LucasFilm afirma não ter planos de criar uma General Leia digital em Star Wars: Episódio IX
A LucasFilm publicou um comunicado no site StarWars.com para encerrar as especulações a respeito de um possível plano de criar uma versão digital da Princesa Leia em novos filmes de “Star Wars”. “Queremos assegurar aos nossos fãs que a LucasFilm não tem planos de recriar digitalmente a performance de Carrie Fisher como a Princesa ou General Leia Organa”, afirmou a produtora. A nota, postada na noite de sexta (13/1), foi uma reação às especulações que surgiram em diversos sites e culminaram numa reportagem da rede britânica BBC, que acusou nesta semana o estúdio de se apressar “de forma inconveniente” para fechar acordos com os herdeiros de Fisher, visando incluir uma General/Princesa Leia digital em “Star Wars: Episódio IX”. A notícia teria causado mal-estar na indústria. “Carrie Fisher foi, é, e sempre será parte da família Lucasfilm. Ela é nossa princesa, nossa general e, mais importante, nossa amiga. Ainda estamos sofrendo com sua morte. Estimamos sua memória e legado como princesa Leia e iremos sempre nos esforçar para honrar tudo que ela deu a ‘Star Wars'”, conclui a nota. A atriz tinha gravado todas as suas cenas de “Star Wars: Episódio VIII”, o próximo filme da saga, ainda sem nome oficial, com lançamento previsto para dezembro. Mas também deveria ter uma presença de destaque no “Episódio IX”, agendado para 2019. A Disney já anunciou o adiamento dessa produção para que o roteiro seja reescrito, de modo a diminuir a participação de Leia na trama. De todo modo, a própria Carrie Fisher permitiu a aprovou a inclusão de sua imagem digitalizada na cena final de “Rogue One”, que serve de prólogo para o clássico “Guerra nas Estrelas” (1977), lançado duas semanas antes de sua morte. Além dessa recriação digital, a Princesa Leia também já apareceu em 15 videogames, com movimentos capturados de outras atrizes. Carrie Fisher morreu no dia 27 de dezembro, aos 60 anos, em Los Angeles, após sofrer um ataque cardíaco.
Últimos dias de Michael Jackson vão virar telefilme
No mesmo dia em que o canal pago britânico Sky Arts cancelou a aparição de Joseph Fiennes como Michael Jackson numa nova série de comédia, o canal pago americano Lifetime decidiu anunciar a produção de um telefilme centrado nos últimos dias do cantor. Ou seja, vem mais polêmica por aí. O Lifetime é conhecido por produzir telebiografias sensacionalistas, geralmente não autorizadas e preferencialmente de celebridades mortas que possam ser ligadas à escândalos. Nos últimos anos, o canal revirou os túmulos de Whitney Houston e Brittany Murphy, entre outras personalidades famosas, em busca de audiência. O telefilme sobre o Rei do Pop tem o título provisório de “Michael Jackson: Searching for Neverland” e vai se basear no livro “Remember the Time: Protecting Michael Jackson in His Final Days”, escrito pelos dois guarda-costas do cantor, Bill Whitfield e Javon Beard. O roteiro é de Elizabeth Hunter (“Resistindo às Tentações”, “Pulando a Vassoura”) e a direção está a cargo de Dianne Houston (“Vem Dançar”). Já o papel principal caberá a Navi, famoso imitador de Michael, em sua estreia na televisão. As gravações vão começar em fevereiro em Los Angeles, mas ainda não há previsão para a exibição do telefilme.
