Diretor do último filme de Nelson Xavier lamenta morte do ator
A morte de Nelson Xavier nesta quarta-feira (10/5), em decorrência de um câncer, rendeu muitas homenagens de amigos e fãs do artista. Érico Rassi, diretor de “Comeback”, último filme do ator, compartilhou seu pesar com detalhes sobre a rotina de filmagens ao lado de Xavier. “O Nelson dignificava a profissão de ator. Avesso a qualquer tipo de oba-oba, extremamente comprometido com o trabalho e sempre contribuindo artisticamente com sua visão de mundo e mais especificamente do Brasil na hora de compor seus personagens”, disse Érico. “No caso do ‘Comeback’ sua contribuição foi tão grande e tão precisa que o enxergo mais do que um ator, um co-autor do filme. Espero que de algum modo o lançamento do filme, tão próximo de sua morte, ajude a perpetuar e iluminar todo o restante de sua obra.” O filme estreia em duas semanas, no dia 25, e traz Nelson no papel de Amador, um matador de aluguel que decide abandonar a aposentadoria. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio no ano passado.
Michael Parks (1940 – 2017)
Morreu o ator americano Michael Parks, que era figura constante nos filmes do cineasta Quentin Tarantino. Ele faleceu nesta quarta-feira (10/5) aos 77 anos. Parks nasceu em abril de 1940, na Califórnia, e começou sua carreira no começo dos anos 1960, aparecendo nas séries “Os Intocáveis”, “Gunsmoke”, “Perry Mason” e “Rota 66”, entre outras. Ele estreou no cinema como um jovem rebelde em dois filmes cultuados de 1965, “Na Voragem do Amor” e “Vítima de um Pecado”, pelos quais chegou a ser comparado a James Dean. E até mesmo trabalhou com o diretor John Huston no clássico “A Bíblia” (1966), em que tinha o papel de Adão. Foi ainda um estudante de arte arrogante em “O Ídolo Caído” (1966) e um hippie em “Acontece Cada Coisa” (1967), antes da carreira cinematográfica estagnar. Voltando-se para a TV, acabou estrelando sua primeira série, “Then Came Bronson”, como o repórter desiludido Jim Bronson, que pega a estrada em sua Harley Davidson para se encontrar. A série durou apenas uma temporada, exibida entre 1969 e 1970, mas marcou o jovem Quentin Tarantino, que a descreveu como “a atuação mais naturalista que eu já vi em um programa de TV”. Na época do cancelamento, houve boatos de que uma disputa contratual com a Universal lhe rendeu a fama de ser um ator difícil, o que teria impedido sua carreira de deslanchar, sendo evitado pelos grandes estúdios. Mesmo assim, ele seguiu alternando participações em séries e filmes. Entre as curiosidades dessa filmografia intermediária, destacam-se dois longas de ação de Andrew V. McLaglen com grande elenco, “Missão: Assassinar Hitler” (1979) e “Resgate Suicida” (1980), o thriller “Tocaia no Deserto” (1988) em que fazia parceria com uma policial lésbica, vivida por Denise Crosby, e o terror “A Praia do Pesadelo” (1989), sobre um serial killer motoqueiro que atacava garotas de biquíni, com direção do lendário Umberto Lenzi (“Canibal Ferox”). Mas o renascimento de sua carreira aconteceu pela TV, como o principal antagonista da 2ª temporada de “Twin Peaks”, no papel de Jean Renault, um criminoso charmoso, envolvido em diversas falcatruas da série, que acabava morto pelo protagonista. Logo após este destaque, o diretor Robert Rodriguez o escalou em “Um Drink no Inferno” (1995), filme escrito e coestrelado por Quentin Tarantino, e ambos os cineastas se viram hipnotizados por sua performance como o policial Earl McGraw, à caça de criminosos em fuga, rumo a um desfecho de filme de terror sobrenatural. “Ele sempre foi considerado o ator que deveria substituir James Dean quando James Dean morreu, e seu naturalismo foi incrível de assistir”, chegou a dizer Rodriguez. Quentin Tarantino criou uma continuidade pouco comentada entre “Um Drink no Inferno” e “Kill Bill” (2003), ao escalar Parks no mesmo papel, nos dois volumes de seu thriller