Warren Berlinger (1937 – 2020)
O veterano ator Warren Berlinger, que fez várias comédias desde a época de Elvis Presley, morreu na quarta-feira (2/12) num hospital de Valência, na Califórnia, aos 83 anos. Nascido no Brooklyn, Berlinger estreou ainda criança na Broadway, como parte do elenco da produção original de “Annie Get Your Gun”, de 1946, estrelada por Ethel Merman. Apaixonado pelo teatro, ele fez carreira em peças famosas, chegando a aparecer na versão cinematográfica de algumas delas. Sua estreia no cinema aconteceu justamente desta forma. Após atuar ao lado de sua futura esposa, Betty Lou Keim, na montagem da Broadway de “A Roomful of Roses”, os dois reprisaram seus papéis na adaptação da Fox, batizada de “Alma Rebelde”, que marcou seu debut nas telas em 1956. Ele também bisou outro papel marcante dos palcos no filme “Blue Jeans – O Que os Pais Desconhecem” (1959), uma história sobre adolescentes e aborto, que tinha lhe rendido o prêmio Theatre World em 1958. Sua carreira cinematográfica foi longa e repleta de comédias, incluindo “O Pior Calhambeque do Mundo” (1960), com Jack Lemmon, “Casa-te Comigo” (1961), com Pat Boone, “Uma Lourinha Adorável” (1965), com Patty Duke, “Minhas Três Noivas” (1966), com Elvis Presley, “Prometo… por Agora” (1976), com Elliot Gould, “Quem Não Corre, Voa” (1981), com Burt Reynolds, “O Mundo Segundo Garp” (1982), com Robin Williams, “Herói por Acidente” (1992), com Dustin Hoffman, e o famoso musical “The Wonders: O Sonho Não Acabou” (1996), com Tom Hanks. Entre as raras incursões dramáticas destacam-se o cultuado noir “Um Perigoso Adeus” (1973), dirigido pelo mestre Robert Altman, e uma adaptação do suspense mais célebre de Agatha Christie, “O Caso dos Dez Negrinhos” (1989). Berlinger ainda fez muitas participações em séries de televisão, mas poucos papéis fixos, como o irmão mais novo de Joey Bishop na sitcom “The Joey Bishop Show” (a partir de 1961) e um marujo da tripulação de “O Caso das Anáguas” (Operation Petticoat, 1978). Seu último trabalho foi uma aparição na 2ª temporada da série “Grace & Frankie”, disponibilizada em 2016 na Netflix. Ele foi casado com Keim de 1960 até a morte dela em janeiro de 2010, e eles tiveram quatro filhos, oito netos e um bisneto.
Hugh Keays-Byrne (1947 – 2020)
O ator Hugh Keays-Byrne, que viveu vilões famosos no primeiro e no último “Mad Max”, morreu pacificamente na manhã desta terça-feira (2/12), aos 73 anos, de acordo com seus representantes. Nascido em 1947 na Caxemira, Índia, Keays-Bryne deu início à carreira de ator na Austrália, onde, aos 20 anos, lançou-se em papéis na televisão local. Ele passou a trabalhar no cinema australiano em 1974, no filme “Stone” (1974), emblematicamente sobre gangues de motoqueiros, e se estabeleceu em filmes de ação com “Traficantes Audazes” (1975), “Marcado Para Morrer” (1976) e “Perigo em Alto-Mar” (1978). Mas foi mesmo sua aparição no primeiro “Mad Max” que o tornou conhecido em todo o mundo. Keays-Bryne interpretou Toecutter, o líder da gangue de motoqueiros do clássico de 1979 dirigido por George Miller. Teve um desempenho tão marcante que, 30 anos depois, Miller o convidou a retornar àquele universo como outro vilão: o decrépito Immortan Joe, de “Mad Max: Estrada da Fúria”. Na distopia de 2015, Immortan Joe liderava outra gangue de motoqueiros e motoristas malucos, que aterrorizavam a terra devastada da saga, controlando a água e escravizando mulheres para sua reprodução. Depois do primeiro “Mad Max”, o ator experimentou uma fase áurea na carreira, com participações no clássico “Onde Sonham as Formigas Verdes” (1984), do alemão Werner Herzog, da aventura “Burke e Wills” (1985), de Graeme Clifford, do drama “Kangaroo” (1986), de Tim Burstall, e da sci-fi “Juggers – Os Gladiadores do Futuro” (1989), de David Peoples. Mais recentemente, ele integrou o elenco da cultuada série sci-fi “Farscape” e do filme provocador “Beleza Adormecida” (2011), de Julia Leigh. “Mad Max: Estrada da Fúria” foi o último filme de sua carreira. Charlize Theron, que viveu Furiosa, líder da rebelião que destronou Immortan Joe no longa de George Miller, foi ao Twitter homenagear o ator. “É incrível você ter sido capaz de interpretar tão bem um senhor da guerra do mal, porque você era uma alma tão gentil e linda”, ela escreveu na rede social.
