Vingadores: Guerra Infinita vira maior filme de super-heróis de todos os tempos com US$ 1,6 bilhão
A Marvel quebrou seu próprio recorde de arrecadação. Neste fim de semana, “Vingadores: Guerra Infinita” atingiu impressionantes US$ 1,6 bilhão de bilheteria mundial. Trata-se da 5ª maior arrecadação de cinema de todos os tempos. E a maior entre todos os filmes de super-heróis já lançados, superando o US$ 1,5 bilhão do primeiro “Os Vingadores”, de 2012. À frente de “Vingadores: Guerra Infinita” estão apenas quatro filmes, e o primeiro da lista deverá ser ultrapassado ainda nesta semana. É que a diferença para “Jurassic World” é de somente US$ 65 milhões. Os demais estão mais distantes, pois pertencem à elite absoluta, como os três únicos filmes que renderam mais de US$ 2 bilhões: “Star Wars: O Despertar da Força” (2B), “Titanic” (2,1B) e “Avatar” (2,7B). De forma avassaladora, o novo filme de super-heróis da Marvel faturou cerca de US$ 500 milhões na última semana. Grande parte deste valor foi obtido na China, onde a produção estreou na sexta (11/5) e registrou a segunda maior abertura internacional de todos os tempos – não teria conseguido quebrar o recorde de “Velozes e Furiosos 8”. Graças a este desempenho, o terceiro “Vingadores” atingiu US$ 1 bilhão somente no mercado internacional. O rendimento na América do Norte, por sua vez, chegou a US$ 547,8M, após três fins de semana seguidos como o filme mais visto dos Estados Unidos e Canadá. Este ímpeto contou com ajuda de um calendário repleto de lançamentos fracos. Prevendo seu sucesso, os estúdios rivais trataram de sair da frente, praticamente estendendo o tapete vermelho para a comemoração de recordes de bilheteria. Mas o vento vai parar de soprar a seu favor já no próximo fim de semana, quando enfrentará seu primeiro adversário à altura: nada menos que outro super-herói da Marvel, “Deadpool 2”. Ainda que tenha censura mais elevada, o que diminui seu público, a continuação de “Deadpool” deve tomar a liderança de “Vingadores: Guerra Infinita” em vários países, impossibilitando planos de maiores conquistas.
Vingadores: Guerra Infinita estreia na China e já quebra primeiro recorde no país
“Vingadores: Guerra Infinita” finalmente estreou na China na sexta-feira (10/5). E já bateu seu primeiro recorde por lá. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o longa da Marvel registrou a maior pré-venda de ingressos no país. O terceiro “Vingadores” fez US$ 47,5 milhões em pré-venda até a noite de quarta-feira, deixando na poeira o antigo recordista hollywoodiano, “Velozes e Furiosos 8”, que havia gerado US$ 25 milhões em venda antecipada. O oitavo capítulo da franquia de Vin Diesel também detém o recorde de bilheteira de filme estrangeiro no país: US$ 392,8 milhões. Ou seja, é provável que esta marca seja a próxima a ser derrubada pelo filme dos super-heróis. Se esse sucesso todo se confirmar, “Vingadores: Guerra Infinita” pode chegar a US$ 2 bilhões nas bilheterias mundiais. Até hoje, apenas três filmes superaram esta marca: “Star Wars: O Despertar da Força (US$ 2 bilhões), “Titanic” (US$ 2,1 bilhões) e “Avatar” (US$ 2,7 bilhões). Atualmente, a produção da Marvel é a 13ª maior bilheteira de todos os tempos, com US$ 1,2 bilhão de arrecadação mundial.
