Elenco de “Heroes” se reúne para homenagear Hayden Panettiere após sua morte
Atores que trabalharam com a estrela se juntaram em Los Angeles e relembraram os anos de convivência na série
Mãe de Hayden Panettiere acusa ex de penhorar pertences da atriz
Lesley Vogel diz que Brian Hickerson vendeu objetos da filha, incluindo uma guitarra vintage
Namorado de Hayden Panettiere teria usado remédio contra overdose para tentar salvá-la
Brian Hickerson também se pronunciou pela primeira vez enquanto autoridades investigam a morte da atriz aos 36 anos
Diretor diz que equipe de Hayden Panettiere discutiu intervenção antes da morte
Griff Furst afirma que atriz lutava para permanecer sóbria durante filme de 2025 e que aceitou participar da iniciativa
Polícia apura possível crime na morte de Hayden Panettiere
Investigação corre em paralelo aos exames do legista e envolve descoberta de mensagens de texto
Remédio contra overdose é encontrado no local da morte de Hayden Panettiere
Narcan estava sobre um colchão e a causa da morte da atriz segue indefinida
Hayden Panettiere, estrela de “Heroes” e “Nashville”, morre aos 36 anos
Atriz, que também marcou a franquia “Pânico”, foi encontrada inconsciente em sua casa na Carolina do Sul
Bon Jovi lança clipe gravado na ponte em que cantor impediu suicídio
Novo vídeo inclui cenas gravadas no local onde Jon Bon Jovi ajudou a salvar uma mulher em Nashville
Shelley Duvall, estrela de “O Iluminado” e “Popeye”, morre aos 75 anos
Premiada como Melhor Atriz no Festival de Cannes por "3 Mulheres", ela faleceu devido a complicações do diabetes em sua casa no Texas
Ator de “Nashville” é encontrado morto em casa
O ator americano Cody Longo (“Nashville”) foi encontrado morto em sua casa em Austin, Texas, nos Estados Unidos. A esposa dele, Stephanie, tentou falar com ele, mas não conseguiu. Então, ela chamou a polícia, que o encontrou. A causa da morte do ator de 34 anos ainda está sendo investigada. “Cody era o nosso mundo inteiro. As crianças e eu estamos arrasados e devastados. Ele era o melhor pai. Sempre sentiremos sua falta e o amaremos”, disse a esposa para a revista People. O empresário dele, Alex Gittelson, também falou sobre o rapaz. “Meu coração está partido por sua linda família. Ele tinha tirado um tempo da atuação para se dedicar à música e passar mais tempo com sua família, mas mantivemos contato regularmente e ele estava animado para voltar a atuar este ano. Cody era uma pessoa tão leal, amorosa e talentosa e sua falta será sentida”, disse ele. Cody Longo era conhecido pela novela “Hollywood Heights”, de 2011. Ele também fez várias participações recorrentes em séries como “Make it or Break it”, “Nashville”, “CSI” e “CSI: New York”, além de papéis em produções adolescentes lançadas diretamente em vídeo. Sua carreira não decolou por problemas de comportamento. Ele chegou a ser detido sob acusações de agressões e também já foi internado em clínica de reabilitação por causa de vício em álcool. Ele deixou três filhos: uma menina de 7 anos, um menino de 5 anos e outro menino de um ano de idade.
