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    Alec Baldwin é indiciado por homicídio involuntário

    19 de janeiro de 2023 /

    O ator Alec Baldwin precisará responder acusações criminais pelo seu papel na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O anúncio foi feito pela promotora distrital do condado de Santa Fe, Mary Carmack-Altwies, em comunicado nesta quinta-feira (19/1). “Depois de uma análise minuciosa das evidências e das leis do estado do Novo México, determinei que há evidências suficientes para apresentar acusações criminais contra Alec Baldwin e outros membros da equipe de filmagem de ‘Rust’”, disse Carmack-Altwies. “Sob minha supervisão, ninguém está acima da lei e todos merecem justiça.” Além de Baldwin, que também é produtor do filme, a armeira Hannah Gutierrez-Reed também foi indiciada por homicídio involuntário. Além deles, o assistente de direção David Halls assinou um acordo judicial, assumindo culpa pela acusação de uso negligente de uma arma letal. Os termos do seu acordo incluem uma sentença suspensa e seis meses de liberdade condicional. Halyna Hutchins foi baleada em 21 de outubro de 2021, durante o ensaio de uma cena de “Rust”, quando um revólver antigo empunhado por Baldwin disparou. Ele recebeu a arma de Halls, que lhe disse que não continha munição real. Porém, ao disparar a arma, Baldwin matou Hutchins e feriu o diretor Joel Souza. (Nenhuma acusação foi feita em relação ao ferimento do diretor.) Luke Nikas, advogado de Baldwin, disse, em comunicado, que seu cliente “confiou nos profissionais com quem trabalhou, que lhe garantiram que a arma não tinha munição real”. Porém, cinco balas de verdade foram encontradas no set, misturadas com balas de festim. “Esta decisão distorce a trágica morte de Halyna Hutchins e representa um terrível erro judiciário”, disse ele. “O senhor Baldwin não tinha motivos para acreditar que havia uma bala de verdade na arma – ou em qualquer lugar do set de filmagem”. Jason Bowles, advogado de Gutierrez-Reed, também disse as acusações são o “resultado de uma investigação muito falha e uma compreensão imprecisa de todos os fatos”. Já o advogado da família de Hutchins celebrou a decisão. Em comunicado, Brian Panish disse que apoia as acusações e cooperará com a promotoria. “Queremos agradecer ao xerife de Santa Fé e à promotoria pública por concluir sua investigação minuciosa e determinar que as acusações de homicídio involuntário são justificadas pelo assassinato de Halyna Hutchins com desrespeito consciente pela vida humana”, disse ele. “Nossa investigação independente também confirma que as acusações são justificadas.” Baldwin e Gutierrez-Reed serão “acusados alternativamente” por duas acusações de homicídio culposo. Isso significa que, se um júri considerar qualquer um deles culpado, também determinará sob qual definição de homicídio involuntário eles são culpados, de acordo com o anúncio da promotoria. Para que o homicídio involuntário seja provado, deve haver prova de negligência. De acordo com a lei do Novo México, homicídio involuntário é um crime de quarto grau e é punível com até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil. Isso inclui a acusação de uso negligente de uma arma de fogo. “Se qualquer uma dessas três pessoas – Alec Baldwin, Hannah Gutierrez-Reed ou David Halls – tivesse feito seu trabalho, Halyna Hutchins estaria viva hoje. É simples assim”, disse a promotora especial Andrea Reeb. “As evidências mostram claramente um padrão de desrespeito criminoso pela segurança no set de filmagem de ‘Rust’. No Novo México, não há espaço para sets de filmagem que não levem a sério o compromisso de nosso estado com a segurança de armas e a segurança pública”. O escritório da promotoria entrará com acusações no Primeiro Tribunal Distrital Judicial do Novo México antes do final do mês. Uma audiência preliminar será marcada em até 60 dias a partir da apresentação das acusações. O anúncio observa que as restrições da pandemia mudaram os protocolos e, durante a audiência, um juiz assumirá o papel do júri. Ele ouvirá a promotoria apresentar seu caso e vai decidir sozinho “se há causa provável para avançar com um julgamento”. Desde o acidente, Baldwin afirma que não puxou o gatilho. Porém, um relatório forense do FBI determinou que a arma não poderia ter sido disparada sem que o gatilho fosse puxado. Ainda não está claro como as balas de verdade chegaram ao set. “Alguém é responsável … mas sei que não sou eu”, disse Baldwin à ABC News em em dezembro de 2021. Em novembro do ano passado, o ator processou vários membros da equipe, incluindo Gutierrez-Reed, Zachry, Halls e Kenney, acusando-os de negligência por dar a ele uma arma de fogo carregada. “Essa tragédia aconteceu porque balas reais foram entregues no set e carregadas na arma”, afirmou a queixa dele. Em dezembro, Halls rebateu Baldwin e outros membros da equipe, argumentando que foi a “negligência ativa e primária” do ator que causou o tiroteio fatal. A produtora Rust Movie Productions não recebeu nenhuma acusação, apesar de estar envolvida em diversas questões envolvendo a segurança durante as filmagens. A empresa supostamente violou as normas da indústria relacionadas ao uso de armas, cortando custos com o intuito de diminuir o orçamento do filme. Em abril de 2022, o Departamento de Saúde e Segurança Ocupacional do Departamento de Meio Ambiente do Novo México emitiu a multa máxima permitida pela lei estadual, no valor de US$ 136.793, por inúmeras violações de protocolos de segurança no set de “Rust”, incluindo o uso de munição real e falha no treinamento da equipe em como manusear armas de fogo. Um relatório da agência revelou que houve dois incidentes anteriores em que armas de fogo foram disparadas acidentalmente. A primeira falha aconteceu em 16 de outubro de 2021, menos de uma semana antes do tiroteio fatal. Na ocasião, Zachry disparou um tiro de festim quando terminava de carregar um revólver calibre 0,45 apontado para o chão. O segundo caso envolveu o dublê de Baldwin, que disse que a arma “simplesmente disparou”. Ao contestar a multa, a Rust Movie Productions argumentou que não é culpada pelas filmagens no set porque não era uma empregadora na produção e contava com contratados independentes para supervisionar a segurança das armas – ou seja, Gutierrez-Reed. A produtora disse que a armeira era a única trabalhadora “responsável de forma singular por todas as tarefas associadas ao uso de armas de fogo e munições”, incluindo responsabilidades relacionadas com “garantir que a proibição expressa da RMP sobre a presença de munições reais fosse rigorosamente cumprida, garantindo que apenas balas de festim fossem usados quando solicitados pelo roteiro, e que apenas balas falsas fossem usadas”. Por isso, Gutierrez-Reed foi o foco central da investigação criminal. Filha de Thell Reed, um antigo armeiro de Hollywood, ela era responsável por supervisionar todas as armas e servia como assistente de adereços do filme, desempenhando uma função dupla. Esta era apenas a segunda vez que ela havia sido contratada como armeira-chefe em um filme. O fornecedor de munições Seth Kenney, o chefe de adereços Sarah Zachry e o assistente de direção David Halls, que era o coordenador de segurança no set e manuseou a arma antes de entregá-la a Baldwin, também fazem parte da lista de investigação da promotoria. A Rust Movie Production está se distanciando de todos esses indivíduos. Desde a tragédia, os produtores afirmam que não foram os responsáveis pela supervisão da produção, argumentando que simplesmente financiaram o filme. Além do processo criminal, Baldwin ainda enfrenta acusações de agressão, imposição intencional de sofrimento emocional e negligência em outra ação movida pela continuísta Mamie Mitchell. O juiz do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, Michael Whitaker, concluiu em novembro de 2022 que houve “conduta extrema e ultrajante por parte de Baldwin”, que “inesperadamente engatilhou e disparou uma arma carregada”, apesar de estar ciente de uma cultura de segurança desastrosa no set de “Rust”. A advogada da continuísta celebrou a decisão da Justiça do Novo México. “Acreditamos que esta decisão é importante para todos os trabalhadores do cinema que merecem proteção ao realizar seu trabalho e prova que mesmo as estrelas de cinema não estão acima da lei e devem responder por suas ações”, disse Gloria Allred, em comunicado. As filmagens de “Rust” haviam sido retomadas em janeiro, fora do Novo México, com marido de Hutchins assumindo a função de produtor executivo após um acordo com a produção do filme. Porém, os trabalhos foram suspensos novamente diante da nova decisão no caso.

