Cinema paulista vira espaço temático inspirado em drive-in com programação clássica
As estreias de fim de semana não foi apenas nas telas. Uma nova sala de cinema em São Paulo, inspirada nos drive-ins das décadas de 1960 e 1970, foi inaugurada na sexta-feira (17/6), no complexo do icônico Cine Belas Artes – agora Caixa Belas Artes – com grande repercussão na mídia e nas redes sociais. A ideia não se resume aos assentos, inspirados em bancos de carros antigos – restaurados de velhos Dodge, Impala, Galaxie e Cadillac – , e inclui também uma lancheria, com cardápio de hambúrguer e cerveja. O projeto foi idealizado por Facundo Guerra, do Grupo Vegas, e reflete experiências similares em outros países. Localizado na sala 3 do Belas Artes, o Cine Drive-In terá uma programação voltada exclusivamente à exibição de clássicos, com filmes diferentes à cada sessão. Ao longo da primeira semana, estão previstos filmes como “Guerra dos Mundos” (1957), “Marca da Maldade” (1958), “O Abominável Dr. Phibes” (1971), “A Lei do Desejo” (1987), “Akira” (1988) e “Hellraiser” (1990).
Fracasso nos EUA, Warcraft vira fenômeno na China
O fiasco da estreia de “Warcraft” na América do Norte foi suplantado por um desempenho fenomenal do filme na China. A adaptação do game “World of Warcraft” quebrou o recorde de maior bilheteria de estreia do pais. O longa dirigido por Duncan Jones (“Contra o Tempo”) rendeu US$ 145 milhões em quatro dias e superou a maior arrecadação de estreia já registrada no mercado chinês, que pertencia a “Velozes & Furiosos 7” (US$ 135 milhões). O segredo por trás desse sucesso reside na grande distribuição obtida pelo filme na China, consequência de o estúdio Legendary, responsável pela produção, ter sido comprado por um conglomerado chinês, de modo que seus lançamentos podem ser considerados filmes nacionais no país. Isto livrou “Warcraft” de uma série de barreiras que dificultam o sucesso das produções de Hollywood numa economia que ainda é bastante estatizada. O fenômeno foi notado pelo maior astro do cinema chinês, Jackie Chan, que comentou o desempenho de “Warcraft” durante o Festival de Xangai, no domingo (12/6). “‘Warcraft fez todo esse dinheiro e isso está assustando os americanos”, disse Chan. “Se pudermos fazer um filme que ganhe US$ 1 bilhão, então todos os grandes produtores de cinema terão que aprender chinês, em vez de a gente ter que aprender inglês “, acrescentou. “Warcraft” também teve uma boa estreia no Brasil no fim de semana passado, quando abriu em 1º lugar com R$ 9,5 milhões de bilheteria e 587 mil espectadores. Ao todo, a produção já tem US$ 287 milhões arrecadados ao longo de seus primeiros 11 dias de exibição em todo o mundo. O problema é que o filme fracassou de forma retumbante no maior mercado de cinema do planeta, os EUA, onde abriu neste fim de semana com US$ 24,3 milhões, em 2º lugar – e apenas US$ 1 milhão à frente do 3º colocado. O mau desempenho norte-americano (as bilheterias também incluem os cinemas do Canadá) geraram um paradoxo inédito. Pela primeira vez, a América do Norte representou somente 10% do faturamento total de um filme durante sua estreia mundial. Se a tendência pegar, a profecia de Jackie Chan pode mesmo se realizar, com Hollywood aprendendo a falar chinês mais rápido do que se imagina.
