Família que inspirou “Bem-Vindo à Vizinhança” pediu mudanças na série
A série “Bem-Vindos à Vizinhança” (The Watcher), que estreou na última quinta (13/10) na Netflix, é baseada numa bizarra história real, que há oito anos aterrorizou os proprietários de uma casa em Nova Jersey nos EUA. E embora os antigos donos da casa não tenham se envolvido na produção, eles pediram que a série fizesse algumas mudanças em relação ao que aconteceu de verdade. A família que vivenciou aquela história – e que vendeu os direitos de adaptação para a Netflix – solicitou que a série não usasse os seus nomes reais e apresentasse uma família que fosse diferente deles. A solicitação foi uma forma que a família encontrou de ter um pouco mais de controle sobre sua privacidade, ao contrário do que aconteceu com a produção do telefilme “The Watcher” (2016), que também narrou a mesma história. A Netflix atendeu o pedido, mudando o sobrenome da família de Broaddus para Brannock, e mostrando-os como tendo dois filhos mais crescidos, em vez de ter três filhos no Ensino Fundamental. E embora fosse mais uma sugestão do que um pedido, a família verdadeira também disse que não se oporia se a casa exibida na série fosse queimada até restarem apenas cinzas. Estrelada por Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) e Bobby Cannavale (“Mr. Robot”), “Bem-Vindos à Vizinhança” conta a história de um casal que compra aquela que seria a sua casa dos sonhos e começa a receber cartas assustadoras de alguém que os vigia. Ainda que seja baseada em um caso real, a maior mudança feita pela série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan (parceiros desde “Glee”) não tem relação com os pedidos da família, mas sim com a necessidade narrativa. Na história real, o casal nunca chegou a se mudar para a casa que compraram. Portanto, a família real não estava sujeita a hostilidades crescentes, como arrombamentos e telefonemas vistos ao longo da série. Apesar das mudanças, muito do que é mostrado na série aconteceu de verdade. O conteúdo das cartas foi reproduzido com exatidão, assim como a divulgação do endereço da casa, localizada no agora infame endereço 657 Boulevard em Westfield, Nova Jersey (apesar de que a série foi gravada em Nova York) – e que não virou cinzas. “Bem-Vindos à Vizinhança” já está disponível na Netflix. Assista abaixo ao trailer da série.
Enola Holmes aprende a dançar em vídeo do novo filme com Millie Bobby Brown
A Netflix divulgou uma cena de “Enola Holmes 2”, sequência do longa estrelado por Millie Bobby Brown em 2020. A prévia mostra a irmã mais esperta de Sherlock Holmes aprendendo a dançar, graças a um providencial encontro furtuito com o jovem Visconde Tewksbury (Louis Partridge), durante sua nova investigação. Embora o visconde seja exclusivo do primeiro livro, “O Caso do Marquês Desaparecido”, Partridge continua na franquia, assim como Helena Bonham Carter no papel da mãe da protagonista, Susan Wokoma como Edith, Adeel Akhtar como o Inspetor Lestrade e, claro, Henry Cavill como Sherlock Holmes. Os filmes são baseados na franquia literária “Os Mistérios de Enola Holmes” e o segundo título da coleção de seis romances de Nancy Spinger é “O Caso da Senhorita Canhota”. O problema dessa opção é que, como o filme inaugural, que girou em torno do desaparecimento da mãe da protagonista, a trama repete o enredo da busca por uma mulher desaparecida: a jovem Srta. Cecily, que sumiu sem deixar rastros. O detalhe é que o que parece ser um simples caso de desaparecimento acaba coincidindo com uma investigação complexa do irmão famoso de Enola. O diretor Harry Bradbeer (das séries “Dickensian” e “Fleabag”), que fez sua estreia em longas no filme anterior, e o roteirista Jack Thorne (“Extraordinário”) também retornam no filme número 2. “Enola Holmes 2” estreia no dia 4 de novembro.
Casal sofre com separação no trailer de “Young Royals 2”
A Netflix divulgou o pôster e o trailer nacionais da 2ª temporada de “Young Royals”, que mostra a difícil e dolorida separação do casal central do drama LGBTQIAP+ adolescente. O romance sueco conta a história do jovem príncipe Wilhelm (Edvin Ryding), que vai estudar em um internato da alta sociedade após se meter em confusões que prejudicaram a imagem da realeza. Ao chegar à escola de elite, ele é apresentado a Simon (Omar Rudberg), um dos integrantes do coral do colégio, e logo amizade entre os dois ganha profundidade romântica, mas diversas barreiras impedem que eles fiquem juntos. A 1ª temporada teve seis episódios de 40 minutos cada, escritos por Lisa Ambjörn, Sofie Forsman e Tove Forsman, e a história vai continuar com mais seis capítulos no dia 1 de novembro.
5ª temporada de “The Crown” ganha coleção de pôsteres
A Netflix divulgou cinco pôsteres da 5ª temporada de “The Crown”, que traz os novos intérpretes da saga da família real britânica durante a crise do casamento da Princesa Diana. Os próximos episódios trazem Imelda Staunton, a Dolores Umbridge da saga “Harry Potter”, como última intérprete da rainha Elizabeth II. O papel já foi vivido anteriormente por Claire Foy (nos dois primeiros anos) e Olivia Colman (3ª e 4ª temporadas) e agora será de Stauton por mais duas temporadas, até o encerramento da série. O resto do elenco também foi alterado para refletir a passagem do tempo, trazendo Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como o príncipe Philip, Lesley Manville (de “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret, Dominic West (“The Affair”) como o príncipe Charles e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como a princesa Diana, além de Claudia Harrison (“Humans”) como a Princesa Anne, Jonny Lee Miller (“Elementary”) como o primeiro ministro John Major e Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”) como Dodi Al-Fayed. A 5ª temporada vai estrear em 9 de novembro.