de lutas marciais. Além disso, Rodriguez e Tarantino utilizaram o personagem Earl McGraw para estabelecer um universo compartilhado entre seus filmes do projeto “Grindhouse” de 2007, “Planeta Terror” e “À Prova de Morte”. Parks foi, na prática, o responsável por conectar os diferentes filmes do universo cinematográfico de Tarantino. Ele ainda participou de “Django Livre” (2012), de Tarantino, seu segundo western indicado ao Oscar, após se destacar em “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007). Entre um e outro, encontrou outro fã cineasta, Kevin Smith, que o escalou como o líder homofóbico de uma seita religiosa, no polêmico thriller “Seita Mortal” (2011), e como um louco sádico, que transforma cirurgicamente um homem numa morsa, em “Tusk” (2014). Graças à sua interpretação em “Seita Mortal”, Parks ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Fantástico de Sitges, na Espanha, em 2011. Em um tributo no Instagram, Kevin Smith acrescentou: “Ele elevou qualquer filme ou programa de TV em que esteve e elevou cada diretor para quem atuou. Eu foi tão… abençoado por ter trabalhado com esse gênio de boa-fé”. Entre seus últimos trabalhos, incluem-se ainda o vencedor do Oscar “Argo” (2012), o elogiado terror canibal “Somos o Que Somos” (2013) e o thriller “Herança de Sangue” (2016), com Mel Gibson.
Nelson Xavier (1941 – 2017)
Grande ator brasileiro, Nelson Xavier morreu na madrugada desta quarta-feira (10/5) aos 75 anos, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele vinha fazendo tratamento de um câncer em uma clínica na cidade e faleceu após o agravamento de uma doença pulmonar. Na ocasião do falecimento, estava acompanhado por amigos e familiares. Nelson Agostini Xavier nasceu em São Paulo, em 30 de agosto de 1941. Em mais de cinco décadas de carreira, marcou época na TV e no cinema, especialmente nos papéis de Lampião e Chico Xavier – que lhe renderam experiências quase transcendentais, conforme costumava dizer. Mas a carreira começou no teatro, ainda nos anos 1950. Ele participou do Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos de artes cênicas de seu tempo, atuando em peças históricas, como “Eles Não Usam Black-Tie” (1958), de Gianfrancesco Guarnieri, “Chapetuba Futebol Clube” (1959), de Oduvaldo Vianna Filho, “Gente como a Gente” (1959), de Roberto Freire, e “Julgamento em Novo Sol” (1962), de Augusto Boal. Com o golpe militar de 1964, a ditadura passou a censurar o tipo de teatro político que ele desenvolvia. Isto o levou a buscar outras vias de expressão. Ao começar a fazer TV, chegou a acreditar que sua timidez não lhe permitiria sucesso. “Eu tive muita dificuldade em começar a fazer televisão. As máquinas eram enormes, eu tinha pavor, até tremia”, ele contou ao site Memória Globo. Sua primeira participação na Globo foi como o personagem Zorba, na novela “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma carreira prolífica no cinema. Fez mais de 20 filmes até o fim da ditadura, no começo dos anos 1980, entre eles os clássicos “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, “A Falecida” (1965), de Leon Hirszman, “O ABC do Amor” (1967), de Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn e Helvio Soto, “É Simonal” (1970) e “A Culpa” (1972), de Domingos de Oliveira, “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, o blockbuster “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto, “A Queda” (1978), que co-escreveu e co-dirigiu com Ruy Guerra, vencendo um Urso de Prata no Festival de Berlim, e a versão cinematográfica de “Eles Não Usam Black-Tie” (1981). Nessa época, também foi jornalista. Com o diretor Eduardo Coutinho, trabalhou como revisor na revista Visão, onde passou a colaborar também como crítico de cinema e teatro. Seis anos após estrear na TV, conseguiu seu primeiro grande papel, em “João da Silva” (1973). Mas foi apenas em 1982 que sua carreira