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    Bruce Gowers, diretor do clipe de “Bohemian Rhapsody”, morre aos 82 anos

    18 de janeiro de 2023 /

    O diretor Bruce Gowers, que assinou o visionário clipe “Bohemian Rhapsody”, do Queen, e nove temporadas do reality show “American Idol”, morreu no último domingo (15/1) de complicações de uma infecção respiratória aguda. Ele tinha 82 anos. Especialista em eventos ao vivo e especiais de TV, Gowers também dirigiu e/ou produziu as premiações do Emmys, da Billboard Music Awards, do MTV’s Music Video and Movie Awards, do ESPYs, do People’s Choice Awards e muitas outras. Gowers nasceu em 21 de dezembro de 1940, em New Kilbride, na Escócia, onde seus pais trabalharam durante a 2ª Guerra Mundial. Ele frequentou o BBC Training College e começou sua carreira na BBC, onde trabalhou como técnico antes de conseguir cargos de produção e direção de programas. Ele se mudou os Estados Unidos nos anos 1970 e conheceu sua futura esposa, Carol Rosensteinna, durante uma gravação do vídeo musical de “Tonight’s the Night” de Rod Stewart. Ele também fez clipes para Elton John, The Pretenders, Santana, Van Halen, REO Speedwagon, Christopher Cross, Genesis e Fleetwood Mac durante sua carreira. Porém, o grande marco de sua carreira foi o clipe de “Bohemian Rhapsody” do Queen, filmado no Elstree Studios, em Londres, em novembro de 1975. O pequeno vídeo de Gowers foi o primeiro clipe exibido no popular programa musical “Top of the Pops”, da BBB, que até então mostrava apenas artistas fazendo playbacks no estúdio. A repercussão causada por seu visual ajudou a banda de Freddie Mercury a alcançar o estrelato e influenciou todos os grandes artistas a produzirem vídeos para acompanhar suas músicas. Essa iniciativa acabou gerando clipes suficientes para o lançamento, seis anos depois, de um canal especializado em sua exibição: a MTV. “Mudou a forma como a música era percebida; todo mundo estava fazendo vídeos e as bandas estavam vendo suas vendas e posições nas paradas aumentarem se seus vídeos fossem bons”, lembrou o diretor ao Daily Mail em 2018. “A única coisa que me incomoda é que eles usam meu vídeo há 40 anos e nunca me pagaram um centavo ou agradeceram.” Gowers contou que ganhou apenas US$ 590 pelo trabalho, feito sob encomenda da gravadora EMI. Ainda assim, o clipe o posicionou como um dos principais diretores do gêneros e abriu diversas portas para ele, que também dirigiu vídeos famosos de Michael Jackson (“Rock With You”), Prince (“1999”), John Mellencamp (“Jack and Diane”), The Rolling Stones (“Fool to Cry”), Rush (“Limelight,” “Tom Sawyer”), Ambrosia (“How Much I Feel”), 10cc (“I’m Not in Love”), Bee Gees (“How Deep Is Your Love”), Supertramp (“Goodbye Stranger”), Chaka Kahn (“I’m Every Woman”), Peaches and Herb (“Reunited”), Journey (“Lovin’, Touchin’, Squeezin’”) e The Tubes (“Prime Time”). Em 1986, ele venceu um Grammy por seu trabalho pelo clipe “Heart of Rock and Roll”, de Huey Lewis and the News. Oito anos depois, ele recebeu um prêmio DGA por dirigir o especial “Genius: A Night for Ray Charles”. Com esse cartão de visitas, Gowers comandou um total de 234 episódios de “American Idol” de 2002 até 2011, trabalho que lhe rendeu um Emmy de Melhor Direção para Série de Variedades, Música ou Comédia, em 2009. Além disso, ele também dirigiu especiais de comédia de Richard Lewis, Jerry Seinfeld, Robin Williams, Billy Crystal, Eddie Murphy e Paula Poundstone e especiais de música de Justin Timberlake e Britney Spears. Em comunicado, sua família disse que Gowers “sempre trouxe entusiasmo, energia, paixão e alegria ilimitados ao seu trabalho. Ele amava e era amado pelas equipes com quem trabalhava e era conhecido em toda parte por sua generosidade como colega, constantemente incentivando e promovendo as pessoas talentosas da sua equipe”. Relembre abaixo o principal trabalho de Bruce Gowers.

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    Gina Lollobrigida, lenda do cinema italiano, morre aos 95 anos

