Norma Doggett (1925 – 2020)
Norma Doggett, a dançarina da Broadway que estrelou o célebre musical de Stanley Donen “Sete Noivas para Sete Irmãos”, em 1954, morreu em 4 de maio, em Nova York, aos 94 anos. Descoberta pelo lendário coreógrafo Jack Cole dançando num club noturno, ela se tornou dançarina profissional aos 17 anos e acabou estrelando seis musicais de sucesso da Broadway, de 1948 a 1959, trabalhando com grandes mestres do gênero, como Irving Berlin, Jerome Robbins, Moss Hart e Joshua Logan. Consagrada, foi convidada pelo coreógrafo Michael Kidd para estrelar seu único filme. Em “Sete Noivas para Sete Irmãos”, Doggett viveu o papel da adorável Martha, que se casa com Daniel (Marc Platt), um dos irmãos Pontipee que viviam nas montanhas do Oregon na década de 1850. As outras noivas do musical foram interpretadas por Jane Powell (Milly), Julie Newmar (Dorcas), Ruta Lee (Ruth), Nancy Kilgas (Alice), Virginia Gibson (Liza) e Betty Carr (Sarah). Mas Doggett quase perdeu seu papel, porque machucou o tornozelo durante os ensaios. O diretor e o coreógrafo decidiram mantê-la no elenco, mas deram seus números musicais para outra “noiva”. No entanto, durante as filmagens, sua substituta também torceu o tornozelo. “Eles me colocaram de volta no último minuto e filmaram todas as minhas danças originais”, ela contou numa entrevista antiga. “Sete Noivas para Sete Irmãos” foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, mas perdeu para “Sindicato dos Ladrões”. Décadas depois, virou série de TV, projetando a carreira do ainda pouco conhecido Richard Dean Anderson, o futuro “MacGyver”. Após a carreira no showbusiness, Doggett virou secretária na empresa de petróleo Mobil Oil e se casou, mas não se afastou totalmente do mundo do entretenimento, sendo sempre convidada a participar de documentários, especiais e homenagens aos grandes coreógrafos, compositores e diretores com quem trabalhou.
Disney vai exibir live musical com artistas brasileiros
A Disney resolveu adaptar e exportar seu sucesso musical da pandemia, “Disney Family Singalong”. Após duas edições com grande sucesso de audiência nos EUA, a live musical ganhará versão brasileira. A divisão televisiva da Disney vai juntar diversos artistas nacionais na próxima sexta-feira (15/5), a partir das 21h, para um show virtual batizado de #SeparadosMasJuntos. Com apresentação de Ivete Sangalo e Rogério Flausino, a transmissão ao vivo contará com as participações ecléticas de Anitta, Michel Teló, Claudia Leitte, Vitor Kley, Felipe Araújo, Dinho Ouro Preto, Anavitória, Thiaguinho, Yasmin Santos, Samuel Rosa, Projota, Dilsinho, Banda Melim, Di Ferrero e até o colombiano Sebastian Yatra. Além dos convidados musicais, o comediante Fabio Porchat, a atriz adolescente Maisa, o ex-jogador de futebol Kaká e o campeão mundial e olímpico de vôlei Bruno Rezende também participarão do programa. #SeparadosMasJuntos será exibido nos canais pagos Disney Channel, Disney Jr, Disney XD, FOX Channel, FX, FOX life, ESPN e NatGeo, além dos sites da Disney Brasil e da Rádio Disney. Veja abaixo uma apresentação do programa.
