Ryan Reynolds fez 400 vídeos de agradecimentos para equipe de seu novo filme
Quando revelou ter encerrado as filmagens de “Red Notice”, nova comédia de ação da Netflix, Ryan Reynolds (o Deadpool) informou que, para realizar a produção, “mais de 300 almas” precisaram viver “em uma bolha”, afastados da família para evitar o contágio de coronavírus. “Esse sacrifício não é só deles, mas também de seus familiares, amigos e entes queridos que não os veem há meses”, ele acrescentou, num post feito há quase um mês no Instagram. O que o ator não disse – e que o site The Hollywood Reporter acaba de descobrir – é que ele gravou cerca de 400 vídeos para as famílias, amigos e entes queridos dos membros da equipe, que estavam “sequestrados” pela produção. Contatado pelo THR, Reynolds confirmou o gesto de gratidão e acrescentou que, para quem não tinha família, “fiz vídeos para os cães deles”. “O moral estava tão baixa porque todos estavam presos. Eles não podiam ir a lugar nenhum a não ser ao trabalho ou ao hotel. Em alguns casos, suas famílias estavam em casa a menos de um quilômetro de distância. Não consigo imaginar esse tipo de separação. ” Ele admite que filmar “Red Notice” foi um esforço exaustivo, mas “valeu cada segundo”. Assim que o filme terminou e todos estavam livres para voltar para casa, Reynolds ainda presenteou cada membro da equipe com uma garrafa de seu gin Aviation, junto com uma nota personalizada. “Excelente grupo de pessoas”, disse ele. “O que eles fizeram foi muito difícil.” Trama de perseguição de ladrão de arte internacional, “Red Notice” foi escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”) e também inclui em seu elenco Gal Gadot (a Mulher-Maravilha) e Dwayne Johnson (the Rock). O filme deve ser lançado em 2021 em streaming.
O Gambito da Rainha se torna a minissérie mais vista da Netflix
A Netflix anunciou nesta segunda (23/11) que “O Gambito da Rainha” estabeleceu um recorde de audiência entre suas minisséries. “Mais de 62 milhões de lares em todo o mundo assistiram a ‘O Gambito da Rainha’ em seus primeiros 28 dias. A minissérie chegou ao Top 10 de 92 países e foi número 1 em lugares como Reino Unido, Argentina e Israel”, informou a plataforma em suas redes sociais. Os números, claro, são inflacionados. O critério usado pela Netflix para definir a audiência de um programa é a soma de usuários que assistiu ao menos dois minutos de determinada produção. Isso significa, basicamente, que quem ver apenas os créditos de abertura de um episódio, sem precisar assistir nenhum segundo da parte roteirizada da produção, já é contabilizado como tendo visto a temporada completa. A justificativa da plataforma é que este critério foi adotado primeiro pelo YouTube. Só que o YouTube exibe basicamente vídeos curtos de até quatro minutos – de modo que 2 minutos podem representar 50% de uma obra completa neste caso, e não 0,05% de uma temporada. Como a Netflix não abre seus números para auditoria externa, o mercado precisa decidir se aceita – com cinismo – tudo o que a empresa informa. Apesar dessa polêmica comercial, o fato é que “O Gambito da Rainha” foi bastante comentada nas redes sociais e recebeu críticas elogiadíssimas. Trata-se de uma das raríssimas produções da Netflix com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, após 70 resenhas publicadas. A série foi desenvolvida por Scott Frank, roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”. Repetindo o trabalho realizado na minissérie “Godless”, ele assina como roteirista, diretor e produtor executivo da atração. Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, a produção de seis episódios retrata a vida de uma órfã que se torna prodígio do xadrez durante a Guerra Fria. A trama segue Beth Harmon dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. O papel principal é desempenhado por Anya Taylor-Joy (“Os Novos Mutantes”) e o elenco também inclui Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”), Bill Camp (“The Outsider”), Harry Melling (“Harry Potter”) e Chloe Pirrie (“Emma.”). Lembre abaixo o trailer oficial da atração. Há exatamente um mês viramos todos gambiters! Mais de 62 milhões de lares em todo o mundo assistiram a O Gambito da Rainha em seus primeiros 28 dias no meu site. A minissérie chegou ao Top 10 de 92 países e foi número 1 em lugares como Reino Unido, Argentina e Israel. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) November 23, 2020
