Morte da atriz de O Chamado preocupa governo do Japão
A morte de Yuko Takeuchi, atriz do primeiro filme da franquia original de “O Chamado” e bastante popular no Japão, preocupou o governo do país, a ponto de lançar um alerta sobre o crescimento no número de suicídios nos últimos meses. Takeuchi foi encontrada morta na madrugada de domingo (27/9) pelo marido, em sua residência em Tóquio. De acordo com o jornal The Japan Times, a polícia está tratando o caso como um aparente suicídio. Poucos dias antes, a atriz Sei Ashina também morreu por suicídio aos 36 anos. Além disso, o ator Haruma Miura se matou em julho, com apenas 30 anos, e a estrela de reality show Hana Kimura em maio passado. Dados do governo japonês informam que, só no mês de agosto, houve um crescimento de cerca de 15% de suicídios no país em relação ao mesmo período no ano anterior. “Houve um aumento no número de suicídios desde julho. Temos que levar em consideração o fato de que há muitas pessoas terminando com suas vidas preciosas”, afirmou Katsunobu Kato, porta-voz do governo, que também já ocupou o cargo de Ministro da Saúde. Em comunicado oficial, Kato também fez questão de apontar o papel da pandemia do coronavírus como responsável por gerar um clima de angústia crescente, principalmente por carência de contato humano e seu impacto na saúde mental das pessoas. Para evitar uma epidemia de suicídios, foram colocadas a disposição mais linhas telefônicas para atendimento de prevenção ao suicídio.
Chadwick Boseman quis ganhar menos para Sienna Miller ser bem paga em Crime sem Saída
A atriz Sienna Miller fez uma revelação sobre Chadwick Boseman nesta segunda (28/9), que mostra porque o ator falecido no mês passado era tão querido e respeitado pelos colegas, cineastas e produtores em Hollywood. Miller contou que Boseman usou parte de seu próprio salário para pagar o cachê que ela recebeu no filme “Crime sem Saída”, lançado no ano passado, depois que “pediu um número que o estúdio não iria pagar”, porque era mulher. A revelação foi feita em uma entrevista feita para a revista Empire como parte de uma edição dedicada inteiramente à vida de Boseman dentro e fora das telas. Durante a entrevista, Miller expressou hesitação em revelar as medidas tomadas por Boseman para aumentar seu salário no projeto, mas disse que finalmente decidiu compartilhá-lo publicamente como “uma prova de quem ele era”. “Este foi um filme de grande orçamento e sei que todo mundo entende a disparidade salarial em Hollywood, mas pedi um número que o estúdio não iria pagar”, contou Miller. “E porque estava hesitante em voltar para trabalhar, minha filha estava entrando na escola e era um momento inconveniente, eu disse: ‘Só vou fazer se for recompensada da maneira certa’. E Chadwick acabou doando parte de seu salário para me pagar o número que eu havia pedido. Ele disse que era isso mesmo que eu merecia receber.” Miller prosseguiu dizendo que Boseman disse a ela, sem “ostentação”, que ela receberia o que valia. A atriz contou que o ato de Boseman foi “a coisa mais surpreendente que já experimentei”, antes de enfatizar que “esse tipo de coisa simplesmente não acontece”. Embora reconheça que não havia falado publicamente sobre como Boseman a ajudara, ela disse que havia compartilhado isso em particular entre seu círculo de amigos atores. “É simplesmente incompreensível imaginar outro homem naquela cidade se comportando de maneira tão graciosa ou respeitosa”, disse Miller. “Depois disso, contei essa história a outros atores meus amigos do sexo masculino e todos eles ficaram muito quietos e, ao voltarem para casa, provavelmente tiveram que sentar e pensar sobre as coisas por um tempo.” Miller também explicou como seu ex-colega de elenco, que morreu em agosto de câncer de cólon, foi fundamental para ela se juntar ao elenco. Boseman não apenas estrelou o thriller de ação de 2019, mas também atuou como produtor ao lado de seus colaboradores da Marvel, os cineastas Anthony e Joe Russo, e “foi muito decisivo para me convencer a fazer o filme”. “Ele era um fã do meu trabalho, o que era emocionante, porque era retribuído da minha parte, dez vezes mais. Então ele me procurou para fazer isso, ele me ofereceu este filme e foi em um momento em que eu realmente não queria trabalhar. Estava trabalhando sem parar e estava exausta, mas queria trabalhar com ele. ” Durante a exibição do filme na imprensa no ano passado, Boseman também compartilhou que o papel de Miller, Frankie, não estava originalmente programado para ser interpretado por uma mulher. “Esses personagens foram completamente mudados”, disse Boseman ao site Cinemablend. “Na verdade, Frankie era um homem.” Boseman disse que, como o diretor Brian Kirk estava aberto a mudanças que acabariam por servir tanto aos personagens quanto à história, eles puderam escalar Miller para o papel.
