MC Marcinho, pioneiro do funk, morre aos 45 anos
O pioneiro do funk MC Marcinho faleceu neste sábado (26/8) aos 45 anos, no Hospital Copa d’Or, no Rio de Janeiro, por falência múltipla dos órgãos. O cantor estava internado desde 27 de junho, após sentir fortes dores no peito. O caso se agravou em julho, quando ele sofreu uma parada cardíaca e foi intubado. Internado em estado grave, o músico apresentava quadro de insuficiência cardíaca e renal. Foi colocado na fila de transplante de coração, mas uma infecção generalizada fez com que ele fosse retirado da lista de espera. Em março deste ano, Marcinho chegou a recorrer à ajuda financeira para realizar uma cirurgia cardíaca que substituiria seu marca-passo. Ele alegou que a demora do convênio médico o tornou incapaz de andar e o afastou dos palcos. Nomes da cena musical como Pocah, Dennis DJ, Valesca Popozuda e Jojo Todynho se mobilizaram em uma corrente solidária para auxiliá-lo. Começo da carreira Marcinho teve uma carreira marcante na cena do funk brasileiro. Sua estreia aconteceu há cerca de 30 anos, aos 16 anos de idade. Seu primeiro álbum, “Porque Te Amo”, foi lançado em 1997 pela Afegan Records, com produção do renomado DJ Marlboro, e era um disco em parceria com a funkeira MC Cacau, com quem namorava. Já seu primeiro hit solo, “Rap do Solitário”, nasceu de um episódio pessoal, quando flagrou a então namorada com outro homem. A estreia solo, “Sempre Solitário”, foi lançado em 1998 novamente pela Afegan e com produção de Marlboro. Com sucessos como “Princesa” e “Garota nota 100”, ele se tornou uma das vozes mais importantes do funk melody, ao lado de nomes como Claudinho e Buchecha. Mesmo com a transição do funk para estilos mais agressivos no início dos anos 2000, Marcinho continuou relevante, sobretudo com o lançamento de “Glamurosa” em 2002, música que divergiu levemente de seu estilo original para se adequar ao cenário da época. Glamurosa “Funk do meu Rio se espalhou pelo Brasil”, declarou Marcinho em “Glamurosa”, refletindo a expansão do som dos bailes funk para fora das comunidades cariocas originais. Ele já contabilizava uma década de carreira musical na época e o hit o tornou conhecido nacionalmente. A canção emergiu em um momento em que Marcinho já havia desviado seus focos profissionais para a administração de um hospital. Inspirada em Xuxa, a música acabou resgatando sua carreira musical. O hit tornou-se uma espécie de hino que reafirmou o talento do cantor, não apenas no âmbito do funk melody, mas também no cenário musical brasileiro mais amplo. Seu impacto foi tão significativo que ela retornou recentemente através de sua inclusão na trilha sonora de “Vai na Fé”. Mas após um período de consagração, Marcinho começou a enfrentar desafios em sua carreira e saúde pessoal. Em 2006, ele sofreu um acidente de carro e uma tentativa de assalto que afetaram sua saúde e carreira. Mesmo assim, continuou a contribuir para o cenário musical com faixas como “Salve Favela” e “Quero Te Levar”. Em julho passado, durante participação no programa “Mais Você”, o cantor disse estar feliz por “Glamurosa” “renascer depois de quase 30 anos” na novela da Globo. “Depois de quase 30 anos, ver a música renascer de novo e ver a novela abordar o funk melody, é muito bom. Todo mundo vem comentar comigo que minha música está na novela. Então estou muito feliz, muito obrigado”, disse ele.
Bernie Marsden, guitarrista original do Whitesnake, morre aos 72 anos
Bernie Marsden, um dos guitarristas mais icônicos do rock e ex-integrante da banda Whitesnake, morreu aos 72 anos na quinta-feira (24/8). A família do músico informou que ele faleceu ao lado de sua esposa, Fran, e das filhas, Charlotte e Olivia. “Bernie nunca perdeu a sua paixão pela música, por escrever e gravar novas músicas até o final”, declarou a família. David Coverdale, ex-companheiro de banda, também prestou sua homenagem. “Acordei com a terrível notícia de que meu velho amigo e ex-companheiro de banda, Bernie Marsden, faleceu”, escreveu. “Um homem genuinamente engraçado e talentoso, que tive a honra de conhecer e dividir o palco”. A trajetória de Marsden Nascido em Buckingham, na Inglaterra, em 1951, Bernie Marsden iniciou sua carreira profissional no mundo da música em 1972 com a banda UFO. Antes de alcançar a fama com o Whitesnake, ele já mostrava seu talento em grupos como Paice Ashton Lord, ao lado de integrantes do Deep Purple, e no Wild Turkey. Em 1978, ele co-fundou o Whitesnake ao lado de David Coverdale. A parceria entre os músicos resultou em um EP, cinco álbuns de estúdio e um álbum ao vivo, dos quais saíram hits como “Here I Go Again” e “Fool for Your Loving”, trazendo sua assinatura. Apesar da fama adquirida com