Nelly Kaplan (1931 – 2020)
A cineasta e escritora franco-argentina Nelly Kaplan, que levou surrealismo e sexualidade à nouvelle vague, faleceu nesta quinta (12/11) aos 89 anos, vítima da covid-19, em um hospital de Genebra. Kaplan tinha viajado à Suíça para acompanhar seu companheiro, o ator e produtor Claude Makowski, que faleceu em agosto em consequência do mal de Parkinson. Desde então, permanecia em uma casa de repouso no país, onde contraiu o coronavírus. Nascida em Buenos Aires em 1931, numa família de judeus russos, ela se mudou para a França aos 22 anos, onde começou a colaborar com o famoso e veterano diretor Abel Gance (“Napoleon”). Ela foi assistente de Gance em vários projetos, incluindo “Austerlitz” (1960), e também o transformou em tema de um de seus primeiros filmes, um curta documental de 1963, além de um programa de TV em 1984. Ela fez uma série de curtas documentais sobre artistas renomados nos anos 1960, chegando a ganhar um prêmio no Festival de Veneza por “Le Regard Picasso” (1967), sobre Pablo Picasso. Paralelamente, começou a escrever ficções eróticas “anarco-feministas”, inicialmente sob pseudônimo, e que causaram tanto alvoroço que acabaram censuradas. Também desenvolveu trabalhos de jornalismo, crítica e teoria do cinema, enquanto a nouvelle vague começava a sacudir o cinema francês. Mas embora seus filmes se encaixassem confortavelmente nos parâmetros do movimento – são engraçados, sexy e politizados – , ela sempre adicionou um toque de surrealismo que os diferenciava. Kaplan ficou famosa com “A Noiva do Pirata”, exibido no Festival de Veneza de 1969. Cult idolatrado pelos cinéfilos de todo mundo, seu primeiro longa estabeleceu sua ambição como diretora e continua, ainda hoje, a ser o filme pelo qual é mais lembrada. A “história de uma bruxa dos tempos modernos”, nas palavras da realizadora, trazia Bernadette Lafont no papel de uma órfã que se vinga da aldeia mesquinha onde sua mãe foi explorada. O filme foi quase banido dos cinemas porque a personagem principal – uma prostituta empoderada – não era punida por suas escolhas. A própria Kaplan lutou contra os censores e acabou aceitando uma classificação para maiores de 18 anos que permitiu que a produção fosse lançada. Sua filmografia cresceu com “Papa les P’tits Bateaux” (1971), “Néa” (1976), “Charles e Lucie” (1979), “Plaisir d’amour” (1991), e o telefilme “Pattes de Velours” (1987). À exceção da comédia de 1979, eram celebrações da sensualidade feminina. Ela também escreveu roteiros para vários projetos do cineasta Jean Chapot (1930–1998), encerrando a carreira com uma minissérie póstuma do diretor, em 1999. Amante de escritores, como o surrealista André Breton, a cineasta teve em Claude Makowski um companheiro para toda a vida. Cinéfilo militante, ele ajudou a escrever, produziu e atuou na maioria de seus filmes, desde o célebre “A Noiva do Pirata”. Nelly Kaplan morreu três meses depois de seu funeral.
