Polícia prende dois suspeitos por assassinato de ator desaparecido
Edson Caldas Barboza, da novela "Genesis", estava desaparecido desde 2 de fevereiro e teria sido assassinado após sofrer roubo de uma quadrilha
Richard Lewis, de “Curb Your Enthusiasm”, morre de ataque cardíaco
Ator de 76 anos revelou no ano passado que sofria do mal de Parkinson. 12ª temporada da série da HBO foi seu último trabalho
Morre aos 90 anos Maria Lata D’Água, que inspirou famosa marchinha de Carnaval
Conhecida por sambar com uma lata de água na cabeça, Maria Mercedes Dantas dedicou seus últimos anos à vida religiosa
Foto oficial de Fernanda Montenegro em “Vitória” gera polêmica nas redes sociais
História real foi vivida por mulher negra, mas identidade verdadeira só foi revelada após a morte do diretor Breno Silveira, que sofreu ataque cardíaco durante filmagens
Damo Suzuki, cantor da influente banda de rock Can, morre aos 74 anos
O artista esteve à frente da fase mais cultuada do grupo de krautrock dos anos 1970, e influenciou de David Bowie a Radiohead
Don Murray, astro de “Nunca Fui Santa” e “Twin Peaks”, morre aos 94 anos
Don Murray, que estreou em Hollywood em “Nunca Fui Santa” (1956) ao lado de Marilyn Monroe, faleceu aos 94 anos na sexta-feira (2/2). Seu filho, Christopher, confirmou a notícia ao New York Times, embora detalhes sobre a causa e o local da morte não tenham sido imediatamente divulgados. Uma estreia santa Nascido em Hollywood, Califórnia, Murray começou sua carreira no teatro, onde chamou a atenção do diretor Joshua Logan. Sua estreia no cinema em “Nunca Fui Santa” foi logo como par romântico de Marilyn Monroe, interpretando Bo Decker, um ingênuo cowboy cuja paixão pela loira cativou o público. Nos bastidores, a dedicação de Murray impressionou Monroe que, apesar de suas conhecidas inseguranças, ajudou-o a enfrentar o nervosismo de seu primeiro grande filme, o que rendeu uma parceria memorável na tela. A performance não só estabeleceu Murray como um talento emergente em Hollywood, mas também demonstrou sua capacidade de trazer profundidade e vulnerabilidade a seus personagens, que seria explorada ao longo de sua carreira. Os bastidores da produção também aproximaram Murray da coadjuvante Hope Lange, com que ele se casou no mesmo ano. O casal teve dois filhos, Christopher e Patricia, mas se separou em 1961. Versatilidade em Hollywood Em seu segundo filme, “Despedida de Solteiro” (1957), ele demonstrou sua capacidade de mergulhar em personagens emocionalmente complexos, interpretando um jovem noivo que enfrenta uma série de dilemas pessoais e sociais na véspera de seu casamento. A comédia de Delbert Mann destacou a habilidade do ator em retratar vulnerabilidades masculinas, uma capacidade rara em Hollywood na época. Murray não se limitou a papéis de jovem galã. Ele rapidamente expandiu seu repertório com personagens desafiadores em filmes como “Cárcere Sem Grades” (1957), de Fred Zinnemann, onde interpretou um veterano da Guerra da Coreia lutando contra o vício em drogas. Em “Almas Redimidas” (1961), de Irvin Kershner, viveu um padre às voltas com gangues de rua. E em “Tempestade Sobre Washington” (1962), de Otto Preminger, explorou o drama político, retratando um senador idealista confrontado com a corrupção e os dilemas morais na capital dos Estados Unidos. Murray não se restringiu a dramas intensos. Seu talento também brilhou em westerns como “Caçada Humana” (1958), de Henry Hathaway, vivendo um cowboy fugitivo, em thrillers de ação como “Fuga de Berlim Oriental” (1962), de Robert Siodmak, em que tentou escapar do regime comunista por um túnel sob o Muro de Berlim, e “O Gênio do Mal” (1964), de Robert Mulligan, no papel de um delegado, em aventuras de época, como “A Rainha dos Vikings” (1967) e até na sci-fi, como “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), onde interpretou o antagonista. Esses filmes destacaram sua capacidade de adaptar-se e brilhar em diferentes estilos