Netflix anuncia contratação de Bruna Marquezine
A Netflix oficializou a contratação de Bruna Marquezine. Sem revelar qual será o primeiro projeto da atriz, a plataforma fez o anúncio com um vídeo que “coloca” a brasileira em algumas de suas principais produções, como “Dark”, “Gambito da Rainha” e “Elite”. Confira a rebatizada #BruFlix abaixo. Apesar da falta de detalhes, a atriz poderá ser vista em breve em pelos menos dois projetos da plataforma, um deles já completamente gravado. Ela estará em “Conquest”, série estrelada e produzida por Keanu Reeves (“John Wick”), que foi rodada em São Paulo e Santos com direção de Carl Rinsch (“47 Ronins”), e ainda não tem previsão de estreia. Além disso, vazamentos consistentes sugerem que ela deve fazer dobradinha com a melhor amiga Manu Gavassi no elenco de “Condom Ladies” (ou “Condom Lady” ou como quer que se chame), que também inclui Enzo Romani (“Me Chama de Bruna”), Sheron Menezzes (“Novo Mundo”) e Guilherme Winter (“Os Dez Mandamentos”). Mas, por enquanto, nada disso é oficial, porque, como demonstra o sigilo de seus números de audiência, a plataforma prefere manter muitas informações no escuro. Por sinal, o vídeo abaixo tem participações de Manu, referência a Bruno Gagliasso, outro ex-Globo contratado pela plataforma, além de incluir uma ligação de boas-vindas de Bobby Berk (“Queer Eye”) e uma divulgação paralela da nova série de Jorge Lopez (“Elite”) gravada no Brasil, “Temporada de Verão”. Não é só um sonho, gente. #BruFlix é real! Seja bem-vinda, @BruMarquezine 💘 pic.twitter.com/YhXlROvSXi — netflixbrasil (@NetflixBrasil) November 23, 2020
Netflix prepara série ambientada no universo da música sertaneja
Diante do sucesso de “Sintonia”, série que reflete o universo da música funk, a Netflix está planejando lançar outro drama brasileiro de temática musical. Segundo o colunista Fefito, a plataforma deve dar início em janeiro às gravações de uma atração ambientada em torno da indústria da música sertaneja. A série vai falar sobre música sertaneja e também mostrar os bastidores dessa indústria. Elenco e elenco já teriam sido escalados, apesar de ainda não terem sido anunciados. A produção estaria a cargo da produtora Coração da Selva, que tem em seu portfólio filmes como “Praia do Futuro”, “Chorar de Rir” e “Onde Está a Felicidade”. A Netflix deve divulgar maiores detalhes – na verdade, os primeiros detalhes oficiais – em breve. Vale lembrar que, em julho, a plataforma lançou sua primeira atração sertaneja, o documentário “Amor Sertanejo”, escrito e dirigido por Fabrício Bittar (“Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”) e com participação de Luan Santana, Naiara Azevedo, Chitãozinho e Xororó.
Ninguém Tá Olhando e Órfãos da Terra vencem o Emmy Internacional
A 48ª edição do Emmy Internacional, premiação voltada à produção televisiva mundial, consagrou em sua cerimônia de 2020, realizada nesta segunda (23/11) em Nova York, duas produções brasileiras: “Órfãos da Terra”, da TV Globo, venceu a categoria de Melhor Novela, enquanto a precocemente cancelada “Ninguém Tá Olhando”, da Netflix, foi eleita Melhor Série de Comédia. O cancelamento deixa a Netflix sem graça para comemorar a vitória, mas não seus criadores, o cineasta Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”, “Turma da Mônica: Laços”), que também dirigiu episódios da atração, Teodoro Poppovic (“3%”) e Carolina Markowicz (“O Órfão”). Lançada em novembro do ano passado, a série destacava em seu elenco Kéfera Buchmann (“Eu Sou Mais Eu”), mas tinha como protagonista Victor Lamoglia (“Socorro, Virei uma Garota!”), como o mais novo integrante de uma repartição celestial dos anjos da guarda. Ou melhor, Angelus, que usam camisa e gravata para trabalhar e proteger os humanos. A trama mostrava um Céu burocratizado e a rebelião do anjo vivido por Lamoglia, que decide ignorar as regras do trabalho, que considera arbitrárias, para ajudar mais humanos que o permitido, entre eles a cativante Miriam (Kéfera), o veterinário Sandro (Leandro Ramos) e Richard (Projota), um homem que teve o coração