a banda, Marsden enfrentou desafios financeiros mesmo durante o auge de sua carreira. “Tudo o que eu ganhava era um pequeno salário mensal. Não importava se fizemos 10 ou 29 shows, o dinheiro era o mesmo”, revelou o guitarrista, enfatizando questões de gestão no Whitesnake, que o levaram a romper com Coverdale. Após abandonar o Whitesnake, Marsden formou e tocou em várias outras bandas influentes como Alaska e The Moody Marsden Band. Além disso, continuou a construir seu repertório solo, que teve início durante seus dias com o Whitesnake. A lista repleta de estrelas de colaboradores do guitarrista também inclui nomes como Robert Plant, Paul Weller, Jon Lord, Ringo Starr, Rory Gallagher, Jack Bruce e Warren Haynes, que fãs de rock tremem só de pronunciar. Bastante ativo no cenário musical, o guitarrista ainda gravava de forma intensa. Ele chegou a lançar dois álbuns em 2021 e mais um em 2022 como parte de sua série de LPs chamada “Bernie’s Inspiration Series”. No ano passado, porém, começou a sofrer problemas de saúde, foi submetido a uma cirurgia e adoeceu com desidratação aguda. “Suponho que estou orgulhoso de tudo que aconteceu”, diz uma citação em seu site oficial. “Afinal, eu só queria viver de tocar guitarra.” Good Morning…I’ve just woken up to the awful news that my old friend & former Snake Bernie Marsden has passed. My sincere thoughts & prayers to his beloved family, friends & fans. A genuinely funny, gifted man, whom I was honored to know & share a stage withRIP, Bernie XXX pic.twitter.com/KXwsDEICN6 — David Coverdale (@davidcoverdale) August 25, 2023
David Jacobs, criador de “Dallas”, morre aos 84 anos
O produtor e roteirista David Jacobs, conhecido por ter criado a série clássica “Dallas”, morreu no domingo passado (20/8) aos 84 anos, após lutar contra o Alzheimer por vários anos. A informação foi divulgada por seu filho Aaron na noite de terça-feira (228). Apesar do grande sucesso alcançado na telinha, David Jacobs queria seguir carreira na literatura, e chegou a publicar alguns livros de não ficção e artigos de revista antes de dar uma guinada para a TV em 1977, quando foi contratado como roteirista da série “Família”. E já no ano seguinte foi catapultado ao sucesso graças a “Dallas”. O tiro que parou os EUA Lançada em 1978 na rede americana CBS, “Dallas” rapidamente se tornou um sucesso retumbante. A trama girava em torno de uma família texana de barões do petróleo e se tornou um fenômeno cultural. Com um elenco encabeçado por Larry Hagman, Linda Gray e Patrick Duffy, a série levou o tom de telenovela para as séries, abusando das traições, vinganças e reviravoltas, tornando-se líder absoluto de audiência da TV dos EUA durante três das cinco temporadas subsequentes – e ficou em 2º lugar nas demais. Um de seus episódios mais emblemáticos foi ao ar em março de 1980, no final da 3ª temporada, quando o personagem de Hagman, o vilão J.R. Ewing, foi baleado. Ao estilo das novelas de Janete Clair, o mistério em torno do atentado originou um frisson pré-redes sociais, levando o público americano a propagar o slogan “Quem atirou em J.R.” durante meses, até a série retornar em novembro com a estreia da 4ª temporada. O retorno da série marcou época com o episódio de maior audiência na história da TV até então, atingindo a classificação impressionante de 53.3 pontos. Isto significa que o capítulo foi sintonizado por 76% de todas as TVs dos EUA. A série, que chegou a contar com Priscilla Presley em seu elenco, continuou a ser transmitida por mais de 350 episódios, durando 14 temporadas até 1991. Um spin-off de 14 temporadas Aproveitando o sucesso de “Dallas”, Jacobs também criou o spin-off “Knots Landing”, que se tornou outro drama duradouro na TV americana. A série estreou no fim de 1979, focando a jornada da ovelha negra da família de “Dallas”, Gary Ewing (Ted Shackelford), irmão do meio de J.R. (Hagman) e Bobby (Duffy), que resolve se mudar para Los Angeles. A atração também esteve entre as mais vistas dos EUA nos anos 1980 e igualmente durou 14 temporadas, até 1993. Outras séries e a volta a “Dallas” Além do universo de “Dallas”, Jacobs trabalhou em outras séries famosas. Ele criou a série western “Paradise” (1988-1991), o drama de época “Homefront” (1991-1993), que foi indicado ao Emmy, sobre um recruta (Kyle Chandler) de volta da 2ª Guerra Mundial, e o drama policial “Bodies of Evidence” (1992-1993), estrelada pelo jovem George Clooney e encerrada após uma única temporada. Neste período, ainda foi produtor de “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman” (1993–1997). Mas nunca mais criou outro fenômeno. Por conta disso, acabou retornando às suas séries mais célebres. Em 1997, fez a minissérie “Knots Landing: Back to the Cul-de-Sac” e em 2012 reviveu “Dallas” para a TV paga. Apesar de um relativo êxito inicial, a continuação, focada nos filhos dos personagens originais, sofreu o impacto da morte de Larry Hagman, por câncer durante a 2ª temporada, e acabou cancelada um ano depois. Lembre a abertura icônica de “Dallas”
