Netflix já é o segundo maior grupo de TV da Europa
A Netflix se tornou o segundo maior grupo de TV da Europa em receita financeira, de acordo com os dados apurados pela empresa de pesquisa Ampere Analysis. O mais impressionante dessa constatação é que a empresa de streaming chegou nesta posição sem recursos oriundos da publicidade. Em sua análise, a Ampere somou as receitas vindas da publicidade, de vídeos sob demanda, do financiamento público e de assinaturas. A Netflix somou sua fortuna apenas com assinaturas. A pesquisa observa que, desde seu lançamento em 2012, a plataforma americana cresceu rapidamente na Europa, tendo atingindo seu primeiro US$ 1 bilhão de arrecadação em 2016 e, um ano depois, passou a ter a maior contagem de clientes de qualquer negócio de TV por assinatura na Europa. Com uma participação de 6,1% na arrecadação total do mercado europeu, a Netflix ultrapassou a ARD, emissora pública alemã, que caiu para o 3º lugar, seguida pela rede britânica BBC (4,2%) e o Canal Plus francês (3,2%). Mas apesar do sucesso da plataforma, a Comcast, nova dona das operações europeias da rede de TV paga Sky, permanece líder, com uma participação de 12% em receita. Já a maior rival de streaming da Netflix no continente, a Amazon Prime Video, está na 13ª posição com 2% do mercado.
Warner passa a distribuir filmes da Universal no Brasil
O estúdio Universal Pictures vai transferir a distribuição de seus títulos para a Warner Bros., que recebeu autorização nesta semana do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para incluir os filmes da antigo rival em suas atividades. Segundo o parecer do órgão, a Warner poderá distribuir filmes do estúdio parceiro em um contrato com duração superior a dois anos. “Dessa forma, caso a operação se materialize, todos os filmes que a Universal decidir, a seu critério, disponibilizar para exibição cinematográfica no Brasil serão licenciados pela Universal à Warner, que, por sua vez, será a responsável pelo sublicenciamento dos referidos filmes aos proprietários de cinemas.” O objetivo é minimizar os custos da operação da Universal no Brasil, que passará a contar com a estrutura da Warner, reduzindo sua presença física no mercado. Vale lembrar que, até junho de 2019, a Warner praticava o mesmo tipo de licenciamento com os conteúdos da 20th Century Fox, numa distribuição compartilhada de filmes. Este acordo não foi renovado por conta da aquisição da Fox pela Disney, que distribui seus próprios filmes no país. A pandemia de coronavírus, que mantém o público afastado dos cinemas, é apontada como responsável pela nova iniciativa. Nos EUA, a Universal tem ganho mais dinheiro com PVOD (locação digital premium) de seus filmes que com a exibição deles nas poucas salas abertas no circuito cinematográfico norte-americano. Neste ano, o cronograma da Universal Pictures prevê os lançamentos de “007 – Sem Tempo Para Morrer”, “Velozes & Furiosos 9” e “Minions 2: A Origem do Gru”, entre outros. Já a Warner tem as estreias de “O Esquadrão Suicida”, “Matrix 4”, “Duna” e “Godzilla Vs. Kong”, que também devem ser lançados simultaneamente na plataforma HBO Max nos EUA.
Kevin Hart fecha contrato milionário com a Netflix
A Netflix pagou uma quantia milionária por um contrato com o comediante Kevin Hart (“Jumaji: Bem-Vindo à Selva”), garantindo exclusividade em seus próximos quatro filmes. O contrato (entre US$ 10 milhões e 99 milhões) segue o parâmetro da negociação da plataforma com Adam Sandler e vem na esteira do sucesso do especial de stand-up “Zero F*cks Given”, gravado na casa do comediante durante a pandemia do coronavírus. O especial foi o mais visto de 2020 na Netflix norte-americana. Além dos quatro longas estrelados por Hart, a Netflix também terá prioridade para distribuir os próximos projetos de Hart como produtor. Ele montou sua própria companhia, HartBeat Productions, que procurar outros estúdios se a Netflix rejeitar os projetos. “A parceria com a Netflix é uma oportunidade incrível para a HartBeat e para mim”, disse Hart em um comunicado. “Estou animado para atuar e produzir filmes de ponta com a Netflix. Sou extremamente grato a Ted Sarandos e Scott Stuber, compartilhamos a mesma visão criativa e sempre colocamos o público em primeiro lugar. Este negócio é sobre crescimento e minha equipe HartBeat continua a exceder minhas expectativas com sua capacidade de desenvolver histórias e relacionamentos. Nosso objetivo é tornar o nome HartBeat sinônimo de entretenimento e narrativas de primeira classe.” Diretor de cinema da Netflix, Scott Stuber acrescentou: “A Netflix tem um longo relacionamento com Kevin e tivemos a sorte de fazer parceria com ele várias vezes. Ele é um produtor ativo e tem sido ótimo vê-lo construir uma empresa incrível com HartBeat. São muito poucos os artistas que conseguem atrair públicos de todas as idades e conseguem fazer comédias, dramas e filmes para toda a família.”
