Clipe junta Anitta, Simone & Simaria para dançar de shortinho e camiseta molhada
A união do sertanejo de Simone & Simaria com o funk de Anitta evoca o axé de outros carnavais – um reggaeton baiano, se preferir. E se o som de “Loka” não é exatamente inovador, o clipe dirigido por Anselmo Trancoso é ainda mais elementar, com direito a fogo, chuva, shortinhos e meias rendadas. O trio elétrico canta e dança num cenário de ferro-velho, entre carros em chamas e um climão de vídeos apocalípticos dos anos 1990, época, por sinal, em que os clipes não tinham vergonha de parecer sexistas por terminarem com mulheres rebolando de camiseta molhada por chuva artificial. Como a letra fala de mulher que supera uma traição indo curtir uma balada, vale avisar aos fãs que é mais fácil um ferro-velho parecer sinistro para mulheres de camiseta molhada do que virar cena de balada esfuziante. Como registro, a gravação ainda marca a segunda incursão de Anitta pelo universo sertanejo, após parceria com Luan Santana.
Retrospectiva: Os 15 melhores clipes brasileiros de 2016
O visual colorido de Anitta se tornou referência entre os clipes nacionais, mas o que realmente marcou a produção do gênero em 2016 foi o fato de os melhores vídeos musicais virem da cena indie. E sem dever nada ao mercado internacional, como comprovam as bandas O Terno, Baleia e Racionais MCs. O que não falta na seleção abaixo são boas ideias, execução caprichada e originalidade. Confira. Alencastro: No Mo’ Bitches Anitta Part. Jhama: Essa Mina É Louca Antonia Morais: A Santa Maquina Atalhos: Sozinho Contra Todos Baleia: Volta Boogarins: Cuerdo Céu: Perfume do Invisível Golden Duck Orchestra: On Sale Juliana Cortes: O Mal Kalouv: Peixe Voador O Terno: Ai, Ai, Como Eu Me Iludo Racionais MCs: Um Preto Zica Samuca e a Selva: Madurar The Drone Lovers: Chemical Reaction Vanguart: Eu Sei Onde Você Está
Seu Jorge vai viver Pixinguinha no cinema
O cantor Seu Jorge vai encarnar Pixinguinha (1897-1973), o lendário compositor de “Carinhoso”, numa cinebiografia. Ele assinou contrato para protagonizar “Pixinguinha — Um Homem Carinhoso”, cujas filmagens estão previstas para acontecer entre janeiro e fevereiro no Rio. O elenco também inclui Taís Araújo (“O Roubo da Taça”) como Beti, mulher do músico, e deve contar com Lázaro Ramos (“Mundo Cão”), atualmente em negociação para interpretar o também flautista Alfredo da Rocha Vianna, pai do protagonista. O longa vai priorizar o período dos anos 1940 e trará Seu Jorge tocando de verdade a flauta — uma das especialidades de Pixinguinha — para conferir credibilidade à representação do maestro, músico e compositor carioca. Seu Jorge já tem bastante experiência no cinema, tendo aparecido em clássicos modernos como “Cidade de Deus” (2002) e “Tropa de Elite 2” (2010), além de ter se destacado até em produções internacionais, como “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004), de Wes Anderson, e no thriller “O Escapista” (2008), de Rupert Wyatt. Com lançamento previsto para outubro de 2017, a biografia de Pixinguinha vai marcar a estreia nos cinemas de Denise Saraceni, conhecida pela direção de novelas e séries da Globo. O roteiro foi escrito por Manuela Dias (“A Floresta Que Se Move”), com quem Saraceni trabalhou na minissérie “Ligações Perigosas”.
