“The Crown” supera estreia de “1899” pra se manter no trono da Netflix
A 5ª temporada da série “The Crown” manteve o 1º lugar no Top 10 Semanal da Netflix pela segunda semana consecutiva. Ao todo, a atração acumulou mais 84 milhões de horas assistidas no período entre 14 e 20 de novembro – o que representa uma queda das 107 milhões de horas da semana anterior. Ainda assim, os números comprovam que as polêmicas envolvendo a atração antes do seu lançamento alimentaram o interesse do público. A nova temporada se passa na década de 1990, época em que a família real britânica estava em crise devido ao fim do casamento do Príncipe Charles e da Princesa Diana. A 2ª posição ficou com a estreia de “1899”, nova série dos criadores de “Dark”, que foi vista por um total de 79 milhões de horas. Apesar de não liderar, é uma estreia forte para apenas quatro dias de exibição – a estreia aconteceu na quinta (17/11). “The Crown” teve três dias a mais para superar a produção europeia em apenas 5 milhões de horas. Outro detalhe curioso é que inglês não é a língua predominante em “1899”, que apresenta diversos idiomas, como alemão, francês, espanhol, dinamarquês, japonês, chinês e até português. Se tivesse sido considerada como uma série não falada em inglês, “1899” teria uma das maiores aberturas desse ranking no ano. O pódio se completa com a 4ª temporada de “Manifest”, mas sua audiência foi muito mais baixa, rendendo “apenas” 35 milhões de horas. Completando o Top 5 estão a estreia da 3ª e última temporada de “Disque Amiga para Matar”, com 30 milhões de horas assistidas, e a 2ª temporada de “Warrion Nun”, que foi vista por um total de 27 milhões de horas. Entre as séries internacionais, ou seja, não faladas em inglês, o 1º lugar ficou mais uma vez com a atração colombiana “Til Money Do Us Part”, que acumulou 39,9 milhões de horas assistidas, seguida de perto pela 6ª temporada de “Elite”, com 36,8 milhões de horas. Confira abaixo a lista completa do Top 10 das séries faladas em inglês da Netflix. 1. “The Crown 5” 2. “1899” 3. “Manifest 4” 4. “Disque Amiga para Matar 4” 5. “Warrior Nun 2” 6. “Manifest 1” 7. “Revelações Pré-históricas” 8. “Warrior Nun 1” 9. “Recomeço” 10. “Casamento às Cegas 3”
AMC+: Nova plataforma de streaming chega ao Brasil em 2023
Novidade à vista! O streaming do canal pago americano AMC chegará ao Brasil no segundo semestre de 2023, para disputar os espectadores de plataformas já consolidadas no país. A confirmação do lançamento veio por meio de Alejandro Kember, o vice-presidente de distribuição da rede. Em entrevista ao portal argentino “Television”, Kember afirmou que o Brasil será o primeiro país da América Latina a ter acesso ao aplicativo do canal, que é batizado de AMC+. O executivo acrescentou que o serviço terá quatro pilares de conteúdos disponíveis para abranger diferentes públicos, sendo o principal diferencial entre os demais concorrentes. “A proposta que a plataforma terá são de quatro pilares de conteúdo muito claros: Um é AMC, outro é Jagger, outro é Under e o quarto é conteúdos de anime… Pretendemos disponibilizar conteúdos de anime de excelente qualidade, visto o quanto esse também é um mercado muito concorrido e requisitado”, explicou Kember. O AMC+ oferece programas como “Mad Men”, “Dark Winds”, “Moonhaven”, além de toda a franquia original de “The Walking Dead”. O lançamento do streaming, inclusive, aproveita o fim da série principal, que era disponibilizada no Brasil pela Star+, para atrair os fãs da franquia. A AMC vai lançar três séries derivadas com os personagens de “The Walking Dead”, que serão exclusivas da AMC+ no país. Além disso, a rede AMC também é responsável nos EUA pela plataforma Shudder, voltada a produções de terror, e está lançando séries do universo literário da escritora Anne Rice, como “Interview with the Vampire” e “Mayfair Witches”. Atualmente, existem mais de 60 plataformas de streaming em solo brasileiro, segundo a BB Media. Entre as mais conhecidas estão Netflix, Amazon Prime Video, HBO Max, Disney+, Star+, Apple TV+, Paramount+, Lionsgate+ e Crunchyroll, mas há várias outras de nicho segmentado.
