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    Autópsia confirma que Cameron Boyce morreu durante crise epilética

    30 de julho de 2019 /

    A autópsia realizada por um médico legista de Los Angeles confirmou que o ator Cameron Boyce (o Carlos de “Descendentes”) morreu de forma “inesperada durante uma epilepsia”. A família do ator, que faleceu em julho aos 20 anos de idade, já tinha declarado que a epilepsia foi a causa de uma convulsão que levou à sua morte. Na ocasião, os familiares de Boyce revelaram pela primeira vez que o astro da Disney sofria da doença. O ator foi pronunciado morto ainda em casa, onde foi encontrado caído após uma convulsão. Os paramédicos tentaram reanimá-lo no local, sem sucesso. A morte foi caracterizada como “natural”, ainda que ele fosse jovem, pela forma como o corpo foi encontrado. Cameron trabalhava como ator desde os 8 anos e fez carreira no Disney Channel, onde estrelou diversas produções, como “Boa Sorte, Charlie!” e “No Ritmo”, antes de estrear como Luke Ross em “Jessie”, série que ficou no ar de 2011 a 2015 e que o tornou conhecido do grande público. Em 2015, o ator foi escalado como Carlos De Vil em “Descendentes”, telefilme sobre os filhos dos vilões da Disney – sua mãe era Cruella De Vil, da fábula dos “101 Dálmatas”. A obra se tornou um fenômeno de audiência, gerando continuações, clipes, especiais e até uma série animada. Ele também viveu o filho de Adam Sandler em “Gente Grande” (2010), papel que repetiu na continuação de 2013. Boyce deixou muitos trabalhos finalizados, inclusive sua despedida do papel de Carlos em “Descendentes 3”, que estreia no Brasil em 9 de agosto. O ator também já havia completado as gravações das temporadas inaugurais das séries “Paradise City”, derivada do terror roqueiro “American Satan” (2017), e “Mrs Fletcher”, da HBO, além do filme “Runt”, em que contracena com Brianna Hildebrand (“Deadpool”).

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    Ruth de Souza (1921 – 2019)

    28 de julho de 2019 /

    A atriz Ruth de Souza morreu na manhã deste domingo (28/7), aos 98 anos. Diagnosticada com pneumonia, ela estava internada, desde o início da semana passada, na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Primeira atriz brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema, o Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1954, Ruth de Souza também foi a primeira atriz negra a construir uma carreira no teatro, no cinema e na televisão do Brasil. E continuava ativa. Seu último trabalho foi na minissérie “Se Eu Fechar os Olhos Agora” , exibida no início de 2019 na Globo. Ruth Pinto de Souza nasceu no dia 12 de maio de 1921 e se interessou pelo teatro ao completar a maioridade, quando descobriu a existência de um grupo de atores liderados por Abdias do Nascimento, que formaram o Teatro Experimental do Negro. Ela fez História ao participar da encenação de “O Imperador Jones”, de Eugene O’Neill, em 1945, como a primeira atriz negra a se apresentar no palco do Teatro Municipal do Rio, abrindo caminho para outros artistas. “Foi lindo aquele dia. A gente celebrando nossa estreia, e o mundo festejando o fim da 2ª Guerra Mundial. O centro da cidade estava lotado de gente”, recordou ela, em entrevista ao jornal O Globo. A repercussão de sua performance lhe rendeu indicações a prêmios e uma bolsa de estudo da Fundação Rockefeller, que a levou a viver um ano nos Estados Unidos. “Aprendi coisas que nunca teria a oportunidade de aprender ficando no Brasil. Ganhei respeito”, disse, sobre a experiência internacional. Ela fez sua estreia no cinema em 1948, no elenco de “Terra Violenta”, por indicação de Jorge Amado. O longa era a adaptação de “Terras do Sem Fim”, do autor baiano, e tinha direção do americano Edmond Bernoudy. E a partir daí se tornou presença constante nas telas, participando de diversas produções das maiores empresas da época: Atlântida, Maristela Filmes e Vera Cruz. Por seu desempenho em “Sinhá Moça” (1953), de Tom Payne e Oswaldo Sampaio, Ruth disputou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza de 1954, com estrelas como Katherine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer, para quem perdeu o troféu por dois pontos. Entre outros filmes do período, incluem-se ainda “Candinho” (1954), uma das comédias mais bem-sucedidas da carreira de Mazzaropi, “Ravina” (1958), de Rubem Biafora, “Fronteiras do Inferno” (1959), de Walter Hugo Khouri, e o clássico “O Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias, marco do cinema policial brasileiro. O sucesso alcançado no cinema a levou à televisão, primeiro nos teleteatros da Tupi e da Record, até que, em 1968, foi contratada para integrar sua primeira novela da Globo, “Passo dos Ventos”, de Janete Clair, e nunca mais precisou se preocupar com o desemprego – mesmo aposentada, ela continuava a ter contrato vigente com a emissora carioca, mais de 50 anos depois. Na Globo, tornou-se a primeira atriz negra a protagonizar uma novela, “A Cabana do Pai Tomás” (1969). E participou de cerca de 20 novelas, numa sequência de clássicos do gênero que inclui “O Homem que Deve Morrer” (1971), “Bicho do Mato” (1972), “O Bem Amado” (1973), “Os Ossos do Barão” (1973), “O Rebu” (1974), etc. Também integrou o elenco da novela que adaptou a obra que a consagrou em Veneza, “Sinhá Moça”, em 1986, e do remake da mesma, em 2006, ao mesmo tempo em que se manteve ativa no cinema – em filmes como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Campos, “Jubiabá” (1986), de Nelson Pereira dos Santos, e “Um Copo de Cólera” (1999), de Aluizio Abranches, entre outros. Ruth de Souza ainda conquistou o prêmio de Melhor Atriz do Festival de Gramado em 2004, por sua atuação no filme “Filhas do Vento”, de Joel Zito de Araújo. Na ocasião, ela disse: “É uma alegria imensa ter o trabalho reconhecido. As pessoas dizem que abri portas, mas nunca parei para pensar sobre o assunto. Trabalhei muito nesses 70 anos de carreira. Nunca parei, o que é algo difícil para qualquer ator no mundo, ainda mais para um ator negro”. Incansável, a atriz seguiu acrescentando muitas obras à sua imensa filmografia. Entre seus últimos papéis, estão contribuições em filmes como “O Vendedor de Passados” (2015), de Lula Buarque de Hollanda, e “Primavera” (2018), de Carlos Porto de Andrade Junior, inédito em circuito comercial. Na TV, despediu-se vivendo a si mesma na série “Mister Braun” e com a minissérie “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, seu último papel. Ao longo de oito décadas dedicada à dramaturgia, Ruth de Souza se tornou um ícone para várias gerações. Virou parte integral da cultura brasileira. E foi até tema de homenagem de escola de samba, a carioca Santa Cruz, no carnaval deste ano. Lembrada com carinho pelos colegas de profissão, sua morte inundou as redes sociais de lamentações. “Aos 98 anos nossa amada partiu, deixando um legado, uma história incrível e portas abertas para muitos jovens artistas negros”, escreveu a atriz Zezé Motta.