partido. E assim sua atitude acaba contagiando outros anjos – como Julia Rabelo (“Porta dos Fundos”), Danilo de Moura (“Sequestro Relâmpago”), Augusto Madeira (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e Telma Souza (“Ò Paí Ó”). Os produtores apostaram num elenco repleto de YouTubers – Kéfera Buchmann, Victor Lamoglia, Júlia Rabello e Leandro Ramos. Mas a Netflix não considerou que eles atraíam interesse suficiente para merecer investimento em sua continuação. Ao todo, o Brasil disputou sete prêmios no Emmy Internacional deste ano. Entre os cinco que bateram na trave, o destaque era Andréa Beltrão na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo em “Hebe – A Estrela do Brasil”, filme transformado em minissérie pela Globo. Mas a brasileira perdeu para uma veterana atriz britânica, Glenda Jackson, pelo telefilme “Elizabeth is Missing”. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, também perdeu a disputa de sua categoria. O vencedor foi o telefilme “Responsible Child”, que também rendeu o prêmio de Melhor Ator para o menino Billy Barratt, de 13 anos. Ele superou o brasileiro Raphael Logam, que concorria por seu trabalho em “Impuros”. Fechando a participação de brasileiros no Emmy Internacional 2020, “Refavela 40” disputou o troféu de Melhor Programa de Arte, mas quem levou foi o francês “Vertige de la Chute”, enquanto “Canta Comigo” perdeu para o australiano “Old People’s Home for 4 Year Olds” na lista da categoria Entretenimento não-roteirizado. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Série de Drama “Delhi Crime” – Índia Melhor Série de Comédia “Ninguém tá Olhando” – Brasil Melhor Filme para TV / Minissérie “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt em “Responsible Child” – Reino Unido Melhor Atriz Glenda Jackson em “Elizabeth is Missing” – Reino Unido Melhor Série Curta “#martyisdead” – República Tcheca Melhor Novela “Órfãos da Terra” – Brasil Melhor Documentário “For Sama” – Reino Unido Melhor Entretenimento Não-roteirizado “Old People’s Home for 4 Year Olds” – Austrália Melhor Programa de Arte “Vertige de la Chute” (Ressaca) – França (VENCEDOR) Melhor Programa de Língua Estrangeira Exibido nos Estados Unidos “20th Annual Latin GRAMMY®? Awards” – Estados Unidos (VENCEDOR) “La Reina del Sur” – Estados Unidos
Elenco de The Crown se despede de seus papéis
A Netflix divulgou uma despedida do elenco da 4ª temporada de “The Crown”. No vídeo, que pode ser conferido abaixo, Olivia Colman (a Rainha Elizabeth II), Helena Bonham Carter (Princesa Margaret), Erin Doherty (Princesa Anne), Tobias Menzies (Príncipe Philip) e Josh O’Connor (Príncipe Charles) falam de sua jornada ao longo de dois anos com seus personagens, o sentimento de deixar a produção e o desejo de boa sorte para seus substitutos nas próximas duas temporadas, que encerrarão a atração. Este elenco será substituído por Imelda Staunton (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”) no papel da Rainha Elizabeth II, Lesley Manville (indicada ao Oscar por “Trama Fantasma”) como a Princesa Margaret, Jonathan Pryce (“Dois Papas”) na pele do Príncipe Philip, Dominic West (da série “The Affair”) será o Príncipe Charles, mas a intérprete de Anne, a filha da rainha, ainda não foi definida. Além destes, a princesa Diana, que foi vivida por Emma Corrin, passará a ser interpretada por Elizabeth Debicki (“Tenet”). Será a terceira mudança completa de intérpretes desde o começo da série, para refletir o envelhecimento dos personagens, conforme a trama avança no tempo. E também será a última, uma vez que a produção irá se encerrar na 6ª temporada. The cast of seasons 3 and 4 of The Crown say their goodbyes ❤️🥺🔚 pic.twitter.com/Kckt9QtnJm — Netflix UK & Ireland (@NetflixUK) November 20, 2020
Teocracia em Vertigem: Veja o trailer do novo especial de Natal do Porta dos Fundos