2ª temporada de “Vikings: Valhalla” ganha fotos e data de estreia
A Netflix divulgou as primeiras imagens e a data de estreia da 2ª temporada de “Vikings: Valhalla”. Os novos episódios chegarão ao streaming em 12 de janeiro, com direito a novos personagens. A série é uma espécie de continuação de “Vikings”. Desenvolvida pelo mesmo produtor, Michael Hirst, passa-se um século após as façanhas de Ragnar Lothbrok e seus filhos, concentrando-se nas aventuras de outros vikings famosos: os irmãos Leif Eriksson (Sam Corlett, de “O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Freydis Eriksdotter (Frida Gustavsson, de “Swoon”), além de Harald Sigurdsson (Leo Suter, de “The Liberator”), um príncipe viking cristão que se apaixona por Freydis. A 2ª temporada encontra esses heróis logo após a trágica queda de Kattegat, um evento que destruiu seus sonhos e alterou seus destinos. Encontrando-se repentinamente como fugitivos na Escandinávia, eles são forçados a testar suas ambições e coragem em mundos além de seus fiordes familiares. Entre os novos personagens, os destaques são Harekr, líder de uma comunidade viking pagã, interpretado por Bradley James (o Rei Arthur de “Merlin”), Mariam, uma astrônoma árabe vivida por Hayat Kamille (“Assassinato no Expresso do Oriente”), o Rei Yaroslav, o Sábio, governante de um província no norte da Rússia, encarnado por Marcin Dorociński (“O Gambito da Rainha”), e Elena, uma nobre russa interpretada por Sofya Lebedeva (“McMafia”). Todos estão retratados nas fotos abaixo. The only certainties in life are love, death and axes. Vikings: Valhalla Season 2 returns January 12, 2023 only on @netflix. pic.twitter.com/vmb2xA2TAH — Vikings Valhalla (@NetflixValhalla) November 21, 2022
Produtores de “1899” negam acusações de plágio de brasileira: “Nem conhecíamos”
Os produtores alemãos Baran bo Odar e Jantje Friese se pronunciaram nesta segunda (21/11) sobre a polêmica acusação de plágio sofrida pela série “1899”, que estreou na última quinta-feira (17/11) na Netflix. Após a ilustradora brasileira Mary Cagnin afirmar que o programa seria uma cópia descarada de seus quadrinhos “Black Silence”, Friese negou que a nova série da Netflix tenha se inspirado em qualquer material. “Oh, Internet! Não posto nada há anos porque, francamente, acho que as redes sociais se tornaram tóxicas. As últimas 24 horas provaram isso novamente”, escreveu Friese no Instagram. “Para deixar claro: nós não [copiamos]! Até ontem nem sabíamos da existência dessa história em quadrinhos. Ao longo de dois anos, colocamos dor, suor e exaustão na criação de ‘1899’. Esta é uma ideia original e não baseada em nenhum material de origem.” A produtora acrescentou que tem sido “bombardeada com mensagens ofensivas” desde a denúncia neste domingo (20/11) e que a manifestação de Mary Cagnin “deve ser um esquema para vender mais de suas histórias em quadrinhos”. Momentos depois, Friese deletou a postagem. Também pelo Instagram, seu parceiro Baran bo Odar ressaltou que não conheciam a artista, tampouco tinham ciência sobre o quadrinho brasileiro. “Isso tem me deixado extremamente bravo e chateado”, afirmou. “Nunca roubaríamos [obras] de outros artistas, já que nos sentimos como artistas. Também entramos em contato com ela [a ilustradora], então esperamos que ela retire as acusações. A Internet se tornou um lugar estranho. Por favor, mais amor em vez de ódio”, escreveu. Em seu relato, publicado no Twitter, Cagnin se disse “em choque” ao descobrir que “‘1899’ é simplesmente idêntico ao meu quadrinho ‘Black Silence’, publicado em 2016”. Ela listou uma série de “coincidências” entre as duas obras, mostrando lado a lado suas ilustrações e cenas da produção europeia. “Já chorei horrores. Meu sonho sempre foi ser reconhecida pela meu trabalho nacionalmente e internacionalmente. E ver uma coisa dessas acontecendo realmente parte meu coração. Sabemos que no Brasil temos poucas oportunidades para mostrar nosso trabalho e ser reconhecido por ele”, desabafou. Ela postou um link para o público conhecer sua obra gratuitamente em seu site pessoal (marycagnin.com) e tirar suas próprias conclusões. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por baranboodar 🜃 (@baranboodar) Gente os "criadores" da série 1899 tiveram coragem de falar com todas as letras que o plágio na verdade é um esquema da Mary pra vender mais quadrinhos. Toda minha solidariedade pra Mary nesse momento pic.twitter.com/uJNzHGN3lb — Tiny Soprano 🎄 (@porrafabizinha) November 21, 2022
Personagens mortos de “The Walking Dead” voltam como zumbis em comerciais
A produtora e agência de publicidade Maximum Effort, fundada pelo ator Ryan Reynolds (“Deadpool”), divulgou uma série de comerciais divertidos que resgatam antigos personagens mortos de “The Walking Dead”. Exibidos nos intervalos do último episódio da atração, que foi ao ar no domingo (20/11), os anúncios destacam as voltas de Milton Mamet (interpretado por Dallas Roberts), Andrea Harrison (Laurie Holden), Rodney (Joe Ando-Hirsh) e Gareth (Andrew West), que após a morte se tornaram zumbis, mas continuam ativos. Eles aparecem fazendo propaganda das marcas Autodesk, Deloitte, DoorDash, MNTN e Ring. “’The Walking Dead’ gerou mais conversa cultural na última década do que qualquer outra propriedade e queríamos honrar isso trazendo alguns personagens de volta dos mortos em alguns anúncios contextuais divertidos”, disse Reynolds, em comunicado. Ele ainda acrescentou que os comerciais “podem fazer parte da conversa cultural, como costumavam fazer com tanta frequência. Eles só precisam de um pouco mais de amor, atenção e travessuras”. Os comerciais foram desenvolvidos em parceria com a produtora Content Room, da rede americana AMC. Criada em 2020, a Content Room já produziu uma série comerciais vinculados às marcas da AMC, que exibe “The Walking Dead” nos EUA. Entre essas produções, destaca-se “Cooper’s Bar”, uma série de curtas-metragens co-criados e estrelados por Rhea Seehorn (de “Better Call Saul”) que foram indicados ao Emmy. O final de “The Walking Dead” também foi disponibilizado no domingo no Brasil pela plataforma Star+, mas sem os comerciais americanos.
