Hasbro compra marca Power Rangers
A Hasbro anunciou nesta terça-feira (1/5), a compra da marca “Power Rangers” e outras menos espetaculares da Saban, como “My Pet Monster” e “Luna Petunia”. O negócio, que combina dinheiro e ações, foi avaliado em US$ 522 milhões. A fabricante de brinquedos já havia se tornado parceira da Saban em fevereiro, quando firmou um acordo para produzir mercadorias derivadas da franquia “Power Rangers”. “É uma marca icônica, construída a partir da herança de narrativas e produtos com tremendo potencial”, disse o CEO da Hasbro, Brian Goldner, em comunicado. “Depois do nosso acordo de licenciamento, ficou claro que era a hora de investir em liberar todo o potencial dos Power Rangers. Vemos grandes oportunidades, incluindo brinquedos e games, jogos digitais e entretenimento”, completou. O fundador da Saban e criador dos “Power Rangers”, Haim Saban, também comemorou o acordo. “25 anos depois do lançamento de Power Rangers, acredito que o futuro da marca nunca foi melhor.” Por enquanto não há detalhes sobre os planos da Hasbro para o cinema e a TV. “Power Rangers” ganhou um filme em 2017, que contou uma história de origem dos personagens e deveria lançar uma nova franquia cinematográfica. Mas o lançamento foi um grande fracasso. Custou US$ 100 milhões e arrecadou apenas US$ 142 milhões em bilheteria mundial. Não por acaso, nenhuma sequência foi anunciada.
Comcast cobre oferta da Fox pela rede europeia de canais pagos Sky
A Disney venceu a Comcast na disputa pela compra da Fox. Mas o conglomerado americano, que é dono do estúdio Universal e da rede NBC, resolveu dar o troco e cobriu a oferta da Fox pela rede de canais pagos europeus Sky. Oferecendo US$ 31 bilhões pela rede sediada em Londres, a Comcast superou o que havia sido oferecido pela Fox anteriormente e o comitê de acionistas retirou a recomendação de vender os canais Sky para a Fox. “Como resultado do anúncio desta oferta de maior valor, o comitê independente (da Comcast) está descartando a recomendação pela oferta da 21st Century Fox de 15 de dezembro de 2016 e está encerrando o acordo de cooperação que foi feito com a 21st Century Fox na mesma data”, disse a diretoria da Sky. Brian L. Roberts, presidente da Comcast, afirmou: “Estamos animados em formalizar nossa oferta pela Sky hoje. Nós acreditamos há tempos que a Sky é uma grande companhia e que casa bem com a Comcast. A Sky tem negócios fortes, lealdade de clientes e uma marca valiosa. É gerida por uma equipe ótima, com quem estamos ansiosos para trabalhar, construir e crescer os negócios”. Roberts citou ainda os 23 milhões de assinaturas da rede de TV paga e a posição de liderança em países como Reino Unido, Itália e Alemanha para justificar a confiança em um bom negócio. “Será nossa plataforma para crescer na Europa e nos permitirá investir em mais programação original e inovação, para entregar uma experiência diferenciada aos assinantes.” Agora, as agências regulatórias precisam estudar a proposta e o impacto dela, para concretizar ou não o negócio. Isto se a Disney não ajudar a Fox a cobrir a oferta…
Estúdio de A Forma da Água lança divisão televisiva
A Fox Searchlight, estúdio que produziu “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme, vai lançar uma divisão televisiva. A Searchlight Television terá como objetivo produzir material original, além de utilizar a biblioteca de filmes do estúdio para adaptação em séries. Os executivos David Greenbaum e Matthew Greenfield foram promovidos a presidentes de produção para a nova divisão, mas mantém suas funções em relação ao comando cinematográfico da empresa. “Em um momento tão empolgante para a empresa, sentimos que é a hora perfeita para oferecer novos caminhos para talentos visionários e inovadores, bem como para reconhecer as contribuições de David e Matthew”, disseram os presidentes da Fox Searchlight Pictures, Nancy Utley e Steve Gilula, em comunicado. “As relações que a equipe da Searchlight forja com o talento são profundas e duradouras. Faz sentido estender essas relações para a televisão, de modo que a Searchlight possa contar grandes histórias em todas as plataformas”, acrescentou Stacey Snider, presidente e diretor executivo da 20th Century Fox Film. “Em um momento tão empolgante para contar histórias, todos os canais e estúdios da Fox estão entusiasmados em colaborar com a Searchlight ao expandir sua marca exclusiva de excelência inovadora para a televisão”, completou Peter Rice, presidente da 21st Century Fox e presidente do conselho da empresa Fox Networks Group. Greenbaum e Greenfield são executivos seniores da Fox Searchlight há 8 e 11 anos, respectivamente. Juntos, eles têm capitaneado filmes premiados – além do vencedor Oscar deste ano, também “Três Anúncios para um Crime”, “Ilha de Cachorros” e muitos outros. A criação da divisão televisiva acontece após o estúdio anunciar um selo de produções do gênero fantástico, que será coordenado pelo cineasta Guillermo del Toro, justamente de “A Forma da Água”. O projeto já insinuava criações de séries. Ao mesmo tempo, todo esse ímpeto de crescimento acontece no momento em que o grupo Fox aguarda seu destino, que depende da aprovação do governo americano de sua aquisição pela Disney. Como a compra foi motivada pelo interesse da Disney em conteúdo, tudo pode acabar bem. Entretanto, a quantidade de divisões e subdivisões dentro dessas divisões, com custos operacionais paralelos a empresas similares no mesmo grupo, não reflete a forma funcional como a Disney costuma operar seu organograma.