William Peter Blatty (1928 – 2017)
Morreu William Peter Blatty, roteirista e diretor de cinema, mais conhecido como criador de “O Exorcista”. A confirmação de sua morte veio pelo twitter do cineasta William Friedkin, que dirigiu “O Exorcista”. Ele faleceu na quinta-feira (12/1), aos 89 anos, de câncer – mieloma múltiplo, um tipo de câncer no sangue – , em um hospital em Bethesda, Maryland (EUA). Antes de aterrorizar o mundo, Blatty se especializou em fazer o público rir, assinando quatro roteiros para o cineasta Blake Edwards, entre eles o ótimo “Um Tiro no Escuro” (1964), a melhor comédia da franquia “A Pantera Cor-de-Rosa”. Ele também escreveu “O Harém das Encrencas” (1965), de J. Lee Thompson, com Shirley MacLaine de odalisca, e “A Deliciosa Viuvinha” (1966), de Arthur Hiller, com o jovem Warren Beatty e Leslie Caron. A mudança de tom veio com a adaptação de “A Última Esperança da Terra” (1971), sci-fi distópica baseada no romance clássico “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson. Chamado para consertar o roteiro, ele acabou ficando sem créditos, mas o resultado rendeu um clima de terror impressionante que contrastava muito com a primeira filmagem da obra, “Mortos que Matam” (1964). No mesmo ano, ele se afirmou como grande autor e escritor com a publicação de seu livro “O Exorcista”. O livro ficou impressionantes 57 semanas na lista dos dez best-sellers mais vendidos do New York Times, e despertou grande interesse de Hollywood. O próprio Blatty assinou a adaptação para o cinema, lançada dois anos depois. Dirigido por um mestre, William Friedkin, “O Exorcista” (1973) atingiu o raro patamar de obra-prima, não só do gênero terror, mas do próprio cinema. Impossível falar de Hollywood nos anos 1970 sem mencionar sua produção. Acompanhado por uma campanha de marketing avassaladora, sua estreia em 1973 foi um frisson, que mudou o terror para sempre – além de ajudar a criar o conceito de filme-evento, antecipando “Tubarão” (1975), de Steven Spielberg, e “Guerra nas Estrelas” (1977), de George Lucas. E o longa fazia jus ao hype. Até hoje considerado o filme mais assustador já feito, “O Exorcista” impressionou com uma coleção de cenas chocantes, que iam do profano ao escatológico, acompanhando as tentativas de dois padres de exorcizar uma adolescente possuída, ao mesmo tempo em que discutia aspectos filosóficos da fé. Algumas partes eram tão fortes que criaram dificuldades para sua liberação pela ditadura militar no Brasil, só chegando no país com um ano de atraso. Blatty venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, um feito inesperado para um autor de terror. Também faturou um Globo de Ouro, de lambuja. O passo seguinte do escritor foi passar para trás das câmeras, dirigindo seu primeiro longa, também adaptação de um livro de terror de sua autoria, “A Nona Configuração” (1980). A trama se passava num castelo transformado em sanatório, que abrigava militares traumatizados pela Guerra do Vietnã. O detalhe é que o recém-chegado novo diretor do hospício (Stacy Keach) era ainda mais insano que os pacientes. A produção não rendeu o mesmo frenesi, mas Blatty colecionou o seu segundo Globo de Ouro de Melhor Roteiro. Enquanto isso, o estúdio Morgan Creek, tentando capitalizar com “O Exorcista”, lançou uma continuação que quase acabou com a franquia. Sem a participação de Blatty ou Friedkin, “O Exorcista II – O Herege” (1977) foi um fiasco de público e crítica. Visando recuperar o título, o estúdio fechou o retorno do escritor para “O Exorcista III” (1990), que ele também dirigiu, baseado em seu livro “Legião” (1983), a sequência literária oficial de “O Exorcista”. A trama juntava possessão e psiquiatria, os dois temas de suas duas obras anteriores de terror, e ignorava completamente o filme anterior. Na verdade, fazia conexão direta com o longa original ao recuperar o personagem do detetive policial William Kinderman, interpretado por Lee J. Cobb em 1973 e vivido por George C. Scott na continuação, investigando crimes cometidos por psicopatas diabólicos. Apesar da premissa inovadora – que seria copiada por inúmeros terrores, entre eles o recente “Livrai-Nos do Mal” (2014) – , o lançamento não teve a repercussão pretendida, ainda que parte da crítica tenha reverenciado sua capacidade de assustar. Blatty reclamou muito da Morgan Creek na época, mas apenas em 2016 foi possível comparar sua visão com a do estúdio, deixando claro a interferência em seu processo criativo. Uma edição do diretor foi lançada em Blu-ray em outubro passado, com um tom mais sombrio e final completamente diferente – sem o show pirotécnico que o estúdio acrescentou à revelia do cineasta. As cenas inéditas, porém, foram mal preservadas e possuem péssima qualidade. Mesmo assim, o lançamento arrancou elogios rasgados da crítica americana. Infelizmente, Blatty não teve outras chances de escrever e dirigir mais filmes desde “O Exorcista III”. Ele chegou a desenvolver uma minissérie baseada na franquia, mas o projeto foi substituído pela série “The Exorcist” em 2016, passada no mesmo universo de seus livros e filmes. O roteiro da minissérie inédita, intitulada “The Exorcist for the 21st Century”, deve ser lançado como livro.