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    Russi Taylor (1944 – 2019)

    28 de julho de 2019 /

    Russi Taylor, que foi dubladora da ratinha Minnie Mouse por mais de três décadas nas animações da Disney, morreu aos 75 anos na Califórnia. A informação foi confirmada no sábado (27/7) em comunicado do estúdio. A causa da morte não foi divulgada. “Minnie Mouse perdeu a voz com a morte de Russi Taylor”, disse Bob Iger, presidente e diretor-executivo da companhia, no comunicado. “Por mais de 30 anos, Minnie e Russi trabalharam juntas para entreter milhões em todo o mundo – uma parceria que fez de Minnie um ícone global e de Russi uma lenda da Disney amada por fãs em todos os lugares”, completou. Ela começou a dublar Minnie em 1987 e, no ano seguinte, deu voz à personagem no filme clássico “Uma Cilada para Roger Rabbit”. Desde então, sempre que Minnie apareceu num desenho, fosse uma participação na série de Tico e Teco ou um vídeo como “Mickey, Donald e Pateta: Os Três Mosqueteiros”, foi Russi quem lhe deu voz. E ela permanecia ativa na função na atual série do “Mickey Mouse”, produzida desde 2013 pelo estúdio. A ligação com o Mickey também se estendeu aos bastidores. Russi conheceu o seu marido, Wayne Allwine, no microfone ao lado. Ele era, curiosamente, o dublador do Mickey desde 1977. As vozes de Mickey e Minnie se casaram na vida real em 1991 e ficaram juntos até a morte dele, em 2009. A dubladora também deu voz ao menino Martin Prince por quase 30 anos em “Os Simpsons”. O colega de aula de Bart, introduzido em 1990, foi seu segundo personagem mais longevo, e deverá ser aposentado da série animada após sua morte. Seu timbre vocal também animou a versão bebê de Gonzo em “Muppet Babies”, a versão adolescente de Pedrita, a filha dos Flintstones, em várias séries e games, a pata Margarida no longa “Fantasia 2000”, os sobrinhos do Pato Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho, no primeiro “DuckTales”, entre muitos outros personagens clássicos dos desenhos americanos.

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    Rutger Hauer (1944 – 2019)

    24 de julho de 2019 /

    O ator holandês Rutger Hauer, que ficou mundialmente conhecido como o líder dos replicantes no filme “Blade Runner” (1982), morreu na sexta-feira (19/7) após um curto período de doença, aos 75 anos. Um dos mais famosos atores europeus de sua geração, Hauer era fluente em várias línguas e se projetou em parceria com o cineasta holandês Paul Verhoeven em diversos projetos, a começar pela série medieval “Floris”, em 1969. Sua estreia no cinema foi no segundo longa de Verhoeven, o cultuadíssimo “Louca Paixão” (1973), em que viveu um romance de alta voltagem erótica com a atriz Monique van de Ven. E de cara chamou atenção de Hollywood, graças à indicação do filme ao Oscar. Ele ainda protagonizou mais três filmes de Verhoeven – “O Amante de Kathy Tippel” (1975), “Soldado de Laranja” (1977) e “Sem Controle” (1980) – e outros longas europeus antes de estrear numa produção americana, enfrentando Sylvester Stallone como o vilão terrorista de “Falcões da Noite” (1981). Mas foi ao desempenhar um outro tipo de vilão, o replicante Roy Beatty em “Blade Runner”, que se estabeleceu como astro de grandes produções. Androide que buscava respostas para perguntas existenciais, enquanto lutava por mais tempo para viver, o personagem caçado por Harrison Ford no longa de Ridley Scott tinha uma profundidade incomum para o gênero sci-fi de ação. Era, ao mesmo tempo, um assassino frio e robótico, mas também capaz de amar e filosofar sobre o sentido da vida, apresentando-se mais humano que seu perseguidor. A performance encantou gerações – e cineastas. Ele foi trabalhar com Nicolas Roeg em “Eureka” (1983) e ninguém menos que Sam Peckinpah em “O Casal Osterman” (1983), antes de protagonizar outro blockbuster, vivendo um amor amaldiçoado na fantasia medieval “Ladyhawke – O Feitiço de Áquila” (1985), de Richard Donner. No mesmo ano, fez sua última parceria com Verhoeven em outra produção medieval grandiosa, “Conquista Sangrenta” (1985), em que subverteu expectativas como anti-herói marginal. Hauer também traumatizou o público de cinema como o psicopata de “A Morte Pede Carona” (1986), um dos filmes mais subestimados de sua carreira e um dos mais copiados por imitadores do mundo inteiro. E até caçou o líder da banda Kiss, Gene Simmons, transformado em terrorista em “Procurado Vivo ou Morto” (1986), adaptação de uma série televisa dos anos 1950. O reconhecimento da crítica veio finalmente com o telefilme “Fuga de Sobibor” (1987), no qual liderou uma fuga em massa de um campo de concentração nazista. Ele venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator, enquanto a produção levou o prêmio de Melhor Telefilme. A consagração continuou com o drama italiano “A Lenda do Santo Beberrão” (1988), de Ermanno Olmi. Sua interpretação como um bêbado sem-teto que encontra redenção levou o filme a vencer o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Foi um de seus melhores desempenhos, mas não conseguiu chamar atenção do grande público, graças ao lançamento limitado em circuito de arte. Ele ainda contracenou com Madonna na comédia “Doce Inocência” (1989), mas a busca por novo sucesso de bilheterias o levou ao thriller convencional de ação “Fúria Cega” (1989), de Phillip Noyce, que iniciou um padrão negativo em sua carreira. A partir dos anos 1990, Hauer foi de produção B a produção C, D e Z. Seu rosto continuou por um bom tempo nas capas dos títulos mais alugados em VHS, mas a qualidade dos papéis despencou. Para citar um exemplo, o menos pior foi “Buffy: A Caça-Vampiros” (1992), no qual viveu um lorde dos vampiros. Os papéis televisivos passaram a se alternar com os de cinema/vídeo, e Hauer até recebeu outra indicação ao Globo de Ouro por “A Nação do Medo” (1994). Mas isso foi exceção. Ele chegou a gravar até sete produções só no ano de 2001, e nenhuma delas relevante. No anos 2000, começou a aparecer cada vez mais em séries, como “Alias”, “Smallville”, “True Blood”, “The Last Kingdom” e “Channel Zero”. Mas depois de figurar em duas adaptações de quadrinhos de 2005, “Sin City” e “Batman Begins”, voltou ao cinema europeu, estrelando vários filmes que repercutiram em 2011: “O Sequestro de Heineken”, no papel de Alfred Heineken, o dono da cervejaria holandesa, “Borboletas Negras”, “O Ritual”, “A Aldeia de Cartão”, em que retomou a parceria com Olmi, e principalmente “O Moinho e a Cruz”, uma pintura cinematográfica do polonês Lech Majewski, premiada em diversos festivais internacionais. Bastante ativo na fase final de sua carreira, Hauer ainda viveu o caçador de vampiros Van Helsing em “Dracula 3D” (2012), de Dario Argento, o Presidente da Federação Mundial em “Valerian e a Cidade dos Mil Mundos” (2017), de Luc Besson, e o Comodoro do premiado western “Os Irmãos Sisters” (2018), de Jacques Audiard. E deixou vários trabalhos inéditos, entre eles o drama “Tonight at Noon”, novo longa de Michael Almereyda (“Experimentos”), a aventura épica “Emperor”, de Lee Tamahori (“007 – Um Novo Dia Para Morrer”) e a minissérie “Um Conto de Natal”, do cineasta Steven Knight (“Calmaria”), na qual encarna o Fantasma do Natal Futuro. Sua atuação, porém, não se restringia às telas. Hauer foi ativista de causas sociais, como fundador da Starfish Association, organização sem fins lucrativos dedicada à conscientização sobre a AIDS, e patrocinador da organização ambientalista Greenpeace. Todos esses momentos não devem se perder no tempo, como lágrimas na chuva.

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  • Etc,  Filme,  Série

    David Hedison (1927 – 2019)

    23 de julho de 2019 /

    O ator americano David Hedison, conhecido por viver o Capitão Lee Crane na série “Viagem ao Fundo do Mar” e o agente da CIA Felix Leiter na franquia 007, morreu na última quinta-feira (17/7), em Los Angeles, aos 92 anos de idade. O belo ator também retratou o cientista André Delambre, que se tornou um inseto em The Fly (1958) muito antes de Jeff Goldblum, e interpretou o agente da CIA Felix Leiter nos filmes de James Bond, Live and Let Die (1973) e License to Kill (1989). De 1964 a 1968, o personagem de Hedison trabalhou a bordo do submarino Seaview sob o comando do Almirante Harriman Nelson (Richard Basehart) em 110 episódios de Voyage to the Bottom of the Sea . O show foi criado por Irwin Allen, baseado em seu filme de 1961 com o mesmo nome. Nascido Al David Hedison em 20 de maio de 1927, em Providence, Rhode Island, Hedison estudou no célebre Actors Studio em Nova York e trabalhou em produções da Broadway antes de fazer sua estreia em Hollywood, no clássico de guerra naval “A Raposa do Mar” (1957), como um oficial da marinha americana. Seu papel seguinte foi um dos mais impactantes de sua carreira, como um cientista que se transforma em mosca humana no famoso terror “A Mosca da Cabeça Branca” (The Fly, 1958). A história marcou época, ganhou sequências e até um famoso remake com Jeff Goldblum em 1986. Ele também viveu o papel-título de “Arqueiro Misterioso – O Filho de Robin Hood” (1958) e encontrou dinossauros na Amazônia em “O Mundo Perdido” (1960), fantasia escrita e dirigida por Irwin Allen. O cineasta acabou fechando contrato com a 20th Century Fox Television para produzir séries sci-fi que mudaram a TV na década de 1960, como “Perdidos no Espaço”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”, e a primeira e mais bem-sucedida delas foi lançada em 1964. “Viagem ao Fundo do Mar” chegou à TV como uma produção dramática, em preto e branco, que explorava temas da Guerra Fria, acompanhando a tripulação de um submarino nuclear no futuro próximo – os anos 1980. A série era adaptação do filme homônimo de Allen, lançado em 1961. Hedison foi escalado como o capitão Lee Crane, comandante do submarino Seaview, em tramas que combinavam missões militares e mistérios submarinos, geralmente envolvendo temas de sci-fi. Mas, a partir da 2ª temporada, a série ganhou cores e os elementos fantásticos foram enfatizados, incluindo o monstro da semana e o apocalipse do mês. As mudanças refletiam o sucesso de “Perdidos no Espaço”, lançado em 1965, e aumentaram a audiência da atração, que ficou quatro anos no ar, até 1968, sem contar infinitas reprises. Seu próximo papel de destaque foi como Felix Slater em “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1975), estrelado por Roger Moore. Ele repetiria a participação como o espião americano da franquia em “007 – Permissão Para Matar” (1989), desta vez contracenando com Timothy Dalton no papel de James Bond. Na atual encarnação do personagem, Leiter é vivido por Jeffrey Wright (“Westworld”). Hedison também apareceu em inúmeras séries entre as décadas de 1970 e 1980, como “As Panteras”, “A Ilha da Fantasia”, “Supermáquina” e “O Barco do Amor”, e entrou no elenco de “The Colbys”, spin-off de “Dinastia” produzido por sua esposa, Bridget Hedison. Após um período afastado das telas, ainda retornou com destaque na novela “The Young and the Restless”, em 2003. Uma de suas filhas, Alexandra Hedison, é casada com a atriz Jodie Foster. “Mesmo em nossa profunda tristeza, somos consolados pela memória de nosso pai maravilhoso”, disseram Alexandra e Serena Hedison em um comunicado. “Ele nos amava muito e expressava esse amor todos os dias. Ele era adorado por muitos, que se beneficiavam de seu coração caloroso e generoso. Nosso pai levou alegria e humor a todos os projetos que participou e fez isso com grande estilo.”