Ron Cephas Jones, ator premiado de “This Is Us”, morre aos 66 anos
O ator Ron Cephas Jones, conhecido por seu papel como William Hill na série “This Is Us”, morreu neste sábado (19/8) aos 66 anos devido a um problema pulmonar crônico. O felecimento foi confirmada por um representante do ator, que deu como causa uma “questão pulmonar crônica”. Nascido em 8 de janeiro de 1957, em Paterson, Nova Jersey, Jones estudou jazz no Ramapo College antes de decidir mudar seu foco para o teatro. Ele se formou em 1978 e mudou-se para Los Angeles, onde dirigiu um ônibus por quatro anos, sem conseguir trabalho como ator. Decepcionado, retornou à Nova York em 1985, onde começou a frequentar o Nuyorican Poets Café, espaço cultural para performances de artistas emergentes, onde chamou a atenção de um diretor de elenco. Isso levou a sua estreia no teatro em 1994, com o papel principal na peça “Holiday Heart”. Ele continuou a atuar em várias produções teatrais, incluindo a interpretação do personagem-título de “Richard III” com o Public Theater em Nova York. Carreira no cinema e televisão Jones fez sua estreia no cinema em 1998 com o filme “Jogada Decisiva”, de Spike Lee. Depois disso, voltou a aparecer em bons filmes como “Half Nelson: Encurralados” (2006), “Across the Universe” (2007) e “Meu Nome É Dolemite” (2019), mas a maioria de seus papéis se concentraram em interpretações televisivas, incluindo diversos telefilmes e séries como “Mr. Robot” (2015–2016), “The Get Down” (2016–2017), “Luke Cage” (2016–2018) e “Truth Be Told” (2019-2023). Seu papel mais famoso foi como William Hill em “This Is Us” (2016–2022), pelo qual ele recebeu quatro indicações consecutivas ao Emmy, vencendo duas vezes como Ator Convidado em Série Dramática em 2018 e 2020. Na trama, ele interpretou o pai biológico de Randall Pearson (Sterling K. Brown). Personagem complexo e multifacetado, William é apresentado como um poeta talentoso que enfrentou desafios significativos em sua vida, incluindo o vício em drogas. Após o nascimento de Randall, William o deixou em frente a um quartel de bombeiros, uma decisão que o atormentou por anos. A relação entre pai e filho é um dos pontos centrais da série. Randall, que foi adotado por uma família branca, busca suas raízes e encontra William em sua vida adulta. A jornada deles é cheia de redescobertas, reconciliações e crescimento mútuo, e também consagrou a interpretação de Sterling K. Brown, vencedor do Emmy de Melhor Ator em Série Dramática em 2017. Os dois trouxeram profundidade e sensibilidade aos personagens que ressoaram com os espectadores e a crítica, explorando temas de paternidade, identidade, arrependimento e redenção. Reações e homenagens Sterling K. Brown compartilhou uma homenagem ao seu pai da ficção no Instagram, dizendo: “A vida imitou a arte hoje, e uma das pessoas mais maravilhosas que o mundo já viu não está mais conosco. Irmão, você é amado. E você fará falta. Continue fazendo-os rir na próxima fase da existência, e eu te verei quando chegar lá.” Dan Fogelman, criador de “This Is Us”, também usou as redes sociais para lembrar Jones: “Uma perda enorme. Ron foi o melhor dos melhores – na tela, no palco e na vida real. O mais legal. A companhia mais fácil e divertida. E meu Deus: que ator. Eu acho que nunca mudei uma única tomada dele em uma edição… porque tudo o que ele fez foi perfeito.”
Viola Davis homenageia Léa Garcia: “Uma honra ter te conhecido”
A atriz americana Viola Davis usou sua conta no Instagram para prestar homenagens a Léa Garcia, atriz brasileira que morreu na terça-feira (15/8) aos 90 anos, no Rio Grande do Sul, onde receberia uma homenagem no Festival de Gramado pelas realizações de sua carreira. “Foi uma honra ter te conhecido, Dona Léa. Obrigado por suas contribuições ao nosso ofício”, escreveu a atriz, junto de uma foto de sua passagem pelo Brasil no ano passado, quando veio divulgar o filme “A Mulher Rei”. A foto mostra um encontro de Viola com artistas brasileiros, inclusive Léa Garcia. A reunião aconteceu na casa de Taís Araújo e Lázaro Ramos e contou com a presença também de Iza, Zezé Motta, Seu Jorge e Ícaro Silva, entre outros. O Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por VIOLA DAVIS (@violadavis) momento foi registrado em fotos publicadas pelo casal no Instagram. “Recebendo amigos. Noite linda e mais que especial”, escreveu Taís quando da ocasião.
