Lelia Goldoni, atriz de “Sombras” e “Um Golpe à Italiana”, morre aos 86 anos
A atriz Lelia Goldoni, que brilhou como protagonista em “Sombras” (1958), de John Cassavetes, foi comparsa de Michael Caine em “Um Golpe à Italiana” (1969) e amiga de Ellen Burstyn em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), morreu no sábado numa residência para atores atores em Englewood, Nova Jersey, aos 86 anos. Nascida em Nova York em 1º de outubro de 1936, Goldoni era prima de segundo grau do famoso jogador do New York Yankees, Phil Rizzuto, e começou a carreira de atriz na infância. Seus primeiros papéis em Hollywood foram como figurante em dois clássicos de 1949: o noir “Sangue do Meu Sangue” de Joseph L. Mankiewicz, e o thriller “Resgate de Sangue” de John Huston. Papéis marcantes Aos 19 anos, ela retornou a Nova York, onde estudou em uma oficina de teatro dirigida por John Cassavetes e Burt Lane em Manhattan. Cassavetes então a escalou em seu principal papel, como Lelia, a mulher independente que é negra, mas passa por branca, em sua obra-prima “Sombras” (1959). Ela recebeu uma indicação ao BAFTA como estreante mais promissora do ano por sua atuação. No cultuado thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, ela interpretou a viúva de um criminoso que contrata Michael Caine para o golpe do filme. Já em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), foi uma das pessoas que a personagem-título, vivida por Ellen Burstyn, encontra em sua jornada em busca de uma vida melhor. A amizade entre as duas oferece um retrato de solidariedade feminina e apoio mútuo, elementos centrais na narrativa do drama de Martin Scorsese. Outros títulos importantes de sua filmografia incluem o suspense hollywoodiano “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, o drama “Irmãos de Sangue” (1978), de Robert Mulligan, e o remake de “Invasores de Corpos” (1978), de Philip Kaufman. A partir dos anos 1980, ela passou a se dedicar a trabalhos televisivos, mas voltou ao cinema em 2012 para um último longa-metragem, o terror bem-sucedido “Filha do Mal”. Mais que atuação Além de sua carreira como atriz, Goldoni também dirigiu e produziu o documentário “Genius on the Wrong Coast”, sobre o coreógrafo Lester Horton. Membro vitalício do The Actors Studio, Goldoni também ensinou técnica de atuação e análise de roteiro no The Lee Strasberg Theatre Institute e nas universidades UCLA e Hampshire College, além de ser palestrante em Stanford, CalArts e na Universidade de Massachusetts. Ela foi casada com o ator Ben Carruthers, seu parceiro de tela em “Sombras”, e com o escritor Robert Rudelson.
Morre Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles, aos 77 anos
Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles e responsável pelo vocal em vários dos maiores sucessos do grupo, morreu aos 77 anos. A morte foi confirmada pela banda em seu site oficial, que atribuiu o falecimento a complicações decorrentes da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Uma voz inesquecível Meisner formou os Eagles em 1971, juntamente com Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon. Ele tocou baixo e cantou em vários dos álbuns mais amados da banda de rock, incluindo “Eagles”, “Desperado”, “On The Border”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Ele co-escreveu uma das canções de maior sucesso da banda, “Take It to the Limit”, que também cantou. Em uma declaração, a banda lamentou a perda: “Randy era uma parte integral dos Eagles e instrumental no sucesso inicial da banda. Seu alcance vocal era surpreendente, como é evidente em sua balada de assinatura, ‘Take It to the Limit'”. Trajetória musical Nascido em Scottsbluff, Nebraska, Meisner decidiu virar músico aos dez anos, após assistir a uma apresentação de Elvis Presley no programa “The Ed Sullivan Show”. Inicialmente, tocava guitarra, mas um de seus professores sugeriu que ele se dedicasse ao baixo, instrumento que acabou se tornando sua marca registrada. Meisner mudou-se para a Costa Oeste em busca de sucesso. Antes de seu sucesso com os Eagles, ele foi baixista da banda Poco, com os ex-membros do Buffalo Springfield, Richie Furay e Jim Messina, e foi vocalista da Stone Canyon Band, de Rick Nelson. Meisner aparece no “In Concert at the Troubadour” da Canyon Band (que co-produziu), e “Rudy The Fifth”, além de participar de “Easy to Be Free”, documentário