Netflix lança site para divulgar Top 10 mundial
A Netflix mudou a forma de divulgação de suas métricas de visualização. O plano tinha sido anunciado de forma genérica em outubro, durante o relatório trimestral para investidores, e se materializou nesta terça (16/11) com o lançamento de um site específico voltado às listas de conteúdos mais vistos do serviço em todo o mundo. O Top 10 Netflix (https://top10.netflix.com/) apresenta quatro listas principais, contendo os 10 filmes e as 10 temporadas de séries mais vistas em inglês e não inglês, além de um ranking por país, um ranking geral dos títulos mais assistidos em todos os tempos e um levantamento que aponta quais países rendem maior audiência para os lançamentos em destaque. Para gerar as listas de Top 10 estão sendo considerados o desempenho dos títulos em mais de 90 países, com atualização semanal. A Netflix também mudou a forma de informar o desempenho de seu conteúdo, substituindo a amostragem de dois minutos (equivalente a uma visualização) pelo número total de horas visualizadas de cada título. É o método usado pela Globoplay, pela auditoria da Nielsen e por várias outras plataformas. A avaliação de dois minutos, adotada originalmente pelo YouTube (onde a maioria do conteúdo tem menos de 4 minutos), causava distorções e gerava números inflados e irreais de audiência. O primeiro top 10 semanal, que cobre de 8 a 14 de novembro, traz o filme “Alerta Vermelho” com quase 149 milhões de horas de exibição em todo o mundo. O desempenho de uma semana é impressionante, já que coloca o longa próximo do Top 10 de todos os tempos da Netflix. O atual 10º lugar é a comédia “Mistério no Mediterrâneo”, que conta com 170 milhões de horas em seus primeiros 28 dias. Vale destacar também que, entre os filmes não falados em inglês, o brasileiro “7 Prisioneiros” aparece em 2º lugar, atrás do italiano “Yara”, entre os mais assistidos do streaming em todo o mundo. Entre as séries, a 3ª temporada de “Narcos: México” superou “Round 6” (lançado há dois meses) como a série mais popular desta semana – 50,29 milhões de horas contra 42,79 milhões. Entretanto, a atração sul-coreana é disparado o conteúdo mais acessado da Netflix, com um total de 1,6 bilhão de horas de exibição em todo o mundo em seu primeiro mês – o dobro da segunda série mais popular, “Bridgerton” (625 milhões de horas). Curiosamente, a atualização não vai além de 28 dias, impedindo o número de “Round 6”, ainda em 2º lugar no ranking semanal, de evoluir em visualizações e impressionar cada vez mais com seu sucesso descomunal.
Estúdio processa Tarantino por NFTs de “Pulp Fiction”
O cineasta Quentin Tarantino está sendo processado pelo estúdio Miramax por anunciar planos de leiloar sete peças de “Pulp Fiction”, um dos seus filmes mais conhecidos, como NFTs (tokens não-fungíveis). Ele anunciou sua intenção numa recente convenção de cripto-arte em Nova York. “Estou animado para apresentar essas peças exclusivas de ‘Pulp Fiction’ aos fãs”, disse Tarantino em um comunicado à imprensa. Os colecionáveis teriam conteúdo “secreto” – na verdade, trechos do roteiro original escrito à mão e um comentário em áudio exclusivo feito por Tarantino – visível apenas para seu proprietário. Mas o diretor esqueceu de combinar com a Miramax, que tem seus próprios planos para lançar NFTs de seu catálogo. O estúdio revelou ter entrado em contato com Tarantino para que ele desistisse do projeto, sem sucesso. “A conduta de Tarantino forçou a Miramax a abrir este processo contra um valioso colaborador para fazer cumprir, preservar e proteger seus direitos contratuais e de propriedade intelectual relativos a uma das propriedades cinematográficas mais icônicas e valiosas da Miramax”, escreveu a empresa na ação. “Se não for controlada, a conduta de Tarantino pode induzir outros a acreditar que a Miramax está envolvida em seu empreendimento. E também pode induzir outras pessoas a acreditar que têm o direito de buscar negócios ou ofertas semelhantes, quando na verdade a Miramax detém os direitos necessários para desenvolver, comercializar e vender NFTs relacionados à sua biblioteca completa de filmes. ” O processo busca compensação por violação de contrato, violação de direitos autorais, violação de marca registrada e concorrência desleal. Mas o advogado de Tarantino afirma que o contrato com a Miramax dá a Tarantino o direito de publicar seu roteiro e ele estaria exercendo esse direito por meio da venda de NFTs. O processo servirá para definir se a venda de NFTs com base em trechos de um roteiro se qualifica como uma “publicação” do roteiro ou é um produto completamente diferente. Em sua iniciativa, a Miramax argumenta que os NFTs são uma venda única, que não equivalem à publicação de um roteiro em vários exemplares literários, e que, portanto, a Miramax detém os direitos dos NFTs. Cada vez mais populares, NFTs são ativos digitais que representam objetos do mundo real (ou não), como arte, itens de um jogo, vídeos e até imóveis digitais, e ganharam notoriedade no último ano devido à expansão da discussão sobre o metaverso e por terem se tornado populares no mundo da arte digital.
