Jed Allan (1935 – 2019)
O ator Jed Allan, que interpretou o personagem Rush Sanders na série “Barrados no Baile”, morreu aos 84 anos. O filho de Allan confirmou a morte do pai em um post no Facebook no último sábado (9/3). “Eu sinto muito por ter que postar a triste notícia da morte do meu pai nesta noite”, escreveu Rick Brown. “Ele morreu pacificamente, cercado por sua família, e muito amado por todos nós e muitos outros”. O personagem de Allan em “Barrados no Baile” era pai de Steve Sanders (Ian Ziering), um dos protagonistas da série. Ele apareceu em um total de 18 episódios, entre 1994 e 1999. Ziering postou uma homenagem ao ator em seu Instagram, dizendo-se entristecido por revelar que perdeu mais um colega de “Barrados no Baile”. Veja abaixo. Allan é o segundo ator da série a morrer neste mês. Na segunda passada (4/3), Luke Perry, intérprete o galã Dylan McKay na série, faleceu em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral) aos 52 anos. As duas mortes aconteceram pouco depois do anúncio de um revival de “Barrados no Baile”, pela emissora norte-americana Fox. Vários membros do elenco original vão se juntar novamente para uma minissérie de seis episódios. Além de “Barrados”, o nova-iorquino Allan ficou conhecido por seus papéis em novelas diurnas (as chamadas soup operas). Ele começou a carreira fazendo aparições em atrações do gênero nos anos 1960, como “General Hospital”, “Love of Life” e “The Secret Storm”, antes de encarar um de seus papéis mais duradouros em “Days of Our Lives”, a partir de 1977. Ele interpretou Don Craig na novela interminável por 14 anos, tendo recebido uma indicação ao Emmy em 1979. E em 1986 estrelou mais de mil episódios diários como o patriarca C.C. Capwell em “Santa Barbara”. Visualizar esta foto no Instagram. So sad to hear we've lost another 90210 castmate. I had the pleasure of working with Jed Allan from 94 to 99. He played Rush Sanders, Steve's father. Such a great guy to work with, he will be missed. #ripjedallan Uma publicação compartilhada por Ian Ziering (@ianziering) em 10 de Mar, 2019 às 10:15 PDT
Revival da série Barrados no Baile fará homenagem especial a Luke Perry
O revival da série “Barrados no Baile” pretende realizar uma homenagem especial a Luke Perry, astro do elenco original da série, que faleceu na segunda passada (4/3), aos 52 anos, após um acidente vascular cerebral (AVC). A revelação foi feita pelo presidente da CBS TV Studios, David Stapf, durante a conferência internacional de televisão (INTV) nesta segunda (11/3) em Jerusalém, Israel. “Ainda não determinamos como vamos lidar com a morte dele na série, ainda vamos pensar. Mas Luke sem dúvida será notado e homenageado de alguma forma”, garantiu o executivo, que ainda lembrou que “ele seria um dos poucos atores do elenco original que não ia atuar na nova série, por causa de seu comprometimento com ‘Riverdale'”, referindo-se ao papel de Perry como Fred Andrews na série da rede CW. A morte do ator será assunto inescapável porque a atração reunirá o elenco dos anos 1990 não como seus personagens, mas como eles próprios, refletindo sobre os anos que se passaram desde o sucesso de “Barrados no Baile”, enquanto tentam tirar do papel uma continuação. Stapf contou que a abordagem do revival partiu de Tori Spelling. “Ela costuma vir no escritório e despejar várias ideias de séries”. Uma delas finalmente empolgou o suficiente para ser levada adiante. “Ela brincou com ideia de como seria divertido reunir toda a turma novamente”. E o passo seguinte foi sugerir o projeto para a rede Fox, que exibiu o “Barrados no Baile” original nos Estados Unidos. O projeto foi aprovado sem gravação de piloto e só agora a sala de roteiristas foi formalizada. Os responsáveis pelos roteiros estão atualmente escrevendo os seis episódios da minissérie, prevista para estrear no meio do ano, durante o verão norte-americano, com o título de “90210” como o primeiro revival, exibido na rede CW nos anos 2000. O título original da atração criada por Darren Starr era “Beverly Hills 90210”. Seis integrantes do elenco clássico estarão de volta na continuação: Jason Priestley (Brandon), Jennie Garth (Kelly), Ian Ziering (Steve), Gabrielle Carteris (Andrea), Brian Austin Green (David) e Tori Spelling (Donna). Mas após a morte de Perry surgiu a possibilidade de Shannen Doherty (Donna) também aparecer para prestar homenagem ao intérprete de Dylan, que foi seu namorado na série. Ela encheu sua página do Instagram com fotos do amigo.