Jennifer Lawrence vai viver bilionária no novo filme do diretor de A Grande Aposta
Conhecido por comédias ligeiras, Adam McKay deu uma reviravolta na carreira com o risco calculado de “A Grande Aposta”, filme repleto de atores famosos (Christian Bale, Brad Pitt, Ryan Gosling) que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. E pretende repetir a aposta em seu próximo longa-metragem. Novamente baseado numa história real sobre o mundo das finanças, o filme será estrelado por Jennifer Lawrence (“X-Men: Apocalipse”), a atriz mais bem-sucedida do século. Jennifer vai interpretar a história de Elizabeth Holmes, jovem que largou a faculdade de Engenharia para fundar a startup Theranos, especializada em rápidos diagnósticos médicos a partir de apenas uma gota de sangue. A revolucionária promessa atraiu muitos investidores e, em pouquíssimo tempo, Holmes se tornou a mais jovem bilionária dos Estados Unidos a atingir sucesso sem o respaldo de uma grande herança. Trata-se de mais uma história de empreendedorismo, como a atriz estrelou em “Joy – O Nome do Sucesso” (2015). Mas o final feliz, desta vez, não é garantido. Após uma década de atividade e de atingir o valor de mercado de US$ 9 bilhões, o sucesso do empreendimento logo se provou controvertido, levando o negócio a se desvalorizar de forma vertiginosa, passando a valer US$ 800 milhões no início deste mês. Resultados equivocados, profissionais desqualificados e laboratórios fora dos padrões aceitáveis derrubaram o prestígio da Theranos, que atualmente corre o risco de ficar proibida de atuar no mercado. Holmes nega os problemas e a investigação continua. Após passar por duas franquias de sucesso (“Jogos Vorazes” e “X-Men”), Lawrence entrou em nova fase de sua carreira, e irá emendar a seguir alguns projetos de prestígio, trabalhando com os cineastas Darren Aronofsky e Steven Spielberg. Antes disso, ela estrela uma nova sci-fi, “Passengers”, que estreia no Brasil em janeiro.
Aquarius fecha distribuição com 50 países
O filme “Aquarius”, dirigido por Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”) e estrelado por Sonia Braga (“O Beijo da Mulher-Aranha”), fechou distribuição em cerca de 50 países e disponibilização, após janela cinematográfica, pela Netflix. O anúncio foi feito pelo coprodutor e distribuidor internacional do longa, o francês Saïd Ben Saïd (produtor de “Mapas para as Estrelas”, de David Cronenberg), proprietário da SBS. Por enquanto, a única data de estreia confirmada é 28 de setembro, na França, mas a distribuição também será feita na Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Suíça, Noruega, República Tcheca, Grécia, Turquia, Dinamarca, Polônia, Eslováquia, Croácia, Bósnia, Eslovênia, Sérvia e China. No Brasil, a data de estreia ainda não foi definida, mas deverá ser anunciada nos próximos dias pela distribuidora Vitrine. Nos demais países, o filme deve chegar via Netflix. Um acordo foi feito para streaming na América do Norte, América Latina (exceto o Brasil), Austrália, Nova Zelândia, Grã Bretanha e Ásia (exceto China). O filme teve sua première mundial na competição do Festival de Cannes, onde chamou mais atenção por seu protesto contra o “coup d’Etat” no Brasil, sem ter obtido prêmios, mas fechou participações em 25 outros festivais do circuito internacional – começando pelo Festival de Sydney em junho, seguido de Munique (Alemanha) e Nantes (França), entre outros.
Warner cria DC Films para desenvolver filmes de super-heróis
A Warner Bros. anunciou a criação da DC Films, divisão que ficará responsável pelo lançamento de todos os seus filmes de super-heróis. A nova estrutura será comandada por Jon Berg (executivo da Warner) e Geoff Johns (executivo de DC Entertainment, que lançou o universo da DC na televisão). Segundo o Hollywood Reporter, o estúdio pretende aproveitar o sucesso de Geoff Johns com as séries derivadas dos quadrinhos da DC Comics para tentar repetir a fórmula no cinema. Johns já trabalhou com o cineasta David Ayer na produção de “Esquadrão Suicida” e está co-roteirizando o novo filme solo de Batman junto com o astro Ben Affleck. Jon Berg, por sua vez, também tem uma boa relação com Affleck, com quem trabalhou em “Argo”, além de ter produzido “Batman vs Superman” e os vindouros “Esquadrão Suicida” e “Mulher-Maravilha”. A criação da DC Films tem como um de seus objetivos centralizar as decisões sobre os filmes que a Warner Bros. está desenvolvendo sobre os quadrinhos de sua editora, de modo a evitar que um diretor tenha poder demais sobre esse universo. Trata-se de uma reação às críticas negativas que acompanharam o lançamento de “Batman vs Supeman” e também um desdobramento do processo mais colaborativo da produção de “Esquadrão Suicida”, que teve, inclusive, refilmagens para refletir a expectativa gerada por seu primeiro trailer. As duas primeiras missões dos novos executivos serão supervisionar as filmagens de “Liga da Justiça” e encontrar um diretor para o filme solo do super-herói Flash.