Camila Pitanga troca Globo por HBO Max
A atriz Camila Pitanga não é mais contratada da Globo. Após 25 anos na emissora, ela assinou com a HBO Max por um período inicial de três anos. “Eu cresci na Globo e minha história com a emissora é indissociável. Saio grata porque graças a Globo fui reconhecida pelo público. E saio feliz por ter recebido tanto acolhimento de todos os profissionais e amigos que colecionei ao longo da minha vida”, disse a atriz em nota para a imprensa. Sobre a mudança para a HBO Max, ela se diz animada para “desbravar novos caminhos” e assumir um novo papel. “Além de atriz, serei criadora de conteúdo. Agora, a intérprete e a produtora executiva caminharão juntas — ávidas por realizar conteúdos que tenham relevância e alcance que extrapolem nossas fronteiras. Eu acredito no streaming como um novo veículo para cultivar o carinho que sempre recebi do público brasileiro”, afirma. O incentivo para a atriz de 44 anos a trocar sua parceria foi justamente o fato de, além de atuar, ter abertura para produzir novos projetos na plataforma de streaming. Tomás Yankelevich, diretor de conteúdo da WarnerMedia Latin America, destacou em comunicado que Camila Pitanga tem “papel importantíssimo no mercado audiovisual brasileiro”. “Nós apostamos no entretenimento e na cultura como transformação e queremos, ao lado de nossos talentos, produzir cada vez mais conteúdo de qualidade”, disse ele. Vale lembrar que a plataforma da Warner planeja lançar novelas, que chama de telesséries, e contratou Sílvio Abreu, autor de novelas e ex-diretor do departamento dramático da Globo, para comandar esse projeto. Enquanto isso, Camila Pitanga ainda poderá ser vista no Globoplay na 2ª temporada de “Aruanas”, que estreia no próximo dia 25. Fãs também podem matar saudades de um de seus papéis mais marcantes na reprise de “Paraíso Tropical”, atualmente no ar na programação do canal pago Viva.
Peter Jackson vende empresa de efeitos visuais de “O Senhor dos Anéis”
O cineasta neozelandês Peter Jackson (“O Hobbit”) vendeu sua empresa de efeitos especiais Weta Digital, responsável pelos efeitos de “O Senhor dos Anéis”, “Planeta dos Macacos” e “Avatar”, entre muitas outras produções. A empresa compradora foi a Unity Software, com sede em San Francisco, que pagou US$ 1,6 bilhão para utilizá-la no desenvolvimento do “metaverso”. Segundo a Unitity, a Weta vai “definir o futuro do metaverso”, uma versão imersiva em 3D da internet que pretende transformar o trabalho e as interações virtuais. A ideia é utilizar a tecnologia dos efeitos visuais para permitir interações virtuais em espaços ultrarrealistas, criados por computação gráfica — como conversar com um amigo ou assistir a um show como se você estivesse no local. A obsessão das empresas de tecnologia pelo “metaverso” levou até o Facebook mudou o nome de sua empresa matriz para “Meta”, com o objetivo de refletir o compromisso de seu fundador, Mark Zuckerberg, com o conceito. “Estamos entusiasmados em democratizar estas ferramentas e levar o gênio de Peter Jackson e o incrível talento de engenharia da Weta a artistas em todos os lugares”, afirmou o presidente da Unity, John Riccitiello, em um comunicado. Apesar da venda dos ativos de tecnologia e engenharia da Weta Digital, Jackson manteve a propriedade majoritária da subsidiária WetaFX, que vai continuar desenvolvendo efeitos especiais para o cinema.
