Johnny Depp estrela novo clipe quente de Marilyn Manson
Johnny Depp voltou a atuar num clipe infernal de Marilyn Manson. Após aparecer em “Say10”, ele protagoniza “Kill4Me”. Se o clipe anterior tinha cenas quentes, o novo pega fogo, com o ator passando de voyeur a ativo em cenas com duas modelos nuas – Jocelyn Binder e Bailee Cowperthwaite – num quarto de motel. O clipe é assinado pelo mesmo diretor de “Say10”, Bill Yukich, e não é para menores. “Kill4Me” faz parte de “Heaven Upside Down”, o segundo álbum de Manson produzido e composto em parceria com Tyler Bates, autor de várias trilhas de cinema (“Guardiões da Galáxia”, “Atômica”, “John Wick”, etc), com quem o cantor também gravou o tema da série “Salem”. Com batida dançante e inspiração do pop gótico dos anos 1980, a música lembra a fase de “Antichrist Superstar” (1996), além de Peter Murphy e Lords of the New Church.
Estrela do reality RuPaul’s Drag Race lança clipe celebrando o Brasil, em meio à radicalização da intolerância
Alaska Thunderfuck, vencedora de uma das últimas temporadas do reality show “RuPaul’s Drag Race”, lançou nesta sexta (10/11) o colorido e vibrante clipe de “Come To Brazil”, uma homenagem aos fãs brasileiros e à cultura drag nacional. Gravado em diferentes locações do estado de São Paulo – o galpão da escola de samba Vai Vai, o Beco do Batman da Vila Madalena, o Baixo Augusta, a praia de Guarujá, etc – o clipe acompanha uma declaração bem-humorada de amor ao Brasil, concebida durante uma passagem anterior de Alaska pelo país, em 2016. Dirigido por Luiz Guilherme Moura e Juily Manghirmalani, a produção reuniu mais de 60 pessoas entre equipe, artistas e drag queens brasileiras, além de dezenas de fãs que participaram como figurantes nas gravações. Tudo muito bacana. Mas a alegria contagiante do vídeo e sua visão otimista do país contrastam, infelizmente, com a sombria recepção dada à escritora Judith Butler na mesma São Paulo celebrada no clipe – onde, nesta semana, foi perseguida por fanáticos de direita, que queimaram bonecas com seu rosto como se fosse uma bruxa na Idade Média. Seu crime: ser homossexual e expressar isso. Se a direita prefere um Brasil feio, opressor e triste como a Rússia, Alaska Thunderfuck ajuda a lembrar que este já foi um país tropical bonito por natureza, que costumava ser uma beleza.
Preta Gil lança clipe com Gal Gosta em reação aos haters e opressores
Preta Gil lançou o clipe de “Vá Se Benzer”, parceria com sua madrinha, a cantora Gal Costa. A música é um desabafo contra haters e opressores, que funciona como um “vá se” – isto é, fazer outra coisa que rima com benzer – e reage ao clima de ódio que viceja nas redes sociais e alimenta candidaturas à presidência do Brasil. “Me chamam de gorda, rolha de poço, mas me acho linda”, ela disse no programa “Encontro com Fátima Bernardes” sobre a canção. Com direção do publicitário Adriano Alarcon (vencedor de 15 Leões em Cannes), o vídeo se apresenta como “clipe-manifesto” e celebra a diversidade, misturando gordos, magros, negros, brancos, heteros e LGBTs, todos cobertos por tinta dourada. Mas apesar do visual, seu tema não aborda especificamente a homofobia, como o clipe de “Igual”, do cantor Yann. Por sinal, aquele foi um clipe-manifesto – e nem precisou se autodenominar assim. “Vá Se Benzer” integra o quarto disco de Preta, “Todas As Cores”, que traz também colaborações com Pabllo Vittar e Marília Mendonça.
Show do Coldplay em São Paulo vai virar documentário
O show da banda Coldplay realizado na terça-feira (7/11) em São Paulo vai virar documentário. A informação foi revelada nos telões da apresentação, que contou com uma iluminação especial do próprio público – foram distribuídas pulseiras, que piscavam em diferentes cores de acordo com a música tocada no palco. No repertório, além dos hits obrigatórios, entrou uma música nova que havia aparecido antes apenas em um show em San Diego, nos EUA, em outubro – e cuja melodia é baseada no tradicional canto “olê, olê, olê” das torcidas de futebol. A banda volta ao Allianz Parque nesta quarta-feira, em show que também será gravado, e depois segue para Porto Alegre, onde se apresentará no sábado, 11 de novembro. A gravação dos shows paulistas da turnê “A Head Full of Dreams” deve ser lançada em DVD no começo de 2018.
