Michael Jackson tinha 19 identidades falsas para comprar drogas
Um novo documentário sobre Michael Jackson (1959-2009) vai revelar um lado do cantor desconhecido dos fãs: de homem viciado, capaz de cometer crimes para manter-se abastecido de drogas. E foi isso principalmente que acabou contribuindo para sua morte. O Rei do Pop faleceu em junho de 2009 devido a uma overdose de propofol, poderoso anestésico. O documentário “TMZ Investigates: Who Really Killed Michael Jackson”, que será exibido na próxima terça-feira (6/9) pela rede Fox nos Estados Unidos, aponta que ele comprava o remédio de forma ilegal, encabeçando um esquema de receitas falsas. Segundo apuração da produção, Michael Jackson chegava a usar 19 identidades falsas para adquirir medicação pesada em diferentes farmácias. Após sua morte em 2009, o médico Conrad Murray, que lhe prescrevia medicamentos, ficou dois anos preso em regime fechado. O documentário contará com depoimentos inéditos do médico e de outros profissionais de saúde que tiveram responsabilidade na morte do artista. “Vários profissionais diferentes permitiram que Michael ditasse seus próprios termos para obter as drogas que queria, quando e onde. Eles são a razão pela qual ele está morto”, sintetiza Orlando Martinez, detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles que investigou a morte do astro, em seu depoimento para a produção. “Havia vários médicos diferentes. Ele ia no ‘Doutor A’ e pedia um sedativo. Depois ia no ‘Doutor B’ e pedia a mesma coisa”, confirmou Harry Glasmann, cirurgião plástico de Jackson. O vício de Michael Jackson teve início em 1984, quando ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em um comercial da Pepsi. Para se recuperar, começou a fazer uso de analgésicos e não parou mais. “Tornei-me cada vez mais dependente [dos remédios] para me ajudar nos dias da minha turnê”, confirmou ele em um áudio de arquivo que foi incluído no longa. Michael Jackson morreu aos 50 anos, na véspera de iniciar uma grande turnê na Inglaterra. Suas últimas imagens foram registradas nos ensaios da produção e acabaram rendendo o documentário “This is It”, lançado apenas quatro meses após sua morte.
Pluto e Paramount+ vão exibir show-tributo ao baterista do Foo Fighters
A banda Foo Fighters vai realizar uma homenagem ao baterista Taylor Hawkins, falecido em março passado, reunindo várias estrelas do rock para um show de celebração à sua carreira. Intitulado “The Taylor Hawkins Tribute Concert”, o show será exibido ao vivo pela plataforma gratuita de streaming Pluto TV no sábado (3/9), direto do Estádio de Wembley, em Londres. Entre os convidados, estão confirmadas integrantes de bandas clássicas tão diferentes quanto Led Zeppelin, Queen, Metallica, Oasis, Blink-182, The Police, Chic, Nirvana, Pretenders, Rush, Queens of Stone Age e Supergrass, além de Ke$ha e Wolfgang Van Halen, entre muitos outros. Os fãs brasileiros poderão assistir à transmissão a partir de 12h30 (horário de Brasília) na Pluto TV. A apresentação também ficará disponível no serviço de streaming Paramount+ a partir de domingo (4/9). No mesmo dia, a MTV e o canal pago Paramount Network exibirão os melhores momentos e alguns conteúdos especiais, às 20h. Taylor Hawkins faleceu aos 50 anos, em Bogotá, na Colômbia, durante a turnê do Foo Fighters na América do Sul. A causa da morte foi uma overdose, segundo as autoridades policiais do país. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pluto TV Brasil (@plutotvbr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Foo Fighters (@foofighters)
Robert LuPone, da série “Família Soprano”, morre aos 76 anos
O ator americano Robert LuPone, que interpretou o médico e vizinho de Tony Soprano na série “Família Soprano”, morreu no sábado (27/8) aos 76 anos. Ele lutava contra um câncer no pâncreas. A notícia foi divulgada pelo MCC Theater, companhia de teatro fundada pelo ator em Nova York. “Bob era uma força, um defensor, uma pessoa complexa, transbordando de um entusiasmo juvenil e profundamente sábio”, diz o texto da companhia. Nascido em 1946 no Brooklyn, Nova York, LuPone se formou na Juilliard School com bacharelado em dança em 1968. Seu primeiro trabalho profissional do ator foi em 1966, e chegou a ser indicado ao Tony (o Oscar do teatro) de Melhor Ator por seu papel no musical “A Chorus Line”. Entre seus principais papéis no cinema, LuPone interpretou o apóstolo Tiago na adaptação do musical “Jesus Christ Superstar” em 1973 e foi o empresário da banda The Doors na cinebiografia dirigida por Oliver Stone em 1991. Na TV, participou de várias novelas antes de aparecer na “Família Soprano” em 1999. Ele interpretou o Dr. Bruce Cusamano em seis episódios da premiada série da HBO, até 2007. Seus demais trabalhos televisivos foram participações esporádicas em episódios de diversas séries, como “Sex and the City”, “JAG”, “Ally McBeal”, “Gossip Girl”, “The Affair” e três títulos diferentes da franquia “Law & Order”, incluindo a atração original. Sua despedida das telas aconteceu num capítulo de “Law & Order: SVU” exibido em 2019. O artista era irmão da também atriz Patti LuPone (“Penny Dreadful”).