Goran Paskaljević (1947 – 2020)
O diretor sérvio Goran Paskaljević, que realizou 18 filmes, incluindo os premiados “Tango Argentino” e “Barril de Pólvora”, morreu na sexta-feira (25/9) em Paris, de câncer de pulmão, aos 73 anos. A doença não o impediu de terminar seu último filme, “Nonostante la Nebbia”, que foi rodado na Itália no ano passado. Nascido em Belgrado em 22 de abril de 1947, Paskaljević estudou cinema na Tchecoslováquia na ilustre escola FAMU durante a primavera de Praga. Lá, ele fez seus primeiros curtas-metragens, enfrentando a censura comunista por seus temas de compaixão pelos desprezados pelo sistema. Após a invasão soviética em Praga, em 1968, ele teve a carreira interrompida e retornou à então Iugoslávia, só lançando seu primeiro longa oito anos depois, o drama “Beach Guard in Winter” (1976), que competiu em Berlim e lhe renceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema de Pula. A obra foi co-escrita por Gordan Mihić, que se tornou seu parceiro de roteiro de longa data. Os filmes de Paskaljević geralmente traçavam a vida de pessoas comuns em circunstâncias dramáticas e se tornaram sucessos no circuito dos festivais internacionais. Quatro de seus filmes tiverem première em Cannes: “Special Treatment” (1980), “Guardian Angel” (1987), “Time of Miracles” (1989) e seu único filme ambientado nos EUA, “Someone Else’s America” (1995). E “Tango Argentina” (1992) ganhou o prêmio do público em Veneza. Com o tempo, o humor gentil de seus primeiros trabalhos deu lugar à ironia e tragédia sombrias, mas sempre de forma a defender os oprimidos, fossem crianças, deficientes, judeus, ciganos ou imigrantes. Embora ele sempre tenha se negado a se definir como um cineasta político, ele também admitiu que “não se pode evitar a política”, e repetidamente seus trabalhos e entrevistas irritaram os nacionalistas da antiga Iugoslávia. Com o desmembramento do país e a onda crescente de nacionalismo na Sérvia, Paskaljević e sua esposa, Christine Gentet-Paskaljević, mudaram-se para Paris em 1992 e ele tornou-se um cidadão francês. Ele só voltou para casa em 1998 para filmar o memorável “Barril de Pólvora”, que capturou a violência nas ruas de Belgrado e venceu o prêmio da crítica em Veneza e no European Film Awards. Seus filmes posteriores, muitos dos quais ele mesmo escreveu, dirigiu e produziu, mantiveram o padrão elevado, com destaque para a produção irlandesa “How Harry Became a Tree” (2001) e o alegórico “Midwinter Night’s Dream” (2004), que criticou corajosamente o papel da Sérvia na guerra dos Balcãs. Entre seus filmes finais estão “When Day Breaks” (2012), em que um professor judeu aprende sobre seu passado, e “Land of the Gods” (2016), ambientado na Índia. Assim como o derradeiro longa, “Nonostante la Nebbia”, todos tiveram première no Festival de Valladolid, na Espanha.