da turnê de 1969 da Stone Canyon Band. No entanto, uma ligação que o convidou para se juntar à banda de apoio de Linda Ronstadt mudou o rumo de sua carreira. Na banda, estavam também Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon, que mais tarde se tornariam com Meisner os membros fundadores do Eagles. Sucesso dos Eagles Com o Eagles, Meisner alcançou o estrelato. A banda assinou com a Asylum Records e lançou uma série de álbuns de sucesso, incluindo “Desperado”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Meisner co-escreveu e cantou a música “Take It to the Limit”, que se tornou o primeiro single de ouro do Eagles. No entanto, a pressão de cantar a música ao vivo – algo que o tímido baixista não gostava – levou a tensões dentro da banda. Em 1977, após um desentendimento com Frey sobre a performance da música durante um show em Knoxville, Tennessee, Meisner decidiu deixar o Eagles. Por curiosidade, ele foi substituído por Timothy B. Schmit – o mesmo músico que o sucedeu no Poco. Carreira não tão solo Sua carreira solo não teve a mesma visibilidade. Ele lançou seu primeiro disco homônimo em 1978, seguido por “One More Song” em 1980, mas em 1985 e uniu a Jimmy Griffin (ex-Bread) e Billy Swan para formar a banda de country rock Black Tie. O grupo lançou seu primeiro álbum, “When the Night Falls”, em 1990, mas dois anos depois já sofreram reformulação, transformando-se em Meisner, Swan & Rich, com a saída de Griffin e a entrada de Charlie Rich Jr. O músico também voltou a se juntar com o Poco para uma turnê de reencontro em 1990, e lamentou ter sido excluído da reunião dos Eagles em 1994. Entretanto, voltou a se juntar à banda em 1998 na cerimônia de indução dos Eagles ao Rock and Roll Hall of Fame em Nova York, quando tocou “Take It Easy” e “Hotel California” com os antigos parceiros. Ele também foi convidado pelos Eagles para participar de sua turnê mundial “History of the Eagles” em 2013, mas não pôde se juntar a eles devido a seus problemas de saúde contínuos. Vida pessoal, saúde e problemas legais Meisner casou-se duas vezes. Sua primeira esposa foi Jennifer Lee Barton, com quem teve três filhos. O casal se divorciou em 1981. Em 1996, Meisner casou-se com Lana Rae. Em 2016, Lana foi morta acidentalmente por um disparo de arma de fogo em sua casa. Meisner foi detido para interrogatório, mas foi liberado após as gravações de vigilância mostrarem que ele estava em outra parte da casa no momento do disparo. Antes da morte da esposa, amigos de Meisner haviam solicitado uma tutela temporária para proteger o músico, alegando que Lana estava se aproveitando de suas dependências para mantê-lo bêbado e complacente. Após a morte de Lana, Meisner solicitou sua própria tutela, alegando que estava “mal conseguindo aceitar a perda repentina e trágica de sua amada esposa”. Ele foi enviado à força para uma clínica psiquiátrica, devido a pensamentos suicidas. Meisner lutou contra a dependência do álcool desde o final dos anos 1960. Na década de 2000, sua saúde começou a deteriorar-se, levando a uma série de pequenos ataques cardíacos que o forçaram a reduzir as turnês. Em 2008, ele se afastou completamente das performances ao vivo.
Causa da morte de Gal Costa é revelada
Oito meses após o falecimento da cantora Gal Costa, a causa de sua morte foi finalmente revelada. Segundo a certidão de óbito da artista, divulgada pelo G1, a cantora tinha câncer e morreu de um infarto agudo no miocárdio no dia 9 de novembro de 2022, aos 77 anos. A certidão de óbito revelou que a cantora tinha uma neoplasia maligna de cabelo e pescoço, que teria causado seu infarto. Gal Costa chegou a passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita e pausou a agenda de shows antes de sua morte. Fim das suspeitas A causa do falecimento não havia sido divulgada até então, gerando especulações e suspeitas em torno de Wilma Petrillo, viúva da cantora, que após ser envolvida em denúncias de sabotar a carreira de Gal, foi acusada por alguns de ocultar informações. A jornalista Hildegard Angel chegou a lançar uma campanha que pedia a exumação do corpo da cantora, mas recuou agora, diante da divulgação da autópsia. “Se as pessoas acharem que está tudo bem, então tudo bem. É pena que esse atestado só tenha aparecido agora. Veja como as coisas são, a pessoa prefere ficar em desconfiança”, disse Angel à Folha de S. Paulo.