narrativos. Carreira televisiva Depois de trabalhar com alguns dos maiores diretores de sua época, Murray sentiu uma queda na qualidade dos projetos e no destaque de seus papéis e decidiu apostar em filmes feitos para a TV, um formato que ganhava popularidade nos anos 1970. Ele estrelou diversos desses filmes, assumindo papéis principais que lhe permitiram explorar temas complexos e personagens profundos, muitas vezes com um pano de fundo social, como “The Intruders” (1970), na pele de um veterano da Guerra do Vietnã que retorna à sua cidade natal no Texas, apenas para se deparar com conflitos de terra e tensões raciais. Ele também participou da minissérie “A Conquista do Oeste” (1976), premiada com dois Emmys, e fez parte do elenco de “Knots Landing”, spin-off da popular série “Dallas” lançada em 1979. Seu personagem em “Knots Landing”, Sid Fairgate, era o patriarca amável e sensato da família Fairgate nas primeiras temporadas da série, que se passava numa comunidade suburbana fictícia na Califórnia. Marido e pai dedicado, Sid oferecia um contraponto estável às várias intrigas e dramas que permeavam a série. Entretanto, teve uma morte trágica na 3ª temporada, em um acidente de carro que teve um impacto profundo tanto nos personagens da atração quanto nos espectadores. O ator voltou ao cinema em 1986 a convite de Francis Ford Coppola, para interpretar o pai de Kathleen Turner, protagonista de “Peggy Sue – Seu Passado a Espera”. Mas a participação no filme foi uma rara exceção, já que Don Murray se dedicou principalmente à televisão nos últimos anos, onde atuou sem parar até 2001. O retorno em Twin Peaks Ele já estava aposentado quando ressurgiu 16 anos depois no revival de “Twin Peaks”, onde interpretou Bushnell Mullins, o chefe e mentor de Dougie Jones, uma das personas de Dale Cooper (Kyle MacLachlan). O personagem se tornou um favorito dos fãs e demonstrou que o talento do ator não havia diminuído com o tempo. A decisão de abandonar a aposentadoria em 2017 foi motivada pela oportunidade única de trabalhar com David Lynch, retomando sua trajetória inicial de trabalhar com grandes mestres. Murray foi atraído pela chance de mergulhar no universo único de Lynch, aos 88 anos. E as últimas palavras do protagonista Dale Cooper para o personagem de Murray na série serviriam perfeitamente de despedida para o ator: “Você é um bom homem, Bushnell Mullins. Não esquecerei tão cedo sua gentileza e decência.”
Wayne Kramer, da banda revolucionária MC5, morre aos 75 anos
O guitarrista Wayne Kramer, cofundador da barulhenta garage band MC5, maior influência no punk rock politizado, morreu aos 75 anos na sexta-feira (2/2) no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, de câncer pancreático. O impacto do MC5 Entre o final dos anos 1960 e início dos 1970, nenhuma banda esteve tão próxima do espírito revolucionário da época quanto o MC5, que contava com Kramer e Fred “Sonic” Smith nas guitarras, Rob Tyner nos vocais, Michael Davis no baixo e Dennis “Machine Gun” Thompson na bateria. Gerenciados por um tempo por John Sinclair, cofundador dos Panteras Brancas (os aliados brancos dos Panteras Negras), eram conhecidos por suas músicas afrontosas e barulhentas, vistas como trilha sonora para uma revolta iminente. Kramer e Smith se conheceram na adolescência e tocaram com vários outros músicos em Detroit antes de criarem a banda, na metade dos anos 1960. Sob sugestão de Tyner, adotaram o nome MC5, abreviação de Motor City Five, sendo Detroit a “motor city”, por conta da indústria automobilística, e 5 porque a banda era um quinteto. Musicalmente, eles seguiam o hard rock da época, exemplificado pelos Rolling Stones e The Who. Mas seu rock soava muito mais barulhentos e rápido. Descobertos por Danny Fields, executivo da Elektra Records, durante a Convenção Nacional Democrata em Chicago, o MC5 gravou seu álbum de estreia “Kick Out the Jams” ao vivo no Grande Ballroom em 30 e 31 de outubro de 1968. Embora a reação