Bella Thorne parte o coração em novo clipe de Liam Payne
Liam Payne divulgou seu novo clipe, “Bedroom Floor”, estrelado pela atriz Bella Thorne (série “Famous in Love”). No vídeo, ela aparece sofrendo de amor, ao som de uma melodia “chororosa” típica de sertanejo cafona. A música se disfarça de moderninha, num arranjo híbrido de pop e R&B, graças à produção com batidas eletrônicas e até toques de celular. A historinha do vídeo gira em torno de um casal que não consegue dar fim ao relacionamento e se vê sofrendo pela indecisão. “Você falou que acabou, mas suas roupas no chão do meu quarto dizem outra coisa”, canta o boy da banda One Direction. O clipe foi dirigido por Declan Whitebloom, que já fez vídeos para o One Direction e Taylor Swift. “Bedroom Floor” é o terceiro single solo do cantor e deve entrar em seu primeiro disco individual, ainda sem previsão de lançamento.
Atriz mirim de Rogue One lidera guerra de doces no novo clipe de Harry Styles
Harry Styles lançou seu novo clipe, “Kiwi”, que retrata uma guerra de bolos e doces entre crianças, vestidas com roupas chiques no ginásio de um escola. Harry só aparece no final do vídeo, dirigido pela dupla que assina como Us, trazendo filhotes de cachorros para o “campo de batalha”. A menina que aparece com a mesma roupa Gucci do cantor e lidera os bombardeios é a atriz mirim Beau Gadson, que viveu ninguém menos que a versão criança de Jyn Erso em “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). A música faz parte do primeiro álbum solo do integrante da boy band One Direction. Além de “Kiwi”, Styles já havia divulgado o vídeo para a canção “Sign of the Times”. O cantor tem shows marcados para o Brasil em maio, tocando no Rio de Janeiro no dia 27 e em São Paulo no dia 29.
Clipe de Yann reúne Britney Spears, Demi Lovato e Lana Wachowski contra homofobia no Brasil
O cantor brasileiro Yann lançou um clipe-manifesto contra a homofobia que transforma o Brasil no país que mais mata homossexuais. “Igual” inclui participações de diversas celebridades, inclusive artistas internacionais, como as cantoras Britney Spears, Céline Dion, Lorde e Demi Lovato, e os cineastas John Waters (“Hairspray”) e Lana Wachowski (“Matrix”, série “Sense8”), que aparecem rapidamente em cena para reforçar a mensagem do protesto. “Este vídeo é dedicado às 343 pessoas LGBTI+ mortas por crimes de ódio no Brasil em 2016”, diz um texto no começo do clipe. Além dos citados, o clipe inclui ainda Alfonso Herrera, Boy George, Bruno Gagliasso, Chelsea Handler, Claudia Alencar, Diplo, Dita Von Teese, Fernanda Lima, Jason Mraz, Jesuíta Barbosa, John Waters, Laerte, Luba, Melanie C, MØ, Nico Tortorella, Sonia Braga, Tegan Quinn (da dupla Tegan & Sara) e a banda Chainsmokers. A direção do clipe ficou a cargo do próprio Yann. Toda a renda obtida com a venda digital e streaming de “Igual” será revertida para entidades de apoio à comunidade LGBT+.
Nova animação da Pixar, Viva – A Vida É uma Festa ganha último trailer
A nova animação da Pixar, que se chama apenas “Coco” nos EUA e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, ganhou um novo pôster e seu trailer final – para variar, dublado em inglês e sem legendas. A prévia mostra a relação do menino protagonista com sua família, viva e morta, conforme a animação acompanha sua jornada pelo plano espiritual. Na trama, a criança é proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso, e ao segurar o violão de seu ancestral acaba sendo “puxada” para a Terra dos Mortos. A partir daí, seus parentes falecidos tentam ajudá-lo a voltar ao mundo dos vivos. O elenco de vozes originais inclui Gael García Bernal (“Neruda”), Benjamin Bratt (“Doutor Estranho”) e Renee Victor (série “Weeds”), mas o protagonista é dublado por um estreante, Anthony González, escolhido entre várias crianças que fizeram testes para o papel. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também vai estrear como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). A previsão de estreia é para 4 de janeiro no Brasil, quase dois meses depois do lançamento nos EUA. Esta demora explica porque a Disney só disponibilizou um único trailer dublado em português até o momento, contra quatro disponíveis no exterior.