Magoo, pioneiro do rap, morre aos 50 anos
O rapper americano Melvin Barcliff, mais conhecido como Magoo, faleceu aos 50 anos no fim de semana em Williamsburg, Virgínia, e a causa ainda está sob investigação. Magoo foi uma figura fundamental na cena do hip-hop da Virgínia na década de 1990, colaborando com estrelas emergentes como Timbaland, Missy Elliott e Pharrell Williams. A influência no hip-hop Magoo se apaixonou pelo rap ainda criança, durante uma infância difícil. Aos 14 anos, ele percebeu que o rap era uma forma de arte que também poderia praticar. Ao iniciar o Ensino Médio, ele fez amizade com Timothy Mosley, também conhecido como Timbaland, com quem formou uma dupla e lançou três álbuns entre 1997 e 2003. Magoo, Timbaland e outros na área de Virginia Beach, incluindo Pharrell Williams e Missy Elliott, exerceram forte influência no hip-hop no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O álbum de estreia da dupla, “Welcome to Our World”, incluiu a faixa “Up Jumps da’ Boogie”, com Missy Elliott e Aaliyah, que alcançou a 12ª posição na Billboard Hot 100, o maior sucesso de Magoo nas paradas. Os críticos citaram o projeto como um passo no desenvolvimento de Timbaland como produtor e compararam Magoo a Q-Tip, um dos rappers do grupo A Tribe Called Quest. Seguiram-se mais dois álbuns, “Indecent Proposal” em 2001 e “Under Construction, Part II” em 2003 – concebido como uma sequência do quarto álbum de Missy Elliott, “Under Construction”. Esses discos incluíram participações de artistas como Jay-Z, Beenie Man, Ludacris, Twista, Brandy e Wyclef Jean. Após o lançamento do último álbum da dupla, Magoo se afastou gradualmente dos holofotes da indústria da música. Enquanto Timbaland continuou sua carreira solo de sucesso, colaborando com artistas renomados, especialmente como produtor de hits, Magoo optou por um caminho mais reservado. Embora tenham se separado, Magoo sempre expressou sua profunda amizade com Timbaland, entatizando em entrevistas que a dupla era mais uma amizade do que um grupo musical. Homenagens e Lembranças Timbaland postou vídeos antigos ao lado de Magoo no Instagram com a legenda: “Vida longa a Melvin Magoo! Tim e Magoo para sempre, descanse em paz meu rei”. Missy Elliott também prestou homenagem, lembrando que Magoo foi quem lhe deu o apelido de Misdemeanor, seu nome inicial de rapper, porque ele disse que era “um crime ter tantos talentos”.
MC Katia, precursora do funk carioca, morre aos 47 anos
MC Katia, uma pioneiras do funk carioca, morreu neste domingo (13/8), aos 47 anos, no Rio de Janeiro. A notícia foi inicialmente divulgada pela vereadora e ex-funkeira Verônica Costa e posteriormente confirmada pelo marido da cantora, DJ LD, que expressou desagrado com a forma como a informação foi compartilhada: “Saiu postando e nem esperou eu falar com minha família.” A luta pela saúde A funkeira enfrentou complicações após uma cirurgia para a retirada de um mioma. Por conta de uma trombose, ela precisou amputar o pé em julho passado e, há apenas cinco dias, passou por nova cirurgia para cortar a perna. No sábado (12/8), ela comemorou ter ganhado uma prótese com o apoio da vereadora, após iniciar uma campanha de apoio financeiro – que contou com incentivo da colega Tati Quebra Barraco. Verônica Costa expressou sua tristeza pelos dias finais de Katia: “É muito importante a gente saber que ela sentiu muita falta de muitos amigos, mas os poucos que estiveram presentes alegraram muito coraçãozinho dela. Ela sentia falta de muitos amigos que não ligavam, que não a visitaram. Isso doeu nela algumas vezes.” O Legado de MC Katia MC Katia surgiu no funk no início dos anos 2000 com o hit “Vai Me Pegar”. À época, ela era mãe solteira e trabalhava como auxiliar de serviços gerais. A funkeira decidiu soltar a voz e retratar as mulheres de comunidades. Mas precisou se afastar dos palcos depois de ter sofrido um acidente em 2008, quando estava no auge das paradas com o proibidão “Cabeça para Baixo”. “Passei por várias questões por ser mulher dentro do funk”, ela desabafou. “Sofri por ter começado com 29 anos, um pouco mais velha, e por ter ganhado mais peso no decorrer da carreira. A todo tempo, queriam dizer que não sou o padrão”, acrescentou. Ela também sofreu com a depressão, mas deu a volta por cima com o apoio da nova geração. As músicas dela voltaram a ganhar projeção graças a nomes como Pabllo Vittar, Luísa Sonza e Ludmilla. Ludmilla, inclusive, convidou Katia a participar do clipe “Rainha de Favela”, de 2020. Na gravação, ela esteve ao lado de outras pioneiras do funk carioca, como Valesca Popozuda e Tati Quebra Barraco. Reações e homenagens Alguns funkeiros publicaram mensagens de pesar por sua morte. MC Carol compartilhou uma foto de 2016 ao lado dela e Tati Quebra Barraco fez uma postagem emocionante: “Você é o funk, você é a rainha da favela, você é a voz, você sou eu, e eu sou você. Nós e tantas outras fizemos essa história”, disse. Lembre abaixo o hit que projetou a artista.