inicial tenha sido entusiasmada, o grito de Tyner “Kick out the jams, motherfuckers!” manteve o álbum de 1969 fora das grandes lojas de departamento até que a Elektra lançasse uma versão censurada, contra a vontade da banda. A frase “Kick out the jams, motherfuckers!” tornou-se emblemática do estilo direto e desafiador da banda. O som do MC5 era alto, cru e direto, caracterizado por guitarras distorcidas, ritmos frenéticos e vocais agressivos. Além disso, a banda frequentemente incorporava mensagens políticas em suas músicas e performances, o que, em alguns casos, levou a controvérsias, como na famosa “Batalha de Chicago”, narrada no filme “Os 7 de Chicago” (2020), da Netflix. MC5 foi a única banda a tocar para os manifestantes contra a Guerra do Vietnã durante a Convenção Nacional Democrata de 1968 em Chicago. A resposta da política culminou em confrontos violentos e a banda passou a ser questionada por sua aliança aos jovens revolucionários. Entretanto, também foi o que lhes rendeu um contrato musical. Legado e influência Embora o MC5 tenha se desfeito no início dos anos 1970 sem nunca alcançar grande sucesso comercial, sua influência na música e na cultura foi imensa. Eles são considerados precursores do punk rock, do hard rock e do grunge, e sua abordagem crua e energética inspirou inúmeras bandas nas décadas seguintes – como The Stooges, de Iggy Pop, Ramones, Sex Pistols, The Clash, Mudhoney e Rage Against the Machine, que tiveram em MC5 uma influência chave. Além da música inovadora, o MC5 também é lembrado por sua abordagem DIY (“faça você mesmo”), criando seus próprios materiais de divulgação, o que também influenciou a ética punk que emergiu na segunda metade dos anos 1970. Prisão, drogas e punk rock Após o fim do grupo, Kramer tornou-se, nas suas próprias palavras, “um criminoso de pequeno porte de Detroit”. Em 1975, foi condenado por vender drogas para agentes federais disfarçados e sentenciado a quatro anos de prisão. Na época, a banda The Clash o homenageou na música “Jail Guitar Doors”, que faz referência às suas lutas: “Deixe-me contar sobre Wayne e seus acordos de cocaína”. Após ser libertado da prisão em 1979, Kramer começou a fazer trabalhos como guitarrista de estúdio em Detroit, juntando-se ao grupo Was (Not Was) em seu primeiro álbum e turnê homônimos. Também colaborou com o guitarrista do New York Dolls, Johnny Thunders, na banda Gang War em 1979, e produziu vários grupos punks durante sua estadia em Nova York – Marc Johnson and the Wild Alligators, The Cooties, The Rousers, The Terrorists, The Boyfriends, Fats Deacon and the Dumbwaiters, Mark Truth and the Liars, Viva LaRu, além do infame GG Allin. Carreira solo Kramer teve uma carreira solo de destaque a partir de 1991, com álbuns como “The Hard Stuff” (1995), “Dangerous Madness” (1996), “Citizen Wayne” (1997) e o álbum ao vivo “LLMF” (1998). Ele e sua esposa empresária Margaret Saadi Kramer também fundaram o selo MuscleTone em 2001, por onde o músico lançou seu álbum solo de 2002, “Adult World”. Ele ainda produziu o álbum “The Lucky Ones”, da banda Mudhoney, lançado em 2008 como uma conexão significativa entre duas gerações de músicos de rock, ligando a energia e a atitude do protopunk do MC5 com o som grunge de Seattle, conhecido pela mesma abordagem crua e distorcida ao rock. No final dos anos 2000, ele também se destacou na composição de trilhas sonoras para cinema e televisão, com créditos em comédias de Adam McKay como “Ricky Bobby: A Toda Velocidade” (2006) e “Quase Irmãos” (2008), a música-tema da Fox Sports Network “5-4-3-2-1, Spotlight”, e a série da HBO “Eastbound & Down” (2009-2013), de Danny McBride. Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, prestou homenagem a Kramer no Instagram: “Irmão Wayne Kramer foi o melhor homem que já conheci. Ele possuía uma mistura única de profunda sabedoria e compaixão profunda, bela empatia e convicção tenaz. Sua banda, o MC5, basicamente inventou o punk rock.”