Atriz sul-coreana morre e deixa carta sobre “maldição” da carreira
Mais uma estrela sul-coreana teria cometido suicídio. A atriz Yoo Joo-eun, que atuou em séries como “Big Forest” e “Joseon Survival Period”, morreu nesta segunda (29/8) aos 27 anos. A notícia foi divulgada pelo Chosun News, um dos principais jornais da Coreia do Sul, sem informar a causa da morte. Entretanto, o irmão da atriz compartilhou uma aparente carta de suicídio em seu perfil no Instagram. Depois disso, a conta foi desativada. A carta foi publicada em respeito à vontade da atriz, que nela se dirige aos fãs. A mensagem começa com um pedido de desculpas e expressa gratidão pelo apoio e amor que recebeu. “Sempre quis atuar. Talvez fosse tudo para mim ou uma pequena parte de mim, mas seguir essa carreira é muito difícil. Eu não queria fazer mais nada, era muito doloroso”, escreveu ela, descrevendo sua paixão pela atuação como uma “benção e uma maldição.” “Deus me ama para não me mandar para o inferno. Ele vai entender meu coração e cuidar de mim a partir de agora. Então não se preocupem”, acrescentou. O texto reforça a impressão de os jovens sul-coreanos tem alimentado expectativas irreais em suas carreiras artísticas, usando como exemplo marcas conquistadas por grupos de K-Pop e feitos internacionais de filmes e séries do país. O falecimento segue uma série de mortes de jovens que tem abalado a indústria de entretenimento local, incluindo das atrizes Song Yoo-jung (1994-2021) e Kim Mi-Soo (1992-2022). Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
Cinzas de Nichelle Nichols serão enviadas ao espaço
As cinzas da atriz americana Nichelle Nichols, que interpretou a tenente Uhura na série clássica “Jornadas nas Estrelas” (Star Trek), serão enviadas ao espaço. Pioneira da representatividade, ela ajudou a quebrar estereótipos raciais e redefinir papéis de Hollywood para atores negros no auge do movimento pelos direitos civis dos EUA, como uma das primeiras mulheres negras a retratar uma personagem empoderada na televisão. Morta no dia 30 de julho, aos 89 anos, Nichols agora vai fazer uma jornada nas estrelas real, com suas cinzas adicionadas a um voo espacial que seguirá em direção à lua. Nessa última viagem, ela será acompanhada por colegas da nave Enterprise, pois o voo também levará os restos mortais de James Doohan, intérprete de Scotty, e o casal Majel Barrett Roddenberry, que interpretou a Enfermeira Chapel, e Gene Roddenberry, criador de “Star Trek”, além do renomado artista de efeitos visuais de ficção científica Douglas Trumbull, cujo trabalho foi apresentado em filmes como “2001: A Odisseia no Espaço” e, sim, “Jornada nas Estrelas: O Filme”. Chamada de Missão Enterprise, a jornada das cinzas será uma “carga secundária” no projeto Artemis da NASA, que retomará a exploração da lua. A data para o lançamento ainda não foi definida, mas a primeira missão não tripulada Artemis está programada para 29 de agosto. Ela será seguida por Artemis 2, um voo que circundará a lua, e depois Artemis 3, o primeiro pouso lunar tripulado em mais de 50 anos.