Próximo filme de 007 transforma Daniel Craig no ator mais bem-pago do cinema
A revista Variety publicou um relatório sobre os salários atuais dos astros de Hollywood. Além de revelar que Daniel Craig virou o ator mais bem-pago do cinema, graças a seu acordo para estrelar o próximo filme do espião 007, a reportagem concluiu que os salários caíram em relação aos anos 1990, quando estrelas e não franquias eram responsáveis por atrair os grandes públicos de cinema. A lista demonstra que já não é comum ver artistas ganhando mais de US$ 20 milhões por filme, além de participação na bilheteria. Os únicos que faturaram mais de US$ 20 milhões por obra recente foram Daniel Craig, Dwayne Johnson e Vin Diesel. Daniel Craig fechou um acordo de US$ 25 milhões para voltar a viver James Bond, no filme ainda sem título que será lançado no ano que vem, enquanto Dwayne Johnson levou US$ 22 milhões para estrelar o thriller “Red Notice”, previsto para 2020, e Vin Diesel já guardou no banco US$ 20 milhões por “Velozes e Furiosos 8”, um dos maiores sucessos de bilheteria do ano passado – US$ 1,2 bilhão de arrecadação mundial. As primeiras mulheres da lista são Anne Hathaway, que receberá US$ 15 milhões para viver a boneca Barbie em 2020, e Jennifer Lawrence, que recebeu a mesma quantia por “Operação Red Sparrow” – filme que faturou apenas US$ 69 milhões em todo o mundo. Na relação entre tempo de trabalho e salário, porém, ninguém supera Robert Downey Jr. Por sua participação em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que totaliza de 15 minutos de filme, a Marvel lhe pagou US$ 10 milhões. Neste caso, porém, o investimento compensou – o filme rendeu US$ 880 milhões. Também chama atenção que, exceto Robert Downey Jr., nenhum outro ator ou atriz que interpretou super-heróis no cinema entraram na lista dos mais bem pagos. Ao mesmo tempo, confirmando a desvalorização do “star power”, Leonardo Di Caprio viu seu salário desabar após vencer o Oscar. O astro, que tinha recebido US$ 20 milhões para fazer “A Origem”, fechou pela metade para estrelar o próximo filme de Quentin Tarantino, “Once Upon a Time in Hollywood”. A Variety ainda revelou que a disparidade entre atores e atrizes continua gritante, já que Chris Pratt ganhou US$ 2 milhões a mais do que Bryce Dallas Howard no filme “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Os dois tem o mesmo protagonismo na franquia, cuja continuação estreia em 21 de junho no Brasil. Há que se considerar que o relatório não é completo, uma vez que não inclui Johnny Depp, que deve ter negociado um baú de tesouros para projetos como o último “Piratas do Caribe” e a franquia “Animais Fantásticos”, nem Will Smith, que alegadamente recebeu uma fábula por “Bright”, da Netflix. Por outro lado, no apanhado generalizante que publicou em forma de lista, a Variety incluiu até os US$ 2 milhões recebidos por Ethan Hank em “Uma Noite de Crime” de 2013. O detalhe é que o orçamento total daquele filme foi noticiado na época como sendo de US$ 3 milhões! Veja abaixo 20 valores salariais listados pela Variety. Daniel Craig – “James Bond 25” (2019) – US$ 25 milhões Dwayne Johnson – “Red Notice” (2020) – US$ 22 milhões Vin Diesel – “Velozes e Furiosos 8” (2017) – US$ 20 milhões Anne Hathaway – “Barbie” (2020) – US$ 15 milhões Jennifer Lawrence – “Operação Red Sparrow” (2018) – US$ 15 milhões Seth Rogen – “Flarsky” (2019) – US$ 15 milhões Tom Cruise – “A Múmia” (2017) – US$ 11- US$ 13 milhões Harisson Ford – “Indiana Jones 5” (2020) – US$ 10 – US$ 12 milhões Sandra Bullock – “Minions” (2015) – US$ 10 milhões Leonardo Dicaprio – “Once Upon a Time In Hollywood” (2019) – US$ 10 milhões Robert Downey Jr. – “Spider-Man: De Volta ao Lar” (2017) – US$ 10 milhões Kevin Hart – “Jumanji – Bem-Vindos À Selva” (2017) – US$ 10 milhões Chris Pratt – “Jurassic World 2 – Reino Ameaçado” (2018) – US$ 10 milhões Emily Blunt – “Jungle Cruise” (2019) – US$ 8 – US$ 10 milhões Bryce Dallas Howard – “Jurassic World 2 – Reino Ameaçado” (2018) – US$ 8 milhões Tom Hardy – “Venom” (2018) – US$ 7 milhões Ryan Gosling – “First Man” (2018) – US$ 6.5 milhões Jack Black – “Jumanji: Bem-Vindos À Selva” (2017) – US$ 5 milhões Michael B. Jordan – “Creed 2” (2018) – US$ 3 – US$ 4 milhões Ethan Hawke – “The Purge” (2013) – US$ 2 milhões
