PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Série

    Angus Cloud, ator de “Euphoria”, morre aos 25 anos

    31 de julho de 2023 /

    O ator Angus Cloud, conhecido por seu papel como Fezco na série “Euphoria” da HBO, faleceu nesta segunda-feira (31/7), aos 25 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. A família de Cloud confirmou a notícia em uma declaração à imprensa dos EUA. “É com o coração pesado que tivemos que dizer adeus a um ser humano incrível hoje”, escreveu a família de Cloud. “Como artista, amigo, irmão e filho, Angus era especial para todos nós de tantas maneiras. Na semana passada, ele enterrou seu pai e lutou intensamente com essa perda. O único conforto que temos é saber que Angus agora está reunido com seu pai, que era seu melhor amigo. Angus foi aberto sobre sua batalha com a saúde mental e esperamos que sua morte possa ser um lembrete para os outros de que eles não estão sozinhos e não devem lutar contra isso sozinhos em silêncio.” A família de Cloud também expressou a esperança de que ele seja lembrado por seu humor, riso e amor por todos. Eles pediram privacidade neste momento enquanto ainda estão processando essa perda devastadora.   Carreira de Angus Cloud Cloud virou ator por acaso. Ele estava atravessando a rua quando chamou atenção de um professional de casting que o convidou a fazer um teste para a série. O papel de Fezco foi seu primeiro trabalho como ator. Um dos principais personagens das duas primeiras temporadas de “Euphoria”, Fezco era um traficante “com consciência” que cuidava da família e fornecia drogas para a protagonista Rue (Zendaya). Depois da estreia em “Euphoria”, Cloud também atuou nos filmes independentes “North Hollywood” (2021) e “The Line” (2023). Ele deixou pronto o drama “Freaky Tales”, do casal Anna Boden e Ryan Fleck (diretores de “Capitã Marvel”), e um novo terror de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (dos dois últimos filmes da franquia “Pânico”), mas não começou a gravar a 3ª temporada da série da HBO – após terminar o segundo ano num grande momento de angústia para seu personagem, ferido e preso diante da morte do irmão pela polícia.   Reação da HBO O canal pago americano também divulgou uma declaração sobre a morte do astro de sua série. “Estamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de Angus Cloud”, disse a HBO. “Ele foi um artista extremamente talentoso e admirado por todos na família HBO e ‘Euphoria’. Enviamos nossas condolências aos amigos e familiares durante este momento difícil.” Estamos profundamente tristes com a notícia do falecimento de Angus Cloud. Ele foi um artista extremamente talentoso e admirado por todos na família HBO e Euphoria. Enviamos nossas condolências aos amigos e familiares durante este momento difícil. 🖤 pic.twitter.com/lw3yh3akMf — HBO Brasil (@HBO_Brasil) July 31, 2023