Disney esfria negociações sobre versão digital da Princesa Leia
Algumas agências de notícia divulgaram nesta sexta (13/1) que a Disney não teria intenção de negociar com os herdeiros de Carrie Fisher os direitos de imagem da atriz, que morreu em dezembro, para utilizar a personagem Princesa Leia nos próximos filmes da saga “Star Wars”. A fonte original citada pelos reprodutores da notícia é o jornal britânico The Guardian. Entretanto, o que o Guardian realmente publicou foi que suas fontes informaram que a Disney não negocia neste momento com a família da atriz. As negociações teriam esfriado porque outra reportagem, da rede britânica BBC, afirmou nesta semana que o estúdio estaria se apressando “de forma inconveniente” para fechar acordos, visando incluir uma General/Princesa Leia digital em “Star Wars: Episódio IX”. A notícia teria causado mal-estar na indústria. A atriz chegou a finalizar suas filmagens como Leia para o próximo lançamento da franquia, “Star Wars: Episódio VIII”, com estreia prevista para dezembro, mas também deveria ter uma presença de destaque no “Episódio IX”, agendado para 2019. A Disney já anunciou o adiamento dessa produção para que o roteiro seja reescrito, de modo a diminuir a participação de Leia na trama. De todo modo, a própria Carrie Fisher permitiu a aprovou a inclusão de sua imagem digitalizada na cena final de “Rogue One”, que serve de prólogo para o clássico “Guerra nas Estrelas” (1977), lançado duas semanas antes de sua morte. Além dessa recriação digital, a Princesa Leia também já apareceu em 15 videogames, com movimentos capturados de outras atrizes. Carrie Fisher morreu no dia 27 de dezembro, aos 60 anos, em Los Angeles, após sofrer um ataque cardíaco.
Vídeo detalha criações das versões digitais de Peter Cushing e Carrie Fisher em Rogue One
A rede americana ABC divulgou um vídeo que detalha os bastidores da criação das versões digitais de Peter Cushing e Carrie Fisher para “Rogue One: Uma História Star Wars”. O vídeo é especialmente interessante por registrar o apoio de Fisher à ideia de uma Princesa Leia digital. A morte repentina da atriz tem feito a LucasFilm e a Disney discutirem a possibilidade de usar uma nova versão digital de sua personagem em “Star Wars: Episódio IX”. “Ela adorou o resultado e estava envolvida com tudo desde o começo”, afirmou John Knoll, supervisor da famosa empresa de efeitos ILM (Industrial Light & Magic), a respeito da versão jovem da Princesa Leia vista na produção. Para Knoll, o processo é uma espécie de maquiagem digital. “É um jeito supermoderno de se fazer maquiagem. Nós estamos transformando a aparência de um ator para ele se parecer com outro, mas usando tecnologia digital”. Confira abaixo.