Sinéad O’Connor foi encontrada morta após se declarar “morta-viva” no Twitter
A polícia do Reino Unido declarou que a cantora Sinéad O’Connor foi encontrada morta em sua residência na quarta-feira (26/7), mas sem sinais que evidenciassem a causa do falecimento. Para determinar a causa mortis, ela está passando por uma autópsia nesta quinta-feira (27/10). Uma publicação da artista, entretanto, intriga a polícia. Dias antes de morrer, Sinéad fez um desabafo no Twitter/X, definindo-se como uma “criatura morta-viva” por conta da tragédia de Shane O’Connor, seu filho de 17 anos que cometeu suicídio no ano passado. Morta-viva “Tenho vivido como uma criatura noturna morta-viva desde então. Ele era o amor da minha vida, a lâmpada da minha alma. Éramos uma alma em duas metades. Ele foi a única pessoa que me amou incondicionalmente. Estou perdida sem ele”, escreveu no último dia 17 de julho. A cantora também havia feito outra postagem no mês passado, onde citava uma oração havaiana sobre impactos emocionais. “Isto é dedicado a muitos a quem trouxe sofrimento em minha vida e também, com amor, para qualquer um que em suas vidas trouxe sofrimento sobre mim”, dizia a mensagem. Morte trágica do filho Sinéad O’Connor, que ganhou fama internacional em 1990 com a gravação do hit “Nothing Compares 2 U”, chegou a ser internada numa clínica no ano passado, pela dificuldade de superar o trauma de perder seu filho Shane O’Connor, que foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda. O adolescente de 17 anos travava uma luta intensa contra a depressão e pensamentos suicidas. 😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭#lostmy17yrOldSonToSuicidein2022. Been living as undead night creature since. . He was the love of my life, the lamp of my soul. We were one soul in two halves. He was the only person who ever loved me unconditionally. I am lost in the bardo without him pic.twitter.com/aC8BOmLQ9N — Sinead Marie-Bernarde Aoibheann O’Connor (@786OmShahid) July 17, 2023
Lembre a carreira de Sinéad O’Connor em 15 vídeos
A voz de Sinéad O’Connor, que se calou nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, sempre foi poderosa, ecoando uma presença de palco inconfundível. Sua abordagem sem barreiras, misturando gêneros e estilos, ajudou a criar um som que era inegavelmente seu. Do pós-punk ao funk, do folk ao pop, sua versatilidade é evidente ao longo da carreira, assim como seu talento. Sua evolução musical começou com o álbum “The Lion and the Cobra” em 1987, mas foi com o seu segundo disco, “I Do Not Want What I Haven’t Got”, de 1990, que ela alcançou o estrelato global. A canção “Nothing Compares 2 U”, escrita por Prince, se tornou um hit internacional e o vídeo da música, que apresenta um close emocional da artista, é considerado um dos mais icônicos da história da música pop. Se gravou Prince em 1990, também gravou Nirvana quatro anos depois, mostrando a amplitude de suas influências. Nascida e criada na Irlanda, Sinéad se destacou não apenas por sua voz única, mas também por sua personalidade forte e suas opiniões francas. Sua decisão de raspar a cabeça no início de sua carreira foi um ato de desafio contra as expectativas tradicionais de gênero e beleza, que a tornou uma figura inspiradora para muitos. Não por acaso, ela foi uma defensora incansável dos direitos humanos e usou sua plataforma para falar sobre questões como abuso infantil e injustiça social. Para celebrar a obra da artista, selecionamos 15 clipes marcantes que destacam a variedade sonora de sua carreira musical. Confira. Ou assista os clipes na versão Playlist:
Cantora Sinéad O’Connor morre aos 56 anos
A cantora irlandesa Sinéad O’Connor, do hit “Nothing Compares 2 U”, morreu nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, ainda sem causa confirmada. “É com muita tristeza que comunicamos o falecimento de nossa querida Sinéad. Família e amigos estão devastados e pediram privacidade neste momento tão difícil”, disse a família da cantora, em nota. No ano passado, a cantora passou por um período traumático ao perder seu filho Shane O’Connor. O jovem de 17 anos foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda, após travar uma luta contra a depressão e pensamentos suicidas. Ele fugiu de um hospital onde estava sob vigilância médica. História de Sinéad O’Connor Sinéad Marie Bernadette O’Connor nasceu em Dublin, na Irlanda, em 8 de dezembro de 1966. Ela era filha do engenheiro Sean O’Connor e de Marie O’Connor. Conhecida por sua voz doce e visual rebelde, a cantora