televisiva decolou, ao estrelar a primeira minissérie da Globo, “Lampião e Maria Bonita”, dirigida por Paulo Afonso Grisolli e baseada nos últimos seis meses de vida do mais lendário criminoso da história do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, e seu grande amor trágico. A adaptação reimaginava Lampião e Maria Bonita como Bonnie e Clyde tropicais. O desempenho brilhante o consagrou como o melhor intérprete do líder do cangaço já visto em qualquer tela, a figura definitiva de um personagem icônico, a ponto de levar o personagem ao cinema, estrelando logo em seguida a comédia “O Cangaceiro Trapalhão” (1983) com os Trapalhões. Nelson também participou das minisséries “Tenda dos Milagres” (1985) e “O Pagador de Promessas” (1988), textos famosos que já tinham sido levados ao cinema. E fez diversas novelas, entre elas “Sol de Verão” (1982), “Voltei pra Você” (1983), “Riacho Doce” (1990), “Pedra sobre Pedra” (1992), “Renascer” (1993), “Irmãos Coragem” (1995), “Anjo Mau” (1997), “Senhora do Destino” (2004) e “Babilônia” (2015). Seu prestígio o levou a trabalhar em produções de Hollywood, integrando os elencos de “Luar Sobre Parador” (1988), de Paul Mazursky, comédia sobre uma republiqueta de bananas, estrelada por Sonia Braga, Richard Dreyfuss e Raul Julia, e “Brincando nos Campos do Senhor” (1991), de Hector Babenco, drama passado na Amazônia, com Tom Berenger, John Lithgow, Daryl Hannah e Kathy Bates. Apesar da visibilidade conseguida na TV, as novelas invariavelmente o escalavam para viver coadjuvantes, ainda que marcantes. Por isso, nunca negligenciou o cinema, construindo uma filmografia eclética, que não parou de acrescentar filmes importantes, como “Lamarca” (1994), “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997), “Narradores de Javé” (2003) e “Sonhos Roubados” (2009). Na tela grande, alternou seus coadjuvantes com papéis de protagonista, que lhe renderam muitos prêmios e reconhecimento da crítica. Quando muitos já considerariam a aposentadoria, Nelson atingiu novos picos de popularidade ao estrelar “Chico Xavier” (2010), cinebiografia do médium mineiro dirigida por Daniel Filho. Fenômeno de bilheteria, o longa acabou se tornando o mais importante de sua carreira. “Finalmente fiz o meu maior papel. Fui invadido por uma onda de amor tão forte, tão intensa, que levava às lágrimas”, afirmou à imprensa na época do lançamento do filme. “Nenhum dos personagens que fiz mudou minha vida. O Chico fez uma revolução”. Assim como acontecera com Lampião, três décadas antes, o ator se tornou tão identificado com o papel que o retomou em outro filme, “As Mães de Chico Xavier” (2011). O reconhecimento da comunidade espírita lhe rendeu ainda participação em “O Filme dos Espíritos” (2011), enquanto a Globo tratou de escalá-lo como um guru na novela “Joia Rara” (2013). Muito ativo no fim da vida, Nelson voltou a trabalhar com um diretor estrangeiro em “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014), filmado no Rio pelo inglês Stephen Daldry, e estrelou “A Despedida” (2014), de Marcelo Galvão, como amante de Juliana Paes. O desempenho dramático deste filme lhe rendeu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado, além de prêmios internacionais. Ele ainda fez “A Floresta Que Se Move” (2015), o papel-título de “Rondon, o Desbravador” (2016) e “Comeback”, que estreia dia 25 nos cinemas brasileiros. Em seu último papel, viveu um matador que não consegue se aposentar. O nome do personagem é Amador. Mas Nelson foi um profissional como poucos. Tanto que foi premiado pelo desempenho derradeiro: Melhor Ator no Festival do Rio do ano passado. Melhor Ator até o último trabalho. O ator deixa a mulher, a também atriz Via Negromonte, e quatro filhos. Em seu Facebook, a filha Tereza fez a melhor definição da passagem do pai. “Ele virou um planeta. Estrela ele já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre”.