Netflix fará série brasileira passada na época da bossa nova
A Netflix anunciou a produção de mais uma série original brasileira: o drama de época “Coisa Mais Linda”. Passada no final da década de 1950 e no início dos anos 1960, a série terá como pano de fundo o surgimento e a revolução cultural da bossa nova no Rio. Anunciada nesta segunda-feira (6/11), “Coisa Mais Linda” vai girar em torno de Maria Luiza, uma mulher conservadora e obediente que sempre dependeu de seu pai, Ademar, e de seu marido, Pedro. Mas quando Pedro desaparece, Maria Luiza precisa viajar de São Paulo ao Rio de Janeiro, onde o marido tinha planejado abrir um elegante restaurante. Contrariando o seu bom senso – e para o sofrimento de seu rígido pai –, ela decide ficar no Rio e dedicar-se a transformar a propriedade de Pedro em uma casa noturna de bossa nova. É essa decisão que marca o despertar de uma apaixonada transformação em Maria Luiza, uma mudança influenciada por novas amigas liberais e feministas, bem como uma nova chance de amar. “Estamos ansiosos para continuar investindo na incrível narrativa que o Brasil tem para oferecer, e nossos parceiros da Prodigo Films capturaram exatamente isso com “Coisa Mais Linda”, disse Erik Barmack, vice-presidente de Conteúdo Original Internacional da Netflix. “Além de ser ambientada em uma época vibrante na cultura brasileira, a série conta uma história mais ampla sobre a autodescoberta, a busca dos sonhos e a emancipação das mulheres, temas incrivelmente relevantes para o nosso público, tanto no Brasil quanto no mundo.” A série foi criada por Heather Roth e Giuliano Cedroni (roteirista de “Estação Liberdade” e produtor da série “(fdp)”) e é escrita por Pati Corso e Leo Moreira. Terá oito episódios em sua 1ª temporada, com gravações previstas para 2018. “Coisa Mais Linda” é a quarta série original brasileira da Netflix. A primeira foi “3%”, que estreou em 2016 e ganhará uma nova temporada em 2018, quando também estreiam duas novas séries do serviço de streaming: “O Mecanismo”, criada por José Padilha (“Tropa de Elite”) e estrelada por Selton Mello, e a sitcom “Samantha!”, estrelada por Emanuelle Araújo e Douglas Silva.
Playlist de Halloween: Os 20 melhores clipes de terror de 2017
Em clima de Halloween, confira os 20 melhores clipes internacionais com temática de terror lançados em 2017 – e um excelente do ano passado, como bônus. A seleção inclui vídeos bem tenebrosos, mas também comédias. Não faltam bruxas, satanistas, psicopatas, demônios, lobisomens, vampiros e outras criaturas terríveis, embora alguns tenham sido incluídos mais pelo clima e elementos cênicos do que pela presença do mal encarnado – ou em preto e branco. Os clipes foram organizados por relação sonora, numa ordem de discotecagem e não de preferência. Começa com rock clássico, mas a lista ainda inclui rap e dance music. Confira abaixo a lista completa das faixas e seus intérpretes. 