Robin Wright diz que recorreu a ameaças para receber o mesmo que Kevin Spacey em House of Cards
A atriz Robin Wright revelou que chegou a ameaçar seus produtores para receber o mesmo salário de seu companheiro de cena Kevin Spacey na 4ª temporada de “House of Cards”. Robin detalhou a negociação em uma entrevista realizada na noite de terça-feira (17/5), na Fundação Rockefeller Foundation, e compartilhada pelo site Huffington Post. Na série do Netflix, ela interpreta a principal protagonista feminina, a Primeira Dama Claire Underwood, parceira de caráter igualmente duvidoso do presidente Frank Underwood, papel de Spacey. E usou estatísticas que apontavam a popularidade da personagem como argumento para receber aumento. Ela ainda afirmou que teria ameaçado “ir a público” se não recebesse o que pedia. Ironicamente, ela “foi a público” mesmo recebendo. Estilo vingança de Claire Underwood. A exigência se alinha com o protesto de outras estrelas de Hollywood e que já rendeu discurso no Oscar, durante a vitória de Patricia Arquette como Melhor Atriz Coadjuvante por “Boyhood” no ano passado. Na indústria cinematográfica contemporânea, apenas Jennifer Lawrence (franquia “Jogos Vorazes”) consegue salários superiores a de seus colegas masculinos. A situação, porém, deve ser um pouco diferente na televisão, já que há muitas séries centradas em protagonistas femininas.
Rodrigo Teixeira vai produzir novos filmes de Abbas Kiarostami e James Gray
A RT Features, do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, fechou acordos, durante o Festival de Cannes, para coproduzir os novos filmes dos cineastas Abbas Kiarostami (“Cópia Fiel”) e James Gray (“Era Uma Vez em Nova York”). Com roteiro mantido em segredo, “24 Frames” será o primeiro filme de Kiarostami desde “Um Alguém Apaixonado”, de 2012, que fez parte da seleção oficial de Cannes daquele ano. Segundo a revista Variety, o longa é um projeto experimental sobre os filmes que o iraniano vem dirigindo nos últimos três anos. “Kiarostami é um dos maiores nomes do cinema mundial, seus filmes sempre me inspiraram e este é um projeto muito especial e estou muito feliz com a parceria com Charles, seu trabalho nos últimos anos é impressionante”, disse o produtor em comunicado. Já o projeto com James Gray será um épico sci-fi, escrito pelo próprio cineasta americano. A expectativa é que comece a ser rodado no início de 2017. “Temos um roteiro muito forte e vamos anunciar o elenco em breve”, disse o produtor. Rodrigo Teixeira é um dos principais produtores de cinema do país e pioneiro na iniciativa de coprodução internacional. Ele foi bem-sucedido ao se associar como produtor de filmes premiados como a comédia “Frances Ha” (2012) e o terror “A Bruxa” (2015).