Roberto “Puck” Miranda (- 2020)
O ator Roberto “Puck” Miranda, que interpretou o personagem Cosme Méndez na novela “Rebelde”, morreu na sexta-feira passada (27/11) de causas ainda desconhecidas. A informação foi confirmada pela ANDA (Associação Nacional de Atores do México) no Twitter. O personagem de Miranda na novela mexicana era pai de Giovanni, um dos protagonistas da trama, interpretado por Christian Chávez. O colega de elenco lamentou morte do ator nas redes sociais, escrevendo: “Que Deus o tenha em sua glória”. Além de aparecer em “Rebelde”, Miranda também foi diretor teatral e participou de várias comédias, maioria bem picantes, no cinema mexicano desde os anos 1980. Um dos destaques de sua filmografia foi “La Chilindrina en Apuros” (1994), filme solo da Chilindrina (María Antonieta de las Nieves), conhecida no Brasil como a Chiquinha da série “Chaves”. Ele também teve papéis em “A Intrusa” e “Cúmplices de um Resgate”, novelas mexicanas exibidas com grande sucesso no Brasil. Seu último trabalho foi num produção bem diferente, o terror “Volverá El Povo a la Terra”, de Alejandro Soltero, lançado em 2017.
Abby Dalton (1932 – 2020)
A atriz Abby Dalton, que estrelou a série novelesca “Falcon Crest” nos anos 1980, morreu em 23 de novembro em Los Angeles após uma longa doença. Ela tinha 88 anos. Sua morte foi anunciada na segunda (30/11) por sua porta-voz Sue Procko. Nascida em Las Vegas, Dalton estreou no cinema em 1957, num filme do lendário cineasta e produtor Roger Corman, “Rock All Night”, como uma das frequentadoras de um bar beatnik mantidas como reféns de criminosos. Durante os anos seguintes, ela apareceu em vários outros filmes de Corman, incluindo “Mulher Sem Rumo” (1957), “Carnival Rock” (1957) e “Stakeout on Dope Street” (1958), além do cult de gangue feminina “Discípulas da Mal” (1958), de Paul Henreid. Ela acabou fazendo transição para a TV ao conseguir um papel importante na série de comédia naval “Hennesey”, em 1959, interpretando a namorada do protagonista, vivido por Jackie Cooper. O papel lhe rendeu uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em 1961. Quando o fim da série foi anunciado em 1962, ela foi escalada para viver a esposa de Joey Bishop na sitcom “The Joey Bishop Show”. Mas “Hennesey” ainda estava no ar quando a nova atração estreou, fazendo com que ela tivesse dois papéis simultâneos na TV americana. Sua segunda série acabou em 1965 e, depois disso, ela viveu a pistoleira Jane Calamidade no western “Respondendo à Bala” (1966) e passou muitos anos trabalhando como atriz convidada em outras atrações. Entre os muitos papéis de Dalton na TV incluem-se passagens por “Paladino do Oeste”, “O Homem do Rifle”, “Maverick”, “Couro Cru”, “Meus 3 Filhos”, “Nanny”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “O Barco do Amor”, “Os Waltons” e “Os Novos Centuriões”. Conhecida por seu humor excêntrico, a atriz também se destacou em participações em diversos game shows dos anos 1970, incluindo “Hollywood Squares”, “Match Game” e “Super Password”, mas foi sua escalação em “Falcon Crest” que lhe deu sua maior exposição. Em 1981, ela conseguiu o papel de Julia Cumson, contracenando com Jane Wyman, no piloto da atração, e permaneceu no programa até a 5ª temporada, em 1986.