Após aumento, Millie Bobby Brown vai ganhar o mesmo que Winona Ryder em Stranger Things
Após renegociar seu salário com a Netflix, a atriz Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven (Onze) na série “Stranger Things”, teve seu pagamento equiparado ao dos atores adultos da produção. Antes, ela tinha um salário na mesma faixa dos demais atores-mirins. Todos recebiam em torno de US$ 24 mil por episódio. No entanto, segundo o site de celebridades, TMZ, a atriz conquistou um aumento que elevou seu pagamento para US$ 350 mil (cerca de R$ 1,1 milhão) por episódio da 3ª temporada. Com isso, seu salário passou a se equiparar aos de David Harbour, que encarna o xerife Jim Hopper, e Winona Ryder, intérprete de Joyce Byers, mãe do personagem Will Byers, vivido por Noah Schnapp. Por sinal, tanto Schnapp como os demais astros mirins, Finn Wolfhard (Mike Wheeler), Gaten Matarazzo (Dustin Henderson) e Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair), também tiveram contratos renegociados e receberão aumentos significativos, ainda que menores que o de Bobby Brown. Eles devem ganhar cerca de US$ 250 mil por cada capítulo da série. A 3º temporada de “Stranger Things” ainda não tem data de estreia prevista.
Diego Boneta entra no reboot de O Exterminador do Futuro
O ator mexicano Diego Boneta, que estrelou a série “Scream Queens” e o musical “Rock of Ages”, entrou no elenco do próximo filme da franquia “O Exterminador do Futuro”. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele terá um papel fundamental no reboot do reboot da franquia. Ainda que detalhes estejam sendo mantidos em segredo no cofre da Cyberdyne, fontes ouvidas pela publicação afirmam que ele interpretará um personagem humano. Ele se junta à atriz Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), anteriormente anunciada, e aos astros dos dois primeiros filmes, Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger, que voltarão a se encontrar após 28 anos. O filme também marca o regresso do cineasta James Cameron à franquia. Ele retorna como roteirista e produtor, após comandar os dois longa-metragens iniciais. A direção está a cargo de Tim Miller (“Deadpool”). E, com um pequeno adiamento, a estreia encontra-se marcada para 22 de novembro de 2019 nos Estados Unidos.