Bob Dylan reflete sobre morte de Robbie Robertson: “Amigo de toda a vida”
Bob Dylan, o icônico cantor e compositor, quebrou o silêncio sobre a morte de Robbie Robertson, seu parceiro de longa data. A relação entre os dois músicos remonta a 1965, um período de transição para Dylan, que começava a tocar com uma banda após um início de carreira com violão e fama de cantor folk. Declarações sobre a morte de Robertson Dois dias após a morte de Robertson, aos 80 anos, após uma longa doença, Dylan emitiu uma breve declaração sobre o falecimento. “Esta é uma notícia chocante”, disse Dylan em uma declaração publicada pela revista Billboard. “Robbie era um amigo de toda a vida. Sua morte deixa uma lacuna no mundo.” História da parceria Robertson tocou guitarra com Dylan no renascimento do cantor como roqueiro, quando ele entrou em sua fase elétrica. Na transição, Dylan também mudou sua base de fãs, já que seu público original considerou a adoção de guitarras como “traição”. “Nos vaiaram por toda a América do Norte, Austrália, Europa”, lembrou Robertson numa entrevista recente. “As pessoas [da gravadora] diziam que não ia dar certo, mas continuamos e Bob não cedeu.” Além de tocar nos shows, Robertson gravou sua guitarra no álbum clássico de 1966, “Blonde on Blonde”, e também em várias canções que acabaram integrando a coleção “The Basement Tapes”, de Dylan. Foi durante este período que Robertson e o grupo que acompanha Dylan se juntaram para formar The Band, a influente banda que fez história no rock dos anos 1970. Robertson e Dylan fizeram nova turnê juntos em 1974, período em que o guitarrista também trabalhou no disco “Planet Waves”, do cantor. Dois anos depois, Dylan se juntou a The Band para o “O Último Concerto de Rock”, gravado no Dia de Ação de Graças de 1976, que marcou a despedida da banda de Robertson dos palcos. Filmado por Martin Scorsese, o show virou um marco dos documentários musicais.
Linda Haynes, atriz de “A Outra Face da Violência”, morre aos 75 anos
Linda Lee Sylvander, conhecida durante sua carreira de atriz como Linda Haynes, faleceu em 17 de julho em Summerville, Carolina do Sul (EUA), aos 75 anos. A notícia de sua morte só chegou ao conhecimento público na sexta (11/8). A família não divulgou a causa, mas afirmou que ela morreu “pacificamente”. Monstros, blaxploitation e vingança Nascida em 4 de novembro de 1947, em Miami, Flórida, Linda Haynes mergulhou no mundo do entretenimento de forma não convencional, estreando no cinema em 1969 como uma médica de minissaia no filme de monstro japonês “Latitude Zero”, do mestre dos kaijus Ishirô Honda, diretor do “Godzilla” original. Em seguida, ela integrou o elenco do clássico da blaxploitation “Coffy – Em Busca de Vingança” (1973), lutando contra Pam Grier, antes de chamar atenção dos diretores da Nova Hollywood. Ela se destacou nos policiais “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, e “A Piscina Mortal” (1975), de Stuart Rosenberg – filme estrelado por Paul Newman – , antes de fazer seu trabalho mais conhecido, como uma garçonete cansada do mundo no thriller de vingança “A Outra Face da Violência” (1977), escrito por Paul Schrader após “Taxi Driver” (1972), de Martin Scorsese, e “Trágica Obsessão” (1976), de Brian De Palma. Elogios de Quentin Tarantino Quentin Tarantino, que tem “A Outra Face da Violência” entre seus filmes favoritos, elogiou o trabalho de Haynes no longa, declarando: “A atuação do filme para mim é Linda Haynes como Linda Forchet! Ela estava em um dos filmes menos conhecidos do primeiro festival QT [que ele organiza], ‘Jogos de Azar’, ela estava em ‘Coffy’ de Pam Grier… ela era a garota que alcança o afro de Grier quando ela tem as navalhas ali e ‘aaaahhhh’. Mas Linda Forchet é minha personagem feminina favorita em um filme de Paul Schrader… Ela tem aquele olhar que Ava Gardner conseguiu, sabe, desleixada, mas levou anos para Ava fazer isso, e Linda Haynes fez isso naturalmente. E eu digo isso de uma maneira positiva.” Apesar dos elogios de Tarantino, a carreira da atriz foi curta. Ela só fez mais três trabalhos após “A Outra Face da Violência”, incluindo várias cenas de nudez no exploitation de prisão feminina “Experiências Humanas” (1979) e o papel de prostituta num novo policial de Stuart Rosenberg, “Brubaker” (1980), com Robert Redford, despedindo-se com o telefilme premiado “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980), cansada de personagens degradadas. Final da vida Após encerrar sua carreira de atriz, Haynes passou a trabalhar como secretária jurídica em um escritório de advocacia na Flórida. Seu filho único, Greg Sylvander, acrescentou no Facebook: “Encontro paz em saber que minha mãe estava em paz e teve uma vida linda nesses últimos anos junto com seus netos. Vamos sentir muita falta da minha mãe.”