Discovery+ chega ao Brasil nesta terça
O serviço de streaming Discovery+ finalmente chegou no Brasil. Prevista extraoficialmente para setembro, a nova plataforma de conteúdo digital começa a funcionar a partir das 15h de terça-feira (9/11) no país, com assinaturas a partir de R$ 16,29 ao mês. Lançada no início do ano nos EUA, a Discovery+ tem como diferencial a especialização em reality shows, programas de variedades e documentários, e inclui em sua programação mais de 55 mil atrações dos canais Discovery Channel, Kids, Home & Health, TLC, Animal Planet, ID, Discovery Turbo, Science, Food Network e HGTV, além de conteúdos originais e exclusivos. Trata-se do maior conteúdo de não ficção do mundo, e só tende a aumentar, com o atual desenvolvimento de mais de 150 programas para o streaming. O primeiro lançamento inédito feito especialmente para a estreia do serviço no país é o “Largados e Pelados Brasil”, versão brasileira do programa de sobrevivência da Discovery que faz sucesso desde 2013. Também estão previstas versões brasileiras de “Mestres da Sabotagem” e “Tô Chegando – Na Casa dos Famosos”, em que Dony De Nuccio conhecerá o lar e história de celebridades como Cafu e Carlinhos Brown. A programação também traz Antonio Fagundes narrando “Um Planeta Perfeito”, superprodução sobre a relação entre homem e natureza distribuída pela BBC Studios, um documentário sobre o Papa Francisco e muito conteúdo infantil, com a animação brasileira inédita “Ba Da Bean” e a série “Mundo Curiozoo”, que falam, respectivamente, de arte e meio ambiente. Apesar desse investimento, o futuro do serviço encontra-se indefinido, uma vez que Discovery e WarnerMedia anunciaram em maio sua fusão numa nova companhia, a Warner Bros. Discovery, que deve dar uma nova cara para os negócios de streaming da empresa. A Warner também tem seu próprio streaming, a HBO Max, que já está em atividade no Brasil. Avaliada em US$ 200 bilhões, a nova companhia ainda precisa passar pela aprovação dos comitês reguladores dos EUA e demais países em que a empresa opera, o que só deve acontecer em 2022. Os rumos da Warner Bros. Discovery só serão conhecidos após essa aprovação. Por enquanto, a Discovery fechou parceria com a Globo no Brasil, permitindo à Globoplay oferecer seu serviço num combo promocional – a partir do dia 17. Veja abaixo o comercial de lançamento da Discovery+ no Brasil.