Morte de Carrie Fisher coloca em discussão o destino da General Leia em Star Wars
A morte de Carrie Fisher deixou sua família, amigos e fãs entristecidos, mas também afeta o futuro da franquia “Star Wars”. Segundo o site The Hollywood Reporter, os executivos da Disney e da LucasFilm agendaram várias reuniões para decidir o que fazer com a personagem da atriz, a General Leia Organa, cuja participação seria fundamental para o desfecho da nova trilogia. Embora a atriz tenha filmado todas as suas cenas de “Star Wars: Episódio VIII”, rumores indicam que sua participação seria ainda maior no “Episódio IX”, com cenas muito importantes. Entre as discussões em andamento está a possibilidade de usar computação gráfica para retratar a atriz, como, por sinal, já foi feito em “Rogue On: Uma História Star Wars”, em que uma dublê fez o papel da jovem Princesa Leia e teve suas feições alteradas por computador. Outra alternativa seria modificar o roteiro para eliminar a participação de Carrie Fisher. O mais provável, porém, é que a presença de Leia seja diminuída e criada por computação gráfica. As filmagens de “Star Wars: Episódio IX” já foram adiadas, enquanto as discussões acontecem. O filme tem direção de Colin Trevorrow (“Jurassic World”) e sua estreia está prevista para maio de 2019. Carrie Fisher faleceu no dia 27 de dezembro, devido a complicações de ataque cardíaco, e foi seguida por mãe, Debbie Reynolds, no dia seguinte, vítima de um derrame. A HBO antecipou a exibição de um documentário sobre o relacionamento entre mãe e filha para homenagear as duas atrizes. Intitulado “Bright Lights”, ele será exibido no Brasil na segunda, dia 9 de janeiro, às 22h. Veja o trailer aqui.
Francine York (1938 – 2017)
Morreu a atriz Francine York, que participou de diversas séries clássicas, enfrentando até Batman na TV. Ela tinha 80 anos e faleceu na sexta (6/1) num hospital em Van Nuys, na Califórnia, após uma longa batalha contra o câncer. Nascido em Aurora, uma cidadezinha mineira de Minnesota em 1938, York disputou concursos de beleza e trabalhou como showgirl antes de virar modelo em comerciais de carros, no final dos anos 1950. Sua estreia na ficção foi num pequeno papel de recepcionista num episódio da série “Rescue 8”, de 1959. A maior parte de sua carreira foi composta por figurações na TV e no cinema. Uma dessas ocasiões foi um papel descrito como “sexy girl” em “Detetive Mixuruca”, comédia estrelada por Jerry Lewis em 1962. A pequena participação foi suficiente para Lewis convencer o estúdio a contratá-la para aparecer de seus próximos cinco filmes, entre eles sua melhor comédia, “O Professor Aloprado” (1963), em que York viveu uma estudante universitária. Logo, ela se viu contracenando até com Elvis Presley, no filme “Cavaleiro Romântico” (1965). Mas estes papeis em comédias de sucesso mal lhe permitiam falar em cena. Ela só foi conseguir destaque em filmes trash, alguns dos quais ganharam culto como “Wild Ones on Wheels” (1962), em que foi vítima de uma gangue de motoqueiros, “Mutiny in Outer Space” (1965), como capitã de uma nave espacial, e “The Doll Squad” (1973), no qual liderou uma equipe de espiãs internacionais. Pouco vistos na época, os filmes B não a transformaram em estrela. Mas ajudaram a popularizá-la no casting de TV, transformando York numa das figurantes favoritas dos estúdios televisivos. Ela participou de dezenas de séries clássicas, de “Os Intocáveis” a “Jeannie É um Gênio”, até começar a se destacar com aparições marcantes: como a alienígena Niolani em “Perdidos no Espaço”, como a deusa Vênus em “A Feiticeira”, como Miss Amanda Agnew, a parceira recorrente de Robert Wagner na série “O Rei dos Ladrões”, e principalmente como Lydia Limpet, capanga do vilão Traça (Roddy McDowell) na série “Batman”. Estes papéis foram o auge de sua carreira, mas mesmo pequenos marcaram a infância de gerações de fãs. Curiosamente, mesmo sem fazer grande sucesso, ela nunca se aposentou, aparecendo até como a sogra de Nicolas Cage no filme “Um Homem de Família” (2000). As figurações continuaram até recentemente, em séries como “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, “Barrados no Baile”, “Las Vegas”, “O Rei do Queens”, “No Calor de Cleveland” e “Projeto Mindy”. No ano passado, ela participou do fanflic “Star Trek: Progeny” e estava dando os retoques finais em sua biografia quando morreu.