Yuko Takeuchi (1980 – 2020)
A atriz Yuko Takeuchi, que estrelou o primeiro filme da franquia japonesa “O Chamado” e a série “Miss Sherlock”, foi encontrada morta na manhã deste domingo (27/9) em sua residência em Tóquio aos 40 anos. O marido de Takeuchi, o também ator Taiki Nakabayashi (“Strawberry Night Saga”), teria encontrado a atriz em seu quarto por volta das 2 da manhã, de acordo com o jornal The Japan Times. A polícia está tratando o caso como um aparente suicídio. Takeuchi era bastante conhecida no Japão por sua variedade de trabalhos no cinema e na televisão. Ela fez sua estreia no cinema com 18 anos com dois filmes lançados em 1998. Um deles foi o longa que lançou a franquia internacional de terror “O Chamado” (“Ringu”, em japonês), que ganhou remake nos EUA em 2002 e até hoje segue rendendo continuações e reboots. No longa original, de Hideo Nakata, Takeuchi viveu a primeira vítima da maldição de Sadako (transformada em Samara nos EUA). O sucesso do filme ajudou a estabelecer sua carreira, que seguiu com várias séries e filmes, a maioria com tramas românticas. O reconhecimento não tardou. Suas performances em “Yomigaeri” (2003), “Be With You” (2004) e “Spring Snow” (2005) foi indicadas a três troféus consecutivos de Melhor Atriz da Academia Japonesa de Cinema. Ela também concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por “Cape Nostalgia” (2012). Mais recentemente, Takeuchi voltou ao terror com um dos principais papéis de “Creepy” (2016), do mestre do J-horror Kiyoshi Kurosawa, premiado no Fantasia Film Festival, no Canadá, e se projetou ainda mais como a personagem-título de “Miss Sherlock”, série de 2018 da HBO Asia sobre uma versão feminina de Sherlock Holmes, que foi exportada para o mundo todo. Seu último filme, “The Confidence Man JP: Princess” era segundo longo de uma franquia iniciada em 2019 e foi lançado em julho passado. Ela também tinha se tornado mãe pela segunda vez em janeiro deste ano. Os sobreviventes incluem seu marido e dois filhos.
Chadwick Boseman ganha mural na Disneylândia
A Disney prestou uma homenagem ao ator Chadwick Boseman, falecido em agosto passado, com um mural num centro de compras da Disneylândia na Califórnia. O departamento de design da companhia, Walt Disney Imagineering, postou a arte em seu perfil no Instagram. O desenho mostra Boseman fazendo a saudação de “Wakanda forever” para um fã mirim, que o imita com uma máscara do herói Pantera Negra. O artista responsável, Nikkolas Smith (que faz parte da equipe de “Space Jam: O Novo Legado”), também publicou imagens do mural em seu Instagram pessoal. Confira abaixo. O ator morreu no dia 28 de agosto após uma longa batalha contra um câncer de colón, que ele mantinha em segredo apesar de ter sido diagnosticado em 2016. No mesmo ano, ele fez sua estreia no Universo Marvel, no filme “Capitão América: Guerra Civil”. Diante do sucesso de “Pantera Negra” em 2018, Boseman fazia planos para iniciar a preparação para o segundo filme da franquia, mas após sua morte a Marvel ainda não se manifestou sobre a continuação, que voltaria a ser escrita e dirigida por Ryan Coogler. Ver essa foto no Instagram Earlier today, concept artist @Nikkolas_Smith was among the first to see his artwork, “King Chad,” displayed in #DowntownDisney. The art installation pays tribute to ‘Black Panther’ star Chadwick Boseman with the inscription: “As a former Disney Imagineer, I had the honor of working on a major children's hospital initiative and Avengers Campus as my final two assignments. Seeing Chadwick's heart for people in-person, and later discovering his courageous battle with cancer, I was inspired to create this tribute to honor his life and legacy. To us, he was and will always be T'Challa. Long Live The King.” Uma publicação compartilhada por Walt Disney Imagineering (@waltdisneyimagineering) em 24 de Set, 2020 às 10:39 PDT Ver essa foto no Instagram This one is special. My King Chad tribute is now on a wall on display at Downtown Disney. 🐾 It is a full circle moment for me: my final two projects as a Disney Imagineer last summer were working on the Children’s Hospital project and the Avengers Campus. To millions of kids, T'Challa was a legend larger than life, and there was no one more worthy to fill those shoes than Chadwick Boseman. I'm so thankful to be able to honor Chadwick's life and purpose in this way. I am grateful to the Disney family for being so supportive of my journey as an artist. @waltdisneyimagineering @disney @marvelstudios @disneyland 🐾✨ #LongLiveTheKing #KingChad #WakandaForever #Phambili #DowntownDisney #BlackPanther #ChadwickBoseman #RIPChadwick #WDI Uma publicação compartilhada por Nikkolas Smith (@nikkolas_smith) em 24 de Set, 2020 às 10:01 PDT
Mãe de Sylvester Stallone morre aos 98 anos
A mãe do ator Sylvester Stallone, Jacqueline Frances Stallone, morreu na noite de segunda (21/9) de causas não reveladas. Ela completaria 99 anos em novembro. Jackie Stallone, como era conhecida, fez carreira como astróloga e também trabalhou como dançarina e promoter de luta livre feminina. Ela foi uma das idealizadores do programa “G.L.O.W.”, que inspirou a série homônima da Netflix. No Brasil, o programa de luta entre modelos e atrizes aspirantes foi exibido no SBT com o título de “Luta Livre de Mulheres”. Ela também atuou no filme “Garotas do Outro Mundo” (1993) e participou de temporadas do “Celebrity Big Brother”, no Reino Unido. Além disso, era muito ativa nas redes sociais, postando fotos e vídeos de seu dia a dia, com destaque para a malhação na academia. Além de Sylvester, ela era mãe do cantor Frank Stallone e da atriz Toni D’Alto, que morreu em 2012, aos 48 anos, vítima de um câncer de pulmão. “Ela morreu enquanto dormia, como desejava”, escreveu Frank Stallone nas redes sociais.
