Disney+ (Disney Plus) estreia no Brasil com atrações inéditas e catálogo poderoso
A plataforma Disney+ (Disney Plus) estreia no Brasil nesta terça-feira (17), um ano após seu lançamento nos EUA superar todas as expectativas do mercado. O serviço de streaming oferece o catálogo de filmes e séries da Disney num único local, além de trazer produções inéditas e exclusivas, como a primeira série live-action de “Star Wars”, a excelente “The Mandalorian”, a filmagem do grande sucesso da Broadway “Hamilton”, a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo” e os vindouros lançamentos de “Mulan” e “Soul”, que trocaram os cinemas pelo streaming, devido à pandemia de coronavírus. O catálogo da plataforma, que recentemente atingiu mais de 73 milhões de assinantes globalmente, inclui ainda vários clássicos e blockbusters da Disney, Pixar, Marvel, Lucasfilm (Star Wars) e National Geographic. Mas pouca coisa da Fox, que produz material mais adulto e será disponibilizado em breve em uma plataforma-irmã. Nos EUA, as produções da Fox – e do canal pago FX – são lançadas na Hulu, mas a plataforma internacional adulta da Disney deve se chamar Star, nome de uma subsidiária indiana que já tem grande presença na Ásia e foi adquirida com a compra da Fox. Ainda não há previsão de estreia para esta segunda plataforma. Por enquanto, a Disney+ (Disney Plus) já tem programação mais que suficiente para entreter fãs de desenhos, super-heróis, aventuras espaciais, princesas e romances adolescentes. Além disso, o serviço tem planos concretos de investir em produções brasileiras, a exemplo do que outras plataformas de streaming já vem fazendo no país. “Nós vamos investir bastante em desenvolvimento de conteúdo local. Teremos artistas locais, produtores locais e diretores locais”, disse Juliana Oliveira, Head de Strategy & Business Development da Disney, durante apresentação do Disney+ (Disney Plus) à imprensa brasileira na semana passada. Ainda não há cronograma para os novos projetos brasileiros, mas os assinantes já poderão encontrar as séries nacionais do Disney Channel no novo endereço online, incluindo os sucessos “Bia”, “Juacas”, “Sou Luna” e “Violeta”. Vale apontar ainda que o serviço chega por aqui com alguns diferenciais em relação aos concorrentes. O principal é a funcionalidade de GroupWatch, que permite aos usuários assistirem juntos, e de forma sincronizada, a uma série ou um filme. Também é possível interagir e comentar com emojis, e cada assinante poderá criar até 7 perfis dentro da plataforma e assistir a até 4 telas simultâneas. Para completar, os pais tem acesso à criação de perfis kids para ativar o controle parental, definindo o que seus filhos podem assistir de acordo com suas idades.