teve sua vida marcada por abusos na infância, tentativa de suicídio e revelação de homossexualidade no meio da conturbada carreira musical. Ela chegou a ser excomungada por protestar contra abusos sexuais de padres e membros da igreja católica, antes que a polêmica se tornasse inegável. Seu primeiro álbum foi “The Lion and The Cobra”, lançado em 1987 em homenagem à mãe que falecera há pouco tempo. O disco, com músicas de pós-punk dançante, foi aclamado pela crítica e reproduzido em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, atraindo atenção para o estilo rebelde da jovem, que buscava esconder a beleza ao se apresentar careca. Sua careca se tornou reconhecida mundialmente com o lançamento de “Nothing Compares 2 U”, música composta para ela pelo cantor Prince (1958-2016), que se tornou o hit mais ouvido do mundo em 1990. Ainda na década de 1990, Sinéad lançou seu terceiro disco “Am I Not Your Girl?”, onde ela interpretou novas músicas de sucesso, como “Don’t Cry For Me, Argentina” e “Gloomy Sunday”. A cantora também passou a chamar atenção por protestos religiosos nesse período, e acabou conquistando uma imagem negativa no meio conservador, chegando a ser vaiada num show em tributo a Bob Dylan nos EUA. Em 1994, a artista lançou mais um álbum de destaque, “Universal Mother”, que incluía a faixa “Fire on Babylon” sobre abuso sexual infantil. Já nos anos 2000, Sinéad anunciou sua conversão à Igreja Tridente Latino, da Irlanda, passando a dedicar-se apenas à religião. Pouco depois, ela anunciou sua despedida dos palcos para cuidar da família. Pouco mais de uma década depois, a cantora descumpriu sua própria promessa e, no final de 2011, lançou seu último álbum, intitulado “Home”. Ao todo, foram dez álbuns em 37 anos de carreira, incluindo discos dedicados a canções tradicionais irlandesas. Famosa por opiniões fortes sobre a igreja, a cantora se converteu ao Islamismo e trocou seu nome para Shuhada ‘Sadaqat em 2018. Ela chegou a “enfrentar” as autoridades religiosas em outros momentos, rasgando uma bíblia em um momento marcante da carreira. Em setembro de 2019, a artista voltou a causar polêmica ao fazer acusações contra o cantor Prince, que teria agredido várias mulheres. Ela teria sido uma das vítimas. No início deste ano, Sinéad foi aplaudida de pé ao receber o prêmio inaugural de Álbum Irlândes Clássico no RTÉ Choic Music Awards. A cantora dedicou seu prêmio, por “I Do Not Want What I Haven’t Got”, para a comunidade de refugiados da Irlanda. Sinéad O’Connor deixa três filhos.
Leny Andrade e Doris Monteiro terão despedida conjunta
Leny Andrade e Doris Monteiro, duas das maiores cantoras da música brasileira, serão veladas juntas no Theatro Municipal do Rio na terça-feira (25), das 10h às 13h. As cantoras, que eram amigas, faleceram nesta segunda-feira (24/7). Leny Andrade, aos 80 anos, após ser internada na última semana por conta de uma pneumonia. Doris Monteiro, aos 88, de causas naturais, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Quando Leny Andrade começou a cantar profissionalmente, em 1958, aos 15 anos, Doris já era consagrada e já havia alcançado o topo das paradas na rádio. Homenagens e Reconhecimento As duas cantoras foram homenageadas juntas em diversas ocasiões. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro “A Noite do Meu Bem”, de Ruy Castro. Em 2017, encontraram-se no palco por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou “Zum zum” e Leny interpretou “Há um Deus”. Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. “Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 1960 e 1970, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira. Repercussão e Lamentações A notícia da morte das cantoras repercutiu entre os famosos, que usaram as redes sociais para lamentar a perda dupla. A cantora Alaíde Costa lamentou que “estamos cada dia mais só”. “A querida amiga e cantora Doris nos deixou hoje. Descanse em paz […] Que tristeza perder duas amigas em um mesmo dia. Que a querida Leny encontre luz e paz em sua nova morada”, afirmou no Instagram. O ator Ivam Cabral escreveu no Twitter: “Que dia mais triste! Morreram Leny Andrade e Doris Monteiro. Cresci em uma família muito musical e em casa havia muitos discos de Doris. ‘Doris Monteiro’, de 1969, um dos meus preferidos, é delicioso, cheio de bossa. Leny eu viria descobrir mais tarde, na minha juventude, quando comecei a ouvir jazz. Em algum momento, cheguei, inclusive, a colecionar sua obra. É… mais um capítulo que se encerra… Quanta saudade”.