Netflix lança primeiros games para assinantes
A Netflix lançou nesta terça (2/11) a “Netflix Games”, uma plataforma de jogos disponível para seus assinantes em todo o mundo. Por enquanto, os jogos estão disponíveis apenas para celulares e tablets com o sistema Android, e se resumem a cinco opções, duas delas com o nome da série “Stranger Things”: “Stranger Things: 1984”, “Stranger Things 3: The Game”, “Shooting Hoops”, “Card Blast” e “Teeter Up”. Para ter acesso aos games, só é necessário ter uma conta na Netflix e acessá-la usando aparelhos móveis com o sistema Android. Ao logar, os assinantes verão a lista dos jogos. “Assim como em todas as nossas séries, filmes e especiais, queremos oferecer opções para todos os tipos de jogadores, tanto iniciantes quanto experientes. Este é só o começo. Vamos continuar aprimorando a experiência, além de adicionar ainda mais jogos nos próximos meses”, disse em comunicado Mike Verdu, ex-executivo do Facebook e da empresa de games EA (Electronic Arts), que foi contratado como novo vice-presidente de desenvolvimento de jogos da Netflix para lançar o projeto. “Este é só o começo” é a definição mais adequada para a iniciativa, que veio à tona em julho passado, uma semana após a contratação de Verdu, quando a apresentação da Netflix Games parecia apontar um lançamento ainda distante. Ao fazer o balanço do segundo trimestre, a empresa explicou que a expansão para o mercado de jogos teria como base os “esforços anteriores em torno da interatividade”, vistos em episódios especiais de “Black Mirror” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, entre outras produções interativas. “Vemos os jogos como outra categoria de conteúdo para nós, semelhante à nossa expansão para filmes originais, animação e reality shows”, explicou o texto que apresentou o projeto. “Os jogos serão incluídos na assinatura da Netflix sem nenhum custo adicional aos membros, de forma semelhante como acontece atualmente com filmes e séries. A princípio, vamos nos concentrar principalmente em jogos para dispositivos móveis”. Acompanhando o comunicado, os executivos da Netflix participaram de uma sessão de perguntas e respostas, em que o co-CEO Ted Sarandos reforçou a ideia por trás da nova linha de produção. “Não é um produto separado. Somos uma empresa de um só produto”, ele destacou. No mesma conversa, Greg Peters, COO e diretor de produto, reforçou que os games serão relacionados a conteúdos da plataforma. “Os conteúdos que criamos, com mundos incríveis, histórias, personagens… Sabemos que os fãs querem um envolvimento mais profundo”, afirmou. Lembrem-se: “Este é só o começo”. Os mais entusiasmados com a perspectiva de a Netflix entrar no negócio de games chegaram a imaginar uma competição com a Microsoft, que, neste ano, colocou o Game Pass e o Xbox Cloud Streaming como pontos centrais de sua estratégia de crescimento – tentando criar o que muitos analistas chamaram, justamente, de “a Netflix dos games”. Por isso, os planos da Netflix Games, aparentemente tímidos, embutem futuras possibilidades. O próprio Peters admitiu em julho que, apesar de privilegiar adaptações de seus conteúdos, “também tentaremos jogos autônomos”. “Talvez um dia veremos um jogo que gere um filme ou série”, ponderou. E isso implica produção própria de games originais. O fundador e co-CEO Reed Hastings complementou lembrando que a empresa já explora várias propriedades intelectuais de produtoras de games, que tem adaptado como séries e filmes. “Você pode possuir o conteúdo e ter essas franquias longas. Será melhor se pudermos dominar o conjunto criativo”.
Sílvio de Abreu vai gerir núcleo de novelas na HBO Max
A HBO Max anunciou a criação de um núcleo de desenvolvimento de “telesséries” para a América Latina, comandado pela chefe de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America, Mônica Albuquerque, e supervisionado por ninguém menos que Silvio de Abreu, ex-diretor do departamento de Dramaturgia da Globo e autor de filmes e novelas bem-sucedidas. O comunicado também faz uma descrição curiosa do que são essas “telesséries” que Sílvio de Abreu vai ajudar desenvolver. “É um formato que representa muito a criação artística da América Latina”, segundo Tomás Yankelevich, Chief Content Officer da WarnerMedia Latin America, que em seguida diferencia “telesseries” das séries americanas. “Nossa dramaturgia tem muito para compartilhar com o mundo. E nos últimos anos, com o desenvolvimento das séries americanas, assistimos claramente a busca pelo arco longo, tão característico dos folhetins que já habitavam as telas da América Latina há muito tempo”, completou. O que a HBO Max está anunciando, sem assumir, é que vai fazer novelas! Novelas “com cerca de 50 capítulos, trazendo conteúdo de ficção em formato híbrido que combina a base do melodrama com o ritmo de série”, descreve o texto. “As telesséries [leia-se novelas] têm o objetivo de se conectar de forma única à audiência brasileira e de toda região que tanto vibra, torce e se emociona com histórias nesse formato [isto é, com novelas]”. 