    Leia mais
  • Filme,  Série

    Paul Reubens, ator conhecido por Pee-wee Herman, morre aos 70 anos

    31 de julho de 2023 /

    O ator Paul Reubens morreu no último domingo (30/7) aos 70 anos de idade. Conhecido por seu personagem infantil Pee-wee Herman, o ator enfrentava em segredo um diagnóstico de câncer há seis anos. Em nota publicada nesta segunda-feira (31/7), a assessoria do comediante lamentou a despedida de Reubens. “Ontem à noite nos despedimos de Paul Reubens, um icônico ator, comediante, escritor e produtor americano cujo amado personagem Pee-wee Herman encantou gerações de crianças e adultos com a sua positividade, capricho e crença na importância da bondade”, escreveu. “Paul lutou corajosamente e privadamente contra o câncer durante anos com a sua tenacidade e sagacidade. Um talento prolífico, viverá para sempre no panteão da comédia e nos nossos corações como um amigo precioso e homem de caráter notável e generosidade de espírito.” A publicação também adicionou um texto escrito por Paul, onde ele pedia perdão por ter ocultado seu estado de saúde. “Por favor, aceite minhas desculpas por não tornar público o que tenho enfrentado nos últimos seis anos. Sempre senti muito amor e respeito de meus amigos, fãs e apoiadores. Eu amei muito todos vocês e gostei de fazer arte para vocês”, finalizou.   Começo da carreira Paul Reubens nasceu em uma família judia em Peekskill, no interior de Nova York, nos Estados Unidos, e desde criança quis trabalhar como ator. Ele estudou teatro da Universidade de Boston e se mudou para Los Angeles para estudar atuação no California Institute of the Arts. Sau carreira começou nos anos 1970 com apresentações em clubes de comédia, juntando-se à trupe de improviso The Groudlings. Já nesta época se tornou uma figura querida entre as crianças por seu humor leve e entre adultos por sua sagacidade anárquica. Em 1980, o comediante teve um pequeno papel como garçom em “Os Irmãos Cara de Pau” (The Blues Brothers) e também apareceu na comédia “Loucuras em Plena Madrugada”, iniciando sua carreira nas telas.   O sucesso com Pee-wee Herman A vida de Reubens virou do avesso já no ano seguinte, quando virou a estrela do programa infantil “Pee-wee Herman Show”. O sucesso foi tanto que, durante um bom período, o ator se tornou o personagem, batizado com o nome de uma marca de gaitas, em tempo integral, fazendo participações em séries, desenhos animados e até filmes como Pee-wee. O auge veio com o lançamento de seu primeiro filme como protagonista, que também foi o primeiro longa de Pee-wee em 1985: “As Grandes Aventuras de Pee-wee”, dirigido por ninguém menos que Tim Burton (“Wandinha”) em sua estreia no cinema. Em 1986, Reuben ganhou um novo programa infantil, “Pee-wee’s Playhouse”, que tinha maior apelo comercial e ganhou 22 prêmios Emmy. Também viveu Pee-wee no filme “De Volta à Praia” (1987) e na continuação de seu sucesso, “Pee-Wee: Meu Filme Circense” (1988). Até que tudo desmoronou de forma abrupta.   O escândalo Em junho de 1991, Reuben foi preso por atentado ao pudor num teatro adulto de Sarasota, na Flórida, ao tentar se masturbar. O escândalo levou ao cancelamento de seu programa e de todo o merchan do personagem, e quase acabou com a carreira do ator. Embora a maior parte da indústria do entretenimento tenha lhe virado as costas, Reuben contou com a ajuda de Tim Burton para reaparecer nas telas após o escândalo, num pequeno papel como o pai do Pinguim (Danny DeVito) em “Batman: O Retorno” (1992) e como dublador da animação “O Estranho Mundo de Jack” (1993). Depois disso, ele conseguiu algumas figurações em filmes infantis, incluindo os sucessos “Matilda” (1996) e “Dr. Doolitle” (1998), até ganhar maior destaque na comédia “Heróis Muito Loucos” (1999). A partir daí, porém, começou a se afastar de sua imagem infantil. Fez o drama policial “Profissão de Risco” (2001), estrelado por Johnny Depp e Penélope Cruz, como um cabeleireiro traficante. E foi ainda mais longe em “A Vida Durante a Guerra” (2009), vivendo um suicida transformado em assombração depressiva.   A volta de Pee-wee Apesar da guinada na carreira, ele nunca esqueceu Pee-wee. Duas décadas depois do escândalo, Reubens decidiu retomar o personagem em uma série de vídeos, novas participações especiais e em seu terceiro filme, “The Pee-Wee Herman Show on Broadway” (2011), desta vez feito para a HBO. Cinco anos depois, ainda fez mais um longa, “Pee-wee’s Big Holiday” (2016). Lançado na Netflix, marcou a despedida do personagem e o último filme do ator. Após reabilitar Pee-wee, Reubens se dedicou à dublagens de animações e participações recorrentes em séries, com destaque para “Lista Negra” (The Blacklist) e diversas produções relacionadas aos quadrinhos da DC Comics, como “Gotham” e “Legends of Tomorrow”. Seu último trabalho foi dublagem no desenho “O Show de Tom & Jerry”, em 2021. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Pee-wee Herman (@peeweeherman)

    Leia mais
  • Etc

    Morte de Sinéad O’Connor ainda é mistério. Cantora deixou um disco completo inédito

    29 de julho de 2023 /

    A morte da cantora irlandesa Sinéad O’Connor ainda é um mistério para a polícia de Londres. A equipe do London Inner South Coroner’s Court, responsável pela investigação, admitiu que ainda não sabe quando a artista morreu. No relatório divulgado, a data da morte é tratada como “desconhecida”.   Detalhes da Investigação A polícia metropolitana de Londres está tentando montar uma linha do tempo dos eventos que antecederam sua morte, mas até agora os detalhes são inconclusivos. “A polícia foi chamada às 11h18 da manhã, na quarta, 26 de julho, com relatos de uma mulher que não respondia em um endereço residencial. Policiais foram ao local e uma mulher de 56 anos foi apontada como morta na cena. A morte não está sendo tratada como suspeita”, afirmou uma declaração oficial das autoridades.   Últimos dias e músicas inéditas Antes de sua morte, Sinéad O’Connor havia compartilhado sua empolgação por ter retornado a Londres e mostrou vídeos de seu novo lar. A cantora tinha planos de escrever novas músicas e lançar um novo álbum no próximo ano. As gravações, na verdade, começaram em 2020, mas o lançamento foi suspenso devido ao suicídio do filho de 17 anos da cantora, Shane O’Connor, em 2022. O produtor irlandês David Holmes, que trabalhou no projeto, confirmou ao jornal The Guardian que o álbum foi completado e o descreveu como “o melhor trabalho dela — é muito, muito especial”. No entanto, não soube dizer se as músicas serão lançadas e afirmou que a decisão cabe ao espólio e à gravadora da cantora. “Lembro-me de pensar na época: não sei se ela sobreviverá a isso”, disse Holmes, sobre a tragédia que interrompeu os planos originais. “Porque eu entendi a fragilidade dela e o quanto ela amava Shane.”   Instruções para os filhos Consciente de como a indústria da música poderia explorar seu legado após sua morte, Sinéad deixou instruções claras para seus três filhos sobre como proceder em relação a suas músicas. Em uma entrevista à revista People em 2021, a cantora revelou que instruiu seus filhos a contatar um contador caso a encontrassem morta, antes mesmo de chamarem a emergência. “Quando os artistas estão mortos, eles são muito mais valiosos do que quando estão vivos”, disse a artista na época. “Tupac lançou muito mais álbuns desde que morreu do que jamais fez vivo, então é meio nojento o que as gravadoras fazem.”