O Porta dos Fundos divulgou o pôster e o trailer de seu especial de Natal de 2020, batizado de “Teocracia em Vertigem”. A prévia abre com participação da cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, que inspira o título da nova produção, e segue com cenas que remetem ao Impeachment de Dilma Rousseff, alterado na trama para refletir a crucificação de Jesus – vivido por Fábio Porchat. Outras referências políticas brasileiras aparecem quando micheques (cheques misteriosos) de Fabrício Queiroz são usados para pagar Judas e nas justificativas de votos em Barrabás, um personagem até então do baixo clero. O tom debochado já inclui condenações de figuras religiosas e conservadoras do país, e faz uma sugestão ao distinto público que protestou contra o especial do ano passado: “Você que cancelou a Netflix, prepara-se para cancelar o YouTube”. A estrutura documental do projeto foi uma saída encontrada diante da impossibilidade de gravar normalmente, por causa da pandemia, com a presença de dezenas de pessoas juntas. O formato escolhido permite a gravação de depoimentos individuais, de forma caseira, e deve ser recheado com imagens de outros especiais. A tradição dos especiais de Natal do Porta dos Fundos vem desde 2013 no YouTube, mas só passou a ter repercussão a partir de 2018, com “Se Beber, Não Ceie”, quando o grupo estabeleceu uma parceria com a Netflix e venceu o Emmy Internacional. A parceria foi desfeita após a polêmica do ano passado – a Netflix nem teria inscrito “A Primeira Tentação de Cristo” no Emmy Internacional – e o Porta dos Fundos acabou decidindo voltar a produzir o especial por conta própria e exibi-lo no seu canal no YouTube, que conta com 16,5 milhões de assinantes. Em vez de comemorar a “vitória” de sua pressão, os conservadores deveriam se preocupar, porque no YouTube, que é de graça, o especial será visto por mais pessoas que se tivesse sido lançado na Netflix. A nova produção contará com várias participações especiais, desde a citada Petra Costa a várias figuras da cultura pop nacional, como Emicida, Thati Lopes, Clarice Falcão, Daniel Furlan, Emicida, Gabriel Louchard, Hélio de la Peña, Marcos Palmeira, Raphael Logam, Renato Góes, Teresa Cristina, Yuri Marçal, Marco Gonçalves, entre outros nomes. E Arnaldo Antunes ainda faz uma interpretação da canção “Marcha do Demo”, dos Titãs. O lançamento vai acontecer em 10 de dezembro.
Freddy Krueger entra na 4ª temporada de Stranger Things
O veterano Robert Englund, intérprete original do monstro Freddy Krueger nos filmes de “A Hora do Pesadelo”, entrou na 4ª temporada de “Stranger Things”. O ator é um das novidades do elenco dos próximos episódios da série da Netflix, que foram anunciadas nas redes sociais, com direito a fotos invertidas. A lista também inclui Tom Wlaschiha (“Game of Thrones”), Jamie Campbell Bower (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Eduardo Franco (“Fora de Série”), Sherman Augustus (“Into the Badlands”), Mason Dye (“Bosch”), Nikola Djuricko (“Informer”) e Joseph Quinn (“Operação Overlord”). Para variar, Englund vai interpretar um doido varrido. Ele dará vida Victor Creel, um homem perturbado e intimidador que está aprisionado num hospital psiquiátrico. Campbell Bower será um empregado do tal hospício. Wlaschiha também trabalhará numa prisão, mas na Rússia. Djuricko será outro personagem russo, um contrabandista. Augustus viverá um militar americano com ideias próprias sobre como impedir a proliferação do mal em Hawkins. Franco e Dye serão estudantes, e Quinn o mentor de um clube de RPG. Vale reparar que a lista não incluiu Levon Thurman-Hawke, irmão da atriz Maya Hawke, que vive Robin na série, apesar dele ter sido fotografado no set, caracterizado como um roqueiro dos anos 1980. Levon deve interpretar o irmão de Robin na trama. Os demais detalhes da 4ª temporada estão sendo mantidos em sigilo, mas um teaser dos novos episódios, lançado em fevereiro passado, deu aos fãs a confirmação de que Hopper (David Harbor) sobreviveu aos eventos do final da 3ª temporada e agora está sendo mantido como prisioneiro na União Soviética. Por conta da pandemia do coronavírus, as gravações da 4ª temporada tiveram que ser interrompidas em seu começo, atrasando a estreia dos novos episódios. Um dos criadores da série, Ross Duffer, afirmou que este hiato proporcionou tempo para que ele e seu irmão Matt Duffer refletissem mais sobre os caminhos que queriam dar para o enredo, resultando em roteiros melhores. Ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Stranger Things (@strangerthingstv)
Série do herói Raio Negro vai acabar na próxima temporada