Ryan Reynolds vira dono de time da 5ª divisão da liga inglesa
Os atores Ryan Reynolds (“Deadpool”) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”) assumiram o controle do time de futebol galês Wrexham AFC, que disputa a quinta divisão da liga inglesa. As estrelas de Hollywood fizeram uma apresentação de sua proposta há uma semana, por meio da empresa que fundaram para o negócio, RR McReynolds Company, e agora receberam aprovação dos sócio-torcedores do time para sua aquisição. O negócio foi anunciado por meio de um vídeo tuitado pelo clube de futebol e estrelado por Reynolds e McElhenney. No vídeo, a dupla se diverte promovendo o patrocinador do Wrexham, Ifor Williams Trailers, e agradece aos torcedores. “Obrigado por sua fé e confiança em nós”, disse McElhenney. “Nos sentimos lisonjeados e já estamos começando a trabalhar”, acrescentou Reynolds. Eles assumirão o controle do clube, que era financiado por torcedores desde 2011, pagando uma “soma nominal”, mas com o compromisso de um investimento imediato de US$ 2,5 milhões para torná-lo competitivo. O diretor do Wrexham, Spencer Harris, disse ao site Sportico: “Eles estão realmente interessados em pegar algo com potencial real, que este clube tem, investir nisso, moldar e ver crescer. Essa jornada é sua motivação final e parte do que desejam fazer é documentar essa jornada à medida em que progridem.” O Wrexham é o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo e possui um estádio, o Racecourse Ground, que foi inaugurado em 1807. A equipe atualmente está em 16º lugar na 5ª divisão após 6 jogos. Mas em sua apresentação do negócio, Reynolds e McElhenney prometeram se esforçar para “que o Wrexham seja uma força global”. A message from our owners-elect… Welcome to Wrexham AFC, @RMcElhenney and @VancityReynolds 🥳 🔴⚪️ #WxmAFC pic.twitter.com/ho1vV8cvry — Wrexham AFC (@Wrexham_AFC) November 16, 2020
Disney+ (Disney Plus) supera 70 milhões de assinantes antes da estreia no Brasil
A cinco dias de sua inauguração no Brasil e no restante da América Latina, a Disney+ (Disney Plus) festeja a superação da marca de 70 milhões de assinantes mundiais. Chamando a plataforma de um “verdadeiro ponto brilhante” para os negócios da Disney, o CEO do conglomerado de entretenimento, Bob Chapek, destacou o sucesso do streaming em sua apresentação do desempenho da empresa para investidores nesta quinta (12/11). Com um total de 73,7 milhões de assinantes somados, a Disney+ (Disney Plus) superou em muito as projeções mais otimistas do estúdio. Vale lembrar que a meta da Disney era chegar a 60 milhões de assinantes em cinco anos. Tem 13 milhões a mais e nem completou inteiramente seu primeiro ano de atividades. O detalhe mais impressionante é que estes 13 milhões extras foram somados apenas nos últimos três meses, enquanto a projeção da Netflix para o mesmo período foi de 2,5 milhões de novos usuários. O grande atrativo da plataforma, que teve 10 milhões de inscrições nos EUA nas primeiras 24 horas de disponibilidade, é sua vasta biblioteca de programação, com muitas séries e filmes do catálogo da Disney, que só estão disponíveis no serviço. Mas ainda há pouco material criado exclusivamente para o streaming, o que chama atenção em sua comparação inevitável com a Netflix. Por enquanto, o maior atrativo é “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”, e os filmes que a Disney redirecionou do cinema durante a pandemia, em especial “Mulan” e “Hamilton”. Outras produções badaladas, como séries derivadas dos filmes da Marvel, tiveram as gravações suspensas devido à crise sanitária mundial e só vão estrear em 2021. O fato é que a Disney+ (Disney Plus) se tornou mais que um “ponto brilhante”, mas o único ponto brilhante de todo o conglomerado Disney. Seu sucesso foi capaz de fazer subir as ações do estúdio em 5% nesta quinta, mesmo com perdas generalizadas em todas as outras áreas. A empresa está tomando um prejuízo estimado em US$ 6,9 bilhões na área que até então representava sua maior fonte de faturamento, os parques temáticos. Fechados ou com grandes limitações de funcionamento, os parques puxam a maior quantidade de demissões na Disney. Nada menos que 28 mil funcionários do setor já foram demitidos e mais cortes devem ser anunciados diante da falta de atividades da Disneylândia na Califórnia. Mas Chapek, que veio do comando dos parques para a chefia de todo o conglomerado, prefere destacar a capacidade demonstrada pela Disney para crescer diante das adversidades. “Mesmo com a interrupção causada pelo covid-19, fomos capazes de administrar nossos negócios de maneira eficaz e, ao mesmo tempo, tomar medidas ousadas e deliberadas para posicionar nossa empresa para um maior crescimento de longo prazo”, ele disse em um comunicado que acompanhou os números do trimestres. Apesar do otimismo, os números não favorecem o discurso de sucesso, porque o streaming é um negócio que ainda funciona no vermelho. A própria Disney espera que seu investimento na plataforma só comece a dar retorno em 2024. Mas o ritmo de crescimento pode adiantar esse prazo. A Disney planeja revelar mais detalhes sobre a reorganização de seus negócios e como pretende priorizar, impulsionar e investir em seu projeto de streaming em 10 de dezembro, data em que marcou um “Dia do Investidor”. A empresa também tende a usar esse evento para revelar novos detalhes de seu vindouro serviço de streaming internacional, que deverá ter a marca Star – a mesma de uma rede indiana que a Disney adquiriu da Fox.