Hamilton: Disney vai lançar documentário mais caro de todos os tempos em streaming
A Disney mudou seus planos para a exibição do filme do musical da Broadway “Hamilton”. Previsto para chegar aos cinemas em outubro de 2021, o documentário mais caro de todos os tempos vai virar lançamento de streaming e estreará já no próximo mês. O anúncio foi feito no Twitter e acompanhado por um pôster animado que traz a nova data e destino – veja abaixo. O estúdio adquiriu os direitos de exibição da peça de Lin-Manuel Miranda (indicado ao Oscar por “Moana”) em fevereiro passado, travando uma luta de ofertas contra outros interessados, o que fez o valor atingir impressionantes US$ 75 milhões, segundo apurou na época o site Deadline – não desmentido pela Disney. Apesar do custo de blockbuster, o filme é, na verdade, literalmente teatro filmado. Trata-se de um registro da peça em junho de 2016, filmado durante três noites consecutivas, com o elenco apresentando-se no palco original da produção, que se tornou uma das mais bem-sucedidas da Broadway em todos os tempos, além de vencedora de 11 prêmios Tony e o Prêmio Pulitzer de Drama. O lançamento em streaming pretende prestar homenagem ao teatro, já que a pandemia de coronavírus, que fechou as salas de cinema, também esvaziou os palcos da Broadway, e oferecer uma história edificante para animar o espírito do público americano. “À luz dos desafios extraordinários que o mundo enfrenta, esta história sobre liderança, determinação, esperança, amor e o poder das pessoas de se unirem contra as forças da adversidade é relevante e impactante”, disse o presidente executivo da Disney, Bob Iger, no comunicado que explicou a decisão. O musical de hip-hop, no qual atores negros e latinos interpretam os pais fundadores dos Estados Unidos, será disponibilizado em 3 de julho, véspera do Dia da Independência do país, exclusivamente na plataforma Disney+ (Disney Plus). Surprise! The original Broadway production of Hamilton, filmed LIVE onstage at the Richard Rodgers Theatre, is now coming exclusively to @DisneyPlus this July 3rd. Shout it to the rooftops! #Hamilfilm pic.twitter.com/Uha1RBo6NB — Disney (@Disney) May 12, 2020
Chefe da Universal diz que o público vê mais filmes em casa que no cinema
Envolvido numa polêmica com as grandes redes de exibição após lançar “Trolls 2” diretamente para locação digital nos EUA, Jeff Shell, o CEO da NBCUniversal, parabenizou nesta quinta (30/4) a iniciativa dos responsáveis pela disponibilização do desenho animado, que rendeu mais de US$ 100 milhões em VOD, e ainda disse que o público vê mais filmes em casa que nas salas do circuito cinematográfico. O comentário de Shell aconteceu durante uma videoconferência com acionistas do estúdio e membros da imprensa. Após salientar que “a distribuição tradicional nos cinemas sem dúvidas voltará a ser a peça central das nossas operações” após a pandemia, Shell concluiu que a disponibilização digital de filmes, seja em plataformas de assinatura, como a Netflix, ou por locação via serviços on demand (VOD), também precisa ser considerada importante. O executivo comentou de forma entusiasmada os resultados obtidos com o lançamento de “Trolls 2” em VOD, que foi o estopim para o conflito entre o estúdio e os exibidores. “Os números que conseguimos foram muito interessantes. O filme estava pronto, e a gente investiu muito dinheiro nele. Além disso, o público estava precisando de uma opção infantil em casa”, argumentou. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2”. O problema é que, ao comemorar esses números e sinalizar que o estúdio deve lançar mais filmes dessa forma, Shell despertou a ira do parque exibidor. Grandes redes de cinema, como AMC Theatres e Regal Cinemas, nos EUA, e Odeon, no Reino Unido, afirmaram que, quando reabrirem para o público, vão boicotar os filmes da Universal. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. “Eu acho que os consumidores voltarão aos cinemas quando puderem, mas o streaming será parte do esquema de distribuição, querendo ou não. Mesmo que seja como uma oferta complementar”, conclui Shell, em sua avaliação do futuro do negócio cinematográfico.