Diretor revela que detetive de “Entre Facas e Segredos” é gay
O cineasta Rian Johnson (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) revelou que o detetive Benoit Blanc, interpretado por Daniel Craig em “Entre Facas e Segredos” (2019) e na continuação inédita “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, é gay. A exposição aconteceu durante a sessão de perguntas e respostas do Festival de Cinema de Londres, onde “Glass Onion” foi exibido no fim de semana. Quando questionado se Blanc é gay, Johnson prontamente respondeu: “Sim, ele obviamente é.” O questionamento tem relação com uma determinada cena da continuação (spoiler!), na qual o personagem é visto vivendo em situação de relacionamento estável com outro homem – um ator famoso cujo nome não será revelado. “Não há ninguém no mundo que eu possa imaginar que me traga mais alegria por estar com Benoit Blanc”, disse Johnson sobre o ator misterioso. E Craig acrescentou: “Sem spoilers, [mas] quem não gostaria de viver com essa pessoa?” A continuação se passa na Grécia, onde o detetive Benoit Blanc (Craig) vai questionar um novo grupo de suspeitos de assassinato, que conta com Leslie Odom Jr. (“Uma Noite em Miami”), Kathryn Hahn, (“WandaVision”), Edward Norton (“O Incrível Hulk”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Kate Hudson (“Music”), Jessica Henwick (“Matrix Ressurections”) e Madelyn Cline (“Outer Banks”). O filme é a primeira de duas sequências de “Entre Facas e Segredos” (2019) desenvolvidas por Rian Johnson para a Netflix. Quando foi questionado a respeito das continuações, Craig disse que “eu trabalharia com ele o resto da minha vida”, referindo-se à sua parceria com Johnson. “Há muitas risadas que acontecem entre nós quando estamos filmando e essa é a razão pela qual estamos aqui. Essa é a verdadeira razão pela qual continuamos fazendo essas coisas, porque no primeiro nos divertimos muito juntos e nos demos tão bem, e fazer mais um parecia que seria ainda mais divertido”, completou o diretor. “Enquanto continuarmos nos divertindo e enquanto sentirmos que podemos encontrar uma coisa diferente para surpreender o público, continuaremos fazendo isso.” “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” será exibido em alguns cinemas selecionados em 23 de novembro, um mês antes da sua estreia na Netflix. Confira abaixo o trailer do filme.
Trailer da 2ª temporada de “Warrior Nun” mostra muita ação e efeitos visuais
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer da 2ª temporada de “Warrior Nun”. Cheia de ação e efeitos, a prévia apresenta novos personagens e destaca o confronto entre a ordem das noviças rebeldes contra o anjo do mal. Simon Barry, responsável pela cultuada série sci-fi canadense “Continuum” e a menos incensada “Ghost Wars”, assina os roteiros e a produção, que gira em torno da luta entre uma ordem secreta da Igreja Católica contra as criaturas das trevas. Baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, publicados desde 1994 em estilo mangá, a atração virou febre quando foi lançada pela Netflix há dois anos. A pandemia, porém, adiou os planos de produção do segundo ano, criando um longo hiato entre os episódios. Além de muitos elogios para as coreografias de lutas e as reviravoltas da trama, alguns críticos também previram futuro promissor para as atrizes reveladas na série, como a portuguesa Alba Baptista (de “Linhas de Sangue”) em seu primeiro papel em inglês, Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”), a estreante Kristina Tonteri-Young (que rouba as cenas com seu kung fu) e a mais experiente Olivia Delcán (da série espanhola “Vis a Vis”), nos papéis das jovens freiras guerreiras. O elenco ainda inclui o português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), a holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”), o francês Tristán Ulloa (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), a italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) e o inglês William Miller (o vilão McCreary em “The 100”), numa produção que é parcialmente europeia, gravada na Espanha. Os novos episódios estreiam em 10 de novembro. ELAS TÃO CHEGANDO!!!!!!!! As primeiras imagens da nova temporada de Warrior Nun estão aqui pra abençoar o dia. A segunda temporada tá mais perto do que vocês imaginam.👀 pic.twitter.com/MS9zx2U1GT — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 11, 2022
Atriz de “Black Sails” entra na 3ª temporada de “Bridgerton”
A atriz inglesa Hannah New, que ficou conhecida ao viver a protagonista Eleanor Guthrie na série de piratas “Black Sails”, entrou na 3ª temporada de “Bridgerton”. New vai intepretar Lady Tilley Arnold, uma jovem viúva que desfruta de privilégios e poderes por estar no comando da propriedade de seu ex-marido. Diferente da maioria das mulheres da trama, ela vive nos seus próprios termos, com independência financeira e liberdade sexual. A 3ª temporada de “Bridgerton” vai mudar o seu foco, saindo de Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey) para retratar a complicada relação entre Colin Bridgerton (Luke Newton) e Penelope Featherington (Nicola Coughlan). Na trama, Penelope ficará magoada após ouvir Colin desmerecê-la para seus amigos, e estará focada em encontrar um marido que respeite sua independência para que ela possa continuar sua vida dupla como Lady Whistledown. Colin, por sua vez, estará de volta de suas viagens de verão e ficará desanimado ao receber a frieza de Penelope. Ansioso para reconquistar sua amizade, Colin ajuda Penelope a aumentar sua confiança para atrair o marido perfeito. Outra mudança importante é que a série será comandada por Jess Brownell, que assumiu a função de showrunner no lugar de Chris Van Dusen. As novas adições no elenco também incluem Daniel Francis (“Fique Comigo”), Sam Phillips (“The Crown”), James Phoon (“Wreck”) e Hannah Dodd (“O Jardim dos Esquecidos: A Origem”), nova intérprete da personagem Francesca Bridgerton. A 3ª temporada de “Bridgerton” ainda não tem previsão de estreia. As duas temporadas anteriores estão disponíveis na Netflix. Hannah New também é conhecida pelo seu papel como a princesa Leila no filme “Malévola” (2014) e como Victoria na série “Trust” (2018). Ela será vista em breve no terror “Trauma Therapy: Psychosis” e na ficção científica “Beneath”, ambos sem previsão de estreia.
