Unidos: uma força militar espacial. Ninguém sabe como isso funcionaria, já que não existem naves ou caças espaciais no mundo real, e esta seria a graça da série. Na trama, Carell vive o general encarregado pelo governo para formar a tal Força Espacial, mas não sabe por onde começar. Ele é casado com Lisa Kudrow (“Friends”) e tem uma filha vivida por Diana Silvers (“Fora de Série”). O elenco também destaca John Malkovich (“The New Pope”) como um cientista, além de Noah Emmerich (“The Americans”), Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), Tawny Newsome (“Brockmire”), Alex Sparrow (“UnREAL”), Jimmy O. Yang (“Silicon Valley”), Jane Lynch (“Glee”) e o recém-falecido Fred Willard (“Modern Family”). “Space Force” tem previsão de estreia na sexta-feira (29/5) em streaming.
Reality Z: Série de zumbis com Sabrina Sato ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Reality Z”, série com Sabrina Sato, em que o cenário de um reality show vira o único refúgio seguro durante um apocalipse zumbi. O projeto foi anunciado pela própria Sabrina, na companhia do diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, em abril do ano passado. Mas a ideia não é nova. Trata-se, na verdade, de um remake de “Dead Set”, minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A diferença é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Como a marca Big Brother pertence à Globo, a série teve que criar outro reality de confinamento, chamado “Olimpo, a Casa dos Deuses”, em que os concorrentes se vestem como gregos antigos – embora o visual lembre mais orgias romanas. Isolada e autossustentável, a casa do reality logo se torna cobiçada para um punhado de pessoas que tenta escapar da pandemia zumbi no Rio de Janeiro. Mas enquanto o mundo acaba, os integrantes do reality seguem alheios ao que acontece do lado de fora, ignorando completamente o surto zumbi. Até ser tarde demais. Sabrina vive a apresentadora do reality, o que permite uma ligação tênue com o Big Brother Brasil, já que ela foi revelada no programa. O elenco inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação está a cargo de Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de assinar os roteiros com João Costa, vai compartilhar a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes. Com 10 episódios, a atração será lançada em 10 de junho.
Dark: Última temporada ganha teaser enigmático e data de estreia
A Netflix divulgou o teaser legendado da 3ª e última temporada de “Dark”, que anuncia a estreia dos episódios finais da série alemã para 27 de junho. A escolha da data não foi casual. Trata-se de um elemento importante na mitologia da série: o dia em que se inicia o evento apocalíptico que acomete a cidade fictícia de Winden. O teaser também é cheio de cenas enigmáticas, sugerindo situações que desafiam teorias sobre viagens no tempo, como as vistas na trilogia “De Volta ao Futuro”, ao juntar um menino, um adulto e um idoso que podem ou não ser a mesma pessoa, sem esquecer que Martha (Lisa Vicari) aparece com a mesma jaqueta amarela que marcou Jonas (Louis Hofmann) na 1ª temporada, como se tivesse se transformado nele. “Você entenderá tudo… quando for a hora”, diz a narração do vídeo. Ao menos, o mistério já tem data para ser resolvido. Uma das séries mais populares da Netflix, apesar de não ser falada em inglês, “Dark” venceu recentemente uma votação entre os usuários do site Rotten Tomatoes como a melhor produção original da plataforma, batendo “Black Mirror”, “Stranger Things” e “Peaky Blinders”.
Expresso do Amanhã chega na Netflix bem diferente do filme original
A Netflix começou a disponibilizar a série “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer) nesta segunda (25/5) no Brasil, mantendo a tradução do filme de 2013 em que se baseia. E o primeiro episódio já deixa claro que a versão em episódios é bem diferente do longa-metragem dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho, grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”. Assim como no filme estrelado por Chris Evans, Tilda Swinton e grande elenco, a trama se passa num mundo pós-apocalíptico, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa seu próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. Mas dentro do veículo há um sistema de classes sociais, que divide os passageiros entre os trabalhadores miseráveis que ficam nos últimos vagões e os privilegiados da Primeira Classe. A divisão acumula tensões e, inevitavelmente, deflagrará uma revolução. Mas a série, que já foi renovada para a 2ª temporada, não resolve isso de imediato e nem parece interessada em avançar a trama para ultrapassar a história do filme e contar o que acontece depois do final na tela grande. Em vez disso, suspende e estende o clima conflituoso para apresentar-se como um programa procedimental, em que o pós-apocalipse vira pano de fundo para uma investigação criminal. Antes da revolução, o protagonista Andre Layton (Daveed Diggs, da série “The Get Down”) é retirado do último vagão, onde ficam os pobres, por ordem de Melanie Cavill (Jennifer Connelly, de “Noé”), chefe de hospitalidade e assistente do misterioso Sr. Wilford, que criou e dirige o trem, mas – como no filme – nunca é visto. Ex-policial, Layton é incumbido de resolver um crime nos vagões da Primeira Classe. Um cadáver foi descoberto em um compartimento, e o assassinato precisa ser resolvido para a manutenção do status quo. A apropriação da premissa pós-apocalíptica para uma estrutura procedimental dividiu opiniões, rendendo uma nota mais baixa que o esperado no Rotten Tomatoes – 63% de aprovação para a estreia. Este resultado foi consequência da intervenção dos executivos da TNT na produção. Originalmente concebida para o canal pago TNT, a série foi criada há cinco anos por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da emissora sobre os rumos da atração, após gravar o piloto com o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”). O produtor acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e isso atrasou a estreia, já que o capítulo inicial foi reescrito e precisou ser inteiramente refilmado por outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. E só depois de muitas discussões, os demais episódios começaram a ser gravados. A TNT só aprovou a produção após o aspecto procedimental ser incluído na trama. A estreia aconteceu há oito dias (em 17/5) nos EUA, atraindo 3,3 milhões de telespectadores na transmissão dupla realizada pelos canais TNT e TBS. A audiência representou o maior público de estreia de série da TNT desde o lançamento de “The Alienist”, em 2018. Como dois episódios já foram exibidos nos EUA, a Netflix está disponibilizando os dois primeiros capítulos de uma vez no Brasil nesta segunda. Os demais chegarão na plataforma conforme forem transmitidos nos EUA, sempre às segundas, com um dia de diferença. Confira abaixo o trailer legendado do lançamento nacional de “Expresso do Amanhã” em streaming.