A série “Black Lightning”, do herói Raio Negro, vai acabar em sua próxima temporada, que marca o quarto ano da produção. “Quando começamos a jornada ‘Black Lighting’, eu sabia que Jefferson Pierce e sua família de mulheres negras poderosas seriam uma adição única ao gênero de super-heróis”, disse o criador da série e produtor executivo Salim Akil em um comunicado. “O amor que Blerds (black nerds) e todos os fãs de quadrinhos ao redor do mundo demonstraram por essa série nas últimas três temporadas provou o que imaginamos: os negros querem se ver em todas as suas complexidades.” “Obrigado ao elenco fenomenal, escritores e equipe técnica sem os quais nada disso seria possível”, Akil continuou. “Estou incrivelmente orgulhoso do trabalho que temos feito e dos momentos que conseguimos criar para trazer a primeira família afro-americana de super-heróis da DC à vida. Sou muito grato a Peter Roth, Warner Bros. TV, Mark Pedowitz, a rede The CW e Greg Berlanti por sua parceria e apoio à minha visão em cada etapa desta jornada”, agradeceu. A notícia do final da série chega poucos dias depois da encomenda de um piloto para um spin-off potencial da série, centrado no personagem Painkiller. Akil também está escrevendo este projeto, que contará com o ator Jordan Calloway de volta ao papel que ele introduziu em “Black Lightning”. O showrunner comentou a possibilidade em seu anúncio de despedida da série principal. “Embora a 4ª temporada possa ser o fim de uma jornada, estou extremamente animado para inaugurar um novo capítulo e continuar a colaboração com a CW enquanto contamos a história de Painkiller”, ele acrescentou. Criado por Tony Isabella (roteirista de “Luke Cage”) e Trevor Von Eeden em 1977, Black Lightning foi batizado como Raio Negro no Brasil, o que causou muita confusão entre os fãs de quadrinhos, porque este nome já identificava por aqui um herói da Marvel, o líder dos Inumanos (Black Bolt, no original) que também teve uma série recente na TV americana. O Raio Negro da DC tem poderes elétricos e foi o primeiro herói negro da editora a ter sua própria revista. Desenvolvida pelo casal Salim e Mara Brock Akil (das séries “The Game” e “Being Mary Jane”), a série acabou optando por pular a origem do personagem, encontrando Jefferson Pierce mais de uma década depois dele deixar seu uniforme de lado, a pedido da esposa, para priorizar sua família. Porém, quando as filhas começam a desenvolver superpoderes e teimar em buscar justiça, colocando-se em perigo, ele é levado de volta à vida de vigilante mascarado. A série é estrelada por Cress Williams (“Prison Break” e “Code Black”) como Raio Negro, Nafessa Williams (também da série “Code Black”) e China Anne McClain (“Gente Grande”) como Tormenta (Thunder) e Rajada (Lightning), e Christine Adams (série “Terra Nova”) como a mulher de Pierce. Já Khalil Payne (Jordan Calloway), que pode ganhar um spin-off, começou como namorado de Jennifer, a filha mais nova da família Pierce, mas acabou sofrendo um atentado logo no começo da série, que o paralisou e o tornou amargo. Ao ganhar uma chance de voltar a andar, aceitou virar capanga do grande vilão da atração, Tobias Whale (Marvin “Krondon” Jones III), mas logo se regenerou num sacrifício por amor. Dado como morto, seu corpo foi resgatado, revivido e experimentado por uma agência secreta, que o transformou em Painkiller, um supervilão frio e sem memórias, enviado para atacar seus antigos amigos e matar a própria mãe. Mas a namoradinha poderosa conseguiu ajudá-lo a recuperar seu controle mental, embora a descoberta de seus atos tenha gerado um trauma profundo. Ao final da 3ª temporada, ele se uniu aos heróis da série para acabar com a tal agência e outros inimigos em comum. A 4ª temporada da série tem previsão de estreia no começo de 2021 nos EUA. Com o anúncio de cancelamento, “Black Lightning” se junta a “Arrow”, encerrada na 8ª temporada, e “Supergirl”, que também vai acabar na próxima temporada (a 6ª da atração), numa grande sacudida no universo de séries da DC da rede CW – que os fãs apelidaram de Arrowverso. Todas as três séries são produzidas pela Berlanti Productions, produtora de Greg Berlanti, que também produz “The Flash”, “Legends of Tomorrow”, “Batwoman”, “Stargirl” e vai lançar “Superman and Lois” no mesmo canal em 2021.