Fotos reúnem os novos intérpretes da 5ª temporada de “The Crown”
A Netflix divulgou novas imagens da 5ª temporada de “The Crown”, que marca uma mudança nos intérpretes da saga da família real britânica. Os próximos episódios destacam Imelda Staunton, a Dolores Umbridge da saga “Harry Potter”, como última intérprete da rainha Elizabeth II na série. O papel já foi vivido anteriormente por Claire Foy (nos dois primeiros anos) e Olivia Colman (3ª e 4ª temporadas) e agora será de Stauton por mais duas temporadas, até o encerramento da série. O resto do elenco também foi alterado para refletir a passagem do tempo, trazendo Jonathan Pryce (“Game of Thrones”) como o príncipe Philip, Lesley Manville (de “Trama Fantasma”) como a princesa Margaret, Dominic West (“The Affair”) como o príncipe Charles e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como a princesa Diana, além de Claudia Harrison (“Humans”) como a Princesa Anne, Jonny Lee Miller (“Elementary”) como o primeiro ministro John Major e Khalid Abdalla (“O Caçador de Pipas”) como Dodi Al-Fayed. A 5ª temporada vai estrear em 9 de novembro. Nova temporada, nova década e novo elenco. Aqui estão as primeiras imagens da quinta temporada de The Crown. Estreia dia 9 de novembro. pic.twitter.com/KEKrW6E2xh — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 14, 2022 For more: https://t.co/bpD0NDzaTR pic.twitter.com/I8GarPDufk — The Crown (@TheCrownNetflix) October 14, 2022
10 séries novas pra maratonar no fim de semana
Com “Dahmer: O Canibal Americano” ainda escalando a lista das séries mais vistas, a Netflix lançou outra produção tensa de Ryan Murphy, igualmente baseada em fatos reais e no estilo pouco sutil que caracterizam as obras do produtor. E, desta vez, os críticos gostaram mais. Há outro bom suspense na seleção, mas a variedade de opções inclui até romance e a história imperdível da criação do Spotify. Confira abaixo 10 sugestões para maratonar no fim de semana. | BEM-VINDOS À VIZINHANÇA | NETFLIX O novo suspense de Ryan Murphy (“Dahmer: O Canibal Americano”) é inspirado na famosa casa “Watcher” em Nova Jersey. Um casal comprou o imóvel colonial holandês de 1905 por quase US$ 1,4 milhão em 2014, mas foram forçados a abandonar sua nova casa por causa de cartas arrepiantes de alguém que se autodenominava “O Vigia” e que afirmava ter “vigiado” a casa por décadas. “Eu sou o Vigia. Traga-me seu sangue jovem”, dizia uma das notas. A produção marca a volta de Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) à Netflix após a experiência frustrada de “Gypsy” – cancelada com apenas uma temporada em 2017 – e seu segundo trabalho consecutivo com Bobby Cannavale (“Mr. Robot”) – os dois acabaram de filmar “This Is the Night” do diretor James DeMonaco (o criador da franquia “Uma Noite de Crime”). Segundo a sinopse oficial, Dean (Cannavale) e Nora Brannock (Watts) acabaram de comprar a casa dos seus sonhos no idílico subúrbio de Westfield, em Nova Jersey. Mas logo depois de gastarem todas as suas economias para fechar o negócio, eles percebem que o bairro não é nada acolhedor. Há uma mulher mais velha e excêntrica chamada Pearl (Mia Farrow, de “O Ex-Namorado da Minha Mulher”) e seu irmão Jasper (Terry Kinney, de “Billions”) que se infiltram na casa dos Brannock e se escondem no elevador. Há também Karen (Coolidge), a corretora de imóveis e uma velha conhecida de Nora, que os faz sentir como se não pertencessem àquele lugar. Além disso, o bairro ainda conta com os vizinhos intrometidos Mitch (Richard Kind, de “tick, tick… BOOM!”) e Mo (Margo Martindale, de “The Americans”), que não respeitam os limites da propriedade. Mas a vida do casal principal só vira mesmo um inferno quando as cartas sinistras começam a chegar, aterrorizando os Brannocks ao ponto de ruptura, à medida que os segredos sinistros do bairro se espalham. | SOM NA FAIXA | NETFLIX A indústria digital e seus “killer apps” têm rendido várias minisséries reveladoras, mas nenhuma tão focada quanto esta produção sueca, que oferece um relato acurado de como uma pequena empresa de Estocolmo revolucionou a indústria musical com a ideia de lançar uma plataforma (não pirata) de música por assinatura. Trata-se da história do Spotify. Com roteiro de Christian Spurrier (“Silent Witness”) e direção de Per-Olav Sørensen (“Royalteen”), a trama poderia se centrar apenas em Daniel Ek (Edvin Endre, de “Fartblinda”), que, frustrado por não ser considerado bom o suficiente para trabalhar no Google, acabou criando o Spotify. Em vez disso, divide seu protagonismo com outros profissionais que, de uma forma ou outra, imaginaram a resposta às preces das gravadoras durante a crise sem precedentes que ameaçou acabar com a indústria fonográfica no começo do século 21. Brilhante. | ANGELYNE – POR TRÁS DO ÍCONE DE HOLLYWOOD | GLOBOPLAY Outra minissérie baseada em fatos mais estranhos que a ficção, “Angelyne” homenageia a primeira pessoa que se tornou uma celebridade sem ter nada a mostrar, além de sua vontade de ser famosa. A verdadeira Angelyne ganhou a mídia com um plano ousado nos anos 1980, décadas antes das redes sociais e dos reality shows, ao espalhar outdoors em Los Angeles com sua figura curvilínea. A curiosidade em torno de sua presença nos pôsteres gigantes fez com que ela fosse entrevistada por