    16 de janeiro de 2023 /

    Gina Lollobrigida, lenda do cinema italiano e um dos maiores símbolo sexuais das telas em todos os tempos, morreu nessa segunda-feira (16/1) em uma clínica em Roma, aos 95 anos. Entre seus muitos papéis em filmes italianos e americanos, Lollobrigida ficou conhecida por interpretar a esposa de Humphrey Bogart em “O Diabo Riu por Último” (1953) e por viver sedutoras icônicas, como a cigana Esmeralda em “O Corcunda de Notre Dame” (1956) e a tentadora Rainha de Sabá no épico “Salomão e a Rainha de Sabá” (1959). Referindo-se à beleza de Gina Lollobrigida, Bogart chegou a dizer que “ela faz Marilyn Monroe parecer Shirley Temple”. Luigina “Gina” Lollobrigida nasceu em 4 de julho de 1927, em Subiaco, uma pequena cidade a pouco mais de 100 quilômetros de Roma. Ela passou grande parte de sua infância e adolescência sofrendo com as privações causadas pela 2ª Guerra Mundial e seus frequentes bombardeios. Em certo momento, a casa da sua família foi destruída durante o conflito. Dona de uma carreira longeva, com mais de 60 filmes, Lollobrigida a princípio não queria atuar. Ela estudou escultura e desenho na Accademia di Belle Arti de Roma. O trabalho no cinema começou como figurante, para ajudar a pagar seus estudos e o sustento da família. Porém, não demorou até que chamasse a atenção dos produtores. Depois de uma participação em “O Segredo de Don Juan” (1947), recebeu o convite para seu primeiro papel principal. Sem querer levar a carreira de atriz a sério, ela exigiu um milhão de liras, esperando que os produtores desistissem. Mas eles aceitaram e ela acabou se tornando a personificação do glamour italiano no período pós-guerra. Ao participar da comédia “Miss Italia” (1950), Lollobrigida foi notada pelo magnata americano Howard Hughes, que tinha o hábito de contratar mulheres bonitas para seus filmes. Lollobrigida recebeu aulas de inglês e uma residência em um hotel de Hughes em Los Angeles. Porém, os luxos oferecidos pelo magnata não a impressionaram e, depois de dois meses resistindo a seus avanços, ela voltou para a Itália e se recusou a fazer filmes com ele. Ela foi uma das poucas em Hollywood a resistir aos caprichos do bilionário. Não só isso, mas Lollobrigida lutou continuamente contra o assédio masculino no cinema, dizendo ao público no TCM Classic Film Festival, em 2016, que “as mulheres não têm uma vida fácil porque os homens sempre tentam comandar as situações, mesmo na arte”. De volta à Europa, Lollobrigida estrelou a comédia romântica “Pão, Amor e Fantasia” (1953), em que dividiu a tela com Vittorio De Sica (diretor de “Ladrões de Bicicletas”). O papel lhe rendeu uma indicação ao BAFTA e um prêmio Nastro d’Argento, iniciando seu reconhecimento entre a crítica internacional. O filme foi um enorme sucesso e acabou rendendo sequência, “Pão, Amor e Ciúme”, lançada no ano seguinte. E na sequência ela estrelou a obra que lhe rendeu uma de suas definições na mídia: “A Mulher Mais Bonita do Mundo”. Ela também passou a ser conhecida como La Lollo. Por isso, quando retornou a Hollywood em 1956, Lollobrigida chegou em outros termos. “A certa altura, eu tinha em meu contrato, além de 10% do valor bruto, o direito a aprovação de minha co-estrela, do diretor e do roteiro”, disse ela à Vanity Fair. Seu primeiro grande papel em inglês foi “O Diabo Riu por Último” (1953), filmado por John Huston em locações na Itália. Mas sua chegada aos EUA só aconteceu em “Trapézio” (1956), um filme de circo de Carol Reed. em que interpretou Lola, uma artista envolvida num triângulo amoroso com Burt Lancaster e Tony Curtis. O filme apresentou um alto grau de realismo ao fazer com que os atores executassem a maioria de suas próprias acrobacias. Lollobrigida precisou treinar por seis meses no trapézio em sua casa para se preparar. Ela não ficou em Hollywood esperando para ver se o filme faria sucesso. Voltou à Europa para estrelar uma das produções mais conhecidas de sua carreira, “O Corcunda de Notre Dame” (1956), em que interpretou a bela cigana Esmeralda, por quem o corcunda deformado Quasimodo, vivido por Anthony Quinn, se apaixona perdidamente. A partir daí, viveu o jet set de forma intensa, alternando-se entre Hollywood, Cinecittà e até os cinemas francês e britânico. Trabalhando com grandes cineastas e atores, a atriz estrelou “Quando Explodem as Paixões” (1959), dirigido por John Sturges, “Salomão e a Rainha de Sabá”, de King Vidor, e “Quando Setembro Vier” (1961), comandado por Robert Mulligan. Sua beleza continuou a ser decantada em títulos como “A Beleza de Hipólita” (1962) e “Vênus Imperial” (1962). E tampouco lhe faltaram papéis de femme fatale, com destaque para a personagem-título de “Mulher de Palha” (1964), em que contracenou com Sean Connery. Ela também foi a “Amante à Italiana” para o diretor francês Jean Delannoy e formou uma curiosa parceria com Rock Hudson num par de comédias românticas americanas, “Quando Setembro Vier” e “Amor à Italiana” (1965). Foram vários papéis de mulher sexy e sedutora, que tiveram seu auge em “Noites de Amor, Dias de Confusão” (1968), uma comédia americana dirigida por Melvin Frank, em que fazia três homens diferentes acreditarem que eram o pai da sua filha adolescente. A trama inspirou nada menos que o musical “Mamma Mia!” e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro. Lollobrigida costumava interpretar mulheres manipuladoras e sexualmente experientes, tirando vantagem de seus atributos físicos. No entanto, ela era uma atriz talentosa, capaz de transitar entre drama e comédia com extrema facilidade, o que lhe rendeu vários prêmios internacionais. Depois de um último papel sexy em 1972, na comédia picante “O Rei, a Rainha e…”, de Jerzy Skolimowski, ela deu início a um grande hiato cinematográfico, dedicando-se à séries e minisséries televisivas. Chegou a aparecer até em cinco episódios do novelão americano “Falcon Crest” em 1984, ocasião em que recebeu outra indicação ao Globo de Ouro. A atriz só voltou ao cinema em 1995, com “As Cento e uma Noites”, de Agnes Varda, e fez apenas mais duas aparições, despedindo-se no papel de si mesma na comédia italiana “Box Office 3D” em 2011. Embora ainda aparecesse em alguns filmes, ela já tinha desistido de atuar no final dos anos 1980, preferindo se dedicar à fotografia, pintura e escultura. Ao longo da carreira de atriz, Lollobrigida nunca abandonou o sonho de voltar às artes plásticas, e aproveitou bem seu tempo nos sets para aprender fotografia. No final dos anos 1960, ela já era considerada uma fotojornalista talentosa, e usou seu status de celebridade para retratar diversos outros famosos, como Paul Newman, Salvador Dali, Audrey Hepburn, Ella Fitzgerald e Henry Kissinger – uma coleção do suas fotos foi lançada como livro em 1973, com o título de “Italia Mia”. O mais interessante dessa sua carreira paralela é que ela lhe rendeu uma entrevista exclusiva com Fidel Castro em 1972. Esse encontro foi registrado no curta-metragem “Ritratto di Fidel”, que ela escreveu, produziu e dirigiu. A estrela também fez várias exibições de arte e fotografia na Europa, e teve seu trabalho enaltecido com a medalha da Legião de Honra como “artiste de valeur” da França em 1992. Ela ainda foi uma dedicada humanitária e ativista que, em 2013, vendeu sua coleção de diamantes e joias, e doou US$ 4,9 milhões para pesquisas com células-tronco. Entusiasmada com a defesa de várias causas, chegou a concorrer a uma vaga no Parlamento Europeu em 1999, mas perdeu. Em seus últimos anos, porém, foi atormentada por escândalos envolvendo seus relacionamentos com homens mais jovens e as tentativas de seu filho de se tornar seu administrador legal. A atriz acusou o ex-namorado Javier Rigau y Rafols, 34 anos mais novo que ela, de fraude por alegar que eles eram legalmente casados. As preocupações de seu filho a respeito da influência indevida de homens mais jovens em sua vida o levou a buscar intervenção legal, mas o pedido foi negado em julho de 2014. Na época, Lollobrigida viu a ação legal do filho como traição e tentativa de assumir o controle de sua fortuna, avaliada em US$ 50 milhões. A morte de La Lollo acabou enterrando várias disputas, inclusive com sua maior rival no cinema, Sofia Loren, com quem disputava o título de rainha da Cinnecità. “Estou muito chocada e profundamente triste”, disse Loren sobre o falecimento da Lollobrigida, acrescentando que ficou muda e “incrédula” diante do fato. Na verdade, elas se odiavam. Gina chegou a comentar, em certa ocasião, que a suposta rivalidade havia sido fabricada por assessores de Sophia Loren para impulsionar a carreira dela, e que nunca houve comparação possível entre as duas. “Fiz sucesso graças apenas a mim, sem o auxílio de qualquer produtor. Fiz tudo sozinha”, ressaltou, fazendo referência ao fato de que Loren era casada com um produtor cinematográfico, o italiano Carlo Ponti. “Nunca houve rivalidade com ninguém. Eu que era a número 1”, completou, desafiadora como sempre foi na vida.