Mary Tsoni (1987 – 2017)
A atriz grega Mary Tsoni, que se tornou conhecida ao estrelar o cultuado drama “Dente Canino” (2009), foi encontrada morta no apartamento onde morava em Atenas. Ela tinha apenas 30 anos e a causa da morte só será revelada após a realização de uma autópsia, informaram as autoridades. Segundo a imprensa grega, ela sofria de depressão profunda. “Dente Canino” foi uma sensação no circuito dos festivais e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O sucesso projetou a carreira do diretor Yorgos Lanthimos, que neste ano voltou a disputar o Oscar, mas na categoria de Melhor Roteiro Original por “O Lagosta”, sua estreia na língua inglesa. O filme de 2009 contava a história bizarra de um pai que criou os três filhos como se fossem cachorros, vivendo enclausurados em sua casa, tendo apenas o quintal para brincar na periferia de uma cidade. A casa é isolada por uma alta cerca que os filhos nunca podem ultrapassar e que os mantém isolados do mundo externo. Mary Tsoni vivia a filha mais nova e recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sarajevo. Em sua curta carreira, a atriz também estrelou dois filmes da franquia de zumbis “Evil” (To Kako) e mais dois longas, o pseudo-documentário “Atherapy” e o drama “The Fruit Trees of Athens” (Ta Oporofora tis Athinas), ambos em 2010 e todos inéditos no Brasil. Ela não filmava há sete anos.
Stanley Weston (1933 – 2017)
Morreu Stanley Weston, inventor dos bonequinhos “G.I. Joe” e cocriador dos “Thundercats”. Ele faleceu em 1 de maio, em Los Angeles, aos 84 anos. A notícia foi confirmada por sua filha, Cindy Winebaum. Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 1933, Weston serviu o exército no fim da guerra da Coreia e, ao voltar, foi trabalhar na agência de publicidade McCann Erickson. Foi lá que se interessou pela indústria do merchandising e licenciamento e, inspirado pelas bonecas Barbie, decidiu explorar este mercado ao notar que muitos meninos brincavam com os bonecos do Ken. Foi assim que, em 1963, ele inventou as bonecas para meninos, denominadas como action figure. Para deixar claro que não era “frescura”, o lançamento aconteceu com bonecos vestidos em farda militar. Os brinquedos foram batizados de “G.I. Joe” e o mercado de produtos infantis nunca mais foi o mesmo. Lançada pela Hasbro, a linha de produtos “G.I. Joe” se tornou uma das marcas de brinquedos mais bem sucedidas da história, dando origem a programas de TV e filmes. O primeiro “G.I. Joe” começou a ser vendido no Natal de 1964, custando US$ 4 e tendo 30 cm de altura. Ele levou 12 anos para chegar ao Brasil, onde surgiu com o nome de “Falcon” em 1978. A partir de 1982, a coleção nacional foi rebatizada para “Comandos em Ação” e passou a seguir o novo padrão dos bonecos americanos, com 10 cm de altura. Em 1980, Weston ajudou a criar os “Thundercats”, que também se tornou um fenômeno da animação. Pioneiro do merchandising e da representação comercial, Weston ainda representou a Nintendo, a World Wrestling Federation, além de séries como “As Panteras” e “Alf, o ETeimoso”.