vários programas de TV, o que lhe rendeu a fama tão desejada. Produzida por Sam Esmail (“Mr. Robot”) e estrelada por sua esposa Emmy Rossum (“Shameless”), a série escrita por Nancy Oliver (roteirista-produtora de “True Blood”) e também traz Martin Freeman (“Pantera Negra”), Alex Karpovsky (“Girls”), Hamish Linklater (“Missa da Meia-Noite”), Charlie Rowe (“Rocketman”), Lukas Gage (“Euphoria”), Michael Angarano (“Minx”), Molly Ephraim (“Perry Mason”) e David Krumholtz (“The Deuce”). | DAS BOOT 3 | LIONSGATE+ Aclamada pela crítica, a série é inspirada no filme “O Barco: Inferno no Mar” (1981) e acompanha a tripulação de um submarino alemão durante a 2ª Guerra Mundial. A 3ª temporada apresenta um capitão britânico que decide agir com crueldade no enfrentamento com os submarinos, após receber a notícia da morte de seu filho em batalha, uma fortuna em ouro contrabandeado, a entrada em cena da marinha japonesa e o ressurgimento do antigo capitão do “barco” em Lisboa, com um plano para encerrar a guerra. Elogiada e com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série é considerada tão boa quanto o filme original, além de ampliar a história que virou cult e consagrou o recentemente falecido diretor Wolfgang Petersen nos anos 1980. Os 10 novos episódios foram dirigidos por Dennis Gansel (do cultuado filme “A Onda”) e Hans Steinbichler (“O Diário de Anne Frank”), e a série encontra-se renovada para a 4ª temporada. | SANDITON 2 | GLOBOPLAY A minissérie de época virou série e garantiu mais temporadas graças à aclamação pública, mas a atriz Rose Williams (de “Reign/Reinado”) perdeu seu par romântico. O ator Theo James (“Divergente”) não retorna, devido a problemas de agenda. Assim, quando Charlotte Heywood (Williams) decide passar um novo verão no pitoresco resort costeiro de Sanditon, ela encontra novos galãs, graças à instalação de uma guarnição militar na região. A produção é baseada no último romance não finalizado de Jane Austen (1775—1817), mais famosa escritora romântica de todos os tempos, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Emma”, entre outros clássicos, que escreveu os 11 primeiros capítulos meses antes de sua morte em 1817, mas não concluiu a trama. A adaptação foi desenvolvida por Andrew Davies, responsável pela versão da BBC de “Guerra e Paz”. Mas seu final abrupto, como o romance inacabado, dividiu opiniões em 2019, originando uma campanha de fãs por uma 2ª temporada, que acabou não sendo realizada da forma como os defensores do casal original gostariam. Os roteiros dos novos capítulos foram escritor por Justin Young (“Death in Paradise”), que teve que imaginar como continuar a história para além do que foi escrito por Austen. E não apenas para uma 2ª temporada. A série já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção. | AS BORBOLETAS NEGRAS | NETFLIX O suspense francês dos cineastas Bruno Merle (“O Príncipe Esquecido”) e Olivier Abbou (“Estranhos em Casa”) acompanha um escritor contratado para escrever as memórias de um humilde aposentado. Mas o que começa como o relato de uma história de amor dos anos 1970 vira a confissão de um serial killer, com direito a inspiração no estilo sangrento do “giallo”, os filmes de psicopata do cinema italiano. O elenco destaca Niels Arestrup (“O Profeta”), Nicolas Duvauchelle (“Polissia”), Alyzée Costes (“Os Pequenos Crimes de Agatha Christie”) e Alice Belaïdi (“Se Eu Fosse um Homem”). | BIG SHOT 2 | DISNEY+ O drama esportivo que leva John Stamos (“Fuller House”) de volta à “high school” traz o ator como um famoso treinador de basquete, que, por causa do comportamento temperamental, é demitido de seu emprego cobiçado e acaba virando professor de educação física numa escola particular para meninas – onde estuda sua filha (Sophia Mitri Schloss, de “The Kicks”). Sua chegada colide com a dinâmica das meninas, mas não demora e o mau humor cede lugar à compreensão, ajudando as garotas a formar um time altamente competitivo. A grande novidade da 2ª temporada é a mudança de status da escola, que deixa de ser exclusivamente feminina para abrir suas portas para garotos, o que cria uma série de novos problemas para o treinador e sua equipe. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”) e Dean Lorey (“Harley Quinn”), a série ainda conta com Jessalyn Gilsig (“Glee”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Monique A. Green (“I Am the Night”), Tiana Le (“No Good Nick”), Sophia Mitri Schloss (“The Kicks”) e a estreante Tish Custodio. | ANOMALIA | NETFLIX A comédia sci-fi sul-coreana acompanha uma jovem que acredita que seu namorado foi abduzido por alienígenas. Ela se junta a uma entusiasta da ufologia para investigar o desaparecimento misterioso dele e acaba se deparando com uma reviravolta atrás da outra. Enquanto a história da amizade das duas protagonistas, que eram amigas de infância, é explicada em flashbacks, a trama do presente investe na dúvida, se os homenzinhos verdes são alucinação ou se a verdade está lá fora. Criada por Jin Han-sae (“Extracurricular”), a produção é estrelada por Jeon Yeo-bin (“Vicenzo”) e a cantora Im Jin-Ah (do grupo de K-pop Orange Caramel). | SHANTARAM | APPLE TV+ A série estrelada por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”) era para ser um filme estrelado e produzido