Atriz de “Nashville” revela luta contra drogas desde a adolescência
A atriz Hayden Panettiere revelou que passou parte de sua adolescência e vida adulta lutando contra o vício em opioides e bebidas alcoólicas. “Eu estava no topo do mundo e arruinei tudo”, ela confessou, em entrevista à revista People. A ex-estrela de “Nashville” contou que recebia “pílulas da felicidade” desde que tinha 15 anos. Segundo quem lhe entregava, os comprimidos eram para “torna-la animada durante as entrevistas”. “Eu não tinha ideia de que isso não era apropriado, ou que porta se abriria pra mim quando se tratasse do meu vício”, explicou. Com o passar dos anos e a chegada de um papel de destaque em “Heroes”, Panettiere continuou consumindo drogas. “Minha salvação é que eu não poderia fazer bagunça enquanto estava trabalhando”, afirmou. “Mas as coisas ficaram fora de controle [fora do set]. E, à medida que envelheci, as drogas e o álcool tornaram-se algo que eu quase não conseguia viver sem.” Como se a sua trajetória não estivesse sendo dolorosa o suficiente, a protagonista de “Nashville” enfrentou uma depressão pós-parto após a chegada de Kaya, sua filha com Wladimir Klitschko. “Nunca tive a intenção de prejudicar a minha filha, mas não queria passar nenhum tempo com ela. Havia apenas essa cor cinza na minha vida”, lamentou Panettiere, que disse também enfrentar crises em seu relacionamento na época. “Ele não queria ficar perto de mim. Eu não queria estar perto de mim, mas sim com os opioides e o álcool. Eu estava fazendo qualquer coisa para me sentir feliz por um momento”, desabafou. “Mas depois eu me sentiria pior do que antes. Eu estava em um ciclo de autodestruição.” A atriz acrescentou que o alcoolismo progrediu para um cenário em que ela acordava tremendo de abstinência e “só podia funcionar com goles de álcool”. Ela também revelou que foi hospitalizada com icterícia. “Os médicos me disseram que meu fígado ia ceder, [e que] eu não era mais uma jovem de 20 anos que poderia simplesmente se recuperar”, afirmou. Em 2018, Panettiere tomou a decisão de enviar Kaya para a casa do pai, na Ucrânia, enquanto enfrentava os vícios. “Foi a coisa mais difícil que tive que fazer. Mas eu queria ser uma boa mãe – e, às vezes, isso significa deixar os filhos”, disse. Panettiere passou por processos de reabilitação, terapia e internação no ano passado, mas deixa evidente que a luta continua e que se manter distante das drogas é uma escolha diária. “Acho que cheguei ao fundo do poço, mas lá há aquele alçapão que se abre. Isso não tem sido fácil e houve muitos altos e baixos. Mas eu não me arrependo nem das piores coisas que aconteceram comigo. Eu me sinto incrivelmente realizada. Sinto que eu tive uma segunda chance.” Atualmente, Panettiere está reprisando o papel de Kirby Reed na produção de “Pânico 6”.
Ned Beatty (1937-2021)
O ator Ned Beatty, que marcou gerações de cinéfilos com sua aflição em “Amargo Pesadelo”, morreu neste domingo (13/6) de causas naturais aos 83 anos. A angustiante saga de sobrevivência, dirigida por John Boorman em 1972, trazia Beatty, Burt Reynolds, Jon Voight e Ronnie Cox como um grupo de amigos da cidade grande que resolvem fazer um passeio de canoa por um rio interiorano, apenas para acabar aterrorizados por caipiras das florestas ao redor. A sequência de 10 longos minutos, em que Beatty é forçado a grunir como um porco, enquanto era estuprado por seus captores, traumatizou gerações, fazendo jus ao título nacional da produção – “Amargo Pesadelo”, muito mais impactante que o nome original, “Deliverance” (libertação) em inglês. Foi o primeiro filme da carreira de Beatty. E embora tenha causado grande impacto, não projetou o ator à condição de protagonista. Ele foi um dos eternos coadjuvantes de Hollywood, o que nunca lhe incomodou. “Sinto pena das pessoas que viram estrelas”, ele chegou a dizer à revista People. “O estrelato causa mais problemas do que vale”. Ele coadjuvou vários filmes de Burt Reynolds, após os dois se tornarem amigos nas filmagens de “Amargo Pesadelo”. Trabalharam juntos no thriller “Sob o Signo da Vingança” (1973) e sua continuação “Gator, O Implacável” (1976), nas comédias “W.W. and the Dixie Dancekings” (1975), “O Imbatível” (1983) e “Troca de Maridos” (1988), e num episódio da série “BL Stryker”, estrelada por Reynolds em 1989. Muitos dos filmes de Beatty exploravam seu sotaque natural de Louisville, Kentucky, o que lhe rendeu diversos papéis de caipiras sulistas em sua carreira, fosse como um gordinho bonachão ou como um criminoso malvado. Sua filmografia incluiu alguns dos maiores clássicos de Hollywood dos anos 1970, como “Nashville” (1975), de Robert Altman, “Todos os Homens do Presidente” (1976), de Alan J. Pakula, “Rede de Intrigas” (1976), de Sidney Lumet, e até “Superman – O Filme” (1978), de Richard Donner, em que viveu Otis, o capanga atrapalhado do vilão Lex Luthor (Gene Hackman). Beatty retomou o papel de Otis em “Superman II: A Aventura Continua” (1980), que foi ainda mais bem-sucedido que o primeiro longa. A partir daí, emplacou várias comédias de grandes bilheterias, como “O Espião Trapalhão” (1980), “De Volta às Aulas” (1986) e principalmente “Escute Minha Canção” (1991), onde interpretou o tenor irlandês Josef Locke, um dos seus maiores papéis. Ao mesmo tempo, também demonstrou talento dramático como o pai de uma criança com doença terminal em “Promessa ao Amanhecer” (1979), de John Huston, e o pai de um improvável herói do futebol em “Rudy” (1993). Ele ainda se destacou na televisão durante os anos 1990, como o pai de John Goodman na série “Roseanne” e o Detetive Stanley “The Big Man” Bolander na série policial “Homicídio”. Seus últimos trabalhos incluem mais sucessos e filmes premiados, como o thriller de ação “Atirador” (2007), de John Fucqua, a comédia política “Jogos do Poder” (2007), de Mike Nichols, “O Assassino em Mim” (2010), de Michael Winterbottom, “Um Tira Acima da Lei” (2011), de Oren Overman, e “Toy Story 3” (2010), em que dublou o urso de pelúcia maligno Lotso. Apesar da longa carreira, Beatty recebeu pouco reconhecido da indústria audiovisual. Teve apenas uma indicação ao Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Rede de Intrigas”, e outra para o Globo de Ouro, por “Ouça a Minha Canção”. Sua última lembrança foi na disputa do MTV Movie Awards de 2011, como Melhor Vilão por “Toy Story 3”.