John Fraser (1931 – 2020)
O ator escocês John Fraser, que se destacou no cinema britânico dos anos 1960, morreu em 7 de novembro após uma longa batalha contra o câncer, aos 89 anos de idade. Fraser tinha decidido que não faria quimioterapia e foi encontrado já inconsciente por sua parceira, a artista Rodney Pienaar, mas a família só tornou sua morte pública nesta quarta (11/11). Com mais de 70 créditos como ator ao longo da carreira, ele começou como figurante no clássico de guerra “Ratos do Deserto” (1954), de Robert Wise, e progrediu nos anos seguintes para pequenos papéis em outros exemplares famoso do gênero, vivendo aviadores em “Labaredas do Inferno” (1955), de Michael Anderson, e “O Vento Não Sabe Ler” (1958), de Ralph Thomas. Sua carreira deu um salto de qualidade em 1960, após encarnar Bosie (Lord Alfred Douglas, filho do Marquês de Queensberry) no filme “Os Crimes de Oscar Wilde”, de Ken Hughes, em que contracenou com Peter Finch (que foi o vencedor do BAFTA daquele ano pelo papel do célebre dramaturgo irlandês). Poucos meses depois, voltou a se destacar como um oficial em outro drama de guerra, “Glória Sem Mácula” (1960), de Ronald Neame, ao lado dos monumentais Alec Guinness e John Mills (que venceu a Copa Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza pelo filme). Sua carreira de coadjuvante ilustre se estendeu a outros filmes marcantes da época, como a aventura “El Cid” (1961), de Anthony Mann, a comédia “A Valsa dos Toureadores” (1962), de John Guillermin, que foi estrelada por Peter Sellers, e o icônico thriller “Repulsa ao Sexo” (1965), de Roman Polanski. Em 1965, teve seu maior destaque cinematográfico em “Névoas do Terror” (1965), considerado um dos melhores filmes do famoso detetive Sherlock Holmes, no papel de Lord Carfax, o aristocrata britânico que seria Jack, o Estripador. Em seguida, voltou a trabalhar com Michael Anderson em novo thriller de guerra, “Operação Crossbow” (1965), juntando-se a Sophia Loren e George Peppard. Também teve proeminência em “Isadora” (1968), como o secretário para quem a dançarina Isadora Duncan, vivida por Vanessa Redgrave, ditava suas memórias (e a trama). Mas a partir daí passou a aparecer mais na TV que no cinema, com participações na atração americana “Columbo” (em 1972) e num arco de três episódios de “Doctor Who” (em 1981). Sua ligação com Sherlock Holmes também foi explorada em outros projetos, como a série “The Rivals of Sherlock Holmes” (em 1971) e a minissérie “Young Sherlock: The Mystery of the Manor House” (1982). O ator ainda participou de “Scarlett”, minissérie de 1994 que continuava a famosa história de “…E o Vento Levou”, antes de abandonar as telas em 1996, após um episódio da antologia “Screen One”.
Bert Belasco (1982 – 2020)
O ator Bert Belasco, mais conhecido por seus papéis nas séries “Let’s Stay Together” e “Pitch”, foi encontrado morto no domingo (8/11) em um hotel na Virgínia aos 38 anos. Os funcionários do hotel o acharam já falecido com sangue nos lençóis, de acordo com o site TMZ. O ator estava na Virgínia para um filme que iria estrelar. A família aguarda os resultados da autópsia antes de anunciar a causa oficial da morte, mas haveria sinais de que o ator morreu de aneurisma, assim como aconteceu recentemente com Tom Veiga, o intérprete do Louro José. Em “Let’s Stay Together”, Belasco viveu Charles, formando com a atriz Nadine Ellis o casal principal que batizava a atração. A série durou quatro temporadas no canal pago americano BET, entre 2011 e 2014. Ele também participou do elenco de “Pitch” em 2016 e “I’m Dying Up Here” em 2018, além de ter feito diversas aparições em episódios de séries como “The Mick”, “Key and Peele”, “House”, “NCIS: New Orleans”, “Justified”, “Superstore” e muitas mais.
Ken Spears (1938 – 2020)
O veterano roteirista-produtor Ken Spears, co-criador do adorado personagem “Scooby-Doo” com o também recentemente falecido Joe Ruby, morreu na sexta-feira (6/11) aos 82 anos, de complicações relacionadas à demência corporal de Lewy. “Ken será para sempre lembrado por sua inteligência, sua narrativa, sua lealdade à família e sua forte ética de trabalho”, diz seu filho, Kevin Spears. “Ele não deixou só uma impressão duradoura em sua família, mas tocou a vida de muitos como co-criador de ‘Scooby-Doo’. Ken tem sido um modelo para nós ao longo de sua vida e ele continuará a viver em nossos corações”. Nascido Charles Kenneth Spears em 12 de março de 1938, o artista cresceu em Los Angeles, Califórnia, onde se tornou amigo do filho do produtor de animação William Hanna. Spears foi posteriormente contratada na empresa de Hanna, a famosa Hanna-Barbera Productions em 1959 como editor de som. Enquanto trabalhava no departamento de edição, conheceu Joe Ruby, e os dois iniciaram uma parceria frutífera como autores de diversas histórias de desenhos clássicos. Juntos, eles escreveram episódios e criaram personagens para a Hanna-Barbera, Sid e Marty Krofft Television Productions e DePatie-Freleng Enterprises. Spears e Ruby criaram séries clássicas como “Scooby-Doo, Cadê Você!”, “Dinamite, o Bionicão”, “Capitão Caverna e as Panterinhas” e “Tutubarão” para a Hanna-Barbera, além de “Os Caretas”, “Os Cometas” e “Missão Quase Imprevisível” para a DePatie-Freleng. Além disso, Spears também foi consultor da adaptação animada de “Planeta dos Macacos”, que virou um desenho cultuado pelos fãs dos filmes em 1974. Os desenhos da dupla fizeram tanto sucesso que Fred Silverman, presidente de programação infantil da CBS, contratou-os no início dos anos 1970 para supervisionar a programação infantil das manhãs de sábado do canal, e quando Silverman se mudou para a ABC, levou-os juntos. Em 1977, Spears e Ruby criaram seu próprio estúdio, Ruby-Spears Productions, pelo qual produziram várias séries de animação, incluindo “Superman”, “Alvin e os Esquilos”, “Bicudo, o Lobisomem”, “Mister T”, “O Homem Elástico” e “Thundarr, o Bárbaro”, entre outros. Em 1981, a Ruby-Spears Productions foi comprada pela Taft Entertainment, a empresa-mãe da Hanna-Barbera, e dez anos depois o catálogo foi vendido, junto com a Hanna-Barbera, para a Turner Broadcasting, que atualmente integra a WarnerMedia. Spears morreu pouco mais de dois meses após seu grande parceiro Ruby, falecido em 26 de agosto passado.
Geoffrey Palmer (1927 – 2020)
O ator britânico Geoffrey Palmer, conhecido pela longa série “As Time Goes By”, exibida de 1992 a 2005 na rede BBC, morreu na quinta-feira (5/11) em sua casa, enquanto dormia, aos 93 anos. Ele começou a carreira como coadjuvante de séries britânicas em 1955, interpretando personagens severos, geralmente figuras de autoridade e representantes de retidão moral, mas só foi ganhar proeminência no Reino Unido a partir dos anos 1970, graças a três produções de comédia bastante populares. Além de “As Time Goes By”, elas incluem “The Fall and Rise of Reginald Perrin” (1976-1979) e “Butterflies” (1978-1983). Esta última chegou a ganhar um especial de reencontro em 2000. Palmer estrelou sua série mais duradoura, “As Time Goes By”, ao lado de Judi Dench, e os dois chegaram a contracenar no cinema durante a auge da produção, em “007 – O Amanhã Nunca Morre” e “Sua Majestade, Mrs. Brown”, filmes que fizeram sucesso em 1997, época da 6ª temporada da atração da BBC. O ator também apareceu em várias outras séries icônicas, como os thrillers de ação “O Santo” e “Os Vingadores” nos anos 1960, além de “Colditz”, “Fawlty Towers” e “Doctor Who” nos 1970. Recentemente, voltou a aparecer em “Doctor Who”, como um novo personagem em 2007, e ainda pôde ser visto em “Ashes to Ashes” e “Rev.”. No cinema, seus papéis notáveis incluem participações em “Um Homem de Sorte” (1973), “O Cônsul Honorário” (1983), “Um Peixe Chamado Wanda” (1988), “As Loucuras do Rei George” (1994), “Anna e o Rei” (1999), “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009), “W.E.: O Romance do Século” (2011) e “As Aventuras de Paddington” (2014). Sua último trabalho foi em “An Unquiet Life”, cinebiografia do escritor Roald Dahl, atualmente em pós-produção.