por Johnny Depp, mas essa encarnação nunca saiu do papel. Mas talvez a duração de um filme tornasse a adaptação do best-seller de Gregory David Roberts mais ágil. A trama complexa, cheia de reviravoltas e que demora a ganhar ritmo é sobre a jornada de um homem chamado Lin, que ao fugir de uma prisão australiana se reinventa como médico nas favelas de Bombaim, na Índia, nos anos 1980. Ele acaba se envolvendo com um chefe da máfia local (Alexander Siddig, de “Gotham”) e, eventualmente, usa suas habilidades de tráfico de armas e falsificação para lutar contra as tropas russas invasoras no Afeganistão. Paralelamente, ele se apaixona por uma mulher enigmática e intrigante chamada Karla (Antonia Desplat, de “Carta ao Rei”) e deve escolher entre liberdade ou amor e as complicações que vêm com essa escolha. A produção ambiciosa tem roteiro de Eric Warren Singer (“Trapaça!”), direção do cineasta Justin Kurzel (“Assassin’s Creed”) e ainda conta com o produtor-roteirista Steve Lightfoot (“O Justiceiro”) como showrunner. | O MENINO MALUQUINHO | NETFLIX A adaptação do personagem de Ziraldo é a segunda série brasileira de animação da Netflix – que há quatro anos lançou “Super Drags” para um público mais velho. “O Menino Maluquinho” foi originalmente um livro infantil de mesmo nome publicado em 1980, que se tornou um fenômeno de vendas e inspirou o lançamento de histórias em quadrinhos do personagem, publicadas pelas editoras Abril e Globo de 1989 até 2007. As histórias giram em torno de uma criança alegre e sapeca – ou, como descreve o primeiro parágrafo do livro original, “um menino que tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés”. Cheio de imaginação, o personagem adora aprontar e viver aventuras com os amigos, e diferencia-se por usar um panelão na cabeça, como se fosse um capacete ou chapéu. Antes da série da Netflix, “O Menino Maluquinho” já tinha ganhado duas adaptações live-action para o cinema. A adaptação ficou a cargo de Carina Schulze e Arnaldo Branco (ambos de “Juacas”), com direção de Beto Gomez (“Oswaldo”) e Michele Massagli (“Clube da Anittinha”).
10 filmes novos pra ver em casa no fim de semana
A seleção de filmes para ver em casa inclui a subversão de obras clássicas, com destaque para “Rosalina”, que transforma a tragédia de “Romeu e Julieta” numa comédia de triângulo amoroso, e “Cyrano”, que troca a farsa poética e o famoso narigudo por um musical com Peter Dinklage. Confira abaixo as 10 sugestões da semana para transformar a sala em cinema. | ROSALINA | STAR+ Kaitlyn Dever (de “Fora de Série”) é a Rosalina do título, prima de Julieta e que por acaso também é ex-namorada de Romeu. O filme pretende contar pela primeira vez a história deste triângulo amoroso, transformando uma das maiores tragédias de Shakespeare numa divertida comédia romântica. Para isso, muda a perspectiva da história clássica de amor, mostrando “Romeu e Julieta” pela ótica da ex rejeitada e vingativa, que planeja sabotar o namoro mais famoso de todos os tempos. A trama é baseada num best-seller de Rebecca Serle (autora do livro que virou a série “Famous in Love”) e foi roteirizada pelos especialistas Scott Neustadter e Michael H. Weber, a dupla de “(500) Dias com Ela” e “A Culpa é Das Estrelas”. Já a direção é de Karen Maine, responsável pela cultuada comédia “Acampamento do Pecado” (Yes, God, Yes), e o elenco ainda destaca Kyle Allen (“O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas”) como Romeu e Isabela Merced (a Dora de “Dora e a Cidade Perdida”) como Julieta – além de Minnie Driver (“Speachless”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Christopher McDonald (“Hacks”) e Sean Teale (“The Gifted”). | CYRANO | AMAZON PRIME VIDEO Peter Dinklage (o Tyrion de “Game of Thrones”) vive um Cyrano de Bergerac diferente, que deixa de ser o feioso narigudo da peça clássica de Edmond Rostand (1868-1918) para se tornar uma pessoa com nanismo. Mas esta não é a única mudança do filme, inédito nos cinemas brasileiros. Seu rival se tornou negro com a escalação de Kelvin Harrison Jr. (o Fred Hampton de “Os 7 de Chicago”) como o galã Christian. E a disputa pelo coração de Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”) é apresentada como um musical. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne, mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian. Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura clássica de capa espada até comédia romântica moderna, mas desta vez se materializa como um musical dirigido por Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”), em que os poemas viram música e o triângulo amoroso tira todos para dançar. | ALGUM LUGAR ESPECIAL | TELECINE O drama feito para partir corações conta a história de um pai terminal (James Norton) que quer dar um futuro para o filho pequeno. Na trama, quando o pai descobre que tem apenas alguns meses de vida, ele tenta encontrar uma nova família perfeita para seu filho, determinado a protegê-lo da terrível realidade da vida. Escrito e dirigido pelo italiano Uberto Pasolini (“Uma Vida Comum”), venceu o prêmio do público nos festivais de Varsóvia (Polônia) e Pula (Croácia), além de somar 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. | ESPOSA DE ALUGUEL | NETFLIX A nova comédia brasileira que lembra