Hasbro compra marca Power Rangers
A Hasbro anunciou nesta terça-feira (1/5), a compra da marca “Power Rangers” e outras menos espetaculares da Saban, como “My Pet Monster” e “Luna Petunia”. O negócio, que combina dinheiro e ações, foi avaliado em US$ 522 milhões. A fabricante de brinquedos já havia se tornado parceira da Saban em fevereiro, quando firmou um acordo para produzir mercadorias derivadas da franquia “Power Rangers”. “É uma marca icônica, construída a partir da herança de narrativas e produtos com tremendo potencial”, disse o CEO da Hasbro, Brian Goldner, em comunicado. “Depois do nosso acordo de licenciamento, ficou claro que era a hora de investir em liberar todo o potencial dos Power Rangers. Vemos grandes oportunidades, incluindo brinquedos e games, jogos digitais e entretenimento”, completou. O fundador da Saban e criador dos “Power Rangers”, Haim Saban, também comemorou o acordo. “25 anos depois do lançamento de Power Rangers, acredito que o futuro da marca nunca foi melhor.” Por enquanto não há detalhes sobre os planos da Hasbro para o cinema e a TV. “Power Rangers” ganhou um filme em 2017, que contou uma história de origem dos personagens e deveria lançar uma nova franquia cinematográfica. Mas o lançamento foi um grande fracasso. Custou US$ 100 milhões e arrecadou apenas US$ 142 milhões em bilheteria mundial. Não por acaso, nenhuma sequência foi anunciada.
Comcast cobre oferta da Fox pela rede europeia de canais pagos Sky
A Disney venceu a Comcast na disputa pela compra da Fox. Mas o conglomerado americano, que é dono do estúdio Universal e da rede NBC, resolveu dar o troco e cobriu a oferta da Fox pela rede de canais pagos europeus Sky. Oferecendo US$ 31 bilhões pela rede sediada em Londres, a Comcast superou o que havia sido oferecido pela Fox anteriormente e o comitê de acionistas retirou a recomendação de vender os canais Sky para a Fox. “Como resultado do anúncio desta oferta de maior valor, o comitê independente (da Comcast) está descartando a recomendação pela oferta da 21st Century Fox de 15 de dezembro de 2016 e está encerrando o acordo de cooperação que foi feito com a 21st Century Fox na mesma data”, disse a diretoria da Sky. Brian L. Roberts, presidente da Comcast, afirmou: “Estamos animados em formalizar nossa oferta pela Sky hoje. Nós acreditamos há tempos que a Sky é uma grande companhia e que casa bem com a Comcast. A Sky tem negócios fortes, lealdade de clientes e uma marca valiosa. É gerida por uma equipe ótima, com quem estamos ansiosos para trabalhar, construir e crescer os negócios”. Roberts citou ainda os 23 milhões de assinaturas da rede de TV paga e a posição de liderança em países como Reino Unido, Itália e Alemanha para justificar a confiança em um bom negócio. “Será nossa plataforma para crescer na Europa e nos permitirá investir em mais programação original e inovação, para entregar uma experiência diferenciada aos assinantes.” Agora, as agências regulatórias precisam estudar a proposta e o impacto dela, para concretizar ou não o negócio. Isto se a Disney não ajudar a Fox a cobrir a oferta…
Estúdio de A Forma da Água lança divisão televisiva
A Fox Searchlight, estúdio que produziu “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme, vai lançar uma divisão televisiva. A Searchlight Television terá como objetivo produzir material original, além de utilizar a biblioteca de filmes do estúdio para adaptação em séries. Os executivos David Greenbaum e Matthew Greenfield foram promovidos a presidentes de produção para a nova divisão, mas mantém suas funções em relação ao comando cinematográfico da empresa. “Em um momento tão empolgante para a empresa, sentimos que é a hora perfeita para oferecer novos caminhos para talentos visionários e inovadores, bem como para reconhecer as contribuições