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    Lisa Marie Presley, única filha de Elvis, morre aos 54 anos

    13 de janeiro de 2023 /

    A cantora Lisa Marie Presley morreu na noite de quinta-feira (12/1), aos 54 anos, após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, na região de Calabasas, na Califórnia (EUA) Ela chegou a ser reanimada pelos paramédicos antes de chegar ao hospital. No entanto, o estado era gravíssimo e ela não resistiu. Sua morte foi divulgada pela família horas depois da internação.  “Com o coração pesado que eu divulgo essa notícia devastadora: minha linda filha Lisa Marie nos deixou”, disse a ex-mulher de Elvis e mãe de Lisa, Priscila Presley, em nota à imprensa. “Ela era a mulher mais apaixonada e forte que eu já conheci. Nós pedimos privacidade enquanto temos lidar com essa profunda perda. Muito obrigada por todo amor e orações. E, por enquanto, não haverá mais comentários”, concluiu.  Ela nasceu em Memphis em 1º de fevereiro de 1968, como filha única de Elvis e Priscilla. Seus pais se divorciaram quando ela tinha 4 anos, e ela se mudou para Los Angeles para morar com sua mãe, embora visitasse regularmente seu pai em sua cidade natal. Estas lembranças fizeram parte da letra de “Lights Out”, uma de suas músicas mais conhecidas. “Eu chorava toda vez que te deixava, e depois não queria te ver. (…) Ainda mantenho meu relógio duas horas atrasado.” Ela tinha 9 anos quando Elvis morreu aos 42 anos em 16 de agosto de 1977. E com a morte do avô e da bisavó, tornou-se sua única herdeira sobrevivente ao completar 25 anos – Priscilla não herdou bens, por estar divorciada do cantor. Lisa Marie vendeu boa parte do espólio do pai, menos a mansão de Graceland, onde vivia. Um dia antes de sua morte, ela compareceu com sua mãe ao Globo de Ouro para torcer por Austin Butler, que ganhou o prêmio de Melhor Ator por interpretar seu pai no filme “Elvis”, dirigido por Baz Luhrmann. Ela disse ter adorado o filme e se impressionado com o desempenho de Butler. Seguindo os passos do pai famoso, a carreira profissional de Lisa Marie foi voltada para a música. Ela lançou três álbuns, “To Whom It May Concern” em 2003, “Now What” de 2005 e “Storm & Grace” de 2012. Apenas o primeiro virou disco de ouro. Ela foi casado quatro vezes, inclusive com algumas celebridades como o cantor Michael Jackson e o ator Nicolas Cage, e foi mãe de quatro filhos. Mas apenas três ainda estão vivos, entre eles a atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”). Um dos netos de Elvis, Benjamin, se matou com um tiro em julho de 2020.

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    Dorothy Tristan, atriz de “Klute” e “Espantalho”, morre aos 88 anos

    12 de janeiro de 2023 /

    A atriz Dorothy Tristan, conhecida por seus papéis em filmes clássicos como “Klute, O Passado Condena” (1971) e “Espantalho” (1973), morreu no último domingo (8/1), aos 88 anos. O falecimento foi anunciado pelo seu marido, o cineasta John D. Hancock (“A Última Batalha de um Jogador”). A atriz já vinha batalhando há mais de 10 anos com o Mal de Alzheimer. Nascida em 9 de maio de 1934 e criada em Manhattan, Tristan começou sua carreira como modelo, viajando pela Europa e aparecendo em capas de revistas conceituadas como Life e Vogue. Sua estreia no cinema aconteceu em “End of the Road” (1970), filme proibido para menores, por causa das cenas sexuais, em que interpretou o interesse amoroso do personagem de Stacy Keach (“O Legado Bourne”). No ano seguinte, interpretou uma prostituta viciada ao lado de Jane Fonda (“A Sogra”) em “Klute, O Passado Condena” (1971), e contracenou com Gene Hackman (“O Júri”) e Al Pacino (“Hunters”) em “Espantalho” (1973). Durante a década de 1970, Tristan apareceu nos filmes “O Vidente Misterioso” (1974), “A Place Without Parents” (1974), “O Pirata Escarlate” (1976), “Terror na Montanha Russa” (1977) – lançado com som especial para dar ao público a impressão de estar no passeio apavorante – e “Sonhos de Verão” (1979), sua primeira parceria com o marido John D. Hancock. Nessa época, a atriz também fez participações em séries de sucesso, como “Gunsmock” (em 1974), “Kojack” (1974), “O Incrível Hulk” (1977) e “Os Waltons” (1979), entre outras. Em 1986, Dorothy Tristan participou da bem-sucedida comédia “Um Vagabundo na Alta Roda”, dirigida por Paul Mazursky (“Uma Mulher Descasada”), mas em seguida entrou em um hiato de quase 30 anos nas telas. Mas não largou o cinema. Ela apenas trocou de lugar e passou para trás das câmeras, escrevendo alguns filmes que seu marido dirigiu, como “Por Trás da Porta Fechada” (1987), “Céu em Chamas” (1988), “A Piece of Eden” (2000) e “Suspended Animation” (2001). Ela só voltou a atuar em 2015, no drama “The Looking Glass”, escrito e estrelado por ela, e também dirigido por Hancock. No filme, ela interpreta uma mulher que precisa cuidar da sua neta adolescente ao mesmo tempo que seus sintomas de demência começam a se manifestar. Na ocasião, Dorothy já estava debilitada por conta da doença, e tinha dificuldades de memorizar suas falas. Por conta disso, muitos dos seus diálogos foram improvisados. E, nas situações em que isso não era possível, foram usados cartões para que ela pudesse ler suas falas. Depois disso, ela ainda fez uma última aparição no cinema, no drama “The Girls of Summer” (2020), também dirigido pelo marido.