uma velha Sessão da Tarde traz Caio Castro (“Novo Mundo”) como um solteirão convicto, que nunca se envolveu profundamente com nenhuma mulher além de sua mãe e das três irmãs. Mas ao se descobrir terminal, sua mãe controladora lhe faz um último pedido: vê-lo casado. E para evitar ficar fora do testamento, o solteirão resolve contratar uma atriz (Thati Lopes, de “Diários de Intercâmbio”) para fingir ser sua noiva. Só que ela começa a improvisar e faz tudo diferente do combinado. E para surpresa de todos, agrada em cheio a matriarca, que até entrega as chaves de um imóvel cobiçado da família para o casal. Embora a premissa seja familiar, o talento de Thati Lopes para o humor ajuda a engolir até os aspectos mais intragáveis. “Esposa de Aluguel” tem roteiro de Fil Braz (“Minha Mãe é uma Peça 3”), direção de Cris D’Amato (“Pai em Dobro”) e ainda traz em seu elenco Mariana Xavier (também de “Minha Mãe é uma Peça 3”), Gabi Lopes (“A Menina que Matou os Pais”) e Danielle Winits (“Tudo Bem no Natal que Vem”). | ENTRE TEMPOS | MUBI Estre drama romântico italiano reflete uma longa história de amor, apresentada por meio das memórias de um jovem casal. São lembranças nem sempre fieis, alteradas por humores e diferenças de percepção, além do próprio tempo, que os mostram felizes/infelizes, juntos/separados, apaixonados entre si/apaixonados por outros, num fluxo de emoções e sentimentos. Belamente fotografada e magistralmente escrita e dirigida por Valerio Mieli (“Ten Winters”), a apresentação não linear resulta numa reflexão envolvente sobre a subjetividade das memórias e do amor. Venceu três prêmios paralelos no Festival de Veneza e foi indicado a três outros no David Di Donatello (o Oscar italiano). | EARWIG | MUBI A fantasia sombria da francesa Lucile Hadzihalilovic (“Inocência”) acompanha um zelador de 50 anos, que é contratado para cuidar de uma menina de 10 anos. Sua tarefa mais importante é preservar as dentaduras dela, que são feitas de gelo e devem ser trocadas várias vezes ao dia, além de atender aos muitos telefonemas diários do Mestre, que questiona o bem-estar da criança. A garota com os dentes de gelo nunca sai de casa, onde as persianas estão sempre fechadas. Até o dia em que o zelador é instruído a prepará-la para sair. Tudo acontece de forma misteriosa e bizarra, como as sequências coloridas de luz que refletem os estados emocionais dos personagens, que mal conversam entre si. É inquietante, estranho e por isso a diretora encoraja o público a manter a mente aberta para tirar suas próprias conclusões. Chega apenas no sábado (15/10) na plataforma MUBI. | O GRITO DAS LEOAS | VOD* Três mulheres jovens, de espírito livre, enfrentam o tédio e a falta de expectativas da vida no Kosovo. Para fugir das limitações de suas existências cotidianas, elas decidem formar uma gangue e começar a cometer assaltos. Escrito, dirigido e estrelado aos 18 anos de idade pela precoce Luàna Bajrami (atriz de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), o filme conquistou cinco prêmios internacionais nos festivais de Sarajevo, Varsóvia, Estocolmo e Raindance. | A MALDIÇÃO DE BRIDGE HOLLOW | NETFLIX Esta comédia infantil de Halloween só entrou na lista porque há muitos fãs dos filmes ruins de Marlon Wayans (de “Inatividade Paranormal”) e a seleção de lançamentos da semana está bem fraca em geral. A trama acompanha uma adolescente (Priah Ferguson, de “Stranger Things”) que acidentalmente liberta um espírito capaz de fazer as decorações de Halloween ganharem vida. Diante da catástrofe, ela precisa se unir a seu pai (Wayans), um homem cético que não acredita no sobrenatural, para tentar salvar a cidade. A direção é de Jeff Wadlow (do péssimo terror inspirado na série “A Ilha da Fantasia”) e o elenco ainda conta com a cantora Kelly Rowland (“Freddy vs. Jason”), Lauren Lapkus (“A Missy Errada”) e Rob Riggle (“Anjos da Lei”). Tenha medo e não assista sozinho, deixe as crianças fazerem isso para preservar a sanidade. | ASSALTO NA PAULISTA | GLOBOPLAY O thriller brasileiro é inspirado no assalto real que aconteceu recentemente num grande banco da Avenida Paulista, no coração de São Paulo. A trama acompanha pai e filha adotiva que organizaram o roubo, vendo os planos ensaiados começarem a dar errado a partir da saída do banco e até a tentativa de desovar as joias roubadas no Paraguai. Dirigido por Flavio Frederico (“Boca”), o filme destaca Eriberto Leão e Bianca Bin (ambos de “O Outro Lado do Paraíso”) como protagonistas. | LIMA BARRETO AO TERCEIRO DIA | VOD* A produção alegórica de Luiz Antônio Pilar (“Mojubá”) se passa nos três últimos dias da internação do escritor Lima Barreto em um manicômio. Sofrendo com depressão e alcoolismo, ele relembra sua vida como jovem autor enquanto escreve “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, uma de suas principais obras. Aos 42 anos, o artista fantasia sobre os personagens que criou e tem alucinações constantes que a todo instante o remetem à sua juventude. As duas versões de Lima Barreto também se confrontam com os personagens do romance, que ganham vida e aparecem em cena de forma fantasiosa e caricata. Roteiro e direção de arte foram premiados no festival Cine-PE, de Recife. | TROMBA TREM – O FILME | A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”.