Pierre Barouh (1934 – 2016)
Morreu o ator, diretor, cantor e compositor francês Pierre Barouh, que ficou conhecido mundialmente ao cantar a música tema do filme “Um Homem, uma Mulher” (1966). Ele também tinha profunda ligação com a música brasileira. Barouh esteve internado em um hospital de Paris por cinco dias e morreu de insuficiência cardíaca na quarta-feira (28/12), aos 82 anos. Criado nos subúrbios parisienses em uma família judia, ele foi jornalista e atleta, chegando a participar da seleção francesa de vôlei antes de vir pela primeira vez para o Brasil, onde fez amizade com os principais cantores e compositores da bossa nova. O cantor foi considerado uma espécie de embaixador da música brasileira na Europa e chegou a gravar “Noite dos Mascarados”, num dueto com Elis Regina, além de ter feito, em parceria com Baden Powell, o célebre “Samba da Benção”, ou “Samba Saravah” como é conhecido na França, cuja letra homenageia gênios musicais do país, de Pixinguinha a Vinicius de Moraes. “Saravah” também foi título de um documentário que Barouh dirigiu em 1972, sobre os primórdios da bossa nova. Ele comandou outros três filmes, dois deles de ficção, e ainda atuou como ator em 20 produções, inclusive no clássico “Um Homem, uma Mulher”, de Claude Lelouch, e em “Arrastão” (1967), no qual contracenou com brasileiros como Cécil Thiré, Jardel Filho e Grande Otelo. Ele ainda manteve a colaboração com Lelouch (e com o parceiro compositor Francis Lai) ao longo dos anos, seja escrevendo temas de filmes como “A Nós Dois” (1979), “Retratos da Vida” (1981) e “Um Homem, Uma Mulher: 20 Anos Depois”, seja como ator, em “Outro Homem, Outra Mulher” (1977) e “Tem Dias de Lua Cheia” (1990). Às vezes, até as duas coisas, como em “A Coragem de Amar” (2005). Mas apesar dos múltiplos talentos, fez muito mais sucesso como compositor. Suas músicas foram interpretadas por estrelas francesas que marcaram época, como Yves Montand e Francoise Hardy. Confira abaixo cinco gravações clássicas, ressaltando que apenas “Noite dos Mascarados” não é de sua autoria.
Chitãozinho e Xororó terão série biográfica no SBT
Chitãozinho e Xororó vão estrelar uma série biográfica no SBT. Segundo o colunista Flávio Ricco, do UOL, a atração terá mais de 20 episódios, prevista para estrear já no primeiro semestre do ano que vem. Apesar do cronograma acelerado, a série ainda não tem produtora amarrada. Três ou quatro estariam “conversadas”, de acordo com o colunista, para tocar esse projeto à frente. Apesar disso, a ideia é iniciar a produção ainda em janeiro. Segundo apurado, levar a história da sua carreira para a televisão era um antigo desejo da dupla, que já tem várias passagens pela emissora de Silvio Santos. Entre 1986 e 1988, eles até comandaram um programa de auditório no canal, criativamente chamado de “Programa Chitãozinho e Xororó”, e mais recentemente apresentaram o “Festival Sertanejo”, que acompanhava 14 cantores em busca do sonho de se tornar a nova voz sertaneja.
Rogue One, prólogo da saga Star Wars, chega a mais de 1,2 mil cinemas no Brasil
“Rogue One: Uma História Star Wars” é disparada a maior estreia da semana. Mais que isso, com lançamento em mais de 1,2 mil telas, é também uma das dez maiores estreias de todos os tempos no país – o recorde pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, distribuído em 1.504 salas há exatamente um ano – metade de todos os cinemas do Brasil. Bastante aguardado, o filme é um prólogo do clássico “Guerra nas Estrelas”, apresentando um grupo de rebeldes nunca visto antes na franquia, mas também o saudoso vilão Darth Vader. A trama gira em torno de uma missão para roubar os planos de construção da Estrela da Morte, a arma de destruição do Império que é derrotada no filme de 1977. Apesar de muitos relatos de problemas nos bastidores, o ritmo é empolgante e faz o longa escalar a lista dos melhores títulos da saga. Com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, também estreia