    Leia mais
  • Série

    Inga Swenson, atriz de “O Poderoso Benson”, morre aos 90 anos

    28 de julho de 2023 /

    Inga Swenson, atriz versátil mais conhecida por suas interpretações memoráveis de mulheres combativas nos sucessos televisivos “Soap” e “O Poderoso Benson”, faleceu aos 90 anos. Ela começou sua carreira no teatro, fazendo sua estreia na Broadway em “New Faces Of 1956” (entre os novos rostos do ano estavam Maggie Smith, Billie Hayes e Jane Connell). Ao todo, apareceu em seis produções da Broadway ao longo dos anos, incluindo “110 in the Shade” em 1963 e “Baker Street” em 1965, que lhe renderam duas indicações ao Tony (o Oscar do teatro). Após o sucesso nos palcos, passou a trabalhar no cinema, participando de filmes como “Tempestade sobre Washington” (1962) de Otto Preminger, “O Milagre de Anne Sullivan” (1962) de Arthur Penn, o polêmico “A Violentada” (1976) de Lamont Johnson, e “Os Homens da Montanha” (1980) de Richard Lang. Mas foi por seu trabalho na TV que se tornou nacionalmente conhecida.   Consagração televisiva Após aparecer em episódios de várias séries entre os anos 1960 e 1970, Swenson se projetou com um arco de vários episódios em “Soap” em 1978, como a vingativa Ingrid Svenson, mãe biológica sueca de Corinne Tate (Diana Canova). Isso levou a um novo papel em “O Poderoso Benson”, spin-off do programa lançado em 1979, como Gretchen Kraus, uma cozinheira alemã autocrática e combativa. Ao longo da segunda série, a personagem de Swenson estava frequentemente em desacordo com Benson (Robert Guillaume), muitas vezes trocando insultos com o protagonista enquanto ele tentava administrar os assuntos domésticos do Governador Eugene X. Gatling (James Noble). Apesar de sua rivalidade, Benson e Kraus mais tarde se tornaram amigos próximos no programa. A atriz estrelou todas as sete temporadas da série e foi indicada três vezes ao Emmy pelo papel, em 1980, 1982 e 1985.   Final da carreira Após “O Poderoso Benson”, ainda se destacou como Maude Hazard na minissérie “North and South” em 1985 e na sua continuação, “North and South, Book II”, baseada na trilogia da Guerra Civil de John Jakes. Ela também apareceu em episódios de “Hotel”, “Supergatas” (The Golden Girls) e “Newhart” no final dos anos 1980, antes de se aposentar da atuação. Swenson casou-se com o engenheiro de som Lowell Harris em 1953 e o casal teve dois filhos. Um deles, Mark Harris, tornou-se editor de cinema e trabalhou na pós-produção de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, “Viúva Negra” e “Jurassic World: Domínio”.

    Leia mais
  • Filme

    Lelia Goldoni, atriz de “Sombras” e “Um Golpe à Italiana”, morre aos 86 anos

    28 de julho de 2023 /

    A atriz Lelia Goldoni, que brilhou como protagonista em “Sombras” (1958), de John Cassavetes, foi comparsa de Michael Caine em “Um Golpe à Italiana” (1969) e amiga de Ellen Burstyn em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), morreu no sábado numa residência para atores atores em Englewood, Nova Jersey, aos 86 anos. Nascida em Nova York em 1º de outubro de 1936, Goldoni era prima de segundo grau do famoso jogador do New York Yankees, Phil Rizzuto, e começou a carreira de atriz na infância. Seus primeiros papéis em Hollywood foram como figurante em dois clássicos de 1949: o noir “Sangue do Meu Sangue” de Joseph L. Mankiewicz, e o thriller “Resgate de Sangue” de John Huston.   Papéis marcantes Aos 19 anos, ela retornou a Nova York, onde estudou em uma oficina de teatro dirigida por John Cassavetes e Burt Lane em Manhattan. Cassavetes então a escalou em seu principal papel, como Lelia, a mulher independente que é negra, mas passa por branca, em sua obra-prima “Sombras” (1959). Ela recebeu uma indicação ao BAFTA como estreante mais promissora do ano por sua atuação. No cultuado thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, ela interpretou a viúva de um criminoso que contrata Michael Caine para o golpe do filme. Já em “Alice Não Mora Mais Aqui” (1974), foi uma das pessoas que a personagem-título, vivida por Ellen Burstyn, encontra em sua jornada em busca de uma vida melhor. A amizade entre as duas oferece um retrato de solidariedade feminina e apoio mútuo, elementos centrais na narrativa do drama de Martin Scorsese. Outros títulos importantes de sua filmografia incluem o suspense hollywoodiano “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, o drama “Irmãos de Sangue” (1978), de Robert Mulligan, e o remake de “Invasores de Corpos” (1978), de Philip Kaufman. A partir dos anos 1980, ela passou a se dedicar a trabalhos televisivos, mas voltou ao cinema em 2012 para um último longa-metragem, o terror bem-sucedido “Filha do Mal”.   Mais que atuação Além de sua carreira como atriz, Goldoni também dirigiu e produziu o documentário “Genius on the Wrong Coast”, sobre o coreógrafo Lester Horton. Membro vitalício do The Actors Studio, Goldoni também ensinou técnica de atuação e análise de roteiro no The Lee Strasberg Theatre Institute e nas universidades UCLA e Hampshire College, além de ser palestrante em Stanford, CalArts e na Universidade de Massachusetts. Ela foi casada com o ator Ben Carruthers, seu parceiro de tela em “Sombras”, e com o escritor Robert Rudelson.