de David e Matthew”, disseram os presidentes da Fox Searchlight Pictures, Nancy Utley e Steve Gilula, em comunicado. “As relações que a equipe da Searchlight forja com o talento são profundas e duradouras. Faz sentido estender essas relações para a televisão, de modo que a Searchlight possa contar grandes histórias em todas as plataformas”, acrescentou Stacey Snider, presidente e diretor executivo da 20th Century Fox Film. “Em um momento tão empolgante para contar histórias, todos os canais e estúdios da Fox estão entusiasmados em colaborar com a Searchlight ao expandir sua marca exclusiva de excelência inovadora para a televisão”, completou Peter Rice, presidente da 21st Century Fox e presidente do conselho da empresa Fox Networks Group. Greenbaum e Greenfield são executivos seniores da Fox Searchlight há 8 e 11 anos, respectivamente. Juntos, eles têm capitaneado filmes premiados – além do vencedor Oscar deste ano, também “Três Anúncios para um Crime”, “Ilha de Cachorros” e muitos outros. A criação da divisão televisiva acontece após o estúdio anunciar um selo de produções do gênero fantástico, que será coordenado pelo cineasta Guillermo del Toro, justamente de “A Forma da Água”. O projeto já insinuava criações de séries. Ao mesmo tempo, todo esse ímpeto de crescimento acontece no momento em que o grupo Fox aguarda seu destino, que depende da aprovação do governo americano de sua aquisição pela Disney. Como a compra foi motivada pelo interesse da Disney em conteúdo, tudo pode acabar bem. Entretanto, a quantidade de divisões e subdivisões dentro dessas divisões, com custos operacionais paralelos a empresas similares no mesmo grupo, não reflete a forma funcional como a Disney costuma operar seu organograma.
Após aumento, Millie Bobby Brown vai ganhar o mesmo que Winona Ryder em Stranger Things
Após renegociar seu salário com a Netflix, a atriz Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven (Onze) na série “Stranger Things”, teve seu pagamento equiparado ao dos atores adultos da produção. Antes, ela tinha um salário na mesma faixa dos demais atores-mirins. Todos recebiam em torno de US$ 24 mil por episódio. No entanto, segundo o site de celebridades, TMZ, a atriz conquistou um aumento que elevou seu pagamento para US$ 350 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) por episódio da 3ª temporada. Com isso, seu salário passou a se equiparar aos de David Harbour, que encarna o xerife Jim Hopper, e Winona Ryder, intérprete de Joyce Byers, mãe do personagem Will Byers, vivido por Noah Schnapp. Por sinal, tanto Schnapp como os demais astros mirins, Finn Wolfhard (Mike Wheeler), Gaten Matarazzo (Dustin Henderson) e Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair), também tiveram contratos renegociados e receberão aumentos significativos, ainda que menores que o de Bobby Brown. Eles devem ganhar cerca de US$ 250 mil por cada capítulo da série. A 3º temporada de “Stranger Things” ainda não tem data de estreia prevista.
Diego Boneta entra no reboot de O Exterminador do Futuro
O ator mexicano Diego Boneta, que estrelou a série “Scream Queens” e o musical “Rock of Ages”, entrou no elenco do próximo filme da franquia “O Exterminador do Futuro”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele terá um papel fundamental no reboot do reboot da franquia. Ainda que detalhes estejam sendo mantidos em segredo no cofre da Cyberdyne, fontes ouvidas pela publicação afirmam que ele interpretará um personagem humano. Ele se junta à atriz Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), anteriormente anunciada, e aos astros dos dois primeiros filmes, Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger, que voltarão a se encontrar após 28 anos. O filme também marca o regresso do cineasta James Cameron à franquia. Ele retorna como roteirista e produtor, após comandar os dois longa-metragens iniciais. A direção está a cargo de Tim Miller (“Deadpool”). E, com um pequeno adiamento, a estreia encontra-se marcada para 22 de novembro de 2019 nos Estados Unidos.