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  • Série

    Shannen Doherty vai participar de homenagem a Luke Perry na série Riverdale

    22 de julho de 2019 /

    A atriz Shannen Doherty vai fazer uma participação especial no episódio de estreia da 4ª temporada de “Riverdale”, que será uma homenagem ao ator Luke Perry, intérprete de Fred Andrews, que morreu em março aos 52 anos. Doherty era amiga de longa data de Perry, desde que os dois viveram namorados na série “Barrados no Baile”, dos anos 1990. Quem divulgou a novidade foi o showrunner Roberto Aguirre-Sacasa, durante a participação da WBTV (Warner Bros. Television) na Comic-Con International, em San Diego. O capítulo com a homenagem ao ator abre a nova temporada em 9 de outubro na rede americana The CW e, segundo Aguirre-Sacasa, vai “refletir o legado incrível de Perry e sua incrível performance” como Fred Andrews, pai do protagonista de “Riverdale”, Archie (K.J. Apa). O showrunner ainda revelou que a participação de Doherty já estava planejada antes mesmo da morte do ator, e que ele e Perry conversavam sempre sobre a melhor forma de encaixá-la em “Riverdale”. “Ele queria que isso acontecesse desde a 1ª temporada”, comentou. “Eles eram muito bons amigos, e quando estávamos pensando neste episódio tributo, queríamos que fosse o mais especial possível. Perguntamos a Shannen se ela aceitaria interpretar este papel, que é importante, muito emocional. Ela leu o roteiro e disse ‘sim’ rapidamente”, completou. Doherty ainda participa do revival de “Barrados no Baile”, batizado de “BH90210”, que estreia em 7 de agosto e que também pretende homenagear Perry. Ela viveu a personagem Brenda Walsh na série dos anos 1990, enquanto Perry interpretou Dylan McKay.

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  • Série

    Coordenador de efeitos de Titãs morre durante cena de ação da série

    18 de julho de 2019 /

    O coordenador de efeitos especiais da série Titãs morreu após a preparação de uma cena de ação dar errada nesta quinta-feira (18/7). Segundo apurou a revista americana Variety, o pedaço de um carro que seria usado na cena de um episódio da 2ª temporada acabou se soltando e atingiu Warren Appleby em cheio. A produção foi interrompida. “Estamos com o coração partido e devastados com a morte de nosso estimado colega, o coordenador de efeitos especiais Warren Appleby, depois de um acidente que ocorreu em uma instalação de efeitos especiais durante a preparação e teste de uma sessão”, disse um porta-voz da Warner Bros. “Warren era amado por todos que trabalharam com ele durante uma impressionante carreira de 25 anos em televisão e filmes”, acrescentou. “Os produtores executivos, junto com todos da família ‘Titãs’, Warner Bros. Television Group e a DC Universe desejam expressar nossas mais sinceras condolências e sincero apoio à família e aos amigos de Warren neste momento tão difícil”. Warren tinha no currículo filmes premiados e blockbusters, como “It: A Coisa” e “A Forma da Água”, além de séries de terror como “The Strain” e “Hemlock Grove”. Ele terminou o trabalho em dois longas que chegam em breve aos cinemas, a continuação “It: Capítulo Dois” e a comédia “Aprendiz de Espiã”.