Conglomerado da Universal compra a DreamWorks Animation
O estúdio DreamWorks Animation, responsável por animações como “Shrek” (2001), “Kung Fu Panda” (2008) e “Como Treinar O Seu Dragão” (2010), aceitou uma proposta de compra da empresa Comcast, dona da rede NBC e do estúdios Universal, de US$ 4,1 bilhões (ou 3,8 bilhões, descontados débitos pendentes), informou a revista Variety. Assim que a negociação for finalizada, a empresa será integrada ao grupo de cinema da Universal, que já conta com um parceiro na área da animação, a Illumination Entertainment, responsável por “Meu Malvado Favorito” (2010), “Minions” (2015) e o vindouro “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, que estreia em 25 de agosto. O acordo prevê a manutenção da marca DreamWorks Animation – que desde 2004 é uma entidade independente e separada do estúdio DreamWorks, de Steven Spielberg – , num acordo similar ao da incorporação da Pixar pela Disney. A ideia é aproveitar as franquias animadas da companhia para rivalizar com a Disney no mercado de longas animados, séries e parques temáticos. A operação já está acertada entre Jeffrey Katzenberg, CEO da DreamWorks Animation, e os sócios majoritários da Comcast, mas a complexidade da negociação levará até o fim do ano para ser totalmente concluída e aprovada pela entidade regulamentadora dos EUA. Caso o acordo enfrente dificuldades insanáveis, há uma pesada multa prevista para ambas as partes. Katzenberg permanecerá à frente da nova empresa resultante da aquisição, que se chamará DreamWorks New Media, e ainda integrará o grupo de executivos da rede NBCUniversal. Em comunicado para seus funcionários, ele comemorou o negócio. “Este não foi um acordo que precisávamos fazer, mas é o tipo de negócio que eu sempre esperei um dia encontrar. Não só estamos passando o bastão para uma empresa que entende e valoriza a nossa marca, mas também para quem vai nutrir e fazer crescer nossos negócios, que finalmente poderão atingir o seu pleno potencial.” O próximo lançamento da DreamWorks Animation é a animação “Trolls”, que pode lançar uma nova franquia. A estreia está prevista para 3 de novembro no Brasil.
Louis C.K. contrai dívida milionária ao lançar série na internet
O comediante americano Louis C.K., protagonista da premiada série “Louie”, revelou que está devendo milhões de dólares por conta do fracasso da websérie “Horace and Pete”, que ele lançou na internet em janeiro. A confissão foi feita durante uma entrevista ao programa de rádio de Howard Stern na Sirius XM. Ele explicou que a estratégia comercial montada para a série não deu certo, o que o deixou mergulhado em dívidas. Lançada no site oficial do comediante, “Horace and Pete” traz Louis e Steve Buscemi (série “Boardwalk Empire”) como os personagens do título, proprietários de um bar nova-iorquino onde a trama acontece ao longo de uma única noite – com direito a um flashback. Foram produzidos, ao todo, 10 episódios. O último foi disponibilizado em 2 de abril. Os primeiros capítulos custaram US$ 2 milhões, dinheiro que ele tirou do próprio bolso. Para se ter noção, a trilha foi composta simplesmente por Paul Simon. Mas o comediante acreditava que valor seria recuperado após a estreia. Louis pretendia que os espectadores comprassem cada episódio individualmente (os valores variam entre US$ 2 e US$ 5), mas não foi muito convincente. A série estreou sem publicidade e as coisas não aconteceram conforme o planejado. Após o fracasso de “venda” dos primeiros capítulos, Louis decidiu colocar no ar o desfecho de “Horace and Pete” fazendo um empréstimo, o que só piorou as coisas. Ele afirmou que pretende sair em turnê com um espetáculo de stand-up para tentar recuperar o valor perdido.