Marcas investiram US$ 150 milhões para incluir produtos em Vingadores: Guerra Infinita
“Vingadores: Guerra Infinita” ainda não estreou, mas já rendeu US$ 150 milhões para a Marvel. Segundo o site Deadline, este é o valor estimado de investimentos de anunciantes na produção. Trata-se de valor recorde para a Marvel. O montante é o dobro do investimento publicitário no filme anterior da franquia, “Era de Ultron”, de 2015, mas apenas ligeiramente superior ao do recordista anterior, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Os US$ 140 milhões despejados longa do herói adolescente levou o personagem a virar garoto-propaganda de serviços de telefonia e automóveis, entre outras campanhas lançadas em paralelo ao filme. Em relação aos Vingadores, o Deadline apurou que só a Coca-Cola investiu US$ 40 milhões para divulgar seus produtos. Portanto, se entre o salvamento do mundo e uma morte trágica algum herói dar uma pausa para arrotar, o barulho ouvido serão dos dólares do refrigerante. Outras marcas envolvidas no financiamento da produção incluem as embalagens plásticas Ziploc, várias empresas alimentícias, um banco, a companhia aérea American Airlines e os carros de luxo Infiniti. Há também investimento de Samsung, Qualcomm, Unilever e Quaker em mercados fora dos Estados Unidos. O investimento elevado ajuda a equalizar as despesas de produção, que não são pequenas. O orçamento das filmagens e pós-produção de “Vingadores: Guerra Infinita” é estimado em US$ 200 milhões, sem contar os gastos de marketing para divulgar o filme, geralmente de montante similar. A recente viagem de Chris Pratt a São Paulo, por exemplo, saiu do orçamento de marketing. A estreia está marcada para 26 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Guillermo Del Toro vai lançar selo de filmes de terror com a Fox Seachlight
O cineasta Guillermo del Toro, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme e Direção, assinou um contrato de exclusividade com a Fox Searchlight, produtora do premiado “A Forma da Água”. A parceria vai render novos filmes dirigidos e/ou produzidos por Del Toro, além de gerar um selo especializado, focado em atrações do gênero fantástico – terror, sci-fi e fantasia – , que terá o diretor como curador. “Por muito tempo esperei encontrar um ambiente em que eu pudesse distribuir, nutrir e produzir novas vozes em filmes de gênero inteligentes, inventivos e canalizar a minha própria voze. Na Fox Searchlight, eu encontrei um lar real para a produção de filmes – uma parceria baseada em trabalho, entendimento entre as partes e, acima de tudo, fé. Após a incrível experiência que tive na Fox Searchlight com ‘A Forma da Água’, estou honrado de ter a oportunidade de continuar esse relacionamento”, afirmou del Toro, em comunicado. O primeiro projeto do diretor a ser lançado após o acordo será “Antlers”, sobre um professor de Ensino Básico que recebe um novo aluno com problemas misteriosos em sua classe. Del Toro assinará apenas a produção. A direção de “Antlers” está a cargo de Scott Cooper (“Aliança do Crime), que também escreveu o longa, em parceria com Nick Antosca (criador de “Channel Zero”).
Estúdio de Harvey Weinstein pede falência e acordos de confidencialidade são invalidados
O estúdio The Weinstein Company anunciou seu pedido de falência. A empresa deu entrada nos documentos para decretação de estado falimentar na segunda-feira (19/3). E, além disso abrir as portas para interessados em comprar seus ativos a um preço mais baixo, via leilão, também torna sem validade todos os contratos de confidencialidade que podem ter impedido funcionários e outras mulheres de denunciarem seu proprietário, o produtor Harvey Weinstein. Uma das condições do governo americano para o processo avançar foi a anulação dos acordos feitos pela empresa, em nome de Harvey Weinstein, para impedir declarações de atrizes que trabalharam em seus estúdios. “Desde outubro, foi relatado que Harvey Weinstein usou acordos de confidencialidade como uma arma secreta para silenciar suas acusadoras. Como efeito imediato, esses ‘acordos’ acabaram”, disse a empresa em uma declaração oficial. “Ninguém deve ter medo de falar ou pode ser coagido para ficar quieto”, acrescentou a empresa no comunicado. “A Companhia agradece as pessoas corajosas que já se manifestaram. Suas vozes inspiraram um movimento de mudança em todo o país e em todo o mundo”. A quebra financeira da companhia vem justamente no rastro das acusações de assédio sexual contra Weinstein, que chacoalharam a indústria cinematográfica americana a partir de outubro do ano passado. Mais de 70 mulheres denunciaram terem sido abusadas e até estupradas por Weinstein ao longo dos últimos 30 anos, e a revelação do escândalo levou a inúmeros cancelamentos de contratos com o estúdio, que se juntaram a processos para tornar as dívidas da empresa impagáveis. O estúdio ainda tentou encontrar um comprador. E quase fechou contrato, mas o interessado se assustou ao ver o tamanho do buraco em que estava se metendo e cancelou o negócio em cima da hora. Assim, a empresa decidiu apresentar seu plano de falência ao tribunal de Delaware, listando entre U$ 500 milhões e US $ 1 bilhão em passivos e US $ 500 milhões a US $ 1 bilhão em ativos. Dentro do processo falimentar, a empresa afirmou em um comunicado que entrou em acordo com a investidora Lantern Capital, que compraria todos os ativos da empresa e controlaria o leilão das ações da empresa falida, sob supervisão judicial.