Joe E. Tata, ator de “Barrados no Baile”, morre aos 85 anos
O ator Joe E. Tata, conhecido por interpretar Nat Bussichio, o amigável dono do diner Peach Pit em “Barrados no Baile” (Beverly Hills, 90210), morreu na quarta (24/8) aos 85 anos. Ele tinha sido diagnosticado com Alzheimer em 2018. O colega Ian Ziering, que vivia Steve Sanders na série, foi quem anunciou o falecimento do ator. “Nos últimos meses, perdemos Jessica Klein, uma das escritoras e produtoras mais prolíficas de ‘Barrados do Baile’, Denise Douse, que interpretou a Sra. Teasley, e agora estou muito triste em dizer que Joe E. Tata faleceu”, escreveu ele. “Joey era realmente um old-school, lembro-me de vê-lo em ‘Arquivo Confidencial’ com James Garner, anos antes de trabalharmos juntos em ‘Barrados no Baile’. Ele também viveu vilões na série original do Batman. Uma das pessoas mais felizes com quem já trabalhei, ele era tão generoso com sua sabedoria quanto com sua bondade. Embora ele fôssemos um grupo, muitas vezes parecia que éramos o pano de fundo do show de Joe E Tata”, completou Ziering. Tata participou em 238 episódios de “Barrados no Baile”, entre 1990 e 2000, e ainda repetiu seu papel no reeboot de 2008, “90210”, servindo hambúrgueres e oferecendo um ponto de encontro para os adolescentes de ambas as séries. Na trama original, ele também sofreu um ataque cardíaco quase fatal e trocou votos de casamento com Joan Diamond (Julie Parrish) enquanto ela estava no hospital e prestes a dar à luz seu filho, Frankie. O artista começou a carreira em 1960, com uma participação num episódio de “Peter Gunn” e apareceu em inúmeras séries clássicas, vivendo desde um alien em “Quinta Dimensão” (em 1964) até um inspetor de polícia em “Charmed” (em 2001). No citado “Arquivo Confidencial”, ele apareceu em oito episódios e sempre como um personagem diferente, entre 1974 e 1978. E foi, de fato, foi capanga de três vilões diferentes (Charada, Pinguim e Rei Tut) da série clássica de “Batman”, entre 1966 e 1968, além de ter encarnado uma variedade de robôs e aliens em “Perdidos no Espaço” (em 1967). Desde abril passado, ele vivia no retiro de artistas de Hollywood, o Motion Picture & Television Country House and Hospital em Woodland Hills, na Califórnia.
Gerald Potterton, diretor de “Heavy Metal”, morre aos 91 anos
O diretor Gerald Potterton, que comandou a animação cult “Heavy Metal” (1981), morreu na terça (23/8) num hospital em Quebec, no Canadá, aos 91 anos. Nascido em 8 de março de 1931 em Londres, Potterton se formou na Hammersmith Art School e emigrou para o Canadá em 1954 para trabalhar ao lado dos pioneiros da animação do Canadá. “Gerald veio para o Canadá para fazer parte de uma nova e irreverente onda de narrativas, e ele trouxe muita inteligência e criatividade para cada projeto. Ele também foi um construtor, ajudando a estabelecer as bases para a indústria de animação canadense independente de hoje com a Potterton Productions… Era um artista excepcional e um homem realmente legal”, disse Claude Joli-Coeur, presidente da National Film Board do Canadá e secretário de cinema do governo, em um comunicado. Potterman trabalhou em curtas animados com Norman McLaren, Jeff Hale e Grant Munro, que foram indicados ao Oscar da categoria no começo dos anos 1960, retornando em 1968 à Inglaterra para trabalhar em uma sequência para o filme animado dos Beatles, “Submarino Amarelo” (Yellow Submarine). Ao voltar ao Canadá, ele fundou seu próprio estúdio independente, Potterton Productions, para desenvolver projetos de cinema e TV, que incluíram sua adaptação de Oscar Wilde, “The Selfish Giant” (1972), um curta de animação que lhe rendeu sua terceira indicação ao Oscar. Ele também fez filmes live-acton, entre eles um curta com o comediante Buster Keaton e o longa “The Rainbow Boys”, comédia estrelada por Donald Pleasence, antes de assumir a direção do filme baseado na revista em quadrinhos adulta “Heavy Metal”. Repleta de cenas de sexo, drogas e rock’n’roll, além de robôs, naves espaciais, alienígenas, guerreiras seminuas e bárbaros de espada em punho, a fantasia adulta se tornou cultuadíssima. Mas o ponto alto de sua carreira também foi seu último longa. Após “Heavy Metal”, ele criou a série animada infantil “The Smoggies”, que durou quatro anos até 1990. Membro da A Academia Real Canadense de Artes, Potterman foi selecionado na Celebração da Animação Mundial em 1998 como um dos “Dez Homens que Abalaram o Mundo da Animação”.