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  • Música

    Jeff Beck, lenda do rock, morre aos 78 anos

    11 de janeiro de 2023 /

    Jeff Beck, um dos maiores guitarristas de todos os tempos, morreu na quarta (10/1), aos 78 anos de idade, após contrair uma meningite bacteriana. Ele começou a carreira tocando em bandas obscuras do Reino Unido e como músico de estúdio, e se tornou conhecido ao ser convidado a substituir Eric Clapton na banda inglesa de rock The Yardbirds em 1965. Uma das bandas mais influentes da cena mod, Yardbirds deve muito à forma como Jeff Beck distorceu seu som. Se com Clapton os músicos tocavam um blues britânico na linha dos Rolling Stones, a partir do novo guitarrista adotaram uma linha mais barulhenta e acelerada, superando The Who na genealogia do surgimento do rock de garagem, punk e heavy metal. Não por acaso, a próxima banda do outro guitarrista do grupo, Jimmy Page, foi o Led Zeppelin. Os Yardbirds ganharam proeminência mundial quando foram filmados pelo cineasta Michelangelo Antonioni no filme “Blow Up” (1966), numa cena que mostrava Jeff Beck destruindo sua guitarra. Não era algo que ele costumava fazer, o que o deixou incomodado por pedirem que imitasse Pete Townshend, do The Who. Em 1967, ele formou sua própria banda, o Jeff Beck Group, que incluía o vocalista Rod Stewart e o guitarrista e baixista Ron Wood, futuro Rolling Stone. Mas esse projeto ruiu quando sofreu um acidente de carro em 1969, que deixou sua carreira em hiato até 1971, quando ressurgiu com um novo Jeff Beck Group. Paralelamente, formou também o supergrupo Beck, Bogert & Appice em 1973, juntando-se a dois ex-membros do Vanilla Fudge, Carmine Appice e Tim Bogert. Mas a ênfase de sua carreira dali pra frente foram os trabalhos solos, com destaque para o álbum “Blow by Blow” de 1975, com produção do colaborador dos Beatles George Martin, e “Wired” de 1977, ambos disco de platina. Sete de seus álbuns também alcançaram o status de disco de ouro. Além disso, ele ganhou oito Grammys e ficou em 5º lugar numa lista dos “100 Melhores Guitarristas” da revista Rolling Stone. Embora desfrutasse de uma carreira solo prestigiada, Jeff Beck continuou a ser um colaborador muito procurado. Ele tocou com alguns dos astros mais famosos do pop/rock, incluindo Stevie Wonder, Tina Turner, Mick Jagger, Roger Waters e até Jon Bon Jovi, tanto em shows quanto em discos de sucesso. Seu trabalho mais recente foi o álbum “18”, um projeto em parceria com o ator e músico Johnny Depp. Foi lançado em julho de 2022 com vários covers e duas músicas originais, e levou os dois a excursionarem pelo Reino Unido, no que agora será lembrado como a turnê de despedida da lenda do rock. Lembre abaixo a performance clássica dos Yardbirds no filme “Blow Up”.

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    Adam Rich, ex-ator mirim de “Oito É Demais”, morre aos 54 anos

    9 de janeiro de 2023 /

    Adam Rich, ex-ator mirim conhecido pelo papel de Nicholas Bradford na série clássica “Oito É Demais”, morreu no sábado (7/1) na sua casa em Los Angeles. Ele tinha 54 anos. Além do papel “Oito É Demais”, Rich também é conhecido por ter emprestado a voz ao personagem Presto, o Mágico, na série animada “Caverna do Dragão”, reexibida à exaustão na TV brasileira. Rich nasceu em 12 de outubro de 1968, em Brooklyn, Nova York, e começou sua carreira em meados dos anos 1970, fazendo participações na série “O Homem de Seis Milhões de Dólares” (em 1976) e no telefilme “The City” (1977). Em 1977, com nove anos, foi escalado em “Oito É Demais”, sobre uma família de oito filhos. Ao longo de cinco temporadas, a série abordou dramas familiares como a morte de um dos pais, um novo casamento e as tensões entre irmãos. O ator interpretou Nicholas Bradford, o filho mais novo, conhecido pelo seu corte de cabelo estilo pajem. Ao todo, Rich apareceu em 112 episódios da série, além de dois especiais. Ele também participou de atrações como “O Barco do Amor” (em 1979), “Ilha da Fantasia” (1978-1981), “CHiPs” (1979-1982), e no filme “Max Devlin e o Diabo” (1981). Depois disso, voltou a ter um papel recorrente na TV na série “Code Red”, com participação em 18 episódios (exibidos entre 1981 e 1982), e dublou os 27 episódios de “Caverna do Dragão” (1983-1985). Mas a carreira estagnou e depois de aparecer em “S.O.S. Malibu” (1993) só foi voltar a aparecer nas telas no filme “Dickie Roberts, o Pestinha Cresceu” (2003), comédia com participação de vários ex-atores mirins. O fim de sua carreira foi precipitado pelo vício. Em 1991, Rich foi preso sob suspeita de roubar uma farmácia da Califórnia. Na ocasião, o ator Dick Van Patten, que interpretou o pai de Rich em “Oito É Demais”, o tirou da prisão sob fiança, segundo informou o jornal The Orlando Sentinel. Danny Deraney, publicitário de Rich, confirmou sua morte e o descreveu descreveu como “gentil, generoso e um guerreiro na luta contra a doença mental”. “Ele era altruísta e sempre cuidava daqueles com quem se importava. É por isso que muitas pessoas que cresceram com ele sentem que parte de sua infância se foi e estão tristes hoje”, acrescentou Deraney. “Ele realmente era o irmão mais novo da América.”

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  • Música

    Atriz e cantora Cindy Mendes, de “Antônia”, morre aos 38 anos

    9 de janeiro de 2023 /

    A atriz Cindy Mendes, que ficou conhecida por seu papel no filme e série “Antônia” (2006), faleceu aos 38 anos no domingo (8/1), na cidade de São Paulo. A artista não resistiu após complicações de uma pneumonia. As ex-colegas de elenco Leilah Moreno (“Pico da Neblina”), Negra Li (“As Minas do Rap”) e Quelynah, prestaram homenagens à amiga pelas redes sociais. Numa publicação no Instagram, Leilah lamentou a morte precoce de Cindy. “O coração está apertado em dar esta notícia! Obrigada por ter feito parte de um projeto tão importante que representou meninas do Brasil todo”, começou. “Sua rima, sua voz, sua interpretação estão eternizadas no cinema e em nosso coração. Esteja certa que cumpriu seu tempo na terra e fez muita gente feliz! Sim, você brilhou muito como uma diva! Diva incompreendida e ‘pouco reconhecida’ como você mesma dizia.” Leilah acrescentou que Cindy ainda pode vir a receber o devido reconhecimento. “Talvez um dia todos ouçam sua arte e conheçam seu valor! Todo meu amor e força a família. Meus sentimentos a todos os fãs e amigos! Seguimos aqui com amor e saudades”, concluiu. Já a cantora Quelynah declarou que não tem palavras para se despedir da atriz. “Não sei o que dizer, mas sei o que sinto!”, escreveu na rede social. “Eu só preciso dizer obrigada, irmã. Fizemos sim história, viu? E você foi parte disso. Obrigada pelo seu talento. Você é de muita luz, sim! Agora vai brilhar no céu. Minha linda irmã. Você é e será sempre uma Antônia! Te amo!”, disse. A cantora Negra Li, por sua vez, declarou estado de “Luto” nos Stories do Instagram. O aclamado rapper Emicida também lamentou a morte da artista. “Notícia triste demais”, comentou. “Uma estrela brilhou na terra, nos palcos, nas telas e agora foi brilhar no céu”, escreveu a diretora Tata Amaral, responsável por “Antônia”, nos stories. Cindy Mendes começou a carreira de modelo e atriz no teatro Macunaíma aos 7 anos de idade. Formada pelo teatro paulista, ela atuou em inúmeras montagens musicais, como “O Mágico de Oz”, “All That Jazz”, “Black Cat”, entre outros. A atriz ganhou destaque quando a Globo colocou no ar “Antônia”, que mostrava a jornada de quatro mulheres que tentavam se tornar cantoras. Elas retratavam moradoras da Vila Brasilândia, localizada na periferia da Zona Norte paulistana. “Há muita coisa parecida na vida da personagem Lena e na minha vida. Além de também começar na igreja, eu já trabalhei nos semáforos antes de cantar profissionalmente. Uma das maiores dificuldades era conciliar o trabalho com os ensaios”, disse Cindy à Folha de São Paulo, na época do lançamento. Em 2006, Cindy lançou seu primeiro álbum solo “Cindy – Grite Alto” a convite da gravadora Universal Music. Na época, o disco foi considerado um dos melhores álbuns de hip-hop brasileiro pela crítica. Ao longo de sua carreira, Cindy participou de premiações como Troféu Raça Negra ao lado da cantora consagrada Sandra de Sá. Ela também esteve presente em grandes eventos como no Festival de Cinema de Berlim e no Festival de Cinema de Paulínia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por L E I L A H (@leilahmoreno) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Quelynah (@quelynah)