1 Ghost – “He Is” (Suécia) | 2 Foo Fighters – “The Sky Is A Neighborhood” (EUA) | 3 Royal Blood – “How Did We Get So Dark?” (Inglaterra) | 4 Sticky Boys – “Better Days” (França) | 5 Gothminister – “Ich Will Alles” (Noruega) | 6 Marilyn Manson – “We Know Where You Fucking Live” (EUA) | 7 Mastodon – “Steambreather” (EUA) | 8 Honeyblood – “Ready For The Magic” (Escócia) | 9 Torres – “Helen In The Woods” (EUA) | 10 Ariel Pink – “Time To Live” (EUA) | 11 NRVS LVRS – “Lost To The Max” (EUA) | 12 MGMT – “Little Dark Age” (EUA) | 13 Don Broco – “Pretty” (Inglaterra) | 14 Tyler | The Creator – “Who Dat Boy” (EUA) | 15 Gorillaz – “Saturnz Barz” (Inglaterra) | 16 Alice Glass – “Without Love” (Canadá) | 17 Ghosted – “Get Some” (ft. Kamille) (Canadá) | 18 Be The Bear – “Erupt” (Suécia) | 19 Zola Jesus – “Exhumed” (EUA) | 20 Cage The Elephant – “Cold Cold Cold” (EUA) | 21 Marlon Williams – “Vampire Again” (Nova Zelândia)
Taylor Swift vira ciborgue no impressionante clipe sci-fi de …Ready For It
Taylor Swift vira ciborgue em “…Ready For It?”, novo clipe impressionante dirigido por Joseph Kahn, que desde “Bad Blood” transforma os vídeos da cantora num catálogo de efeitos visuais. Fortemente influenciada pelo filme “A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”, o vídeo traz Taylor num corpo cibernético de design similar ao aspecto digital de Scarlett Johansson na produção cinematográfica lançada neste ano, além de fazer referências a animes e produções sci-fis – como “Ex-Machina”, “Blade Runner”, “Tron” e a recente série “Star Trek: Discovery”. Em meio às referências e efeitos cinematográficas, o clipe também alude à própria trajetória de Taylor. Mas não se trata de auto-citações explícitas, como em “Look What You Made Me Do”. Há, por exemplo, os números “89” e “91” grafitados, aludindo ao disco “1989”, que também é o ano de nascimento da cantora. Seu atual namorado, o Joe Alwyn, nasceu em 1991 (“Younger than my exes but he act like such a man, so…”). Até o nome “Joseph” aparece, escrito em chinês – numa alusão ao diretor ou a Alwyn. Assim como referências ao Ano da Serpente, que no calendário chinês também caiu em 1989. E os oito ex-namorados são contados como os guardas encapuzados do bunker onde a Taylor cibernética está presa. O número favorito de Swift, “13”, é outro detalhe rabiscado nas paredes do bunker, ao lado de algumas frases, como “UR Gorgeous”, “All Eyes On Us”, “I Love You In Secret” e “This Is Enough”. A primeira remete ao single “Gorgeous”, que a cantora lançou na semana passada, o que pode significar que as demais sejam músicas de seu novo disco, “Reputation”. Há ainda um cavalo branco, que evoca a música “White Horse”, e muitos raios, reminiscentes do clipe de “This Is What You Came For”, música do então namorado Calvin Harris que ela secretamente compôs sob o pseudônimo Nils Sjöbot – nome que Joseph Kahn twittou antes da estreia do clipe. Esse arsenal de referências serve para transmitir uma mensagem difusa, em que a Taylor ciborgue, presa num campo de força, vira analogia para a forma como a fama desumaniza as pessoa. O campo de força, por sua vez, remete a uma expressão em inglês, “colocar pessoas em caixas”, que significa rotular. Deste modo, o tema sci-fi expressa o tema do álbum, em que Taylor pretende abordar e se desvencilhar de sua reputação, quebrando a caixinha em que foi colocada – ou o campo de força – para destruir a imagem pública – ou desumanizada – de si mesma. Seja como for, o modo como ela mantém seus fãs entretidos, tentando adivinhar significados mais profundos em seus vídeos não tem paralelos na música pop. Seu sexto álbum de estúdio, “Reputation”, será lançado em 10 de novembro.