    Leia mais
  • Música

    Morre Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles, aos 77 anos

    28 de julho de 2023 /

    Randy Meisner, co-fundador da banda Eagles e responsável pelo vocal em vários dos maiores sucessos do grupo, morreu aos 77 anos. A morte foi confirmada pela banda em seu site oficial, que atribuiu o falecimento a complicações decorrentes da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).   Uma voz inesquecível Meisner formou os Eagles em 1971, juntamente com Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon. Ele tocou baixo e cantou em vários dos álbuns mais amados da banda de rock, incluindo “Eagles”, “Desperado”, “On The Border”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Ele co-escreveu uma das canções de maior sucesso da banda, “Take It to the Limit”, que também cantou. Em uma declaração, a banda lamentou a perda: “Randy era uma parte integral dos Eagles e instrumental no sucesso inicial da banda. Seu alcance vocal era surpreendente, como é evidente em sua balada de assinatura, ‘Take It to the Limit'”.   Trajetória musical Nascido em Scottsbluff, Nebraska, Meisner decidiu virar músico aos dez anos, após assistir a uma apresentação de Elvis Presley no programa “The Ed Sullivan Show”. Inicialmente, tocava guitarra, mas um de seus professores sugeriu que ele se dedicasse ao baixo, instrumento que acabou se tornando sua marca registrada. Meisner mudou-se para a Costa Oeste em busca de sucesso. Antes de seu sucesso com os Eagles, ele foi baixista da banda Poco, com os ex-membros do Buffalo Springfield, Richie Furay e Jim Messina, e foi vocalista da Stone Canyon Band, de Rick Nelson. Meisner aparece no “In Concert at the Troubadour” da Canyon Band (que co-produziu), e “Rudy The Fifth”, além de participar de “Easy to Be Free”, documentário da turnê de 1969 da Stone Canyon Band. No entanto, uma ligação que o convidou para se juntar à banda de apoio de Linda Ronstadt mudou o rumo de sua carreira. Na banda, estavam também Glenn Frey, Don Henley e Bernie Leadon, que mais tarde se tornariam com Meisner os membros fundadores do Eagles.   Sucesso dos Eagles Com o Eagles, Meisner alcançou o estrelato. A banda assinou com a Asylum Records e lançou uma série de álbuns de sucesso, incluindo “Desperado”, “One of These Nights” e “Hotel California”. Meisner co-escreveu e cantou a música “Take It to the Limit”, que se tornou o primeiro single de ouro do Eagles. No entanto, a pressão de cantar a música ao vivo – algo que o tímido baixista não gostava – levou a tensões dentro da banda. Em 1977, após um desentendimento com Frey sobre a performance da música durante um show em Knoxville, Tennessee, Meisner decidiu deixar o Eagles. Por curiosidade, ele foi substituído por Timothy B. Schmit – o mesmo músico que o sucedeu no Poco.   Carreira não tão solo Sua carreira solo não teve a mesma visibilidade. Ele lançou seu primeiro disco homônimo em 1978, seguido por “One More Song” em 1980, mas em 1985 e uniu a Jimmy Griffin (ex-Bread) e Billy Swan para formar a banda de country rock Black Tie. O grupo lançou seu primeiro álbum, “When the Night Falls”, em 1990, mas dois anos depois já sofreram reformulação, transformando-se em Meisner, Swan & Rich, com a saída de Griffin e a entrada de Charlie Rich Jr. O músico também voltou a se juntar com o Poco para uma turnê de reencontro em 1990, e lamentou ter sido excluído da reunião dos Eagles em 1994. Entretanto, voltou a se juntar à banda em 1998 na cerimônia de indução dos Eagles ao Rock and Roll Hall of Fame em Nova York, quando tocou “Take It Easy” e “Hotel California” com os antigos parceiros. Ele também foi convidado pelos Eagles para participar de sua turnê mundial “History of the Eagles” em 2013, mas não pôde se juntar a eles devido a seus problemas de saúde contínuos.   Vida pessoal, saúde e problemas legais Meisner casou-se duas vezes. Sua primeira esposa foi Jennifer Lee Barton, com quem teve três filhos. O casal se divorciou em 1981. Em 1996, Meisner casou-se com Lana Rae. Em 2016, Lana foi morta acidentalmente por um disparo de arma de fogo em sua casa. Meisner foi detido para interrogatório, mas foi liberado após as gravações de vigilância mostrarem que ele estava em outra parte da casa no momento do disparo. Antes da morte da esposa, amigos de Meisner haviam solicitado uma tutela temporária para proteger o músico, alegando que Lana estava se aproveitando de suas dependências para mantê-lo bêbado e complacente. Após a morte de Lana, Meisner solicitou sua própria tutela, alegando que estava “mal conseguindo aceitar a perda repentina e trágica de sua amada esposa”. Ele foi enviado à força para uma clínica psiquiátrica, devido a pensamentos suicidas. Meisner lutou contra a dependência do álcool desde o final dos anos 1960. Na década de 2000, sua saúde começou a deteriorar-se, levando a uma série de pequenos ataques cardíacos que o forçaram a reduzir as turnês. Em 2008, ele se afastou completamente das performances ao vivo.