Cantora Dóris Monteiro morre aos 88 anos
A música brasileira perdeu uma de suas mais expressivas vozes. Dóris Monteiro, a cantora que antecipou a bossa nova, faleceu nesta segunda-feira (24/7) aos 88 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. A artista, que estreou ainda na década de 1940, ficou conhecida pela “voz pequena”, conforme ela mesma definia, e gravou mais de 60 álbuns ao longo de sua carreira. Dóris Monteiro, cujo nome de batismo era Adelina Dóris Monteiro, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de outubro de 1934. Filha de Glória Monteiro Murta, portuguesa que trabalhava como empregada doméstica, Dóris nunca conheceu o pai biológico. Sua trajetória na música começou cedo, quando aos 16 anos estreou na Rádio Nacional, no programa de imitações “Papel Carbono”, de Renato Murce. A Precursora da Bossa Nova Dóris Monteiro foi uma das precursoras do grande movimento da música brasileira no século 20, a bossa nova. Com sua “voz pequena”, cantando coisas “mais mexidinhas”, como sugerira a ela o compositor Billy Blanco, já cantava no estilo da bossa nova em 1957, quando gravou “Mocinho Bonito”, de autoria de Blanco, a música mais tocada nas rádios brasileiras naquele ano. O espetáculo “O Encontro”, com João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que marcou o início da bossa nova, só aconteceria cinco anos depois. Dóris Monteiro teve uma carreira de sucesso tanto na música quanto no cinema. Seu primeiro disco, “Todamérica”, lançado em 1951, com a canção “Se Você Se Importasse”, fez um enorme sucesso. Além disso, a cantora estreou no cinema em 1953, em “Agulha no Palheiro”, de Alex Viany. Fez mais sete filmes, incluindo o premiado “De Vento em Popa”, de Carlos Manga, lançado em 1957, que lhe rendeu prêmios e reconhecimento, e “A Carrocinha” (1957), ao lado do comediante Mazzaropi. Nos anos 1970, ela embarcou na MPB, gravando composições de Erasmo Carlos (“Glória, Glorinha”, “Coqueiro Verde”), Caetano Veloso (“De Noite na Cama”), Antônio Carlos e Jocafi (“Mas que Doidice”) e Sidney Miller ( “É Isso Aí”, que foi redescoberta nos anos 1990, virando um hit das pistas da dança). Ao longo da carreira, ela gravou mais de 60 álbuns de estúdio, a maioria pela Odeon, e participou em coletâneas e reedições posteriores. Alguns de seus maiores sucessos, além de “Mocinho Bonito”, foram “Mudando de Conversa”, composta por Maurício Tapajós e Hermínio de Carvalho, “Conversa de Botequim”, de Noel Rosa, e “Dó-Ré-Mi”, de Fernando César e Nazareno de Brito. O Legado de Dóris Monteiro Dóris Monteiro deixou um legado inestimável para a música brasileira. Sua voz suave e delicada marcou a história do rádio e do cinema brasileiro e também alcançou o cenário internacional. Em 1990, a convite da cantora Lisa Ono, realizou shows em Tóquio, Osaka e Nagóia, no Japão. Também se apresentou no Cassino de Punta del Este, no Uruguai, e em Lisboa e Coimbra, em Portugal, ao lado de Dorival Caymmi. Essas apresentações internacionais reforçam a importância de Dóris Monteiro para a música brasileira e seu reconhecimento além das fronteiras do Brasil. A cantora, que nunca teve filhos, foi casada com o tecladista Ricardo Júnior, com quem manteve uma parceria artística que durou mais de 40 anos, só terminando com a morte do músico em março de 2017.
Cantora Leny Andrade morre aos 80 anos no Rio de Janeiro
Leny Andrade morreu na manhã desta segunda-feira (24/7) na zona oeste do Rio de Janeiro. A cantora de 80 anos estava internada no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá há dois dias com pneumonia e teve sua morte confirmada pela assessoria do Retiro dos Artistas, onde ela vivia desde 2019. “A diva do Jazz Brasileiro foi improvisar no palco eterno. Leny faleceu nessa manhã, cercada de muito amor. […] A voz de Leny Andrade é eterna”, escreveu sua equipe no Instagram. O começo da carreira Filha de Dona Ruth, Leny Andrade aprendeu seus primeiros passos como pianista clássica aos 6 anos. Tempos depois, ganhou bolsa no Conservatório de Música e, com apenas 9 anos, foi levada pelo pai, o médico Gustavo da Silva, para uma apresentação no “Clube do Guri”, da Rádio Tupi. Na adolescência, passou a cantar em clubes, incluindo as boates do Beco das Garrafas, em Copacabana, onde surgiram a bossa nova e o samba-jazz. Em 1958, tornou-se crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, mas cerca de três anos depois já estava estabelecida na carreira solo com seu primeiro LP, “A Sensação”, quando iniciou sua trajetória como porta-voz da ala do jazz da bossa nova. Afastando-se do estilo da maioria das cantoras do rádio, que privilegiavam voz potente, ela se destacou pelo suingue e o scat (emitir sons em vez de palavras), técnicas que aprimorou como cantora da noite. Os amores O estouro veio com “Estamos Aí”, um de seus principais discos, lançado em 1965. Na época, fez uma turnê no México com Peri Ribeiro, e só voltou após seis anos, apaixonando-se pelo país. Neste período, o Brasil viveu seu apogeu no México, com a conquista do tricampeonato de Futebol na Copa do Mundo de 1970. E Leny teve participação especial na comemoração, envolvendo-se