Séries online: The Mandalorian é o grande destaque para maratonar na semana
A chegada da Disney+ (Disney Plus) finalmente traz ao Brasil a primeira série live-action do universo “Star Wars”, que se tornou uma das mais premiadas do ano e também uma fonte ilimitada de memes. De fato, até quem não sabe o que é Disney+ (Disney Plus) já viu imagens do “Baby Yoda”, apelido dado a um personagem central de “The Mandalorian”, que consegue ser mais fofo que todos os ewoks e porg juntos, culminando décadas de evolução do lado comercial da Força. Mas “The Mandalorian” é mais que uma fábrica de memes e Yodas de pelúcia. É também uma série revolucionária para a indústria do entretenimento. Para começar, a Industrial Light & Magic, empresa de tecnologia visual da Lucasfilm, simplesmente eliminou o uso de tela azul em seu set de gravação. Herança da era do chroma key, a tela azul é usada nos estúdios para servir de pano de fundo para projeção de efeitos na pós-produção. Graças a esta técnica, nos lugares onde os atores contracenam com o vazio, o público posteriormente encontra cidades futuristas ou monstros terríveis. O set de “The Mandalorian” tornou esta técnica ultrapassada, ao incluir uma parede de vídeo gigante de LED semicircular, que projeta as cidades futuristas e os monstros terríveis em tempo real diante dos atores, que assim sabem exatamente onde estão e o que enfrentam. Desta forma, os efeitos acontecem desde a pré-produção. E o realismo obtido por essa técnica, que combina os fundos digitais com acessórios físicos do cenário, é tão impressionante que cenas feitas em estúdio parecem realmente acontecer em grandes espaços abertos de outros planetas. Esta inovação terá impacto profundo em Hollywood nos próximos anos, porque também gera economia em cenografia e locações. E já foi reconhecida pela Academia de Televisão com o Emmy de Melhores Efeitos Visuais deste ano, um dos 7 prêmios Emmy que a série conquistou. Outro motivo de os episódios de “The Mandalorian” parecerem filmes são os nomes por trás das câmeras. A série foi criada por Jon Favreau, diretor dos blockbusters “Homem de Ferro”, “Mogli, o Menino Lobo” e “O Rei Leão”, e os capítulos são comandados por uma seleção de cineastas famosos, entre eles Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), Peyton Reed (“Homem-Formiga”), Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), Sam Hargrave (“Resgate”), Rick Famuyiwa (“Dope: Um Deslize Perigoso”), a atriz Bryce Dallas Howard (de “Jurassic World” e filha de Ron Howard, que comandou o recente “Han Solo: Uma História Star Wars”) e Dave Filoni (responsável pelas séries de animação “The Clone Wars” e “Star Wars Rebels”). Filoni também assina os roteiros, o que tem servido, especialmente na 2ª temporada, para integrar a trama na saga “The Clone Wars”, com a materialização live-action de personagens icônicos como Bo-Katan, interpretada por sua dubladora original, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”), e Ahsoka Tano, que nos próximos capítulos será encarnada por Rosario Dawson (“Luke Cage”). Para completar, a série explora a pouco conhecida mitologia dos mandalorianos no universo “Star Wars”. Mas se a 1ª temporada apresenta os dogmas que norteiam o personagem-título, vivido (na verdade, dublado) por Pedro Pascal (“Narcos”), a 2ª vira suas crenças do avesso ao apresentar um quadro mais amplo e complexo de facções, com a introdução da mandaloriana Bo-Katan e seus aliados – cuja missão merece seu próprio spin-off ou pelo menos um filme completo. E este é outro detalhe interessante da série. Como o protagonista é um errante solitário, cruzando planetas como Clint Eastwood adentrava cidadezinhas em westerns dos anos 1960, “The Mandalorian” permite encontros com uma profusão de personagens que parecem ter muitas outras histórias para viver. E alguns vivem, como a rebelde Clara Dune (Gina Carano, de “Deadpool”) e o gerenciador de caçadores de recompensa Greef Karga (Carl Weathers, de “Rocky”), presentes em diversos episódios da produção. Eis porque “The Mandalorian” não é só o “Baby Yoda”. É o melhor western espacial já feito – incluindo nesta lista o sensacional filme “Outland: Comando Titânio” (1981), com o “xerife” Sean Connery – , uma das melhores criações do universo “Star Wars” e nada menos que 8 filmes excelentes por temporada. A Disney+ (Disney Plus) também traz outras opções originais em seu lançamento, inclusive a inédita temporada final de “Star Wars: The Clone Wars”. A lista tem até uma nova série animada do Mickey Mouse, o antigo garoto-propaganda da empresa, que foi suplantado por Baby Yoda na era Disney do streaming. Além dos títulos da nova plataforma, a semana ainda destaca o