David Fincher revela contrato de exclusividade com a Netflix
Durante a divulgação de seu novo filme “Mank”, que chega na Netflix em três semanas, o diretor David Fincher revelou que assinou um contrato de exclusividade com a plataforma de streaming para os próximos quatro anos. Sem divulgar detalhes de futuros lançamentos, o cineasta disse que os próximos projetos dependerão do desempenho de “Mank” “Dependendo da recepção, ou eu vou vê-los timidamente para perguntar o que posso fazer para me redimir, ou tomar a atitude arrogante de fazer mais filmes em preto e branco”, brincou o diretor, em entrevista à revista francesa Première. “Não, eu estou aqui para entregar conteúdo, não importa o que seja. Provavelmente atrair um público da minha pequena esfera de influência”. Fincher tem uma parceria antiga com a Netflix, tendo dirigido e produzido a primeira série premiada da plataforma, “House of Cards”. Ele também desenvolveu “Mindhunter” e produz “Love, Death & Robots”. Mas “Mank” é seu primeiro longa-metragem na plataforma. “Mank” é a cinebiografia do roteirista Herman J. Mankiewicz e aborda os bastidores das filmagens de “Cidadão Kane”, lançado em 1941. O personagem-título é vivido por Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017), e o elenco grandioso ainda inclui Tom Burke (“Strike”) como Orson Welles, Charles Dance (“Game of Thrones”) no papel do magnata William Randolph Hearst, Arliss Howard (“True Blood”) como o produtor Louis B. Mayer (o segundo M da MGM), Lily Collins (“Simplesmente Acontece”) como a secretária Rita Alexander, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) como a atriz Marion Davis, Tuppence Middleton (“Sense8”) como Sara Mankiewicz, a jovem esposa (com 21 anos na época de “Cidadão Kane”) de Mank, além de Toby Leonard Moore (“Billions”) e Ferdinand Kinsley (“Vitória: A Vida de uma Rainha”) como os famosos produtores David O. Selznick e Irving Thalberg, respectivamente. As histórias sobre os bastidores de “Cidadão Kane” são lendárias, porque o filme de Orson Welles era baseada na figura real do magnata da imprensa William Randolph Hearst, um verdadeiro tirano, que tentou de tudo para impedir o lançamento do filme e não parou até sabotar a carreira do diretor, publicando calúnias e espalhando rumores de que ele era comunista, ao mesmo tempo em que manteve Hollywood acuada com ataques contra o excesso de imigrantes (judeus) que empregava. O filme é um projeto pessoal de Fincher. O roteiro foi escrito por seu pai, o jornalista Jack Fincher, que faleceu em 2002. Foi para fazer justiça ao projeto original que o diretor fechou com a Netflix, porque nenhum estúdio tradicional aceitou bancar as filmagens caras do longa com uma fotografia em preto e branco. Por outro lado, a Netflix já tinha investido em “Roma”, drama em preto e branco – e ainda por cima falado em espanhol – de Alfonso Cuarón, que acabou se provando um sucesso no streaming e ainda ganhou três Oscars. A estreia está marcada para 4 de dezembro.