Maiores redes de cinema dos EUA decidem boicotar os filmes da Universal
As duas maiores redes de cinema dos EUA reagiram contra a decisão da Universal de dar mais atenção às plataformas on demand, as “locadoras virtuais”, após o sucesso estrondoso de “Trolls 2” em VOD nos EUA. A AMC Theatres e a Cineworld, dona da rede Regal Cinemas, anunciaram que não vão exibir novos filmes da Universal Pictures enquanto o estúdio não desistir de lançar longas simultaneamente nos cinemas e nos serviços de streaming on demand. “Trolls 2” testou o mercado como a primeira sequência de blockbuster lançada direto em streaming – oficialmente, de forma simultânea em VOD e nos cinemas (fechados) – e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium digital. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu US$ 100 milhões, quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. “É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff sobre as ações e intenções unilaterais da Universal não nos deixaram escolha. Portanto, com efeito imediato, a AMC não exibirá mais filmes da Universal em nenhum de nossos cinemas nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio”, disse Adam Aron, presidente e CEO da AMC Theatres, em comunicado sobre o boicote. “Essa política afeta todo e qualquer filme da Universal e entra em vigor hoje, permanecendo quando nossos cinemas reabrem, e não é uma ameaça vazia ou mal considerada”, continuou ele. “Incidentalmente, essa política não visa apenas a Universal… também se estende a qualquer estúdio ou cineasta que abandonar unilateralmente as práticas de janelas atuais, sem negociações de boa fé entre nós, para que eles, como distribuidores, e nós, como o exibidores, possamos nos beneficiar mutuamente sem sermos prejudicados com essas mudanças. Atualmente, com o comentário feito pela imprensa, a Universal é hoje o único estúdio contemplando uma mudança geral no status quo. Portanto, essa comunicação merece uma resposta imediata”. É um “movimento inapropriado” do estúdio, condenou também Mooky Greidinger, CEO da Cineworld. “Nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo, e isso permite que os estúdios deem aos seus clientes a melhor experiência possível. Não há como contestar que a tela grande é a melhor forma de assistir a um filme”, argumentou, em seu próprio comunicado. Além das duas redes, a entidade que reúne os maiores exibidores, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) também se pronunciou, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para ela, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, disse a organização em comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2″. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Diante da reação dos exibidores, a Universal distribuiu uma nota de esclarecimento, ressaltando que continua dedicada ao cinema e que os comentários de seu presidente foram mal-interpretados. “Acreditamos absolutamente na experiência cinematográfica e não declaramos o contrário. Como dissemos anteriormente, daqui para frente, esperamos lançar filmes diretamente para os cinemas, bem como no VOD, quando essa via de distribuição fizer sentido. Estamos ansiosos para ter conversas privadas adicionais com nossos parceiros de exibição, mas estamos desapontados com essa tentativa aparentemente coordenada de confundir nossa posição e nossas ações”, afirmou a Universal. “Nosso objetivo ao lançar ‘Trolls 2’ em VOD era oferecer entretenimento a pessoas que estão abrigadas em casa, enquanto os cinemas e outras formas de entretenimento externo não estão disponíveis. Com base na resposta entusiasmada ao filme, acreditamos que fizemos o movimento certo”, acrescenta a declaração. A ameaça dos donos de cinemas, entretanto, não afeta o mercado neste momento em que os cinemas encontram-se fechados devido à crise do novo coronavírus. E tampouco leva em consideração movimentos de outros estúdios, como a Disney e a Warner, que também relocaram filmes destinados ao parque exibidor para lançamentos digitais – “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” será disponibilizado em 12 de junho na Disney+ (Disney Plus) e a animação “Scooby! O Filme” ganhará chegará para aluguel e compra digital em 15 de maio nos EUA. A avaliação do mercado, entretanto, sinaliza como pouco provável que as duas redes de cinema possam se dar ao luxo de deixar de exibir “Velozes e Furiosos 9”, “Minions: A Origem de Gru” e “Jurassic World 3”, especialmente a maior delas, a AMC, que foi bastante impactada pela pandemia por causa de sua grande carga de dívidas. Após o fechamento de todas as salas da AMC na segunda metade de março, os analistas de Wall Street previram que o circuito seria forçado a declarar falência. O próprio CEO da empresa, que vociferou em comunicado, encontra-se entre os funcionários licenciados devido à crise sanitária.