Robbie Robertson, líder da The Band e lenda do rock, morre aos 80 anos
O guitarrista lendário Robbie Robertson, compositor e líder da The Band, faleceu nesta quarta (9/8) após uma longa doença não especificada. O empresário de longa data de Robertson, Jared Levine, compartilhou a notícia informando que o músico estava cercado por sua família no momento de sua morte, incluindo sua esposa Janet, sua ex-esposa Dominique, seus três filhos e netos. Nascido em Toronto, Canadá, Robertson começou a tocar guitarra aos 10 anos e, aos 16, juntou-se ao baterista Levon Helm nos Hawks, a banda de apoio de Ronnie Hawkins. Os Hawks acompanharam Bob Dylan em suas turnês históricas “Going Electric” em 1965 e 1966, e gravaram as famosas “basement tapes” com o ícone antes de mudar o nome do grupo para The Band. Carreira com The Band The Band lançou seu álbum de estreia solo em 1968. Considerado um dos maiores clássicos do rock americano, “Music From Big Pink” incluiu o hit “The Weight”, escrito por Robertson, e credenciou o grupo a se apresentar no Festival de Woodstock poucos meses depois. Robertson também compôs outros sucesso da banda, como “Up on Cripple Creek”, “Rag Mama Rag” e “Time to Kill”. Ele também compôs o maior sucesso da carreira da cantora folk Joan Baez, “The Night They Drove Old Dixie Down”, que alcançou o 3º lugar em 1971. “Music From Big Pink”, bem como os álbuns subsequentes “The Band” (1969) e “Stage Fright” (1970), combinaram o rock com o folk americano e se tornaram sucessos comerciais e de crítica, influenciando as carreiras de contemporâneos como Eric Clapton e George Harrison, bem como várias gerações de artistas. Mas a consagração levou à disputas criativas entre os membros da banda, que acompanhadas por abusos de drogas e álcool, levaram à implosão do grupo. Após oito anos, Robertson decidiu encerrar The Band em 1976, culminando com um concerto histórico de despedida, batizado de “The Last Waltz”. Bob Dylan, Eric Clapton, Muddy Waters, Van Morrison, Neil Young e Joni Mitchell se juntaram ao grupo para a performance em São Francisco, que foi filmada e transformada num filme icônico por Martin Scorsese – batizado no Brasil de “O Último Concerto de Rock”. A trilha sonora de “The Last Waltz” foi lançada em 1978 e alcançou o 16º lugar na Billboard 200. Carreira solo Robertson fez sua estreia em álbum solo em 1987 com seu álbum batizado com seu nome, que contou com participações de Peter Gabriel e da banda U2. Em 1991, Robertson lançou “Storyville”, um álbum que explorou a rica herança musical de Nova Orleans. O título do álbum é uma homenagem ao famoso distrito de entretenimento da cidade, e a música reflete essa influência, misturando jazz, blues e R&B com duetos com Neil Young e The Meters. Sua discografia variada ainda inclui “Music for The Native Americans” (1994), álbum da trilha do documentário “The Native Americans”, em que Robertson explorou a música e a cultura indígena americana, e “Contact from the Underworld of Redboy” (1998), no qual o roqueiro veterano mergulhou na música eletrônica em colaboração com o DJ Howie B. Seu último álbum solo, “Sinematic” (2019), foi inspirado em sua carreira bem-sucedida como compositor de trilhas sonoras. Além disso, ele também contribuiu em gravações de Tom Petty, Ringo Starr, Neil Diamond e outros. Apesar de aclamado pela crítica, Robertson nunca ganhou um Grammy – teve cinco indicações ao longo dos anos – , mas venceu cinco Juno Awards em sua terra natal, Canadá, incluindo três em 1989 por seu primeiro disco solo. Contribuições ao Cinema A experiência cinematográfica de “The Last Waltz” animou Robertson a seguir uma nova carreira e mergulhar nas telas. Ele compôs a trilha, produziu e coestrelou o filme “O Circo da Morte” (1979), aparecendo no pôster do longa ao lado de Gary Busey e Jodie Foster. Mas essa primeira incursão foi um fracasso de bilheterias. Depois disso, ele só voltou a atuar em “Acerto Final” (1995), de Sean Penn. Entretanto, acabou se especializando em trilhas, firmando uma duradoura parceria com Martin Scorsese, iniciada com o clássica “Touro Indomável” (1980). Robertson produziu seleções musicais, compôs trilhas e foi parceiro criativo de Scorsese em alguns dos filmes mais famosos do diretor, como “O Rei da Comédia” (1983), “A Cor do Dinheiro” (1986), “Cassino” (1995), “Gangues de Nova York” (2002), “Os Infiltrados” (2006), “A Ilha do Medo” (2009), “O Lobo de Wall Street” (2013), “Silêncio” (2016) e “O Irlandês” (2019), além de ter contribuído como consultor do documentário “Chuck Berry – O Mito do Rock” e trabalhado no filme vencedor do Oscar “Beleza Americana” (1999), de Sam Mendes, entre outros. Antes de morrer, ele deixou pronta sua 14ª trilha e última parceria com Scorsese, feita para o filme “Assassinos da Lua das Flores”, que vai estrear em outubro nos cinemas. Reação de Martin Scorsese Martin Scorsese, cujas colaborações com o guitarrista abrangeram quase meio século, lamentou a perda. “Robbie Robertson foi um dos meus amigos mais próximos, uma constante em minha vida e em meu trabalho”, disse em comunicado. “Eu sempre poderia ir até ele como um confidente. Um colaborador. Um conselheiro. Eu tentei ser o mesmo para ele. “Muito antes de nos conhecermos, sua música desempenhou um papel central em minha vida – eu e milhões e milhões de outras pessoas em todo o mundo. A música da banda, e a própria música solo de Robbie, pareciam vir do lugar mais profundo do coração deste continente, suas tradições, tragédias e alegrias”, continuou. Nem é preciso dizer que ele era um gigante, que seu efeito na forma de arte foi profundo e duradouro. Nunca há tempo suficiente com quem você ama. E eu amava Robbie.”