com o artilheiro Jairzinho. Ela teve poucos amores duradouros, como o compositor Claudionor Nascimento, de quem gravou três músicas, e só se casou uma vez, com o escultor espanhol Carmelo Senna, num casamento de apenas dois anos, entre 1980 e 1982. Mas se orgulhava de ter uma vida amorosa animada. Seus shows eram ainda mais animados, o que a tornou figura cultuada no exterior. Entre os anos 1980 e 1990, época do clássico “Luz Neon”, cativou até Tony Bennett – que costumava desenhá-la enquanto ela cantava – e Liza Minnelli. O final da carreira Ao todo, a cantora gravou 34 álbuns na carreira, em parceria com instrumentistas de renome, como Cristóvão Bastos, Romero Lubambo e César Camargo Mariano, com quem ela dividiu um Grammy Latino em 2007. Em 2018, a cantora celebrou seus 60 anos de carreira com apresentações no projeto “Clube do Choro Convida”, acompanhada pelo violinista Luiz Meira, ocasião em que relembrou suas músicas mais marcantes como “Estamos aí”, “Rio”, “Céu e Mar”, “Influência do Jazz” e “Contigo Aprendi”. A artista se mudou para o Retiro dos Artistas em janeiro do ano seguinte, pois estava com a saúde fragilizada, sofria perda de memória recente e não tinha filhos. A pandemia agravou seu quadro e ela chegou a pesar 45 quilos. Em novembro de 2019, ela fez sua última aparição no programa “Conversa com Bial”, rebateu sua fama de rigorosa e ainda levou Pedro Bial às lágrimas ao interpretar “Por Causa de Você”. Mesmo debilitada, ainda gravou aquela canção em agosto de 2022, acompanhada pelo pianista e parceiro de mais de três décadas Gilson Peranzzetta. “Por Causa de Você”, sua última gravação, foi lançada pela Mills Records em janeiro deste ano, quando ela celebrou seus 80 anos.
Josephine Chaplin, atriz e filha de Charles Chaplin, morre aos 74 anos
A atriz Josephine Chaplin, filha do mestre do cinema mudo Charles Chaplin, faleceu no último dia 13 de julho em Paris, aos 74 anos. A informação foi divulgada pela família da atriz ao jornal francês Le Figaro nesta sexta-feira (21/7). Entretanto, seus filhos Charlie, Julien e Arthur não revelaram a causa da morte. Josephine seguiu os passos do pai no mundo artístico e conquistou uma carreira própria nas telas. Sua primeira aparição foi justamente em um dos filmes de Chaplin, o drama musical “Luzes da Ribalta” (1952), como uma criança que aparece na cena de abertura. Ela também apareceu brevemente no último filme de Chaplin, o romance “A Condessa de Hong Kong” (1967), ao lado das irmãs Geraldine e Victoria. Josephine teve nada menos que 9 irmãos, e nasceu do quarto casamento de Chaplin, com a atriz britânica Oona O’Neill. Clássicos, cults e filmes trash Nascida na cidade de Santa Monica, na Califórnia, em 1949, a atriz ficou mais conhecida pelo seu trabalho em diversas produções na França, onde passou grande parte da sua vida. Após as duas aparições nos filmes do pai, ela participou do drama político “L’odeur des Fauves” (1972) (O cheiro de animais selvagens” em tradução livre), dirigido pelo francês Richard Balducci. No mesmo ano, ainda estrelou mais outras duas produções: o thriller anti-comunista “A Grande Fuga do Comunismo”, de Menahem Golan, e teve seu primeiro papel substancial no clássico “Os Contos de Canterbury”, dirigido por Pier Paolo Pasolini. A trama reunia contos eróticos sobre um grupo de peregrinos que viaja rumo à Catedral de Canterbury, na Inglaterra, em uma longa caminhada que dura dias. Josephine interpretou May, a esposa adúltera do idoso Sir January (Hugh Griffith). Em 1974, Josephine apareceu em duas adaptações francesas do clássico “Os Três Mosqueteiros”, dirigidas por André Hunebelle, no papel de Constance, confidente da rainha e interesse amoroso de D’Artagnan. E em seguida, enveredou pelos suspenses baratos, estrelando “Noites Vermelhas” (1974), de Georges Franju, e “Jack, O Estripador”, assinado pelo cultuado cineasta trash Jesús “Jess” Franco. Os filmes baratos a levaram à TV francesa, onde estrelou minisséries e telefilmes, voltando ao cinema apenas uma década depois na produção franco-canadense “Virando Adulto” (1984). Ela também foi escalada por Claude Chabrol em “Um Tira Amargo” (1985). Mas logo retomou os trabalhos televisivos, destacando-se pelo papel de Hadley Richardson, a primeira esposa do escritor Ernest Hemingway, na minissérie “Hemingway” (1988), estrelada por Stacy Keach. Fim da carreira Sua última aparição nas telas foi no longa de ação “Downtown Heat” (1994), novamente dirigida por Jesús Franco. Filme de vingança, girava em torno de um compositor de jazz que teve a esposa assassinada por traficantes de drogas. Em paralelo à carreira como atriz, Josephine administrou um escritório de Charles Chaplin em Paris em nome de seus irmãos ao longo dos anos e ainda patrocinou uma estátua do pai em Waterville, na Irlanda, onde sua família costumava passar as férias. Ela foi casada duas vezes, sendo a primeira união com o empresário grego Nikki Sistovaris, entre 1969 a 1977. Depois do divórcio, ela viveu com o ator francês Maurice Ronet até a morte dele em 1983, casando-se pela segunda vez em 1989 com o arqueólogo Jean-Claude Gardin, que faleceu em 2013.