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    Stephen Verona (1940 – 2019)

    16 de julho de 2019 /

    O cineasta Stephen Verona, co-roteirista e co-diretor de “Os Lordes de Flatbush”, morreu de câncer de pulmão no último final de semana em Los Angeles. Ele tinha 78 anos. Lançado no começo de 1974, “Os Lordes de Flatbush” seguia quatro “greasers” do Brooklyn em 1958, enquanto roubam carros e pegam garotas. O filme ajudou a lançar as carreiras de Sylvester Stallone e Henry Winkler, que viveram dois membros da gangue antes de encontrar sucesso com seus personagens mais famosos, no filme “Rocky” (1976) e na série “Happy Days” (1974–1984), respectivamente. Winkler acabou vivendo uma paródia de seu personagem de “Faltbush” em “Happy Days”, o eterno rebelde de topete engomado Fonzie. Já Stallone estava pensando em desistir de atuar quando foi descoberto por Verona em uma oficina de teatro. O próprio ator disse mais tarde que seu desempenho como Stanley Rosiello, um rebelde grosseiro com um lado sensível, serviu de modelo para sua performance icônica como Rocky Balboa. Antes de “Os Lordes de Flatbush”, que realizou em parceria com o diretor Martin Davidson, Verona fez vários curtas entre os anos 1960 e 1970, inclusive filmes promocionais de músicas pop, precursores dos videoclipes, para a Columbia Records entre 1970 e 1972, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Barbra Streisand, Chicago, Santana, Roberta Flack e The Lovin’ Spoonful. Ele também trabalhou com John Lennon em um curta de animação baseado na canção dos Beatles “I Feel Fine” e recebeu uma indicação ao Oscar pelo curta “The Rehearsal”, em 1972, sobre o Actors Studio, de Nova York. Verona também dirigiu a estreia da cantora Gladys Knight no cinema, o longa “Pipe Dreams” (1976), e o drama “Flores e Espinhos” (1979), que foi exibido no Festival de Cannes. Seu quarto e último longa de ficção foi “Talking Walls” (1987), sobre um estudante que gravava sex tapes. O filme foi destruído pela crítica. Ele ainda fez um documentário em vídeo sobre Angela Lansbury, estrela da série “Assassinato por Escrito”, em 1988, antes de passar a se dedicar exclusivamente à fotografia e artes plásticas.

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  • Série

    Charles Levin (1949 – 2019)

    15 de julho de 2019 /

    O corpo de Charles Levin, que atuou em séries dos anos 1980 e 1990, foi encontrado em um lugar remoto, numa estrada afastada e com pouco uso no estado do Oregon, onde seu carro atolou. O ator de 70 anos estava desaparecido. De acordo com a CNN, Levin estava em processo de mudança de casa na última semana, quando seu filho notificou seu desaparecimento na segunda-feira passada (8/7) às autoridades. Ele estava com seu cão, um pug chamado Boo Bear, que foi encontrado morto no carro. Levin estava a alguns metros de distância do veículo em um terreno acidentado, de difícil acesso. O ator apareceu em vários sucessos do cinema, sempre em papéis pequenos, que variavam de mero figurante mudo a coadjuvante secundário. Entre os títulos de sua filmografia encontram-se dois clássicos de Woody Allen, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977) e “Manhattan” (1979). Repleta de comédias, a lista também inclui o cultuado “Isto é Spinal Tap” (1984) e as Sessões da Tarde “O Homem do Sapato Vermelho” (1985) e “O Rapto do Menino Dourado” (1986). Ele conseguiu maior destaque na televisão, onde se alternou entre participações especiais e papéis recorrentes em diversos sucessos e audiência. Seus trabalhos mais relevantes aconteceram em produções da dupla David Milch e Steven Bochco, dois dos mais importantes criadores de séries americanas. Teve papel recorrente em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), criação de Bochco que revolucionou as séries policiais entre 1981 e 1987, e chegou a integrar o elenco fixo de “Capital News”, sobre repórteres de Washington, lançada por Milch em 1990, que durou apenas uma temporada. Os dois produtores se juntaram famosamente para dar origem a um dos maiores fenômenos da TV, “Nova Iorque Contra o Crime” (NYPD Blue) em 1993, que contou com importante participação de Levin, no papel do promotor Maury Abrams, em suas três primeiras temporadas. Mas talvez o ator seja mais lembrado por uma curta e hilária aparição num capítulo de “Seifeld” de 1993, no qual interpretou um nervoso “mohel” – pessoa que executa a circuncisão, segundo a lei judaica. Levin deixou de atuar em 1998, após aparecer na série “Lei & Ordem” e no drama jurídico “A Qualquer Preço” (1998), estrelado por John Travolta, mudando-se para o Oregon.

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    Denise Nickerson (1957 – 2019)

    11 de julho de 2019 /

    A atriz Denise Nickerson, que na infância estrelou a primeira versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, de 1971, morreu nesta quinta (11/7), aos 62 anos. Ela sofreu um derrame em 2018 e entrou em coma, e desde então vinha sendo mantida viva com a ajuda de aparelhos. O falecimento aconteceu logo após sua família decidir desligá-los. Por conta do estado frágil, sofria com convulsões e recentemente contraiu uma pneumonia que deixou a situação ainda mais delicada. A família está buscando doações por meio do site GoFundMe para o enterro e o pagamento das dívidas com o hospital. Ela estava sendo tratada por seu filho e nora. Denise fez seu papel mais famoso quando tinha 13 anos, mas estreou muito antes na televisão, com apenas 8 anos, num episódio da série infantil “Flipper” de 1965. Ela também atuou em mais de 70 capítulos da cultuada novela gótica “Dark Shadows”, entre 1968 e 1970, antes de fazer sua estreia no cinema como Violet Beauregarde, a garota competitiva, arrogante e mascadora de chicletes, que ganha o prêmio de uma visita à fábrica de chocolates de Willy Wonka (Gene Wilder), junto de outras crianças. Apesar da precocidade e do sucesso do filme, a carreira da atriz foi curta. Ela estrelou o programa humorístico “The Electric Company” entre 1972 e 1973, fez algumas aparições em séries da época, como “A Família Sol Lá Si Dó” (The Brady Bunch) e “Abertura Disneylândia”, e apenas mais dois filmes, a comédia “Sorria” (Smile, 1975), estrelada por Bruce Dern, e “Zero a Sessenta” (Zero to Sixty, 1978), com Joan Collins. Curiosamente, ambos também se tornaram cultuados. Depois disso, ela só voltou a aparecer num documentário dos 30 anos de “Dark Shadows”, lançado em 1996, e fez poucas aparições em programas televisivos como ela mesma. Ao se afastar de Hollywood, ela se tornou uma enfermeira. Sua última entrevista foi registrada em 2016, por ocasião da morte de Gene Wilder, intérprete de Willy Wonka no filme de 1971. “Eu me sinto uma senhora de muita sorte por ter participado de algo que trouxe sorrisos para tantos rostos”, ela disse na ocasião, refletindo sobre o legado de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