Camila Cabello vive estrela de novela em clipe com galã da série The Fosters
Camila Cabello lançou o clipe (e o pôster!) de “Havana”, em que celebra suas raízes cubanas com elementos musicais da salsa e cultura latina das telenovelas. No clipe, ela vive três personagens, protagonizando uma telenovela e um filme romântico, além da espectadora tímida de ambos – filha de imigrantes nos Estados Unidos, que sonha com um final feliz. A cena da telenovela, que abre o clipe, é hilária por brincar com os clichês do gênero. Começa com uma traição do namorado com a melhor amiga e até a empregada, mas logo sofre reviravolta, graças à revelação de que, na verdade, se trata de um irmão gêmeo. O verdadeiro namorado permanece fiel e sai do armário, numa referência gay, para pedir a mocinha em casamento. Só que a fiação precária da casa de imigrante em que a espectadora Camila assiste ao desenrolar da história impede que a jovem veja como ela termina. Depois de se desentender com a irmã americana festeira e receber um sermão da avó por preferir novelas à própria vida, ela acaba num cinema, onde se vê na tela com um amante latino. Tudo vai bem até que o casal se desentende e ela não se conforma com o desfecho que deixa a heroína sozinha. É quando a atriz Camila quebra a quarta parede e se dirige para a Camila espectadora: “Se você não gosta da minha história, vá escrever a sua”. Pois assim que ela segue o conselho, dançando na rua, vê seu príncipe encantado de romance hollywoodiano cair a seus pés. Bem-feitinho, “Havana” destaca a venezuelana Lele Pons e o porto-riquenho LeJuan James, celebridades do Vine, respectivamente como a irmã e a avó de Camila, sem esquecer o rapper Young Thug como si mesmo e o galã Noah Centineo, da série “The Fosters”, como o jovem príncipe encantado de bicicleta. A direção é de Dave Meyers, responsável por alguns dos melhores clipes do ano, como “Swish Swish”, de Katy Perry, e “Humble”, de Kendrick Lamar. A música faz parte do primeiro álbum solo da ex-Fifth Harmony, “The Hurting. The Healing. The Loving.”, que ainda não tem previsão de lançamento.
Diretor de clipe inédito de Anitta é acusado de assédio sexual
O fotógrafo e diretor de clipes Terry Richardson é mais um nome denunciado por assédio sexual nos Estados Unidos. Após as acusações, ele entrou numa lista negra das revistas americanas de moda, como Vogue, Vanity Fair e Glamour. Richardson dirigiu recentemente o clipe inédito de “Vai Malandra”, funk da cantora Anitta que ainda não foi lançado. No domingo, o jornal britânico The Times questionou como é que, depois do escândalo que envolveu o produtor cinematográfico Harvey Weinstein, Richardson ainda continuava a trabalhar. O texto o chamava de “Harvey Weinstein da moda” e citava uma ex-editora da revista i-D, Caryn Franklin, dizendo que o comportamento do fotógrafo era um segredo de polichinelo: “As pessoas eram cautelosas… Todas conheceram alguém que conhecia alguma coisa”. Após a publicação, James Woolhouse, vice-presidente executivo da Condé Nast, grupo responsável pelas principais revistas de moda dos Estados Unidos, enviou um email, que foi vazado, avisando às equipes de suas publicações para não trabalharem mais com o fotógrafo daqui em diante. “Editoriais de fotos que já tenham sido encomendados ou mesmo realizados, mas ainda não publicados, devem ser descartados e substituídos por outros materiais. Por favor, confirmem que essa política será aplicada imediatamente. Obrigado pelo apoio nesse assunto”, afirma Woolhouse no texto. A editora Condé Nast também assinalou que “o assédio sexual sob todas as suas formas não será tolerado”. Uma representante de Terry Richardson em Nova York afirmou que o fotógrafo estava “decepcionado com a existência desta mensagem, principalmente porque ele já respondeu a essas velhas histórias”. “Ele é um artista conhecido por seu trabalho sexualmente explícito, muitas de suas interações profissionais com modelos abordam temas de natureza sexual e explícita, mas todos os modelos participam consensualmente”. Segundo a Newsweek, as primeiras acusações sobre o comportamento do fotógrafo de 52 anos surgiram em 2010. E se muitas revistas e empresas continuaram a colaborar com Richardson, outras deixaram de fazê-lo como a Aldo, H&M e Target. Há duas semanas, Valentino lançou uma campanha fotografada por ele, por exemplo. Mas após a decisão da Condé Nast, apagou seu nome e avisou que foi o último trabalho dele para a grife. “Levamos essas alegações contra Terry Richardson a sério”, disse um porta-voz da empresa na terça (24/10). Além de fotos de moda e de celebridades, geralmente envolvendo nudez, ele assinou clipes de Miley Cyrus (“Wrecking Ball”), Taylor Swift (“The Last Time”), Lady Gaga (“Cake”) e Beyoncé (“Xo”), entre outras estrelas da música pop. Miley chegou a comentar ter se arrependido de fazer “Wrecking Ball” nua, afirmando que estava chapada.