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 desaba nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” permaneceu no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu terceiro fim de semana consecutivo, mas sua arrecadação caiu drasticamente. O filme da Warner arrecadou cerca de US$ 3 milhões – uma queda de 47% em relação à semana anterior – e agora acumula US$ 32,6 milhões domésticos, de acordo com a Warner Bros. O desempenho no exterior – onde o filme não está disponível em streaming – não foi muito melhor, com mais US$ 4,7 milhões. Com isso, o longa atingiu US$ 131,4 milhões globalmente. “The Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, também permaneceu em 2ª lugar em seu sétimo fim de semana com US$ 1,8 milhões. O filme animado caiu apenas 19%, apesar de também estar disponível em casa em VOD premium. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 36,9 milhões e US$ 127,8 milhões globalmente. Completando o Top 3, o western “Relatos do Mundo”, estrelado por Tom Hanks, igualmente manteve seu 3º lugar, somando US$ 1,2 milhão em seu terceiro fim de semana. O total arrecadado na América do Norte – único lugar onde tem lançamento nos cinemas – é de US $ 7,1 milhões. No geral foi um fim de semana sombrio para os cinemas norte-americanos, já que a receita total caiu 93% em comparação ao mesmo fim de semana do ano passado, devido à pandemia e à falta completa de lançamentos amplos.
Star Wars do chefão da Marvel será escrito por roteirista de Loki
O chefão da Marvel, Kevin Feige, vai produzir um filme de “Star Wars” para a Lucasfilm. E embora este projeto esteja em estágios iniciais, ele definiu seu roteirista. O site Deadline apurou que Michael Waldron, o roteirista e produtor executivo por trás da próxima série da Marvel, “Loki”, vai escrever a história para Feige. O projeto é visto como algo muito diferente para a Lucasfilm, porque está sendo produzido por Feige, o presidente da Marvel Studios, um braço separado da Lucasfilm na Disney. Ele veio à tona há pouco mais de um ano, mas a escolha do roteirista só foi definida após Feige trabalhar com Waldron em dois projetos (ainda inéditos). Além de ser o responsável pela trama da série “Loki”, o roteirista também assina “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (Doctor Strange in the Multiverse of Madness), atualmente em produção no Reino Unido. O filme produzido por Feige não foi mencionado durante o recente Dia do Investidor da Disney, mas é considerado em desenvolvimento. A empresa espera mantê-lo o mais secreto possível antes de trazê-lo à tona, como fez com “Rogue Squadron”, o futuro longa de “Star Wars” que será dirigido por Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”). A Disney fechou recentemente um contrato de exclusividade com Waldron, para que ele desenvolva novas série e filmes para o conglomerado. Seu retorno também é esperado em alguma capacidade na 2ª temporada de “Loki”.
China bate recorde de bilheteria em Ano Novo frustrante dos EUA
As bilheterias do primeiro fim de semana de 2021 foram de recorde na China e frustração na América do Norte, confirmando a mudança de guarda no mercado internacional de cinema. Levantamento da vendagem mundial de ingressos de 2020 já tinha mostrado a China com maior faturamento anual que os EUA. E a diferença deve aumentar significativamente em 2021. Enquanto os cinemas chineses registraram seu maior recorde de Ano Novo, com US$ 92 milhões arrecadados em apenas um dia (a sexta, 1/1), graças ao lançamento de “A Little Red Flower”, de Yan Han, o primeiro blockbuster de 2021, as salas dos EUA e Canadá (com apenas 40% em funcionamento) somaram US$ 13 milhões nos três últimos dias, de sexta a domingo (3/1). “Mulher-Maravilha 1984”, que também foi lançada na HBO Max para assinantes americanos, liderou as bilheterias com US$ 5,5 milhões, uma queda de 67% em relação à sua semana de estreia. Ao todo, o filme rendeu US$ 28,5 milhões na América do Norte, atingindo US$ 118 milhões mundiais. Em sentido oposto ao desempenho da superprodução da Warner, alguns filmes conseguiram ter um Ano Novo melhor que o Natal, aumentando suas bilheterias em relação à semana passada. Exemplo disso aconteceu com “The Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, que arrecadou US$ 2,2 milhões em sua sexta semana de exibição. O valor leva a arrecadação doméstica da sequência animada para US$ 34,5 milhões e seu total global para pouco menos de US$ 115 milhões. O filme também já está disponível em PVOD (aluguel digital premium), devido a um pacto entre o estúdio e o circuito exibidor, pelo qual os filmes podem ser lançados em vídeo premium sob demanda após três fins de semana sua estreia no cinema. Em troca, as redes de cinemas em dificuldades recebem uma parte das receitas digitais. Por ser o único estúdio a propor este acorde, a Universal é a empresa cinematográfica com mais títulos em cartaz. O 3º lugar, por sinal, pertence a outro lançamento do estúdio, “Relatos do Mundo”, western com Tom Hanks que será lançado no Brasil (e no resto do mundo) pela Netflix. A produção arrecadou US$ 1,7 milhão, elevando seu total doméstico para US$ 5,4 milhões. Em contraste, “A Little Red Flower” fechou seu primeiro fim de semana com U$ 116,2 milhões na China, seguido, em 2º lugar, pela comédia “Warm Hug”, também chinesa, com US$ 80 milhões no ranking do agora maior mercado de cinema do mundo.
China vira maior mercado mundial de cinema ao superar bilheterias dos EUA em 2020
É oficial. A bilheteria da China superou a arrecadação dos cinemas da América do Norte em 2020, transformando o país asiático no maior mercado de cinema do mundo. Graças à pandemia de coronavírus e fechamentos sem precedentes de salas de exibição, os ingressos de cinema vendidos nos EUA e Canadá entre 1º de janeiro e 31 de dezembro geraram cerca de US$ 2,3 bilhões, bem abaixo dos US$ 11,4 bilhões arrecadados em 2019, de acordo com estimativas da consultoria Comscore. O valor representa a menor arrecadação em pelo menos 40 anos. A queda dramática era esperada, considerando que muitos cinemas, incluindo as salas situadas nos dois maiores mercados nacionais, Los Angeles e Nova York, estão fechados há mais de nove meses nos Estados Unidos. A China também sofreu uma diminuição drástica em seus rendimentos, mas mesmo assim ficou à frente da América do Norte, faturando cerca de US$ 2,7 bilhões em vendas de ingressos, também de acordo com a Comscore. O principal blockbuster chinês, o épico de guerra “The Eight Hundred”, foi o filme mais visto do mundo, liderando as bilheterias mundiais com quase US$ 440 milhões. Vários outros filmes chineses, incluindo “My People, My Homeland”, integram o Top 10 mundial, assim como o hit japonês “Demon Slayer”, suplantando os sucessos de Hollywood, que sofreram grandes perdas com a pandemia. Os maiores hits hollywoodianos foram “Bad Boys Para Sempre”, da Sony, lançado antes do lockdown, que faturou US$ 413 milhões, de acordo com a Comscore, seguido por “1917”, distribuído em janeiro, que arrecadou cerca de US$ 385 milhões, e “Tenet”, que chegou aos cinemas após a reabertura do circuito em agosto, em meio à pandemia, e faturou US$ 362 milhões em todo o mundo. Globalmente, as vendas de ingressos de cinema devem ficar entre US$ 11,5 bilhões e US$ 12 bilhões em 2020, quase 400% menores que os US$ 42,5 bilhões de 2019.
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 atinge US$ 100 milhões mundiais
A Warner Bros. informou que a bilheteria de “Mulher-Maravilha 1984” ultrapassou os US$ 100 milhões mundiais na quinta-feira (31/12). “Parabéns a Patty Jenkins, Gal Gadot, Chuck Roven e todo o elenco e equipe que fizeram ‘Mulher Maravilha 1984’, permitindo que fãs e amantes de filmes voltem à emocionante experiência de ir ao cinema. Audiências em todo o mundo onde os mercados estão abertos têm aparecido para assistir ao novo capítulo da história cheia de ação de Diana Prince”, disseram o presidente de distribuição doméstica da Warner Bros, Jeff Goldstein, e o presidente de distribuição internacional, Andrew Cripps, em um comunicado conjunto na véspera do Ano Novo. Lançado antecipadamente no exterior, o filme já somava US$ 85 milhões mundiais no domingo passado (27/12), quando completou seu primeiro fim de semana de exibição na América do Norte (com apenas US$ 16,7 milhões de arrecadação doméstica). A nova produção de super-heróis da Warner abriu em 1º lugar nos EUA e Canadá, além do Brasil, Austrália, Coreia do Sul e vários países. Mas, de forma frustrante, não teve o mesmo sucesso na China, onde o estúdio esperava compensar o fechamento dos cinemas da Europa. Apesar do mercado chinês estar funcionando normalmente, “Mulher-Maravilha 1984” faturou por lá praticamente o mesmo que obteve na América do Norte – onde apenas 40% dos cinemas estão abertos – , o que deixou o lançamento em 3º lugar no país. Vale lembrar que a primeira “Mulher-Maravilha” arrecadou US$ 822,3 milhões em 2017 – e teve um lucro líquido estimado de US$ 252,9 milhões após todos os abatimentos. Com US$ 100 milhões de faturamento mundial, o novo filme está muito longe de compensar o investimento de US$ 200 milhões em sua produção – valor que não inclui P&A (cópias e publicidade). Mas a Warner Bros. optou por lançar a continuação na pandemia com uma estratégia diferente. O estúdio assumiu que teria prejuízo e, por isso, fez um lançamento simultâneo em streaming, na HBO Max, que por enquanto só está disponível no mercado norte-americano. Embora não tenha revelado números da estreia online, a Warner comemorou aumento de assinaturas da plataforma e rapidamente encomendou “Mulher-Maravilha 3” para a diretora Patty Jenkins e a estrela Gal Gadot.
Porta dos Fundos bate recorde de visualizações em 2020
Enquanto o mercado cinematográfica brasileiro lamenta perda de público, os vídeos do grupo Porta dos Fundos chegaram a 1,5 bilhão de visualizações em 2020 em suas redes sociais, segundo dados da própria produtora. Isso equivale a um aumento recorde de 111% em views nos canais oficiais do grupo na comparação com 2019. O Porta dos Fundos vai fechar o ano com 33,9 milhões de seguidores, o que representa 2,74 milhões a mais do que em 2019. Metade destes seguidores se concentra na página oficial do grupo no YouTube. Mas vale reparar que o TikTok, rede em que a produtora estreou em 2020, já rendeu mais de 2,2 milhões de seguidores e 79 milhões de visualizações aos vídeos de humor da produtora em 8 meses.
Bilheterias brasileiras desabam sem cinemas de São Paulo
O fechamento dos cinemas de São Paulo durante o fim de semana de Natal, como prevenção contra o alastramento da pandemia de coronavírus, teve forte impacto na arrecadação das bilheterias brasileiras. Ao todo, 172,9 mil pessoas foram aos cinemas do país entre quinta e domingo (27/12), segundo dados da consultoria Comscore. O número representa uma queda de 67,3% na comparação com a semana anterior. O contraste se tornou ainda maior porque a estreia de “Mulher Maravilha 1984”, na semana anterior, tinha sido responsável pela melhor bilheteria desde o começo da pandemia: 529,8 mil espectadores e R$ 9,2 milhões arrecadados de quinta ao domingo retrasado (20/12). Além da queda de público, a renda dos ingressos caiu para R$ 3,1 milhões. Mesmo com o maior parque exibidor fechado, o filme estrelado por Gal Gadot foi o mais assistido. Teve 147,9 mil espectadores e arrecadou R$ 2,7 milhões, respondendo por 87% de toda a movimentação financeira do fim de semana.
Mulher-Maravilha 1984 lidera bilheterias e quebra recorde da HBO Max nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” teve uma arrecadação estimada em US$ 16,7 milhões em sua estreia no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. Com isso, não superou os US$ 20,2 milhões de “Tenet”, o campeão da pandemia, e ainda entrou para a História como a pior estreia em décadas de um líder de arrecadação de Natal. Mas vale lembrar que “Tenet” teve exibição em 2,8 mil salas, enquanto a continuação de “Mulher-Maravilha” (2017) entrou em cartaz em 2,1 mil cinemas, num circuito que mantém somente 40% das salas em operação – e os cinemas que estão abertos trabalham com metade de suas lotações, devido aos protocolos da pandemia. O filme da super-heroína teve desempenho melhor no exterior, onde atingiu US$ 68,3 milhões, fazendo sua bilheteria total chegar a US$ 85 milhões. “Tenet” faturou só US$ 53 milhões em sua estreia internacional, mas o montante de “Mulher Maravilha 1984” já contabiliza duas semanas de exibição. O desempenho foi comemorado pela Warner, que também lançou o longa na plataforma HBO Max. A empresa estaria imensamente satisfeita com o volume de assinaturas criado com a estratégia de distribuição simultânea do filme em sua plataforma. Quase metade dos assinantes da HBO Max assistiram ao filme no dia de sua estreia, e o total de horas de utilização do serviço triplicou na sexta-feira (25/12), segundo afirmou a Warner em comunicado. “'”Mulher-Maravilha 1984′ quebrou recordes e superou nossas expectativas em todas as nossas principais visualizações e métricas de assinantes nas primeiras 24 horas no serviço, e o interesse e o impulso que estamos vendo indicam que isso provavelmente continuará além do fim de semana”, disse o chefe da plataforma da WarnerMedia, Andy Forssell. É impossível saber quanto mais o filme teria feito na bilheteria se não tivesse sido exibido na HBO Max, mas a Warner tem enfrentado a pandemia com uma estratégia focada no fortalecimento de seu espaço digital. Após “Mulher Maravilha 1984”, toda a lista de estreias de cinemas de 2021 do estúdio seguirá o mesmo caminho, com distribuição simultânea nos cinemas e na HBO Max. A decisão gerou fúria em Hollywood, mas os números podem estar do lado da Warner. As outras estreias da semana acabaram ofuscadas pela produção da super-heroína. O western dramático “Relatos do Mundo” (News of the World), estrelado por Tom Hanks, abriu com US$ 2,4 milhões em 1,9 mil cinemas. A Universal esperava arrecadar pelo menos US$ 3 milhões. Mas sua bilheteria foi suficiente para lhe garantir o 2º lugar. Já a segunda produção da Universal da semana, o thriller “Bela Vingança” (Promising Young Woman), estrelado por Carey Mulligan, fez US$ 680 mil em 1,3 mil salas e fechou o Top 5 – atrás de “The Croods 2: Uma Nova Era” e “Monster Hunter”. A Universal é o estúdio que mais estreia filmes na pandemia, devido a um acordo com os exibidores que lhe permite disponibilizar os títulos em PVOD (para locação digital premium) apenas três fins de semana após seus lançamentos cinematográficos.
MGM estaria à venda
Um dos mais antigos estúdios de Holllywood, a MGM contatou dois bancos de investimento para iniciar um processo formal de venda, procurando gerar interesse de outros estúdios de Hollywood, conglomerados internacionais, firmas de investimento e gigantes do streaming. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com os bastidores da produtora. A venda da MGM tem sido cogitada há vários anos, mas nunca foi formalizada porque o estúdio nunca aceitou o preço oferecido, e não está claro se conseguirá o que busca na atual situação do mercado. Mas os acionistas acreditam que sua biblioteca de títulos está especialmente valorizada na atual era de streaming, em que uma multidão de plataformas compete por conteúdo e espectadores. O estúdio por trás dos filmes de James Bond também possui a franquia “Rocky”, “O Silêncio dos Inocentes”, “O Exterminador do Futuro” e as séries “The Handmaid’s Tale” e “Vikings”, sem esquecer um catálogo de clássicos produzidos desde 1924. O WSJ afirma que o estúdio contratou os bancos Morgan Stanley e LionTree para explorar uma venda, e que seu valor de mercado foi avaliado em cerca de US$ 5,5 bilhões, com base em ações negociadas de forma privada, e incluindo dívidas – US$ 2,3 bilhões em dívidas de longo prazo. Há pouco tempo, a MGM manteve conversas exploratórias com a Apple, que cobriram desde um acordo de produção de streaming até uma aquisição completa. Em outubro, a MGM venceu suas redes televisivas, This TV e Light TV para o Allen Media Group. O maior acionista da MGM atualmente é o fundo de hedge Anchorage Capital, cujo fundador, Kevin Ulrich, preside o conselho do estúdio e enfrenta pressão de outros investidores financeiros que buscam fazer dinheiro, diante da indefinição do futuro do mercado cinematográfico diante da pandemia de coronavírus. A MGM já adiou duas vezes o lançamento de seu principal filme pronto, “007 – Sem Tempo para Morrer”, cuja estreia encontra-se marcada para abril de 2021. A pressão aumentou após vazar, no mês passado, que Ulrich foi processado por agressão sexual em um caso que foi resolvido com um acordo.
Monster Hunter perde aposta contra pandemia nas bilheterias dos EUA
A Sony fez uma aposta de risco em “Monster Hunter” e deve perder uma fortuna. O filme de monstros gigantes, orçado em US$ 60 milhões e estrelado por Milla Jovovich (“Resident Evil”), teve um desempenho muito pior que o esperado em sua estreia nos EUA e Canadá neste fim de semana. Com uma arrecadação de somente US$ 2,2 milhões entre sexta e domingo (20/12), ficou abaixo da média de US$ 3 milhões que vinha marcando as estreias dos últimos meses, durante a pandemia. O valor é reflexo da diminuição crescente dos salas de exibição em atividade. Apenas 2,3 mil cinemas estão abertos na América do Norte, dos quais 1,7 mil receberam a produção de efeitos visuais monstruosos. O estúdio não negociou um lançamento simultâneo ou antecipado em streaming com o parque exibidor, porque acreditava poder compensar o esperado prejuízo norte-americano com um grande sucesso asiático. A franquia “Resident Evil”, também estrelada por Jovovich, teve seu maior desempenho na China. Mas a estreia chinesa de “Monster Hunter” acabou prejudicada por uma cena que o público entendeu como racista, levando as autoridades do país a ordenarem a retirada do filme de cartaz. Para completar, a crítica não aprovou a nova adaptação de videogame, considerada medíocre, com 48% de notas positivas na média compilada pelo site Rotten Tomatoes. De todo modo, essa nota é bem maior que a média dos filmes de “Resident Evil”, qualificados como lixo, em aprovações que variaram de 22% a 38% em toda a franquia. Os US$ 2,2 milhões de “Monster Hunter” se tornam ainda mais abissais quando comparados à estreia que ocupou o fim de semana antes do Natal em 2019. Neste período do ano passado, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” abriu com nada menos que US$ 177,3 milhões no mercado norte-americano. Graças ao desastre da Sony, devem diminuir muito as críticas feitas contra a Warner por decidir lançar seus filmes, a partir de “Mulher-Maravilha 1984”, simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max para os assinantes do serviço de streaming, que por enquanto só é comercializado na América do Norte. Um bom parâmetro pode ser traçado pelo desempenho de “Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal e DreamWorks Animation. Cumprindo seu cronograma de apenas três fins de semana exclusivos nos cinemas, o filme foi lançado na sexta (18/12) em PVOD (locação digital premium) e, mesmo assim, ocupou o 2º lugar no ranking das bilheterias de cinema, com uma arrecadação muito próxima da atingida pelo líder estreante: US$ 2 milhões. A sequência de “Os Croods” rendeu até agora US$ 27 milhões nos cinemas norte-americanos, mas já soma US$ 84,5 milhões mundiais, com cerca de 60% desse valor vindo da China, onde o filme faturou US$ 50 milhões. Tanto “Monster Hunter” quanto “Os Croods 2” sofreram adiamentos em suas previsões de estreia para o Brasil. Os dois filmes foram remanejados para janeiro, respectivamente nos dias 14 e 21. Mas, com isso, correm o risco de encontrarem os cinemas fechados devido à disparada de casos de covid-19 no país.