    Leia mais
  • Música

    Causa da morte de Gal Costa é revelada

    27 de julho de 2023 /

    Oito meses após o falecimento da cantora Gal Costa, a causa de sua morte foi finalmente revelada. Segundo a certidão de óbito da artista, divulgada pelo G1, a cantora tinha câncer e morreu de um infarto agudo no miocárdio no dia 9 de novembro de 2022, aos 77 anos. A certidão de óbito revelou que a cantora tinha uma neoplasia maligna de cabelo e pescoço, que teria causado seu infarto. Gal Costa chegou a passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita e pausou a agenda de shows antes de sua morte.   Fim das suspeitas A causa do falecimento não havia sido divulgada até então, gerando especulações e suspeitas em torno de Wilma Petrillo, viúva da cantora, que após ser envolvida em denúncias de sabotar a carreira de Gal, foi acusada por alguns de ocultar informações. A jornalista Hildegard Angel chegou a lançar uma campanha que pedia a exumação do corpo da cantora, mas recuou agora, diante da divulgação da autópsia. “Se as pessoas acharem que está tudo bem, então tudo bem. É pena que esse atestado só tenha aparecido agora. Veja como as coisas são, a pessoa prefere ficar em desconfiança”, disse Angel à Folha de S. Paulo.

    Leia mais
  • Música

    Sinéad O’Connor foi encontrada morta após se declarar “morta-viva” no Twitter

    27 de julho de 2023 /

    A polícia do Reino Unido declarou que a cantora Sinéad O’Connor foi encontrada morta em sua residência na quarta-feira (26/7), mas sem sinais que evidenciassem a causa do falecimento. Para determinar a causa mortis, ela está passando por uma autópsia nesta quinta-feira (27/10). Uma publicação da artista, entretanto, intriga a polícia. Dias antes de morrer, Sinéad fez um desabafo no Twitter/X, definindo-se como uma “criatura morta-viva” por conta da tragédia de Shane O’Connor, seu filho de 17 anos que cometeu suicídio no ano passado.   Morta-viva “Tenho vivido como uma criatura noturna morta-viva desde então. Ele era o amor da minha vida, a lâmpada da minha alma. Éramos uma alma em duas metades. Ele foi a única pessoa que me amou incondicionalmente. Estou perdida sem ele”, escreveu no último dia 17 de julho. A cantora também havia feito outra postagem no mês passado, onde citava uma oração havaiana sobre impactos emocionais. “Isto é dedicado a muitos a quem trouxe sofrimento em minha vida e também, com amor, para qualquer um que em suas vidas trouxe sofrimento sobre mim”, dizia a mensagem.   Morte trágica do filho Sinéad O’Connor, que ganhou fama internacional em 1990 com a gravação do hit “Nothing Compares 2 U”, chegou a ser internada numa clínica no ano passado, pela dificuldade de superar o trauma de perder seu filho Shane O’Connor, que foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda. O adolescente de 17 anos travava uma luta intensa contra a depressão e pensamentos suicidas. 😭😭😭😭😭😭😭😭😭😭#lostmy17yrOldSonToSuicidein2022. Been living as undead night creature since. . He was the love of my life, the lamp of my soul. We were one soul in two halves. He was the only person who ever loved me unconditionally. I am lost in the bardo without him pic.twitter.com/aC8BOmLQ9N — Sinead Marie-Bernarde Aoibheann O’Connor (@786OmShahid) July 17, 2023