Quinn O’Hara (1941 – 2017)
Morreu Quinn O’Hara, ex-Miss Escócia que participou da franquia da Turma da Praia nos anos 1960. Ela tinha 76 anos e faleceu na sexta-feira (5/5) em Los Angeles, de causas naturais. Curiosamente, ela nasceu como Alice Jones, em 3 de janeiro de 1941 na cidade de Edimburgo, e se tornou a primeira Miss Escócia de todos os tempos, já que até então o concurso de beleza juntava candidatas dos quatro países da Grã-Bretanha na disputa de uma única vaga ao Miss Universo, do qual ela também participou. Sua família acabou se mudando para a Califórnia no começo dos anos 1960, onde ela tentou a carreira de atriz, aparecendo em três filmes de Jerry Lewis em pequenos papéis – “O Mocinho Encrenqueiro” (1961), “Errado pra Cachorro” (1963) e “O Otário” (1964). Ruiva estonteante, O’Hara também retratou a secretária sexy de Jack Lemmon em “Um Amor de Vizinho” (1964) e coadjuvou em diversos episódios de séries cultuadas, de “Agente da UNCLE” à britânica “UFO”. Seus papéis mais famosos a retrataram de biquíni. Ela foi para a praia com Raquel Welch em “A Swingin’ Summer” (1965), filme com participação de vários artistas famosos (Gary Lewis & The Playboys, The Rip Chords e The Righteous Brothers). E ainda enfrentou o “Fantasma de Biquíni” (1966), último longa da Turma da Praia, que trazia apenas um remanescente do filme original “A Praia dos Amores” (1963), o motoqueiro Eric Von Zipper (Harvey Lembeck). Nesta produção da American International Pictures, O’Hara interpretou Sinistra, a filha míope, mas sexy, do vilão interpretado pelo veterano Basil Rathbone (o Sherlock Holmes dos anos 1940). Ambos tentam aterrorizar os adolescentes em uma festa na piscina, realizada na mansão assustadora de ninguém menos que Boris Karloff. Ela até chega a cantar uma música no filme, que também contava com Nancy Sinatra no elenco. “Eu me diverti mais interpretando esse papel do que qualquer outro. Ele é o meu favorito, sem dúvida”, ela contou no livro “Drive-In Dream Girls: A Galaxy of B-Movie Starlets of the Sixties”. “E ainda inventei meu caminhar errático, porque eu não podia ver coisa nenhuma com os óculos da personagem, cujas lentes eram tão grossas quanto o fundo de garrafas de Coca-Cola.” Sua carreira cinematográfica ainda incluiu o curta “Prelude” (1968), indicado ao Oscar, o terror “O Uivo da Bruxa” (1970), em que foi a personagem-título, desta vez contracenando com Vincent Price, e um trio de filmes supostamente eróticos, com baixo orçamento e qualidade – “Rubia’s Jungle” (1970), “Foursome” (1971) e “The Teacher” (1974). Nos últimos anos, a atriz se manteve ativa na TV. Seu último papel foi na série “Las Vegas”, em 2005, mas também participou de atrações clássicas como “CHiPs”, “A Ilha da Fantasia”, “SOS Malibu” e “Duro na Queda”, na época em que namorava o protagonista desta série, Lee Majors. O destaque final foi um papel recorrente em “Dallas”, estendido entre sete episódios exibidos entre 1986 e 1991.
Demi Moore é processada pela morte de homem em sua piscina
A atriz Demi Moore está sendo processada pela morte de um homem na piscina da sua casa – registrada na foto acima, em que a ela aparece com suas filhas. O acidente ocorreu há dois anos, durante uma festa dada por seu caseiro. Segundo o site TMZ, a atriz não estava na cidade quando seu caseiro realizou uma festa para um pequeno grupo de amigos. Muitos convidados saíram da casa durante à noite e quando retornaram para a residência encontraram o corpo de um homem de 21 anos na piscina. A vítima, que teria dito para um grupo que não sabia nadar, teria tropeçado em algo e caído na água. Agora, os pais do rapaz estão processando Demi Moore, argumentando que a área da piscina não tinha nenhuma proteção ou aviso indicando sua profundidade. Eles também reclamaram que havia pedras ao redor da piscina, que aumentam o risco de acidentes. Ainda disseram que a temperatura da água não estava adequada, o que favoreceria o comprometimento do funcionamento do cérebro. Isso mesmo. A atriz está sendo processada por uma festa que ela não deu, na qual ocorreu um acidente fatal de uma pessoa que ela não conhece nem convidou, agravado pela falta de cartazes de alerta, pedras decorativas e temporada da água de sua piscina, que, vamos lembrar, não é pública. Tudo isso, quando ela estava em outra cidade.