Carl Weathers, astro de “Rocky” e “The Mandalorian”, morre aos 76 anos
Carl Weathers, o intérprete de Apollo Creed nos quatro primeiros filmes da franquia “Rocky”, morreu na quinta-feira (1/2) aos 76 anos. Além de sua marcante contribuição para o cinema, Weathers teve uma atuação recente de destaque na série “The Mandalorian”, pela qual foi indicado ao Emmy. Nascido em 14 de janeiro de 1948, em Nova Orleans, Weathers teve uma carreira diversificada que incluiu desde esportes até atuações em mais de 75 filmes e séries. Antes de sua carreira no cinema, ele se destacou jogando futebol americano na Universidade Estadual de San Diego e, posteriormente, na NFL, liga profissional do esporte, jogando pelo Oakland Raiders. Weathers também foi diretor, com trabalhos em “The Mandalorian” e outras séries de TV. Sua transição para a atuação foi impulsionada por seu amor pelo teatro, uma paixão que ele cultivou enquanto perseguia suas ambições atléticas. Seu compromisso com a excelência e sua habilidade para capturar a humanidade de seus personagens fizeram dele uma figura respeitada e querida entre colegas e fãs. Rocky e o papel de uma vida Depois de pequenos papéis em produções de blaxploitation e séries dos anos 1970, como “Justiça em Dobro” e “Kung Fu”, Weathers conseguiu seu primeiro papel de destaque: Apollo Creed em “Rocky – Um Lutador” (1976). Inspirado em Muhammad Ali, o personagem era o campeão invicto dos pesos pesados, que aceita enfrentar Rocky Balboa (o papel que consagrou Sylvester Stallone), um lutador desconhecido do clube, quando o desafiante número 1 se machuca e não consegue fazer uma partida comemorativa. O personagem de Weathers não era apenas o oponente do protagonista no ringue; Creed era carismático, confiante e um showman nato, cuja personalidade vibrante contrastava com a humildade de Balboa. Creed, claro, vence o sangrento e polêmico confronto do longa, vencedor do Oscar de Melhor Filme, mas Balboa tem sua revanche em “Rocky II” (1979). A complexidade de Creed, desenvolvida ao longo dos filmes, revelou um homem que valorizava a honra, o esporte e a amizade, elementos que Weathers soube interpretar com maestria. Em “Rocky II”, após outra luta épica, Creed e Balboa desenvolvem uma amizade que se aprofunda em “Rocky III” (1982), onde Creed torna-se mentor e treinador de Rocky, ajudando-o a redescobrir sua “fome” de lutar. No quarto filme de 1985, porém, mesmo com Rocky ao seu lado, ele é morto no ringue pelo boxeador soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren). O personagem ainda inspirou o derivado “Creed” (2015), centrado em seu filho (interpretado por Michael B. Jordan). Versatilidade e talento Weathers consolidou sua versatilidade em “Predador” (1987), onde interpretou o Coronel Al Dillon, um companheiro de armas do personagem de Arnold Schwarzenegger, e em “Um Maluco no Golfe” (1996), como o carismático e sábio mentor de golfe de Adam Sandler. A atuação em produções tão distintas destacou sua habilidade em transitar entre gêneros cinematográficos, deixando sua marca em filmes que ajudaram a definir suas épocas. Sua versatilidade também foi evidenciada ao emprestar sua voz a Combat Carl em “Toy Story 4” (2019) e ao interpretar uma versão fictícia de si mesmo em quatro episódios da série “Arrested Development” (entre 2004 e 2013). Na fase mais recente de sua trajetória, o ator conquistou um novo público com sua participação em “The Mandalorian”, série do universo “Star Wars” disponível na Disney+. Interpretando Greef Karga, um líder de guilda de caçadores de recompensas que se torna aliado do protagonista, Weathers teve uma presença marcante e decisiva para a série. Além de sua atuação, assumiu a direção de episódios, mostrando habilidade também por trás das câmeras. Pelo desempenho, ele foi reconhecido com a única indicação ao Emmy da carreira. Um lutador pela humanidade Fora das telas, Carl Weathers era conhecido por seu espírito generoso. Ele se envolveu em várias causas filantrópicas ao longo de sua vida, doando tempo e recursos financeiros para organizações como a Feeding America e o Los Angeles Regional Food Bank, ajudando a combater a fome e a insegurança alimentar. Além disso, trabalhou com programas voltados para a educação e mentoria de jovens, colaborando com entidades como Big Brothers Big Sisters e Boys & Girls Clubs of America, que oferecem suporte e orientação para jovens que podem não ter acesso a modelos positivos em suas vidas. Weathers também estendeu sua filantropia além das fronteiras dos Estados Unidos, engajando-se em iniciativas para melhorar o acesso à água potável e aos cuidados de saúde em países em desenvolvimento. Ele fez parcerias com organizações como Charity: Water e Médicos Sem Fronteiras, contribuindo para esforços que salvam vidas ao redor do mundo.