    Leia mais
  • Música

    Lembre a carreira de Sinéad O’Connor em 15 vídeos

    27 de julho de 2023 /

    A voz de Sinéad O’Connor, que se calou nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, sempre foi poderosa, ecoando uma presença de palco inconfundível. Sua abordagem sem barreiras, misturando gêneros e estilos, ajudou a criar um som que era inegavelmente seu. Do pós-punk ao funk, do folk ao pop, sua versatilidade é evidente ao longo da carreira, assim como seu talento. Sua evolução musical começou com o álbum “The Lion and the Cobra” em 1987, mas foi com o seu segundo disco, “I Do Not Want What I Haven’t Got”, de 1990, que ela alcançou o estrelato global. A canção “Nothing Compares 2 U”, escrita por Prince, se tornou um hit internacional e o vídeo da música, que apresenta um close emocional da artista, é considerado um dos mais icônicos da história da música pop. Se gravou Prince em 1990, também gravou Nirvana quatro anos depois, mostrando a amplitude de suas influências. Nascida e criada na Irlanda, Sinéad se destacou não apenas por sua voz única, mas também por sua personalidade forte e suas opiniões francas. Sua decisão de raspar a cabeça no início de sua carreira foi um ato de desafio contra as expectativas tradicionais de gênero e beleza, que a tornou uma figura inspiradora para muitos. Não por acaso, ela foi uma defensora incansável dos direitos humanos e usou sua plataforma para falar sobre questões como abuso infantil e injustiça social. Para celebrar a obra da artista, selecionamos 15 clipes marcantes que destacam a variedade sonora de sua carreira musical. Confira.     Ou assista os clipes na versão Playlist:

    Leia mais
  • Música

    Cantora Sinéad O’Connor morre aos 56 anos

    26 de julho de 2023 /

    A cantora irlandesa Sinéad O’Connor, do hit “Nothing Compares 2 U”, morreu nesta quarta-feira (26/7) aos 56 anos, ainda sem causa confirmada. “É com muita tristeza que comunicamos o falecimento de nossa querida Sinéad. Família e amigos estão devastados e pediram privacidade neste momento tão difícil”, disse a família da cantora, em nota. No ano passado, a cantora passou por um período traumático ao perder seu filho Shane O’Connor. O jovem de 17 anos foi encontrado morto na cidade de Wicklow, na Irlanda, após travar uma luta contra a depressão e pensamentos suicidas. Ele fugiu de um hospital onde estava sob vigilância médica.   História de Sinéad O’Connor Sinéad Marie Bernadette O’Connor nasceu em Dublin, na Irlanda, em 8 de dezembro de 1966. Ela era filha do engenheiro Sean O’Connor e de Marie O’Connor. Conhecida por sua voz doce e visual rebelde, a cantora teve sua vida marcada por abusos na infância, tentativa de suicídio e revelação de homossexualidade no meio da conturbada carreira musical. Ela chegou a ser excomungada por protestar contra abusos sexuais de padres e membros da igreja católica, antes que a polêmica se tornasse inegável. Seu primeiro álbum foi “The Lion and The Cobra”, lançado em 1987 em homenagem à mãe que falecera há pouco tempo. O disco, com músicas de pós-punk dançante, foi aclamado pela crítica e reproduzido em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, atraindo atenção para o estilo rebelde da jovem, que buscava esconder a beleza ao se apresentar careca. Sua careca se tornou reconhecida mundialmente com o lançamento de “Nothing Compares 2 U”, música composta para ela pelo cantor Prince (1958-2016), que se tornou o hit mais ouvido do mundo em 1990. Ainda na década de 1990, Sinéad lançou seu terceiro disco “Am I Not Your Girl?”, onde ela interpretou novas músicas de sucesso, como “Don’t Cry For Me, Argentina” e “Gloomy Sunday”. A cantora também passou a chamar atenção por protestos religiosos nesse período, e acabou conquistando uma imagem negativa no meio conservador, chegando a ser vaiada num show em tributo a Bob Dylan nos EUA. Em 1994, a artista lançou mais um álbum de destaque, “Universal Mother”, que incluía a faixa “Fire on Babylon” sobre abuso sexual infantil. Já nos anos 2000, Sinéad anunciou sua conversão à Igreja Tridente Latino, da Irlanda, passando a dedicar-se apenas à religião. Pouco depois, ela anunciou sua despedida dos palcos para cuidar da família. Pouco mais de uma década depois, a cantora descumpriu sua própria promessa e, no final de 2011, lançou seu último álbum, intitulado “Home”. Ao todo, foram dez álbuns em 37 anos de carreira, incluindo discos dedicados a canções tradicionais irlandesas. Famosa por opiniões fortes sobre a igreja, a cantora se converteu ao Islamismo e trocou seu nome para Shuhada ‘Sadaqat em 2018. Ela chegou a “enfrentar” as autoridades religiosas em outros momentos, rasgando uma bíblia em um momento marcante da carreira. Em setembro de 2019, a artista voltou a causar polêmica ao fazer acusações contra o cantor Prince, que teria agredido várias mulheres. Ela teria sido uma das vítimas. No início deste ano, Sinéad foi aplaudida de pé ao receber o prêmio inaugural de Álbum Irlândes Clássico no RTÉ Choic Music Awards. A cantora dedicou seu prêmio, por “I Do Not Want What I Haven’t Got”, para a comunidade de refugiados da Irlanda. Sinéad O’Connor deixa três filhos.