Michael Mantenuto (1981 – 2017)
O ator Michael Mantenuto, que estrelou o filme “Desafio no Gelo” (2004), da Disney, foi encontrado morto em seu carro, na cidade de Des Moines, informou a imprensa americana nesta quinta (27/4). Segundo a revista People, a morte foi oficialmente considerada um suicídio. Um médico legista afirmou à publicação que Mantenuto atirou contra si mesmo com uma arma de fogo. Ele tinha apenas 35 anos. Mantenuto atuou ao lado de Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”) no filme esportivo da Disney sobre a vitória da equipe de hóquei dos Estados Unidos contra o time da União Soviética em 1980, durante as Olimpíadas de Moscou. No longa dirigido por Gavin O’Connor (“O Contador”), ele interpretou o atleta americano Jack O’Callahan. O filme fez bastante sucesso, mas o ator só trabalhou em outros duas produções: “Dirtbags”, feito para TV, e na comédia “Profissão Surfista” (2008), como mero figurante. O ator deixa a mulher, Kati, e dois filhos, Ava e Leo.
Jerry Adriani (1947 – 2017)
Morreu o cantor Jerry Adriani, um dos maiores ídolos da Jovem Guarda. Ele tinha 70 anos e faleceu neste domingo (23/4) de câncer, no Hospital Vitória na Barra da Tijuca. O cantor descobriu que estava com câncer depois de ser internado, em março, devido a uma trombose venosa profunda na perna. No hospital, Jerry foi submetido a uma série de exames que revelaram a doença. Nascido em 29 do janeiro de 1947, em São Paulo, Jair Alves de Souza tornou-se conhecido pelo nome de Jerry Adriani em 1964, quando lançou o LP “Italianíssimo” — descendente de italianos, ele aprendeu a cantar em italiano com a avó e adotou o nome artístico em deferência. Mas foi só depois de outro disco em italiano (“Credi a Me”), que foi encontrar o sucesso gravando em português. A música “Um Grande Amor”, tornou-se seu primeiro hit em 1965. Imitando os trejeitos de Elvis e usando a voz grave para ir do rock à balada sentimental, acabou se tornando ídolo das adolescentes brasileiras. Não demorou a virar também apresentador de TV, comandando o programa “Excelsior a Go Go” pela TV Excelsior de São Paulo. Ele também apresentou “A Grande Parada”, na TV Tupi, programa de sucessos musicais. O nome da atração acabou virando título de um de seus primeiros filmes. Graças à imensa popularidade, Jerry Adriani teve uma curta carreira como astro de cinema. Fez três filmes entre 1966 e 1967, dois deles interpretando a si mesmo, “Essa Gatinha é Minha” (1966), “Jerry – A Grande Parada” (1967) e “Em Busca do Tesouro” (1967). Ao final dos anos 1960, ele ainda trouxe a banda de Raul Seixas da Bahia para se tornar sua banda de apoio de shows. Raulzito e os Panteras, como eram conhecidos, tocaram com Jerry Adriani por três anos, e Raul ainda produziu discos do cantor antes de iniciar sua carreira solo. Entre as músicas nascidas da parceria entre Jerry e Raul encontram-se grandes sucessos como “Tudo Que É Bom Dura Pouco”, “Tarde Demais” e “Doce Doce Amor”. O sucesso, porém, não se estendeu às décadas seguintes. Tanto que, já em 1985, Jerry apelou à nostalgia com o álbum “Tempos Felizes”, no qual registrou antigos sucessos da Jovem Guarda. Ele também gravou um disco tributo a Elvis Presley, “Elvis Vive”, em 1990, e até retomou a carreira de ator em 1994, participando da novela “74.5 — Uma Onda no Ar”, exibida pela extinta Manchete. Mas numa reviravolta seu timbre vocal acabou sendo relacionado a uma banda de rock de outra geração, graças às similaridade com o tom da voz de Renato Russo. Por conta disso, ele até lançou um disco cantando músicas da Legião Urbana, mas com um detalhe: em italiano. Lançado em 1999, o disco “Forza Sempre” acabou se tornando um dos mais bem-sucedidos do final de sua carreira, com a venda de 200 mil cópias. Nos últimos anos, Jerry participou de episódios das séries de comédia “Macho Man” e “A Grande Família” e filmou um terror de vampiros, “Hopekillers”, de Thiago Moisés, que se encontra atualmente em pós-produção.