50 episódios é justamente a duração da primeira novela de streaming da Globo, “Verdades Secretas 2”. Na nova função, descrita em comunicado como “showrunner”, Silvio de Abreu trabalhará em contato com autores e diretores de novos projetos do gênero na plataforma. “Estou muito feliz com esta nova caminhada e já me sinto em casa com um time tão competente, que já tive o prazer de conhecer em outras oportunidades. Criar narrativas e trazer temas relevantes que façam com que a audiência se envolva, se identifique e gere impacto na sociedade são combustíveis para este desafio que, tenho certeza, vai render muitos projetos incríveis”, afirmou o profissional. Dos filmes da pornochanchada dos anos 1970 à carreira televisiva, Sílvio de Abreu trilhou vários estilos, que se refletiram na versatilidade de suas novelas, como “Guerra dos Sexos” (1983), “Rainha da Sucata” (1990) e “A Próxima Vítima” (1995). A carreira executiva, porém, é bem mais recente. Ele se tornou Diretor de Dramaturgia da Globo em 2015, e neste cargo ajudou a revelar mais de 20 novos autores, abrindo espaço para novas ideias e formatos. O lançamento do núcleo de desenvolvimento da HBO Max faz parte de um projeto para lançar 100 novas produções latino-americanas até 2023. Todos esses novos títulos serão disponibilizados com exclusividade pela plataforma sob a marca Max Originals.
Continuação de “Duna” é oficializada
A continuação de “Duna” foi oficializada nesta terça-feira (26/10). O estúdio Legendary, parceiro da Warner Bros. na produção, anunciou a sequência nas redes sociais, avisando: “Este é apenas o começo …”, junto com uma arte em que se lê “Duna Parte Dois” e um texto de agradecimento ao público. “Agradecemos à todos que já vivenciaram a experiência de ‘Duna’ e também todos que vão assistir nos próximos dias. Estamos ansiosos para dizer: a jornada continua!”, escreveu o estúdio. A Warner Bros. reproduziu o anúncio em todo o mundo, inclusive no Brasil. Veja abaixo. O diretor Dennis Villeneuve já tinha dito que apenas um desastre financeiro muito grande impediria a produção do segundo filme. Ele deixou claro o apoio do estúdio à sua opção de contar a história em duas partes durante uma entrevista publicada em agosto passado na revista Total Film, ao explicar que a única forma de adaptar o livro de Frank Herbert era dividir a história em dois filmes e assim apresentar a trama completa com cinco horas de duração. “O que ouvimos nas últimas décadas é que não era possível adaptar o livro. Acho que, no fundo, o estúdio ainda acha isso! Mas o que eu precisava era provar a eles que era possível fazer um filme lindo e popular de ‘Duna’, e acho que consegui fazer isso – todo mundo na Warner e na Legendary apoia o filme totalmente. Seria preciso um resultado muito ruim nas bilheterias para que ‘Duna: Parte 2’ fosse cancelado. Eles amam o filme, estão orgulhosos do filme, e querem que o próximo vá adiante”, contou na ocasião. Só que a Warner e a Legendary, embora tenham encomendado o roteiro da continuação em 2019, ainda não tinham autorizado a produção da segunda parte de “Duna”, aguardando para ver se o desastre aconteceria. O filme estreou no fim de semana na América do Norte – e também no Brasil – e o resultado, longe de ser catastrófico, foi o melhor desempenho da Warner no ano, superando com folga o antigo campeão, “Godzilla vs. Kong”, que também era uma coprodução com a Legendary. “Duna” também rendeu a maior abertura norte-americana da carreira do diretor Dennis Villeneuve, deixando para trás os números de “Blade Runner 2049”, apesar de ter sido lançado simultaneamente em streaming, na HBO Max, nos EUA. No exterior, o filme foi exibido apenas nos cinemas. E graças a uma estratégia da Warner para evitar a pirataria das cópias de alta qualidade da HBO Max, começou a ser distribuído com mais de um mês de antecedência em países chaves. Por conta disso, “Duna” já contabiliza uma bilheteria de mais de US$ 220 milhões mundiais. This is only the beginning… Thank you to those who have experienced @dunemovie so far, and those who are going in the days and weeks ahead. We're excited to continue the journey! pic.twitter.com/mZj68Hnm0A — Legendary (@Legendary) October 26, 2021 Repost from @legendary: Esse é só o começo… Agradecemos à todos que já vivenciaram a experiência de #Duna e também todos que vão nos próximos dias. Estamos ansiosos para dizer: a jornada continua! pic.twitter.com/Rkv9I1U0YL — Warner Bros. Pictures Brasil (@wbpictures_br) October 26, 2021