Tony Bennett, ícone da música jazz romântica, morre aos 96 anos
Tony Bennett, ícone do jazz romântico, morreu nesta sexta-feira (21/7) aos 96 anos. A informação foi confirmada por Sylvia Weiner, sua representante pessoal. O cantor completaria 97 anos no próximo dia 3 de agosto. Sylvia não especificou a causa da morte, porém Bennett foi diagnosticado com Alzheimer em 2016. O artista fez sua última aparição em agosto do ano passado ao lado de Lady Gaga, na apresentação chamada de “One Last Time”. Tony Bennett Anthony Dominick Benedetto nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, em 3 de agosto de 1926. Ele era filho de pais imigrantes italianos. A carreira de Tony Bennett teve início ainda na juventude, mas foi interrompida para lutar nos meses finais da 2ª Guerra Mundial. Logo em seu começo, sua carreira ficou marcada por sua voz forte e cheia de personalidade, disputando o favoritismo do público com Frank Sinatra. Dentre as suas principais faixas, ele cantou “Because of You”, “Rags to Riches”, “The Good Life”, “Fly Me to the Moon” e “I Left My Heart in San Francisco”. Durante a carreira, Bennett lançou mais de 70 álbuns e ganhou mais de 19 prêmios Grammy. Ele também fez duetos históricos com artistas clássicos e contemporâneos, entre eles Aretha Franklin, Elvis Costello, Amy Winehouse e Lady Gaga, além de parcerias com ícones latinos como Gloria Estefan, Thalía, e as brasileiras Maria Gadú e Ana Carolina. Comprovando que sua influência se estendeu a gerações, o cantor também gravou dois “Acústico MTV”. Numa das ocasiões, ele foi além de evitar equipamentos elétricos, cantando até sem microfone em determinando momento, para espanto da plateia que conseguiu ouvir claramente sua voz potente mesmo sem auxílio do equipamento. Seu último registro musical foi em 2021, , um novo dueto com a cantora Lady Gaga, chamado “I Get a Kick Out of Yout”. A artista apareceu visivelmente emocionada num vídeo registrado em estúdio. Esse foi o segundo projeto da dupla, que também havia gravado “Cheek to Cheek” em 2014. Além da música, Bennetr também ficou conhecido por sua atuação política, com participação na marcha pelos direitos civis da população negra, que aconteceu de Selma a Montgomery em 1965, por exemplo. Ele ainda cantou para Nelson Mandela, John Kennedy e Bill Clinton, além de se apresentar no jubilei do 50º aniversário da Rainha Elizabeth II.