Erin Moran (1960 – 2017)
Morreu a atriz americana Erin Moran, que ficou conhecida pelo papel de Joanie na série clássica “Happy Days”. Ela foi encontrada morta, aos 56 anos, em um parque de trailers na pequena cidade de Corydon, em Indiana. Uma autopsia vai ser realizada para estabelecer as causas da morte. Sumida nos últimos anos, Erin foi uma atriz-mirim bem-sucedida. Após aparecer em comerciais, chamou a atenção de Hollywood, estreando no cinema na comédia “Lua de Mel com Papai” (1968) com apenas oito anos de idade. No mesmo ano, foi contratada para integrar o elenco de sua primeira série, “Daktari”, na qual apareceu em 15 episódios entre 1968 e 1969. Sua filmografia inclui até o clássico “A Noite em que o Sol Brilhou” (1970), de Melvin Van Peebles, comédia fantástica sobre a transformação de um racista num homem negro, na qual interpretou a filha do protagonista. A atriz ainda era pré-adolescente quando entrou para “Happy Days”. Tinha 14 anos em 1974, quando foi escalada para viver a irmã mais nova de Ron Howard (ele mesmo, o futuro diretor de “O Código Da Vinci”). A atração foi um fenômeno de audiência e pioneira do boom de nostalgia que tomou conta da TV. Até então, não existiam séries de comédia de época. “Happy Days” mudou tudo ao se passar nos anos 1950, resgatando músicas, hábitos e a cultura juvenil dos anos de ouro do rock’n’roll, com direito até a um rebelde sem causa de jaqueta de couro, o icônico Fonzie, vivido por Henry Winkler. Os anos 1950 duraram mais em “Happy Days” do que na vida real. Quando a série saiu do ar, em 1984, Erin já tinha 24 anos. Os produtores até tentaram estender o apelo da trama com um spin-off centrado na personagem da jovem, acompanhando sua vida de casada com Cachi (Scott Baio), primo de Fonzie. Mas a série “Joanie Loves Chachi” não emplacou, cancelada em sua 1ª temporada. Erin não conseguiu nenhum outro papel de destaque, vivendo de participações ocasionais em outras séries. Ela ainda foi lembrada no clipe de “Buddy Holly” (1994) da banda Weezer, que recriava um episódio de “Happy Days”, e em “Dickie Roberts – O Pestinha Cresceu” (2003), comédia sobre um ex-ator mirim complexado de 30 e poucos anos, em que interpretou a si mesma. Mas a falta de trabalho a deixou cheia de problemas financeiros, a ponto de acabar sua vida morando num trailer. “Que notícia triste, triste. Descansa em paz Erin. Sempre vou lembrar de você em nossa série tornando as cenas melhores, recebendo risadas e iluminando as telas de TV”, escreveu Ron Howard, seu irmão televisivo, no Twitter.
Neuza Amaral (1930 – 2017)
Morreu a atriz Neuza Amaral, com mais de 60 anos de carreira em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Segundo parentes, a atriz sofreu uma embolia pulmonar e faleceu nesta quarta (19/4) no Hospital São Vicente de Paula, no Rio, aos 86 anos. Neuza nasceu no interior de São Paulo e começou a atuar na década de 1950, trabalhando na recém-inaugurada TV Tupi e na Excelsior, onde participou da telenovela diária da televisão, “2-5499 Ocupado”, em 1963 (ao lado de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Lolita Rodrigues). Mas foi na Globo, no Rio de Janeiro, que construiu sua trajetória de sucesso. Seu primeiro papel na emissora carioca foi na novela “A Sombra de Rebecca” (1967), na qual interpretou o papel-título. Mas acabou chamando mais atenção na novela seguinte como principal antagonista da mocinha (Myriam Pérsia), vivendo a primeira grande vilã da TV brasileira, Veridiana Albuquerque Medeiros, em “A Grande Mentira” (1968). Ela esteve em algumas das principais novelas das décadas de 1970 e 1980, como “Selva de Pedra” (1972), “Os Ossos do Barão” (1973), “Fogo Sobre Terra” (1974), “O Casarão” (1976), “Estúpido Cupido” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Pecado Rasgado” (1978), “Cabocla” (1979), “Plumas e Paetês” (1980), “Ciranda de Pedra” (1981), “Paraíso” (1982), “Elas por Elas” (1983), “Sinhá Moça” (1986) e “Brega & Chique” (1987). Ficou tão famosa que até participou como ela mesmo de alguns capítulos de “A Gata Comeu” (1985). Mas a partir de “A Rainha da Sucata” (1990), fez apenas pequenas participações, tendo apenas mais um papel fixo em “Pé na Jaca” (2007). O afastamento das novelas coincidiu com sua entrada na política. Neuza Amaral chegou a ser vereadora do Rio de Janeiro na década de 1990, o que acabou afastando-a dos trabalhos na TV. Ela também trabalhou para a prefeitura da cidade Araruama, na Região dos Lagos, onde morou. A atriz também teve uma filmografia expressiva, com mais de 20 filmes, desde a estreia em “A Lei do Cão” (1967), de Jesse Valadão, até “O que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto.