Michael Lonsdale (1931 – 2020)
O ator Michael Lonsdale, que ficou conhecido como o herói de “O Dia do Chacal” e o vilão de “007 Contra o Foguete da Morte”, morreu nesta segunda-feira (21/8) em sua casa em Paris aos 89 anos, após uma carreira de seis décadas. Filho de pai britânico e mãe francesa, Lonsdale cresceu em Londres e no Marrocos, onde descobriu o cinema de Hollywood em sessões com as tropas americanas durante a 2ª Guerra Mundial, mas só foi se dedicar às artes ao regressar a Paris em 1947, por influência de seu tio Marcel Arland, diretor da revista literária NRF. Ele estreou no teatro aos 24 anos e logo se mostrou interessado por experiências radicais, em adaptações de Eugène Ionesco e em parcerias com Marguerite Duras. A estreia no cinema aconteceu em 1956, sob o nome Michel Lonsdale. Ele participou de várias produções francesas até sofrer sua metamorfose, virando Michael ao ser escalado por Orson Welles em “O Processo” (1962), adaptação do célebre texto de Kafka rodada na França com Anthony Perkins e Jeanne Moreau. Dois anos depois, voltou a ser dirigido na França por outro mestre de Hollywood, Fred Zinnemann, no drama de guerra “A Voz do Sangue” (1964). Mas apesar da experiência com dois dos maiores cineastas hollywoodianos, decidiu retomar o nome Michel e mergulhar no cinema de arte francês, atuando em clássicos da nouvelle vague como “A Noiva Estava de Preto” (1968) e “Beijos Proibidos” (1968), ambos de François Truffaut, “Sopro no Coração” (1971), de Louis Malle, e “Não me Toque” (1971) e “Out 1: Spectre” (1972), os dois de Jacques Rivette. Entretanto, Fred Zinnemann não o esqueceu e se tornou responsável por introduzi-lo no cinema britânico, ao lhe dar um papel de destaque na adaptação do thriller “O Dia do Chacal” (1973), como o obstinado detetive Lebel, que enfrentou o vilão Carlos Chacal. Ele chegou a ser indicado ao BAFTA (o Oscar britânico), mas não foi desta vez que voltou a ser Michael, permanecendo no cinema francês com papéis em “Deslizamentos Progressivos do Prazer” (1974), de Alain Robbe-Grillet, e “O Fantasma da Liberdade” (1974), de Luis Buñuel, onde chegou a mostrar seu traseiro em cenas sadomasoquistas, pelo “amor à arte”. Paralelamente, aprofundou sua relação com a escritora Marguerite Duras, estrelando quatro filmes que ela dirigiu: “Destruir, Disse Ela” (1969), “Amarelo o Sol” (1971) e “India Song” (1975), onde se destacou como um vice-cônsul torturado, repetindo o papel em “Son Nom de Venise dans Calcutta Désert” (1976). No mesmo ano de “India Song”, que o projetou como protagonista, Lonsdale estrelou o clássico “Sessão Especial de Justiça” (1975), de Costa-Gravas, cuja denúncia do sistema penal à serviço de governos corruptos (no caso, da França ocupada por nazistas) rendeu discussões acaloradas – assim como censura – em vários países. A repercussão do filme de Costa-Gravas o projetou para além da França, levando-o a trabalhar com o inglês Joseph Losey (“Galileu”, “A Inglesa Romântica” e “Cidadão Klein”) e o austríaco Peter Handke (“A Mulher Canhota”), o que o colocou no radar dos produtores da franquia “007”. Em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), Lonsdale viveu o diabólico Drax, um industrial bilionário e pianista, que pretendia envenenar a população da Terra e, em seguida, repovoar o planeta com alguns escolhidos, que ele selecionou para viver em sua estação espacial. O ator comparou seu personagem a Hitler em uma entrevista de 2012. “Ele queria destruir todo mundo e fazer surgir uma nova ordem de