WarnerMedia promove centenas de demissões
A WarnerMedia promoveu uma grande leva de demissões nesta semana. A largada começou com um e-mail do CEO Jason Kilar aos funcionários na manhã de terça (11/11), reconhecendo que o processo era “doloroso”, mas também uma etapa “crítica” na evolução da empresa, que virou uma divisão de entretenimento da AT&T após ser comprada pela companhia de telecomunicações. A Warner sofreu várias reduções de pessoal desde a aquisição de 2018, mas a tendência ganhou maior ênfase neste semestre atual, conforme a AT&T busca reorganizar seus negócios. Historicamente, as três unidades principais da companhia – HBO, Warner Bros e Turner – operavam principalmente como grupos autônomos. Agora, a palavra de ordem é sinergia, com equipes sendo mescladas pela primeira vez em décadas e muitas posições eliminadas no processo. O objetivo é reduzir uma dívida nada desprezível de US$ 151 bilhões, que disparou com a falta de receitas de cinema durante a pandemia de coronavírus e o investimento pesado no lançamento da plataforma HBO Max. Com cinemas fechados e empresas anunciando menos na TV, as demissões levaram em conta a nova realidade da companhia, que passa realmente por priorizar o streaming. A AT&T imagina reduzir entre 20% e 30% dos custos operacionais da WarnerMedia com a nova rodada de demissões, que inclui figurões e promove uma devassa no marketing da empresa. Entre os demitidos, estão Scott Rowe, vice-presidente de marketing da Warner Bros Television, que passou 27 anos na companhia, JP Richards, co-presidente de marketing do estúdio cinematográfico Warner Bros, e Jim Gallagher, vice-presidente de marketing do departamento de animações e filmes infantis. O departamento de recursos humanos da WarnerMedia não revelou números, mas a imprensa americana acredita que centenas de funcionários foram dispensados. Fontes do site Deadline revelaram que o CEO da companhia se dirigiu aos remanescentes numa videoconferência, na tarde de quarta (11/11), visando levantar a moral com um discurso de que, após os cortes, a WarnerMedia se posicionou para vencer no mercado. “Se tivermos convicção e coragem, seremos maiores do que a empresa jamais foi”, disse ele. Jason Kilar voltou a enfatizar a importância da HBO Max para o futuro da empresa, reiterando que “dizer que essa área é importante para nós é um eufemismo”, e confirmou os planos de expansão internacional para o streaming – sem fornecer detalhes. Embora o ritmo de demissões tenha estacionado nos EUA, após esta semana agitada, elas mal começaram no exterior, onde a empresa também passará por grande reformulação para lançar sua plataforma.
Ryan Reynolds quer transformar time da 5ª divisão britânica em “força global” do futebol
O ator Ryan Reynolds (“Deadpool”) criou uma empresa com o colega Rob McElhenney (criador da série “Is Always Sunny in Philadelphia”) para oficializar uma proposta de compra do time de futebol local da cidade galesa de Wrexham, que joga na 5ª divisão do campeonato britânico. Administrado por um fundo criado por torcedores desde 2011, o time chamou atenção dos atores, que viram nele uma possibilidade de investimento. Após negociações iniciais, os dois puderam apresentar suas visões para o Wrexham AFC neste domingo (8/11), numa reunião por videoconferência com os sócios pelo fundo, prometendo investir US$ 2,6 milhões para começar, com o objetivo de transformar o time numa “força global” do futebol. “Este é o terceiro clube mais antigo do planeta e não vemos por que não pode ter um apelo global”, disse Reynolds, ao defender a proposta. “Queremos que o Wrexham seja uma força global.” A dupla, que criou a empresa RR McReynolds para o projeto, fez uma declaração de compromisso, prometendo, entre outras coisas, “sempre vencer” o arquirrival local do time, o Chester. Eles também juraram proteger “os valores, tradições e legado” do Wrexham AFC. “Entendemos e respeitamos a intensa lealdade e amor por este clube e como ele está inserido na estrutura da cidade [de Wrexham] e seus torcedores”, disseram. Ao mesmo tempo, afirmaram que usarão todos os seus recursos “para aumentar a exposição do clube” e atingir aquilo que os torcedores “mais desejam para o seu clube, que é … vencer, vencer, vencer.” Reynolds ainda acrescentou: “Nossa intenção é nos tornarmos parte da história do Wrexham, em vez do Wrexham se tornar parte de nossa história.” Mais de 2 mil membros do fundo de torcedores podem votar para decidir o futuro do clube, mas que o negócio seja feito 75% devem votar a favor até domingo que vem (15/11). O clube do norte do País de Gales foi formado em 1864 e joga na 5ª divisão do futebol britânico desde seu rebaixamento na English Football League em 2008. Caso o negócio seja finalizado, Reynolds será o segundo astro de Hollywood a ter um tipo de futebol galês. Em 2016, a atriz Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) integrou um consórcio americano que adquiriu o controle acionário do time de Swansea City.