Casa de “A Hora do Pesadelo” está à venda
Já sabe onde vai passar o Halloween? Tem um sobrado bonitinho no número 1428 da Rua Elm à venda. A clássica casa do filme “A Hora do Pesadelo” (1984) entrou no mercado imobiliário por U$ 3,2 milhões. O lugar ficou conhecido por servir de cenário para o confronto entre o monstro Freddy Krueger e Nancy Thompson no primeiro longa e em algumas continuações da franquia. O número é o mesmo e a fachada é exatamente igual, só não se encontra numa rua chamada Elm como nos filmes. Construída em 1919, a propriedade fica localizada no bairro de Spaulding Square, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Tem 250 metros, três quartos, três banheiros, piscina, casa de convidados e passou por uma boa reforma, depois que Freddy quase a destruiu na franquia. Nem se nota o sangue e as marcas de garras, como o próprio Freddy pode atestar, já que virou garoto propaganda do negócio. A imobiliária responsável pela venda vai aceitar ofertas até a meia-noite do Halloween. Vale observar que essa não é a primeira vez que a casa é colocada à venda. Em 2013, ela foi anunciada por U$ 2,1 milhões.
Halle Berry vira lutadora de MMA no trailer de “Ferida”
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Ferida” (Bruised), estreia da atriz Halle Berry na direção. Ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Mas quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida, ela precisa sustentar a criança e a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e recuperar o prestígio perdido em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 53 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. O roteiro foi escrito pela estreante Michelle Rosenfarb e o projeto tem produção da equipe de “John Wick 3” – filme que Berry também estrelou. A estreia está marcada para 24 de novembro.
Lázaro Ramos dirige primeiro filme brasileiro da Amazon
O primeiro projeto de Lázaro Ramos para a Amazon Prime Video será a direção de um filme. Trata-se de “Um Ano Inesquecível – Outono”, desenvolvido pela produtora Panorâmica, que adapta uma antologia de contos com o mesmo nome, escritos por Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e Babi Dewet. A Amazon revelou a novidade nesta quarta (13/10) junto com a primeira foto dos trabalhos, que mostra Lázaro segurando a claquete no set ao lado da jovem atriz Gabz (“Tudo por um Pop Star”). “Um Ano Inesquecível – Outono” será o primeiro longa-metragem brasileiro produzido especificamente para o streaming da Amazon e o segundo longa-metragem dirigido pelo ator, que estreou na função com “Medida Provisória”, ainda inédito nos cinemas brasileiros, mas já premiado em festivais internacionais e com 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes. No livro original, os quatro escritores contaram histórias distintas passadas numa estação do ano. O projeto da Amazon é transformar cada uma delas num filme diferente. A trama original de “Outono” foi escrita por Babi Dewet e gira em torno de Anna Júlia e João Paulo, um típico casal improvável. Ela odeia música e tudo que mais quer é um estágio e estabilidade para ajudar o pai em casa. Ele é um jovem músico de rua que sonha em viver da sua arte. Mesmo assim, a paixão entre os dois acontece, e em um dos lugares mais simbólicos de São Paulo: a Avenida Paulista. A movimentada capital é o cenário da desafiadora jornada que ambos enfrentam para ficar juntos. A adaptação conta com roteiro de Keka Reis (“BugiGangue no Espaço”) em colaboração de Thamyra Thâmara e com a consultoria de Marcelo Saback (“Divã”) e Vince Marcello (autor e diretor da franquia “Barraca do Beijo”). Os protagonistas são Gabz e Lucas Leto (“Bom Sucesso”), e o elenco ainda inclui Larissa Luz, Pedro Blanc, Raphael Ghanem, Vittor Fernando e Enrico Cardoso, entre outros. Lázaro Ramos não renovou seu contrato com a Globo no mês passado e fechou com a Amazon por prazo longo para desenvolver diversos projetos, mas deixou trabalhos inéditos como ator na Globo – na atual temporada de “Sob Pressão” e na próxima de “Aruanas”.