jovens muito atléticos… ele estava completamente louco.” Para enfrentar o James Bond vivido por Roger Moore, Lonsdale decidiu voltar a ser Michael e assim foi “adotado” pelo cinema britânico, aparecendo em seguida num dos filmes ingleses mais bem-sucedidos de todos os tempos, “Carruagens de Fogo” (1981). Lonsdale também participou do blockbuster “O Nome da Rosa” (1986) e de vários filmes notáveis dos anos seguintes, firmando parceria com o mestre do drama de época britânico James Ivory nos clássicos “Vestígios do Dia” (1993) e “Jefferson em Paris” (1995), no qual interpretou o imperador Luis XVI. Apesar do sucesso em inglês, ele nunca filmou nos EUA, mas trabalhou em mais três thrillers de diretores americanos famosos. Dois desses filmes foram dirigidos na Inglaterra por John Frankenheimer: “O Documento Holcroft” (1985), estrelado por Michael Caine, e “Ronin” (1998), em que contracenou com Robert De Niro. O terceiro foi “Munique” (2005), de Steven Spielberg, em cenas rodadas na França. Mesmo com essas experiências, ele nunca se interessou por Hollywood, preferindo trabalhar com cineastas europeus como Milos Forman (“Sombras de Goya”), François Ozon (“O Amor em 5 Tempos”), Catherine Breillat (“A Última Amante”), Ermanno Olmi (“A Aldeia de Cartão”), Xavier Beauvois (“Homens e Deuses”) e até o centenário cineasta português Manoel de Oliveira (no último longa do diretor, “O Gebo e a Sombra”). Ativo até 2016, quando se aposentou, Lonsdale só foi receber seu primeiro grande prêmio na véspera de seus 80 anos, o César (equivalente francês do Oscar) por seu papel coadjuvante como sacerdote livre e heroico em “Homens e Deuses” (2010). A consagração como homem de fé foi importante não apenas para a carreira de Lonsdale. Ele professava fé cristã pela influência de uma madrinha cega e, em 1987, ingressou na Renovação Carismática Católica antes de fundar o “Magnificat”, um grupo de oração para artistas. Solteiro e sem filhos, Lonsdale também foi pintor e emprestou sua voz inconfundível a inúmeros documentários e audiolivros.
Denzel Washington revela ter chorado ao ver Pantera Negra pela primeira vez
O ator Denzel Washington revelou nesta sexta (18/9), durante entrevista no Festival de Toronto, que chorou quando viu “Pantera Negra” pela primeira vez, durante a première do filme em Hollywood. “Eu fui nos bastidores e vi Chad [Boseman] e [o diretor] Ryan Coogler, e então assisti ao filme e me lembro de derramar uma lágrima, porque pensei: ‘cara, esses jovens chegaram longe.” Denzel tem uma ligação especial com o falecido intérprete de T’Challa. Quando Chadwick Boseman estudava direção, ele foi incentivado a fazer um curso de atuação em Oxford, mas não tinha como pagar. Sua professora então recrutou um amigo para ajudar com as despesas. Denzel acabou pagando para Boseman virar ator – e o futuro Pantera Negra ficou sem saber disso por algum tempo. Os dois só foram se juntar profissionalmente nos últimos dias da vida de Boseman. O último filme finalizado por Boseman, “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom), foi produzido por Denzel. Refletindo sobre o pupilo, que morreu de câncer aos 43 anos no mês de julho, Washington disse que ele viveu uma vida plena. “Ele era uma alma gentil e um artista brilhante, que permanecerá conosco por toda a eternidade por meio de suas atuações ao longo de sua carreira”, declarou Denzel. “Ele não foi ‘trapaceado’ [por morrer tão jovem]. Nós que fomos. Eu rezo pela sua pobre esposa e família. Ele viveu uma vida plena”, concluiu.
Marvel homenageia Chadwick Boseman em seus quadrinhos
A editora Marvel decidiu homenagear Chadwick Boseman, a estrela de “Pantera Negra”, em seus quadrinhos. Para isso, personalizou o cabeçalho das publicações que serão lançados na próxima semana com uma mensagem póstuma: “Descanse no Poder – Chadwick Boseman – 1976-2020”. Além da mensagem, as capas apresentarão dois logotipos do Pantera Negra. Após a morte de Stan Lee, em 2018, a editora fez uma homenagem parecida, que durou o período de um mês. No caso do ator, não foi revelado quanto tempo ela durará. O ator morreu no dia 28 de agosto após uma longa batalha contra um câncer de colón, que ele mantinha em segredo apesar de ter sido diagnosticado em 2016. No mesmo ano, ele fez sua estreia no Universo Marvel, no filme “Capitão América: Guerra Civil”. Diante do sucesso de “Pantera Negra” em 2018, Boseman fazia planos para iniciar a preparação para o segundo filme da franquia, mas após sua morte a Marvel ainda não se manifestou sobre a continuação, que voltaria a ser escrita e dirigida por Ryan Coogler.
Terceiro artista asiático é encontrado morto em casa nesta semana
O cantor, ator e apresentador Alien Huang, personalidade de mídia bastante conhecida em Taiwan, foi encontrado morto em seu apartamento em Taipei na manhã desta quarta (16/6). A causa da morte não foi informada para a imprensa, mas ele é o terceiro artista asiático a ser encontrado morto em sua casa nos últimos três dias, após a sul-coreana Oh In Hye na segunda (14/9) e a japonesa Ashina Sei na terça (15/9). As duas primeiras teriam se suicidado. Ainda há outra coincidência ligando as três histórias: os três morreram aos 36 anos. Huang ficou conhecido em 2002, quando se juntou ao grupo musical HC3. Após a separação no ano seguinte, ele entrou em outra boy band, a Cosmo, que também não durou, levando-o a optar por uma carreira solo. Ele virou ator em 2004, com a comédia “Holiday Dreaming”, e poucos meses depois começou a apresentar o programa de variedades “100% Entertainment”, que lhe deu ainda maior projeção, levando-o a receber convites para ampliar sua carreira com papéis em séries e filmes. As produções eram todas comédia românticas, que traziam Huang como galã, com apenas uma exceção, o thriller de ação “Gatao” (2015), que foi mal-recebido pela crítica. Seu último trabalho como ator foi “Acting Out of Love”, lançado em março em Taiwan, em que ele tinha apenas um pequeno papel.
Sei Ashina (1983–2020)
A atriz japonesa Sei Ashina, que ficou conhecida do público ocidental por seu papel no drama de época “Paixão Proibida” (2007), foi encontrada morta em seu apartamento em Tóquio nesta terça (15/9), aos 36 anos. A polícia teria concluído que a causa da morte foi suicídio. A morte de Sei Ashina aconteceu um dia após o falecimento da atriz sul-coreana Oh In Hye, em Incheon. Ela também foi encontrada morta em sua casa, após se suicidar com a mesma idade, 36 anos. O nome verdadeiro de Sei Ashina era Igarashi Aya. Nascida em 1983 na província de Fukushima, ela veio para Tóquio ainda adolescente e logo encontrou trabalho como modelo. A estréia como atriz aconteceu em 2002 no drama televisivo “The Tail of Happiness” (Shiawase no Shippo). Em seguida, estrelou a série “Stand Up!!” e começou a ganhar fama local ao aparecer em “Kamen raidâ Hibiki”, parte da franquia conhecida no Brasil como “Kamen Rider”. Interpretando a personagem Hime, ela participou de episódios de TV e de um longa-metragem da saga, em 2005. A projeção internacional veio no ano seguinte, ao superar quase 800 candidatas para ser escalada como a protagonista de “Paixão Proibida” (Silk), de François Girard, uma co-produção japonesa, canadense e italiana. O drama contava a história de um mercador ocidental (Michael Pitt) que se apaixonava pela concubina (Sei) de um barão japonês, ao fazer negócios no país durante o século 19. Apesar do longa ter sido destruído pela crítica e fracassado nas bilheterias, o papel a ajudou a acumular créditos na TV e no cinema japonês, alterando-se em várias produções sem interrupção desde meados da década passada, com destaque para a adaptação do mangá “Perfect World” (2018) e sua inclusão no elenco de “Aibô”, série de detetives extremamente popular no Japão que vai para sua 19ª temporada em outubro. Ela também trabalhou como dubladora, dando voz japonesa a várias personagens de séries americanas, como a heroína manipuladora Emily Thorne na série “Revenge”. Assim como na Coreia do Sul, a morte da atriz acontece em meio a uma onda de suicídios envolvendo celebridades japonesas, incluindo o ator Haruma Miura em julho e a estrela de reality show Hana Kimura em maio. Nenhum bilhete foi encontrado no apartamento de Sei Ashina e nenhum motivo foi apresentado para seu suicídio. Seu corpo foi descoberto por seu irmão depois que ela parou de responder a mensagens e telefonemas em 13 de setembro.
Atriz sul-coreana Oh In Hye é encontrada morta
A atriz sul-corenana Oh In Hye morreu aos 36 anos após ter sido encontrada inconsciente em sua casa, em Incheon, na manhã desta segunda-feira (14/9). Socorrida e levada para um hospital, ela chegou a ser estabilizada, mas não resistiu. Segundo a imprensa local, a atriz teria se matado. Oh In-Hye foi achada por volta de 5 da manhã por um amigo, com sintomas de um ataque cardíaco. Ressuscitada no hospital, ela teve outra parada cardíaca e não resistiu. Ela não tinha uma carreira extensa, tendo estrelado apenas produções menores, que receberam críticas negativas e não tiveram repercussão fora do circuito local. Seu primeiro filme, “Sin of a Family”, foi lançado em 2010, e depois disso ela apareceu em “Red Vacance, Black Wedding” (2011), A Journey with Korean Masters (2011), “Secret Travel” (2013) e protagonizou “Janus: Two Faces of Desire” (2014). A morte de Oh In-Hye chama mais atenção pelo contexto, após vários atores e estrelas do k-pop terem se suicidado nos últimos anos. A média de suicidas célebres da Coreia do Sul é muito maior que em qualquer outro país do mundo, a ponto de uma cartilha ter sido criada para a imprensa, orientando jornalistas a não revelarem detalhes dos falecimentos de artistas no país.
Desenhista confirma que Diana Rigg inspirou visual de super-heroína da Marvel
A atriz Diana Rigg, que faleceu na quinta (10/9) aos 82 anos, foi a inspiração principal para o visual de Kate Bishop, a super-heroína Gaviã Arqueira nos quadrinhos da Marvel. A informação foi compartilhada no Twitter e confirmada com uma foto da atriz pelo ilustrador David Aja, que baseou o visual de Bishop na personagem Emma Peel, vivida por Rigg na série inglesa dos anos 1960 “Os Vingadores”. A estrela britânica chegou a receber duas indicações ao Emmy por viver Emma Peel, em 1967 e 1968. Ela também concorreu ao Emmy mais recentemente, com quatro indicações pelo papel de Lady Olenna Tyrell, na série “Game of Thrones”, entre 2013 e 2018, e venceu como Melhor Atriz em Telefilme pela versão televisiva do suspense “Rebecca”, em 1997. Kate Bishop, por sinal, será introduzida em carne e osso pela primeira vez na vindoura série “Hawkeye”, do Gavião Arqueiro, que será estrelada por Jeremy Renner na plataforma Disney+ (Disney Plus) em 2021. My apologies to the amazing @davaja who created Kate’s look based on Emma Peel. Sorry sir! I love your work! 😬 cc: @79SemiFinalist — Dave aka Mediocre Jedi (@MediocreJedi) September 10, 2020 Diana Rigg (1938-2020) pic.twitter.com/mF8uaWeqPm — David Aja (@davaja) September 10, 2020