Especial musical Disney Family Singalong vai ganhar segunda edição
A rede ABC vai produzir uma segunda edição do “Disney Family Singalong”, bem-sucedido especial beneficente em que astros famosos cantaram clássicos dos filmes da Disney. Exibido há duas semanas, o especial foi visto por 10,3 milhões de espectadores ao vivo e atingiu uma classificação de 2,6 pontos na audiência entre os adultos de 18 a 49 anos – o maior público qualificado do canal desde a transmissão do Oscar. A segunda edição será exibida em 10 de maio, o dia das mães, com apresentação de Ryan Seacrest (do “American Idol”), mas os convidados ainda não foram revelados. A primeira edição contou com participações de duas das cantoras mais populares dos EUA, Beyoncé e Ariana Grande, além da reunir o elenco de “High School Musical”, entre muitos outros convidados – veja alguns dos clipes da atração neste link. “O ‘Disney Family Singalong’ foi um evento bonito, e uniu milhões de famílias ao redor do país, enchendo os nossos corações de alegria e músicas, além de prover alimentação muito necessária para os nossos vizinhos que estão sofrendo” disse Claire Babineaux-Fontenot, CEO da Feeding America, campanha beneficente que recebeu doações do público durante a transmissão do programa. Assim como o primeiro “Disney Family Singalong”, este segundo especial também vai arrecadar dinheiro para a Feeding America, que está ajudando a alimentar população carente dos EUA durante a pandemia do novo coronavírus.
Lançamento digital de Trolls 2 já rendeu US$ 100 milhões nos EUA
A arrecadação do lançamento digital de “Trolls 2” em VOD nos EUA surpreendeu os analistas de mercado e o próprio estúdio Universal. A sequência já arrecadou cerca de US$ 100 milhões em aluguéis virtuais só no mercado norte-americano. Previsto para estrear nos cinemas em abril, o filme acabou tendo seu lançamento suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas em vez de programar uma nova data, o estúdio resolveu disponibilizá-lo logo nas plataformas on demand. A iniciativa enfrentou protesto das empresas exibidoras, por receio do que isso poderia representar para a janela cinematográfica e para os futuros lançamentos de franquias populares. “Trolls 2” testou o mercado, como a primeira sequência de blockbuster lançada exclusivamente em streaming, e também o preço que o público estaria disposto a pagar por um produto premium. O valor de US$ 19,99 por locação é US$ 10 mais caro que o custo médio de um ingresso de cinema nos EUA. Mas a aposta deu certo. Mais que certo. Disponível há apenas três semanas, a versão digital da continuação rendeu quase o mesmo que o lançamento cinematográfico do primeiro filme, que durante igual período de exibição, em 2016, gerou US$ 116 milhões nas bilheterias. O detalhe é que os serviços de streaming dão maior retorno financeiro, já que ficam com uma parcela menor da arrecadação. Ao todo, a Universal faturou US$ 77 milhões, deixando apenas 23% do faturamento total com as plataformas. Já as salas de exibição ficam com 50% dos rendimentos. Considerando que a bilheteria norte-americana do primeiro “Trolls” ficou em torno dos US$ 153 milhões, após a divisão com os estabelecimentos o filme rendeu apenas US$ 76,5 milhões para o estúdio. Ou seja, menos do que a Universal já arrecadou com o VOD de “Trolls 2″. Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da Universal, Jeff Shell, afirmou que o resultado “superou nossas expectativas e mostrou que o lançamento on demand é viável”. Ele também anunciou que vai materializar o pior pesadelo do parque exibidor. “Quando os estabelecimentos reabrirem, pretendemos lançar filmes nos cinemas e on demand”. Diante disso, a NATO (sigla em inglês da Associação Nacional dos Donos de Cinema) decidiu se pronunciar, por meio de comunicado, chamando atenção sobre a condição excepcional do sucesso de “Trolls 2”. Para os proprietários de salas exibidoras, a arrecadação do filme em VOD não poderia ser usado pela Universal como uma “desculpa para pular o lançamento” tradicional de seus maiores filmes, pois esse lucro impressionante não é o “novo normal de Hollywood”. “Essa performance é consequência do isolamento de milhões de pessoas que estão em suas casas em busca de entretenimento, não uma mudança na preferência do espectador”, diz o texto do comunicado. A NATO chega a afirmar não ter se surpreendido com os números acima da média do filme, já que as famílias em quarentena estão com opções limitadas para entreter crianças, público-alvo de “Trolls 2”. “A Universal não tem razão para usar circunstâncias incomuns em uma situação sem precedentes como trampolim para pular o lançamento nos cinemas”, segue o texto. “Cinemas trazem uma experiência imersiva e compartilhada que não pode ser reproduzida – uma experiência que muitos consumidores de plataformas digitais viveriam se não estivessem presos em suas casas, desesperados para assistir algo em família”, conclui a NATO. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar uma estreia cinematográfica de “Trolls 2” no Brasil, prevista para outubro. Apesar dessas ressalvas, a Universal já planeja seu próximo lançamento nas plataformas digitais. O estúdio anunciou que “The King of Staten Island”, nova comédia de Judd Apatow (“Ligeiramente Grávida”, “Descompensada”) estreará no dia 12 de junho diretamente on demand. O estúdio não está sozinho nessa iniciativa. De olho no sucesso de “Trolls 2”, a Warner resolveu também lançar a animação “Scooby! O Filme” em VOD, em vez de esperar a reabertura dos cinemas.