Disney anuncia nova leva de demissões e elimina centenas de vagas
A Disney anunciou mais demissões, impactando mais de 50 funcionários no grupo de marketing do estúdio, a divisão teatral com sede em Nova York e a Searchlight Pictures, além de de 300 empregados da ESPN. Várias centenas de posições abertas também foram eliminadas. Seis pessoas da Searchlight Pictures, o selo independente que já foi propriedade da Fox, estão entre os demitidos desta quinta-feira (5/11), formando o menor grupo atingido. Já o maior impacto atingiu o canal pago ESPN, que teve 500 cargos eliminados, por meio da demissão de 300 funcionários e fechamento de 200 vagas não preenchidas. Os cortes na ESPN aconteceram pela falta de programação esportiva durante a pandemia e também para liberar recursos para os departamentos de streaming, visando fortalecer a plataforma digital derivada do canal esportivo. Embora nenhuma empresa de entretenimento tenha escapado ilesa da pandemia, o vasto império da Disney foi atingido de maneira particularmente forte pelo coronavírus. Os parques temáticos da Flórida foram reabertos, no entanto, locais na Califórnia ainda não reabriram e Paris foi forçada a fechar novamente. Além disso, sua divisão teatral foi prejudicada pelo prolongado fechamento da Broadway. E sucessos de bilheteria em potencial como “Viúva Negra” e “Eternos” da Marvel foram empurrados para 2021 e além, enquanto outros títulos, como “Mulan” e a animação “Soul” foram redirecionados para a Disney+ (Disney Plus). A recém-lançada plataforma de streaming acabou se tornando um dos poucos pontos brilhantes do conglomerado, graças a sucessos como “Hamilton” e “The Mandalorian”. A transição para o streaming é um processo pelo qual também estão passando as demais empresas do setor, como WarnerMedia, ViacomCBS e NBCUniversal. Por outro lado, a Sony, precipitadamente, desfez-se da plataforma que já tinha lançado, a Crackle, no ano passado, e se encontra numa posição de desvantagem durante a pandemia.