Aderbal Freire Filho, um dos maiores diretores teatrais brasileiros, morre aos 82 anos
Morreu nesta quarta-feira (9/8) o diretor teatral Aderbal Freire Filho, aos 82 anos, um dos grandes encenadores brasileiros do século 20. Aderbal estava internado há meses devido a um acidente vascular cerebral, sofrido em 2020. Desde então, a atriz Marieta Severo, sua mulher, montou uma UTI em casa para cuidar do artista. Conhecido por sua articulação e espírito aguçado, Aderbal era natural de Fortaleza, nascido em 1941, mas sua história se confunde com a cultura do Rio de Janeiro, onde chegou em 1970 para se tornar um nome proeminente nos palcos cariocas. Aderbal começou a dirigir trabalhando como ator, colaborando com colegas como Nelson Xavier e Cecil Thiré. Sua primeira direção foi uma adaptação de “Flicts”, de Ziraldo, que foi apresentada nos horários livres do teatro que ocupavam na Lagoa. Arte contra a ditadura Ele se especializou em adaptações literárias, mas também se dedicou a encenar uma geração de dramaturgos brasileiros. Uma das peças mais marcantes do começo de sua carreira foi “Apareceu a Margarida”, de 1973, uma representação do autoritarismo na educação, que teve sua temporada interrompida pela censura. Sua abordagem crítica se refletiu em produções como “A Morte de Danton”, onde usou uma cratera de metrô em construção como palco e metáfora concreta das forças revolucionárias subterrâneas no enfrentamento da ditadura. Seus prêmios incluem dois Mambembes por “Mão na Luva”, de 1984, e reconhecimento internacional, incluindo o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro de 1985 no Uruguai. O teatro maior que o teatro Em 1990, ele fundou o Centro de Demolição e de Construção do Espetáculo, marcando sua crença de que no teatro não há regras, e as formas são constantemente demolidas e reconstruídas. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Shell pelo romance-em-cena “A Mulher Carioca aos 22 Anos”. No ano seguinte, nova revolução. Aderbal abandonou o palco tradicional do teatro para encenar “O Tiro que Mudou a História”, trajetória política de Getúlio Vargas, nos cômodos na sua antiga morada, o Palácio do Catete, atual Museu da República. Com ação itinerante, o espetáculo conduzia o público pelos diversos cômodos da casa, onde a história gradativamente passava da mesa de reuniões à cama em que o presidente cometeu suicídio. O projeto foi seguido por outra montagem arrojada, “Inconfidência no Rio” (1992), em que o público era distribuído em seis ônibus, visitando separadamente seis diferentes locações no centro da cidade do Rio de Janeiro, para reencontrarem-se todos na Praça Tiradentes, cenário final do espetáculo. Volta aos palcos Em 1994, passou a dirigir o Teatro Carlos Gomes, onde montou “A Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues. Nos anos 2000, ampliou seu trabalho com romances-em-cena, como “Púcaro Búlgaro”, de 2006, e “Moby Dick”, de 2009. Sua carreira continuou a florescer com produções como o “Hamlet” despojado de Wagner Moura, em 2008. E sua parceria com Marieta Severo ainda produziu peças notáveis como “As Centenárias”, de 2009, e “Incêndios”, de 2013. Líder da revitalização do teatro carioca, Aderbal trabalhou não apenas como diretor, mas como mentor para várias gerações de atores e dramaturgos. Além de seu trabalho em teatro, ele participou como ator em filmes e séries de televisão, expandindo sua arte para outras plataformas. Na televisão, ele é lembrado por seus papéis em “Confissões de Adolescente” (1994-1996), onde interpretou um professor, e “Dupla Identidade” (2014), no qual atuou como Senador. No cinema, participou de “Juventude” (2008), “Paixão e Acaso” (2012), ” Giovanni Improtta” (2013), “Amores de Chumbo” (2018) e “Dente por Dente” (2020). A parceria com Marieta Severo O relacionamento entre Aderbal e Marieta Severo, ambos figuras centrais no mundo do teatro brasileiro, não foi apenas um casamento, mas uma parceria profissional e um símbolo de amor maduro. Juntos desde 2004, o casal tinha dois filhos, Camilo e Aderbal, e construiu uma relação pautada pela compreensão e respeito às individualidades. Os dois mantiveram casas separadas até o acidente vascular do diretor em junho de 2020. Após a tragédia, Marieta montou um esquema hospitalar em casa para recebê-lo, com fisioterapia e fonoterapia, após um período de mais de seis meses internado.