Remake de Amor, Sublime Amor ganha várias fotos com elenco e o diretor Steven Spielberg
A Disney divulgou 11 novas fotos oficiais do remake de “Amor, Sublime Amor” (West Side Story), dirigido por Steven Spielberg. As imagens apresentam coreografias e a caracterização do elenco central, além de registrar o próprio diretor em cenas de bastidores. Protagonizado por Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) como Tony e a estreante Rachel Zegler, que superou mais de 30 mil candidatas em testes pelo papel de Maria, “Amor, Sublime Amor” é uma versão contemporânea de “Romeu e Julieta” passada em Nova York no final dos anos 1950. Além da mudança de locação e época, a adaptação acrescenta à tragédia shakespeariana de amor proibido elementos de delinquência juvenil, preconceito racial e muita música e dança. O elenco do filme ainda conta com Ariana DeBose (Anita), Ana Isabelle (Rosalia), Corey Stoll (Tenente Schrank), Brian d’Arcy James (Policial Krupke), Curtiss Cook (Abe) e Rita Moreno, que interpreta Valentina e é também uma das produtoras executivas do filme – após vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante na primeira adaptação cinematográfica do musical da Broadway. A versão original do musical estreou na Broadway em 1957 com canções de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim, e foi transformada em filme em 1961, com direção de Robert Wise (“A Noviça Rebelde”) e do coreógrafo Jerome Robbins (“O Rei e Eu”). Considerado um dos melhores musicais de todos os tempos, o longa venceu 10 Oscars, incluindo Melhor Filme. A nova versão foi escrita por Tony Kushner, que trabalhou com Spielberg em “Munique” (2005) e “Lincoln” (2012). Os dois também estavam desenvolvendo “The Kidnapping of Edgardo Mortara”, que foi preterido por “The Post” e acabou abandonado. As filmagens começaram em junho e a estreia ainda segue confirmada em 17 de dezembro de 2020 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Astros de High School Musical, Beyoncé e Ariana Grande se juntam em musical da Disney. Veja os clipes
A rede americana ABC apresentou na noite de quinta (16/4) um especial musical chamado “Disney Family Singalong”, em que astros famosos da Disney interpretam hits do repertório do estúdio. Vários clipes do evento foram disponibilizados no YouTube e podem ser vistos abaixo. Um dos maiores destaques foi a canção que reuniu o elenco original de “High School Musical”, via telechamada. Os protagonistas da famosa franquia cantaram juntos – remotamente – o clássico “We’re All in This Together”, que virou uma espécie de hino da quarentena nos EUA. Todos, menos Zac Efron, que já tinha faltado em outra live de reencontro da turma. Desta vez, ao menos, ele apareceu para apresentar a performance dos colegas – dizem que Efron não é realmente um bom cantor e, corre o boato, teria sido dublado nos telefilmes. Ashley Tisdale, Vanessa Hudgens, Monique Coleman, Lucas Grabeel, Corbin Bleu e o diretor Kenny Ortega representaram a franquia clássica, e foram acompanhados na interpretação coletiva pelos atores da nova série baseada na atração original, “High School Musical: The Musical: The Series”, além de integrantes de “Descendentes” e “As