Netflix fecha contrato de exclusividade com astro de “Lupin”
A Netflix fechou um contrato com o astro francês Omar Sy, estrela da série “Lupin”, para desenvolver novos projetos com exclusividade para a plataforma de streaming. O acordo prevê que a empresa de produção de Sy, sediada em Paris, crie novos filmes originais para a Netflix, que também deverão ser estrelados pelo ator. Antes de fazer sucesso na série “Lupin”, ele já tinha estrelado um fenômeno mundial, o filme “Intocáveis”, de 2011, que ganhou remake em vários países. O negócio é mais uma iniciativa da Netflix para se consolidar como uma plataforma mundial, com produções de conteúdo original e exclusivo de vários países. Só em 2021, os lançamentos franceses do streamer incluíram o thriller “Oxigênio”, de Alexandre Aja, a comédia de ação “O Último Mercenário”, com Jean-Claude Van Damme, a comédia romântica “O Melhor Amigo” e o drama de época “Os Segredos de Madame Claude”. Sy já tem um novo projeto da Netflix no horizonte, retomando a parceria com o diretor de “Lupin”, Louis Leterrier, numa comédia de ação chamada “Tour de Force”, que tem lançamento previsto na plataforma para 2022. “Estou muito feliz por ter a oportunidade de estender o relacionamento com a Netflix e espero ansiosamente por esta próxima etapa de nossa jornada juntos”, disse o ator num comunicado.
Erro revela número de assinantes da Netflix no Brasil
Um erro cometido pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), entidade federal responsável por fiscalizar abusos do poder econômico, revelou o número de assinantes da Netflix no Brasil. Tratado como confidencial pela plataforma de streaming, o dado vazou com a divulgação de um documento que deveria ser privado, mas acabou liberado ao público em um processo judicial. A informação revela que o serviço tinha uma base de 19 milhões de clientes no país em janeiro deste ano. O número integra um processo movido pela Neo TV, associação que representa pequenas operadoras de TV paga do Brasil – detentoras de 2,5% do mercado – contra a fusão entre WarnerMedia e Discovery, prevista para ser concluída até o começo de 2022. “É verdade que as plataformas de streaming conquistaram muitos clientes nos últimos anos, mas também é nítido que parcela relevante dos consumidores considera os serviços OTT (Over-the-top, como a Netflix) como complementares à TV por assinatura – a Netflix, por exemplo, já foi capaz de conquistar 19 milhões de assinantes no Brasil sozinha”, informava o documento. Para chegar nesse número, a NeoTV remeteu a um documento sigiloso, compartilhado pela Netflix em outro processo do CADE, que investigava o pagamento de bônus de volume para o mercado publicitário feito pela Globo. Estes dados não deveriam se tornar públicos. De todo modo, já que ficaram conhecidos, demonstram que a Netflix tem cerca de 20 mil assinantes no Brasil, considerando um aumento extremamente modesto de assinaturas desde janeiro passado. Na verdade, o mais provável é que já tenha chegado a 25 mil. A projeção se deve ao fato de a empresa ter dobrado seu número de assinantes em dois anos, já que em 2019 admitiu, em comunicado, ter ultrapassado a marca de 10 milhões de contratos firmados no país.