Conheça a história real por trás da série “Bem-Vindos à Vizinhança”
A série “Bem-Vindos à Vizinhança” (The Watcher), que estreou nessa quinta (13/10) na Netflix, é baseada numa bizarra história real, que há oito anos aterrorizou os proprietários de uma casa em Nova Jersey nos EUA. Estrelada por Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) e Bobby Cannavale (“Mr. Robot”), a série conta a história de um casal que compra aquela que seria a sua casa dos sonhos e começa a receber cartas assustadoras de alguém que os vigia. A série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan (parceiros desde “Glee”) tomou algumas liberdades criativas na construção da sua narrativa (como mostrar a família morando na casa, algo que não aconteceu na história real). Mas os fatos verdadeiros foram ainda mais assustadores que sua versão dramatizada. Tudo começou em 2014, quando Maria Broaddus e o marido Derek Broaddus compraram uma casa colonial holandesa de seis quartos, localizada no agora infame endereço 657 Boulevard, em Westfield, Nova Jersey. Antes mesmo de a venda se tornar pública, Derek encontrou a primeira cartas anônima na caixa de correio (conforme apontam os dados de um processo que o casal iniciou contra as pessoas que lhes venderam o imóvel). Em tom sinistro, a carta dizia: “Você precisa encher a casa com o sangue jovem que eu pedi. Assim que souber seus nomes, vou chamá-los e atraí-los para mim. Pedi aos [proprietários anteriores] que me trouxessem sangue jovem.” O autor da carta dizia que sua família observara aquela casa durante gerações e ele se dizia insatisfeito com as recentes reformas feitas no imóvel. “Você conhece a história da casa? Você sabe o que está dentro dos muros do 657 Boulevard? Por que você está aqui? Vou descobrir.” A segunda e terceira cartas, recebidas em 18 de junho e 18 de julho de 2014, foram ainda mais preocupantes. “Quem vai ficar nos quartos de frente para a rua?” perguntou o misterioso autor. “Eu saberei assim que você se mudar. Vai me ajudar a saber quem está em qual quarto para que eu possa planejar melhor.” As cartas foram endereçadas aos novos moradores, por mais que o nome estivesse escrito incorretamente. O autor ainda citou os apelidos das crianças, sugerindo que estava perto o suficiente para conseguir ouvi-los, conforme apontado em um artigo escrito por Reeves Wiedeman para Magazine e publicado em 2018 – que serviu de base para a série da Netflix. Suspeitando que o autor das cartas pudesse ser um dos seus vizinhos mais próximos, Derek e Maria levaram as cartas para a polícia. “Não era alguém do outro lado da cidade ou de outro lugar… Era alguém que estava lá”, disse Wiedeman. “E isso indicava alguém que morava muito perto ou passava muito tempo por lá.” A teoria de que o autor estava próximo foi confirmada pelo fato de ele ter mencionado que um dos filhos do casal estava usando um cavalete em uma varanda fechada, que não era visível da rua. Diante disso, a polícia questionou um vizinho suspeito, um homem de 60 anos que supostamente tinha problemas de saúde mental (e que já morreu). Entretanto, não foi apresentada nenhuma evidência que confirmasse essa suspeita. Mais tarde, foi descoberto que o DNA encontrado em um dos envelopes pertencia a uma mulher. A família processou os antigos proprietários da casa em 2015, alegando que eles deveriam ter divulgado uma carta anterior enviada pelo mesmo sujeito. Depois que o processo virou notícia, o detetive da polícia de Westfield, Barron Chambliss, resolveu investigar o caso novamente. Chambliss suspeitava que uma irmã do vizinho entrevistado poderia ter sido a pessoa que lambeu o envelope. Porém, quando conseguiu uma amostra de DNA dela, viu que não era compatível. O detetive também perseguiu uma pista envolvendo um casal visto em um carro estacionado do lado de fora da casa certa noite. A mulher disse que o homem, seu namorado, jogava videogames “obscuros”, incluindo um que envolvia um “observador”. Mas o homem não atendeu à intimação para ir à delegacia e, posteriormente, mudou-se para fora do estado. Seria ele o autodenominado Watcher? Ninguém sabe. Com a investigação sem resolução, a família Broaddus desistiu de se mudar para a casa. Eles compraram outra moradia e estavam tentando vender a casa assombrada pelas cartas. Porém, ao contrário dos donos anteriores, eles se sentiam na obrigação de avisar possíveis compradores a respeito do que tinha acontecido lá. Diante da dificuldade em vender a residência, a família chegou a considerar demolir a casa e dividir o terreno em dois lotes diferentes. Essa ideia encontrou muita resistência entre os moradores da região, que pareciam não se importar muito com as cartas que a família recebia. Os planos de demolição foram enterrados quando o conselho de planejamento da