Om Puri (1950 – 2017)
Morreu o ator indiano Om Puri, que atuou em mais de 300 produções, entre elas o épico “Gandhi” (1982) e o sucesso recente “A 100 Passos de um Sonho” (2014). Ele faleceu nesta sexta-feira (6/12) aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco em sua casa em Mumbai. Om Puri estreou no cinema nos anos 1970 em um filme em idioma marathi, antes de alcançar a fama mundial com grandes sucessos de Bollywood, falados em hindi, a principal língua da Índia. Também participou de alguns filmes paquistaneses que geraram controvérsia em seu país. Mas o público mundial o conhece mais por suas produções ocidentais, incluindo “Gandhi”, o filme biográfico dirigido por Richard Attenborough e protagonizado por Ben Kingsley que venceu oito Oscars em 1983. Ele também atuou em “A Cidade da Esperança” (1992), junto a Patrick Swayze, foi pai da jovem Archie Panjabi na comédia britânica “Tradição É Tradição” (1999) e encarnou o ex-presidente paquistanês Mohammed Zia em “Jogos do Poder” (2007), de Mike Nichols, ao lado de Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman. Seu último trabalho em Hollywood foi “A 100 Passos de um Sonho” (2014), de Lasse Hallström, como o patriarca de uma família indiana forçada a sair do país por uma tragédia e que, ao atentar se reerguer abrindo seu próprio restaurante, enfrenta o preconceito europeu e Helen Mirren. Ele deixou alguns filmes finalizados, entre eles “Viceroy’s House” (2017), drama histórico sobre o fim do período colonial britânico na Índia, no qual contracenou com Gillian Anderson, Michael Gambon e Hugh Bonneville. As redes sociais homenagearam o ator com muitas declarações de carinho e lembranças de seus êxitos cinematográficos. “Não posso acreditar que um de nossos maiores atores, Om Puri, já não está aqui. Profundamente triste e abalado”, declarou o ator Anupam Kher em um tuíte.
Vida Alves (1928 – 2017)
Morreu a atriz Vida Alves, pioneira da TV brasileira, que deu o primeiro beijo numa novela e também o primeiro beijo gay da história televisiva do país. Ela estava internada num hospital de São Paulo há uma semana e morreu na noite de terça-feira (3/1), após uma falência múltipla de órgãos, aos 88 anos de idade. Mineira de Itanhandu, Vida Amélia Guedes Alves começou no rádio e foi escalada por Walter Forster (1917-1996), então diretor da TV Tupi, para fazer par romântico com ele na primeira novela do país, “Sua Vida Me Pertence”, em 1951. O enredo incluía um beijo, que se tornou histórico. Infelizmente, como não havia videotape, não há registro da cena. Mas ela garantia que foi “beijo técnico”. “Um selinho”, não cansava de repetir. O beijo, por sinal, precisou ser aprovado pelo marido da atriz. Por isso, o único ensaio aconteceu na sala a sua casa, diante do marido, que era amigo de Forster. Mesmo assim, a atriz acabou com fama de beijoqueira, já que também protagonizou o primeiro beijo homossexual da TV brasileira. Aconteceu no teleteatro “Calúnia”, adaptação da peça de Lillian Hellman levada ao ar na mesma Tupi no programa “TV Vanguarda” em 1963, quando ela e Geórgia Gomide se beijaram em cena. Na trama, Vida e Geórgia interpretavam diretoras de um internato para meninas que eram caluniadas por uma estudante que as acusava de serem amantes. O escândalo leva os pais a tirarem as filhas do colégio, até que, falidas, as duas acabam descobrindo que realmente se amavam, terminando a história com um selinho. Desde beijo histórico restou uma foto, que comprova que a TV brasileira já foi mais avançada que Hollywood – o beijo final foi proibido na versão cinematográfica americana, “Infâmia” (1961), com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine. A ditadura militar, porém, acabou com esses “modernismos”. Ela trabalhou em novelas da Tupi e da TV Excelsior até 1969, voltando a contracenar com a amiga Geórgia Gomide em “A Outra” (1965), de Walter George Durst. Sua última novela foi “Dez Vidas” (1969), escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Gianfrancesco Guarnieri. Fora do ar, liderou um movimento de defesa da memória da TV brasileira, que envolveu diversos pioneiros e reuniu um acervo precioso a partir de 1995 na associação Pró-TV, que ela fundou. Vida só voltou à aparecer na telinha em 2004, para interpretar a si mesma em “Um Só Coração”, minissérie sobre a história de São Paulo, que também foi seu único trabalho na Globo. Sua trajetória é contada em detalhes na biografia “Vida Alves – Sem Medo de Viver, de Nelson Natalino, lançado em 2013 pela Editora Imprensa Oficial. Ela própria escreveu ainda “Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades” em 2014, narrando a história do começo da televisão brasileira e como eram produzidas as primeiras novelas. A atriz deixa dois filhos, três netos e três bisnetos. A cantora Tiê, uma das netas, deixou uma mensagem nas redes sociais: “Dona Vida Alves fez a passagem. Minha amiga, minha avó, minha parceira, minha musa beijoqueira. 88 anos de muita luz, amor, arte e vida. Vire estrela e descanse em paz. Te amo pra sempre e vou sentir saudades todos os dias.”