Artista brasileira acusa “1899” de plagiar seus quadrinhos: “Estou em choque”
A artista brasileira Mary Cagnin usou as redes sociais neste domingo (20/11) para acusar a série “1899”, lançada na quinta-feira (17/11) pela Netflix, de plagiar uma obra de quadrinhos que ela lançou em 2016. “Estou em choque”, ela começou. “‘1899’ é simplesmente idêntico ao meu quadrinho ‘Black Silence’, publicado em 2016”, revelou no Twitter. E em seguida listou uma série de “coincidências” entre as duas obras, mostrando lado a lado suas ilustrações e cenas da produção europeia. A única diferença, segundo ela, é que a série desenvolvida pelos produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese, que causaram frenesi mundial com a trama de “Dark”, passa-se num navio do século 19, enquanto “Black Silence” é uma sci-fi espacial. “Está tudo lá: A pirâmide negra. As mortes dentro do navio/nave. A tripulação multinacional. As coisas aparentemente estranhas e sem explicação. Os símbolos nos olhos e quando eles aparecem”, escreveu a brasileira. Ela seguiu fazendo comparações: “As escritas em códigos. As vozes chamando por eles. Detalhes sutis da trama, como dramas pessoais dos personagens, incluindo as mortes misteriosas.” Segundo a autora, é possível que os produtores alemães da série tenham conhecido sua obra quando ela participou, em 2017, da Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia, um evento internacional que disponibilizou “Black Silence” em inglês para editores e profissionais do ramo. Mas vale apontar que uma das roteiristas da série é brasileira: Juliana Lima Dehne, que fez o curta nacional “Pare. Olhe. Escute.” (2009) “Já chorei horrores. Meu sonho sempre foi ser reconhecida pela meu trabalho nacionalmente e internacionalmente. E ver uma coisa dessas acontecendo realmente parte meu coração”, reclamou Cagnin. A artista, que já ilustrou livros e revistas para editoras Globo, Abril e Mol, lançou recentemente seu site pessoal (marycagnin.com), onde é possível ler a íntegra de “Black Silence”. Cagnin não disse se pretende processar os produtores ou a Netflix. Por enquanto, está avaliando “os procedimentos que devo tomar”. “Se é que é que há algo que possa ser feito”, lamentou. Mas fez questão de destacar sua indignação: “A gente não pode achar que só porque somos brasileiros devemos aceitar esse tipo de menosprezo e indiferença. Temos inúmeros casos de gringos copiando a gente, em filmes, séries e músicas. Como o caso do filme ‘As aventuras de Pi’ que foi copiado de um livro brasileiro”, afirmou. Veja abaixo as postagens da brasileira. ESTOU EM CHOQUE. O dia que descobri que a série 1899 é simplesmente IDÊNTICO ao meu quadrinho Black Silence, publicado em 2016. Segue o fio. pic.twitter.com/1deBicrBeQ — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 As escritas em códigos. As vozes chamando por eles. Detalhes sutis da trama, como dramas pessoais dos personagens, incluindo as mortes misteriosas. pic.twitter.com/zenqeq2zqF — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Participei de painéis e distribuí o quadrinho Black Silence para inúmeros editores e pessoas do ramo. Não é difícil de imaginar o meu trabalho chegando neles. Eu não só entreguei o quadrinho físico como disponibilizei a versão traduzida para o inglês. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Tive a oportunidade que muitos quadrinistas nunca tiveram: de poder mostrar meu trabalho para o público internacional. Gente. Eu dei palestras. Falei sobre o plot. Apresentei para pessoas influentes da área. O negócio é sério. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Quem quiser pode ler meu quadrinho que está disponível para leitura online para tirar suas próprias conclusões:https://t.co/owMn85MIal — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022 Já cansei de chorar. Agradeço a todos que leram até aqui e a todos meus leitores por todo o apoio que recebo. Inúmeras pessoas no inbox do Insta comentando sobre as similaridades. Vou ver os procedimentos que devo tomar. Se é que é que há algo que possa ser feito. — Just Mary (@marycagnin) November 20, 2022
Jenna Ortega fez teste para Wandinha usando maquiagem do terror “X”
A atriz Jenna Ortega revelou um detalhe curioso sobre sua escalação para o papel-título de “Wandinha”, nova série sobre a Família Addams na Netflix. Num vídeo gravado para o canal da revista Wired no YouTube, ela contou que ainda estava usando a maquiagem de uma cena brutal do terror “X – A Marca da Morte”, quando atendeu a chamada do diretor Tim Burton para um teste da série. “Tinha sangue falso e suor de glicerina no meu cabelo, um corte enorme na minha cara e estava acordada havia 24 horas”, contou Ortega. “Entrei [na chamada de vídeo] e [Burton] começou a rir.” “X – A Marca da Morte” acaba de ser lançado nas plataformas digitais de VOD e “Wandinha” estreia na quarta-feira (23/11) na Netflix. A série retrata a filha caçula da Família Addams pela primeira vez como uma jovem adulta, mas como a mesma personalidade mórbida. Na trama, após passar por oito escolas diferentes em cinco anos, ela é enviada pela família para a Nevermore Academy (ou Academia Nunca Mais), onde conhece novos colegas tão complicados quanto ela, enquanto aprende a dominar suas habilidades psíquicas emergentes, frustra uma monstruosa onda de assassinatos que aterroriza a cidade e resolve um mistério sobrenatural que envolveu seus pais 25 anos atrás. Além de Jenna Ortega no papel-título, Catherine Zeta Jones (“A Máscara do Zorro”) e Luis Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”) vivem seus pais Morticia e Gomez Addams, Isaac Ordonez (“Uma Dobra no Tempo”) faz seu irmão Feioso (Pugsley) e Fred Armisen (“Los Espookys”) é o Tio Chico. O resto do elenco inclui Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), Thora Birch (Gamma em “The Walking Dead”), Riki Lindhome (“Entre Facas e Segredos”), Jamie McShane (“Mank”), Hunter Doohan (“Your Honor”), Georgie Farmer (“Treadstone”), Moosa Mostafa (“The Last Bus”), Emma Myers (“Girl in the Basement”), Naomi J. Ogawa (“Skylin3s”), Joy Sunday (“Cara Gente Branca”), Percy Hynes White (“The Gifted”) e Christina Ricci, que foi a Wandinha dos filmes de “A Família Addams” dos anos 1990. Os responsáveis pelos roteiros são Alfred Gough e Miles Millar, dupla que criou “Smallville” e a sci-fi de artes marciais “Into the Badlands”. Já o visual gótico estilizado estará sob comando de Tim Burton, responsável por vários terrores cômicos e juvenis ao longo da carreira, incluindo “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990). Depois da série, Jenna Ortega poderá ser vista em outro produção de terror. Ela está no elenco de “Pânico 6”, que chega aos cinemas em março de 2023.