Fernando “Pino” Solanas (1936 – 2020)
O célebre cineasta Fernando “Pino” Solanas, um dos mais famosos diretores de cinema da Argentina, morreu aos 84 anos em Paris, dias depois de ser internado em um hospital por coronavírus, informou neste sábado (7/11) o ministério das Relações Exteriores argentino. “Enorme dor por Pino Solanas. Faleceu enquanto cumpria suas obrigações como embaixador da Argentina na Unesco”, disse o ministério no Twitter. “Será lembrado por sua arte, por seu compromisso político e por sua ética sempre a serviço de um país melhor”, acrescentou. O diretor havia anunciado no Twitter, no dia 16 de outubro, que ele e sua esposa, Ángela Correa, haviam contraído a covid-19 na capital francesa, onde se encontra a sede da Unesco, e que ele estava internado em observação. Na imagem que acompanhava a mensagem, o cineasta aparecia em um leito de hospital e com máscara. Cinco dias depois, o diretor premiado afirmou que o seu estado era “delicado”, mas que ainda “resistia”. Foi sua última mensagem na rede social. Solanas foi um cineasta tão político quanto prolífico. Nascido em 16 de fevereiro de 1936 em Buenos Aires, ele estreou no cinema em 1962, com o curta “Seguir Andando”, e em 1967, com o documentário “La Hora de los Hornos”, deu início a uma trilogia co-dirigida com Octavio Getino, com duração de mais de quatro horas, que virou marco do cinema politicamente comprometido, de denúncia e resistência à ditadura. Os dois também assinaram o manifesto “Hacia un Tercer Cine”, lançando um movimento latino-americano em oposição a uma linguagem cinematográfica dominante, comercial e ditada principalmente pelos Estados Unidos. “A luta anti-imperialista dos povos do Terceiro Mundo, e dos seus equivalentes nas metrópoles, constitui hoje o eixo da revolução mundial. O Terceiro Cinema é para nós aquele que reconhece nessa luta a mais gigantesca manifestação cultural, científica e artística do nosso tempo, a grande possibilidade de construção por cada povo de uma personalidade libertada: a descolonização da cultura”, afirmavam Solanas e Getino nos anos 1960. Seu engajamento refletia um posicionamento político claro. Solonas filmou duas entrevistas com Juan Domingo Perón em 1971, que foram reverenciadas como chamada à luta pelos jovens peronistas da época. Ele só foi estrear na ficção após a volta da democracia na Argentina. Seu primeiro drama, “Los Hijos de Fierro” (1978), usava um poema de Martin Fierro como metáfora para contar a história da ditadura militar, entre o golpe de 1955 e o triunfo eleitoral peronista de 1973. “El Exilio de Gardel (Tangos)”, de 1985, foi premiado no Festival de Veneza, e Solanas recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes por seu longa “Sur”, em 1988. Cannes também lhe concedeu um prêmio especial de excelência técnica pelo longa seguinte, “A Viagem” (1992), enquanto Veneza fez o mesmo com “La Nube” (1998). Em 2004, ele voltou aos documentários com “Memoria do Saqueio”, sobre a convulsão social e a precária condição socioeconômica da Argentina. O filme foi premiado na Mostra de São Paulo e apresentado no Festival de Berlim no mesmo ano em que Solanas recebeu o Urso de Ouro honorário em reconhecimento à sua carreira. Seguiram-se mais nove documentários, inclusive o último filme de sua carreira, “Tres a la Deriva”, que se encontrava em pós-produção na época de sua morte. Paralelamente à consagração artística, Solanas também construiu uma sólida carreira política. Em 1992 foi eleito senador pela cidade de Buenos Aires e um ano depois foi deputado pela Frente Grande. Também foi candidato à presidência em 2007 pelo movimento Projeto Sul, progressista, ambientalista e de centro-esquerda, em aliança com o Partido Socialista Autêntico. Em junho de 2019, anunciou que ingressaria na Frente de Todos e endossou a chapa presidencial de Alberto Fernández e Cristina Fernández. Mesmo com a idade avançada, ele era considerado um jovem de espírito, lutando pelas mesmas coisas que acreditava na juventude, aliando-se inclusive à causa feminista. Em 2018, incentivou as jovens que realizaram uma mobilização feminista histórica nas ruas do país em defesa de um projeto de lei sobre o aborto, que acabou rejeitado pela Câmara alta. “Bravo meninas, vocês elevaram a honra e a dignidade da mulher argentina. Se não sair hoje, no ano que vem vamos insistir. E se não sair no ano que vem, vamos insistir no outro. Ninguém vai conseguir parar a onda da nova geração”, disse ele. No início de outubro, Solanas se encontrou com o papa Francisco no Vaticano, uma de suas últimas atividades públicas, para discutir projetos de luta “contra as mudanças climáticas e os direitos da Mãe Terra”, segundo descreveu no Twitter. Sua última mensagem, dizendo que “resistia”, representa uma síntese de sua vida. Não por acaso, sua morte criou comoção nas redes sociais, mobilizando tanto os círculos políticos quanto os culturais da Argentina.