Retrospectiva: 50 estrelas que se foram em 2016
Num ano marcado por muitas perdas, recorde 50 estrelas que se apagaram em 2016, mas permanecerão brilhando na história do cinema e da televisão – algumas também na música. Clique nos nomes para ler sobre as carreiras de cada um. Abbas Kiarostami (1940 – 2016) Andrea Tonacci (1944 – 2016) Angus Scrimm (1926 – 2016) Antônio Pompêo (1953 – 2016) Cauby Peixoto (1931 – 2016) César Macedo (1935 – 2016) Chus Lampreave (1930 – 2016) Debbie Reynolds (1932 – 2016) Ettore Scola (1931 – 2016) Elke Maravilha (1945 – 2016) Florence Henderson (1934 – 2016) Gato Barbieri (1932 – 2016) Gene Wilder (1933- 2016) George Gaynes (1917 – 2016) Guy Hamilton (1922 – 2016) Herschell Gordon Lewis (1926 – 2016) Jacques Rivette (1928 – 2016) Michael Cimino (1939 – 2016) Michael Massee (1955 – 2016) Nancy Reagan (1921 – 2016) Patty Duke (1946 – 2016) Prince (1958 – 2014) Robert Vaughn (1932 – 2016) Rubén Aguirre (1934 – 2016) Tereza Rachel (1935 – 2016) William Christopher (1932 – 2016) Alan Rickman (1949 – 2016) Andrzej Wajda (1926 – 2016) Anton Yelchin (1989 – 2016) Arthur Hiller (1923 – 2016) Bud Spencer (1929 – 2016) Carrie Fisher (1956 – 2016) Curtis Hanson (1945 – 2016) David Bowie (1947 – 2016) Domingos Montagner (1962 – 2016) Flávio Guarnieri (1959 – 2016) Garry Marshall (1934 – 2016) George Kennedy (1924 – 2016) Guilherme Karam (1957 – 2016) Hector Babenco (1946 – 2016) Ivan Cândido (1931 – 2016) Kenny Baker (1934 – 2016) Lupita Tovar (1910 – 2016) Michèle Morgan (1920 – 2016) Noel Neill (1920 – 2016) Orival Pessini (1944 – 2016) Peter Vaughan (1923 – 2016) Ron Lester (1970 – 2016) Steven Hill (1922-2016) Umberto Magnani (1941 – 2016) Zsa Zsa Gabor (1917 – 2016)
Disney receberá seguro milionário pela morte de Carrie Fisher
A morte da atriz Carrie Fisher, no último dia 27, deve fazer a Disney acionar um seguro milionário. Segundo a companhia de seguros Lloyds, de Londres (via Insurance Insider), a Disney receberá US$ 50 milhões por conta de uma apólice que protegia a empresa, caso Fisher não pudesse cumprir seu contrato de três filmes na nova trilogia de “Star Wars”. Trata-se de um dos maiores pagamentos para acidentes pessoais da história. Carrie Fisher já havia terminado de filmar suas cenas em “Star Wars: Episódio VIII”, mas, segundo rumores, desempenharia um papel importante no “Episódio IX”. Por conta de sua morte, as filmagens foram adiadas e o roteiro da conclusão da trilogia terá que passar por alterações, que justifiquem a ausência de sua personagem, a General Leia. Última aparição da atriz no cinema, “Star Wars: Episódio VIII” estreia em 14 de dezembro no Brasil.