Gloria Perez e elenco lamentam assassinato do intérprete do bebê de “Barriga de Aluguel”
O carioca Bruno Moreira, que quando nasceu foi o bebê de “Barriga de Aluguel”, foi assassinado no Rio de Janeiro. A escritora Gloria Perez e parte do elenco da novela, exibida pela TV Globo em 1990, usaram as redes sociais para manifestar indignação diante do crime. Moreira, que tinha 31 anos, foi assassinado enquanto trabalhava como motorista de aplicativo no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Seu único trabalho na televisão foi em “Barriga de Aluguel”, quando deu vida ao filho recém-nascido do casal de personagens Ana (interpretada por Cássia Kiss) e Zeca (Victor Fasano). Na trama, o bebê foi gerado no ventre de Clara (Claudia Abreu), já que Ana não podia ter filhos. “E chega essa notícia triste. Assalto. Bruno não reagiu, e mesmo assim atiraram nele. Sem palavras”, escreveu Gloria Perez, em post no Instagram. Humberto Martins, que interpretou um papel de destaque na novela, também se manifestou: “Meu Deus… Tive com esse menino tantas vezes no colo”, lamentou. Artistas como Mônica Iozzi, Virginia Cavendish, Claudia Mauro, Silvia Buarque, Duda Nagle, Luciano Camargo (da dupla sertaneja com Zezé) e o escritor e jornalista Edney Silvestre prestaram solidariedade à família de Bruno Moreira em comentários no post feito por Gloria Perez. A mãe do rapaz, Liliana Ferreira Leite disse ao “RJ TV”, da TV Globo, que o filho adorava contar para os amigos que havia estrelado uma produção na televisão ainda bebê. “A novela foi uma das boas recordações, ele tinha orgulho, eu sentia que ele tinha aquele orgulho de ter feito a novela. Meu filho foi muito amado, muito amado, meu filho só tinha amor pra dar”, contou Liliana. “Ele não reagiu ao assalto. Foi maldade. É uma saudade muito grande, é uma dor muito grande”, completou Liliana. Na terça-feira (23/8), a polícia do Rio identificou um dos suspeitos pelo crime, que ocorreu no dia 22 de junho. Após dois meses de investigações, agentes da Delegacia de Homicídios da capital fluminense chegaram à conclusão de que Tiago da Silva Freitas Rosas é o assassino de Bruno, morto com um tiro na cabeça. Tiago tem passagens pela polícia por tráfico de drogas. “O individuo é conhecido como Burgão, atuante no tráfico de drogas dos bairros de Honório Gurgel e Coelho Neto. É um individuo extremamente perigoso”, disse o delegado Alexandre Herdy. O assassino teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido. O outro criminoso, que acompanhava Tiago numa moto, ainda não foi identificado. O crime foi registrado por câmeras de segurança em casas da região. O veículo roubado foi encontrado no dia seguinte — queimado — no bairro de Turiaçu, Zona Norte do Rio.
Globo vai reprisar “Sai de Baixo” em homenagem a Claudia Jimenez
A Globo vai reprisar no domingo (21/8) um episódio da série de comédia “Sai de Baixo” para homenagear a atriz e comediante Claudia Jimenez, que morreu neste sábado (20/8) no Rio de Janeiro por insuficiência cardíaca. O programa irá ao ar após o “Fantástico”, horário em que era exibido durante sua produção original. O anúncio foi feito durante o “É de Casa” deste sábado. O episódio que será reprisado não foi informado, mas deverá ser um dos primeiros do humorístico, pois Claudia saiu logo no começo da atração. Será a segunda vez que a Globo programa o humorístico como homenagem. Em setembro de 2021, a emissora exibiu “Sai de Baixo” no mesmo horário após a morte de Luís Gustavo (1934-2021), o intérprete de Vavá. A atração foi idealizada por Daniel Filho e pelo próprio Luís Gustavo, que vivia chefe de uma família disfuncional e síndico de um edifício no Largo do Arouche, na região central de São Paulo. Claudia Jimenez vivia a empregada desbocada Edileuza, que cuidava do apartamento de Vavá e vivia sofrendo com os desmandos de Cassandra (Aracy Balabanian) e Caco Antibes (Miguel Falabella), mas compartilhava as piadas sobre a burrice da esposa dele, Magda (Marisa Orth) e mantinha um jogo de sedução com o zelador Ribamar (Tom Cavalcanti). No entanto, as piadas com o peso de Claudia causaram problemas nos bastidores. Inconformada com o preconceito que sofria por ser gorda e após brigar nos bastidores com os escritores, Claudia foi demitida da atração logo no seu primeiro ano, quando o humorístico estava no auge