lançamento em streaming de duas séries completas pela Globoplay, a adulta “UnReal”, sobre os bastidores de um reality show fictício, cujo humor ácido, cínico e cruel é capaz de fazer o público nunca mais olhar da mesma forma as produções do gênero, e a sci-fi juvenil “Garotos de Lugar Nenhum” (Nowhere Boys), produção australiana que pode consolar os órfãos de “The Society” e outras séries canceladas sem cerimônia pela Netflix. Veja abaixo os trailers destes e de outros títulos que completam o Top 10 das séries online da semana. The Mandalorian | EUA | 2 Temporadas Disponível na Disney+ (Disney Plus) em episódios semanais Star Wars: The Clone Wars | EUA | 7ª Temporada Disponível na Disney+ (Disney Plus) O Mundo Maravilhoso de Mickey Mouse | EUA | 1ª Temporada Disponível na Disney+ (Disney Plus) em episódios semanais Garfinho Pergunta | EUA | 1ª Temporada Disponível na Disney+ (Disney Plus) High School Musical: A Série: O Musical | EUA | 1ª Temporada Disponível na Disney+ (Disney Plus) em episódios semanais His Dark Materials | EUA | 2ª Temporada Disponível na HBO Go em episódios semanais No Man’s Land | EUA | 1ª Temporada Disponível na Starzplay em episódios semanais O Sabor das Margaridas | Espanha | 2ª Temporada Disponível na Netflix UnReal – Nos Bastidores de um Reality | EUA | 4 Temporadas Disponível na Globoplay Garotos de Lugar Nenhum | Austrália | 4 Temporadas Disponível na Globoplay
Shawn Mendes comenta o trailer de seu documentário
A Netflix divulgou um vídeo “de reação” de Shawn Mendes ao trailer de “Shawn Mendes: In Wonder”, documentário sobre ele mesmo. O momento “meta” materializa comentários do cantor sobre imagens que mostram desde sua nudez no chuveiro até a adoração dos fãs em um estádio, ponto alto de sua recente turnê, que aconteceu em Toronto, próximo do local em que cresceu no Canadá. O resultado é um tanto gélido e, de forma curiosa, mostra que o cantor sabe de cor algumas frases do documentário, que são narradas no trailer como se fossem seus “pensamentos”. Ele confessa que o tom edificante foi derivado do fato de ter visto “muitos filmes de Matthew McConaughey”. O artista também assume a ambição por trás das filmagens, dizendo que não queria que o filme fosse apenas “sobre como é incrível ser um popstar”. “Tem uma profundidade genuína”, ele defende. Mendes, de 22 anos, estourou aos 17, quando lançou o seu álbum de estreia e se tornou um fenômeno mundial com o hit “Stitches” – quando passou a ser considerado “o novo Justin Bieber”. O documentário pretende mostrar como ele lida com a fama precoce, com o próprio ego e até com a saúde vocal, ao mesmo tempo em que também apresenta seu relacionamento com outra grande estrela pop juvenil, a cantora Camila Cabello. O filme estreia na segunda (23/11) e faz parte da promoção do quarto álbum do cantor, batizado de “Wonder”, que chega às lojas digitais em 4 de dezembro. O título também é o mesmo do primeiro single, que embala todo o vídeo.
Pequenos Grandes Heróis: Sucessores de Sharkboy e Lavagirl ganham primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser legendado de “Pequenos Grandes Heróis” (We Can Be Heroes), filme de super-heróis mirins criado pelo cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Na trama, alienígenas sequestraram os super-heróis da Terra, mas seus filhos poderosos se juntam pra salvar seus pais e o planeta. Se a premissa soa familiar, é porque se trata de uma variação de trabalhos anteriores de Rodriguez, como a franquia “Pequenos Espiões” (Spy Kids, 2001). Além disso, o longa se passa no mesmo universo de “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005), primeiro filme estrelado por Taylor Lautner (da franquia “Crepúsculo”). Lautner não repete seu papel, mas sua colega Taylor Dooley vai reaparecer como Lavagirl. Os personagens de 2005 também são pais da menor protagonista da produção, vivida por Vivien Lyra Blair (“Bird Box”). Os demais intérpretes dos heróis mirins são Hala Finley (da série “O Chefe da Casa/Man with a Plan”), Akira Akbar (“Capitã Marvel”), YaYa Gosselin (“FBI: Most Wanted”), Dylan Henry Lau (“Here and Now”), Lotus Blossom (“Hotel Du Loone”) e Isaiah Russell-Bailey (“Family Reunion/Reunião de Família”), todos “veteranos” para a idade. Já o elenco adulto destaca Pedro Pascal (o “The Mandalorian”), Christian Slater (o “Mr. Robot”), Boyd Holbrook (“Logan”), a cantora Haley Reinhart (“F Is for Family”), Priyanka Chopra-Jonas (“Quantico”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Christopher McDonald (“Ballers”) e Adriana Barraza (“Penny Dreadful: City of Angels”). Com roteiro e direção de Robert Rodriguez, “Pequenos Grandes Heróis” tem estreia marcada para 1 de janeiro de 2021.