Polícia de Las Vegas emite mandado de busca relacionado ao assassinato de Tupac Shakur
Mais de 25 anos após a morte do rapper Tupac Shakur, assassinado por quatro tiros, a polícia de Las Vegas emitiu um novo mandado de busca relacionado ao caso ainda sem solução. O Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas confirmou a execução de um mandado de busca em uma residência em Henderson, Nevada, na segunda-feira (17/7). A casa investigada fica a poucos quilômetros da Las Vegas Strip, local onde Shakur morreu num tiroteio. “O LVMPD pode confirmar que um mandado de busca foi cumprido em Henderson, Nevada, em 17 de julho de 2023, como parte da contínua investigação do homicídio de Tupac Shakur”, declarou o departamento em um comunicado. “Não teremos mais comentários neste momento.” Tupac Shakur, um dos artistas mais amados do hip-hop, morreu em 7 de setembro de 1996, aos 25 anos. A investigação sobre sua morte, conduzida por autoridades federais em Las Vegas e Los Angeles, persiste há quase três décadas, embora tenha enfrentado períodos de inatividade. Ninguém jamais foi preso pelo crime, mas em Nevada não há prescrição para a acusação em casos de homicídio. Legado de Tupac Shakur Ainda que a tragédia de sua morte continue a gerar questões, o legado de Tupac Shakur no mundo do entretenimento segue incontestável. Em junho, ele recebeu uma estrela póstuma na Calçada da Fama de Hollywood, onde amigos e membros da família se reuniram para homenagear a duradoura contribuição do artista. “Hoje, não estamos apenas honrando uma estrela na calçada; estamos honrando a essência de uma pessoa que perseguiu seus sonhos sem medo e lutou para torná-los realidade”, disse a irmã de Shakur, Sekyiwa. “A revelação da estrela de Tupac não apenas homenageia suas contribuições para a indústria do entretenimento, mas também fala sobre seu impacto duradouro, mesmo após 25 anos. Não poderia estar mais orgulhosa de meu irmão ao ver sua estrela brilhar ainda mais.” A vida e a morte de Tupac tem rendido vários filmes e séries, incluindo o documentário “Tupac Ressurection” (2003) e a cinebiografia “All Eyez on Me” (2017). A investigação criminal ainda foi foco do documentário “Who Shot Biggie and Tupac?” (2017), do filme “City of Lies” (2018), com Johnny Depp, e a minissérie ” Unsolved: The Murders of Tupac and Biggie Smalls” (2018). Até o relacionamento do rapper com sua mãe foi explorada na série “Querida Mamãe”, lançada no ano passado.
João Donato, ícone da MPB, morre aos 88 anos
O cantor e compositor João Donato morreu aos 88 anos nesta segunda-feira (17/7), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada através de um comunicado oficial, sem divulgar a causa da morte. No Instagram, a equipe do músico informou que o velório será realizado no Theatro Municiapl do Rio, “em horário a ser divulgado brevemente”. “Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias. Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo”, escreveu a equipe. Saúde delicada João Donato enfrentava uma série de problemas de saúde e, recentemente, chegou a tratar uma infecção pulmonar. Em junho deste ano, o artista esteve internado, mas a família não divulgou detalhes da condição. No final do mês, o compositor recebeu a visita de seu filho Donatinho. “Vim passar uns dias para mimar o Big Donato, agora que ele teve alta do hospital. Ele pediu para eu cozinhar um dos pratos preferidos dele, o Spagabola (mais conhecido como Spaguetti a Bolognesa)”, publicou na ocasião. Carreira de João Donato João Donato de Oliveira Neto nasceu em Rio Branco, no Acre, em 1934. A paixão pela música começou ainda na infância, quando ganhou um acordeão de presente. Em 1945, a família de Donato se mudou para o Rio de Janeiro, onde ele realizou suas primeiras apresentações no palco em festas de colégio. A primeira gravação profissional aconteceu como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho. Tempos depois, João Donato passou a trabalhar com o violinista Fafá Lemos e tornou-se suplente de Chiquinho do Acordeom. Além disso, João Donato frequentou o Sinatra-Farney Fã Clube por 17 meses. O local fica na Barra da Tijuca e é considerado uma das principais escolas da geração conhecida como Bossa Nova. O artista teve contato com nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Johnny Alf. No entanto, o pianista não obteve reconhecimento merecido e tampouco fez parte do “esquema”. “Eu não sou bossa nova, eu não sou samba, eu não sou jazz, eu não sou rumba, eu não sou forró. Na verdade, eu sou isso tudo ao mesmo tempo”, comentou o artista ao jornal O Globo. Apesar de não ser um medalhão midiático, João Donato moldou a Música Popular Brasileira (MPB) entre 1960 e 1970 com sua música de estilo único. Ele contribuiu com clássicos como “A Rã”, de Caetano Veloso, “A Paz”, de Leila IV, e “Emoriô”, de Gilberto Gil. Em 2010, João Donato foi reconhecido com um prêmio Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Jazz, por seu trabalho em “Sambolero”. Oito anos depois, ele ainda foi reconhecido pelo Prêmio da Música Brasileira. O artista também foi indicado à premiação em 2016, na categoria de Melhor Álbum Instrumental com o projeto “Donato Elétrico”. No ano passado, ele disputou a categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com “Síntese do Lance”.