Morre Mark Gustafson, que co-dirigiu “Pinóquio por Guillermo Del Toro”
Mark Gustafson, que co-dirigiu “Pinóquio por Guillermo Del Toro”, faleceu na quinta (1/2) aos 64 anos. A notícia foi confirmada por Guillermo del Toro, co-diretor do aclamado filme premiado com o Oscar de Melhor Animação, sem revelar a causa da morte. O cineasta expressou sua admiração e respeito por Gustafson, conhecido por sua expertise em animação stop-motion, em uma homenagem emocionante: “Eu admirava Mark Gustafson antes de mesmo de conhecê-lo. Um pilar da animação stop-motion, um verdadeiro arista. Uma lenda e um amigo que me inspirou e gerava esperança ao seu redor. Ele faleceu ontem. Hoje, o honramos e sentimos sua falta.” Carreira relevante Com uma carreira se estendeu por várias décadas, Gustafson deixou sua marca em diversos projetos notáveis. Além de “Pinóquio”, sua filmografia inclui a direção de animação de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), de Wes Anderson, e um papel crucial na animação de “Um Natal Muito Louco” (2011), onde liderou a criação de uma cena memorável em claymation. Ao refletir sobre o impacto de Gustafson na indústria, Del Toro destacou: “Ele deixa para trás um legado do tamanho do Titanic na animação que vai até a origem da animação com argila (claymotion) e ajudou a moldar incontáveis carreiras e trabalhos de animadores. Ele deixa para trás amigos e colegas com uma filmografia histórica.” A perda de Gustafson ressoou profundamente entre colegas e admiradores de seu trabalho. Del Toro, ao compartilhar suas condolências, enfatizou a importância das relações humanas na indústria criativa: “Eles dizem, ‘Nunca conheça seus heróis…’ Eu discordo. Você não pode se decepcionar por alguém ser humano… Estou tão feliz por ter conhecido Mark, o humano, quanto fui honrado por ter conhecido o artista. Como eu disse, eu o admirava antes mesmo de conhecê-lo. Amei ter tido a chance de compartilhar tempo e espaço com ele durante os altos e baixos. Sempre e para sempre.”