Adilson Maghá (1948 – 2016)
Morreu o ator mineiro Adilson Maghá. Ele faleceu no sábado (31/12), em um hospital de Belo Horizonte, aos 68 anos de idade. O artista lutava contra um câncer no pulmão que acabou atingindo o cérebro, por metástase. Maghá chegou a ser submetido a uma cirurgia cerebral nesta semana, mas acabou não resistindo. Nascido em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, em maio de 1948, Maghá iniciou carreira artística nos anos 1960 como cantor e compositor, mas acabou seguindo rumo às artes cênicas, inicialmente no teatro, quando foi autor, ator e diretor. Também trabalhou como administrador do Teatro Santa Maria de Belo Horizonte. Deu aulas de técnica teatral e foi o fundador-presidente do Grupo Cena de Teatro. Seu primeiro trabalho na TV foi na minissérie “Grande Sertão: Veredas” (1985) na Rede Globo, mas apenas recentemente veio a se tornar presença constante nas novelas do canal, participando do elenco de “Sete Pecados” (2007), “Caminho das Índias” (2009) e “Araguaia” (2010). Seu último papel foi uma participação em “Velho Chico” (2016). A carreira cinematográfica também é recente, e inclui títulos como “O Vestido” (2003), “Confronto Final” (2005), “Oração do Amor Selvagem” (2015) e o inédito “Vazante”, selecionado para o Festival de Berlim. O diretor de teatro Pedro Paulo Cava, amigo do ator, postou uma homenagem ao ator. “Último dia do ano que traz tristeza para a cena mineira. Deixou-nos esta madrugada o nosso querido Adilson Maghá, um dos mais instigantes e criativos atores brasileiros. Generoso, alegre, excelente profissional, um companheiro imprescindível nesta trajetória de lutas pelo bom teatro em Minas Gerais.”
William Christopher (1932 – 2016)
Morreu o ator William Christopher, que marcou época na TV na série “M*A*S*H”. Ele faleceu no sábado (31/12) em sua casa, em Pasadena, na Califórnia, em decorrência de um câncer de pulmão, aos 84 anos. Christopher teve um papel recorrente na série “Fuzileiro das Arábias”, entre 1965 e 1968, antes de conseguir seu papel mais conhecido: o padre Francis Mulcahy, em 1972. O personagem trazia sensibilidade e humanismo à trama, uma comédia de humor negro passada num hospital militar durante a Guerra da Coréia, e logo se destacou na produção, que durou 11 temporadas e ficou ao ar até 1983, registrando a maior audiência de todos os tempos em seu episódio final – imbatíveis 125 milhões de telespectadores. O ator ainda reprisou seu papel na continuação da série, “After M*A*S*H”, exibida entre 1983 e 1985. Ao fim da série, Christopher ainda fez participações em “O Barco do Amor”, “Assassinato por Escrito”, “Louco por Você” e “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”. Seu último trabalho foi um arco na novela “Days of Our Lives” em 2012, em que também interpretou um padre. A atriz Loretta Swit, intérprete de Margaret “Hot Lips” Houlihan em “M*A*S*H”, compartilhou uma homenagem ao colega. “Nosso Querido Bill, com toda a sua bondade, era um grande argumento a favor da existência do Céu. Nunca o ouvi reclamar ou perder a calma. Todo mundo o adorava. Tinha um grande senso de humor e era um grande humanitário. Ele se tornou o padre mais marcante da TV como o padre Mulcahy em ‘M*A*S*H’ e foi o casting mais perfeito já visto. E ele foi, provavelmente, responsável por muitas pessoas recuperarem a fé ou se tornarem devotas. Deus certamente acolherá Bill com os braços abertos.”