Barbara Harris (1935 – 2018)
A atriz Barbara Harris, pioneira do teatro do improviso e indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela comédia “O Inimigo Oculto” (1971), morreu nesta terça-feira (21/8), aos 83 anos, após uma batalha contra o câncer de pulmão. Harris morava na cidade de Scotsdale, Arizona, e não aparecia nas telas desde 1997, quando atuou em “Matador em Conflito”, com John Cusack e Minnie Driver. Estrela da Broadway, ela venceu o Tony, o prêmio máximo do teatro americano, em 1967, pela peça “The Apple Tree”, após se destacar em esquetes de improviso, como integrante dos grupos pioneiros do gênero The Compass Players, co-fundado e dirigido por seu marido Paul Sills, e seu sucessor, The Second City, de onde saiu da geração original do programa “Saturday Night Live”. Não por acaso, ela começou sua carreira cinematográfica como protagonista de adaptações de comédias teatrais, casos dos três primeiros trabalhos de sua filmografia, “Mil Palhaços” (1965), “Coitadinho do Papai, Mamãe Pendurou Você no Armário e Eu Estou Muito Triste” (1967) e “Hotel das Ilusões” (1971). E logo em seguida desempenhou o papel que lhe rendeu reconhecimento em Hollywood, como uma mulher que pode ser responsável pelo surto de um cantor pop suicida, interpretado por Dustin Hoffmann na comédia dramática “O Inimigo Oculto”. Apesar de ser reconhecida por seu talento de comediante, Harris era uma artista completa e não cansava de surpreender com sua versalidade. Um desses momentos de aparente escalação inusitada acabou resultando numa obra-prima: o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman. No papel da cantora aspirante Albuquerque, a atriz tinha uma cena memorável na produção, na qual acalmava a plateia de um show após um tiroteio, tocando uma música – “It Don’t Worry Me”. Harris também estrelou o último filme da carreira do cineasta Alfred Hitchcock, “Trama Macabra” (1976), na pele de Blanche Tyler, uma vidente psíquica e namorada de Bruce Dern. Mas seu filme mais famoso foi uma produção da Disney, em que encarnou uma trama que é reciclada até hoje, em remakes oficiais e “inspirações” nacionais. Em “Um Dia Muito Louco” (1976), ela contracenou com a então adolescente Jodie Foster, encarnando a mãe que trocar de lugar – e corpo – com a filha, por um dia inteiro de magia cinematográfica. Ela continuou a fazer filmes memoráveis nos anos 1980, como “Peggy Sue, Seu Passado a Espera” (1986), de Francis Ford Coppola, e “Os Safados” (1988), ao lado de Steve Martin e Michael Caine. Mas logo após este filme, saiu de cena, voltando apenas para se despedir, nove anos depois, com uma pequena participação em “Matador em Conflito”. Há poucos anos, Harris esclareceu os motivos de seu sumiço. “Eu costumava tentar fazer pelo menos um filme por ano, mas sempre escolhia aqueles que achava que iam fracassar, porque não queria lidar com a fama”, comentou, em entrevista ao jornal Phoenix New Times. Mesmo avessa à fama, ela acabou encontrando muito sucesso. A atriz passou os seus últimos anos ensinando atuação em Scotsdale. “Eu não sinto falta de atuar”, disse. “Eu acho que a única coisa que me fazia querer atuar era o grupo de pessoas com quem trabalhei no começo da minha carreira”, contou, referindo-se ao teatro de improviso. “Eu gostava mais do ensaio do que das filmagens. Eu amava o processo, e ressentia ter que apresentar uma performance para o público. Não era interessante”.