    Leia mais
  • Música

    Leny Andrade e Doris Monteiro terão despedida conjunta

    24 de julho de 2023 /

    Leny Andrade e Doris Monteiro, duas das maiores cantoras da música brasileira, serão veladas juntas no Theatro Municipal do Rio na terça-feira (25), das 10h às 13h. As cantoras, que eram amigas, faleceram nesta segunda-feira (24/7). Leny Andrade, aos 80 anos, após ser internada na última semana por conta de uma pneumonia. Doris Monteiro, aos 88, de causas naturais, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Quando Leny Andrade começou a cantar profissionalmente, em 1958, aos 15 anos, Doris já era consagrada e já havia alcançado o topo das paradas na rádio. Homenagens e Reconhecimento As duas cantoras foram homenageadas juntas em diversas ocasiões. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro “A Noite do Meu Bem”, de Ruy Castro. Em 2017, encontraram-se no palco por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou “Zum zum” e Leny interpretou “Há um Deus”. Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. “Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 1960 e 1970, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira. Repercussão e Lamentações A notícia da morte das cantoras repercutiu entre os famosos, que usaram as redes sociais para lamentar a perda dupla. A cantora Alaíde Costa lamentou que “estamos cada dia mais só”. “A querida amiga e cantora Doris nos deixou hoje. Descanse em paz […] Que tristeza perder duas amigas em um mesmo dia. Que a querida Leny encontre luz e paz em sua nova morada”, afirmou no Instagram. O ator Ivam Cabral escreveu no Twitter: “Que dia mais triste! Morreram Leny Andrade e Doris Monteiro. Cresci em uma família muito musical e em casa havia muitos discos de Doris. ‘Doris Monteiro’, de 1969, um dos meus preferidos, é delicioso, cheio de bossa. Leny eu viria descobrir mais tarde, na minha juventude, quando comecei a ouvir jazz. Em algum momento, cheguei, inclusive, a colecionar sua obra. É… mais um capítulo que se encerra… Quanta saudade”.

    Leia mais
  • Música

    Cantora Dóris Monteiro morre aos 88 anos

    24 de julho de 2023 /

    A música brasileira perdeu uma de suas mais expressivas vozes. Dóris Monteiro, a cantora que antecipou a bossa nova, faleceu nesta segunda-feira (24/7) aos 88 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. A artista, que estreou ainda na década de 1940, ficou conhecida pela “voz pequena”, conforme ela mesma definia, e gravou mais de 60 álbuns ao longo de sua carreira. Dóris Monteiro, cujo nome de batismo era Adelina Dóris Monteiro, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de outubro de 1934. Filha de Glória Monteiro Murta, portuguesa que trabalhava como empregada doméstica, Dóris nunca conheceu o pai biológico. Sua trajetória na música começou cedo, quando aos 16 anos estreou na Rádio Nacional, no programa de imitações “Papel Carbono”, de Renato Murce.   A Precursora da Bossa Nova Dóris Monteiro foi uma das precursoras do grande movimento da música brasileira no século 20, a bossa nova. Com sua “voz pequena”, cantando coisas “mais mexidinhas”, como sugerira a ela o compositor Billy Blanco, já cantava no estilo da bossa nova em 1957, quando gravou “Mocinho Bonito”, de autoria de Blanco, a música mais tocada nas rádios brasileiras naquele ano. O espetáculo “O Encontro”, com João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que marcou o início da bossa nova, só aconteceria cinco anos depois. Dóris Monteiro teve uma carreira de sucesso tanto na música quanto no cinema. Seu primeiro disco, “Todamérica”, lançado em 1951, com a canção “Se Você Se Importasse”, fez um enorme sucesso. Além disso, a cantora estreou no cinema em 1953, em “Agulha no Palheiro”, de Alex Viany. Fez mais sete filmes, incluindo o premiado “De Vento em Popa”, de Carlos Manga, lançado em 1957, que lhe rendeu prêmios e reconhecimento, e “A Carrocinha” (1957), ao lado do comediante Mazzaropi. Nos anos 1970, ela embarcou na MPB, gravando composições de Erasmo Carlos (“Glória, Glorinha”, “Coqueiro Verde”), Caetano Veloso (“De Noite na Cama”), Antônio Carlos e Jocafi (“Mas que Doidice”) e Sidney Miller ( “É Isso Aí”, que foi redescoberta nos anos 1990, virando um hit das pistas da dança). Ao longo da carreira, ela gravou mais de 60 álbuns de estúdio, a maioria pela Odeon, e participou em coletâneas e reedições posteriores. Alguns de seus maiores sucessos, além de “Mocinho Bonito”, foram “Mudando de Conversa”, composta por Maurício Tapajós e Hermínio de Carvalho, “Conversa de Botequim”, de Noel Rosa, e “Dó-Ré-Mi”, de Fernando César e Nazareno de Brito.   O Legado de Dóris Monteiro Dóris Monteiro deixou um legado inestimável para a música brasileira. Sua voz suave e delicada marcou a história do rádio e do cinema brasileiro e também alcançou o cenário internacional. Em 1990, a convite da cantora Lisa Ono, realizou shows em Tóquio, Osaka e Nagóia, no Japão. Também se apresentou no Cassino de Punta del Este, no Uruguai, e em Lisboa e Coimbra, em Portugal, ao lado de Dorival Caymmi. Essas apresentações internacionais reforçam a importância de Dóris Monteiro para a música brasileira e seu reconhecimento além das fronteiras do Brasil. A cantora, que nunca teve filhos, foi casada com o tecladista Ricardo Júnior, com quem manteve uma parceria artística que durou mais de 40 anos, só terminando com a morte do músico em março de 2017.