Visões da Raven”. “Disney Family Singalong” também teve participação musical das estrelas Ariana Grande, Christina Aguilera, Demi Lovato, Josh Groban e Beyoncé, além da dupla de Josh Gad e Luke Evans, vilões de “A Bela e a Fera”, e Darren Criss, como representante de “Glee” (a Disney comprou a Fox, né?). Embora não tenha estrelado uma série da Disney, Beyoncé possui ligação com o estúdio por meio do remake de “O Rei Leão”. Por sua vez, Ariana, que cantou uma música da animação “Hércules”, começou sua bem-sucedida carreira em 2010 como atriz de “Victorious” e seu spin-off “Sam & Cat”. Já Demi Lovato estrelou dois telefilmes “Camp Rock” com os Jonas Brothers e sua própria série, “Sunny Entre Estrelas” (Sunny with a Chance). Josh Groban cantou em “A Bela e a Fera” e também atuou nos dois filmes de “Os Muppets” da era Disney. Para completar, Christina Aguilera, além de cantar nas duas versões de “Mulan”, foi revelada no programa do “Clube do Mickey” – junto com Britney Spears, Justin Timberlake e os atores Keri Russell e Ryan Gosling, nos anos 1990. Veja abaixo o clipe da versão de quarentena de “We’re All in This Together” e demais destaques do especial musical da Disney.
The Eddy: Série jazzista do diretor de La La Land ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “The Eddy”, série produzida e dirigida pelo cineasta Damien Chazelle, premiado com o Oscar por “La La Land” (2016). A prévia mostra os problemas enfrentados pelo protagonista, Andre Holland (de “Moonlight” e da série “Castle Rock”), para manter seu clube de jazz funcionando em Paris. A série irá explorar a relação entre os donos da casa noturna, sendo um americano e o outro um francês descendente de árabes. O personagem de Holland é o sócio americano, Elliot Udo, que foi um célebre pianista de jazz em Nova York, mas agora está em Paris, escondendo-se de todos num clube de jazz falido, até sua filha adolescente reaparecer em sua vida e obrigá-lo a enfrentar seus problemas. Amandla Stenberg (“O Ódio que Você Semeia”) vive a filha, chamada Julie, e Tahar Rahim (“O Profeta”, “O Passado”) é o sócio francês, que deve dinheiro a criminosos perigosos, capazes de colocar a vida de todos em perigos. O elenco ainda destaca Leïla Bekhti (“Sem Palavras”) como a namorada de Rahim e a polonesa Joanna Kulig (que demonstrou dotes vocais em “Guerra Fria”) no papel de Maja, um cantora num relacionamento instável com Elliot/Holland. Gravada na França, a série tem diálogos em inglês, francês e árabe, muitas vezes misturando os três idiomas. E a prévia não tem legendas. Além de produzir, Chazelle dirige os dois primeiros (de um total de oito) episódios da 1ª temporada. Os roteiros são de Jack Thorne (criador da série “The Last Panthers” e roteirista de “Extraordinário”). Mas quem deu o pontapé inicial no projeto foi o músico Glen Ballard, seis vezes premiado com o Grammy e produtor dos discos “Jagged Little Pill”, de Alanis Morissette, e “Bad”, de Michael Jackson. Ele teve a ideia, juntou diretor, roteirista e compôs a trilha sonora da produção. A Netflix já exibiu os dois episódios dirigidos por Chazelle no Festival de Berlim, mas o lançamento completo em streaming só vai acontecer em 8 de maio.