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    Valentina Cortese (1923 – 2019)

    10 de julho de 2019 /

    Valentina Cortese, atriz italiana indicada ao Oscar por sua interpretação em “A Noite Americana” (1973), clássico de François Truffaut, morreu nesta quarta (10/7) em Milão, aos 96 anos. Nascida em Milão em 1923, Cortese foi uma das principais “mocinhas” do cinema italiano dos anos 1940, lançada à fama com o papel de Lisabetta em “A Farsa Trágica” (1942), de Alessandro Blasetti. Ela fez nada menos que 26 filmes em sua primeira década de atividade, boa parte deles aventuras de capa e espada, conquistando aclamação para além das fronteiras nacionais ao interpretar tanto Fantine quanto Cosette na versão italiana de “Os Miseráveis”, lançada como dois filmes diferentes em 1948. A repercussão rendeu um contrato com a 20th Century Fox, que a lançou nos Estados Unidos no clássico noir “Mercado de Ladrões” (1949), de Jules Dassin. Fez vários filmes americanos, entre eles “Terrível Suspeita” (1951), de Robert Wise, e “A Condessa Descalça” (1954), de Joseph L. Mankiewicz. Mas a ironia é que Hollywood a tornou ainda mais popular na Europa, o que a levou de volta à Itália. Em seu retorno triunfal, a atriz passou a trabalhar com os grandes mestres do cinema italiano. Os convites não eram mais para papéis de donzelas em aventuras ligeiras, mas para participar de obras dos mais variados gêneros, do drama ao terror, a maioria cultuadíssima, como “As Amigas” (1955), de Michelangelo Antonioni, “Olhos Diabólicos” (1963), de Mario Bava, “Julieta dos Espíritos” (1965), de Federico Fellini, e “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, A atriz ainda participou de filmagens americanas na Itália, como “Barrabás” (1961), passado na Roma antiga, o drama “A Visita” (1964) e o filme de guerra “O Segredo de Santa Vitória” (1969). E trabalhou em produções inglesas, francesas, alemãs, espanholas, etc, como “Onde o Mundo Acaba” (1956), de Luis García Berlanga, “O Assassinato de Trotsky” (1972), de Joseph Losey, e “O Primeiro Amor” (1970), de Maximilian Schell. O papel de Severine, uma estrela de cinema envelhecida e alcoólatra, no clássico francês “A Noite Americana” (1973), de Truffaut, foi um dos pontos mais altos de sua carreira. Além da indicação ao Oscar, o trabalho lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro e o prêmio de Melhor Atriz da BAFTA, a Academia britânica. Ela ainda contracenou com Paul Newman no filme norte-americano de desastre “O Dia em que o Mundo Acabou” (1980) e foi dirigida pelo inglês Terry Gilliam na comédia de época “As Aventuras do Barão Munchausen” (1988), entre dois trabalhos de Zeffirelli, a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977) e seu último longa, “Sonho Proibido” (1993), antes de aposentar das telas, com a fama de ter sido uma das maiores divas da história da Cinecittà.

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  • Filme

    Rip Torn (1931 – 2019)