Jan-Michael Vincent (1945 – 2019)
O ator Jan-Michael Vincent, galã de cinema dos anos 1970 e astro da série “Águia de Fogo” (1984-1986), morreu em 10 de fevereiro, de uma parada cardíaca num hospital na Carolina do Norte. A informação só se tornou pública após quase um mês de sua morte, coincidindo com o fato de Vincent ter se tornado esquecido pela mídia, décadas após ser celebrado como um dos astros mais quentes de Hollywood. Ele tinha 73 anos de idade. Jan-Michael Vincent nasceu em Adams, Colorado, em 15 de julho de 1945, filho de um piloto de bombardeiro da 2ª Guerra Mundial, e se mudou na juventude para a Califórnia, para ir à faculdade e surfar. Numa dessas saídas descamisadas da praia, o jovem loiro de olhos azuis chamou atenção do caçador de talentos Dick Clayton, o agente que descobriu James Dean. Clayton colocou Vincent num programa de treinamentos da Universal para virar ator, e em pouco tempo deslanchou sua carreira. Sua estreia aconteceu em 1967, com 22 anos, num filme derivado da série dos Hardy Boys. No mesmo ano, apareceu no western “Os Bandidos”, escrito, dirigido e estrelado por Robert Conrad (o “James West”), e ainda participou de três episódios de “Lassie” e dois de “Bonanza”. Assim, chamou atenção da Hanna-Barbera para inaugurar a primeira incursão do estúdio de animação numa série com atores reais: “A Ilha do Perigo”, seriado de aventura inserido entre os segmentos animados do programa “Banana Splits”, em 1968. Os papéis e as produções foram melhorando rapidamente. No western “Jamais Foram Vencidos” (1969), fez parte de um elenco encabeçado por John Wayne e Rock Hudson. Ao mesmo tempo, entrou na série de curta duração “The Survivors”, como o filho de Lana Turner. E mudou de patamar ao virar protagonista de um telefilme premiado com o Emmy, “O Soldado que Declarou a Paz” (1970). Ele tinha o papel-título, um hippie recrutado para lutar no Vietnã, que se recusava a seguir o treinamento militar. A consagração do telefilme lhe rendeu convites para papéis de destaque no cinema, como em “A Mancha do Passado” (1971), em que viveu o filho de Robert Mitchum, e especialmente “Assassino a Preço Fixo” (1972), como o aprendiz do matador profissional interpretado por Charles Bronson. Este filme fez grande sucesso e projetou sua carreira – até ganhou remake em 2011, estrelado por Jason Statham e com Ben Foster reprisando o papel de Vincent. A partir daí, Vincent passou a protagonizar seus próprios longas. A princípio, Hollywood quis explorar sua aparência de galã juvenil. Em “O Maior Atleta do Mundo’ (1973), virou um Tarzan colegial e descamisado da Disney. Mas foi com o desempenho dramático de “Buster e Billie” (1974) que estabeleceu suas credenciais de astro. O romance entre o rapaz tímido e a garota fácil da escola (Joan Goodfellow) marcou época pelo desfecho brutal, de arrebentar os corações mais duros. O filme lhe deu tanto destaque que a Universal o escolheu para estrelar seu maior lançamento de 1975. Nada menos que “Tubarão”. Mas o diretor Steven Spielberg não estava tão convencido quanto o estúdio, e, em vez do galã, achou que o papel de Matt Hooper funcionava melhor com um nerd de óculos – Richard Dreyfuss. Talvez querendo provar seu valor, Vincent cometeu o equívoco de se achar versátil o suficiente para estrelar filmes muito diferentes uns dos outros, do bom policial “Inferno no Asfalto” (1975) à sci-fi trash “Herança Nuclear” (1977), passando por romances, comédias e até terror. A carreira de protagonista já começava a apontar para produções de baixo orçamento quando ele estrelou “Amargo Reencontro” (1978), de John Millius, na qual viveu um surfista autodestrutivo, ecoando sua própria vida num desempenho digno. Ganhou novo destaque em “Hooper, o Homem das Mil Façanhas” (1978), como o dublê jovem que rivalizava com o veterano vivido por Burt Reynolds. E ainda namorou Kim Basinger em “Terra Indomável” (1981), último trabalho relevante de sua filmografia. Ele se voltou para a TV como forma de revitalizar a carreira e se deu muito bem ao estrelar a minissérie “The Winds of War” (1983), novamente no papel de filho de Robert Mitchum. A participação lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em Telefilme ou Minissérie. No ano seguinte, virou um dos atores mais bem pagos da TV para estrelar a série “Águia de Fogo”, produção pela qual é mais lembrado. A versão original da atração durou três temporadas, acompanhando as aventuras do piloto renegado Stringfellow Hawke a bordo de um helicóptero ultramoderno de guerra. Vincent ainda apareceu como Hawke em episódios do reboot da série, lançado em 1987, um ano após o cancelamento do programa original. O sucesso de “Águia de Fogo” lhe deu popularidade, mas também acabou com sua trajetória no cinema. Marcado como “ator de TV”, Vincent passou a receber oportunidades apenas em produções baratas, que começavam a alimentar o recém-criado mercado de home vídeo. Os rumos de sua vida ganharam contornos trágicos. Enquanto travava uma batalha muito pública contra o abuso de drogas e álcool, ele sofreu um grave acidente de carro em 1996, ao dirigir bêbado. Ele quase morreu ao quebrar o pescoço, mas danificou as cordas vocais, prejudicando sua voz. Apesar disso, conseguiu aparecer no cultuado “Buffalo 66” (1998), de Vincent Gallo. Fez apenas mais quatro filmes depois disso, todos para DVD e o último em 2002. Logo em seguida, sofreu outro acidente de carro, que o levou a amputar partes da perna direita. Ele passou seus últimos anos afastado das telas e vivendo com sua terceira esposa, Patricia, na Carolina do Norte. Relembre abaixo a abertura da série clássica “Águia de Fogo”.
Colegas de Riverdale e Barrados no Baile lamentam morte de Luke Perry nas redes sociais
A morte de Luke Perry nesta segunda (4/3) rendeu uma grande comoção nas redes sociais. O ator tinha 52 anos e morreu nesta manhã no St. Joseph’s Hospital, em Burbank, na Califórnia, após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) severo no dia 27 de fevereiro. Vários atores e profissionais com quem Perry trabalhou ao longo da carreira se manifestaram de forma comovente nas redes sociais, celebrando o talento, a graça e a bondade do amigo que se foi. Colega do ator em “Barrados no Baile”, Ian Ziering chegou a pedir a Deus um lugar de destaque no Céu para seu amigo de 30 anos. “Meu querido Luke”, escreveu Ziering, “eu sempre vou me aquecer nas memórias amorosas que compartilhamos nos últimos 30 anos. Que sua jornada adiante seja enriquecida pelas magníficas almas que passaram antes de você, assim como você fez aqui por aqueles que você deixou para trás. Deus, por favor, dê-lhe um assento perto de você, ele merece. Marisol Nichols, que interpreta Hermione Lodge em “Riverdale”, postou uma foto deles juntos no Instagram com a legenda: “Eu não tenho palavras agora. Talvez depois”. Também se dizendo sem palavras, a atriz Emma Caulfield Ford, de “Barrados no Baile”, o definiu como “um anjo e um amigo”. Molly Ringwald, que vive sua ex-mulher em “Riverdale”, afirmou estar “de coração partido” e que sentirá “muito a sua falta”. Christine Elise postou uma foto da época de “Barrados no Baile”, dizendo-se “atordoada e devastada” pela morte do amigo, que deixará saudades “em todos os que o conheceram e nos milhões que o amaram”. Cole Sprouse, o Jughead, postou uma foto dos dois em seu Instagram, acrescentando apenas “Te amo, cara”. Com mais palavras, Asha Bromfield, a Melody de “Riverdale”, representou o elenco jovem ao descrever como Perry a tratava na série. “Luke Perry era o ser humano mais gentil, caloroso e amoroso. Ele sempre fazia de tudo para que me sentisse segura, ouvida e vista. Eu te amo muito, Luke. Você me abraçou naquele set e aliviou todos os desconfortos. Obrigado por ser um raio de luz para mim e para muitos”. Em seu Instagram, Shannon Doherty, que interpretou Brenda, a namorada de Dylan (o icônico papel de Perry) em “Barrados no Baile”, ainda aparece mandando forças para o ator, no post de uma foto do casal. Mas ela também disse, em entrevista na TV, que não conseguiria fazer mais nada além de chorar se sua morte fosse confirmada. Visualizar esta foto no