Trolls 2 bate recorde de locação digital nos EUA
A Universal anunciou nesta segunda-feira (13/4) que “Trolls 2” (Trolls World Tour) se tornou sua maior estréia digital de todos os tempos. A animação foi lançada por período limitado para locação online no fim de semana da Páscoa nos EUA, durante apenas 48 horas, por US$ 19,99. Diante do fechamento dos cinemas, como medida de contenção da pandemia do novo coronavírus, a Universal resolveu testar como o público reagiria ao lançamento digital de uma obra inédita. Mas essa decisão incomodou o parque exibidor, já que o desenho seria lançado no circuito cinematográfico, e um eventual sucesso poderia impactar, no futuro, a distância estabelecida em comum acordo entre as estreias de filmes nos cinemas e sua disponibilização online – atualmente, em torno de três meses. Embora o estúdio não tenha apresentado números, especialistas no mercado de VOD, ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, indicam que “Trolls 2” pode ter rendido 10 vezes mais para a Universal que o lançamento de seu maior best-seller digital, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. Isto porque a animação foi o filme mais visto em todas as principais plataformas sob demanda no fim de semana, superando as expectativas dos distribuidores digitais, entre eles Amazon, Comcast, Apple, Vudu, Google/YouTube, DirecTV e FandangoNOW. Esse resultado pode ter finalmente dissolvido a dúvida sobre o interesse dos consumidores em filmes digitais e no quanto o público se dispõe a pagar para assistir a um lançamento “premium” em suas casas. Ainda não está claro se a Universal compartilhará os números oficiais do desempenho de “Trolls 2” nos próximos dias. Vale lembrar que a animação não foi disponibilizada em VOD no mundo inteiro. Por enquanto, o estúdio mantém os planos de realizar um lançamento cinematográfico de “Trolls 2” no Brasil, previsto para outubro.
Disney encomenda remake da animação clássica Robin Hood
A Disney oficializou mais um remake de seu catálogo de suas animações clássicas. Desta vez, é “Robin Hood”, que virou longa animado em 1973 e teve uma canção indicada ao Oscar. Além de animada, essa versão da Disney se diferenciava por ser um musical antropomórfico – isto é, animais falantes viviam os personagens da fábula clássica. O famoso ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres era uma raposa, claro, enquanto João Pequeno tinha o tamanho de um urso e o ardiloso Príncipe João não passava de um leão da montanha com complexo de nobreza. A nova versão vai manter essas características, usando animação computadorizada de ponta para dar vida aos animais – que deverão ser menos realistas que os bichos falantes de “O Rei Leão”, já que no desenho original usavam roupas. Ao contrário dos muitos remakes em desenvolvimento no estúdio, essa adaptação não está será lançada no cinema. A produção foi encomendada para a plataforma Disney+ (Disney Plus), com roteiro de Kari Granlund, que assinou a história da versão live-action de “A Dama e O Vagabundo” (2019), também feita para o Disney+ (Disney Plus). Já a direção está a cargo do mexicano Carlos López Estrada, que, entre outras coisas, comandou o filme “Ponto Cego” (2018) e o clipe da música “When The Party Is Over”, de Billie Eilish. O contrato foi fechado antes da paralisação geral das produções de Hollywood, que aconteceu em março como precaução contra a pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, não há previsão para sua estreia.
Novo clipe da trilha de Trolls 2 junta Justin Timberlake e Anna Kendrick
Justin Timberlake lançou em sua página no YouTube um novo clipe baseado na trilha da animação “Trolls 2”, disponibilizada nesta semana em serviços de VOD do exterior. A música “Don’t Slack” é uma parceria entre Timberlake e o cantor Anderson Paak, e o clipe traz os dois tentando contagiar com sua alegria a atriz Anna Kendrick, que aparece desanimada em trajes de quarentena (pijamas). Os personagens principais da franquia “Trolls” são dublados por Timberlake e Kendrick. “Don’t Slack” é a segunda música da trilha sonora de “Trolls 2” a ganhar clipe. A primeira foi “The Other Side”, uma parceria de Timberlake com SZA. A animação tinha estreia marcada para 9 de abril no Brasil, mas com os cinemas fechados a Universal decidiu lançar o filme em streaming nos EUA e Europa. Não há previsão para que o mesmo aconteça no Brasil, onde o estúdio planeja retomar o lançamento cinematográfico de “Trolls 2” em outubro.