Marcas investiram US$ 150 milhões para incluir produtos em Vingadores: Guerra Infinita
“Vingadores: Guerra Infinita” ainda não estreou, mas já rendeu US$ 150 milhões para a Marvel. Segundo o site Deadline, este é o valor estimado de investimentos de anunciantes na produção. Trata-se de valor recorde para a Marvel. O montante é o dobro do investimento publicitário no filme anterior da franquia, “Era de Ultron”, de 2015, mas apenas ligeiramente superior ao do recordista anterior, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Os US$ 140 milhões despejados longa do herói adolescente levou o personagem a virar garoto-propaganda de serviços de telefonia e automóveis, entre outras campanhas lançadas em paralelo ao filme. Em relação aos Vingadores, o Deadline apurou que só a Coca-Cola investiu US$ 40 milhões para divulgar seus produtos. Portanto, se entre o salvamento do mundo e uma morte trágica algum herói dar uma pausa para arrotar, o barulho ouvido serão dos dólares do refrigerante. Outras marcas envolvidas no financiamento da produção incluem as embalagens plásticas Ziploc, várias empresas alimentícias, um banco, a companhia aérea American Airlines e os carros de luxo Infiniti. Há também investimento de Samsung, Qualcomm, Unilever e Quaker em mercados fora dos Estados Unidos. O investimento elevado ajuda a equalizar as despesas de produção, que não são pequenas. O orçamento das filmagens e pós-produção de “Vingadores: Guerra Infinita” é estimado em US$ 200 milhões, sem contar os gastos de marketing para divulgar o filme, geralmente de montante similar. A recente viagem de Chris Pratt a São Paulo, por exemplo, saiu do orçamento de marketing. A estreia está marcada para 26 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Guillermo Del Toro vai lançar selo de filmes de terror com a Fox Seachlight
O cineasta Guillermo del Toro, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme e Direção, assinou um contrato de exclusividade com a Fox Searchlight, produtora do premiado “A Forma da Água”. A parceria vai render novos filmes dirigidos e/ou produzidos por Del Toro, além de gerar um selo especializado, focado em atrações do gênero fantástico – terror, sci-fi e fantasia – , que terá o diretor como curador. “Por muito tempo esperei encontrar um ambiente em que eu pudesse distribuir, nutrir e produzir novas vozes em filmes de gênero inteligentes, inventivos e canalizar a minha própria voze. Na Fox Searchlight, eu encontrei um lar real para a produção de filmes – uma parceria baseada em trabalho, entendimento entre as partes e, acima de tudo, fé. Após a incrível experiência que tive na Fox Searchlight com ‘A Forma da Água’, estou honrado de ter a oportunidade de continuar esse relacionamento”, afirmou del Toro, em comunicado. O primeiro projeto do diretor a ser lançado após o acordo será “Antlers”, sobre um professor de Ensino Básico que recebe um novo aluno com problemas misteriosos em sua classe. Del Toro assinará apenas a produção. A direção de “Antlers” está a cargo de Scott Cooper (“Aliança do Crime), que também escreveu o longa, em parceria com Nick Antosca (criador de “Channel Zero”).
Estúdio de Harvey Weinstein pede falência e acordos de confidencialidade são invalidados
O estúdio The Weinstein Company anunciou seu pedido de falência. A empresa deu entrada nos documentos para decretação de estado falimentar na segunda-feira (19/3). E, além disso abrir as portas para interessados em comprar seus ativos a um preço mais baixo, via leilão, também torna sem validade todos os contratos de confidencialidade que podem ter impedido funcionários e outras mulheres de denunciarem seu proprietário, o produtor Harvey Weinstein. Uma das condições do governo americano para o processo avançar foi a anulação dos acordos feitos pela empresa, em nome de Harvey Weinstein, para impedir declarações de atrizes que trabalharam em seus estúdios. “Desde outubro, foi relatado que Harvey Weinstein usou acordos de confidencialidade como uma arma secreta para silenciar suas acusadoras. Como efeito imediato, esses ‘acordos’ acabaram”, disse a empresa em uma declaração oficial. “Ninguém deve ter medo de falar ou pode ser coagido para ficar quieto”, acrescentou a empresa no comunicado. “A Companhia agradece as pessoas corajosas que já se manifestaram. Suas vozes inspiraram um movimento de mudança em todo o país e em todo o mundo”. A quebra financeira da companhia vem justamente no rastro das acusações de assédio sexual contra Weinstein, que chacoalharam a indústria cinematográfica americana a partir de outubro do ano passado. Mais de 70 mulheres denunciaram terem sido abusadas e até estupradas por Weinstein ao longo dos últimos 30 anos, e a revelação do escândalo levou a inúmeros cancelamentos de contratos com o estúdio, que se juntaram a processos para tornar as dívidas da empresa impagáveis. O estúdio ainda tentou encontrar um comprador. E quase fechou contrato, mas o interessado se assustou ao ver o tamanho do buraco em que estava se metendo e cancelou o negócio em cima da hora. Assim, a empresa decidiu apresentar seu plano de falência ao tribunal de Delaware, listando entre U$ 500 milhões e US $ 1 bilhão em passivos e US $ 500 milhões a US $ 1 bilhão em ativos. Dentro do processo falimentar, a empresa afirmou em um comunicado que entrou em acordo com a investidora Lantern Capital, que compraria todos os ativos da empresa e controlaria o leilão das ações da empresa falida, sob supervisão judicial.