Suspeito do assassinato de Eddie Hassell é preso no Texas
A polícia em Grand Prairie, no Texas (EUA), prendeu um jovem de 18 anos como principal suspeito do assassinato do ator Eddie Hassell (da série “Surface” e do filme “Minhas Mães e Meu Pai”). D’Jon Antone foi preso na quarta-feira (5/11) durante a investigação do assassinato, disse a polícia de Grand Prairie em um comunicado. Os investigadores também determinaram que o assassinato aconteceu em decorrência de um roubo aleatório. Hassell, residente de Waco, Texas, levou um tiro no estômago em frente ao apartamento de sua namorada em Grand Prairie, por volta da 1h da manhã de domingo passado. A namorada de Hassell estava em seu apartamento quando isso aconteceu, mas ela não viu o agressor. Os vizinhos correram para ajudar Hassell e chamaram os serviços de emergência, mas o ator de 30 anos morreu no hospital. Além de seus papéis no filme indicado ao Oscar “Minhas Mães e Meu Pai” e na sci-fi oceânica “Surface”, Hassell também teve um papel recorrente de destaque na série de comédia dramática “Devious Maids”.
Carol Arthur (1935 – 2020)
A atriz Carol Arthur, viúva de Dom DeLuise e conhecida por aparecer nas comédias de Mel Brooks, morreu no domingo (1/11) aos 85 anos, na Mary Pickford House, lar de artistas aposentados mantido pelo Motion Picture & Television Fund em Woodland Hills, em Los Angeles. Arthur iniciou sua carreira em 1968 com participações no “The Dom DeLuise Show”, programa de variedades de DeLuise, com quem tinha se casado em 1965. Ela acabou se projetando e, após outros trabalhos, entrou na trupe de Brooks em 1974. Em “Banzé no Oeste”, ela chamou atenção por expressar “extremo desagrado” em relação ao xerife vivido por Cleavon Little em uma carta com palavras fortes. O filme também se tornou a primeira produção cinematográfica em que ela atuou ao lado do marido. Depois de aparecer no sucesso “Uma Dupla Desajustada” (1975), de Herbert Ross, ela retomou a parceria com Brooks – e DeLuise – , vivendo uma mulher grávida em “A Última Loucura de Mel Brooks” (1976), no qual o diretor tentava produzir o primeiro filme mudo em décadas. Ela também estrelou “O Maior Amante do Mundo” (1977), de Gene Wilder, astro dos filmes de Brooks, e “Os Três Super-Tiras” (1979), dirigido por DeLuise, ao lado de seus filhos David DeLuise, Michael DeLuise e Peter DeLuise. O casal ainda voltou a se reunir com o diretor mais duas vezes, em “A Louca! Louca História de Robin Hood” (1993) e “Drácula, Morto mas Feliz” (1995). Seu último trabalho como atriz foi num episódio da série “Sétimo Céu” em 2004. Mas, cinco anos depois, ela voltou a ficar diante das câmeras para homenagear o marido, morto em 2009, gravando depoimentos para o documentário “According to Dom”.