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  • Etc

    Carreira de Pelé é celebrada em homenagens de políticos, atletas e artistas

    29 de dezembro de 2022 /

    A notícia da morte do jogador Pelé foi recebida com tristeza em todo mundo. Inúmeras pessoas e veículos de comunicação fizeram homenagens ao ex-jogador, destacando o seu talento e a sua importância para a história do futebol. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros a se manifestar. “Eu tive o privilégio que os brasileiros mais jovens não tiveram: eu vi o Pelé jogar, ao vivo, no Pacaembu e Morumbi. Jogar, não. Eu vi o Pelé dar show. Porque quando pegava na bola ele sempre fazia algo especial, que muitas vezes acabava em gol”, contou Lula no Instagram. “Confesso que tinha raiva do Pelé, porque ele sempre massacrava o meu Corinthians. Mas, antes de tudo, eu o admirava. E a raiva logo deu lugar à paixão de vê-lo jogar com a camisa 10 da Seleção Brasileira.” Ele continuou dizendo que “poucos brasileiros levaram o nome do nosso país tão longe feito ele. Por mais diferente do português que fosse o idioma, os estrangeiros dos quatros cantos do planeta logo davam um jeito de pronunciar a palavra mágica: ‘Pelé’. Pelé nos deixou hoje. Foi fazer tabelinha no céu com Coutinho, seu grande parceiro no Santos. Tem agora a companhia de tantos craques eternos: Didi, Garrincha, Nilton Santos, Sócrates, Maradona… Deixou uma certeza: nunca houve um camisa 10 como ele. Obrigado, Pelé.” O ex-presidente dos EUA Barack Obama também se manifestou, publicando uma foto em que aparece ao lado do Rei do Futebol, com a legenda: “Pelé foi um dos maiores que já jogou o belo jogo. E como um dos atletas mais reconhecidos do mundo, ele entendeu o poder do esporte para unir as pessoas. Nossos pensamentos estão com sua família e todos que o amavam e admiravam.” Os craques atuais do futebol mundial sucederam-se em reverências. O argentino Leonel Messi foi o mais econômico, dizendo apenas “descanse em paz” ao lado de um carrossel de imagens em que aparece com o mestre, enquanto o francês Kylian Mbappé acrescentou que “o Rei do Futebol nos deixou seu legado, que nunca vai ser esquecido”, também de uma imagem em que está juntinho de Pelé. Já o português Cristiano Ronaldo se estendeu, manifestando no Instagram seus “profundos sentimentos a todo o Brasil, e em particular à família do senhor Edson Arantes do Nascimento”. Ele continuou: “Um mero ‘adeus’ ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol. Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre. O carinho que sempre demonstrou por mim foi recíproco em todos os momentos que partilhamos, mesmo à distância. Jamais será esquecido e a sua memória perdurará para sempre em cada um de nós, amantes de futebol. Descansa em paz, Rei Pelé.” Neymar mencionou o peso da camisa 10 da seleção. “Antes de Pelé, ’10’ era apenas um número”, disse ele. “Li essa frase em algum lugar, em algum momento da minha vida. Mas essa frase, linda, está incompleta. Eu diria que antes de Pelé, o futebol era apenas um esporte. Pelé mudou tudo. Transformou o futebol em arte, em entretenimento. Deu voz aos pobres, aos negros e principalmente: deu visibilidade ao Brasil. O futebol e o Brasil elevaram seu status graças ao Rei! Ele se foi, mas a sua magia permanecerá. Pelé é ETERNO!!”. O jogador Richarlison também prestou a sua homenagem. “Hoje o futebol se despede do seu capítulo mais bonito. Do cara que encantou o mundo e mudou a história do jogo pra sempre”, escreveu ele na legenda de uma foto do Rei. “Você sempre será o maior, porque há 60 anos, com todas as dificuldades que enfrentava, já fazia o que alguns poucos conseguem fazer hoje em dia. O cara que dedicou seu milésimo gol às crianças e fez nosso país descobrir que podia muito mais. Você é e sempre será incomparável, Rei. Você é eterno! Obrigado e que Deus te receba de braços abertos.” O boxeador profissional americano Nico Ali Walsh publicou uma foto de seu avô famoso, Muhammad Ali, junto com Pelé, e escreveu: “Esses dois amigos agora podem se encontrar novamente.” Futura Ministra dos Esportes, a estrela do vôlei Ana Moser acrescentou: “O que dizer desse dia, nessa hora? Quis o destino que no mesmo dia em que fui anunciada para o Ministério do Esporte, cadeira que primeiramente foi dele, há 24 anos, Pelé nos deixa. Em meio a tristeza, fica a admiração e o respeito pelo atleta do século, o rei do futebol”. O cantor Mano Brown disse no Twitter que “cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei Pelé, rei para sempre”. E Frejat comentou que “perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis, o mundo perdeu um dos seus ícones. As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.” Xuxa, que foi namorada de Pelé nos anos 1980, preferiu mandar um recado para sua família, filhos e amigos, usando o apelido íntimo com que tratava o Rei: “Márcia, kelly, Edinho, Jennifer, Joshua, Celeste e agregados (filhos de coração), netos, sobrinhos, Lucia… e todos que estiveram do lado do Dico, o meu abraço carinhoso e que a dor da perda se transforme em boas lembranças pra ser menos pesado… Márcia, que Deus te dê o colo que vc precisa”. Já o relato mais comovente coube à atriz Tássia Camargo, que contou como o Rei a ajudou a superar a morte da filha, Maria Júlia, com dois anos de idade, vítima de uma doença rara em 1996. “O que falar do Rei Pelé? Tanto… Não só o rei do futebol, mas como amigo que me ajudou muito psicologicamente na morte da minha filha Maria Júlia. Disse-me: ‘pratique futebol feminino’. Foi o que fiz. Um dia, numa partida no meu condomínio NOVA Ipanema, na Barra da Tijuca [Zona Oeste do Rio], estava lá ele a assistir. Apenas para dar-me força”, declarou. “Tenho uma carta dele escrita à mão que não vou postar porque está no Brasil ainda guardada. Ajudou-me com um espetáculo meu chamado ‘Josmarina’, um monólogo. Tinha uma empresa chamada PELÉ PRODUÇÕES ARTÍSTICAS. Vão achar que tivemos algo… Enganam-se, pois era só empatia. Conheci uma ‘família’ dele no edifício CHOPIN. No dia deste vídeo [abaixo], presenciei a gravação, como no dia em que ele foi no campo do Chico e deixou a marca de seus pés no Politheama. Falávamos muito quando morava em New York pelo telefone. Agradeço por tudo, pelos ensinamentos, pelo futebol ímpar. Os meus sentimentos aos filhos, família, amigos em comuns e fãs. Mestre, descanse em paz e até já”, concluiu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Barack Obama (@barackobama) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Cristiano Ronaldo (@cristiano) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leo Messi (@leomessi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por NJ 🇧🇷 (@neymarjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Richarlison (@richarlison) The king of football has left us but his legacy will never be forgotten. RIP KING 💔👑… pic.twitter.com/F55PrcM2Ud — Kylian Mbappé (@KMbappe) December 29, 2022 Today we lost an incredible athlete and a symbol of peace. I want to give my best condolences to Pelé’s family and loved ones. These two friends can now meet again🖤 pic.twitter.com/nB5moqpJLB — Nico Ali Walsh (@NicoAliX74) December 29, 2022 E pelo cidadão que deu sua contribuição para a sociedade, que representou a qualidade e a força do povo brasileiro. Edson Arantes do Nascimento partiu, Pelé é eterno e continuará alegrando as novas gerações com seus gols! — Ana Moser (@anabmoser) December 29, 2022 Cresci Santista sem apoio, lembro do cara preto de roupa toda branca, era familiar nos quintais que eu morava antes de ir pro colégio interno, lá todo mundo tinha seu time, o meu era esse, pra vida toda! Eterno súdito do rei @Pele, rei para sempre 🕊️👑 pic.twitter.com/37IfhuR1PF — Mano Brown (@manobrown) December 29, 2022 Perdemos hoje o maior jogador da história do futebol. O Brasil perdeu um de seus heróis,o mundo perdeu um dos seus ícones.As memórias de suas jogadas e gols ficarão para sempre na nossa memória.Que ele vá por um caminho de luz 💫🌟” E Pelé disse love, love, love” Viva Pelé!❤️⚽️ pic.twitter.com/Y3qQTKNDJ7 — Frejat (@FrejatOficial) December 29, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tássia Camargo (@tassiacamargo)