Crianças de Stranger Things vão ganhar aumento de salário na 3ª temporada da série
Como é costume entre as séries bem-sucedidas, o elenco de “Stranger Things” vai ganhar aumento para gravar a 3ª temporada da atração. As bonificações não são decorrentes de renegociação de contrato, mas uma prática tradicional na indústria televisiva, após uma série mostrar seu potencial por duas temporadas. Os atores mais jovens serão os mais beneficiados pelo acordo. Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin eram praticamente desconhecidos antes de entrarem na série, e alegadamente recebiam cerca de US$ 30 mil por episódio. Segundo apurou o site Deadline, esses salários vão pular para um mínimo de US$ 150 mil por episódio, podendo chegar até US$ 250 mil em alguns casos. Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven (Onze), supostamente receberia mais que os demais pelo destaque atingido por seu papel. Os atores adolescentes, como Natalia Dyer e Charlie Heaton, não teriam um aumento tão grande, ficando na faixa de US$ 100 mil a 150 mil. Por fim, os veteranos Winona Ryder e David Harbour já recebiam mais que os demais e continuarão num patamar acima – ainda segundo o Deadline, entre US$ 250 mil e 350 mil por episódio. A Netflix não confirmou os salários.
Compra da Weinstein Company é cancelada após descoberta de dívidas milionárias
A compra do estúdio The Weinstein Company deu para trás. O grupo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo do ex-presidente americano Barack Obama, retirou sua oferta na terça-feira (6/3), após analisar minunciosamente a contabilidade da empresa. Segundo a agência Reuters, a desistência foi consequência da descoberta de que as dívidas do estúdio eram muito maiores do que previamente revelado durante a negociação. O conselho da Weinstein Company disse que continuará trabalhando para “determinar se existem quaisquer opções viáveis que não sejam a falência”. Apesar da desistência de seus principais financiadores, Maria Contreras-Sweet disse que ainda acredita na ideia de um estúdio liderado por mulheres e que estudará comprar ativos se eles se tornarem disponíveis em um processo de falência. A empresária pretendia formar um conselho de maioria feminina para reformular o estúdio de Hollywood. Em comunicado, ela chegou a afirmar que planejava lançar uma nova empresa, poupar cerca de 150 empregos, proteger os pequenos negócios aos quais se deve dinheiro e criar um fundo de indenização para as vítimas de Harvey Weinstein, que cobriria eventuais processos. Os investidores descobriram, porém, que a dívida da empresa era de US$ 280 milhões e não os US$ 225 milhões revelados anteriormente. Haveria a existência de obrigações de pagamentos de royalties até então desconhecidas e outras remunerações de trabalho pendentes, além de dívidas a fornecedores e um processo de arbitragem comercial. O entusiasmo do conselho durou menos de uma semana. Apesar de existirem outros interessados na compra da TWC, os valores deverão ser diferentes. E não está descartada a falência do estúdio. Anteriormente, os diretores da empresa chegaram a anunciar que buscariam a falência, mas a ameaça foi usada como forma de pressionar a Procuradoria Geral a aprovar sua venda. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. A falência deixaria os credores e as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. A agonia da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.