    Leia mais
  • Música

    Cantora Leny Andrade morre aos 80 anos no Rio de Janeiro

    24 de julho de 2023 /

    Leny Andrade morreu na manhã desta segunda-feira (24/7) na zona oeste do Rio de Janeiro. A cantora de 80 anos estava internada no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá há dois dias com pneumonia e teve sua morte confirmada pela assessoria do Retiro dos Artistas, onde ela vivia desde 2019. “A diva do Jazz Brasileiro foi improvisar no palco eterno. Leny faleceu nessa manhã, cercada de muito amor. […] A voz de Leny Andrade é eterna”, escreveu sua equipe no Instagram.   O começo da carreira Filha de Dona Ruth, Leny Andrade aprendeu seus primeiros passos como pianista clássica aos 6 anos. Tempos depois, ganhou bolsa no Conservatório de Música e, com apenas 9 anos, foi levada pelo pai, o médico Gustavo da Silva, para uma apresentação no “Clube do Guri”, da Rádio Tupi. Na adolescência, passou a cantar em clubes, incluindo as boates do Beco das Garrafas, em Copacabana, onde surgiram a bossa nova e o samba-jazz. Em 1958, tornou-se crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, mas cerca de três anos depois já estava estabelecida na carreira solo com seu primeiro LP, “A Sensação”, quando iniciou sua trajetória como porta-voz da ala do jazz da bossa nova. Afastando-se do estilo da maioria das cantoras do rádio, que privilegiavam voz potente, ela se destacou pelo suingue e o scat (emitir sons em vez de palavras), técnicas que aprimorou como cantora da noite.   Os amores O estouro veio com “Estamos Aí”, um de seus principais discos, lançado em 1965. Na época, fez uma turnê no México com Peri Ribeiro, e só voltou após seis anos, apaixonando-se pelo país. Neste período, o Brasil viveu seu apogeu no México, com a conquista do tricampeonato de Futebol na Copa do Mundo de 1970. E Leny teve participação especial na comemoração, envolvendo-se com o artilheiro Jairzinho. Ela teve poucos amores duradouros, como o compositor Claudionor Nascimento, de quem gravou três músicas, e só se casou uma vez, com o escultor espanhol Carmelo Senna, num casamento de apenas dois anos, entre 1980 e 1982. Mas se orgulhava de ter uma vida amorosa animada. Seus shows eram ainda mais animados, o que a tornou figura cultuada no exterior. Entre os anos 1980 e 1990, época do clássico “Luz Neon”, cativou até Tony Bennett – que costumava desenhá-la enquanto ela cantava – e Liza Minnelli.   O final da carreira Ao todo, a cantora gravou 34 álbuns na carreira, em parceria com instrumentistas de renome, como Cristóvão Bastos, Romero Lubambo e César Camargo Mariano, com quem ela dividiu um Grammy Latino em 2007. Em 2018, a cantora celebrou seus 60 anos de carreira com apresentações no projeto “Clube do Choro Convida”, acompanhada pelo violinista Luiz Meira, ocasião em que relembrou suas músicas mais marcantes como “Estamos aí”, “Rio”, “Céu e Mar”, “Influência do Jazz” e “Contigo Aprendi”. A artista se mudou para o Retiro dos Artistas em janeiro do ano seguinte, pois estava com a saúde fragilizada, sofria perda de memória recente e não tinha filhos. A pandemia agravou seu quadro e ela chegou a pesar 45 quilos. Em novembro de 2019, ela fez sua última aparição no programa “Conversa com Bial”, rebateu sua fama de rigorosa e ainda levou Pedro Bial às lágrimas ao interpretar “Por Causa de Você”. Mesmo debilitada, ainda gravou aquela canção em agosto de 2022, acompanhada pelo pianista e parceiro de mais de três décadas Gilson Peranzzetta. “Por Causa de Você”, sua última gravação, foi lançada pela Mills Records em janeiro deste ano, quando ela celebrou seus 80 anos.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie