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  • Etc,  Série,  TV

    Jorge Fernando (1955 – 2019)

    28 de outubro de 2019 /

    O ator e diretor Jorge Fernando morreu no domingo (27/10), aos 64 anos, após dar entrada no Hospital CopaStar, em Copacabana, devido a uma parada cardíaca. Ele vinha se recuperando de um AVC (acidente vascular cerebral), que sofreu há dois anos, e tinha inclusive retomado a carreira, como ator e diretor da novela “Verão 90”, encerrada em julho passado. Jorge começou a atuar na escola onde estudava no Méier, Zona Norte do Rio, e se lançou em meio ao boom do teatro besteirol, estreando como ator profissional em 1976, na peça “As Mil e uma Encarnações de Pompeu Loredo”, de Mauro Rasi e Vicente Pereira. A carreira televisiva começou dois anos depois, como ator na série “Ciranda, Cirandinha”, de 1978, no papel de Reinaldo (Rei). Mas ele não queria ficar só na frente das câmeras. Mostrando sua versatilidade, no mesmo ano estrelou e dirigiu a peça “Zoológico” e foi assistente de direção do filme “Na Boca do Mundo”. Ele fez transição para as novelas com um papel de destaque em “Pai Herói” (1979), onde viveu o antagonista de Tony Ramos. Mas ao atuar em sua novela seguinte, “Água Viva” (1980), passou a se interessar mais pelo trabalho atrás das câmeras, acumulando sem créditos o papel de co-diretor. Sua estreia oficial como diretor da Globo aconteceu logo em seguida, em “Coração Alado”, de Janete Clair, em 1980. Ao todo, ele dirigiu 34 novelas, minisséries e séries. Um dos seus sucessos mais marcantes foi “Guerra dos Sexos” (1983), escrita por Sílvio de Abreu, que tinha como protagonistas Fernanda Montenegro e Paulo Autran (seu pai em “Pai Herói”). O tom de humor que ajudou a imprimir na produção acabou virando sua marca, e por um bom tempo determinou o estilo das novelas das 19h. Ele próprio assinou a direção de alguns dos maiores sucessos do horário, como “Vereda Tropical” (1984), “Cambalacho” (1986), “Brega & Chique” (1987) e “Que Rei Sou Eu?” (1989), antes de fazer sua transição para o “horário nobre” com “Rainha da Sucata” (1990), mais uma parceria bem-sucedida com o escritor Sílvio de Abreu. A partir daí, passou a transitar entre os dois horários, assinando hits pela noite inteira da Globo, de “Vamp” (1991), às 19h, até “A Próxima Vítima” (1995), às 20h, que fez o Brasil parar para debater a identidade de seu grande assassino. Consagrado como diretor de novelas, passou a se desafiar com outros formatos. Dirigiu séries (“Armação Ilimitada”, “Sai de Baixo”), programas infantis (“Angel Mix”, “Gente Inocente”), de variedades (“Não Fuja da Raia”, “TV Xuxa”) e foi redefinir o horário das 18h com “Chocolate com Pimenta” (2003), de Walcyr Carrasco, com quem trabalhou em mais quatro folhetins, entre eles “Alma Gêmea” (2004), que bateu recorde de audiência do horário. O último foi “Êta Mundo Bom!”, em 2016. Esteve à frente, também, dos remakes de “Ti Ti Ti” (2010) e da própria “Guerra dos Sexos” (2012). E estabeleceu uma parceria criativa com o casal Fernanda Young e Alexandre Machado em duas séries de comédia, “Nada Fofa” (2008) e “Macho Man” (2011). Além de dirigir, ele também estrelou a última produção no papel principal, como um ex-gay determinado a provar sua heterossexualidade. Para completar, trouxe sua mãe, Hilda Rebello, para atuar em algumas novelas que dirigiu, permitindo-lhe início tardio de uma vida artística, reprimida na juventude. Sua carreira, entretanto, não coube inteira na TV. Jorge Fernando também desenvolveu diversos trabalhos no cinema e no teatro. Dirigiu (e atuou em) “Sexo, Amor e Traição” (2004), “Xuxa Gêmeas” (2006) e “A Guerra dos Rocha” (2008), além de aparecer no clássico “Alma Corsária” (1993), de Carlos Reichenbach, e no blockbuster “Se Eu Fosse Você” (2006), de Daniel Filho. No palco, esteve à frente de sucessos do teatro besteirol, comandou Cláudia Raia no musical “Não Fuja da Raia”, coordenou a adaptação teatral de “Vamp” e criou a peça autobiográfica “Salve Jorge”, com histórias que marcaram sua trajetória profissional. Sua vida se multiplicou em arte.

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  • Filme,  Música

    Patricio Bisso (1957 – 2019)

    15 de outubro de 2019 /

    O artista argentino Patricio Bisso morreu no domingo passado (13/10) em Buenos Aires, após sofrer um ataque cardíaco, aos 62 anos. Natural da capital argentina, Bisso mudou-se para a cidade de São Paulo aos 17 anos, no fim dos anos 1970, e teve a maior parte de sua carreira no Brasil. Ele se projetou inicialmente como ilustrador, publicando seus trabalhos no jornal Folha de S. Paulo, mas logo se tornou um ícone na noite LGBTQIA+ paulistana por suas performances de humor, na maioria das vezes travestido. Uma das personagens que criou nesses shows foi até parar na Globo, a russa Olga del Volga, sexóloga e conselheira sentimental. Além de personagens próprios, ele recriava nos shows o visual de divas da música internacional dos anos 1950 e 1960, como Connie Francis e Gigliola Cinquetti. Acompanhado pela banda Os Boko Mokos e pelo trio vocal As Notas Pretas, seu show “Louca Pelo Saxofone” estreou em 1985 e ficou anos em cartaz. No ano passado, o selo Discobertas relançou pela primeira vez em CD o álbum “Louca pelo Saxofone”, derivado do show, que serve como testamento de sua genialidade. Bisso quase materializou uma carreira musical, participando do movimento de músicos Vanguarda Paulista, mas foi mais consistente como ator de cinema, atividade iniciada em “Maldita Coincidência” (1979), de Sergio Bianchi. Ele participou de clássicos da filmografia nacional, como “Das Tripas Coração” (1982), de Ana Carolina, “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, “Onda Nova” (1983) e “A Estrela Nua” (1984), ambos da dupla José Antonio Garcia e Ícaro Martins, antes de levar Olga del Volga para a Globo, na novela “Um Sonho a Mais” (1985). A versão Olga de Patricio também foi uma convidada frequente do programa de Hebe Camargo, o que acabou lembrado no longa “Hebe – A Estrela do Brasil”, atualmente em cartaz. Bisso também atuou e foi figurinista do filme “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), de Hector Babenco, e seguiu trabalhando com os figurões do cinema brasileiro, como Bruno Barreto, em “Além da Paixão” (1986), e Cacá Diegues em “Dias Melhores Virão” (1989), até sair do Brasil. Na época, dizia que tinha se cansado, por não conseguir dinheiro para projetos mais ambiciosos, como um longa-metragem focado em Olga Del Volga. Mas a gota d’água pode ter sido sua prisão em flagrante na noite de 3 de dezembro de 1994. Ele acabava de terminar a temporada do show “Bissolândia”, o mais elaborado de sua carreira, em que recriava canções dos personagens da Disney, quando foi preso por sexo com dois outros homens em plena praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Passou a noite em cana, pagou fiança e saiu dizendo ter apanhado na delegacia. Em seguida, voltou a morar em sua Buenos Aires natal, no mesmo prédio de sua mãe, praticamente sumindo do mundo pop. Mesmo assim, voltou a trabalhar com o conterrâneo Babenco em 2007, desenhando figurinos do filme “O Passado”, em que o cineasta também voltou (provisoriamente) à Argentina em que nasceu. E chegou a ensaiar uma volta por cima com o musical satírico “Castronauts”, que ele concebeu. Após ser exibido em um festival em Nova York, Bisso planejava em transformá-lo em filme. Mas foi outro projeto frustrado. Nos últimos anos, ele passou a compartilhar seu humor ácido, acompanhado por ilustrações sessentista e referências à iconografia das pin-ups, com os seguidores de seu perfil no Facebook, onde, de forma significativa, sempre escrevia em português. Seu último post foi publicado no sábado (12/10).

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  • Etc,  Série

    Sam Bobrick (1932 – 2019)

    14 de outubro de 2019 /

    O escritor e dramaturgo Sam Bobrick, criador da clássica sitcom “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), morreu aos 87 anos na última sexta-feira (11/10), após sofrer um derrame. Com uma lista extensa de trabalhos produzidos na TV, Bobrick também escreveu mais de 40 peças, das quais quatro comédias chegaram à Broadway, além de músicas, como “The Girl of My Best Friend”, gravada por Elvis Presley em 1960, e piadas para apresentações de stand-up do lendário humorista Groucho Marx. Sam Bobrick iniciou a carreira como contínuo na sala de correspondência do canal ABC, mas logo começou a desbravar espaço para suas piadas nos programas de variedades do canal, como o game show “Make Me Laugh”. Ele fez sua estreia como roteirista de séries em 1964, com três episódios de “Os Flintstones” e 19 da sitcom “The Andy Griffith Show”. Um capítulo da série estrelada por Andy Griffith lhe rendeu seu primeiro prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Ele bisaria a premiação com a série de comédia “Agente 86” em 1969. E ainda foi indicado ao Emmy por roteiros do programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour”. Sua lista de trabalhos em séries clássicas também inclui capítulos de “Fuzileiro das Arábias” (Gomer Pyle: USMC”) e “A Feiticeira” (Bewitched). A última lhe rendeu amizade com o humorista Paul Lynde, intérprete do Tio Arthur, para quem desenvolveu a série “The Paul Lynde Show” em 1972. Bodrick assinou ainda “Diana” em 1973, que trazia Diana Rigg, sex symbol da série inglesa “Os Vingadores” (e velhinha poderosa em “Game of Thrones”), como uma divorciada londrina recém-chegada em Nova York para recomeçar sua vida. Mas suas primeiras criações duraram só uma temporada. Ele só foi encontrar seu público com “Good Morning, Miss Bliss”, exibida no Disney Channel em 1988, que trazia a ex-atriz mirim Hayley Mills no papel principal e dois futuros integrantes de “Galera do Barulho” como coadjuvantes. A série chamou tanta atenção que a rede NBC resolveu adquirir seus direitos, mudar alguns detalhes, como a ênfase nos estudantes em vez da professora, e contratar mais garotos para o elenco principal. Ao final, decidiu rebatizá-la para que fosse vista como uma produção inteiramente nova. Virou “Saved by the Bell”, a “Galera do Barulho”, em 1989. A série acompanhava a rotina de uma escola de Ensino Médio, concentrando-se num grupo de seis amigos durante seu período escolar. Virou um fenômeno de audiência, que perdurou além de suas quatro temporadas originais. Após os estudantes se formarem, a série ganhou um spin-off sobre a etapa universitária da vida dos personagens e um telefilme de conclusão com o casamento do par principal da atração, Zack (Mark-Paul Gosselaar) e Kelly (Tiffani Thiessen). Mas isto não foi o fim da franquia, que paralelamente ganhou um reboot com uma nova geração. Ainda mais bem-sucedida, a segunda “Galera do Barulho” durou sete temporadas, entre 1993 e 2000. Bodrick abandonou a TV após sua criação se multiplicar e dar frutos, decidindo se concentrar no teatro desde os anos 1990. Mas não sem antes dar uma passadinha pelo cinema, com os roteiros das comédias “A Mais Louca das Aventuras de Beau Geste” (1977), estrelada e dirigida por Marty Feldman, e “Jimmy the Kid” (1982), com Gary Coleman. Planos para uma terceira geração de “Galera do Barulho” foram confirmados e uma nova série baseada na criação de Bodrick está atualmente em desenvolvimento para a plataforma de streaming Peacock, da rede NBC, que tem previsão de lançamento para 2020. Relembre abaixo a abertura da série original.

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  • Etc,  Série

    Canal da série The Walking Dead vai a julgamento pela morte de dublê na produção

    10 de outubro de 2019 /

    Um júri popular vai decidir se o canal pago AMC é culpado pela morte do dublê John Bernecker no set de “The Walking Dead” em 2017. Os advogados da emissora entraram com recurso argumentando que o risco foi do próprio profissional, mas a juíza Emily Brantley negou o pedido, dando prosseguimento ao processo. O julgamento está marcado para o dia 9 de dezembro. A AMC discordou de Brantley, mas respeitou a decisão da juíza. “O acidente foi trágico. Embora continuemos acreditando que nossos argumentos para o julgamento sumário foram apropriados e apoiados pelos fatos deste caso e da lei [da Georgia], respeitamos a escolha.” Os documentos apresentados pela emissora são contratos padrão em que Bernecker assume todos os riscos associados ao seu trabalho como dublê, por isso a AMC acredita que não pode se responsabilizar pela morte do profissional. O dublê John Bernecker morreu em julho de 2017 após sofrer uma queda de quase 10m de altura, quando filmava cenas para a 8ª temporada de The Walking Dead. Havia uma almofada de segurança sob o local, mas o ator caiu ao lado dela, mergulhando de cabeça no chão de concreto. O artista foi socorrido e internado na UTI do Atlanta Medical Center, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele tinha 33 anos e trabalhou em várias produções, inclusive blockbusters como “Logan”, “Corra!” e três filmes da franquia “Jogos Vorazes”. Além da investigação da justiça, a produtora da série recebeu a multa máxima de US$ 12,6 mil da Administração de Segurança Ocupacional e Saúde do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (OHSA, na sigla em inglês) por “falhar em fornecer proteção adequada contra perigos de quedas”, resultando no acidente fatal.

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  • Série

    Riverdale: Trailer da 4ª temporada destaca o funeral de Fred Andrews

    6 de outubro de 2019 /

    A rede americana The CW divulgou o pôster e um novo trailer da 4ª temporada de “Riverdale”, que adianta cenas de vários episódios e foi produzido para a New York Comic Con. A prévia apresenta diversas situações dramáticas, desde o funeral de Fred Andrews, que será tema do episódio de estreia, até a nova etapa da vida dos protagonistas em busca de faculdades. Não faltam, claro, os momentos quentes de romance/insinuação sexual e as obrigatórias alucinações de viés sobrenatural. A volta de “Riverdale” vai acontecer na quarta-feira (9/10) com um episódio chamado “In Memoriam”, uma homenagem ao falecido ator Luke Perry, intérprete de Fred Andrews, que morreu subitamente em março deste ano. O criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa disse à revista Entertainment Weekly em julho que a estréia é “um episódio realmente emocional, um estremecimento”. “Quando fizemos a leitura coletiva do roteiro, não vou mentir, estávamos todos chorando”, acrescentou. Ele completou, em seu Twitter, dizendo que se trata de “provavelmente o episódio mais importante de ‘Riverdale’ que faremos este ano, se não de toda a série. Um tributo ao nosso amigo que se foi”. Além do elenco oficial, “In Memoriam” contará com uma participação muito especial. A atriz Shannen Doherty, amiga de Perry desde que os dois viveram namorados na série “Barrados no Baile”, dos anos 1990, vai aparecer como convidada. Ela pode ser vista na imagem acima, ao lado de Archie (KJ Apa), Veronica (Camila Mendes), Jughead (Cole Sprouse) e Betty (Lili Reinhart). A série tem exibição simultânea no Brasil pelo canal pago Warner.

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    Diahann Carroll (1935 – 2019)

    4 de outubro de 2019 /

    A atriz e cantora Diahann Carroll, primeira artista negra a protagonizar uma série americana, morreu nesta sexta (4/10), aos 84 anos, vítima de um câncer de mama. Durante três anos, entre 1968 e 1971, ela viveu Julia Baker, uma enfermeira viúva que cuidava do filho na série “Julia”, que marcou época pelo pioneirismo. A série foi especial para a atriz, porque sua mãe era enfermeira de verdade. Mas chegou após sua carreira já estar consolidada, com diversos prêmios e muitos exemplos de seu pioneirismo como estrela multitalentosa. Carol Diahann Johnson nasceu no Bronx, em Nova York, em 17 de julho de 1935, filha de uma enfermeira e de um condutor de metrô. Antes de atuar, ela foi modelo. Aos 15 anos, já era fotografada para revistas voltadas ao público afro-americano, como Ebony, Tan e Jet. Com apoio dos pais, passou a participar e vencer concursos de talentos para adolescentes, mas com a exigência que continuasse os estudos. Ela entrou na NYU (Universidade de Nova York), enquanto frequentava shows de calouros na televisão. Os prêmios foram incentivos para sua carreira e a levaram a se apresentar como cantora em casas de show famosas dos anos 1950. De Nova York, passou a cantar em Las Vegas e até em Paris. Até que decidiu virar atriz, viajando para Los Angeles para participar de um teste do filme “Carmen Jones”, uma versão negra da ópera “Carmen” (1954), com direção do renomado Otto Preminger. Ela conquistou um papel de coadjuvante, contracenando com Harry Belafonte e Dorothy Dandridge em sua estreia nas telas. A estreia na Broadway aconteceu no mesmo ano. E em seguida ela estrelou outro musical negro importantíssimo de Hollywood, a adaptação de “Porgy & Bess” em 1959, no qual cantou a música clássica “Summertime”, de George Gershwin, novamente sob direção de Preminger. Foi durante essa filmagem que Carroll começou seu relacionamento tumultuado de nove anos com o astro Sidney Poitier, com quem também contracenou em “Paris Vive à Noite” (1961). Em 1960, passou a participar de séries. E por seu papel como professora em sua segunda aparição televisiva, num episódio de “Cidade Nua” exibido em 1962, foi indicada a seu primeiro Emmy. O sucesso de Diahann Carroll tornou-se impossível de ignorar quando o célebre compositor Richard Rodgers decidiu criar um musical especialmente para ela. O resultado foi “No Strings”, uma história romântica sobre uma modelo negra (Carroll) e um tímido escritor branco (Richard Kiley), que rendeu um Tony Award para a atriz, o primeiro conquistado por uma mulher negra pelo papel de protagonista num musical. Após filmar novamente com Preminger, em “O Incerto Amanhã” (1967), ao lado de Michael Caine e Jane Fonda, ela recebeu o convite de estrelar sua própria série. Mas duvidou da coragem dos produtores. “Eu realmente não acreditava que ‘Julia’ fosse funcionar”, ela revelou durante uma entrevista de 1998 para o site The Interviews: An Oral History of Television. Ironicamente, o que mudou sua decisão foi saber que Hal Kanter, o veterano produtor-roteirista que criou o programa, a considerava muito glamourosa para o papel. Ela resolveu mostrar que era capaz de viver uma mãe trabalhadora. Mudou o penteado, postura e inflexão vocal e arrebentou no piloto, convencendo-o rapidamente de que ela era a atriz certa. Carroll se tornou a primeira mulher afro-americana a estrelar um papel não estereotipado em sua própria série no horário nobre da TV americana. Até 1968, data de estreia de “Julia”, negras só apareciam em séries no papel de empregadas domésticas. Mas o impacto da atração não ficava só nisso. Ela era viúva de um soldado que morreu lutando na guerra do Vietnã, conflito muito contestado pela juventude da época, justamente pela grande quantidade de mortos. Sua personagem era muito bem educada, tendo estudado na França, e ela só namorou homens que também eram exemplos de negros bem-sucedidos. “Estávamos dizendo ao país: ‘Vamos apresentar uma mulher negra de classe média alta criando seu filho, e o drama da história não será sobre o sofrimento no gueto'”, observou Carroll na mesma entrevista. “Muitas pessoas ficaram furiosas com isso. Eles achavam que negros não tinham tantas oportunidades para representar nossa situação como povo oprimido… Sentiam que a realidade era muito grave para que fosse trivializada por meio de uma mulher de classe média que lidava com as dificuldades de criar uma criança e trabalhar como enfermeira. Mas nós achamos que estávamos fazendo algo importante, mesmo que algumas dessas críticas fossem válidas. Acreditávamos que esse era um programa diferente e que era importante fazer essa série”. Diahann Carroll foi indicada ao Emmy e venceu o Globo de Ouro pelo papel-título em “Julia”, que durou três temporadas. Depois disso, o Oscar. Ela estrelou no cinema a comédia “Claudine” (1974), interpretando uma mulher do Harlem que criava seis filhos sozinha e se apaixonava por um coletor de lixo (James Earl Jones). Em reconhecimento ao seu desempenho, foi indicada como Melhor Atriz ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ela seguiu sua carreira intercalando espetáculos da Broadway e participações televisivas, entre elas o famoso especial de Natal de “Star Wars” (1978), até que, pela primeira vez, resolveu que queria um papel numa série que já era sucesso. Fã de “Dinastia”, uma das atrações mais populares dos anos 1980, Carroll decidiu pressionar o produtor Aaron Spelling por um papel na atração. “Eles tinham feito tudo, incesto, homossexualidade, assassinato. Eu acho que eles estavam lentamente avançando rumo ao romance inter-racial”, ela lembrou em uma matéria de 1984 da revista People. “E eu queria ser rica e cruel… queria ser a primeira malvadona negra da televisão.” Como a sensual fashionista Dominique Deveraux, a primeira personagem afro-americana de destaque em um drama novelesco, Carroll interpretou a personagem mais ousada de “Dinastia” por três temporadas, bem como no spin-off “The Colbys”, duelando deliciosamente com a vilã Alexis Carrington Colby, vivida pela diva Joan Collins. Sua filmografia ainda acrescentou mais três clássicos, mostrando-a como cantora em “Mais e Melhores Blues” (1990), de Spike Lee, viúva de um empresário musical em “Ritmo & Blues – O Sonho do Sucesso” (1991), de Robert Townsend, e feiticeira da Louisiana em “Amores Divididos” (1997), de Kasi Lemmons. Mas nos últimos anos seus principais papéis foram na televisão. Ela teve um arco importante como mãe do Dr. Preston Burke (Isaiah Washington) em “Grey’s Anatomy”, entre 2006 e 2007, pelo qual voltou a ser indicada ao Emmy, e uma participação recorrente ainda mais destacada em “Crimes do Colarinho Branco” (White Collar), ao longo das seis temporadas da série (2009–2014), como a viúva de um golpista que aluga seu apartamento para o vigarista vivido por Matt Bomer (no papel que o projetou). Em meio às gravações da última série, ela foi introduzida no Hall da Fama da Televisão, numa cerimônia que aconteceu em 2011, quando teve a oportunidade de ser celebrada por todos os seus colegas. “Ela abriu trilhas por florestas densas e despejou diamantes elegantemente ao longo do caminho para que o resto de nós pudesse seguir”, tuitou a cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”), refletindo sobre a importância da artista, com pesar por sua morte. “Obrigado por ajudar a abrir o caminho para mim e tantas outras. Eu tive e tenho a honra de te saudar como uma lenda no passado, no presente e para sempre”, acrescentou a atriz, apresentadora e empresária Oprah Winfrey (dona do canal pago americano OWN). “O impacto que você teve em mim, em Hollywood, nos Estados Unidos e no mundo significa que Deus existe”, completou o diretor e produtor Lee Daniels (criador da série “Empire”).

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  • Filme

    Legalidade reconstitui luta histórica contra golpe militar no Brasil

    29 de setembro de 2019 /

    O filme de Zeca Brito, com roteiro dele e de Léo Garcia, mescla ficção e realidade para contar fatos muito importantes da nossa história contemporânea. “Legalidade” trata da resistência coordenada pelo governador gaúcho Leonel Brizola a um golpe militar em curso, em 1961, com apoio dos Estados Unidos. Era o que surgia no horizonte com a renúncia do então presidente Jânio Quadros e as ações visando a impedir a posse do vice-presidente João Goulart, que estava em viagem à China comunista. Na realidade, desde a morte de Getúlio Vargas, passando pela eleição de Juscelino Kubitschek, conseguiu-se impedir a eclosão do golpe. Golpe frustrado por reações corajosas, escoradas no apoio popular, como o próprio suicídio de Vargas ou a ação decisiva do marechal Lott. Da mesma forma, o papel heroico, em 1961, coube ao então governador Leonel Brizola, que jogou todas as suas forças na defesa da Constituição, formando a cadeia da legalidade a partir do próprio Palácio Piratini, e a formação dos grupos dos onze, país afora, prometendo resistir até pelas armas para garantir a legalidade. Conseguiu, embora o próprio Jango tenha negociado o parlamentarismo para poder assumir, frustrando as expectativas dos que lutaram por sua posse, ao menos em parte. Jango recobrou plenos poderes, um ano depois, por meio de um plebiscito. Mas o golpe acabou se realizando em 1964. A reconstrução desses fatos é fundamental para que não se perca o fio da história e por enfatizar a importância da resistência popular na democracia. O uso complementar de material de arquivo jornalístico da época dá a dimensão da extensão e do significado que esse evento político representou para o país. No caso de “Legalidade’, o filme traz a ação também para o ano de 2004, em que Brizola morreu, a partir da retomada de uma trama ficcional, envolvendo um triângulo amoroso entre um militante e jornalistas imersos naqueles fatos históricos. Fatos que estão sendo pesquisados pela filha da jornalista do Washington Post, Cecília, que foi para onde convergiu a questão amorosa, mas também política, da narrativa. Fantasias à parte, o filme gaúcho retoma um momento importante, crucial, da nossa realidade política. O papel central destinado a Leonel Brizola, um inegável herói no filme, foi muito bem levado pelo ator Leonardo Machado, morto precocemente no final de 2018. Cleo Pires, Fernando Alves Pinto e Letícia Sabatella têm igualmente ótimos desempenhos. Um filme que merece ser conhecido, em especial quando se pretende reescrever certos fatos históricos, negando a gravidade que tiveram para o país, como a ditadura militar, que se consumou após os fatos narrados em “Legalidade’ e perpurou por 21 longos anos de opressão, que não podem ser esquecidos.

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  • Etc,  Série

    Linda Porter (1933 – 2019)

    28 de setembro de 2019 /

    A atriz Linda Porter morreu na sexta-feira (27/9), aos 86 anos, após uma longa batalha contra o câncer. Ela participou de dezenas de séries e filmes, mas ficou mais conhecida por seu papel mais recente, como Myrtle na sitcom “Superstore”. A atriz nasceu em janeiro de 1933, em Cleveland, Ohio, e começou a carreira apenas aos 55 anos de idade, em um episódio de “A Bela e a Fera”, de 1988. A partir daí, acumulou participações em produções que marcaram época, como a comédia “Cara, Cadê Meu Carro?” (2000) e as séries “Arquivo X”, “Plantão Médico” (ER), “Gilmore Girls”, “Two Broke Girls”, “How I Met Your Mother” e “American Horror Story”. Seus últimos trabalhos foram três episódios no revival de “Twin Peaks” e os 35 capítulos em que interpretou a funcionária mais velha da Cloud 9, a loja fictícia de “Superstore”. A personagem Myrtle Vartanian foi introduzida no quinto episódio da série e tinha virado assistente da nova gerente Amy (America Ferrera) após ser demitida na 3ª temporada. Infelizmente, Linda Porter não chegou a gravar nenhum episódio da 5ª temporada, que estreou na quinta-feira (26/9), devido a seu estado de saúde. Assim que a notícia de sua morte foi divulgada, os colegas de “Superstore” prestaram várias homenagens à atriz nas redes sociais. “A equipe da ‘Superstore’ perdeu um de seus melhores membros. Sempre engraçada, sempre vibrante e sempre entusiasmada. Não sei se alguém amou nosso programa mais do que Linda. Você e Myrtle farão muita falta”, resumiu a atriz Lauren Ash. “Linda não era apenas hilária, ela era incrivelmente doce, enérgica e entusiasmada – trabalhar com ela iluminava o dia de todos”, disseram os showrunners Gabe Miller e Jonathan Green, em nome da equipe da produção.

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  • Etc,  Filme

    Robert Garrison (1960 – 2019)

    28 de setembro de 2019 /

    O ator Robert Garrison, mais conhecido por seu trabalho em “Karate Kid” (1984), morreu na sexta-feira (27/9). Ele tinha 59 anos e nenhuma causa de morte foi divulgada, mas reportagens sugerem que ele estava doente já há algum tempo. Garrison interpretou Tommy, o membro mais sádico do dojo Cobra Kai, que morria de rir ao ver Daniel (Ralph Macchio) se dar mal dentro e fora do ringue. Ele reprisou o papel em “Karate Kid: Part II” (1986) e também na série “Cobra Kai” (2019), seu último trabalho, lançado em abril passado. Garrison começou a carreira aos 17 anos, estreando no cinema em “Invasão dos Extra-Terrestres” (1977), uma sci-fi barata com Robert Vaughn e Christopher Lee. Depois disso, fez pequenas participações no drama clássico “Brubaker” (1980), estrelado por Robert Redford, e no terror “Baile de Formatura” (1980), com Jamie Lee Curtis. Depois de conseguir seu papel de destaque em “Karate Kid”, ele ainda apareceu em “Águia de Aço” (1986) e séries como “St. Elsewhere”, “MacGyver – Profissão Perigo” e “Combate no Vietnã” (Tour of Duty), interrompendo suas atividades após o telefilme “Kung Fu: A Lenda Continua”, em 1995. O convite para participar da série “Cobra Kai” tinha resgatado sua carreira, além de lhe recompensar por participar de convenções de fãs de “Karate Kid” pelos últimos anos. O roteirista-produtor Jon Hurwitz revelou no Twitter que tinha planos para Garrison voltar a viver Tommy na 3ª temporada da série, que vai estrear em 2020. “Estávamos ansiosos para ver seu rosto sorridente novamente, pois tínhamos planos para Tommy voltar. Mas ele permanecerá em nossos pensamentos todos os dias enquanto nos esforçamos para deixá-lo orgulhoso”, escreveu.

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    Sid Haig (1939 – 2019)

    23 de setembro de 2019 /

    O ator Sid Haig, lenda do cinema B americano, morreu no sábado (21/9), aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Susan L. Oberg, no Instagram: “Isto veio como um choque para todos nós. Como família, nós pedimos privacidade e tempo para que nosso luto seja respeitado”. Segundo a Variety, Haig faleceu de uma infecção pulmonar, após complicações respiratórias causadas por uma queda, sofrida semanas atrás. A vasta filmografia do ator tem quase 150 títulos, a maioria de temática violenta. Mas antes de encarar as telas, ele tentou a música. Na adolescência, foi baterista da banda T-Birds e chegou a gravar um hit, “Full House”, que atingiu o 4º lugar na parada de sucessos em 1958. Graças a essa experiência, conseguiu um de seus primeiros papéis no cinema, aparecendo como baterista dos Righteous Brothers no filme “Farra Musical” (1965). A tendência de viver monstros, psicopatas, assassinos e degenerados teve início no mesmo ano num episódio da sitcom “The Lucy Show”, de Lucille Ball, em que encarnou uma múmia. Mas foi por diversão, assim como sua passagem pelos quadrinhos, como capanga do Rei Tut (Victor Buono) na série clássica “Batman” (em 1966), e pela sci-fi, como alienígena na 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas” (em 1967). Os primeiros papéis aproveitavam-se de seu visual exótico. Descendente de armênios, ele tinha um ar de estrangeiro perigoso. Ao decidir raspar a cabeça, também adquiriu uma aparência demente. Mas sua transformação definitiva em astro de filmes sanguinários se deu pelas mãos do cineasta Jack Hill. O primeiríssimo trabalho de Haig como ator foi num curta universitário de Hill, feito em 1960 como parte do currículo da UCLA. Assim, quando conseguiu financiamento do rei dos filmes B, Roger Corman, o diretor o convocou para participar de seu primeiro longa oficial, “O Rastro do Vampiro” (1966), cujo título original era mais explícito em relação ao tom da produção – “Blood Bath”, literalmente “banho de sangue”. De todo modo, foi o filme seguinte de Hill, “Spider Baby” (1967), que transformou ambos, diretor e ator, em ícones do cinema B americano. Lançado sem fanfarra, “Spider Baby” saiu da obscuridade para se tornar um dos filmes mais cultuados dos anos 1960, ao ser redescoberto pelas novas gerações. A história girava em torno do personagem vivido pelo veterano astro de terror Lon Chaney (“O Lobisomem”), um cuidador de três irmãos mentalmente perturbados, que tenta proteger os jovens de primos gananciosos. De olho na velha mansão da família em que eles vivem, os parentes resolvem trazer advogados para despejá-los da propriedade. Mas a situação sai do controle, com violência generalizada, culminando na explosão da residência por parte do cuidador, numa mistura de ato de desespero, misericórdia e suicídio. Haig viveu o único irmão homem, incapaz de falar, mas capaz de atos terríveis, como o estupro de sua prima. Ator e diretor continuaram a pareceria em outros gêneros de filmes B, como o cultuado filme de prisão feminina “As Condenadas da Prisão do Inferno” (1971) e dois dos maiores clássicos da era blaxploitation “Coffy: Em Busca da Vingança” (1973) e “Foxy Brown” (1974), todos estrelados por Pam Grier. Essa conexão, por sinal, fez com que Haig fosse lembrado por Quentin Tarantino em sua homenagem ao gênero, “Jackie Brown” (1997), protagonizado pela mesma atriz. Sem abandonar violência, Haig também apareceu em clássicos do cinemão classe A, como “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), de Guy Hamilton, “O Imperador do Norte” (1973), de Robert Aldritch, e até “THX 1138” (1971), primeira sci-fi de um jovem visionário chamado George Lucas (sim, o criador de “Star Wars”). Mas as produções que costumavam escalá-lo com frequência eram mesmo de baixo orçamento, e elas entraram em crise com o fim das sessões duplas noturnas e dos drive-ins na metade final dos anos 1970. Por conta disso, o ator passou boa parte desse período fazendo séries. Chegou a viver nove vilões diferentes em “Missão Impossível”, quatro em “Duro na Queda”, três em “A Ilha da Fantasia”, dois em “MacGyver”, além de enfrentar “As Panteras”, “Police Woman”, “Buck Rogers”, “Os Gatões”, “Esquadrão Classe A”, “O Casal 20″m etc. Ele anunciou oficialmente sua aposentadoria em 1992, dizendo-se cansado de viver sempre o vilão que morria no episódio da semana. Assim, quando Tarantino o procurou para viver Marcellus Wallace em “Pulp Fiction” (1994), ele se recusou. O papel acabou consagrando Ving Rhames. Mas Tarantino não desistiu de tirar Haig da aposentadoria. Ele escreveu o personagem do juiz de “Jackie Brown” pensando especificamente no ator. E ao insistir foi bem-sucedido em convencê-lo a atuar novamente. Após aparecer em “Jackie Brown”, Haig foi convidado a participar de um clipe do roqueiro Rob Zombie, “Feel So Numb” (2001). E a colaboração deu início a uma nova fase na carreira de ambos. Zombie resolveu virar diretor de cinema e escalou Haig em seu papel mais lembrado, como o Capitão Spaulding, guia turístico de “A Casa dos 1000 Corpos” (2003), filme francamente inspirado em “Spider Baby”, entre outras referências de terror ultraviolento. O nome Capitão Spaulding também era citação a outro personagem famoso, o grande contador de “lorotas” vivido por Groucho Marx na célebre comédia “Os Galhofeiros” (1930). Spaulding voltou a matar, acompanhado por seus parentes dementes, na continuação “Rejeitados pelo Diabo” (2005), melhor filme da carreira de Rob Zombie. E Haig seguiu participando dos filmes do roqueiro cineasta, como “Halloween: O Início” (2007), “The Haunted World of El Superbeasto” (2009) e “As Senhoras de Salem” (2012). Ele ainda trabalhou em “Kill Bill: Volume 2” (2004), de Tarantino, no cultuado western de terror “Rastro de Maldade” (2015), de S. Craig Zahler, e em dezenas de títulos de horror lançados diretamente em vídeo na fase final de sua carreira. Para completar sua prodigiosa filmografia, vai se despedir das telas com o personagem que mais viveu, retomando o Capitão Spaulding em “Os 3 Infernais”, final da trilogia de Rob Zombie, que tem estreia prevista para outubro.

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  • Etc,  Série

    Aron Eisenberg (1969 – 2019)

    22 de setembro de 2019 /

    O ator Aron Eisenberg, que interpretou Nog na série “Star Trek: Deep Space Nine”, morreu no sábado (21/9). Sua morte foi relatada por sua esposa em um post no Facebook. A causa não foi revelada, mas Eisenberg havia recebido dois transplantes de rim. Ele tinha 50 anos. Eiseberg começou a atuar no final dos anos 1980, aparecendo em “Amityville 4: A Fuga do Mal” (1988), “A Casa do Espanto III” (1989) e “Um Sequestro Muito Louco” (1989). Mas só foi se destacar na TV, a partir de um episódio de “Anos Incríveis” (Wonder Years) em que interpretou um elfo de Natal. Ele apareceu em 47 episódios de “Deep Space Nine” como Nog, o primeiro Ferengi a se juntar à Frota Estelar, entre 1993 e 1999. Também apareceu num episódio de “Star Trek: Voyager”, dublou Nog no videogame “Star Trek Online” e integrou o elenco da recente série de fãs “Star Trek: Renegades”, disponibilizada na internet em 2017. Seu último trabalho foi no filme “Walk to Vegas”, do ator Eric Balfour, premiado no Festival de Cinema Independente da Califórnia e exibido na sexta-feira (20/9) na canal pago americano USA Network.

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  • Série

    Riverdale ganha trailer tenso para estreia da 4ª temporada

    13 de setembro de 2019 /

    A rede americana The CW divulgou o trailer da 4ª temporada de “Riverdale”, que vai encontrar os personagens adolescentes em seu último ano de Ensino Médio. Apesar da perspectiva de separação ser iminente, o baile de formatura é o pensamento mais distante do grupo, tendo em vista as cenas tensas da produção. No vídeo, Jughead (Cole Sprouse) está desaparecido e a comunidade de Riverdale conduz uma busca intensa por ele na floresta da cidade. Além desse momento de suspense, também é possível ver Betty (Lili Reinhart) sendo atingida na cabeça e um dos personagens gritando por ajuda, enterrado vivo – seria Jug? Já entre as raras cenas sem tensão, o casal Archie (KJ Apa) e Veronica (Camila Mendes) demonstra ter reatado. A volta de “Riverdale” está marcada para 9 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.

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    John Wesley (1947 – 2019)

    9 de setembro de 2019 /

    O ator John Wesley, que participou da série “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel Air), morreu de complicações devido a uma longa batalha com câncer, confirmou sua família no domingo (8/9). Ele tinha 72 anos. Natural da Louisiana, Wesley estreou no cinema como figurante do western clássico “A Marca da Forca” (1968) e no mesmo ano virou coadjuvante em “O Poder Negro” (1968). Mas a guerra do Vietnã interrompeu sua carreira. Ele serviu no Exército dos EUA durante o conflito, quando começava a engatar diversos papéis. Ao voltar da guerra, demorou a reencontrar portas abertas, mas acabou emplacando participações em séries de sucesso, como “A Supermáquina”, “Os Jeffersons” e “O Poderoso Benson”, antes de reaparecer num pequeno papel em “48 Horas” (1982), que deu novo fôlego à sua carreira. Seguiram-se “Braddock 2: O Início da Missão” (1985), “Perfeição” (1985), “Resgate Infernal” (1986), “Querem me Enlouquecer” (1987). “Mudança do Barulho” (1988), “Nada Além de Problemas” (1991), “Pare! Senão Mamãe Atira” (1992), “Os Batutinhas” (1994) e muitos outros filmes e aparições em séries. Um de seus papéis mais lembrados é o de Dr. Hoover num episódio de “Um Maluco no Pedaço”, a série estrelada por Will Smith nos anos 1990. Mas Wesley também teve destaque como integrante recorrente de “Martin”, a sitcom da outra metade dos “bad boys”, Martin Lawrence, além de ter feito um arco na série “Medium” em tempos mais recentes – três episódios como um juiz em 2005. Ao todo, Wesley somou mais de 100 créditos em filmes e televisão. Mas seus principais trabalhos foram no teatro. Como diretor artístico da Black California Repertory Company, ele montou produções de autores negros. Também participou de uma companhia dedicada a obras de Shakespeare e ganhou um Atlas Awards de Melhor Ator Coadjuvante numa montagem de “Toys in the Attic”. Por seu último filme, “Second Acts”, um curta de Anya Adams lançado em janeiro deste ano, Wesley recebeu o prêmio de Melhor Ator do Hollywood Women’s Film Festival.

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