“Murderville” terá especial de Natal na Netflix
A Netflix anunciou que a série de comédia de improviso “Murderville” ganhará uma especial de Natal. O episódio contará com participações de Maya Rudolph (“Desencantada”) e Jason Bateman (“Ozark”) e investigará quem matou o Papai Noel. Veja o teaser abaixo. Lançada em fevereiro na Netflix, “Murderville” é uma sátira de séries policiais baseada em improvisos. Na trama, Will Arnett (“Arrested Development”) vive um detetive policial que comanda a investigação de um assassinato diferente a cada episódio, sempre acompanhado por um convidado famoso, que atua sem roteiro e ideia do que vai acontecer, tendo que improvisar sua participação do início ao fim das gravações. A produção é baseada num sucesso da TV britânica: “Murder in Successville”, da BBC 3. Os seis episódios anteriormente disponibilizados do remake americano têm participações de Annie Murphy (“Schitt’s Creek”), Ken Jeong (“Se Beber Não Case”), Kumail Nanjiani (“Eternos”), Marshawn Lynch (“Westworld”), Sharon Stone (“Instinto Selvagem”) e do apresentador Conan O’Brien. O especial de Natal será lançado no dia 15 de dezembro. TV's deadliest improv comedy is back and this time Maya Rudolph and Jason Bateman are on the case with Senior Detective Terry Seattle (a.k.a. Will Arnett)! Who Killed Santa? A Murderville Murder Mystery premieres December 15 pic.twitter.com/pBF8N90Mda — Netflix (@netflix) November 18, 2022
Nova temporada de “Elite” diminui cenas de sexo e divide fãs
A 6ª temporada de “Elite” estreou na Netflix nessa sexta (18/11) com uma diferença crucial em relação às temporadas anteriores: a diminuição das cenas de sexo. A mudança é proposital e visa refletir os interesses dos realizadores da série em abordar temas mais “sérios”. Mas a novidade dividiu os fãs, com muitos reclamando nas redes sociais que a produção perdeu seu maior atrativo. “Quando você já fez duas partes com ‘fogos de artifício’, como as temporadas 4 e 5, os temas acabam nos levando a uma dinâmica diferente”, explicou Carlos Montero, cocriador da série, ao jornal espanhol El Periódico. “‘Elite’ sempre foi uma série intensa, e estamos completamente envolvidos com a história.” E, refletindo essa “intensidade” das temáticas, a nova temporada aborda questões como racismo, sexismo, abuso doméstico e LGBTfobia. “Sexo está presente na temporada, mas está em segundo plano”, explicou o ator Manú Rios, intérprete de Patrick. “Escrevemos para levar o público a lugares que geram questionamentos, conversas, desconforto, e isso não significa sexo o tempo todo”, completa o roteirista Jaime Vaca. A nova temporada também mostra o romance entre Patrick (Rios) e o brasileiro Ivan (André Lamoglia). Porém, os fãs que estavam esperando por cenas quentes entre os dois estão manifestando a decepção pela diminuição da pegação. “Assistia ‘Elite’ só pelas cenas de sexo e o casal gay, mas nem isso teve nessa temporada, flop demais essa season, dropei”, escreveu um fã nas redes sociais. Outro reclamou de saudades por cenas do trisal da série. Mas enquanto alguns reclamam, outros elogiam as mudanças. “Essa [temporada] de ‘Elite’ está incrivelmente boa, eles souberam abordar temas sérios da forma certa, e ainda não perdeu a vibe da série”, disse outro fã. E a maioria exaltou a oportunidade que a trama deu para a atroz Valentina Zenere brilhar na temporada. “Elite” perdeu vários integrantes do elenco nos últimos dois anos – a maioria dos personagens originais se formou, mas também houveram mortes. As mais recentes baixas foram Samuel (Itzan Escamilla), Omar (Omar Ayuso), Rebeka (Claudia Salas) e Cayetana (Georgina Amorós). Por isso, o elenco foi reforçado. O principal destaque é a presença de Ana Bokesa (“La que se Avecina”), primeira atriz negra da atração em cinco anos. Anteriormente, a série de adolescentes brancos chegou a trazer Sergio Momo (Yeray) e Leïti Sène (Malik). Mas os primeiros atores negros surgiram na 3ª temporada e foram rapidamente dispensados, sem retornar na 4ª. A nova temporada também contou com a adição de Ander Puig (“Ser o No Ser”), primeiro ator trans a fazer parte da série. Na trama, seu personagem, Nico, é vítima de transfobia por parte de Ari (Carla Díaz). “Nico está bem, ele tem uma vida boa, mas Ari cria nele uma insegurança”, explicou o ator. “É importante ter uma história como esta, porque se trata de uma série enorme e isso é ideal para que muitas pessoas entendam como é esta realidade.” Outras novidades incluem Carmen Arrufat (“Todos Mentem”), Álvaro de Juana (“HIT”) e os estreantes Ana Bokesa e Álex Pastrana (“Bem-Vindo ao Éden”). Eles se juntam aos “novatos” do quinto ano, como o brasileiro André Lamoglia (“Juacas”) e a argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”). A 6ª temporada de “Elite” já pode ser vista na Netflix. Assista ao trailer abaixo.