Instagram. Dearest Luke, I will forever bask in the loving memories we've shared over the last thirty years. May your journey forward be enriched by the magnificent souls who have passed before you, just like you have done here for those you leave behind. God please give him a seat close to to you, he deserves it. Uma publicação compartilhada por Ian Ziering (@ianziering) em 4 de Mar, 2019 às 10:31 PST Visualizar esta foto no Instagram. I don’t have any words now. Maybe I will later. ? Uma publicação compartilhada por Marisol Nichols (@marisolnichols) em 4 de Mar, 2019 às 12:03 PST My heart is broken. I will miss you so much Luke Perry. Sending all my love to your family. ❤️ #LukePerry — Molly Ringwald (@MollyRingwald) March 4, 2019 Oh God. I’m heart sick. I love you Luke. You were an angel and a friend to me. Loss for words. #LukePerry — emma caulfield ford (@emmacaulfield) March 4, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. With the heaviest of hearts, I am stunned and devastated to tell you that Luke passed away. I am still in shock and I have no words beyond saying he was a truly kind gentleman. He will be mourned and missed by everyone who knew him and the millions who love him. RIP, dearie Luke. Your time here was far too short. ??? Uma publicação compartilhada por Christine Elise McCarthy (@christineelisemccarthy) em 4 de Mar, 2019 às 10:00 PST Visualizar esta foto no Instagram. Woke up this morning a ball of tears. Luke Perry was the kindest, warmest, most loving human being. He always went out of his way to make me feel safe, heard and seen in his presence. I love you so much Luke. You embraced me on that set and eased any discomfort. You always made me feel included when I did not. You are a stand up man and for that I am so grateful. Thank you for being a ray of light for me and so many ❤️ Uma publicação compartilhada por ASHA (@ashabrom) em 4 de Mar, 2019 às 11:32 PST Visualizar esta foto no Instagram. Love you bud Uma publicação compartilhada por Cole Sprouse (@colesprouse) em 28 de Fev, 2019 às 7:00 PST
Produção de Riverdale é suspensa após morte de Luke Perry
O elenco e a equipe de produção de “Riverdale” foram dispensados das gravações da série nesta segunda (4/3), após a notícia da morte de Luke Perry, intérprete de Fred Andrews na atração. Os produtores executivos de “Riverdale”, Greg Berlanti, Sarah Schechter, Roberto Aguirre-Sacasa e Jon Goldwater, emitiram uma declaração em conjunto com o estúdio WBTV e a rede The CW. “Estamos profundamente tristes em saber hoje sobre a morte de Luke Perry. Membro amado da família de ‘Riverdale’, Warner Bros e CW, Luke era tudo o que você esperaria que ele fosse: um profissional incrivelmente atencioso e consumado com um coração gigante e um verdadeiro amigo para todos. Figura paterna e mentora do jovem elenco do programa, Luke foi incrivelmente generoso e infundiu no set amor e bondade. Nossos pensamentos estão com a sua família durante esse período difícil.” O ator tinha 52 anos e morreu nesta manhã no St. Joseph’s Hospital, em Burbank, na Califórnia. Ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no dia 27 de fevereiro e foi colocado em coma induzido, não conseguindo se recuperar. O ator despontou para o estrelato com “Barrados no Baile”, que ficou no ar entre 1990 e 2000, onde interpretava o galã Dylan McKay. Em “Riverdale”, ele interpretava o pai do protagonista Archie (K.J. Apa). Ele vinha gravando normalmente as cenas da série nos estúdios da Warner Bros, em Los Angeles e sua morte surpreendeu a todos. Não há previsão para a série voltar a ser produzida. Os roteiristas ainda não pararam para imaginar como se dará a saída do personagem do ator da série. Além de ter gravado episódios inéditos de “Riverdale”, Perry também finalizou sua participação no filme “Era uma Vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, que estreia em julho nos Estados Unidos.
Luke Perry (1966 – 2019)
O ator Luke Perry, que se destacou em papéis nas séries “Barrados no Baile” e “Riverdale”, morreu nesta segunda (4/3) aos 52 anos. Ele foi levado ao hospital na quarta passada (27/2) por paramédicos, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) severo em sua casa em Sherman Oaks, na Califórnia. Em estado crítico, chegou a ficar em coma induzido, mas veio a falecer após cinco dias internado, acompanhado por sua família. Nascido Coy Luther Perry III em Mansfield, Ohio, o ator começou sua carreira em novelas matinais (as soup operas americanas) nos anos 1980, antes de ser catapultado para a fama no papel de Dylan McKay em “Barrados no Baile” (Beverly Hills 90210). O personagem do galã rebelde multiplicou seu rosto em capas de revistas, pôsteres e decoração de quartos de garotas adolescentes, dando-lhe status de teen idol, que normalmente era reservado para cantores de boy band. E também levou milhões a torcerem contra e a favor suas atitudes e romances, primeiro com Brenda Walsh (interpretado por Shannen Doherty), depois com Kelly Taylor (Jennie Garth), casais de TV que definiram os anos 1990. A série criada por Darren Star durou exatamente uma década, entre 1990 e 2000, tornando-se indissociável do período. Mesmo assim, ganhou uma continuação/revival em 2008, do qual Perry se recusou a participar. Ele também optou por não se envolver no novo revival, marcado para o próximo verão norte-americano, que reúne a maioria do elenco original. Ao contrário dos demais integrantes de “Barrados no Baile”, sua carreira sobreviveu ao final da série, porque ele se antecipou e começou a fazer filmes enquanto a atração experimentava seu auge de popularidade. Entre eles, “Buffy, a Caça-Vampiros” (1992), o thriller “Fronteiras do Crime” (1996) e a sci-fi blockbuster “O Quinto Elemento” (1997). Também se dedicou a dublar animações, fazendo a voz de Rick Jones no desenho do “Incrível Hulk” e de Sub-Zero em “Mortal Kombat: Os Defensores da Terra” (ambos lançados em 1996), além de ter dublado a si mesmo em “Johnny Bravo”. Perry aproveitou o fim de “Barrados no Baile” para se reinventar, entrando no elenco de uma das primeiras séries da HBO, o drama prisional “Oz”, como um padre num arco de 10 episódios entre a 4ª e a 5ª temporadas. Depois, assumiu o papel-título da cultuada série sci-fi canadense “Jeremiah”, criação de J. Michael Straczynski (de “Babylon 5” e “Sense8”), que durou duas temporadas entre 2002 e 2004. Mas também tropeçou, ao tentar voltar para a TV aberta com “Windfall” (2006), na rede NBC, e retornar à HBO com “John from Cincinnati” (2007). Ambas foram encerradas na 1ª temporada. Nesse período, ainda fez dezenas de telefilmes – incluindo a sci-fi “Supernova” (2005) – e participações em séries – como “Will & Grace”, “What I Like About You” e “Criminal Minds”. Um novo filão se abriu nos lançamentos das franquias “Godnight” e “K-9 Adventures”, em telefilmes e produções para homevideo. Na primeira, Perry interpretava um juiz itinerante do velho Oeste chamado John Goodnight. Na segunda, o pai de uma família amorosa e dono de um cachorro-herói. Renderam várias produções, enquanto o ator tentava voltar às séries, em participações recorrentes em “Body of Proof” e no elenco da produção policial canadense “Detective McLean”, cancelada na 1ª temporada. A volta definitiva se deu em “Riverdale” em 2016, quando assumiu o papel de Fred Andrews, pai do protagonista Archie (K.J. Apa). O personagem foi baleado, concorreu à prefeito e enfrentou os poderosos da cidade, rendendo-lhe um grande desempenho dramático. “Eu gosto de interpretar o pai de Archie porque eu gosto de ser pai, e eu acho que é um ótimo personagem nessa série, o mais centrado, que realmente se importa com os garotos”, ele disse, em entrevista para a revista The Hollywood Reporter, aludindo ao fato de ter dois filhos crescidos – de seu casamento com Rachel Minnie Sharp (de 1993 a 2003). Ele estava gravando episódios da 3ª temporada da série, quando faleceu. Além de ainda poder ser visto em capítulos inéditos de “Riverdale”, Luke Perry também finalizou sua participação no próximo filme de Quentin Tarantino, “Era uma Vez em Hollywood”, onde interpreta, justamente, um ator de séries de TV.
Mitzi Hoag (1932 – 2019)
Morreu a atriz Mitzi Hoag, que ficou conhecida pelas séries “E as Noivas Chegaram” (Here Come the Brides) e “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life). Ela faleceu na terça (26/2), aos 86 anos, em sua casa em Sherman Oaks, na Califórnia. Nascida Margaret Myrtle Hoag em 25 de setembro de 1932, em Illinois, ela se mudou para Nova York para estudar no Actors Studio e virou atriz nos anos 1950. Após aparecer em algumas peças off-Broadway, mudou-se para Los Angeles e encontrou trabalho no cinema e na TV. Sua estreia nas telas foi na comédia “Artimanhas do Amor” (1963). Ela ainda apareceu no filme de motoqueiros “Anjos do Inferno” (1967) e no lisérgico “Viagem ao Mundo da Alucinação” (1967). Mas sua carreira acabou emplacando na televisão, ao entrar no elenco da série de comédia “E as Noivas Chegaram” em 1968. Ela viveu uma das noivas do título, que viajam para encontrar maridos entre os madeireiros do Norte distante dos Estados Unidos, no final do século 19. Após o fim da série, cancelada em sua 2ª temporada em 1970, ela fez diversas participações em “O Jogo Perigoso do Amor”, “Bonanza”, “Mod Squad”, “A Família Dó-Ré-Mi”, “O Incrível Hulk”, “Police Woman”, “Arquivo Confidencial”, “Os Waltons”, “O Barco do Amor” e outras séries que marcaram época, além de ter integrado o elenco de “We’ll Get By”, uma sitcom que não passou dos 13 episódios iniciais. Até ser lembrada em 1982 para o papel recorrente de Evie Green, a mãe adotiva de Natalie (Mindy Cohn) em “Vivendo e Aprendendo”. Ela ainda teve um arco extenso na novela “Santa Barbara”, em 1990, antes de encerrar a carreira com uma participação na série “Grace Under Fire”, três anos depois.
Katherine Helmond (1929 – 2019)
A atriz Katherine Helmond, que marcou duas gerações de sitcoms americanos com papéis em “Soap” (1977-1981) e “Who’s The Boss?” (1984-1992), morreu no último dia 23 de fevereiro, em sua casa em Los Angeles, nos EUA. A atriz tinha 89 anos e lutava contra o Mal de Alzheimer. Helmond venceu dois Globos de Ouro, um por cada uma das séries citadas, e foi indicada a sete Emmys – quatro por “Soap”, dois por “Who’s the Boss”, e um por sua participação especial em outra sitcom, “Everybody Loves Raymond” – , sem nunca conquistar a estatueta. Ela fez muitos dramas e séries de aventuras na TV, antes de revelar-se uma senhora comediante. Em entrevista de 2008, confessou que sua guinada para as comédias foi motivada por uma vida de poucas alegrias. “Eu fui casada com um alcoólatra, e ele me batia. Por isso, meu agente me disse que não aguentaria me ver sofrendo ainda mais na televisão. Então tentamos uma sitcom”, disse a atriz, que foi casada com o ator George Martin (“Sociedade dos Poetas Mortos”) até 1962. Além de séries, Helmond fez filmes famosos, como a sátira “Hospital” (1971), o clássico de desastre “O Dirigível Hindenburg” (1975) e “Trama Macabra” (1976), último longa do diretor Alfred Hitchcock. Mas é mais lembrada por sua parceria com o diretor Terry Gilliam, para quem filmou “Os Bandidos do Tempo” (1981) e principalmente “Brazil – O Filme” (1989), num papel inesquecível como a mãe do protagonista, viciada em cirurgias plásticas. Ela também esteve na comédia “Um Salto para a Felicidade” (1987), de Garry Marshall, e foi a voz original da personagem Lizzy em três filmes – e um videogame – da franquia animada “Carros”, da Disney-Pixar. A atriz deixa o segundo marido, David Christian, com quem estava casada desde 1962. Eles se conheceram no teatro. Ele era cenografista e ela a atriz principal. “Ela era o amor da minha vida”, disse Christian. “Nós passamos 57 anos lindos, maravilhosos e amorosos juntos, que eu irei guardar para sempre. Eu estive com Katherine desde que tinha 19 anos. Na noite em que ela morreu, vi que a lua estava meio vazia, assim como eu estou agora…”.
André Previn (1929 – 2019)
Morreu o compositor, maestro e pianista André Previn, quatro vezes vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora, e ex-marido da atriz Mia Farrow. Ele tinha 89 anos e faleceu em sua casa em Manhattan, Nova York, de causa não revelada. Nascido em Berlim como Andreas Ludwig Priwin, o futuro músico fugiu da Alemanha durante a ascensão do nazismo, viajando ainda criança com sua família para os Estados Unidos. Eles se estabeleceram em Los Angeles, onde um parente já vinha fazendo sucesso profissional: o compositor Charles Previn, vencedor do Oscar pela trilha sonora do musical “100 Homens e uma Menina” (1937). A família inteira mudou o nome para Previn, que soava menos judeu. Mas como o pai não falava inglês, o único emprego que o ex-juiz alemão conseguiu foi como professor de piano. E isso empurrou o jovem Andreas, agora André, muito cedo para o mercado de trabalho, pois as contas da família não fechavam. A conexão com o tio famoso lhe deu uma chance em Hollywood, que acabou se transformando em carreira. O jovem arranjou um “bico” nos estúdios MGM em 1946, enquanto ainda cursava a Beverly Hills High School. Seu primeiro trabalho no estúdio foi como supervisor musical do noir “Correntes Ocultas” (1946), de Vincent Minelli. Tinha só 16 anos, o que o fez ser bastante explorado, enquanto construía uma fama de prodígio. Já no filme seguinte, foi promovido a compositor de músicas adicionais e pianista, sem créditos. Ao ser destacado para os musicais do estúdio, chegou a trabalhar em dois longas de Frank Sinatra antes de atingir a maioridade, como “compositor anônimo” das músicas adicionais de “Aconteceu Assim” (1947) e “Beijou-me um Bandido” (1948). Sua carreira progrediu rapidamente. Em um ano, escalou várias posições até assumir a trilha de seu primeiro filme. Foi promovido a maestro em “Ato de Violência” (1949), de Fred Zinnemann, passou a ser creditado como diretor musical em “Mercado Humano” (1949), de Anthony Mann, e virou compositor com “Sol da Manhã” (1949), de Richard Thorpe. Um ano depois, foi indicado ao primeiro Oscar, pela trilha de “Três Palavrinhas” (1950), também de Richard Thorpe. Comemorou a façanha aos 20 anos de idade. Ao todo, Previn concorreu 11 vezes ao Oscar, vencendo quatro, pelos musicais “Gigi” (1958), “Porgy e Bess” (1959), “Irma La Douce” (1963) e “Minha Bela Dama” (1964). No auge da carreira, ele surpreendeu a todos ao anunciar que iria dar um tempo nas composições de cinema para se dedicar à carreira musical. Tinha pouco mais de 30 anos e já pensava em se aposentar de Hollywood. E embora não tivesse abandonado prontamente as produções cinematográficas, ele não voltou atrás em sua decisão de se afastar das telas. A pausa original durou da comédia “Uma Loura Por um Milhão” (1966), de Billy Wilder, até “Delírio de Amor” (1971), de Ken Russell. E só foi uma pausa porque ele abriu uma exceção para o filme de Russell, devido ao tema: uma cinebiografia do compositor Tchaikovsky. Depois disso, aceitou apenas conduzir as orquestras responsáveis pelas gravações das trilhas, função que exerceu no musical “Jesus Cristo Superstar” (1973), que lhe rendeu sua última indicação ao Oscar, e na sci-fi “Rollerball: Os Gladiadores do Futuro” (1975). Longe do cinema, ele viu a carreira musical florescer, chegando a gravar cerca de 500 discos. Também foi maestro da várias orquestras, entre elas a Sinfônica e a Filarmônica de Londres, compôs músicas para a Broadway, sendo indicado ao Tony por suas canções de “Coco” (1969), criou duas óperas e recebeu seis indicações ao Emmy por trabalhos de TV. “Na MGM, você sabia que ia trabalhar no ano seguinte, sabia que seria pago”, Previn disse ao jornal The Guardian em 2008. “Mas eu era muito ambicioso musicalmente para me conformar com isso. Eu queria apostar em desenvolver o talento que poderia ter.” Em sua carreira musical, Previn foi extremamente versátil, estabelecendo-se inicialmente como um pianista de jazz (gênero a que voltou nos anos 1980), antes de se tornar reconhecido por seus muitos trabalhos de música erudita. De seus 10 prêmios Grammy (o “Oscar da música”), cinco foram conquistados por suas gravações clássicas, dois pelas trilhas sonoras, dois pelos discos jazz e um pelo álbum pop “Like Young”, de 1958. Em 2010, ele recebeu um Grammy honorário pelas realizações de sua carreira. O reconhecimento profissional foi acompanhado por uma vida pessoal atribulada. Previn se casou e se divorciou cinco vezes. O primeiro casamento, em 1952, foi com a cantora de jazz Betty Bennett, de quem se divorciou em 1957, poucos meses após ela dar luz à segunda filha do casal, Alicia Previn (violinista da banda irlandesa In Tua Nua e fundadora dos Young Dubliners). Ele teve uma extensa relação de trabalho com sua segunda esposa, a letrista, cantora, compositora e poeta Dory Previn. Casados em 1959, fizeram parceria em canções de filmes famosos como “Dois na Gangorra” (1962), “Um Amor do Outro Mundo” (1964), “À Procura do Destino” (1965) e “Harper – O Caçador de Aventuras” (1966). Dory lutou com problemas emocionais e psicológicos ao longo de seu casamento de 11 anos, e teve um colapso quando Previn lhe disse que a estava trocando por Mia Farrow. O compositor e a mãe do “Bebê de Rosemary” se casaram em 1970 e sua união durou apenas nove anos. Previn teve seis filhos com Mia, três biológicos e três adotados. Uma das crianças, Soon-Yi Previn, adotada na Coreia, acabou sendo pivô de um escândalo após a separação do casal. Em 1992, Farrow descobriu que seu então namorado Woody Allen estava tendo um caso com a jovem Soon-Yi. Logo em seguida, acusou o diretor de ter abusado da filha deles, Dylan, que ainda era uma criança. A polêmica dura até hoje, embora, em 1997, Soon-Yi e Woody Allen tenham se casado – e também adotaram duas meninas. Depois do seu quarto casamento (com Heather Sneddon em 1982, o mais longevo, que durou até 2002), Previn casou-se com a violinista alemã Anne-Sophie Mutter, posteriormente escrevendo um concerto de violino para ela. Divorciaram-se em 2006, mas continuaram amigos e a trabalhar juntos ocasionalmente.
Morgan Woodward (1925 – 2019)
O ator Morgan Woodward, que apareceu em mais de 250 filmes e episódios de séries ao longo de quatro décadas de carreira, morreu na sexta (22/2) em Paso Robles, na Califórnia, aos 93 anos. A maioria de seus papéis foram em produções de faroeste. Mas ele também teve desempenhos importantes em sci-fis e integrou a série de maior audiência da década de 1980, além de ter ofuscado Paul Newman com o brilho de seus óculos icônicos em “Rebeldia Indomável”. Woodward nasceu em 1925 no Texas e foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial. Ele também serviu durante a Guerra da Coréia. Mas seu sonho era virar cantor. Ao se mudar para Los Angeles em 1955, sua intenção era arranjar trabalho em musicais de Hollywood. Mas os primeiros papéis que conseguiu foram em produções de western da Disney, “Têmpera de Bravos” (1956) e “A Odisseia do Oeste” (1956), que direcionaram sua carreira para o gênero. Ele emendou mais dois westerns, “Chuva de Balas” (1957), com Joel McCrea, e “Na Rota dos Proscritos” (1958), estrelado por Audie Murphy, e passou a aparecer em diversas séries de cowboys – “Cheyenne”, “O Texano”, “Bat Masterson”, etc. Até pendurar as esporas em “Wyatt Earp” em 1958, estrelando quatro temporadas como Shotgun Gibbs, o ajudante do delegado do título. Com o fim de “Wyatt Earp” em 1961, Woodward continuou fazendo aparições em faroestes televisivos – “O Paladino do Oeste”, “Daniel Boone”, “Gunsmoke”, “Caravana”, “Big Valley”, “O Homem de Virgínia”, “Chaparral”, etc – e filmes de bangue-bangue – “O Revólver é a Minha Lei” (1963), com Rory Calhoun, e “Matar ou Cair” (1966), novamente com Audie Murphy. Mas, ao final dos anos 1960, os westerns saíram de moda. E precisando encarar seu primeiro drama contemporâneo, Woodward acabou conquistando seu papel de mais destaque no cinema. Ele viveu o antagonista de Paul Newman em “Rebeldia Indomável” (1967), como um dos guardas mais temidos da prisão rural da trama, conhecido como “o homem sem olhos” graças aos seus óculos refletivos e habilidade de acertar tiros certeiros. Sua interpretação “sem olhos” e poucas palavras foi literalmente tiro e queda, materializando um dos vilões mais frios e imprevisíveis de Hollywood. Ainda mantinha uma dieta de westerns – “O Último Tiro” (1968), com James Stewart, “Só Matando” (1969), com Richard Widmark, etc – , quando começou a se adaptar para acompanhar a nova tendência televisiva dos anos 1960: as séries de ficção científica. Woodward deixou sua marca na história da sci-fi ao aparecer em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, tornando-se o primeiro humano a compartilhar a mente com o Sr. Spock (Leonard Nimoy), e integrar o elenco recorrente de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run) como o misterioso Ancião Morgan. Ele também participou de “Planeta dos Macacos” e “Project U.F.O.”, culminando sua fase espacial com o filme “Mercenários das Galáxias” (1980), um – cultuado – “Star Wars” dos pobres do rei dos filmes B Roger Corman. Nos anos 1980, aumentou ainda mais seu status televisivo com uma sequência de papéis recorrentes em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) e “Esquadrão Classe A” (The A Team), mas principalmente por seu personagem fixo em “Dallas”. Ele viveu Marvin “Punk” Anderson, integrante do cartel petroleiro e conselheiro dos Ewins por 55 episódios, entre 1980 e 1987, na série líder de audiência da década. O astro veterano ainda participou de um telefilme de reunião da série “Gunsmoke” em 1992 – com um personagem diferente dos 17 que viveu no programa original. E encerrou a carreira com participações nas séries sci-fi “Arquivo X” (num episódio de 1995) e “Millennium” (em 1997), ambas criadas por Chris Carter. Em reconhecimento a seus papéis em séries e filmes de western, ele foi premiado pelo Golden Boot Awards (o “Oscar dos faroestes”) em 1988 e entronizado no Hall of Great Western Performers do Museu Nacional do Velho Oeste.
D’Artagnan Júnior (1961 – 2019)
O ator José D’Artagnan Júnior, conhecido por novelas da Globo, morreu no domingo (24/2) no Rio de Janeiro, aos 58 anos. A notícia foi compartilhada pelo também ator Miguel Falabella, amigo de D’Artagnan Júnior, no Instagram. D’Artagnan era casado com a autora de novelas e teatro Maria Carmem Barbosa, e participou de mais de 20 novelas da Globo. Ele começou a atuar ainda adolescente e seu primeiro trabalho televisivo foi “A Sucessora”, em 1978. Entre outras novelas, apareceu também em “Cara & Coroa” (1995), “Salsa e Merengue” (1996), “Malhação” (1998), “Pecado Capital” (1998), “Kubanacan” (2003), “Da Cor do Pecado” (2004), “A Lua Me Disse” (2005), “O Profeta” (2006), “Negócio da China” (2008), “Insensato Coração” (2011) e “Aquele Beijo” (2011). Sua última aparição em novelas foi em “Salve Jorge” (2012), como o personagem Aziz. D’Artagnan Júnior também fez cinema, especialmente quando jovem, atuando em seis filmes entre 1976 e 2003, entre eles os cultuados “Onda Nova” (1983), de José Antonio Garcia e Ícaro Martins, e “Anjos da Noite” (1987), de Wilson Barros. Ele encerrou a filmografia com “Apolônio Brasil, Campeão da Alegria” (2003), de Hugo Carvana. O ator sofria de problemas no fígado há mais de oito anos e havia se internado três semanas antes de falecer, com Pancreatite e Hepatite C. Segundo o comunicado de Falabella, sua esposa sofre de Alzheimer e não entende que ele morreu.
Stanley Donen (1924 – 2019)
Morreu Stanley Donen, o último diretor da era de ouro de Hollywood, que assinou clássicos como “Cantando na Chuva” (1952), “Cinderela em Paris” (1957) e “Charada” (1963). Ele tinha 94 anos e nenhum detalhe adicional sobre sua morte, revelada na manhã deste sábado (23/2), foi fornecido pela família. Considerado um dos diretores mais influentes dos musicais americanos, ele foi responsável – junto com Vincent Minnelli e Busby Berkeley – por estabelecer a estética dos filmes da MGM, celebrados até hoje – e homenageados recentemente por “La La Land”. Mas, inacreditavelmente, nunca recebeu uma indicação ao Oscar e nunca venceu um troféu do Sindicato dos Diretores. Não por acaso, seu filho, que tuitou a notícia de sua morte, o descreveu como “um enorme talento muitas vezes menosprezado”. Stanley Donen nasceu em 13 de abril de 1924, na cidade de Columbia, Carolina do Sul. Apaixonado pela dança, ele começou a dançar aos 10 anos em peças de teatro locais. “Vi Fred Astaire em ‘Voando para o Rio’ quando eu tinha 9 anos e isso mudou minha vida”, ele contou para a revista Vanity Fair em 2013. “Pareceu maravilhoso e minha vida não era maravilhosa. A alegria de dançar um musical! E Fred era tão incrível, e Ginger [Rogers] – meu Deus, e Ginger!” Ele foi aprovado para a Universidade da Carolina do Sul, mas em vez de seguir os estudos resolveu mudar-se para Nova York em busca de vagas no teatro musical. Sua estreia como dançarino da Broadway aconteceu em 1940, quando entrou no elenco de apoio da montagem de “Pal Joey”, estrelada por Gene Kelly. Sua dedicação chamou atenção de Kelly, que acabou se tornando seu padrinho profissional. Ao ser contratado para coreografar a comédia musical “Best Foot Forward”, Kelly escolheu Donen para ajudá-lo como coreógrafo assistente. Na época, o futuro cineasta tinha apenas 17 anos. E conseguiu impressionar até o diretor do espetáculo, George Abbott. Em 1943, a MGM adquiriu os direitos da peça para transformá-la em filme – lançado como “A Rainha dos Corações” no Brasil. Os produtores resolveram trazer um integrante da montagem da Broadway para ajudar na transposição para o cinema, e assim começou a carreira hollywoodiana do jovem Donen, praticamente junto com sua maioridade. Nos cinco anos seguintes, o jovem trabalhou na coreografia de nada menos que 14 filmes, quatro na Columbia e o restante na MGM. Dois desses filmes foram estrelados por seu velho amigo Gene Kelly, “Modelos” (1944) e “Vida à Larga” (1947). A amizade da dupla se fortaleceu ainda mais no cinema e os dois se tornaram parceiros criativos. Juntos, coreografaram e escreveram a história do clássico musical “A Bela Ditadora” (1949), estrelado por Kelly, Frank Sinatra e Esther Williams. E a experiência foi tão positiva, que a dupla resolveu dar um novo passo, assumindo pela primeira vez a direção de um filme. Os dois estrearam juntos como diretores – co-diretores, portanto – no clássico instantâneo “Um Dia em Nova York” (1949), em que Kelly e Sinatra viveram marinheiros com um dia de folga para se divertir e se apaixonar na metrópole. Donen comandou sozinho seu trabalho seguinte, quando teve a oportunidade de dirigir o dançarino que o inspirara a seguir carreira. Ele filmou Fred Astaire num dos maiores sucessos do astro, “Núpcias Reais” (1951), criando uma das sequências mais famosas da história dos musicais – quando Astaire dança nas paredes e no teto, décadas antes de existirem efeitos especiais de computador. O diretor tinha só 27 anos e já fazia mágica cinematográfica. Mas foi seu reencontro com Gene Kelly que representou sua canonização no panteão dos deuses do cinema. Os dois retomaram a parceria em 1952, naquele que viria a ser considerado o maior musical de todos os tempos: “Cantando na Chuva”. O filme marcou época porque, ao contrário de muitos outros musicais, foi concebido especificamente para o cinema e não era uma adaptação da Broadway. Tinha danças elaboradíssimas, criadas pela dupla de diretores, e com longa duração, que incluíam movimentos acrobáticos. Também representou uma síntese da história de Hollywood, referenciando vários filmes para narrar a transição da era do cinema mudo para o “cantado”. Ao mesmo tempo, explorou de forma vanguardista uma ousadia de Donen, que foi pioneiro em tirar os musicais das encenações em palcos para levá-los às ruas. No caso de “Cantando na Chuva”, ruas cenográficas, mas esburacadas e cheias de poças d’água, que faziam parte da coreografia. No ano em que a Academia premiou o ultrapassado “O Maior Espetáculo da Terra” (1952), “Cantando na Chuva” foi esnobado pelo Oscar. Sua vingança foi se tornar inesquecível, presente em todas as listas importantes de Melhores Filmes da História, influenciando novas e novíssimas gerações, dos responsáveis por “Os Guarda-Chuvas do Amor” (1964) a “O Artista” (2011) e “La La Land” (2016). A dupla ainda voltou a se reunir em “Dançando nas Nuvens” (1955), mas o fato da ex-mulher de Donen (a atriz Jeanne Coyne) se envolver com Kelly acabou afastando os dois amigos. De todo modo, o diretor acabou se destacando mais na carreira solo a partir de “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme. Em 1957, ele fez o fantástico “Cinderela em Paris”, reunindo-se novamente com Fred Astaire e iniciando sua parceria com a deslumbrante Audrey Hepburn. O filme teve grande impacto na moda, consagrando sua estrela como musa fashion – ela vive uma modelo existencialista, que prefere usar o pretinho básico. Mas também na dança e no cinema, graças ao passo seguinte da ousadia de Donen. Desta vez, ele organizou uma grande coreografia do casal ao ar livre – e à luz do dia – , à beira de um lago real. Os musicais nunca mais foram os mesmos. Donen ainda dividiu créditos de direção com seu antigo diretor da Broadway, George Abbott, em “Um Pijama para Dois” (1957), filme que avançou ainda mais as coreografias ao ar livre, ao transformar um piquenique numa grande dança. A dupla também assinou o bem-sucedido “O Parceiro de Satanás” (1958). Foram muitos outros musicais, até que o gênero começou a sair de moda, levando o diretor a levar sua ousadia para novas vertentes. Ao filmar “Indiscreta” (1958), chegou a desafiar os censores com uma cena em que mostrou Cary Grant na cama com Ingrid Bergman. Para burlar a proibição da época, ele editou a sequência de forma a mostrar os dois simultaneamente numa tela dividida – sua justificativa para demonstrar que eles não estavam juntos no cenário íntimo, embora aparecessem juntos na mesma cena. O cineasta ainda reinventou-se à frente de thrillers filmados em technicolor vibrante, que combinavam suspense e aventura delirante. Com filmes como “Charada” (1963), estrelado por Audrey Hepburn e Cary Grant, e “Arabesque” (1966), com Sophia Loren e Gregory Peck, Donen se tornou o mais hitchcockiano dos diretores americanos de sua época, aperfeiçoando a fórmula de “Ladrão de Casaca” (1955) e “Intriga Internacional” (1959) – clássicos de Alfred Hitchcock que, por sinal, foram estrelados por Cary Grant. Ele ainda dirigiu comédias de sucesso, como “Um Caminho para Dois” (1967), novamente com Audrey Hepburn, e “O Diabo É Meu Sócio” (1967), com Dudley Moore. Também foi responsável pela adorada adaptação do livro infantil “O Pequeno Príncipe” (1974). Mas fracassou com “Os Aventureiros do Lucky Lady” (1975) e ao se aventurar pela ficção científica em “Saturno 3” (1980), despedindo-se de Hollywood com a comédia “Feitiço do Rio” (1984), estrelada por Michael Caine. Dois anos depois, surpreendeu o mundo ao dirigir um clipe musical, no começo da era da MTV. Ele assinou o célebre vídeo de “Dancing in the Ceiling” (1986), em que o cantor Lionel Ritchie aparecia dançando no teto, de cabeça para a baixo – uma citação direta de seu clássico “Núpcias Reais”. Seus últimos trabalhos foram um episódio da série “A Gata e o Rato” (Moonlighting) em 1986 e o telefilme “Cartas de Amor” (1999). Em 1998, Donen finalmente foi homenageado pela Academia, que lhe concedeu um Oscar honorário pela carreira, “em apreciação a uma obra marcada pela graça, elegância, inteligência e inovação visual”. Ele recebeu sua estatueta das mãos de Martin Scorsese e, então, docemente cantarolou a letra da música “Cheek to Cheek”: “O céu, eu estou no céu, meu coração bate de modo que mal posso falar…” Ao longo da vida, o diretor teve seis relacionamentos amorosos importantes, casando-se cincoo vezes: com a dançarina, coreógrafa e atriz Jeanne Coyne (que o trocou por Kelly), a atriz Marion Marshall, a condessa inglesa Adelle Beatty, a atriz Yvette Mimieux e a vendedora Pamela Braden. Ele vivia, desde 1999, com a cineasta Elaine May.
Peter Tork (1942 – 2019)
O músico e ator Peter Tork, que ficou conhecido como integrante da banda The Monkees, morreu nesta quinta (21/2), aos 77 anos. Baixista e vocalista dos Monkees, Tork foi diagnosticado em 2009 com um carcinoma que afetou sua língua, mas não há informações se este mal teve relação com a morte. Banda criada especificamente para estrelar uma série de televisão, os Monkees chegaram a rivalizar com os Beatles e os Rolling Stones no final dos anos 1960. A formação artificial aconteceu por meio de testes realizados com centenas de jovens, pelo produtor Bob Rafelson e seu sócio Bert Schneider (futuro produtor de “Easy Rider”), que queriam lançar um programa inspirado nos filmes dos Beatles “Os Reis do Iê-Iê-Iê” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965). Os jovens escolhidos foram Peter Tork, Davy Jones, Mike Nesmith e Micky Dolenz, graças à boa aparência, afinação e capacidade de tocar instrumentos. Tork foi o último escolhido. Ele vinha tocando na cena folk de Greenwich Village e soube dos testes por meio de Stephen Stills (de Crosby, Stills, Nash & Young), que Rafelson e Schneider já tinham rejeitado no programa. Lançada em 1966, a série acompanhava uma banda fictícia que, quando não estava nos palcos, se metia em aventuras completamente nonsense. O sucesso foi instantâneo – de público, não de crítica. Músicos e críticos de rock ridicularizaram o fenômeno, acusando os atores de serem mímicos, fingindo que tocavam na série, já que os instrumentos eram gravados por profissionais. Ainda assim, músicas como “I’m a Believer” e “Daydream Believer” alcançaram o topo das paradas. A própria banda reagiu mal ao ver seu primeiro álbum estourar nas paradas de sucesso. Os quatro ficaram furiosos por a série ter cruzado uma fronteira perigosa, já que eles foram contratados como atores e o disco com a trilha sonora tinha saído como se fossem uma banda real, sem créditos para quem realmente tocou. A partir daí, decidiram assumir o controle dos rumos do programa, o que gerou uma crise, com demissão do supervisor musical – Don Kirshner, que depois estouraria as músicas da série animada “Os Archies”. Os Monkees decidiram tocar todas as músicas dali para frente. E, para deixar bem claro, o último episódio da 1ª temporada foi “The Monkees on Tour”, com imagens gravadas em shows da banda, mostrando que eles eram músicos de verdade. A série durou dois anos e conquistou dois Emmys (Melhor Série de Comédia e de Direção). Mas o mais interessante é que seu cancelamento apenas fortaleceu a carreira musical verdadeira da banda. Isto é, os artistas se uniram após o final da produção televisiva, transformando de vez a banda fictícia num atração do mundo real, graças à disposição em fazer mais shows e lançar mais discos. Com o fim da série, eles também passaram a compor seu próprio repertório – que até então era criado por compositores contratados. E o resultado surpreendeu até quem minimizava seus talentos. Os discos “Headquarters” (1967) e “Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones” (1968) foram considerados os melhores da carreira da banda. E “Headquarters” ainda conseguiu uma façanha, ao atingir o 1º lugar da parada de sucessos sem render singles. Nesta época, eles também chegaram a ter seu próprio longa-metragem, “Os Monkees Estão Soltos” (Head, de 1968), co-escrito pelo ator Jack Nicholson e dirigido por Rafelson, em sua estreia como cineasta – depois, faria clássicos como “Cada um Vive como Quer” (1970) e “O Destino Bate à sua Porta” (1981). O filme virou cult e a rede NBC ainda produziu um telefilme da banda em 1969, “33⅓ Revolutions Per Monkee”. Mas a falta de hits, motivada pela necessidade de provar seus próprios talentos, acabou criando atrito entre os integrantes. Desentendimentos forçaram a saída de Tork em 1968 e, um ano depois, o guitarrista Michael Nesmith também largou o grupo. The Monkees foi dissolvido oficialmente no início dos anos 1970, mas voltou à moda no final dos anos 1980, com o surgimento da MTV, que reprisou a série e despertou interesse sobre a banda entre uma nova geração. Pouco a pouco, os músicos ensaiaram um reencontro, até que, nos anos 1990, voltaram a se reunir, resultando no especial para TV “Hey, Hey, É o Monkees” (Hey, Hey, It’s the Monkees, 1997). Houve um novo encontro em 2001 e outro em 2011. Eles tinham muitos fãs famosos, inclusive entre roqueiros inesperados, como John Lennon, que os chamava de “os irmãos Marx do rock”, Frank Zappa, que participou de seu longa-metragem, e até Sid Vicious, que tocou uma música da banda nos pouco shows que realizou após sair dos Sex Pistols. Tork se manteve ativo na música, acompanhando outros artistas e também à frente de sua própria banda. E desde os anos 1990 tinha voltado a aparecer na TV, em breves participações nas séries “O Mundo É dos Jovens” (Boy Meets World), “O Rei do Queens” (The King of Queens) e “Sétimo Céu” (7th Heaven). Ele foi o segundo integrante da banda a morrer. O cantor Davy Jones faleceu aos 66 anos em 2012, após um ataque cardíaco.