Família real britânica estaria horrorizada com The Crown
A estreia da 4ª temporada de “The Crown”, que aconteceu no último domingo (15/11) na Netflix, teria horrorizado a família real britânica, que viu retratada na tela a fase mais conturbada de sua história recente. Ambientados no começo dos anos 1980, os novos episódios apresentaram bastidores pouco lisonjeiros do casamento tumultuado do príncipe Charles e da princesa Diana. A forma como Charles é lembrado não podia ser mais terrível, mas até a abordagem de Diana, que tem uma representação benigna, causou polêmica por incluir cenas escatológicas de bulimia. O fato é que a Rainha Elizabeth II e seu marido, o Duque de Edimburgo, estão com raiva da série desde a estreia, o que piorou ainda mais na 2ª temporada, que mostrou Philip tendo um caso com uma bailarina. Nada aconteceu na ocasião, mas agora há o fato de o príncipe Harry ter fechado um contrato milionário com a Netflix, “a empresa que está por trás de tudo isso”. A família real também não estaria nada satisfeita com esse negócio. Embora a realeza não tenha se manifestado oficialmente, várias fontes supostamente próximas foram citadas para justificar uma coleção de manchetes bombásticas que lotaram as bancas do Reino Unido no começo da semana. Segundo o jornal Times, amigos do príncipe William disseram que o filho de Charles e Diana considerou a série “profundamente intrusiva” por criar uma “visão perversa e nojenta dos membros mais importantes da família real britânica”. “Eles estão explorando os meus pais para ganhar dinheiro”, teria dito William, acrescentando que Charles e Lady Diana Spencer foram “apresentados de uma forma falsa e simplista”. O jornal Daily Mail, por sua vez, citou amigos próximos de Charles para afirmar que a série “ressuscitou coisas que aconteceram durante tempos muito difíceis, 25 ou 30 anos atrás, sem pensar nos sentimentos de ninguém”. Um dos principais motivos de desconforto é a forma como a infidelidade de Charles, em seu relacionamento extraconjugal com Camilla Parker Bowles, foi mostrada. “Isso não é certo ou justo, especialmente quando muitas das coisas que estão sendo retratadas não representam a verdade. Isso é trollagem com orçamento de Hollywood”, acusou um dos amigos inomináveis. Uma das poucas pessoas a assumir seus comentários foi a biógrafa real Penny Junor, que disse ao jornal The Times que Charles ficaria “extremamente chateado” com uma cena em particular, quando seu tio-avô, o lorde Mountbatten, diz que a família real estava decepcionada com o relacionamento do príncipe com Camilla. “É o retrato mais cruel, injusto e horrível de quase todos eles. [O showrunner Peter] Morgan inventou coisas para fazer um drama caro”, acusou a escritora. Para ela, a rejeição escancarada da atual esposa do sobrinho-neto por Mountbatten “não é historicamente precisa”. Outras cenas não teriam acontecido na vida real, como o momento em que Charles grita com Diana e assume que sempre será apaixonado por Camilla e a sequência em que a “princesa do povo” confronta o futuro marido durante o ensaio para o casamento. O ex-assessor real Dickie Arbiter comentou para o Daily Mail que os monarcas estão “bastante acostumados a serem retratados” para fins de entretenimento. A questão que os preocupa é que nem todo espectador de “The Crown” perceberá que as cenas não são uma descrição precisa dos eventos. Mas será que não são mesmo? O antigo mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, elogiou a produção para o mesmo jornal e disse que “é a melhor série já feita até agora, porque mostra a verdade em uma dramatização precisa do que realmente aconteceu”. “Esta é apenas uma espiada atrás das portas do Palácio de Buckingham, que o palácio talvez não queira que você veja”, acrescentou.