Sucesso de Os Dez Mandamentos inspira o surgimento da Record Filmes
O sucesso de “Os Dez Mandamentos” inspirou a Record, segunda maior rede de TV do país, a estruturar a Record Filmes, área de negócios voltada a projetos cinematográficos, seguindo os passos da primeira inciativa do gênero, a Globo Filmes, de sua maior rival comercial. O novo departamento já está sendo capitaneado por Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record e autor de uma biografia sobre o dono da emissora, o bispo Edir Macedo. Por sinal, a versão de cinema da biografia de Edir Macedo deve ser o próximo lançamento da empresa. O projeto “já despertou interesse de produtoras e distribuidoras internacionais”, revelou Tavolaro em entrevista ao site Filme B. Mas não há previsão de estreia. O projeto ainda está sendo roteirizado e será dirigido por Alexandre Avancini, diretor da novela e do filme “Os Dez Mandamentos”. Segundo Tavolaro, a Record Filmes também já começou “a receber propostas para os futuros projetos”, que não se limitarão à projetos ligados à rede de TV. Nenhum gênero deve ser descartado: documentários, filmes biográficos, comédias, tramas policiais e romances. “Estamos abrindo uma nova perspectiva para a produção de cinema, que vai além das comédias que dominaram o mercado. O público quer outros formatos e aceita propostas inovadoras”, disse, referindo-se ao gênero de maior sucesso entre os longas da Globo Filmes. Ele também demonstrou, na entrevista, estar interessado na forma como a Globo Filmes vêm trabalhando, transformando filmes em minisséries televisivas – o caminho oposto do que ocorreu com “Os Dez Mandamentos”. “A gente acredita nos produtos que temos na grade, que como demonstra o sucesso de Os Dez Mandamentos, atingiu todas as camadas da população. Mas outras ideias podem surgir no cinema e virar, por exemplo, uma série de televisão e vice-versa”, comentou. Concorrência é sempre a melhor maneira de estimular o mercado. Entretanto, Tavolaro não informou o valor do investimento que será feito no novo departamento.
Steven Spielberg cria novo conglomerado de cinema e TV
O cineasta, produtor e empresário Steven Spielberg lançou um novo conglomerado de cinema e TV, a Amblin Partners, que vai reunir cinco produtoras diferentes sob o mesmo teto: os estúdios DreamWorks, Amblin Entertainment, Participant Media, Reliance Group e Entertainment One. O empreendimento, criado com um capital inicial de US$ 500 milhões, incluirá divisões de cinema, televisão e conteúdo digital. E todos os novos projetos serão desenvolvidos em parceria com a Universal Pictures, responsável por distribuir os filmes no cinema, e a Universal Television, produtora das principais séries exibidas na rede americana NBC e em canais pagos como o SyFy, USA Network e, no mercado internacional, Universal HD, entre outros. Com isso, Spielberg não renovará o contrato de distribuição da DreamWorks com a Disney, que se encerra em agosto. “O Bom Gigante Amigo”, com direção do próprio Spielberg, e o drama “The Light Between Oceans”, estrelado por Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz, serão os últimos títulos de sua empresa distribuídos pela Disney em 2016. Segundo informações do site Deadline, a Universal firmou um contrato de cinco anos com a nova produtora e começará a parceria com a distribuição de “A Garota no Trem”, produção da DreamWorks baseada no best-seller de Paula Hawkins. O thriller será lançado em 7 de outubro nos EUA. Para Spielberg, o negócio também representa uma “volta para casa”. Foi na Universal que ele começou, 45 anos atrás, consagrando-se com seus primeiros sucessos, “Tubarão” (1975) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). A conexão com o estúdio é tão grande que o diretor manteve, neste tempo inteiro, escritórios ativos dentro do complexo da Universal. Graças a isso, não fundiu a marca Amblin com a DreamWorks, mantendo sua primeira produtora fiel à Universal. A mais recente produção da Amblin, distribuída pela Universal, foi simplesmente “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, maior bilheteria de 2015, com US$ 1,6 bilhão arrecadados em todo o mundo. Mas enquanto a Amblin vai de vento em popa, a DreamWorks atravessa uma crise financeira. Fundada em 1994, a empresa já se associou à Paramount e à Disney, mas, nos últimos anos, vem amargando uma série de fracassos de bilheteria, o que fez com que sua posição no mercado fosse repensada. Cada empresa participante na Amblin Partners ingressou com US$ 100 milhões no negócio, sendo que, por comandar duas delas (DreamWorks e Amblin), a maior parte da conta foi bancada pelo próprio Spielberg, por meio de empréstimos bancários. O negócio também muda o status dos estúdios Participant Media, Reliance Group e Entertainment One, que deixam de ser indies do ponto de vista financeiro.