    10 de julho de 2019 /

    O ator veterano Rip Torn, que foi indicado ao Oscar e venceu um Emmy, morreu na terça-feira (9/7) de causas naturais em sua casa em Connecticut, aos 88 anos. Ao longo de sua carreira de seis décadas, Torn apareceu em quase 100 longas-metragens, incluindo grandes clássicos do cinema, entre eles “A Mesa do Diabo” (1965), “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e “MIB – Homens de Preto” (1997). Ele nasceu Elmore Rual Torn Jr. em 6 de fevereiro de 1931, em Temple, Texas. O apelido “Rip” veio da infância e o acompanhou ao ingressar no Instituto de Artes Performáticas de Dallas, onde teve como professor Baruch Lumet, o pai do diretor Sidney Lumet, e no Actors Studio, de Nova York, onde estudou ao lado de sua futura esposa, a atriz Geraldine Page (“O Regresso para Bountiful”). Seu estilo de interpretação foi comparado a James Dean e Marlon Brando pelo diretor Elia Kazan, que deu a Torn sua primeira grande oportunidade – como o substituto de Ben Gazzara na montagem teatral de “Gata em Teto de Zinco Quente”, de Tennessee Williams, em 1955. Kazan foi quem também o levou ao cinema, dando-lhe pequenos papéis em “Boneca de Carne” (1956) e “Um Rosto na Multidão” (1957), antes de escalá-lo ao lado de Paul Newman e Page na montagem teatral de “Doce Pássaro da Juventude”, outra peça de Williams, que rendeu a Torn uma indicação ao Tony em 1960. Todos os três reprisaram seus papéis na filmagem da história lançada nos cinemas em 1963. Seus primeiros papéis de destaque nas telas vieram em filmes de guerra, “Para que os Outros Possam Viver” (1957) e “Os Bravos Morrem de Pé” (1959). Em seguida, apareceu como Judas na superprodução “O Rei dos Reis” (1961), de Nicholas Ray, e participou de muitos programas de TV da época, incluindo “Os Intocáveis”, “Rota 66” e “O Agente da UNCLE”, geralmente como “ameaça” da semana. Torn costumava ser escalado como vilão em dramas sombrios, personagens sem escrúpulos como o psiquiatra que filmava suas amantes em “Coming Apart” (1969) ou o chantagista de “A Mesa do Diabo” (1965), que tenta obrigar Steve McQueen a participar de um jogo de pôquer manipulado. Como intérprete que seguia o “método” de incorporação de personagens do Actors Studio, isso também resultava em períodos de instabilidade mental, que acabaram lhe rendendo uma reputação de criador de problemas. Diz a lenda que ele estava pronto para o papel de sua vida em “Easy Rider – Sem Destino” (1969), quando puxou uma faca para o ator e diretor Dennis Hopper numa lanchonete. Foi demitido e Jack Nicholson assumiu seu personagem. Como todos sabem, a carreira de Nicholson explodiu com a aparição no filme de Hopper. Torn contestou essa história, dizendo que foi Hopper quem puxou a faca e o processou por difamação. Ganhou US$ 475 mil por perdas e danos. Mas aquela não foi a única altercação do ator com um de seus diretores. Durante uma luta improvisada em “Maidstone” (1970), Torn atacou Norman Mailer com um martelo e teve o ouvido mordido na confusão que se seguiu. Seu casamento com Geraldine Page não passou pela mesma turbulência. Os dois ficaram juntos de 1963 a 1987, até ela morrer de ataque cardíaco, aos 62 anos. Homem de família, Torn também ajudou a lançar a carreira de sua prima, a atriz Sissy Spacek (a “Carrie, a Estranha” original). E se casou novamente com Amy Wright, atriz conhecida por “Stardust Memories” (1980) e “O Turista Acidental” (1988). Entre os muitos sucessos da primeira fase de sua carreira, destacam-se ainda “O Homem que Caiu na Terra” (1976), como um amigo e confidente de David Bowie, e “Retratos de uma Realidade” (1983), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Mas uma participação em “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2” (1982) inaugurou um novo capítulo em sua filmografia, mostrando que o lendário homem mau podia ser engraçadíssimo. Sem planejamento aparente, Torn começou a incluir comédias entre seus thrillers. Em meio a “O Limite da Traição” (1987) e “Robocop 3” (1993), começaram a aparecer títulos como “Nadine – Um Amor à Prova de Bala” (1987), “Um Visto para o Céu” (1991), “Por Água Abaixo” (1996) e “Advogado por Engano” (1997), que mostraram sua versalidade. Rip Torn virou comediante de vez ao entrar na famosa série “The Larry Sanders Show”, primeiro grande sucesso do canal pago HBO, no papel de Artie, o produtor desonesto do talk show fictício de Larry Sanders (personagem de Garry Shandling). A comédia inovadora foi exibida de 1992 a 1998, e Torn foi indicado ao Emmy por cada uma das seis temporadas, vencendo o troféu de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia em 1996. Mas, curiosamente, ele relutou em fazer a série, pois àquela altura se considerava ator de cinema. Acabou aceitando o emprego porque, segundo contou, devia muito dinheiro aos familiares. Mesmo assim, se recusou a fazer teste para o papel. Shandling teve paciência para convencê-lo a ler um trecho do roteiro do piloto com ele, e saiu da reunião para informar aos produtores que estava vindo do “melhor sexo” da sua vida. Os produtores toparam, porque se basearam nas comédias que Torn tinha feito no cinema, especialmente “Um Visto para o Céu”, de Albert Brooks. Entretanto, quando a série foi ao ar, muitos ainda se surpreenderam em descobrir que o malvadão Rip Torn era engraçado. Ele conquistou a indústria, a crítica e o público. E deixou de ser levado tão a sério – no bom sentido. Após vencer o Emmy, a carreira cinematográfica de Torn continuou crescendo, em vez de se encerrar como ele temia. Sua filmografia acrescentou o blockbuster “MIB – Homens de Preto” (1997), no qual desempenhou o papel de Zed, o chefe dos Homens de Preto, que voltou na continuação de 2002. Ele também fez uma participação no terceiro filme, de 2012, filmou três dramas indicados ao Oscar, “O Informante” (1999), “Garotos Incríveis” (2000) e “Maria Antonieta” (2006), além de diversas comédias, entre elas “Com a Bola Toda” (2004) e “Os Seus, os Meus e os Nossos” (2005). Seu sucesso acabou com o estigma do “ator de TV” e inspirou vários outros astros do cinema a seguir seus passos. Pioneiro, Torn ajudou a dar peso cinematográfico às séries e a dar à HBO o padrão de qualidade que revolucionou a indústria televisiva. Ele ainda voltou à TV em participações recorrentes nas séries “Will & Grace” e principalmente em “30 Rock”, na qual viveu Don Geiss, chefe do protagonista Jack Donaghy (Alec Baldwin). Este papel lhe rendeu sua última indicação ao Emmy em 2008, a 9ª de sua carreira.