neste fim de semana nos EUA – lá, em mais de 4 mil telas, isto é, em mais cinemas que todo o parque exibidor nacional. Adiado para não chegar aos cinemas tão próximo da tragédia da Chapecoense, “Sully – O Herói do Rio Hudson” também supera expectativas. Em cartaz em 261 salas, a produção conta a história real do piloto de avião que impediu um acidente de graves proporções ao realizar um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, salvando a vida de todos os passageiros. Mas mesmo considerado um herói pela mídia, ele precisou lidar com o escrutínio e acusações, durante a investigação de seus atos. Lembra “O Voo” (2012), mas consegue superar comparações, muito por conta da dobradinha formada pelo ator Tom Hanks e o diretor Clint Eastwood, dois veteranos que não enferrujam, apenas se aprimoram. Sucesso de bilheteria e crítica nos EUA (86% de aprovação), tem aparecido até em algumas listas importantes de Melhores Filmes do ano. Com ainda mais destaque na temporada de premiações, “Neruda” é a obra sul-americana mais celebrada do ano. Candidato do Chile ao Oscar, o novo filme de Pablo Larraín é uma delícia, que usa tom farsesco para contar fatos reais: a caçada policial ao poeta Pablo Neruda, “o comunista mais importante do mundo”, no final dos anos 1940. Sofisticado por um lado, no uso da metalinguagem, o longa também usa elementos de comédia maluca, evocando até a franquia “Pantera Cor-de-Rosa” na forma atrapalhada com que o inspetor vivido por Gael Garcia Bernal tenta prender aquele que é muito mais esperto que ele. Estreia em 34 telas. Sem muito espaço no circuito devido à guerra de blockbusters, a comédia brasileira “Magal e os Formigas” também tem seu jeito surreal de lidar com a realidade. O filme é praticamente uma homenagem ao cantor Sidney Magal, girando em torno de um fã mau-humorado que, em meio à crise financeira, resolve entrar num concurso para imitá-lo. No processo, acaba redescobrindo o bom humor. E tudo isso com uma ajuda do próprio Magal, que aparece apenas para ele, dando-lhe conselhos de vida. Há quem lembre de “Quero Ser John Malkovich” (1999), mas o tom abordado está mais para “A Procura de Eric” (2009), com direito à parábola moral de fábula encantada. Não que esteja neste nível ou seja tão engraçado quanto parece. As piadas fraquinhas renderam apenas 16 salas. O circuito limitado ainda recebe duas produções de perfil de festival. O romeno “Sieranevada” chegou a ser exibido em Cannes, e gira em torno do encontro de uma grande família num jantar para celebrar seu patriarca recém falecido. O diretor Cristi Puiu (“Aurora”) dá ao evento um tom de tragicomédia – em 13 salas. Bem mais ambicioso, o nepalês “Nas Estradas do Nepal” foi exibido em Veneza e usa a jornada de dois meninos, de castas e crenças diferentes, para retratar uma região belíssima, que ganha contornos horríficos por viver tantos anos mergulhada em guerra. Apesar do tema universal, o diretor estreante Min Bahadur Bham optou por uma filmagem de câmera parada, que não deixa o filme ser confundido com uma versão infantil de Hollywood sobre a barbárie. Por isso, a distribuição é confinada a apenas quatro salas do Rio e uma de Porto Alegre. Clique nos títulos de cada lançamento para ver seus trailers.
Documentário do Sepultura ganha trailer pauleira
A O2 divulgou o trailer do documentário da banda Sepultura, que acompanha os músicos no palco, nos bastidores, em viagens, em estúdio e em suas casas. E além do “som pauleira” da banda, também traz depoimentos de lendas vivas do heavy metal, que expressam sua admiração pelos brasileiros. A prévia dá uma palhinha de Phil Anselmo (Pantera), Scott Ian (Anthrax), Phil Campbell (Motorhead), Corey Taylor (Slipknot), Dave Ellefson (Megadeath) e João Gordo (Ratos de Porão). Dirigido por Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos e rendeu mais de mil horas de imagens captadas. Intitulado “Sepultura Endurance”, tem previsão de estreia para junho de 2017.