de popularidade. “Eu acho que o meu grande erro foi tentar modificar as coisas com as quais eu não concordava”, disse a artista em 1997 após a saída. Miguel Falabella a convidou a reprisar na adaptação cinematográfica do programa, intitulada “Sai de Baixo: O Filme”, mas ela desistiu, após o roteiro do filme de 2019 a lembrar de tudo o que passou nos bastidores do programa. Apesar dos problemas com os roteiristas, a atriz manteve bom relacionamento com os colegas da produção. Em 2011, ela participou da novela “Aquele Beijo”, escrita por Falabella, e reprisou a parceria com a série “Sexo e as Negas” em 2014. Além disso, também contracenou com Marisa Orth na novela “Haja Coração”. Em entrevista ao Gshow, as duas relataram como foi o reencontro na telinha. “Essa sequência chegou a me emocionar, porque a gente viveu uma parceria que era muito boa, sabe? Eu adorei fazer essa cena. Já imagino Miguel [Falabella] assistindo e falando: ‘Olha lá as palhaças!’. Eu tô muito feliz”, disse Jimenez. Falabella foi um dos primeiros a fazer uma homenagem à artista na manhã deste sábado. “A nós, resta a saudade e a responsabilidade de manter viva a memória do seu imenso talento! Te amo! Descanse em paz”, ele escreveu no Instagram. Veja abaixo o trailer da sitcom clássica.
Claudia Jimenez teve namoradas famosas e grandes paixões
A atriz e humorista Claudia Jimenez, que faleceu neste sábado (20/8) aos 63 anos, foi sempre muito discreta em sua vida pessoal, mas teve romances agitados. O relacionamento mais duradouro foi com a personal trainer Stella Torreão. Mas esta não foi sua única experiência com mulheres. “A Stella não foi a primeira. Eu já tinha namorado outras. É que são pessoas conhecidas, e não posso falar nomes para não expor. Mas essas eu só namorei”, contou ela para a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, há quatro anos. Claudia morou com a personal até a morte, mesmo após as duas não serem mais um casal. “Costumo dizer que a nossa separação não deu certo. Ela é tão dentro da minha vida, e eu da dela, que a única parte que a gente não vive é a erótica”, afirmou. Na entrevista, uma das poucas em que falou sobre sua vida pessoal, ela também disse que nunca “escondeu” sua sexualidade. “Nunca escondi nada. Não se falava nesse assunto [homossexualidade], mas as minhas namoradas frequentavam a minha casa e a minha mãe as tratava super bem. Tudo normal. Nunca achei que isso fosse um problema, uma diferença. Isso fazia parte de mim”, esclareceu. Mas ela não namorou só mulheres. “Resolvi experimentar. Transei com muito boy magia. Estava vivendo o que eu não vivi na adolescência”, ressaltou, sobre como aproveitou a fama trazida pelos trabalhos na Globo. Depois de dez anos de casamento discreto com Stella Torreão, Claudia foi parar nas revistas de fofoca pelo namoro com um jovem galã de novelas. Entre abril e outubro de 2008, a atriz viveu um caso com o galã Rodrigo Phavanello, seu parceiro na novela “Sete Pecados”, que deu muito o que falar na imprensa – em grande parte devido ao preconceito generalizado contra Claudia. Ela era 18 anos mais velha, nunca foi beleza padrão e ainda tinha fama de lésbica. “Ela sempre se relacionou com mulher, sempre, a vida dela toda. Eu acho que fui o primeiro homem dela. Fui extremamente apaixonado por ela”, afirmou ele em uma entrevista de 2018. “Joguei tudo pra cima, estava fazendo uma novela das sete, vazou pra mídia o relacionamento e a corda estourou do lado mais fraco. E o lado mais fraco era o meu. Ela já era a Claudia Jimenez e eu estava no começo da minha carreira. Sofri preconceito até dentro da minha família. Era uma coisa que ninguém entendia, mas o importante é que fui até o final, foi uma troca incrível que existiu na minha vida e tenho certeza que na dela também”. Ao fim desse relacionamento, Claudia e Stella voltaram a se aproximar. Os dois amores mais conhecidos da vida da atriz postaram homenagens nas redes sociais. “Gorducha, você veio nessa Terra e virou um dos seres humanos mais incríveis que já conheci! Você cumpriu maravilhosamente sua missão trazendo a sua alegria e nos fazendo rir”, escreveu Rodrigo junto de um vídeo com cenas de “Sete Pecados”, em que Claudia vivia uma anja. “Agora sim você virou uma anja”, ele completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rodrigo Phavanello (@rodrigo.phavanello) Stella Torreão se despediu com um recado sobre a parceria delas ao longo da vida. “Hoje não é aniversário dela. Passo aqui só para dizer que ela me alimenta, de todas as maneiras, me protege, me ama, me valoriza e me salva! Acreditem, não sei o que fiz para merecer essa pessoa tão maravilhosa, em minha vida”, ela escreveu sobre uma seleção de fotos. E na legenda completou: “Claudia, amor da minha vida, faria tudo de novo! Você fez muito mais por mim. ‘Cadê nós, meu amor’”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Stella Torreão (@stellatorreao)