Carro de irmão de Marco Ricca, que desapareceu há seis anos, é encontrado com ossada
Carro do irmão do ator Marco Ricca, que estava desaparecido há seis anos, foi encontrado totalmente destruído, com sinais de capotamento, na manhã desta segunda-feira (2/1) próximo à Rodovia Presidente Dutra, em Santa Isabel. Segundo informações da Polícia Militar, uma ossada foi encontrada dentro do veículo. O CRV preto com a placa EMO 9888, do Rio de Janeiro, tem as mesmas características do veículo que era dirigido por Giuliano Ricca no dia que em desapareceu, em outubro de 2014. Segundo informações da polícia, o veículo estava em um sítio e foi encontrado por funcionários que faziam uma obra. Os homens disseram que andavam pela propriedade acompanhados de um cachorro, que latiu ao encontrar o carro. Os funcionários do sítio acreditaram se tratar de um acidente e resolveram buscar por possíveis vítimas, mas ao encontrar uma ossada decidiram chamar a polícia. A identidade da vítima será confirmada apenas após exame de DNA. Dentro do carro havia documentos, mas a polícia ainda não divulgou detalhes. O caso será registrado pela Polícia Rodoviária Federal na Delegacia de Arujá. O irmão do ator Marco Ricca, o produtor cultural Giuliano Ricca, tinha 47 anos quando desapareceu no dia 19 de outubro de 2014. Segundo comunicado divulgado pela família na época, ele havia deixado São Paulo de carro e desapareceu a caminho do Rio de Janeiro. Marco e Giuliano eram sócios em uma produtora em São Paulo. Eles fizeram diversos projetos e peças culturais, como “Uma Vida no Teatro”, com os atores Francisco Cuoco e Ângelo Paes Leme, e “Adultérios”, com o ator Fábio Assunção. Veja abaixo foto do veículo encontrado, divulgada pela Polícia Militar.
Causa da morte de Tom Veiga foi acidente vascular cerebral
A causa da morte do ator Tom Veiga, intérprete do personagem Louro José no programa “Mais Você”, da Globo, foi um acidente vascular cerebral causado por um aneurisma, apontou o laudo do Instituto Médico Legal (IML) do Rio divulgado nesta segunda (2/11). Ele foi encontrado morto em seu apartamento, durante a tarde de domingo (1/11), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O aneurisma cerebral é uma dilatação exagerada das paredes das artérias intracranianas. O aneurisma pode se romper, causando hemorragia no cérebro, ou seja, um AVC hemorrágico, que ocorre quando um vaso sanguíneo – veia ou artéria – se rompe dentro do cérebro, extravasando sangue. O AVC hemorrágico é a quarta doença que mais mata no Brasil. Pode ser causado por doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão, entre outras, ou desencadeado por hábitos pouco saudáveis, como consumo excessivo de sal, açúcar e gordura, além de sedentarismo e tabagismo. Geralmente, um aneurisma não provoca nenhum tipo de sintoma, o que dificulta diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Após esta conclusão médica, a Polícia Civil do Rio anunciou que deverá arquivar a investigação que apura a morte do artista. Isso porque, de acordo com o delegado Henrique Damasceno, titular da 16a DP (Barra da Tijuca), o laudo do IML deixa claro que não há indícios de crime. “O laudo apontou que a causa da morte foi uma doença. Ele passou mal e infelizmente veio a falecer. Dessa maneira, não há nada que indique crime, suicídio, uso de drogas ou nenhuma outra hipótese. Foram solicitadas outras diligências, como perícia de local. Toda essa documentação será juntada oficialmente no procedimento, com toda a cautela necessária, e, não havendo qualquer alteração, a investigação será arquivada”, explicou o delegado.