Crianças de Stranger Things vão ganhar aumento de salário na 3ª temporada da série
Como é costume entre as séries bem-sucedidas, o elenco de “Stranger Things” vai ganhar aumento para gravar a 3ª temporada da atração. As bonificações não são decorrentes de renegociação de contrato, mas uma prática tradicional na indústria televisiva, após uma série mostrar seu potencial por duas temporadas. Os atores mais jovens serão os mais beneficiados pelo acordo. Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo e Caleb McLaughlin eram praticamente desconhecidos antes de entrarem na série, e alegadamente recebiam cerca de US$ 30 mil por episódio. Segundo apurou o site Deadline, esses salários vão pular para um mínimo de US$ 150 mil por episódio, podendo chegar até US$ 250 mil em alguns casos. Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven (Onze), supostamente receberia mais que os demais pelo destaque atingido por seu papel. Os atores adolescentes, como Natalia Dyer e Charlie Heaton, não teriam um aumento tão grande, ficando na faixa de US$ 100 mil a 150 mil. Por fim, os veteranos Winona Ryder e David Harbour já recebiam mais que os demais e continuarão num patamar acima – ainda segundo o Deadline, entre US$ 250 mil e 350 mil por episódio. A Netflix não confirmou os salários.
Compra da Weinstein Company é cancelada após descoberta de dívidas milionárias
A compra do estúdio The Weinstein Company deu para trás. O grupo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo do ex-presidente americano Barack Obama, retirou sua oferta na terça-feira (6/3), após analisar minunciosamente a contabilidade da empresa. Segundo a agência Reuters, a desistência foi consequência da descoberta de que as dívidas do estúdio eram muito maiores do que previamente revelado durante a negociação. O conselho da Weinstein Company disse que continuará trabalhando para “determinar se existem quaisquer opções viáveis que não sejam a falência”. Apesar da desistência de seus principais financiadores, Maria Contreras-Sweet disse que ainda acredita na ideia de um estúdio liderado por mulheres e que estudará comprar ativos se eles se tornarem disponíveis em um processo de falência. A empresária pretendia formar um conselho de maioria feminina para reformular o estúdio de Hollywood. Em comunicado, ela chegou a afirmar que planejava lançar uma nova empresa, poupar cerca de 150 empregos, proteger os pequenos negócios aos quais se deve dinheiro e criar um fundo de indenização para as vítimas de Harvey Weinstein, que cobriria eventuais processos. Os investidores descobriram, porém, que a dívida da empresa era de US$ 280 milhões e não os US$ 225 milhões revelados anteriormente. Haveria a existência de obrigações de pagamentos de royalties até então desconhecidas e outras remunerações de trabalho pendentes, além de dívidas a fornecedores e um processo de arbitragem comercial. O entusiasmo do conselho durou menos de uma semana. Apesar de existirem outros interessados na compra da TWC, os valores deverão ser diferentes. E não está descartada a falência do estúdio. Anteriormente, os diretores da empresa chegaram a anunciar que buscariam a falência, mas a ameaça foi usada como forma de pressionar a Procuradoria Geral a aprovar sua venda. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. A falência deixaria os credores e as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. A agonia da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.
Estúdio de Harvey Weinstein é comprado por ex-funcionária do governo Obama
O estúdio The Weinstein Company foi vendido. A negociação aconteceu com o único interessado, um fundo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo de Barack Obama. A ex-secretária de Pequenos Negócios da administração Obama fechou a aquisição, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, na noite de quinta (1/3), numa reunião que incluiu diretores da TWC e o procurador geral do estado de Nova York, durou horas e varou a madrugada. “Temos o prazer de anunciar que firmamos um acordo para vender os ativos da Weinstein Company a um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet e Ron Burkle”, afirmou o conselho diretor do estúdio, em nota divulgada para a imprensa. “O acordo fornece um caminho claro para a compensação das vítimas e protege os empregos de nossos funcionários. Agradecemos muito os esforços do procurador geral Schneiderman e de sua equipe, Maria Contreras-Sweet, Ron Burkle e sua equipe por trazer esse acordo. Consideramos que este é um resultado positivo em meio a circunstâncias incrivelmente difíceis”. A compra vai impedir a falência do estúdio. A ameaça era real. Entretanto, o anúncio de que seus diretores buscariam a falência da companhia foi usado para pressionar a Procuradoria Geral. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. O resultado foi um tiro no pé, pois a falência deixaria as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. Alguns compromissos foram assumidos para a negociação ser finalizada. Para começar, a TWC demitiu David Glasser do cargo de diretor geral. Schneiderman era contra sua manutenção na direção da companhia, pois dizia que os funcionários da nova companhia “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. O estúdio ganhará um novo nome e terá Contreras-Sweet como diretora geral. Mas manterá cerca de 150 funcionários da TWC empregados, além de dedicar um fundo exclusivo para saldar dívidas e pagar indenizações para as vítimas de Weinstein. Em nota, Schneiderman confirmou ter recebido um compromisso de que um fundo de compensação para as vítimas seria criado, além de novas políticas para impedir outros casos de assédio. O fundo deve ficar em torno de US$ 90 milhões. Não ficou claro se o valor será somado ou extraído do montante da aquisição, concretizada por US$ 500 milhões. O fundo servirá para pagamento de uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal do produtor, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. E o recém-demitido David Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processo, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.