Melanie, cantora que marcou a geração Woodstock, morre aos 76 anos
Melanie Safka, conhecida pela geração Woodstock simplesmente como Melanie, morreu na terça-feira (23/1) aos 76 anos. A notícia foi confirmada por sua assessoria de imprensa, que não divulgou a causa da morte. Nascida em Astoria, Nova York, em 3 de fevereiro de 1947, ela foi criada no Queens e estudou na American Academy of Dramatic Arts. Contudo, foi seu interesse pelos clubes folk de Greenwich Village que definiu seu caminho artístico. Do nada para Woodstock Ela era praticamente desconhecida antes de Woodstock, apresentando-se em pequenos cafés e trabalhando para estabelecer seu nome. Até que se viu diante do maior público já reunido em shows de rock, tornando-se uma das poucas artistas femininas a se apresentar no festival e conseguindo se destacar, apenas com seu violão, em um evento dominado por bandas masculinas. Sua performance no festival é considerada um dos pontos altos do evento, notável não apenas pela sua música, mas também pelo contexto em que ocorreu. Melanie relembrou em diversas entrevistas, incluindo para a Rolling Stone, a vivência única de Woodstock. Ela descreveu como foi transportada de helicóptero para o local do festival, uma sensação surreal para uma artista ainda no início de sua carreira. Ela também falou sobre o nervosismo que sentiu ao subir no palco, uma emoção tão intensa que ela descreveu como uma experiência fora do corpo. Durante sua apresentação, começou a chover, e seu lendário anúncio de que acender velas ajudaria a manter a chuva afastada levou a uma das imagens mais duradouras de Woodstock: uma colina iluminada por velas. Este momento inspirou a canção “Lay Down (Candles in the Rain)”, que se tornou um dos maiores sucessos da cantora e um símbolo de sua ligação com o festival. A performance de Melanie em Woodstock teve duas faixas imortalizadas num dos discos oficiais do festival, transformando a faixa “Beautiful People” num hino da geração hippie. Esta música e o lançamento subsequente de “Lay Down (Candles in the Rain)” solidificaram sua posição como uma voz significativa na música folk e na cultura popular da época. Apesar de sua carreira posterior ter sido marcada por altos e baixos, seu momento em Woodstock permanece um marco na história da música pop americana. Os hits dos anos 1970 “Lay Down (Candles in the Rain)” foi uma colaboração de estilo gospel com os Edwin Hawkins Singers e alcançou o 6º lugar no Hot 100 em 1970. Essa música, com sua mistura de gospel e folk, ressoou profundamente com o espírito da época, capturando a essência do movimento de paz e amor. E foi seguida em 1971 por um sucesso ainda maior, “Brand New Key”, um hit inescapável que foi interpretado por alguns como uma canção infantil por seu tom brincalhão e por outros como cheia de insinuação sexual. Em meio a essa controvérsia, a faixa alcançou o 1º lugar nos EUA. Entretanto, esse começo arrasador nunca mais foi replicado pela artista, que não teve outro hit no top 10 no país. No Reino Unido, porém, ela também alcançou o top 10 com um cover de “Ruby Tuesday” dos Rolling Stones. Independência de alto custo Melanie enfrentou desafios em ser plenamente reconhecida no cenário folk-rock, dominado por homens. Em entrevistas da época, ela expressou sua frustração sobre como era percebida na indústria musical. Comparada raramente com artistas femininas proeminentes como Joni Mitchell, Melanie se sentia frequentemente marginalizada e não completamente valorizada por seu trabalho e contribuição artística. Em uma decisão inovadora para a época, ela resolveu deixar a gravadora Buddah em 1971 para fundar sua própria gravadora, Neighborhood Records. Esse movimento pioneiro a colocou entre as primeiras artistas femininas a ter controle total sobre sua produção musical. Neste período, ela continuou a explorar diferentes estilos musicais, mantendo-se fiel à sua voz única e à sua abordagem artística. Mas perdeu o alcance comercial que seus trabalhos anteriores tinham lhe conseguido. Legado e influência Ela continuou a gravar e se apresentar ao longo das décadas seguintes, e mesmo sem nunca repetir o apelo inicial, permaneceu uma figura respeitada no mundo da música, conhecida por sua autenticidade e dedicação à arte. Sua influência estende-se a artistas das gerações subsequentes, que reconheceram sua contribuição única para a música. De fato, em anos mais recentes, a obra de Melanie foi redescoberta por uma nova geração de ouvintes e artistas. Colaborações com cantores tão diferentes como Miley Cyrus e Jarvis Cocker (da banda britânica Pulp) destacaram sua influência duradoura e a relevância contínua de sua música. Último disco inédito Melanie permaneceu ativa até o fim de sua vida, trabalhando em novos projetos com seu filho Beau Jarred e as filhas Leilah e Jeordie nos últimos anos. A artista estava em estúdio no início deste mês trabalhando em um novo álbum de covers, “Second Hand Smoke”, para o selo Cleopatra. Ela chegou a gravar versões de “Ouija Board Ouija Board” de Morrissey e “Hurt” de Nine Inch Nails para o álbum, que seria o 32º de sua carreira. Seus filhos agradeceram as mensagens que receberam dos fãs. “Estamos de coração partido, mas queremos agradecer a cada um de vocês pelo carinho que têm por nossa mãe, e dizer que ela amava todos vocês muito! Ela era uma das mulheres mais talentosas, fortes e apaixonadas da sua era e cada palavra que escreveu, cada nota que cantou refletia isso. Nosso mundo está muito mais sombrio, as cores de um Tennessee chuvoso e triste palidecem com sua ausência hoje, mas sabemos que ela ainda está aqui, sorrindo para todos nós, para todos vocês, das estrelas.” Lembre abaixo os grandes sucessos da cantora.