Morte de Claudia Jimenez comove artistas: “Comediante referência”
A morte inesperada da atriz Claudia Jimenez gerou comoção entre os colegas artistas. A estrela dos humorísticos “Escolinha do Professor Raimundo” e “Sai de Baixo”, e de muitos filmes e novelas, faleceu na manhã deste sábado (20/8) de insuficiência cardíaca, aos 63 anos. Em publicações nas redes sociais, famosos exaltaram o talento de Cláudia para a comédia, sua paixão pela vida e o bom humor que sempre demonstrava, dentro e fora dos estúdios de gravação. Miguel Falabella, que escreveu novela e série estrelada pela amiga, e atuou ao lado dela no “Sai de Baixo”, foi um dos primeiros a se manifestar, ainda pela manhã. “Fui procurar uma foto para ilustrar essa postagem e me deparei com uma vida. Agora, estou deitado, passando um filme na minha cabeça, tentando me agarrar às tantas gargalhadas que demos, ao prazer de atuar juntos, ao seu único e irreproduzível tempo de comédia. Você estará para sempre usando aquele biquíni selvagem que nos ensolarou a existência, Claudinha. Hoje todas as homenagens são suas e os refletores de todos os teatros do Brasil reluzem para você. Obrigado por ter caminhado a meu lado nesta passagem. Betty Lago e Mercedinha certamente vão recebe-la em festa! A nós, resta a saudade e a responsabilidade de manter viva a memória do seu imenso talento! Te amo! Descanse em paz!”, ele escreveu no Instagram. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal) Tom Cavalcanti, outro colega do “Sai do Baixo”, fez um texto emocionado no Instagram. “Minha amada Claudinha, soube agora da sua partida! É sempre assim a indesejável da morte, chega sem avisar. Estou profundamente triste e aqui parado escrevendo meu texto de despedida com lagrimas nos olhos e com aquela vontade enorme de te ligar, ouvir sua voz, rimos juntos como sempre para ao final vermos que tudo não passou de mais uma pegadinha daquelas que o Ribamar aprontava com a sua eterna Edileuza. Sei que não, por isso falo por aqui!”, começou ele. E então exaltou a parceira. “Você é parte da minha vida em valiosos e inesquecíveis momentos. Nossas vidas se cruzaram para meu orgulho e privilegio e tenho isso como sagrado. Tua luz não se apaga aqui, ela simplesmente se move plena em luminosidade infinita. Gratidão amiga pelo impacto profissional de sucesso que causaste em minha vida e na vida de milhares!”, afirmou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tom Cavalcante (@tomcavalcante) Marisa Orth, também do “Sai de Baixo”, enalteceu a colega, com quem também trabalhou na novela “Haja Coração”. “A melhor comediante de todas. A mais engraçada. Pessoa seríssima, comprometida, jamais imaginariam que dentro daquele espetacular deboche morava uma garota ainda muito sensível e profunda. Claudinha se tornou uma bela amiga, musa da minha vida na comédia (eu sempre tento pensar como aquela frase ficaria na boca dela), e dona do dia em que meu único filho nasceu. ‘Dê limite Marisa!’, dizia ela, sendo nós duas crentes da astrologia. Te Amo Cláudia. Que triste perder você”, escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marisa Orth (@marisaorth) A atriz Maitê Proença lembrou da peça que fizeram juntas. “Sou muito agradecida a quem me faz rir, e você foi insuperável, com seu tempo perfeito, suas frases que não terminavam e deixavam pro ouvinte concluir. Fizemos a peça ‘Na Sauna Juntas’ e foi pra você que contei primeiro que estava grávida da Maria, depois de 10 anos tentando. Vibramos juntas. Claudia… uma menina. Muito fora de hora isso”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maitê Proença (@eumaiteproenca) Tata Werneck reuniu uma série de fotos com Claudia para exaltar a amiga. “Querida amiga, Comediante referência para qualquer pessoa