André Marques foi quem encontrou intérprete de Louro José morto
O ator e apresentador André Marques (o Mocotó de “Malhação”) foi quem encontrou o corpo de Tom Veiga. O intérprete de Louro José, do programa “Mais Você”, faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, neste domingo (1/11). Amigo próximo de Veiga, André se emocionou ao lembrar do caso num vídeo e num post do Instagram. Segundo o relato, ele recebeu uma ligação de uma amiga em comum, perguntando se eles estavam juntos, porque os dois deveriam viajar para São Paulo, mas ele não estava atendendo ligações. “Hoje, indo pro aeroporto, recebo uma ligação de uma amiga nossa perguntando por você que não atendia o telefone. Dei meia volta, fui até sua casa. Fui o primeiro a chegar! E você estava no Céu, voando já. Sei que seria o primeiro a chegar também se dessem falta de mim. Agora, me espera por aí, que quando eu te encontrar vamos fazer o que mais gostávamos… risadas… vinho.. muita comida e papo bom!”, escreveu André no Instagram. Ele também contou essa história num vídeo, em que lembrou da amizade com Tom e como eles se viam quase todos os dias. “É muito difícil para mim falar do Tom porque era um dos meus melhores amigos. Eu acabei de chegar lá da casa dele. A gente estava todo dia juntos, todo dia via aqui em casa, na minha loja, eu fazia comida para ele. Ele era um personagem de sucesso, mas ele era mais sucesso ainda. Era um cara querido. Eu apresentava ele para os outros: ‘Ele que faz o Louro José’. ‘Caraca, pô, grava um vídeo, grava um áudio para a minha mãe, que é sua fã’. Ele fazia para todo mundo”. A causa da morte de Tom Veiga ainda não foi divulgada. De acordo com informações da 16ªDP (Barra da Tijuca), o caso está em investigação. Ver essa foto no Instagram É irmão …. tá bem difícil! Anos de amizade !! Últimos meses mais próximos ainda ! Quantas risadas e rangos maravilhosos! Hoje , indo pro aeroporto , recebo uma ligação de uma amiga nossa perguntando por você que não atendia o tel! Dei meia volta , fui até sua casa ! Fui o primeiro a chegar ! E você estava no Céu, voando já . Sei que seria o primeiro a chegar também se dessem falta de mim. Agora , me espera por aí , que quando eu te encontrar vamos fazer o que mais gostávamos …. risadas.. vinho .. muita comida e papo bom! Te amo ❤️ @tom_veiga . . . O cordão de presente que tirou do seu pescoço e me deu no ano novo, já era meu amuleto ,agora ainda mais forte ! ❤️ #rip #tomveiga #lorojose Uma publicação compartilhada por Andre Marques (@euandremarques) em 1 de Nov, 2020 às 9:23 PST
Eddie Hassell (1990 – 2020)
O ator Eddie Hassell , que apareceu no filme indicado ao Oscar “Minhas Mães e Meu Pai” (2010) e na série de ficção científica oceânica “Surface” (2005), morreu neste domingo (1/11) no Texas, seu estado natal, aos 30 anos. Hassell foi baleado pela manhã no que está sendo descrito pela imprensa americana como um roubo de carro, embora o incidente ainda esteja sendo investigado. Nenhum detalhe adicional foi fornecido. Em “Minhas Mães e Meu Pai, ele interpretou Clay, o melhor amigo do personagem de Josh Hutcherson, filho das mães e do pai do título. Em “Surface”, viveu Phil Nance, também um melhor amigo do protagonista (Carter Jenkins). Ele também teve um papel recorrente na comédia “Devious Maids”, criada por Marc Cherry, como Eddie Suarez, filho de Marisol, personagem de Ana Ortiz. A série, que durou quatro temporadas, seguia quatro empregadas latinas trabalhando em Beverly Hills. Entre seus outros créditos em programas de destaque incluem-se participações em “Studio 60 na Sunset Strip”, “Southland”, “‘Til Death”, “Longmire” e “Bones”. Já a primeira aparição no cinema aconteceu na sci-fi apocalíptica “2012” (2009), numa pequena figuração como surfista. Nem chegou a ser atuação, porque ele era realmente praticante de surfe. Depois disso, fez seu papel mais lembrado, em “Minhas Mães e Meu Pai”, e seguiu com pequenas participações nas comédias “Uma Família Nada Comum” (2011), “Final de Semana em Família” (2013) e a cinebiografia “Jobs” (2013). Mas seus últimos papéis já tem três anos. Hassell trabalhou em dois filmes independentes bastante premiados em 2017: a comédia “Oh Lucy!”, exibida no Festival de Cannes e premiada em Sundance, e o drama punk “Bomb City”, vencedor de sete festivais regionais de cinema dos EUA.