Trailer da 3ª temporada de Catastrophe registra último trabalho de Carrie Fisher
A Amazon divulgou o trailer da 3ª temporada da série “Catastrophe”, último trabalho da atriz Carrie Fisher. A prévia se concentra nas brigas do casal de protagonistas, mostrando apenas brevemente a participação final de Fisher. “Catastrophe” foi criada por seus protagonistas, Sharon Horgan e Rob Delaney, e acompanha um casal pego de surpresa com uma gravidez inesperada. A atração conquistou a crítica britânica e rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Sharon Horgan no Festival de Montecarlo – premiação internacional de televisão. Carrie Fisher interpretava a mãe do personagem de Rob Delaney, personagem que adorava criticar a nora Sharon. Ela morreu logo após gravar suas participações na série, que é produzida na Inglaterra. Sofreu um ataque cardíaco durante o voo de Londres para Los Angeles e não se recuperou. A 3ª temporada da série será disponibilizada no dia 28 de abril.
Don Rickles (1926 – 2017)
Morreu Don Rickles, uma lenda da comédia americana e dublador da franquia “Toy Story”. Ele faleceu nesta quinta-feira (6/4) aos 90 anos, devido a uma falha renal, em sua casa na cidade de Los Angeles. Rickles participou de muitos filmes e séries desde os anos 1950, mas geralmente em papéis pequenos, como consequência do sucesso de suas apresentações em clubes de stand-up. Ele se especializou na chamada comédia de insulto, dedicando-se a ofender o próprio público de suas performances e os apresentadores de talk show que se arriscavam a convidá-lo para um bate-papo. A princípio, foi considerado escandaloso para a sociedade americana, mas seu sucesso foi tão grande que ser insultado por ele logo se tornou motivo de orgulho. Apesar de não ter sido o primeiro a explorar este estilo de humor, Don Rickles foi o mais bem-sucedido e imitado, tornando-se uma atração recorrente na televisão, clubes e cassinos de Las Vegas. Sem papas na língua, conquistou a simpatia de Frank Sinatra e até se tornou um membro honorário da Rat Pack, a turma estilosa dos lounges, participando de shows da trupe em Vegas – que, além de Sinatra, também incluíam Dean Martin e Sammy Davis Jr. No auge da popularidade, ele até se juntou a Jimmy Olsen e Superman numa história em quadrinhos escrita e desenhada pelo lendário Jack Kirby, na qual era clonado e dava vida a seu oposto, Rickles, o Bondoso. A publicação aconteceu em 1971, após Rickles já estar bem estabelecido na cultura pop, tendo aparecido em três filmes da Turma da Praia, em “Os Guerreiros Pilantras” (1970) e em séries clássicas como “Os Monstros”, “A Família Adams”, “A Família Buscapé”, “James West” e “A Ilha dos Birutas”. Apesar de se tornar menos visível nas décadas seguintes, ele nunca interrompeu suas atividades, participando inclusive de “Cassino” (1995), de Martin Scorsese, no qual contracenou com Robert De Niro. Para as novas gerações, sua voz é lembrada por frases mais doces, graças a seu trabalho como o Sr. Cabeça de Batata dos desenhos da franquia “Toy Story” Mas para os mais velhos, ele é o humorista mal-humorado sem o qual não existiria Louis CK, Larry David, Jerry Seinfeld ou Howard Stern.