que sonhe em trabalhar com humor. Você é genial. E quando fizemos novela juntas nós tornamos amigas. Você virou uma confidente. Me dava colo. Conselhos. E mostrava seu talento todos os dias. Me apaixonei por você. Viramos sobrinha e tia. Te amo. Grande devota de Santa Terezinha. Mais uma coisa que você me ensinou. Eu te amo demais Claudinha. Obrigada. Um beijo imenso na Stella e em toda sua família”, exaltou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) A atriz Francoise Forton destacou a falta que Jimenez fará no cenário artístico. “Uma gênia do humor: Claudia Jimenez. Uma personalidade forte, uma mega inteligência cênica, talento único. Tudo que ela fazia no palco tinha um olhar diferente, um humor moderno, uma pausa, uma assinatura, uma luz própria. É como se Claudia fosse uma escola de interpretação”, relatou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Françoise Forton (@francoiseforton) O comediante Helio de La Penã agradeceu os risos proporciados. “Uma das maiores comediantes do Brasil agora descansa. Obrigado pelas gargalhadas, Claudia Jimenez”, lamentou. Uma das maiores comediantes do Brasil agora descansa.Obrigado pelas gargalhadas, Claudia Jimenez. pic.twitter.com/dYKtjdKgEj — Helio de La Peña (@lapena) August 20, 2022 O autor de novelas Walcyr Carrasco descreveu o sábado como “um dia muito triste para o humor brasileiro”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Walcyr Carrasco (@walcyrcarrasco) A autora Gloria Perez foi pelo mesmo caminho: “O sábado chegou triste, sem a Claudia”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gloria Perez (@gloriafperez) Fora das redes sociais, o ator Tony Ramos também prestou uma homenagem à amiga, com quem contracenou nas novelas “Torre de Babel” (1998) e “As Filhas da Mãe” (2001). Emocionado, o ator relembrou alguns momentos especiais ao lado da atriz durante a participação no programa “É de Casa”, da Globo. “Quando nos cruzávamos no corredor era uma enorme festa. Sempre que ela encontrava a minha mulher dizia: ‘Linda! Segura esse homem’. Tínhamos papos filosóficos sobre vida, comportamento, projetos teatrais. Era uma querida, a gente conversava e filosofava sobre o teatro, era sempre uma alegria quando nos encontrávamos”, recordou o artista. “O Brasil perde uma grande humorista, mas também uma atriz de profundidade, que não queria fazer rir só pela piada. Isso que é importante”, enfatizou o ator. “Ela vinha dando alguns sustos na gente com a saúde, mas agora foi descansar. Minha querida amiga, descanse em paz. Só posso dizer que estará presente sempre”, concluiu.
Globo revela causa da morte de Claudia Jimenez
Claudia Jimenez morreu pós sofrer uma insuficiência cardíaca. A causa da morte da atriz de 63 anos foi confirmada pela assessoria de imprensa da Globo, emissora na qual a humorista se consagrou, e veiculada no “Jornal Hoje”. Eternizada como intérprete de Dona Cacilda na “Escolinha do Professor Raimundo” e de Edileuza no “Sai de Baixo”, Claudia enfrentou diferentes problemas de saúde desde 1986, quando procurou um médico para curar uma tosse persistente e descobriu que tinha câncer, um tumor maligno no mediastino, atrás do coração. A artista chegou a ser desenganada, mas se curou da doença. Entretanto, as sessões de radioterapia causaram outro problema de saúde. Os médicos acreditam que o tratamento pode ter afetado os tecidos do coração, o que a obrigou a fazer pelo menos três cirurgias nos anos seguintes. Em 1999, ela sofreu um infarto, se submeteu a uma operação e colocou cinco pontes de safena. Em 2012, fez um novo procedimento para a substituição da válvula aórtica. E em 2014 colocou um marca-passo. O último trabalho da atriz nas telas foi na novela “Haja Coração” (2016), como a hilária Lucrécia Abdala. Ela trocou os humorísticos por novelas a partir de “Torre de Babel” (1998), mas continuou divertindo com personagens engraçados nos folhetins. Ela deveria ter trabalhado também em “Deus Salve o Rei” (2018), mas optou por sair do elenco ao ter uma crise de hipertensão durante as gravações. Cláudia faria uma participação especial ao lado da personagem interpretada por Tatá Werneck. Apesar disso, sua performance mais recente continua fresca na memória do público, porque “Haja Coração” foi reprisada na Globo durante a pandemia, entre outubro de 2020 e março de 2021.