Homem tenta roubar capacete original de Darth Vader
O capacete original de Darth Vader, usado nas filmagens de “Guerra nas Estrelas”, o “Star Wars” original, de 1977, sofreu uma tentativa de roubo na última segunda-feira (22/11). Um homem invadiu a sede da produtora Bad Robot, em Santa Monica, na Califórnia, onde se encontrava o objeto. O detalhe é que ele foi capturado pelas câmeras de segurança da produtora do cineasta J.J. Abrams, que dirigiu dois dos mais recentes filmes da franquia, “Star Wars: O Despertar da Força” e “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Graças a isso, a polícia conseguiu identificá-lo e recuperar o fruto do roubo, que incluiu vários outros itens de colecionador de Abrams. Segundo disse a polícia ao TMZ, o criminoso tem 38 anos, chama-se Frank Hebert e foi gravado invadindo o prédio pelo telhado e saindo pela porta da frente com um carrinho de compras lotado de suvenires e objetos de cena da saga “Star Wars”. Ele não conseguiu ir muito longe, sendo capturado poucos minutos depois, em uma rua próxima ao prédio. O capacete e a máscara usada por Darth Vader em “O Império Contra-Ataca”, de 1980, foram recentemente vendidos em um leilão por US$ 900 mil. A notícia do roubo tornou-se pública na mesma semana da morte do ator David Prowse, que viveu Vader na trilogia original de “Star Wars”. Ele faleceu no sábado, aos 85 anos, após contrair covid-19.
David Prowse, intérprete de Darth Vader, morreu de covid-19
A filha de David Prowse, intérprete do icônico vilão Darth Vader, na saga “Star Wars”, revelou que o ator britânico morreu de complicações de covid-19. Prowse faleceu no último sábado (28/11), em Londres, no Reino Unido, aos 85 anos, mas a causa da morte não tinha sido noticiada na ocasião. Só mais tarde sua filha Rachel contou detalhes dos últimos dias do ator, em depoimento para o jornal britânico The Sun, revelando que ele morreu duas semanas após testar positivo para o coronavírus e ser internado em Londres. “É horrível que as restrições da covid-19 também tenham impedido a gente de se despedir dele”, afirmou Rachel na breve entrevista ao jornal. Ela também revelou que Prowse tinha diagnóstico de Alzheimer. Ainda assim, ressaltou que a enfermeira que cuidou de seu pai lhe disse o quanto ele era um “cara legal” e afirmou que ele “teria amado se ver viralizando no Twitter”.
Sean Connery morreu de pneumonia, problemas cardíacos e “velhice”
A causa oficial da morte de Sean Connery foi pneumonia, problemas cardíacos e “velhice”, segundo seu atestado de óbito. A lenda da atuação morreu em 31 de outubro em sua casa nas Bahamas, de 90 anos, de acordo com o atestado de óbito obtido pelo site TMZ. O documento também lista sua profissão como “ator aposentado”. O certificado diz que Connery cita “pneumonia, insuficiência respiratória, velhice [e] fibrilação atrial” como razões de sua morte. A última condição pode levar a coágulos sanguíneos, derrames e insuficiência cardíaca. A esposa de Connery por 45 anos, Micheline Roquebrune, também revelou, por ocasião de sua morte, que Connery travou uma longa batalha contra a demência e “foi em paz”. Primeiro intérprete do agente James Bond no cinema, ele viveu o espião em sete filmes e foi nomeado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II em 2000. Seu último papel no cinema foi no filme “A Liga Extraordinária”, de 2003, mas ele ainda continuou aceitando trabalhos de dublagem após se dizer aposentado, como no game “James Bond 007: From Russia with Love” de 2005, baseado no filme “Moscou Contra 007”, que ele estrelou em 1963.
Marvel muda abertura de Pantera Negra em homenagem a Chadwick Boseman
A Disney e a Marvel Studios prestaram uma homenagem especial a Chadwick Boseman neste domingo (29/11), dia em que o falecido ator completaria 44 anos. Uma nova versão do filme “Pantera Negra” foi disponibilizada na plataforma Disney+ (Disney Plus) com créditos especiais de abertura. Em vez das conhecidas imagens de diversos quadrinhos, que aparecem junto do logotipo do estúdio no começo de todos os filmes da Marvel, agora aparecem diversas cenas de Boseman como o Rei T’Challa, também conhecido como Pantera Negra. Com cerca de 30 segundos de duração, os novos créditos terminam com o tradicional logotipo da Marvel Studios. A mudança foi anunciada pelo próprio presidente da Disney, Bob Iger. “A todos os fãs de ‘Pantera Negra’: assistam ao filme no Disney+ (Disney Plus) no final da noite para uma homenagem especial a alguém que foi e sempre será próximo e querido aos nossos corações”, disse Iger no sábado. A montagem também foi disponibilizada nas redes sociais da Marvel, acompanhada pela mensagem “Longa vida ao Rei. #WakandaForever”. Boseman morreu no final de agosto, aos 43 anos, de câncer de cólon. Ele tinha escondido a doença do público e também dos envolvidos na produção de seus filmes, fazendo com que sua morte fosse um grande choque para todos. Long live the King. #WakandaForever pic.twitter.com/FHiJDVQ3NS — Marvel Studios (@MarvelStudios) November 29, 2020
George Lucas diz que David Prowse fez Darth Vader “saltar das páginas” para o cinema
George Lucas divulgou um comunicado lamentando a morte de David Prowse, o homem por trás da máscara de Darth Vader. O inglês imponente, que interpretou Vader na trilogia original de “Star Wars”, faleceu na manhã de sábado (28/11) após uma curta doença. Ele tinha 85 anos. Embora James Earl Jones tenha dado ao personagem sua voz icônica, foi o ator-fisiculturista quem vestiu o lendário traje do vilão criado por Lucas nos três filmes em que simbolizou o lado negro da Força. “David trouxe uma fisicalidade para Darth Vader que era essencial para o personagem”, disse o diretor e roteirista. “Ele fez Vader saltar das páginas e ir para a tela grande, com uma estatura imponente e desempenho de movimento para combinar com a intensidade e forte presença de Vader.” “David estava pronto para tudo e contribuiu para o sucesso do que se tornaria uma figura memorável e trágica. Que ele descanse em paz”, completou Lucas. Mark Hamill também compartilhou sua tristeza pela morte do ícone de “Star Wars”, que interpretou seu pai nas telas. “É muito triste ouvir que David Prowse faleceu. Ele era um homem gentil e muito mais do que Darth Vader. Ator, marido, pai, membro da Ordem do Império Britânico, três vezes campeão britânico de levantamento de peso e ícone da segurança no trânsito com o super-herói Green Cross Code Man”, listou o ator. “Ele amava seus fãs tanto quanto era amado por ele”, finalizou.
David Prowse (1935 – 2020)
O ator e fisiculturista David Prowse, que interpretou o personagem Darth Vader na primeira trilogia de “Star Wars”, morreu no sábado (28/11) aos 85 anos, de causa não divulgada. Prowse se destacou como fisiculturista nos anos 1970 e foi seu porte físico imponente que levou o diretor George Lucas a escalá-lo para seu filme. Curiosamente, o cineasta tinha pensado nele para o papel de Chewbacca, mas logo mudou de ideia, levando-o a viver o grande vilão da franquia. Por ter um sotaque britânico muito forte, Prowse foi dublado pelo ator James Earl Jones no papel. Foi uma grande frustração para Prowse ter sua voz apagada no filme, porque seu papel mais famoso até então, Julian, em “Laranja Mecânica” (1971), praticamente não falava em cena. Ao longo da carreira, ele se especializou em viver monstros. Prowse estreou no cinema na comédia “Cassino Royale” (1967), uma paródia dos filmes de James Bond, em que viveu a criatura de Frankenstein, personagem que voltou a viver em “Frankenstein e o Monstro do Inferno” (1974). Ainda foi o Homem Forte em “O Circo dos Vampiros” (1972), um minotauro na série “Doctor Who”, um androide num arco de “Os Seres do Amanhã” (The Tomorrow People), um alienígena feito de nuvens num episódio de “Espaço: 1999” (Space: 1999) e um carrasco em “Criaturas que o Tempo Esqueceu”(1977). Mas também viveu um super-herói numa campanha de trânsito do Reino Unido, o Green Cross Code Man. Quando o primeiro “Star Wars”, então conhecido como “Guerra nas Estrelas”, chegou aos cinemas em 1977, muitos acreditavam que James Earl Jones era quem vivia o vilão, para aumentar a frustração de Prowse. Mas o sucesso da produção foi tamanha, que todos os detalhes de seus bastidores acabaram esmiuçados pelos fãs, dando enfim o reconhecimento que ele sempre buscou. Ele acabou se consagrando como o intérprete de Darth Vader, um dos vilões mais famosos da história do cinema. Prowse voltou a representar a encarnação do lado negro da Força em “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983). Mas continuou ligado ao personagem anos após a trilogia original. Pode-se dizer que ele continuou sendo Vader pelo resto de sua vida, participando de convenções e até mesmo de um filme de fãs, “Saving Star Wars” (2004). Mesmo assim, segundo rumores, teria rompido com a saga em 2010, quando se desentendeu com o diretor George Lucas. Mark Hamill, que deu vida a Luke Skywalker na primeira trilogia de Star Wars, prestou homenagens a Prowse com uma publicação no Twitter. “É muito triste ouvir que David Prowse faleceu. Ele era um homem gentil e muito mais do que Darth Vader. Ator, marido, pai, membro da Ordem do Império Britânico, três vezes campeão britânico de levantamento de peso e ícone da segurança no trânsito com o super-herói Green Cross Code Man”, listou o ator. “Ele amava seus fãs tanto quanto era amado por ele”, finalizou. Anthony Daniels, intérprete do robô C-3PO, também deixou sua mensagem no Twitter. “A figura icônica de David dominou o filme em 1977 e vem dominando desde então. E seguirá fazendo isso”, escreveu.