cidade rejeitou o projeto. Em 2017, algumas semanas depois de o jornal The Star-Ledger publicar que novos inquilinos tinham se mudado para a casa, uma quarta carta foi recebida. Conforme relatado no artigo da revista New York, o tom da nova carta era muito mais agressivo, com ameaças físicas, que sugeriam que os moradores sofreriam algum tipo de violência, seja na forma de um acidente, um incêndio, uma doença misteriosa ou talvez na morte de um animal de estimação. Um ano depois, um juiz indeferiu a ação de Broaddus e outra dos proprietários anteriores, que alegaram difamação. Mais um ano se passou até que o casal finalmente conseguiu vender sua casa dos sonhos para uma família que não parecia se importar com a história daquele local. Os novos proprietários pagaram US$ 959 mil pela casa, o que representou uma perda de quase US$ 400 mil para a família Broaddus, que havia gasto US$ 1,3 milhões, isso sem mencionar os anos de pagamentos de hipotecas e impostos que investiram na casa, sem nunca ter morado lá dentro. Aparentemente, os novos ocupantes não receberam nenhuma carta desde que se mudaram. Derek e Maria Broaddus ainda vivem com os filhos em Westfield e precisaram lidar com a exposição na mídia despertada pela nova série, além da desconfiança dos seus vizinhos, que suspeitam que eles próprios criaram a farsa – o que não faz sentido algum, visto que perderam muito dinheiro com isso. Nem mesmo a venda dos direitos da sua história para o canal pago Lifetime, que desenvolveu um telefilme, e para a série da Netflix compensou as despesas que eles tiveram. Até hoje não se sabe quem é o autor das misteriosas cartas. Assista abaixo o trailer de “Bem-Vindos à Vizinhança”.
Minissérie romântica de Zoë Saldaña ganha vídeo de bastidores
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “Recomeço” (From Scratch), com depoimentos da equipe de produção sobre a minissérie estrelada pela atriz Zoë Saldaña (“Guardiões da Galáxia”). O drama começa de forma romântica, ao acompanhar uma americana (Saldaña) que se apaixona por um chef (o novato Eugenio Mastrandrea) enquanto estuda na Itália. Posteriormente, ela constrói uma vida com ele nos Estados Unidos. Mas então vem a reviravolta tradicional do gênero – veja-se toda a prateleira de obras de Nicholas Sparks – , que envolve doença e a necessidade de seguir em frente. A diferença nesse caso é que a história é real. A atração é num best-seller escrito pela também atriz Tembi Locke (das séries “Eureka” e “The Magician”) com base em sua própria vida. A adaptação está a cargo da roteirista Attica Locke, que escreveu episódios de “Empire” e da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), e é produzida pela própria Zoë Saldaña em parceria com Reese Witherspoon (de “Big Little Lies”). “Recomeço” estreia em 21 de outubro.
Versão musical de “Matilda” ganha novo teaser
A Netflix divulgou novos pôster e teaser legendado da versão musical de “Matilda”, adaptação do clássico infantil do escritor Roald Dahl, que já tinha sido transformado em filme por Danny DeVito em 1996 – um campeão da “Sessão da Tarde”. Para quem não lembra da história original, a personagem-título é uma jovem prodígio que começa a frequentar a escola, onde seu estilo excêntrico é antagonizado pela diretora cruel da instituição, Sra. Trunchbull. Quando Matilda descobre que tem superpoderes, resolve lutar contra o reinado de terror da reitora. Mas apesar da trama ser igual, o novo filme será completamente diferente da versão dos anos 1990. Isto porque é inspirado no musical de “Matilda”, lançado no West End londrino em 2011 e na Broadway em 2013, conquistando sete Olivier Awards e cinco Tony Awards. A produção inclui muita cantoria e dança, além de exagerar ainda mais as situações. Para se ter ideia, a diretora da escola costumava ser vivida por um homem nos teatros – por isso, Ralph Fiennes (o Voldemort de “Harry Potter”) chegou a ser sondado para o papel. Mas foi Emma Thompson quem acabou ganhando a vaga na produção, numa rara interpretação de vilã após uma carreira repleta de personagens infantis bonzinhos, como Nanny McPhee e a professora Trelawney, da franquia “Harry Potter”. Com a ajuda de efeitos especiais, ela se transforma numa antagonista gigante e brutal. O papel de Matilda ficou com a menina irlandesa Alisha Weir, de 12 anos, que se destacou na série “Darklands” (2019), enquanto Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) foi escalada como a professora boazinha Srta. Honey. Andrea Riseborough (“A Vida Extraordinária de Louis Wain”) e Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) também estão no elenco como os pais da menina superpoderosa. Com direção de Matthew Warchus (“Orgulho e Esperança”), “Matilda: O Musical” vai estrear em 25 de dezembro em streaming.