Space Force: Nova série da equipe de The Office ganha vídeo legendado de bastidores
A Netflix divulgou um vídeo legendado de bastidores de “Space Force”, que traz depoimentos dos criadores e do elenco sobre a trama e os personagens da nova série de comédia. A série volta a reunir o produtor-roteirista Greg Daniels, criador de “The Office”, com Steve Carell, que foi justamente o astro de “The Office”. Os dois agora dividem a criação e a produção da nova atração, que, por sinal, é descrita como “‘The Office’ no espaço”. A trama foi inspirada num delírio do presidente americano Donald Trump, que em 2018 anunciou a criação de uma sexta divisão das Forças Armadas dos Estados Unidos: uma força militar espacial. Ninguém sabe como isso funcionaria, já que não existem naves ou caças espaciais no mundo real, e esta seria a graça da série. Na trama, Carell vive o general encarregado pelo governo para formar a tal Força Espacial, mas não sabe por onde começar. Ele é casado com Lisa Kudrow (“Friends”) e tem uma filha vivida por Diana Silvers (“Fora de Série”). O elenco também destaca John Malkovich (“The New Pope”) como um cientista, além de Noah Emmerich (“The Americans”), Ben Schwartz (“Parks and Recreation”), Tawny Newsome (“Brockmire”), Alex Sparrow (“UnREAL”), Jimmy O. Yang (“Silicon Valley”), Jane Lynch (“Glee”) e o recém-falecido Fred Willard (“Modern Family”). “Space Force” tem previsão de estreia na sexta-feira (29/5) em streaming.
Netflix planeja gravar 3ª temporada de Sex Education em agosto
A Netflix está planejando retomar a produção de suas séries no Reino Unido, que, apesar de ultrapassar 40 mil falecimentos provocados pelo novo coronavírus, já começa a registrar diminuição de casos. Como o governo pretende reabrir escolas em junho, a plataforma já projeta para agosto a retomada da produção de sua série britânica de maior sucesso, “Sex Education”. Agosto é considerado ideal para as gravações, porque a série tem muitas cenas ao ar livre, e agosto tem dias mais longos, típicos do verão britânico, além de ensolarados. Apesar disso, o cronograma da 3ª temporada não é definitivo, já que a crise sanitária decorrente da pandemia mantém-se em desenvolvimento. O fato é que a Netflix e a produtora Eleven precisarão tomar uma decisão final sobre os planos relativos à “Sex Education” até junho, pois o programa demanda 10 semanas de pré-produção.
Elite é renovada e elenco já recebeu os roteiros da 4ª temporada
A Netflix confirmou a 4ª temporada da série espanhola “Elite”. A novidade foi anunciado pelo elenco da produção, num vídeo em que os atores confidenciaram já ter recebido os roteiros da 4ª temporada em suas casas, para ensaiar durante o isolamento social. Veja abaixo. O anúncio não deve ter pego os fãs mais informados de surpresa. O jornal El Español já tinha antecipado a renovação de “Elite” até a 5ª temporada. A continuidade da produção é motivada por sua popularidade. Segundo informações da própria plataforma, a 3ª temporada de Elite teria sido a série mais maratonada do mundo em março, quando chegou na Netflix, ficando na frente de “Friends”, “Riverdale” e “Grey’s Anatomy”. Não por acaso, a Netflix tem encomendado várias produções internacionais sobre crimes em escolas, tentando reproduzir o fenômeno – só nesta semana, lançou a sul-africana “Sangue e Água” e a mexicana “Control Z”.