Filmes: 10 estreias para o cinema em casa
A programação de estreias digitais da semana vai do terror extremo à fantasia infantil de Natal, incluindo também produções nacionais importantes, como o candidato do Brasil ao Oscar 2023 e um documentário sobre o mais famoso grupo de rap do país. Confira abaixo as 10 principais estreias para aproveitar em casa. | X – A MARCA DA MORTE | VOD* Um dos terrores mais elogiados do ano, o filme do diretor Ti West (“Cabana do Inferno 2”) atingiu 95% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Fez tanto sucesso que já ganhou um prólogo (ainda inédito no Brasil) e tem um continuação confirmada. O “X” do título se refere à classificação americana para filmes proibidos para menores. Passado nos anos 1970, o longa acompanha a equipe de um filme adulto, que aluga uma casa de um casal de velhinhos no interior do Texas para usar como cenário de uma nova produção. Só que os velhinhos não são inocentes e a locação se revela uma armadilha, que transforma a produção do pornô num terror slasher sanguinário, com direito a ataques de crocodilos e assassinatos sádicos. O elenco destaca Mia Goth (“Ninfomaníaca”) em papel duplo (como porn star e velhinha decrépita), Jenna Ortega (“Pânico”), Martin Henderson (“Virgin River”), Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Owen Campbell (“A Mulher Invisível”), Stephen Ure (“Máquinas Mortais”) e Scott Mescudi (mais conhecido como o rapper Kid Cudi, visto em “Não Olhe para Cima”). | VOCÊ NÃO ESTARÁ SÓ | VOD* O terror fantasioso e envolvente de Goran Stolevski (da série australiana “Nowhere Boys”) explora lendas de seu país natal. A trama se passa numa aldeia isolada nas montanhas da Macedônia do século 19, quando uma criança é sequestrada e criada por uma bruxa, crescendo totalmente isolada e transformada numa criatura sombria. Ao se perceber abandonada, a jovem tenta se reconectar com a família perdida, mas a bruxa observa tudo à distância, com raiva e desejo de vingança. Premiado em dois dos principais festivais de filmes fantásticos, Sitges, na Espanha, e Bucheon, na Coreia do Sul, a obra agradou a crítica em cheio, com 92% no Rotten Tomatoes, mas há quem a considere artística demais para o gênero. O elenco destaca a sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) e a australiana Alice Englert (“Ratched”). | TERRIFIER | AMAZON PRIME VIDEO O primeiro “Terrifier” – cuja sequência causou desmaios nos cinemas dos EUA – chegou de surpresa ao streaming. Lançado em 2016, o slasher é uma produção independente, escrita, produzida e dirigida por Damien Leone, que traz basicamente garotas sendo torturadas e fatiadas por um palhaço sádico. A trama se passa na noite de Halloween, quanto três jovens têm um encontro inesperado com Art, o Palhaço (David Howard Thornton). Curiosamente, esta não foi a primeira aparição de Art. Ele surgiu num curta de 2008, “The 9th Circle”, retornou em outro curta de 2011, também chamado “Terrifier”, e ainda apareceu na antologia “All Hallows’ Eve” (2013), sempre dirigido por Leone. Cenas desses filmes foram aproveitadas em “Terrifier” (ou “Aterrorizante”, fora do streaming no Brasil). Para completar, o palhaço assassino está de volta na continuação, que é ainda mais violenta e tem lançamento marcado para 29 de dezembro nos cinemas brasileiros. | O MILAGRE | NETFLIX O drama sobrenatural, que destaca nova performance arrebatadora de Florence Pugh (“Viúva Negra”), passa-se na Irlanda no ano de 1859, e acompanha uma enfermeira (personagem de Pugh) e uma freira (Josie Walker, de “Belfast”) levadas a uma pequena vila para observar uma menina que supostamente sobrevive há meses sem comer. Segundo a jovem, sua alimentação é fornecida diretamente por Deus. Elas devem determinar se o caso é milagre ou farsa. Baseado no romance homônimo de Emma Donoghue, o filme tem direção do chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”), que também escreveu o roteiro em parceria com Alice Birch (“Normal People”). Muito aplaudido no circuito dos festivais, chega na Netflix com 84% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | DESENCANTADA | DISNEY+ A aguardada sequência de “Encantada” (2007) volta a trazer Amy Adams no papel da Princesa Giselle. Pra quem não lembra, a comédia original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Giselle perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco. | SPIRITED | APPLE TV+ A comédia musical satiriza o clássico “Um Conto de Natal” de Charles Dickens, trazendo Ryan Reynolds (o “Deadpool”) como um Scrooge moderno, que não liga para o Natal, e Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) como um espírito tentando lhe dar uma lição de vida. O problema é que o personagem de Reynolds conhece a história de cor e se recusa a cooperar, enquanto Ferrell se esforça para não ser derrotado, tentando conduzi-lo por uma jornada transformadora com coreografias de musical da Broadway. O filme tem roteiro e direção de Sean Anders e John Morris, responsáveis pela comédia “Pai em Dose Dupla” e sua continuação, ambas estreladas por Ferrell. | UMA HISTÓRIA DE NATAL NATALINA | HBO MAX Esta comédia natalina é continuação do clássico infantil “Uma História de Natal”, de 1983. Para quem não lembra, a famosa Sessão da Tarde se passava na década de 1940 e acompanhava um garoto obcecado em convencer a todos que uma arma de ar comprimido era o presente de Natal perfeito. O novo filme acontece em 1970, com Ralphie levando mulher e filhos para uma visita a sua antiga casa de infância. O personagem é vivido pelo mesmíssimo ator. Peter Billingsley tinha 12 anos quando o filme original foi lançado e atualmente tem 50. Na trama, ele é convencido por sua mãe a realizar um Natal grandioso e a promessa o faz valorizar os esforços de seu falecido pai, que fazia parecer tão fácil organizar a festa, além de reviver alguns dos mesmos problemas de sua noite feliz de 40 anos atrás. O próprio Billingsley concebeu a história da continuação, que teve seu roteiro final escrito por Nick Schenk (parceiro de Clint Eastwood em “Gran Torino” e “A Mula”) e dirigido por Clay Kaytis (“Angry Birds: O Filme”). | TERRA DOS SONHOS | NETFLIX A fantasia estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) é baseada na obra-prima “Little Nemo in Slumberland”, de Winsor McKay, quadrinhos revolucionários lançados em 1905 que continuam influentes até hoje. Mas toma muitas liberdades com