Gary Graham, da série “Missão Alien”, morre aos 73 anos
O ator Gary Graham, que estrelou a série sci-fi “Missão Alien” (Alien Nation), morreu na segunda-feira (22/1), vítima de parada cardíaca em um hospital em Spokane, Washington, aos 73 anos. Nascido em 6 de junho de 1950 em Long Beach, Califórnia, Gary Rand Graham iniciou sua carreira na televisão na metade dos anos 1970, com aparições em séries como “Justiça em Dobro” e “Police Woman”. Seu currículo também inclui trabalhos em “O Incrível Hulk”, “Knots Landing”, “Carro Comando”, “A Gata e o Rato”, “Ally McBeal”, “JAG”, “Crossing Jordan” e “Nip/Tuck”. Sucesso em “Missão Alien” Em seu papel mais conhecido, ele atuou como substituto de James Caan (de “O Poderoso Chefão”). A série “Missão Alien” era baseada no filme homônimo de 1988, com Graham assumindo o papel de Matthew Sikes, que foi interpretado por Caan no cinema. A atração manteve a essência do filme, ambientada em um futuro onde extraterrestres conhecidos como “Recém-Chegados” se integraram à sociedade terrestre. A trama explorava as dinâmicas de coexistência e os desafios enfrentados pela humanidade e os alienígenas. Graham tinha o papel do detetive humano que se unia a George Francisco, um “Recém-Chegado” interpretado por Eric Pierpoint, como uma dupla de policiais encarregados de investigações de crimes cometidos num mundo marcado por preconceitos e desafios de integração cultural. A série marcou época por sua abordagem inovadora e perspicaz sobre temas como racismo, xenofobia e a busca pela compreensão mútua. A série durou só uma temporada (1989-90), mas continuou em cinco telefilmes até 1997, todos estrelados por Graham e Pierpoint. Papéis em “Star Trek” Na sci-fi, o ator também marcou o universo de “Star Trek” com participações notáveis. Interpretou Tanis, o líder da comunidade Ocampan, em “Star Trek: Voyager” em 1995; recorreu no papel do Embaixador Soval, um embaixador vulcano na Terra, em “Star Trek: Enterprise”, de 2001 a 2005; e atuou como o primeiro oficial Ragnar em “Star Trek: Of Gods and Men” (2007) e “Star Trek: Renegades”, de 2015 a 2017, produções caprichadas de fãs da franquia. Destaques no cinema No cinema, Graham se destacou como um negociante obscuro de filmes pornográficos em “Hardcore” (1979), thriller de Paul Schrader, e como o irmão mais velho do personagem de Tom Cruise em “A Chance” (1983), de Michael Chapman. Ele também estrelou “Robojox: Os Gladiadores do Futuro” (1989), sci-fi de Stuart Gordon, e mais recentemente fez o drama “Trajetória de um Campeão” (2017), de Judd Brannon, e o terror “Olhos Famintos: Renascimento” (2022), de Timo Vuorensola.