Tom Veiga (1973 – 2020)
O ator Tom Veiga, intérprete do Louro José no programa “Mais Você”, da TV Globo, morreu neste domingo (1/11) no Rio de Janeiro, aos 47 anos. Ele foi encontrado morto em sua casa na Barra da Tijuca. Segundo a 16ªDP do Rio, o caso está sendo investigado pela perícia e diligências estão em andamento. A apresentadora Ana Maria Braga manifestou-se nas redes sociais citando “fragilidade da vida” e “sem chão”. “Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração”, escreveu ela em seu perfil no Instagram. Entre Record e Globo, Tom Veiga trabalhava há mais de 20 anos com Ana Maria. Em agosto do ano passado, a apresentadora celebrou a parceria de duas décadas e disse, na ocasião, que os dois nunca tinham brigado. Em março, Ana Maria Braga aproveitou o aniversário de Veiga para declarar que considerava o colega como um filho. “Parabéns pro meu filhote mais lindo, Louro José, que está fazendo aniversário hoje. Obrigada pela companhia, parceria, lealdade. A gente nunca ficou sem se falar por nenhuma razão. É uma das relações mais fantásticas da minha vida. Ele é irmão do meu papagaio que está lá na fazenda, que também é Louro José. É meu filho de penas”, disse ela. Veiga conheceu Ana Maria Braga em 1995, quando organizava feirinhas de artesanato onde a apresentadora ia para divulgar o “Note e Anote”, programa que ela comandava na TV Record. Convidado a integrar a equipe, ele aceitou e virou assistente de palco. O personagem Louro José foi criado por Ana Maria Braga naquele programa, dois anos depois. Ela queria um mascote que chamasse também a atenção das crianças, porque o “Note e Anote” começava logo após a programação infantil. “Precisava ser um bicho que falasse, que interagisse comigo, mas não podia ser cachorro, porque cachorro não fala, passarinho não fala. E, por eliminação, decidimos pelo papagaio. Eu tenho um em casa chamado Louro José. Ele fala e assobia o hino nacional. E eu disse: ‘Vamos pôr o Louro'”, ela contou ao site Memória Globo. Tom Veiga interpretou o Louro desde o começo. Ele trabalhava como assistente de estúdio do “Note e Anote” e, um dia, pegou o fantoche para brincar com seus colegas. Ana Maria Braga viu, gostou e pediu que ele interpretasse o papagaio ao vivo no dia seguinte. Ele nunca mais deixou de lado o fantoche e ainda apareceu como Louro José em outros programas, desde o “Fantástico” até séries como “A Mulher Invisível” (em 2011) e “Louco por Elas” (em 2012), além de uma novela, “Cheias de Charme” (também em 2012). Em 2017, Tom Veiga chegou a se afastar do programa depois de passar mal. Nas redes sociais, ele contou que passou por um cateterismo e foi internado no hospital Samaritano no Rio de Janeiro. Neste mês, ele anunciou o fim de seu casamento de oito meses com a investidora Cybelle Hermínio Costa. Anteriormente, ele foi casado com Alessandra Veiga, com quem teve uma filha. Eles terminaram em 2018 o casamento de 14 anos. Ver essa foto no Instagram Perdi meu parceiro de todo dia, meu amigo, meu filho. O Tom era um menino de sorriso solto, sempre alegre, com um humor único e talentoso demais. A fragilidade da vida nos pegou mais uma vez de surpresa e me deixou completamente sem chão. O momento agora é de oração. #tomveiga #lourojose #lourojoseoficial #anamariabraga #anamariabragaoficial Uma publicação compartilhada por Ana Maria Braga (@anamaria16) em 1 de Nov, 2020 às 2:17 PST












