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A atriz Joan Staley, que estrelou a série clássica "77 Sunset Strip" e namorou Elvis Presley no cinema, morreu no domingo passado (24/11), aos 79 anos.Nascida Joan McConchie, ela foi uma violinista talentosa na infância, o que lhe rendeu seu primeiro papel no cinema, uma figuração como violinista prodígio em "A Valsa do Imperador" (1948), aos oito anos de idade. A pequena participação chamou atenção dos produtores de TV, que a convidaram a aparecer em vários programas de variedades. Mas, ao fazer 18 anos, decidiu trocar de carreira, abandonando a música pela atuação - além de posar para a revista Playboy como "Miss Novembro".Em 1958, ela fez sua primeira de quatro participações na série "Perry Mason", seguida por pequenos papéis em várias séries de TV da época, como "Laramie", "Os Intocáveis", "Bonanza", "O Homem de Virgínia", e ainda menores em alguns filmes famosos, entre eles três produções estreladas por Dean Martin - o musical "Essa Loira Vale um Milhão" (1960), a versão original de "Onze Homens e um Segredo" (1960), também com Frank Sinatra, e a comédia "A Dama da Madrugada" (1961).Ela ainda foi uma das moradoras da irmandade universitária que contratou Jerry Lewis como zelador em "O Terror das Mulheres" (1961) e figurou nos clássicos absolutos "Bonequinha de Luxo" (1961), com Audrey Heburn, e "Círculo do Medo" (1962), com Robert Mitchum.Mas os papéis só começaram a se tornar relevantes após ela entrar em "77 Sunset Strip", em 1963, como nova secretária da agência dos detetives televisivos. Curiosamente, ela já tinha figurado na série, antes de ser integrada na 6ª e última temporada.Foi nessa época que Elvis cruzou sua vida. Assim que a série acabou, Joan participou de dois filmes do roqueiro, "Com Caipira Não se Brinca" e "Carrossel de Emoções", ambos lançados em 1964. E acabou se destacando no segundo, como a namorada negligenciada do cantor, que chega a lhe dar um tapa na cara.Depois disso, estrelou seus primeiros filmes como protagonista feminina: a comédia "O Fantasma e o Covarde" (1966), ao lado do humorista Don Knotts, e o western "Matar ou Cair" (1966), com o mocinho Audie Murphy. Infelizmente, uma queda de cavalo nas filmagens do derradeiro lhe deixou com uma lesão nas costas, que encurtou sua carreira.Joan Staley não fez mais filmes, mas estrelou os 32 capítulos da série de comédia "Broadside", spin-off de "A Marinha de McHale" centrada em uma unidade de marinheiras - como a sargento Roberta Love - , e teve papéis de destaque em episódios duplos das séries "Batman" e "Missão: Impossível", antes de sumir das telas no final dos anos 1960, por ocasião de seu segundo casamento - com um executivo da gravadora MCA-Universal.Após longo hiato, voltou a ser vista num episódio de "Dallas", seu último papel em 1982.

Filme,  Série|29 de novembro de 2019

Joan Staley (1940 – 2019)

A atriz Joan Staley, que estrelou a série clássica “77 Sunset Strip” e namorou Elvis Presley no cinema, morreu no domingo passado (24/11), aos 79 anos.

Nascida Joan McConchie, ela foi uma violinista talentosa na infância, o que lhe rendeu seu primeiro papel no cinema, uma figuração como violinista prodígio em “A Valsa do Imperador” (1948), aos oito anos de idade. A pequena participação chamou atenção dos produtores de TV, que a convidaram a aparecer em vários programas de variedades. Mas, ao fazer 18 anos, decidiu trocar de carreira, abandonando a música pela atuação – além de posar para a revista Playboy como “Miss Novembro”.

Em 1958, ela fez sua primeira de quatro participações na série “Perry Mason”, seguida por pequenos papéis em várias séries de TV da época, como “Laramie”, “Os Intocáveis”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia”, e ainda menores em alguns filmes famosos, entre eles três produções estreladas por Dean Martin – o musical “Essa Loira Vale um Milhão” (1960), a versão original de “Onze Homens e um Segredo” (1960), também com Frank Sinatra, e a comédia “A Dama da Madrugada” (1961).

Ela ainda foi uma das moradoras da irmandade universitária que contratou Jerry Lewis como zelador em “O Terror das Mulheres” (1961) e figurou nos clássicos absolutos “Bonequinha de Luxo” (1961), com Audrey Heburn, e “Círculo do Medo” (1962), com Robert Mitchum.

Mas os papéis só começaram a se tornar relevantes após ela entrar em “77 Sunset Strip”, em 1963, como nova secretária da agência dos detetives televisivos. Curiosamente, ela já tinha figurado na série, antes de ser integrada na 6ª e última temporada.

Foi nessa época que Elvis cruzou sua vida. Assim que a série acabou, Joan participou de dois filmes do roqueiro, “Com Caipira Não se Brinca” e “Carrossel de Emoções”, ambos lançados em 1964. E acabou se destacando no segundo, como a namorada negligenciada do cantor, que chega a lhe dar um tapa na cara.

Depois disso, estrelou seus primeiros filmes como protagonista feminina: a comédia “O Fantasma e o Covarde” (1966), ao lado do humorista Don Knotts, e o western “Matar ou Cair” (1966), com o mocinho Audie Murphy. Infelizmente, uma queda de cavalo nas filmagens do derradeiro lhe deixou com uma lesão nas costas, que encurtou sua carreira.

Joan Staley não fez mais filmes, mas estrelou os 32 capítulos da série de comédia “Broadside”, spin-off de “A Marinha de McHale” centrada em uma unidade de marinheiras – como a sargento Roberta Love – , e teve papéis de destaque em episódios duplos das séries “Batman” e “Missão: Impossível”, antes de sumir das telas no final dos anos 1960, por ocasião de seu segundo casamento – com um executivo da gravadora MCA-Universal.

Após longo hiato, voltou a ser vista num episódio de “Dallas”, seu último papel em 1982.

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Marcel Plasse

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna.

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