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  • Etc,  Música

    Vivienne Westwood, estilista do punk e da new wave, morre aos 81 anos

    29 de dezembro de 2022 /

    A estilista e figurinista britânica Vivienne Westwood, responsável por trazer o estilo punk para a moda, morreu nessa quinta-feira (29/12), aos 81 anos. O anúncio da sua morte foi divulgado em suas redes sociais. “Vivienne Westwood morreu hoje, pacificamente e cercada por sua família, em Clapham, no sul de Londres”, diz a postagem no seu Twitter. “O mundo precisa de pessoas como Vivienne para fazer uma mudança para o melhor.” Vivienne Isabel Swire (seu nome de batismo) nasceu em 8 de abril de 1941 em Derbyshire, na Inglaterra. Quando tinha 17 anos, mudou-se para Londres, onde conheceu o primeiro marido, divorciou-se e fez sociedade com Malcolm McLaren, com quem também se casou. Inspirados pelo rock dos anos 1950, Vivienne e Malcolm fundaram sua primeira loja, a “Let it Rock”. O negócio não decolou e, após nova inspiração na cena de S&M (sadomosoquista), a butique foi rebatizada “SEX” e passou a vender roupas fetichista. Com o tempo, ela começou a criar roupas que exprimissem revolta dos jovens marginalizados das periferias de Londres. Para fazer propaganda do negócio, ela transformou alguns desses jovens em modelos ambulantes, atraindo para sua loja vários adolescentes em busca de roupas grátis, entre eles os futuros integrantes da banda Sex Pistols. Ex-empresário da banda americana New York Dolls, Malcolm McLaren conseguiu convencer os jovens a virarem roqueiros, enquanto Vivianne assumiu a criação do visual da nova banda. As roupas retalhadas, os cintos com rebites, as botas, os jeans puídos, os cabelos espetados e o uso de alfinete de segurança por toda a parte logo saíram das roupas dos Pistols para o mundo fashion, inspirando o visual do movimento punk. Com o impacto, membros de outras bandas foram atrás de Vivienne para que ela também os tornassem estilosos. Outros nem precisaram. Chrissie Hynde, dos Pretenders, era sua funcionária na loja. Em seu livro de memórias, Viv Albertine, líder das Slits, escreveu que “Vivienne e Malcolm usam roupas para chocar, irritar e provocar uma reação, mas também para inspirar mudanças. Pulôveres de mohair, tricotados em agulhas grandes, tão soltos que dá para ver até o fim, camisetas recortadas e escritas à mão, costuras e etiquetas do lado de fora, mostrando a construção da peça; essas atitudes se refletem na música que fazemos. Tudo bem não ser perfeito, mostrar o funcionamento de sua vida e sua mente em suas músicas e roupas”. Com o fim dos anos 1980, a estilista se divorciou de McLaren e se reinventou. Em 1981, lançou sua primeira coleção de alta costura, “Pirates”, apresentando looks com cortes inspirados nas cortes dos séculos XVII e XVIII. O visual que romantizava o período histórico também influenciou o rock, lançando o movimento new romantic, momento da new wave em que artistas passaram a se fantasiar/montar com roupas de época, como Adam and the Ants (banda agenciada por Malcolm McLaren), com detalhes como babados como Duran Duran, e adotaram vestidos e maquiagem feminina como Boy George (seu modelo) do Culture Club. Ele seguiu causando. Em 1987 abordou erotismo masculino numa nova coleção. Em 1994, fez um desfile com modelos de bundas expostas. O estilo de flanelas escocesas que adotou em suas peças dos anos 1990 também virou febre. E ela continuou a provocar, eventualmente lançando camisetas com frases de protesto, como “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, em 2005. Centro da moda inglesa por pelo menos três décadas, Vivienne acabou homenageada pela Rainha Elizabeth II com o título de Lady – ironicamente, foi ela quem criou a icônica imagem antimonarquista da capa do single “God Save the Queen”, dos Pistols. Seu impacto também chegou a Hollywood. Ela desenvolveu os figurinos dos filmes “Despedida em Las Vegas” (1995), “Matadores de Aluguel” (2005) e “Boy George – A Vida é Meu Palco” (2010), biografia do cantor do Culture Club, além de ter feito parceria com Madonna no clipe de “Rain” (1993). Sempre atraindo músicos famosos, nos últimos anos ainda colocou vestidos no corpo do cantor Harry Styles. Recentemente, sua história foi contada em vários documentários – o melhor deles é “Westwood – Punk, Ícone, Ativista” (2018), dirigido por Lorna Tucker (“Amá”) – e abordada na série de ficção “Pistol”, disponível na Star+, focada em sua fase punk. Assista abaixo os trailers do documentário e da série.

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  • TV

    Globo interrompe programação para homenagear Pelé

    29 de dezembro de 2022 /

    A Globo interrompeu exibição do filme “Jumper”, na Sessão da Tarde desta quinta-feira (29/12), para o anúncio da morte de Pelé, feito pela jornalista Renata Vasconcellos. E não retomou mais sua programação habitual. Em seguida, a emissora exibiu um especial narrado por Galvão Bueno contando a trajetória do Rei do Futebol, morto nesta data aos 82 anos, após uma batalha contra o câncer. “O roteiro de vida que Pelé escreveu com os pés por todos os campos do planeta não tem ponto final, é uma história que vai continuar sendo contada de geração a geração, de gol a gol… um personagem que nasceu para se tornar imortal”, disse Galvão no documentário. Após o especial, a Globo seguiu exibindo matérias sobre a trajetória do atleta e a repercussão de sua morte, adotando o selo “Rei Eterno” no canto superior direito da sua tela.  As homenagens vão seguir nos próximos dias. O filme da sessão “Temperatura Máxima”, no próximo domingo (1/1) será a cinebiografia “Pelé: O Nascimento de uma Lenda”, uma produção americana dirigida por Jeff e Michael Zimbalist (“Nossa Chape”) que destaca o início da carreira do Rei, desde a infância, na cidade mineira de Três Corações, até conduzir o Brasil na campanha do título da Copa do Mundo de 1958, com apenas 17 anos. No mesmo dia, logo após o “Fantástico”, será exibido “Pelé Eterno” (2004), documentário de Aníbal Massaini Neto que resgata a história do atleta por meio de imagens de arquivo e depoimentos de amigos, familiares e ex-colegas de campo.