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  • Etc,  Série

    Elenco de Jessie homenageia Cameron Boyce nas redes sociais

    9 de julho de 2019 /

    O elenco da antiga série “Jessie”, do Disney Channel, prestou uma homenagem comovente a Cameron Boyce, numa série de posts refletindo a morte do colega. O ator de 20 anos morreu de causas naturais no domingo (8/7), enquanto dormia. Segundo o site TMZ, ele teve uma crise epilética. Boyce interpretou Luke Ross na sitcom do Disney Channel, sobre uma babá de quatro irmãos adolescentes, assim como no spin-off “BUNK’D”. Ele era uma das crianças que infernizava a Jessie do título, vivida por Debby Ryan em quatro temporadas, de 2011 a 2015. Peyton List, que interpretou sua irmã mais velha Emma foi uma das primeiras a se manifestar sobre a perda do ator, em um longo post no Instagram no qual se declarou “de coração partido”. “Ele era mais novo que eu, mas me ensinou a espalhar amor e bondade mais do que qualquer um que já existiu em minha vida”, escreveu ela. “Ele levantava todos ao seu redor e me inspirou a ser uma pessoa melhor do que eu jamais teria sido sem sua orientação, paciência e amor.” Ela continuou: “Eu mal posso ver meus olhos mais de chorar tanto. Amo-te com cada gota de mim e agradeço-te pelo tempo que tive contigo, por estar na minha vida e ser meu irmão para sempre e sempre … O céu ganhou uma bela alma”. Skai Jackson, intérprete de Zuri, outra irmã de Boyce em “Jesse”, postou uma foto dos bastidores da série, escrevendo: “Eu nem sei por onde começar… Estou sem palavras. Eu nunca pensei que em um milhão de anos eu estaria escrevendo isso. Cam, você era único. Meu coração estará para sempre partido. Estou feliz por ter passado quase todos os dias com você no set, você deu os melhores abraços. Eu gostaria de ter te abraçado com mais força quando te vi alguns meses atrás. Muito obrigado por ser o irmão mais velho que nunca tive… Estou tão perturbada e não consigo parar de chorar! Eu te amo muito … voe alto ?? ?? Deus é o melhor Anjo”. “Hoje eu perdi meu melhor amigo”, acrescentou Karan Brar, o último dos irmãos Ross de “Jesse”, no Twitter. “Eu vou sentir muito a sua falta.” Kevin Chamberlin, que estrelou “Jessie” como o mordomo da família, escreveu: “Ele sempre iluminava a sala quando entrava – ele era um ator extraordinariamente talentoso, um defensor altruísta com seu trabalho de caridade e um amigo leal. Nossos corações estão cheios de tristeza”. Seu pai televisivo, Charles Esten, testemunhou que “Cameron nunca demonstrou nada além de gentileza, humildade, graça sem esforço e muito humor. Mesmo quando sua estrela cresceu com ‘Jessie’ e ele começou a receber o tipo de atenção e fama que pode mudar as pessoas, nunca vi essa mudança. Nem um pouco.” A mãe televisiva, Christina Moore, apenas se despediu com um “Boa noite, doce Príncipe”, uma frase de “Hamlet”, de William Shakespeare. “O mundo vai ficar mais escuro sem sua luz brilhante”, completou. Por fim, a intérprete de Jessie, Debby Ryan, ficou sem palavras e simplesmente postou um vídeo de um discurso que Boyce fez em 2018, mostrando seu engajamento por um mundo melhor. Veja as homenagens abaixo. Ver essa foto no Instagram heartbroken Uma publicação compartilhada por PeytonList (@peytonlist) em 7 de Jul, 2019 às 10:49 PDT Ver essa foto no Instagram I don’t even know where to start… I am at a loss for words. I never thought in a million years I would be writing this. Cam, you were one of a kind. My heart will be forever broken. I am so happy that I got to spend almost everyday with you on set, you gave the best hugs. I wish I would have hugged you tighter when I saw you a couple of months ago. Thank you so much for being the big brother I never had… I am so distraught and I cannot stop crying! I love you so much… fly high ?? ?? Gods best Angel . #CameronBoyce Uma publicação compartilhada por s k a i (@skaijackson) em 7 de Jul, 2019 às 3:09 PDT Ver essa foto no Instagram ? I love you! #CameronBoyce Uma publicação compartilhada por s k a i (@skaijackson) em 7 de Jul, 2019 às 9:56 PDT Ver essa foto no Instagram Your timeline will be flooded with pics and videos of this amazing human! ? #CameronBoyce Uma publicação compartilhada por s k a i (@skaijackson) em 7 de Jul, 2019 às 12:07 PDT Ver essa foto no Instagram when life throws a huge curve-ball #CameronBoyce Uma publicação compartilhada por s k a i (@skaijackson) em 8 de Jul, 2019 às 6:30 PDT Ver essa foto no Instagram Our “Jessie” family has been devastated by the sad and untimely passing of our beloved Cameron Boyce. He always lit up a room when he entered-he was an extraordinarily talented actor, a selfless advocate with his charity work, and a loyal friend. Our hearts are heavy with sadness. If you want a small example of what Cameron’s spirit was like, watch this clip – and always remember that incredible boy who brought us so much joy. Uma publicação compartilhada por Kevin Chamberlin (@chamberlin.kevin) em 7 de Jul, 2019 às 9:30 PDT My family and I are devastated today, by the loss of our young and amazing friend, Cameron Boyce. Years before I was blessed to play his father on JESSIE, we were blessed to know him and his wonderful family at the elementary school our kids all attended together./1 — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 It was there we were introduced to his endless talent, kindness, and joy for living. At his very 1st talent show, little Cameron’s dancing lit up the stage, and left everyone on their feet, cheering . It was clear to all that he was destined to be the star he would soon become./2 — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 And yet, Cameron never carried himself with anything but kindness, humility, effortless grace, and great humor. Even as his star ascended with JESSIE, and he began to receive the type of fame that can change people, I never saw that change. Not even a little. /3 — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 It was a joy to work with him on JESSIE, as it was with all the wonderful young stars of that beloved show. They were as close as actual brothers and sisters to one another, and still are, and my heart breaks for them today. /4 — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 Our love and heartfelt prayers go out to them, and most especially, to the Boyce family. Your Cameron was a blessing to us, as he was to so many others in this world. May you feel the breadth of love being poured out for him today, and may God comfort you as you mourn./5 — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 Rest In Peace, Cameron. You will be dearly remembered, my friend, and you will be greatly missed.?/. — Charles Esten (@CharlesEsten) July 7, 2019 Ver essa foto no Instagram Good Night Sweet Prince. The world will forever be dimmer without your bright light. ?????? #cameronboyce #jessie Uma publicação compartilhada por Christina Moore (@ladychristinamoore) em 7 de Jul, 2019 às 9:41 PDT

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