Roberto Carlos vai ganhar filme ao estilo de 2 Filhos de Francisco
Depois de Elis, é a vez de Roberto Carlos ganhar uma cinebiografia oficial. O cineasta Breno Silveira, responsável por dirigir o longa, revelou ao UOL que a ideia é fazer um filme ao estilo de “2 Filhos de Francisco” (2005). Esta será a terceira cinebiografia musical de Silveira, que, além do filme de Zezé de Camargo & Luciano, dirigiu ainda “Gonzaga – de Pai pra Filho” (2012). Entre um e outro, ele filmou “À Beira do Caminho” (2012), drama de caminhoneiro inspirado pela música homônima de Roberto Carlos. O projeto aproximou diretor e cantor. Ainda sem previsão de lançamento, o longa será narrado pelo próprio Roberto Carlos, em uma estrutura semelhante à de “2 Filhos de Francisco”. O cantor também trabalhará na produção e supervisão do projeto, terá total controle sobre a obra, escolhendo elenco e aprovando o roteiro, que será escrito por Nelson Motta e Patrícia Andrade. Mesmo assim, Breno sonha em tocar em assuntos considerados tabus. Entre eles, o traumático acidente que causou a amputação de uma perna de Roberto Carlos na infância, além da morte da mulher Maria Rita e de seu conhecido TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), que o impede de vestir roupas coloridas e dizer certas palavras. Mas o mais provável é que, com tanto controle do cantor, dificilmente surgirão as histórias mais polêmicas, como aquela encenada em “Tim Maia” (2014), que foi limada, por motivos pouco claros, na exibição televisiva da obra. Meticuloso, Roberto exerce grande controle sobre sua imagem e em 2007 chegou a processar o escritor Paulo Cesar de Araújo, que escreveu uma biografia não autorizada, “Roberto Carlos em Detalhes”, lançada sem seu consentimento e retirada das livrarias por ordem judicial. Claro que Roberto pode surpreender, caso decida encarar o projeto como uma espécie de testamento para os fãs. É o que dá a entender o cineasta, que diz que o filme foi sugerido pelo próprio cantor. “Tivemos apenas as conversas iniciais, e ele foi muito carinhoso comigo. Mas ainda não decidimos os assuntos que vão ou não entrar. Mas, pelo que entendi, ele pretende relevar muita coisa que está guardada com ele”, Silveira contou ao UOL. Por sinal, o filme deverá ser lançado junto de uma biografia oficial, que vem sendo preparada há anos pelo cantor. A trama retratará as diversas fases da carreira do artista, interpretado por atores diferentes, inclusive pelo próprio Roberto – Christian Figueiredo fazendo escola. “O trabalho de escolha [de atores] tem que ser feito com muito cuidado. A gente tem alguns bons atores que tem um tipo parecido. Mas eu não descarto também procurar por pessoas desconhecidas. Tudo é teste”, adiantou o diretor. Procurado pelo portal para comentar o projeto, Roberto Carlos afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe ninguém melhor do que ele mesmo para a contar a própria história. Silveira faz eco. “É uma honra fazer uma biografia de alguém que sempre acompanhei, de quem sempre fui fã. Sempre tive vontade de filmar o Roberto. E, com a pessoa ainda viva e presente, fica ainda mais bonito.”
Conheça os 10 clipes mais vistos do YouTube no Brasil em 2016