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  • Etc

    Causa da morte de ator mirim da Amazon é revelada

    29 de dezembro de 2022 /

    A causa da morte de Tyler Sanders, encontrado morto na sua casa no dia 16 de junho, aos 18 anos de idade, foi revelada. De acordo com o Instituto Médico Legal de Los Angeles, o jovem ator de “Uma Pitada de Magia: Cidade Misteriosa” morreu pelos efeitos da droga fentanil. O fentanil é um remédio opióide de efeito analgésico, usado para aliviar a dores crônicas ou súbitas, além de servir como complemento de uma anestesia geral ou local. Anteriormente, chegou a ser levantada a suspeita de que a causa da morte teria sido overdose. O site TMZ apurou com fontes da investigação que um canudo de plástico e pó branco estavam no local onde ele foi encontrado morto. Por conta da conclusão de morte acidental, o caso de Sanders foi dado como encerrado. Tyler Sanders era considerado um talentoso ator mirim, que atuava desde os dez anos de idade, e no ano passado foi indicado ao Daytime Emmy, premiação voltada às atrações diurnas e infantis dos EUA, como Melhor Ator pelo papel de Leo na série da Amazon Prime Video. Ele viveu o personagem pela primeira vez em 2019, num episódio da série original “Uma Pitada de Magia”, da Amazon. A aparição serviu para lançar um spin-off centrado nos meio-irmãos Leo (Sanders) e Zoe (Jolie Hoang-Rappaport) e seu vizinho Ish (Jenna Qureshi) em 2020. Na trama de “Cidade Misteriosa”, o personagem de Sanders torna-se o novo protetor de um livro de receitas mágicas. Antes disso, ele participou de episódios de “Fear the Walking Dead” (em 2017) e do drama policial “The Rookie” (em 2018). Sua última aparição na TV foi num episódio de “911: Lone Star”, exibido nos Estados Unidos em abril. O ator deixou pronta sua atuação no suspense “The Price We Pay”, que será lançado no início do ano que vem.

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  • Etc,  Filme

    Ruggero Deodato, diretor do polêmico “Holocausto Canibal”, morre aos 83 anos

    29 de dezembro de 2022 /

    O cineasta italiano Ruggero Deodato, responsável pelo clássico do terror “Holocausto Canibal” (1980), morreu nessa quinta-feira (29/12) em Roma, aos 83 anos. A notícia foi publicada no Facebook por Sergio Martino (“Torso”), outro cineasta que marcou época no cinema extremo italiano. Deodato é lembrado até hoje como o grande pioneiro do subgênero do terror de “found footage”, e se envolveu em diversas polêmicas na época do lançamento de “Holocausto Canibal” devido ao realismo das imagens mostradas. Nascido em 7 de maio de 1939, ele iniciou sua carreira no audiovisual trabalhando como assistente de direção de cineastas como Roberto Rossellini (em “Alma Negra”) e Sergio Corbucci (no famoso “Django”). Seu primeiro trabalho na direção foi em “Ursus, Prisioneiro de Satanás” (1964), baseado no mito do herói Hércules. Porém, sua participação não foi creditada nesse filme, e a direção foi assinada apenas por Antonio Margheriti (“Um Tira Virtual”), de quem foi assistente naquele ano em “Dança Macabra”. Seu primeiro crédito como diretor só veio quatro anos depois, mas em abundância. Ele lançou nada menos que quatro filmes em 1968: “Fenomenal and the Treasure of Tutankamen”, “Gungala, the Black Panther Girl”, “Man Only Cries for Love” e “Holidays on the Costa Smeralda”. Nesse início de carreira, Ruggero Deodato trabalhou em gêneros como comédia e musical. Embora alguns dos seus filmes trouxessem um toque de exploitation, não se comparam aos extremos dos projetos que o tornaram famoso. Sua estreia no terror aconteceu em 1977, quando lançou “O Último Mundo dos Canibais”, sobre um garimpeiro de petróleo que é capturado por uma tribo canibal violenta e primitiva da floresta tropical das Filipinas. Foi o prenúncio do que viria a seguir. Logo depois de dirigir o thriller “O Caso Concorde” (1979), sobre um repórter que tenta impedir um acidente aéreo, o cineasta voltou ao tema do cinema canibal, fazendo o filme mais famoso dessa vertente em todos os tempos. Para dar realismo a “Holocausto Canibal”, Deodato contou a história por meio de um artifício que seria muito imitado décadas depois. A narrativa se materializava na tela por meio de um filme perdido, encontrado por um professor universitário após seus responsáveis, uma equipe de documentaristas, ter sido supostamente devorada por uma tribo de canibais. O artifício foi tão convincente que muitos acreditaram que as imagens do falso documentário eram reais. Isto gerou um frenesi na época, amplificando o impacto das imagens violentas registradas, especialmente de mortes agonizantes de animais, ao ponto de Deodato quase ser preso por exibir suposto canibalismo autêntico e mortes reais como entretenimento. O elenco precisou vir a público para provar que estava vivo e que tudo não passava de ficção. Ou melhor, quase tudo. Porque as mortes dos animais foram reais. A ideia era misturar cenas falsas de mortes (das pessoas) com cenas verdadeiras (de animais) para fazer tudo parecer verdadeiro. A estratégia ajudou a tornar o filme convincente, mas os maus-tratos contra os animais fez o filme ser banido em cerca de 50 países. E a polêmica o acompanhou pelo resto da vida. Quando participou do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, em 2016, Deodato foi atacado verbalmente por membros do público por conta da crueldade contra animais mostrada no seu filme. Essa mistura de realidade e ficção, que vem à luz por meio de uma “filmagem encontrada”, fez de “Holocausto Canibal” o pioneiro do subgênero found footage. As características que ficaram conhecidas com esse tipo de filme tiveram início ali, como o aparente amadorismo das imagens, a apresentação como relato autêntico e documental, e o fato de os registros terem sido encontrados após a morte de quem filmou. Tudo isso, 19 anos antes de “A Bruxa de Blair”, que repetiu exatamente a mesma fórmula. Depois do sucesso de “Holocausto Canibal”, Deodato dedicou boa parte da sua carreira ao gênero de terror. Somente na década de 1980, explorando situações extremas como torturas e matanças em “A Casa no Fundo do Parque” (1980), “Inferno ao Vivo” (1984), “Contagem de Cadáveres” (1986), “A Face” (1987) e “Grite por Socorro” (1988). Ele diminuiu o ritmo a partir da década seguinte, fazendo mais trabalhos na TV e dirigindo pouquíssimos filmes, como os terrores “As Três Faces do Mal” (1993) e “Ballad in Blood” (2016). Mas também estreou como ator, sendo homenageado por Eli Roth com uma participação especial como canibal italiano em “O Albergue 2” (2007). Seu último crédito como diretor foi comandando um segmento da antologia de terror “Deathcember” (2019).

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