Daria Nicolodi (1950–2020)
A atriz italiana Daria Nicolodi morreu nesta quinta (26/11) aos 70 anos. A informação foi confirmada pela sua filha, Asia Argento. A causa da morte não foi divulgada. “Descanse em paz, amada mãe”, escreveu Argento no Instagram junto com fotos dos dois. “Agora você pode voar livre com seu grande espírito e não terá que sofrer mais. Tentarei continuar por seus amados netos e especialmente por você que nunca iria querer me ver tão triste.” “Mesmo sem você, eu sinto falta do chão sob meus pés e sinto que perdi meu único verdadeiro ponto de referência. Estou perto de todos aqueles que a conheceram e a amaram. Sempre serei sua Ária, Daria.” Nicolodi nasceu em 1950, em Florença, na Itália e estreou no cinema aos 20 anos, no filme de guerra “A Vontade de um General” (1970). Seu começo de carreira foi marcado por clássicos como “Salomé” (1972), uma versão psicodélica da história bíblica, e a comédia “A Propriedade Não é Mais um Roubo” (1973), de Elio Petri. Em 1975, ela estrelou “Prelúdio Para Matar”, um dos melhores giallos do diretor Dario Argento. Os dois iniciaram um romance nos bastidores da produção e Asia Argento nasceu três meses depois de o filme chegar aos cinemas. A relação teve várias idas e vindas, que se refletiram no prazer quase sádico de Argento de matar a atriz de forma brutal em seus filmes. A parceria entre o casal se estendeu a mais seis filmes de terror: “Suspiria” (1977), “A Mansão do Inferno” (1980), “Tenebre” (1982), “Phenomena” (1985), “Terror na Ópera” (1987) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007), onde contracenou com a filha. O gênero acabou marcando a carreira de Nicolodi, que também estrelou “Schock” (1977), último filme do mestre italiano do gênero Mario Bava, além de títulos como “Paganini Horror” (1989), de Luigi Cozzi, e “A Filha do Demônio” (1991), de Michele Soavi. Ela também foi dirigida pela filha em “Scarlet Diva” (2000), primeiro longa de Asia Argento como cineasta. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por asiaargento (@asiaargento)
Kambuzia Partovi (1956 – 2020)
O cineasta Kambuzia Partovi, roteirista do único filme iraniano premiado com um Leão de Ouro no Festival de Veneza, morreu nesta terça (24/11) aos 65 anos de covid-19, anunciou o órgão de cinema do Irã. Chamado de um dos “cineastas mais influentes do cinema infantil iraniano”, ele morreu no hospital Dey de Teerã aos 64 anos, disse a fundação Farabi em uma mensagem de condolências em seu site. Nascido em Rasht, no norte do Irã, Partovi começou sua carreira como diretor na década de 1987 com o média-metragem “Eynak”, que foi seguido um ano depois por seu primeiro longa, “Mahi” (“O Peixe”), premiado com um troféu especial da UNICEF no Festival de Berlim. Ele rapidamente se tornou uma figura importante do cinema iraniano, mas não se limitou ao gênero infantil do começo da sua carreira. Ao todo, dirigiu 10 filmes, mas também se projetou como roteirista, ao trabalhar com vários cineastas iranianos de renome, como Abbas Kiarostami, Jafar Panahi e Majid Majidi. Uma de suas parcerias mais celebradas foi “Cortinas Fechadas” (2013), que ele codirigiu com Panahi. No filme premiado no Festival de Berlim, Partovi também atuou como protagonista, vivendo praticamente a si mesmo: um roteirista se esconde do mundo em uma casa de praia, tendo apenas seu cachorro clandestino (proibido de morar no local) como companhia. A tranquilidade é quebrada abruptamente pela chegada de uma jovem que se diz em fuga das autoridades. Ela se recusa a sair e faz muitas perguntas sobre a vida do escritor, despertando-lhe a paranoia. Além de filmes de arte, consagrados pela crítica, ele também escreveu o roteiro do filme épico “Muhammad”, de 2015, que foi o mais caro da história do cinema iraniano. Apesar de realizado com a chancela do governo islâmico do país, este filme biográfico, que retrata a infância do profeta Maomé, foi criticado