Sixto Rodriguez, lenda do folk rock, morre aos 81 anos
Sixto Rodriguez, um dos músicos latinos mais lendários do mundo, conhecido principalmente pelo documentário “Procurando Sugar Man” de 2012, faleceu aos 81 anos nesta quarta-feira (9/8). A família confirmou a notícia em suas redes sociais, sem revelar a causa e outros detalhes sobre sua morte. Uma trajetória inesperada Filho de imigrantes mexicanos nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Sixto lançou apenas dois álbuns: “Cold Fact” em 1970 e “Coming from Reality” em 1971. Nenhum deles obteve sucesso nos Estados Unidos, mas foram levados para a África do Sul, onde Sixto se tornou uma celebridade, sem sequer saber disso à época. O músico, cansado de não encontrar seu espaço no meio musical, deixou os palcos e trabalhou em subempregos nos Estados Unidos. Contudo, com a chegada da internet nos anos 1990, sua obra foi redescoberta. Em busca da comprovação de que ele ainda estava vivo, um grupo de fãs conseguiu encontrá-lo e contar-lhe sobre seu sucesso internacional. Assim, ele organizou uma turnê com ingressos esgotados na África do Sul em 1998. Ele voltou a cantar e a fazer turnês, mas só se tornou realmente grande em 2012, quando o documentarista sueco Malik Bendjelloul, impressionado com sua história de vida, lançou o filme “Procurando Sugar Man”. O documentário traçou o percurso errático do músico, que havia sido alvo de boatos, incluindo que havia se suicidado em pleno palco. O filme acabou ganhando o Oscar de Melhor Documentário em 2013. Impacto social Sixto, chamado assim por ser o sexto filho em sua família, cantava um folk rock típico do início dos anos 1970. A canção “Sugar Man”, lançada em “Cold Fact”, tornou-se um clássico. Cantando sobre a opressão sofrida pelos trabalhadores pobres nos Estados Unidos, ganhou conexão imediata com os sul-africanos contrários ao regime do Apartheid. Ele virou um ídolo no país sem nunca ter tido consciência disto. Também fez grande sucesso na Austrália e na Nova Zelândia. A vida sem música Sem saber do sucesso internacional e sem conseguir viver de sua música, ele trabalhou na construção civil, especializando-se demolição, e também como faxineiro diarista. Apesar das dificuldades, também tentou carreira política, em candidaturas derrotadas para o Detroit City Council (equivalente ao cargo de vereador), à prefeitura de Detroit e à Michigan House of Representatives (equivalente a deputado estadual), entre 1989 e 2000. Reconhecimento tardio Depois de sua extraordinária história ser imortalizada no documentário “Procurando Sugar Man”, ele conquistou um sucesso tardio nos Estados Unidos e experimentou orenascimento de sua carreira musical. Isto lhe permitiu comprar uma casa em leilão em Detroit e continuar ativo politicamente em sua comunidade. Em uma entrevista em 2008, Sixto refletiu sobre sua jornada: “Foi uma grande odisseia. Durante todos esses anos, você sabe, sempre me considerei um músico. Mas a realidade aconteceu”. Veja o trailer de “Procurando Sugar Man”:
Aracy Balabanian morreu ouvindo música
A morte da veterana atriz Aracy Balabanian, estrela de “Sai de Baixo” e de várias novelas da Globo, surpreendeu a todos na última segunda-feira (7/8). No entanto, detalhes obtidos pela TV Globo revelaram que ela enfrentava câncer de pulmão há quase um ano, de forma reservada, e apresentou uma piora nos últimos dias. Ela morreu ouvindo música. “Apesar de ter parado de fumar há 30 anos, Aracy foi diagnosticada com câncer de pulmão há 10 meses. Dois meses atrás, a situação piorou um pouco, e ela começou a fazer sessões de radioterapia”, relatou a repórter Fernanda Graell. A internação e últimas visitas Na última sexta-feira (4/8), Aracy foi internada na Clínica São Vicente. A atriz estava lúcida e animada, mas necessitava da ajuda de aparelhos para respirar. “Ela falava: ‘Eu quero ir embora daqui, a vida continua'”, contou Fernanda. Julia Lemmertz visitou a atriz no sábado (5), e Tony Ramos, que a chamava carinhosamente de “Dinda”, pois ela foi madrinha de seu casamento, esteve com a amiga no domingo (6). Até que, na segunda-feira (7), houve uma piora geral no quadro de saúde de Aracy. Morte ao som de música clássica “Na segunda-feira de manhã, a situação, o quadro de saúde, piorou demais. E os médicos disseram que era questão de horas. Aracy morreu ouvindo música clássica, ao som de Bolero de Ravel”, revelou a jornalista da Globo. O velório de Aracy ocorreu nesta terça-feira (8/8), no Rio de Janeiro, e foi transmitido ao vivo pela TV Globo. Aracy Balabanian não era vista na emissora desde 2019, quando participou de “A Magia Acontece”, um especial de fim de ano. No ano anterior, ela fez uma aparição em “Malhação: Vidas Brasileiras”, quando completou 56 anos de carreira.