a concepção original, a começar pela mudança de sexo de Little Nemo, que deixa de ser um garoto com sonhos febris para virar uma menina (Marlow Barkley, de “Single Parents”) em jornada pelo continente onírico. Mesmo com grande orçamento para materializar a Terra dos Sonhos com muitos efeitos especiais, o filme não chega aos pés dos quadrinhos. Carece de referências mínimas, vislumbradas em alguns momentos de surrealismo, e até de vínculo com a história original. Enquanto Nemo buscava o Reino de Morfeu para brincar com sua filha, no filme sua versão feminina se refugia nos sonhos com saudades do pai falecido (Kyle Chandler, de “Godzilla vs Kong”). Até o personagem de Momoa é completamente distinto. McKay desenhava Flip como um palhaço maníaco e fumador de charuto, sempre disposto a perturbar Nemo com o objetivo de acordá-lo. No filme, ele vira um falastrão com cornos de bode. Todas essas mudanças foram rejeitadas pela crítica, que considerou o filme dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança”) medíocre – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. | MARTE UM | VOD* Grande vencedor do Festival de Gramado e candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2023, o filme de Gabriel Martins (“Temporada”) acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. “Marte Um” também foi exibido no Festival de Sundance, nos EUA, onde encantou a crítica americana e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. | RACIONAIS: DAS RUAS DE SÃO PAULO PRO MUNDO | NETFLIX O documentário traz depoimentos e imagens históricas da carreira dos rappers paulistas, traçando a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Além de cobrir toda sua trajetória de três décadas, a produção aborda o impacto e o legado dos artistas desde os primeiros shows nas quebradas de São Paulo – há imagens de uma performance fantástica em cima de uma laje – , apresentações polêmicas como da Virada Cultural de 2007, até os dias de hoje. Mas como sugere o título, o filme dirigido por Juliana Vicente (“Cidade Correria”) também fala das ruas, da periferia do Capão Redondo e da Vila Mazzei, bairros dos extremos paulistanos, que raramente ganham espaço no audiovisual brasileiro. Zonas de guerra, com marcas de balas e cadáveres, descritas em clássicos da música racional, devidamente celebrados nessa obra. E ainda há olhares femininos, de mães e esposas, que acompanharam a luta dos rappers para sobreviverem no inferno, como dizia o famoso álbum de 1997. Obrigatório para fãs do grupo e do rap em geral. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Séries: 10 lançamentos para a maratona de fim de semana
A semana marca a volta de várias séries populares ao streaming. Mas, apesar disso, a grande expectativa é causada pela estreia de uma nova atração misteriosa dos criadores de “Dark”. Entre os destaques da programação, também há suspenses adolescentes, comédia sombria, drama de época, animação adulta, hip-hop e até Papai Noel. Confira abaixo 10 opções para maratonar no sofá. | 1899 | NETFLIX A nova série de terror dos criadores de “Dark” é basicamente “Lost” no “Titanic”. Tudo se passa durante uma viagem transatlântica do fim do século 19, que sofre um desvio para realizar o salvamento de outra embarcação. Mas ao chegar no suposto naufrágio, situações sobrenaturais começam a se manifestar, assombrando passageiros e a tripulação no oceano sombrio. Segundo a mesma lógica labiríntica de “Dark”, os produtores e roteiristas alemães Baran Bo Odar e Jantje Friese acrescentam cada vez mais perguntas conforme os episódios se desenvolvem, sem responder à maioria e encerrando a temporada num gancho para uma futura resolução. Como prova do prestígio conquistado pelos produtores com sua série anterior, o elenco reúne uma impressionante coleção de talentos internacionais, com destaque para os britânicos Emily Beecham (Melhor Atriz em Cannes pelo terror biológico “Little Joe”), Aneurin Barnard (“Dunkirk”) e Rosalie Craig (“Truth Seekers”), o português José Pimentão (da série da Amazon “Filhas da Lei”), o franco-camaronês Yann Gael (“Loro”), a francesa Mathilde Ollivier (“Operação Overlord”), o alemão Andreas Pietschmann (de “Dark”), o espanhol Miguel Bernardeau (“Elite”), o polonês Maciej Musial (“The Witcher”) e os dinamarqueses Lucas Lynggaard Tønnesen, Clara Rosager (ambos de “The Rain”) e Maria Erwolter (“O Ritual”), além da chinesa estreante Isabella Wei. | DISQUE AMIGA PARA MATAR 3 | NETFLIX O final da atração, que pode marcar a despedida de Christina Applegate (“Up All Night”) das séries, traz a atriz como Jen, uma viúva aparentemente certinha, mas com problemas de gerenciamento de raiva. Depois que seu marido morre em um acidente, ela desenvolve uma amizade com Judy (Cardellini), uma mulher de espírito livre que conheceu num grupo de apoio. Mas quando se tornam amigas improváveis, Judy revela um grande segredo. James Marsden (“Westworld”) também fez parte do elenco nas duas primeiras temporadas, até ter um destino trágico, que acaba envolvendo as duas amigas numa investigação do FBI. Agora, elas tentam fazer de tudo para evitar serem presas. A 3ª temporada ainda mostra como a produção incorporou os problemas de saúde de Applegate à trama, usando um acidente de carro para explicar suas dificuldades para se locomover e o visível aumento de peso. A atriz foi diagnosticada com esclerose múltipla e fez um grande esforço para completar as gravações. “Disque Amiga Para Matar” ainda voltou a reuni-la com o comediante Will Ferrell e o cineasta Adam McKay, que foram, respectivamente, seu coprotagonista e diretor na comédia de cinema “O Âncora” (2004). Os dois produzem a comédia, que foi criada por Liz Feldman (“Duas Garotas em Apuros”). | ELITE 6 | NETFLIX O novo ano escolar em Las Encinas começa tentando encobrir os desastres e tragédias do passado recente. Mas os problemas nas suas salas de aula são sistêmicos: racismo, sexismo, abuso doméstico e LGBTfobia, entre outros temas polêmicos, que são abordados nos novos capítulos. A série perdeu vários integrantes do elenco nos últimos dois anos – a maioria dos personagens originais se formou, mas também houve morte. As mais recentes baixas são Samuel (Itzan Escamilla), Omar (Omar Ayuso), Rebeka (Claudia Salas) e Cayetana (Georgina Amorós). Por isso, o elenco foi reforçado. O principal destaque é Ana Bokesa (“La que se Avecina”), primeira atriz negra da atração em cinco anos. Anteriormente, a série de adolescentes brancos chegou a trazer Sergio Momo (Yeray) e Leïti Sène (Malik), mas os primeiros atores negros, que surgiram na 3ª temporada, foram rapidamente dispensados, sem retornar mais. Outras novidades incluem Carmen Arrufat (“Todos Mentem”), Álvaro de Juana (“HIT”), Ander Puig (“Ser o No Ser”), Álex Pastrana (“Bem-Vindo ao Éden”) e a estreante Ana Bokesa. Eles se juntam aos “novatos” do quinto ano, como o brasileiro André Lamoglia (“Juacas”) e a argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”). | A VIDA SEXUAL DAS UNIVERSITÁRIAS 2 | HBO MAX Criada por Mindy Kaling (“Projeto Mindy” e “Eu Nunca…”) em parceria com o roteirista Justin Noble (“Brooklyn Nine-Nine”), a série gira em torno de quatro colegas de quarto, que passam a conviver em meio à tensão sexual e situações constrangedoras da faculdade. Nos novos episódios, as garotas estão cada vez mais amigas e animadas em meio a festas, vizinhos descamisados e até strippers masculinos. O elenco central destaca as atrizes Pauline Chalamet (a irmã de Timothée Chalamet), Amrit Kaur, Renée Rapp e Alyah Chanelle Scott. Sem experiências prévias, elas se tornaram rapidamente conhecidas com a atração, que atingiu 96% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. | UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO 2 | NETFLIX A primeira produção em inglês do criador de “Elite”, Darío Madrona, é uma adaptação do best-seller homônimo de Karen M. McManus sobre um grupo de estudantes suspeitos de homicídio. O suspense começa com cinco estudantes passando juntos uma tarde de detenção em sua escola – como no clássico “O Clube dos Cinco” (1985). No entanto, no fim do dia, um deles está morto e os investigadores policiais acreditam que a morte não foi acidental. Juntando-se para resolver o crime e se livrarem das suspeitas, eles acabam descobrindo o responsável, que termina a 1ª temporada assassinado, deixando a culpa por uma morte de verdade em suas consciências. Na 2ª temporada, eles tentam manter as aparências, mas quando “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” encontra “Pretty Little Liars”, começam a receber mensagens ameaçadoras no celular ameaçando expor seus segredos. O jovem elenco inclui Annalisa Cochrane (“Cobra Kai”), Marianly Tejada (“The Purge”), Chibuikem Uche (“A Guerra do Amanhã”) e Cooper van Grootel (“Mystery Road”), | LE MONDE DE DEMAIN | NETFLIX A minissérie dramática conta a história da chegada do hip-hop na França e a formação da famosa banda de rap francesa NTM, fazendo um retrato da cena musical e da vida no país europeu nos anos 1980. A criação é de David Elkaim, Vicente Poymiro (ambos da minissérie “Desaparecido para Sempre”) e Hélier Cisterne (“Vandal”). | RIVERDALE 6 | NETFLIX A 6ª temporada marca uma guinada bizarra em “Riverdale”. Após vários flertes, a série finalmente abraçou o sobrenatural, com direito a participações do diabo, de la llorona e da bruxinha Sabrina Spellman (Kiernan Shipka), num crossover com “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Mas isso é apenas o aperitivo de uma narrativa de proporções apocalípticas, que culmina na aparição de super-heróis e na descoberta do metaverso. Absolutamente estranha no multiverso da loucura, esta é também uma das temporadas mais criativas e divertidas da série baseada nos quadrinhos da Archie Comics. | MEU PAPAI (AINDA) É NOEL | DISNEY+ Depois de virar trilogia, o clássico natalino “Meu Papai é Noel” (1994) vira série. Assim como nos filmes, a produção é estrelada por Tim Allen na pele de Scott Calvin, um homem que se vê obrigado a assumir o posto de Papai Noel após causar um acidente com o Bom Velhinho real. Devia ser um arranjo provisório, mas, como mostraram as continuações, a substituição acabou valendo para todos os Natais. Só que agora ele quer se aposentar e parte em busca de um substituto para, finalmente, após quase 30 anos, passar um Natal inteiro com a família. Claro que o plano dá errado, especialmente devido às piadas divisivas escritas por Jack Burditt, criador da sitcom “Last Man Standing”, que também foi estrelada por Tim Allen. Allen é um conservador assumido, assim como Burditt, e a série tende a mostrar um Papai Noel que, apesar de totalmente vermelho, prefere sempre curvas à direita da realidade. | MASTERS OF SEX | PARAMOUNT+ A série sobre os pioneiros da pesquisa sexual científica estreia completa em streaming, com as quatro temporadas produzidas de 2013 a 2016. Desenvolvida por Michelle Ashford (“O Soldado que Não Existiu”), traz Michael Sheen (“Belas Maldições”) e Lizzy Caplan (“Castle Rock”) como William Masters e Virginia Johnson, o casal que organizou secretamente uma revolucionária pesquisa sobre comportamento sexual entre os anos 1950 e 1960 – foram eles os terapeutas que identificaram os quatro estágios do ato sexual e desmistificaram muitas informações equivocadas sobre o orgasmo feminino. Com uma recriação primorosa de época, a trama vai dos comportados anos 1950 aos descabelados 1970, impressionando com figurino, cenografia, fotografia e também por uma coleção de cineastas renomados atrás de suas câmeras. Para dar ideia, a lista de diretores que assina os episódios inclui, entre outros, John Madden (“Shakespeare Apaixonado”), Michael Apted (“007 – O Mundo Não é o Bastante”), Miguel Sapochnik (“Game of Thrones”), Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e Karyn Kusama (“Garota Infernal”). | DEPARTAMENTO DE CONSPIRAÇÕES 2 | NETFLIX A nova série animada de Alex Hirsch, criador de “Gravity Falls”, acompanha o trabalho da Cognito, uma divisão do Departamento de Conspirações dos EUA formada pelos poucos humanos que sabem que alienígenas reptilianos existem, mas o pouso na lua foi fake. Liderada por Reagan Ridley, uma cientista antissocial que precisa lutar contra seu desejo de dominar o mundo, a Cognito se dedica a manter a verdade secreta e… incognita. Na 2ª temporada, Reagan tem pela frente um conflito incontornável contra seu maior inimigo: seu pai Randy Ridley, que assumiu o controle da Cognito e, ao contrário dela, não luta contra seu desejo de dominar o mundo. O elenco de dubladores é liderado por Lizzy Caplan (“Masters of Sex”) como Reagan, Christian Slater (“Mr. Robot”) como seu pai, e também inclui Clark Duke (“Greek”), Tisha Campbell (“Dr. Ken”), Chris Diamantopoulos (“Made for Love”) e Brett Gelman (“Stranger Things”).
Gkay teria tumultuado filmagem da Netflix com crise de estrelismo
A humorista Gkay está sendo acusada de ter crises de “estrelismo” nos bastidores de “Um Natal Cheio de Graça”. A influenciadora teria sido arrogante com os envolvidos no projeto e tumultuado a produção da GLAZ Entretenimento para a Netflix. A informação foi trazida pelo colunista Lucas Pasin, que contou que a dona da “Farofa” não gostava de ser contrariada durante as filmagens. Além disso, Gkay teria sido agressiva com os colegas de trabalho, chegava atrasada e num surto até rasgou o próprio figurino. Um profissional, que pediu para não ser identificado, relatou: “Quando me chamaram para fazer o filme fiquei muito feliz, e ainda pensei: ‘A Gkay deve ser muito legal’. No primeiro dia já me avisaram: ‘Ninguém queria fazer o filme por ser com ela, e achei que você fosse desistir também’”. Ele ainda acrescentou que era comum ouvir os gritos de Gkay pelos estúdios. “[Ela] nunca se desculpava, era como se todos estivessem na obrigação de esperá-la. Ninguém falava nada, já era comum que ela gritasse, e isso intimidava.” Segundo o relato, as gravações, que aconteceram no fim de 2021 em Petrópolis (RJ), tiveram que ser acompanhadas por um profissional do RH da produtora para conter os excessos de Gkay e evitar denúncias de assédio moral. A humorista sabia da informação. Como se não bastasse a arrogância e os “surtos repentinos” da atriz, outra fonte relatou que Gkay não cumpria as recomendações de segurança contra a covid-19. “Ela chegou ao camarim contando que tinha ido a uma festa da [cantora] Anitta na noite anterior, e disse: ‘Beijei não sei quantas bocas. Chupei não sei quantas rolas. E peguei sapinho. Vou passar para todo mundo’. Aquilo ali deixou todos assustados, estávamos no meio de uma pandemia.” O ator Sérgio Malheiros (de “Impuros”), que faz par romântico com Gkay no filme, teria sido um dos mais indignados, a ponto de reclamar do episódio com a produção. Em seguida, a humorista foi chamada para uma conversa. A bronca teria sido o motivo principal para Gkay decidir danificar o figurino, que tinha sido confeccionado para ela. “Saiu chorando e gritando. Entrou no carro e falou que ia embora. Toda a equipe ficou esperando.” “Ela gritava que nós [elenco e equipe] tínhamos vergonha dela, que a culpa era nossa. Tentou mudar a situação para sair de vítima”, lembrou o profissional. Ela retornou ao set, posteriormente. A influenciadora digital também é acusada de ter um comportamento diferente na frente das câmeras, em especial, nos stories do Instagram. Por meio da assessoria de imprensa, a Gkay informou que não se pronunciaria sobre as acusações. A Netflix também não pretende se posicionar. “Um Natal Cheio de Graça” estreia em 30 de novembro na Netflix.
Deborah Ann Woll não foi convidada para nova série do Demolidor
A personagem Karen Page, interpretada pela atriz Deborah Ann Woll nas três temporadas de “Demolidor” na Netflix, não deve retornar para o reboot “Daredevil: Born Again”, que está sendo desenvolvido para a plataforma de streaming Disney+. A informação partiu da própria Woll, em entrevista ao podcast “Inside of You”, apresentado pelo ator Michael Rosenbaum (o Lex Luthor de “Smallville”). “Posso dizer o seguinte: eles ainda não me ligaram. Então, neste momento, não faço parte disso”, revelou Woll. “Eu ficaria emocionada em participar. Eles sabem onde moro. Como eu disse, eu amo a personagem Karen Page. Eu amo contar essa história. Sinto que tenho mais a dizer. Mas cabe a eles decidir que tipo de história querem contar.” Até o momento, só quem foi confirmado na minissérie foram Charlie Cox e Vincent D’Onofrio, intérpretes do herói Matt Murdock/Demolidor e do vilão Wilson Fisk/Rei do Crime, respectivamente. Porém, o título da minissérie, “Daredevil: Born Again”, é o mesmo nome de um arco famoso escrito por Frank Miller e lançado no Brasil como “A Queda de Murdock”. E nesse arco, a personagem de Karen Page tem uma participação essencial. Na trama, Page está viciada em drogas e, quando se vê sem dinheiro para sustentar o vício, vende a identidade do Demolidor a um traficante que, por sua vez, a revende ao Rei do Crime. A partir disso, a vida de Murdock começa a ser destruída. Ainda não se sabe se a minissérie da Disney+ vai adaptar essa história na íntegra, ou se vai usar apenas elementos dela para dar um final digno à história do herói. Afinal, a Netflix cancelou a série do “Demolidor” em 2018, deixando a atração com diversas pontas soltas e sem um final adequado. “A série da Marvel parece inacabada para mim porque fomos cancelados quando pensávamos que teríamos mais”, apontou Woll na conversa com Rosenbaum. “Há uma parte de mim que pensava: ‘Eu tinha mais a dizer sobre Karen’, e senti que estava no meio dessa história.” Após o cancelamento de “Demolidor”, o ator Charlie Cox retornou ao papel de Matt Murdock/Demolidor em uma participação especial no filme “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (2021) e em alguns episódios da série “Mulher-Hulk: Defensora de Heróis”, enquanto Vincent D’Onofrio à Marvel voltou a viver Wilson Fisk/O Rei do Crime na série “Gavião Arqueiro”. Como Murdock chega a se envolver romanticamente com Jennifer Walters/Mulher-Hulk (Tatiana Maslany) em sua última aparição, pode ser que esse romance também se estenda para “Born Again”, visto que ambas as séries são da mesma plataforma de streaming, Disney+. “Daredevil: Born Again” terá 18 episódios e ainda não tem previsão de estreia. Assista abaixo a entrevista de Deborah Ann Woll.