Lionsgate demite 15% de seus funcionários
O estúdio de cinema e TV Lionsgate anunciou a demissão de 15% de seus empregados num e-mail assinado por Joe Drake, presidente do Lionsgate Motion Picture Group. “Como um líder cuja primeira prioridade é ter ‘O Melhor Lugar para Trabalhar’, é com o coração pesado que digo a vocês que, como parte das mudanças em nossa estrutura operacional, estaremos nos despedindo de vários de nossos amigos e colegas de trabalho hoje”, disse Drake, no comunicado enviado nesta quinta (5/11) aos funcionários do estúdio. “Em maio passado, começamos o processo de reimaginar o Motion Picture Group, não apenas para lidar com este momento de mudança extraordinária, mas para posicionar o grupo para operar e crescer em qualquer ambiente em que nos encontremos. À medida que desafiamos cada um de vocês a nos ajudar repensando nosso negócio, uma coisa ficou clara: embora o valor e o poder das histórias que contamos sejam mais fortes do que nunca, a mudança significativa que estamos vivenciando no cenário de consumo e distribuição não é temporária nem está diminuindo”, explicou Drake. Os cortes se seguem ao encolhimento dos departamentos de marketing e distribuição que ocorreram em março passado, logo após o fechamento dos cinemas em todo o mundo. Desde aquela data, o estúdio não lança nenhum filme nos cinemas, tendo adiado suas produções para 2021 (caso de “Espiral – O Legado de Jogos Mortais”) ou explorado a disponibilização em locação digital de PVOD (“Antebellum”, “Enquanto Estivermos Juntos”). O estúdio também vendeu os direitos domésticos do thriller “Run”, estrelado por Sarah Paulson, para a plataforma Hulu. O cenário criado pela pandemia é bem diferente das expectativas criadas pelo desempenho do estúdio no ano passado, quando a Lionsgate emplacou três filmes no 1º lugar das bilheterias da América do Norte: “John Wick: Capítulo 3”, “Invasão ao Serviço Secreto” e “Midway – Batalha em Alto Mar”. Segundo Drake, a Lionsgate passará por uma grande reestruturação, combinando grupos e eliminando funções para obter maior sinergia e resultados. É um processo pelo qual também estão passando as maiores empresas do setor, como Disney e WarnerMedia, que reestruturaram seus negócios para priorizar o streaming. A Lionsgate também é dona do canal pago Starz, que chega ao mercado internacional por streaming, como Starzplay (disponível no Brasil). Além dos funcionários, Nicola Pearcey, presidente das operações de cinema e TV da Lionsgate no Reino Unido, deixará a empresa no final do ano.
Europa fecha cinemas em quase todo o continente
A Polônia se tornou o mais recente país europeu a anunciar o fechamento de seus cinemas, juntando-se a uma política de confinamento iniciada por países como França, Alemanha, Itália, Grécia, Holanda, Espanha e Reino Unido, demonstrando o impacto da segunda onda da pandemia de coronavírus. O primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki anunciou que cinemas, teatro, restaurantes e comércio não essencial serão fechados partir de sexta (6/11) em todo o país, permanecendo assim pelo menos até 29 de novembro. Ele também disse que o país avançaria para um lockdown completo se a abordagem de “interruptor”, que muitas nações europeias estão empregando como forma de conter o aumento das infecções antes do período de Natal, não funcionar. A Polônia registrou 24,6 mil novos casos de covid-19 e 373 mortes apenas na terça-feira (3/11), um novo recorde no país desde o início da pandemia. O pico coincide com protestos generalizados que levaram milhares de pessoas às ruas nos últimos dias, após uma decisão polêmica que tornaria ilegal quase todo o aborto no país. A implementação do projeto de lei foi adiada após os protestos, que sacudiram o país e demonstraram que a opinião pública era contra a lei. O país foi um dos mercados que mantinha as maiores bilheterias da Europa após a efêmera reabertura dos cinemas no meio do ano, impulsionado em grande parte por lançamentos locais. A decisão de fechar os cinemas em quase toda a Europa terá um efeito devastador nas empresas de exibição, que estão protestando contra as novas medidas, ao mesmo tempo em que pedem auxílios financeiros dos governos. “Não entendemos mais os constantes altos e baixos das medidas tomadas. Há seis meses trabalhamos em cinemas com detalhados conceitos de segurança, amplas salas, modernos sistemas de ventilação e apenas 25% de utilização da capacidade”, escreveu Christine Berg, CEO da organização dos cinemas alemães HDF Kino, em nota. “Os cinemas assumem uma grande responsabilidade pelos seus visitantes e, no entanto, isso não adianta.” Apesar das medidas de segurança, os cinemas tem insistido em vender refrigerante e pipoca em seus estabelecimentos para espectadores consumirem durante as sessões, o que leva ao abandono das máscaras de proteção no interior das salas e invalida as citadas iniciativas contra a contaminação. Máscaras e higiene pessoal (lavar as mãos) são as principais proteções existente contra o coronavírus.