como um “ato hostil” e uma “distorção do islã” pelo clérigo máximo da Arábia Saudita, rival regional do Irã. Seu roteiro de maior projeção também criou polêmica entre conservadores islâmicos, ao abordar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres iranianas. Lançado em 2000, “O Círculo”, dirigido por Jafar Panahi, foi consagrado pela crítica mundial e se tornou o único filme iraniano a ganhar o Leão de Ouro de Melhor Filme no prestigioso festival de cinema de Veneza – além de mais cinco troféus, incluindo o Prêmio da Crítica. Seu último trabalho foi “Kamion”, que ele escreveu e dirigiu há dois anos, sobre uma mulher e seus filhos em fuga do Estado do Islã. O longa também lhe rendeu seu último prêmio, como Melhor Roteiro no Festival Fajr. Foi a quarta vez que seus roteiros ganharam reconhecimento no festival de Teerã, o que tornou Partovi o maior vencedor da categoria entre seus pares.
Morre o pai de Zezé Di Camargo e Luciano, que inspirou o filme 2 Filhos de Francisco
O pai de Zezé Di Camargo e Luciano, Francisco José de Camargo, morreu na noite de segunda (23/11), em um hospital de Goiânia, aos 83 anos. Seu Francisco foi o grande incentivador da dupla e previu o sucesso dos filhos, esforçando-se para isso acontecer, apesar das condições humildes. Essa história inspiradora acabou virando o filme “2 Filhos de Francisco”, um dos maiores sucessos do cinema brasileiro em todos os tempos. O filme dramático de Breno Silveira também tornou conhecida a história trágica da família, contando como Francisco deu a Zezé uma sanfona quando ele ainda era menino e o encorajou a cantar com o irmão mais novo, Emival. Os dois filhos de Francisco formaram a dupla Camargo e Camarguinho, mas Emival morreu de forma precoce, em um acidente de carro, levando Zezé a parar de tocar a sanfona que ganhou do pai. O sucesso acabou vindo ao lado de outro irmão, Welson, que o grande público conhece como Luciano. Mas para que esse sucesso acontecesse, Francisco, que trabalhava com construção civil, gastou todo o dinheiro que tinha em fichas telefônicas, para ligar para a rádio da sua cidade para pedir a música “É o Amor”, primeiro hit da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Com o lançamento de “2 Filhos de Francisco”, Seu Francisco, que foi interpretado pelo ator Ângelo Antônio, brincou que estava fazendo tanto sucesso quanto os filhos mais famosos. Em entrevista ao UOL, Ângelo disse que Francisco demorou a entender que ia virar filme. “A primeira vez que a gente se encontrou, ele questionou o Luciano: ‘Esse rapaz é um repórter? Ele pergunta tanto’. Demorou um pouco para cair a ficha que ele seria personagem do filme”. O ator contou que passou uma semana na casa da família em Goiânia e pode conhecer melhor Francisco. “A força da alegria dele era contagiante, a coragem e persistência, o Brasil inteiro viu como ele era e como ensinou os filhos a ser”, descreveu. “Foi um momento especial, um encontro histórico que marcou para sempre por conta de muito carinho da parte dele. Desejo que ele esteja em um lugar de muita luz e muita força para a família toda”, concluiu. Nos últimos anos, Seu Francisco vinha enfrentando problemas de saúde, como um enfisema pulmonar, chegando a ficar internado. Ao deixar o hospital, no início do ano, em uma cadeira de rodas, passeou pela fazenda da família que Zezé havia acabado de reformar. Só uma coisa o deixava triste: as brigas entre os filhos. Numa entrevista para o programa “Conexão Repórter”, da Globo, ele chegou a proibir que Zezé e Luciano se separassem. “Eles têm que esperar eu morrer para depois se separarem. A coisa mais gostosa é escutar o disco deles dentro do meu carro. Não escuto disco de ninguém. Só dos meus filhos”, disse o pai orgulhoso. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Zezé Di Camargo (@zezedicamargo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Camargo (@camargoluciano)