Minissérie Amores Roubados vai ganhar versão americana
A Globo fechou um acordo de coprodução internacional com o Telemundo, canal do grupo NBCUniversal voltada ao público hispânico dos Estados Unidos. O primeiro produto do negócio será uma versão em espanhol e inglês da minissérie “Amores Roubados”, sucesso da TV brasileira de 2014, estrelada por Cauã Reymond e Isis Valverde. A minissérie vai ganhar remake com atores latinos e residentes nos Estados Unidos. Segundo o blog Notícias da TV, a Globo fará toda a supervisão dessa produção e das próximas da parceria. Inspirada no romance “A Emparedada da Rua Nova”, de Carneiro Vilela, “Amores Roubados” é a história de um conquistador irresistível para mulheres, solteiras e casadas (Cauã Reymond, no Brasil), até se apaixonar por uma delas (Isis Valverde) e ter um destino trágico. Mas um detalhe que chamou atenção na minissérie não deve ser replicado na versão gringa: as paisagens áridas do Nordeste brasileiro, com externas gravadas em Petrolina (Pernambuco) e Paulo Afonso (Bahia). O remake marca a segunda colaboração entre a Globo e a Telemundo. Em 2001, as duas emissoras assinaram um contrato de cinco anos para a produção de novelas em espanhol. Mas a primeira tentativa, uma versão de “Vale Tudo” (1988), de Gilberto Braga, fracassou e a parceria foi desfeita. Para garantir que tudo dê certo nesta segunda incursão, Silvio de Abreu, diretor de teledramaturgia da Globo, e George Moura, autor de “Amores Roubados”, estiveram nesta semana em Miami para acertar os detalhes da produção da minissérie, que no Brasil teve dez capítulos. Além disso, na semana passada, o diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, esteve no Festival de Berlim para se encontrar com produtores e executivos de todos os continentes, visando fechar coproduções de séries, minisséries e novelas no mercado internacional.
Netflix anuncia que investirá US$ 8 bilhões em 700 produções originais em 2018
A Netflix anunciou nesta terça-feira (27/2) que planeja investir US$ 8 bilhões em 700 produções originais… apenas neste ano. As cifras elevadas foram reveladas pelo diretor financeiro da empresa, David Wells, em uma conferência em São Francisco. “Vamos continuar acrescentando conteúdo: está funcionando e gera crescimento”, defendeu o responsável pelas finanças da plataforma. A Netflix fechou 2017 com 117,6 milhões de assinantes em todo mundo, o que Wells considera pouco. “Há mais não-membros do que assinantes no mundo e essa é a nossa oportunidade”, afirmou o executivo, que tomou como parâmetro a existência estimada de 700 milhões de usuários globais “disponíveis” para o conteúdo da companhia. Para isso, estão sendo desenvolvidos produtos para vários países diferentes, desde o Brasil até o Líbano. Além do alto investimento em produções originais, a Netflix também vai aumentar os investimentos em marketing em mais de 50% neste ano. O objetivo é chamar ainda mais atenção para a plataforma. “Costumávamos acreditar que era melhor gastar com conteúdo, mas o marketing multiplica o valor que gastamos com conteúdo”, explicou o executivo sobre a decisão. Apesar do alto investimento em conteúdo original, David Wells afirma que a Netflix pretende continuar fazendo licenciamentos de filmes e séries já exibidos no cinema e na TV. “Não acho que vamos chegar a 100%, mas pode ser que passe dos 50%”, explicou sobre o crescimento do material exclusivo. Esta ênfase na produção de conteúdo original é a estratégia da plataforma para enfrentar ameaças a seus planos de domínio mundial, manifestadas pelo anúncio de novos serviços de streaming, em desenvolvimento por gigantes como Apple e Disney.