Norman Jewison, diretor de “No Calor da Noite” e “Feitiço da Lua”, morre aos 97 anos
O aclamado diretor Norman Jewison, responsável por clássicos como “No Calor da Noite” (1967) e “Feitiço da Lua” (1987), faleceu aos 97 anos. Ele morreu no sábado (21/1) no West River Health Campus, um lar de idosos em Evansville, Indiana (EUA), conforme anunciado por seu agente. A causa da morte não foi divulgada. Jewison era conhecido pela sua capacidade de dirigir uma variedade de gêneros, desde dramas raciais e thrillers estilosos até musicais e comédias românticas. Seu talento em extrair performances excepcionais de atores rendeu-lhe sete indicações ao Oscar e o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg em 1999. Começo da carreira e consagração Nascido em Toronto em 1926, Jewison se aventurou no entretenimento desde jovem, estudando piano e teoria musical no Conservatório Real. Após servir na Marinha Real Canadense, graduou-se na Universidade de Toronto e deu seus primeiros passos na direção, dirigindo especiais musicais na televisão. Sua jornada em Hollywood começou com comédias leves, como “20 Quilos de Confusão” (1962), “Tempero do Amor” (1963) e “Não Me Mandem Flores” (1964), as duas últimas estreladas por Doris Day. No entanto, foi com um drama racial que Jewison estabeleceu sua reputação como um diretor sério. “No Calor da Noite” (1967) trouxe Sidney Poitier na pele do detetive Virgil Tibbs, um papel que desafiou as convenções raciais da época e se tornou um ícone. Investigando um crime em uma pequena cidade do sul dos EUA, o detetive negro chega a dar um tapa num rosto de um branco racista, uma “ousadia” nunca vista no cinema até então. “Foi um filme que abriu portas e iniciou conversas importantes”, refletiu Jewison. A produção venceu o Oscar de Melhor Filme. No começo da carreira, ele também dirigiu Steve McQueen nos clássicos “A Mesa do Diabo” (1965) e “Crown, o Magnífico” (1968), além de ter marcado época com o musical “Jesus Cristo Superstar” (1973), que transformou a vida de Jesus num espetáculo controverso e, ao mesmo tempo, popular, baseado numa montagem da Broadway. Outros destaques Entre seus filmes mais notáveis, “Um Violinista no Telhado” (1971), “A História de um Soldado” (1985) e “Feitiço da Lua” (1987) renderam-lhe novas indicações ao Oscar, mas Jewison também se destacou com diversas outras produções cultuadas, como a comédia “Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!” (1966), o policial “Justiça para Todos” (1974), a sci-fi “Rollerball: Os Gladiadores do Futuro” (1975) e o drama “Agnes de Deus” (1985). Entre seus últimos filmes, ele também dirigiu “O Furacão” (1999), biografia de um boxeador que foi injustamente condenado por assassinato – e que rendeu uma indicação ao Oscar para o astro Denzel Washington. Seus últimos trabalhos foram o telefilme dramático “Jantar com Amigos” (2001) e o drama “A Confissão” (2003), em que Michael Caine vivia um ex-nazista foragido. Ele se aposentou das telas há duas décadas e, ultimamente, dedicava-se ao Centro Canadense de Estudos Avançados em Cinema, contribuindo para a formação de novos cineastas. “O cinema tem o poder de mudar corações e mentes”, disse Jewison em uma de suas últimas entrevistas. “E é isso que sempre tentei fazer com meus filmes – contar histórias que importam e que ressoam com as pessoas”.
Greg Wilson, vocalista e guitarrista do Blue Etílicos, morre aos 60 anos
O músico Greg Wilson, vocalista e guitarrista do Blue Etílicos, morreu aos 60 anos de um câncer no reto, que se espalhou por pulmão e fígado. A informação foi divulgada no sábado (20/1) pelo perfil oficial da banda. “Greg Wilson acaba de fazer a passagem para o outro plano. Todos da banda sentem muito, bem como todos que o conheceram. Lutou contra o câncer com espírito elevado, como um verdadeiro guerreiro”, revelou a publicação. Wilson nasceu no estado do Mississípi, nos Estados Unidos, mas se naturalizou brasileiro. Ele entrou para o Blues Etílicos em 1985, quando, ao lado de Flávio Guimarães, Cláudio Bedran, Otávio Rocha e Gil Eduardo, transformou o grupo num dos maiores representantes do blues nacional. Ao todo, o Blues Etílicos lançou 13 álbuns e participou e abriu shows de artistas icônicos como Sugar Blue, Magic Slim, Robert Cray e Buddy Guy. O artista foi diagnosticado com câncer em 2022, mas continuou se apresentando com o Blues Etítulo até dezembro passado, “apesar das inúmeras dificuldades”, como descreveu o perfil da banda. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Blues Etílicos (@bluesetilicos)