O Google divulgou a lista dos campeões de audiência do YouTube no Brasil. E uma das categorias que sempre rende o que falar é a dos clipes mais vistos. Entre os vídeos musicais de maior visualização no Brasil em 2016 tem funk, pop, R&B e música sertaneja. Em suma, reflete o que toca nos rádios, mostrando que a plataforma de vídeos também pode ser extremamente popular. A lista enfatiza artistas brasileiros, inclusive com diversas surpresas, mas no gosto nacional também couberam duas atrações internacionais: Rihanna (duplamente) e Fifth Harmony. Confira abaixo os clipes favoritos dos internautas brasileiros, que muitos podem curtir e outros tantos desacreditar. 1. MC Zaac & MC Jerry: “Bumbum Granada” 2. Matheus e Kauan: “O Nosso Santo Bateu” 3. Naiara Azevedo feat. Maiara e Maraisa: “50 Reais” 4. Anitta feat. Jhama: “Essa Mina É Louca” 5. Rihanna feat. Drake: “Work” 6. Fifth Harmony feat. Ty dolla Sign: “Work From Home” 7. MC Livinho: “Cheia de Marra” 8. Calvin Harris ft. Rihanna: “This Is What You Came For” 9. Dennis feat. Mc Nandinho & MC Nego Bam: “Malandramente” 10. Luan Santana: “Eu, Você, o Mar e Ela”
Luan Santana e Anitta gravam dueto em vídeo musical
Luan Santana e Anitta protagonizaram um novo encontro musical no DVD “1977”, lançamento do cantor que começa a render clipes no YouTube. A parceria da dupla é o segundo vídeo derivado do lançamento, que tem clima de Acústico MTV. Há até um mini-making of (em preto e branco para diferenciar) como apêndice na abertura do “clipe” propriamente dito, em que os dois ensaiam, em clima descontraído e com direito a desafinada, o que logo fica perfeito com playback ao vivo. A música se chama “RG” e aproxima mais Anitta do sertanejo que vice-versa, embora a melodia acabe recebendo um arranjo diferente do que se costuma ouvir do cantor. O mais divertido, porém, é a pose heavy metal dos músicos de apoio, quando a música entra numa parte mais “dançante”. A propósito, o casal já tinha cantado junto anteriormente no “Música Boa ao Vivo”, programa do Multishow. Todas as músicas que integram o DVD “1977″ – e quem chama de DVD é a gravadora, apesar da tecnologia ser ultrapassada – , já estão disponíveis nas plataformas digitais. Além da Anitta, também marcam presença no projeto cinco outras cantoras: Ana Carolina, Camila Queiroz, Ivete Sangalo, Marília Mendonça e Sandy, cada uma interpretando uma música inédita em dueto com o “Príncipe do Sertanejo”.
Documentário do Sepultura vai mostrar “lado da história” dos que ficaram na banda
Não dá pra negar que gostar de heavy metal hoje em dia é ser um pouco geek. Por isso, os integrantes da banda Sepultua escolheram a Comic-Con Experience (CCXP) para adiantar um trailer e comentar o lançamento do documentário que vai contar a história dos 32 anos de carreira do grupo, símbolo do metal brasileiro. “Vocês me viram dizendo no trailer que a gente não perdeu só o vocalista com a saída do Max Cavalera, mas a estrutura da banda toda. A gente quer mostrar o nosso lado da historia, mas a intenção não é lavar roupa suja”, comentou o guitarrista Andreas Kisser, sobre o conteúdo do filme. Dirigido por Juliana Ferraz e Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), o documentário foi filmado ao longo de sete anos, planejado originalmente para comemorar os 25 anos da banda. “Mas agora já são 32”, disse Juliano, que chegou a ficar 30 dias na estrada com o Sepultura durante uma turnê na América do Norte. “Ficou um registro completo porque tem show, backstage, o dia a dia da família deles e os fãs”, resumiu Juliana, sobre as mais de mil horas de imagens captadas Há 20 anos como vocalista do grupo, Derrick ouviu Kisser relembrar a sua chegada à banda, dizendo que o entrosamento só aconteceu depois que eles resolveram ir acampar na praia. “O cara está há 20 anos arrebentando e ainda chamam de o novo vocalista do Sepultura.” Com depoimentos de diferentes personalidades como Serginho Groisman e João Gordo, o documentário vai se chamar simplesmente “Sepultura” e tem previsão de estreia para maio de 2017.