Claudia Jimenez, da “Escolinha do Professor Raimundo” e “Sai de Baixo”, morre aos 63 anos
A atriz e humorista Claudia Jimenez morreu no início da manhã deste sábado (20/8), aos 63 anos. A causa da morte não foi informada pela família, mas a artista estava internada no Hospital Samaritano, no Rio. Nos últimos anos, ela passou por uma série de cirurgias cardíacas. Foram cinco pontes de safena no coração em 1999, a substituição de uma válvula aórtica em 2012 e um marca-passo em 2014. Tudo isso depois de ser diagnosticada com um câncer no tórax e fazer radioterapia em 1986. A carioca Cláudia Maria Patitucci Jimenez fez sua estreia como profissional do teatro aos 20 anos, na peça “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque. Na produção de 1978, ela viveu a prostituta Mimi Bibêlo. As primeiras aparições na televisão foram nos anos 1980, quando chegou a Globo para participar do programa “Viva o Gordo”, de Jô Soares, também recentemente falecido. No programa, ela viveu a personagem Pureza. Em 1982, passou a viver a Dona Cacilda no “Chico Anysio Show”, que depois migrou para o spin-off “Escolinha do Professor Raimundo”, de 1990. A personagem imortalizou o bordão “Beijinho, beijinho, pau, pau”, que ironizava a despedida de Xuxa Meneguel. “Foram seis anos de gargalhadas” – assim ela definiu sua participação no programa, numa entrevista de 2014 ao “Fantástico”. Outro personagem marcante foi a Edileuza, empregada doméstica da família do humorístico “Sai de Baixo”, contracenando com Miguel Falabella, Tom Cavalcante, Luís Gustavo, Aracy Balabanian e Marisa Orth. Mas ela ficou no programa apenas nas primeiras temporadas, entre 1996 e 1998, preferindo investir numa nova carreira como atriz de novela. Seu primeiro papel nos folhetins da Globo foi uma participação especial na primeira versão de “Ti-ti-ti”, de 1985. Mas a dedicação só se tornou total a partir da Bina em “Torre de Babel” (1998). Seguiram-se “As Filhas da Mãe” (2001), “Papo de Anjo” (2003), “América” (2005), “Sete Pecados” (2007), “Negócio da China” (2008), “Aquele Beijo” (2012) e, mais recentemente, “Haja Coração” (2016), que foi seu último trabalho nas telas. Ela deveria ter trabalhado também em “Deus Salve o Rei” (2018), mas optou por sair do elenco ao ter uma crise de hipertensão durante as gravações. Cláudia faria uma participação especial ao lado da personagem interpretada por Tatá Werneck. Enquanto trabalhava na Globo, fez ainda oito filmes, incluindo alguns clássicos do cinema brasileiro, como “Gabriela” (1983), de Bruno Barreto, e a versão cinematográfica da “Ópera do Malandro” (1985), de Ruy Guerra, além de “Urubus e Papagaios” (1985), de José Joffily, “A Dança dos Bonecos” (1987), de Helvecio Ratton, “Os Trapalhões no Auto da Compadecida” (1987), de Roberto Farias, “Romance da Empregada” (1988), novamente com Bruno Barreto, “O Corpo” (1991), de José Antonio Garcia, e “Como Ser Solteiro” (1998), de Rosane Svartman. A artista também estrelou séries, como a comédia “Sexo e as Negas” (2014), e foi dubladora, dando a voz para Ellie nos filmes da franquia “A Era do Gelo”. Miguel Falabella, autor da novela “Aquele Beijo”, criador de “Sexo e as Negas” e colega de elenco de “Sai de Baixo”, foi um dos primeiros a prestar homenagem à amiga. “Fui procurar uma foto para ilustrar essa postagem e me deparei com uma vida”, ele escreveu no Instagram, junto de uma foto em que aparece abraçado com a atriz. “Agora, estou deitado, passando um filme na minha cabeça, tentando me agarrar às tantas gargalhadas que demos, ao prazer de atuar juntos, ao seu único e irreproduzível tempo de comédia. Você estará para sempre usando aquele biquíni selvagem que nos ensolarou a existência, Claudinha. Hoje todas as homenagens são suas e os refletores de todos os teatros do Brasil reluzem para você. Obrigado por ter caminhado a meu lado nesta passagem. Betty Lago e Mercedinha certamente vão recebê-la em festa! A nós, resta a saudade e a responsabilidade de manter viva a memória do seu imenso talento! Te amo! Descanse em paz! Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal)