Christopher Nolan diz que Hollywood está equivocada sobre desempenho de Tenet
O diretor Christopher Nolan finalmente se manifestou sobre o desempenho de seu mais recente filme, “Tenet”, nas bilheterias. O longa teve uma performance razoável no mercado internacional, mas foi considerado um fracasso nos Estados Unidos por ter faturado apenas US$ 53,8 milhões em dois meses. Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times, Nolan reclamou da abordagem que clama que seu filme fracassou. Para ele, Hollywood e a imprensa estão tirando conclusões erradas a respeito do lançamento. “A Warner Bros. se dispôs a lançar ‘Tenet’ e fiquei realmente emocionado pelo filme ter arrecadado quase US$ 350 milhões (mundiais). Mas estou preocupado que os estúdios estejam tirando conclusões erradas de nosso lançamento: que, em vez de olhar para onde o filme teve êxito e como isso pode ajudar um possível lançamento a não perder dinheiro, eles estejam olhando para as expectativas pré-covid e começam a usar isso como uma desculpa para não entrar no jogo e se adaptar – ou reconstruir nosso negócio, em outras palavras. Desse jeito, se cria uma desculpa, e faz com que os exibidores se tornem os únicos prejudicados, ao invés de tentar coloca-los no jogo para se adaptar à essa nova realidade. A longo prazo, ir ao cinema faz parte da vida, como ir a restaurantes e tudo mais. Mas, agora, todo mundo tem que se adaptar a uma nova realidade.” De fato, as conclusões de Hollywood a respeito do lançamento de “Tenet” foram assustadoras, a ponto de limparem o calendário, adiando todas as grandes estreias de cinema para 2021, à exceção de “Mulher-Maravilha 1984”, por enquanto ainda marcado para o Natal, embora a expectativa é que também seja levada para o ano que vem. Por outro lado, “Tenet” faturou quase US$ 300 milhões no mercado internacional e ainda está em cartaz em vários lugares do mundo, incluindo no Brasil, onde fez sua estreia no último fim de semana. Mas com um orçamento de mais de US$ 200 milhões, a Warner esperava pelo menos o dobro do que já rendeu no exterior para cobrir suas despesas de produção.
Tenet volta a lotar cinemas em plena pandemia no Brasil
O circuito cinematográfico brasileiro teve seu melhor de semana desde o começo da pandemia neste feriado de Finados. Entre quinta e segunda (2/11), 291,4 mil pessoas compraram ingressos para assistir aos filmes em cartaz, segundo levantamento da consultoria Comscore. O feriadão teve a estreia de “Tenet”, o maior candidato a blockbuster lançado desde março, que foi responsável por levar 107,9 mil pessoas aos cinemas. O thriller de ação e ficção científica da Warner arrecadou R$ 2,05 milhões nas bilheterias. Os valores deste fim de semana são 140% maiores do que os da semana anterior, em que os cinemas tiveram público de 119 mil espectadores. “Tenet” foi responsável por quase dobrar esse montante, mas também tiveram bons desempenhos o filme de super-heróis “Os Novos Mutantes” e o documentário musical “BTS Break the Silence”. Já pelos dados do site Ingresso.com, “Tenet” foi responsável por 56% dos ingressos de cinema vendidos no fim de semana prolongado. Mesmo assim, os valores estão bem abaixo do “antigo normal”. No último final de semana antes do fechamento das salas devido a covid-19 (entre os dias 12 e 15 de março), os cinemas arrecadaram R$ 8,4 milhões em venda de ingressos, com um dia a menos na conta e já em fase de esvaziamento pelo receio da pandemia. No exterior, o desempenho de “Tenet” decepcionou o mercado e foi responsável por assustar os estúdios de Hollywood, que suspenderam as estreias deste ano, passando seus principais lançamentos para 2021. Deste modo, o pretenso renascimento do negócio cinematográfico no Brasil, graças à estreia do filme, não tem como se sustentar pela falta de outros grandes lançamentos nos próximos meses. Uma opção seria dar mais espaço para produções nacionais. Infelizmente, a Ancine e o desgoverno têm criado dificuldades para a liberação de verbas, atrasando e inviabilizando diversas produções brasileiras, o que gera um efeito colateral de tempestade perfeita para o setor.