Repleto de lacunas, o filme Elis dá saudades da cantora Elis
Elis Regina (1945-1982) foi uma cantora perfeita. Voz, dicção, técnica e afinação impecáveis. E uma intérprete fabulosa, da dimensão de Edith Piaf, Amália Rodrigues ou Ella Fitzgerald. Um portento. Nada mais justo e razoável que uma carreira como essa seja objeto de uma cinebiografia. A questão é alcançar a qualidade artística necessária para fazer jus ao projeto. Isso, o filme “Elis”, de Hugo Prata, alcança parcialmente. Quando entra em cena Andréia Horta (da novela “Liberdade, Liberdade”), Elis realmente revive na tela. A atriz faz um trabalho notável, digno de muitos prêmios. A figura de Elis emerge em gestos, movimentos, risos de arreganhar a gengiva, coreografias que acompanham o canto, enfim, no seu conhecido estilo de ser, determinado, irônico e agressivo. As interpretações de Elis estão lá inteiras, com alta qualidade de som, já que não é Andréia quem canta, ela dubla Elis. Perfeito! Bem, nem tanto. O repertório escolhido é todo muito bom, como aliás era o repertório de Elis Regina em todas as fases de sua carreira. Mas há ausências inconcebíveis. Elis foi a principal intérprete de Milton Nascimento e Gilberto Gil. Nenhuma música deles está no filme. Como não está nada da antológica gravação que ela fez com Tom Jobim. Nem suas inovadoras interpretações de Adoniran Barbosa. Problemas com os direitos das músicas? Falha grave, do ponto de vista artístico. O começo real da carreira dela também foi deletado. Vendo o filme, tudo parece ter começado no Rio, com “Menino das Laranjas” (de Theo Barros), embora se faça referência à sua origem gaúcha e trabalho em Porto Alegre. Só que Elis Regina gravou 2 LPs na gravadora Continental: “Viva a Brotolândia”, em 1961, e “Poema”, em 1962. São 24 faixas gravadas, de discos escancaradamente comerciais, tentando lançar a cantora para concorrer com Celly Campello (1942-2003), que fazia muito sucesso na época. Elis renegou essa fase de sua carreira, rejeitou esses discos (que não são tão ruins assim), mas é algo que teria de ser registrado numa cinebiografia que deu relevo ao trabalho da cantora. Da vida pessoal de Elis, o casamento com Ronaldo Bôscoli durou pouco, uns cinco anos, foi muito conturbado, já que ele era mulherengo, infiel. Seu papel artístico junto a ela acrescentou pouco à arte de Elis. Pelo filme, ele foi o maior amor da vida dela e teve papel artístico muito relevante. Uma forma de romancear e fazer uma narrativa atraente? O fato é que o casamento com César Camargo Mariano foi mais longo e muitíssimo mais importante, do ponto de vista artístico. No filme, ele perde essa força. Mas nunca Elis foi tão brilhante como quando entoou canções arranjadas por César. Era algo de arrasar quarteirão de tão bom, tão sofisticado. Quem viveu esse período sabe disso. E as gravações estão aí para comprovar. Algumas no filme, também, claro. Os conflitos políticos que envolveram a ditadura militar, o canto de Elis na Olimpíada do Exército, a reação fulminante de Henfil no Pasquim, colocando-a no cemitério dos mortos-vivos, e a evolução que a levou a entoar o hino informal da anistia, “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, onde se pedia a volta do irmão do Henfil (Betinho), estão muito bem retratados. A cena em que ela aparece sendo vaiada em show ao vivo me parece excessiva para ser considerada real. Os espetáculos, muito bem produzidos para palco, com ênfase teatral, além do show, como “Transversal do Tempo” e “Saudade do Brasil”, não aparecem. E o grande sucesso, “Falso Brilhante”, um ano em cartaz, não é retratado, realmente. Apenas a música cantada surge e não o frenesi que foi aquela montagem teatralmente empolgante. Em suma, o filme está cheio de lacunas e falhas, que não vão passar despercebidas aos fãs de Elis, que conhecem a sua trajetória. Ainda assim, é um espetáculo bom de se ver, com uma atriz sensacional e uma música extraordinariamente bela. A produção serve mais é para dar muita saudade!
Breaking Through: Anitta e Bruna Marquezine aparecem em trailer de filme americano
A cantora Anitta disponibilizou em seu YouTube o trailer legendado do filme americano “Breaking Through”, que ela e a atriz brasileira Bruna Marquezine filmaram há cerca de dois anos e que só agora parece que será lançado no Brasil. “Em Breve”, segundo o vídeo, que não informa se o lançamento acontecerá nos cinemas ou direto em DVD. O filme foi lançado há mais de um ano nos EUA, de forma bem limitada, e já está disponível em DVD em vários países. A trama gira em torno de Casey (Sophia Aguiar, dançarina de Beyoncé e Britney Spears), uma vendedora que sonha em se tornar famosa com seus vídeos de dança no Youtube. As duas brasileiras aparecem em papeis bem secundários na trama. Anitta surge como ela mesma em uma apresentação musical, enquanto Bruna interpreta uma colega de trabalho que tenta atrapalhar a vida da protagonista. A direção é de John Swetnam, que antes escreveu o roteiro de “Ela Dança, Eu Danço 5: Tudo ou Nada” (2014)