Disney+ e Globoplay fazem parceria para lançar combo de assinatura
A Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) e a Globoplay anunciaram nesta terça (3/11) uma parceria estratégica para o lançamento da plataforma americana no Brasil. Com o acordo, a Disney+ (Disney Plus) será oferecido num combo com a Globoplay por um preço promocional de R$ 37,90 por mês. A oferta do combo Disney Plus-Globoplay pode ser contratada pelo site globoplay.com/disneyplus. A aliança não verá os parceiros compartilhando uma interface, mas aponta para um modelo de parceria de assinatura conjunta de desconto, que pode se tornar uma tendência no mercado, já que até mesmo as maiores plataformas querem garantir o maior alcance de público possível, em um mercado internacional que já se acostumou com a Netflix e a Amazon. Os combos também podem ajudar a atrair assinantes a mais de um serviço simultâneo sem estourarem suas contas. A aliança Disney Plus-Globoplay também fortalece o conceito de alternativa à Netflix, já que a Globoplay é o serviço que mais cresce na América Latina e ainda tem a ambição de aprimorar sua oferta em 2021. A parceria acontece de forma paralela à pré-venda isolada da assinatura da plataforma da Disney, que também começou a ser comercializada nesta terça, com preço promocional de pré-venda, duas semanas antes do lançamento do serviço em toda a América Latina, incluindo o Brasil, em 17 de novembro. Vale ainda lembrar que o Grupo Globo lançou recentemente uma nova assinatura com o nome de Canais Globoplay Plus, que fornece acesso à programação ao vivo dos canais pagos da Globosat. A parceria com a Disney também inclui um combo com esse produto, em planos mensais e anuais. Os descontos vão de 10% a 25% em relação aos preços dos produtos assinados isoladamente no plano mensal. Durante o anúncio dessa estratégia comercial, a Globo também anunciou para os próximos meses versões em podcast de seus noticiários de TV matinais, que poderão ser utilizados em carros enquanto os brasileiros viajam para o trabalho, e planos de investimento de US$ 250 milhões em conteúdo e tecnologia na Globoplay em 2021. “Nosso objetivo é nos tornar o maior serviço de streaming de vídeo do Brasil até o final desta década”, disse Erick Brêtas, diretor de produtos e serviços digitais da Globo, na apresentação do negócio.
Startup de cineastas negros cria equipamentos coloridos para não serem confundidos com armas
A startup WoTec, que cria equipamentos para cineastas negros, independentes e pequenas produtoras de conteúdo audiovisual aboliu a cor preta de todos os seus equipamentos que são comercializados. Ao fabricar apenas equipamentos coloridos, a empresa quer ajudar os jovens negros que moram na periferia a evitar que seus equipamentos escuros sejam confundidos com armas de fogo pela polícia. A ideia de facilitar a vida de quem faz cinema com pouco dinheiro e convive com a triste realidade das nossas periferias veio dos irmãos Nathali de Deus e Hugo Lima, dois jovens negros que começaram a produzir cinema e perceberam a dificuldade de adquirir equipamentos para a produção. Técnico em eletrônica há mais de 16 anos, Hugo Lima cursou engenharia da computação e atualmente cursa Cinema na Academia Internacional de Cinema (AIC). Nathali de Deus é antropóloga formada pela Universidade Federal Fluminense – UFF e mestranda em relações étnico-raciais pela CEFET-RJ. A dissertação dela é sobre o cinema negro. O site oficial da WoTec é https://www.wotecnologia.com.br/. A iniciativa é apoiada pelo Instituto Ekloos em parceria com a Oi Futuro.











