Ator de Pantera Negra vai viver lenda do MMA no cinema
O ator Winston Duke, que viveu M’Baku em “Pantera Negra”, vai estrelar a cinebiografia de um lendário lutador de MMA. De acordo com o site Deadline, ele será o personagem principal de “Backyard Legend”, que retratará a vida de Kevin Ferguson, mais conhecido como Kimbo Slice. O lutador, que morreu de ataque cardíaco aos 42 anos em 2016, foi uma das figuras mais caricatas do MMA. Natural das Bahamas, ele chegou a viver sem teto, entrava em lutas na rua e em quintais, sem qualquer regulação, e seus vídeos viralizaram no Youtube. Por conta da fama de “street fighter”, ele participou do reality show “The Ultimate Fighter” e chegou a lutar no UFC. A história foi transformada em roteiro por Andy Weiss (“Intermediário.com”) e será produzida por Steve Lee Jones (“Você não Conhece o Jack”). Em comunicado, Jones descreveu o filme como um “conto de uma incrível e rica jornada de um homem da pobreza em Miami à fama mundial. Estamos empolgados em Winston aceitar esse desafio físico e emocional. Não poderíamos ter achado um Kimbo melhor”. O ator acrescentou: “Não vejo a hora de explorar a história de Kimbo e lidar com as expectativas que a sociedade coloca em cima de um cara como ele, que se torna um tipo de herói para muita gente”. A produção ainda não definiu seu diretor e, por enquanto, ainda não tem previsão de estreia.
Chris Pratt aproveita viagem a SP para aprender golpes de MMA com Minotauro
De passagem por São Paulo para divulgar o filme “Vingadores: Guerra Infinita”, o astro americano Chris Pratt aproveitou para treinar jiu-jítsu com os irmãos Minotouro e Minotauro Nogueira. Ele postou fotos e vídeos do encontro em seu Instagram, mostrando-se fã, mas também bem desajeitado na hora de encarar a fera mitológica, ex-campeão do UFC. Numa das imagens, que podem ser vistas abaixo, ele diz que aprendeu um golpe novo. O encontro foi acompanhado pelo apresentador Tadeu Schmidt, que também aparece numa das fotos divulgadas por Pratt, e vai virar matéria para o programa “Fantástico”, na Globo. Das wassup Uma publicação compartilhada por chris pratt (@prattprattpratt) em 4 de Abr, 2018 às 1:47 PDT If you know me you know I’m a massive fan of MMA (mixed martial arts) I consider JiuJitsu, karate, tae kwon do, judo and wrestling to be just as much an art form as acting is a job (which is to say sometimes it doesn’t feel like it is.) Regardless it’s a discipline which requires intense training, dedication and sacrifice. Today I was blessed to enjoy a training session with a couple of MMA’s greatest practitioners. The Noguera brothers are São Paulo natives and absolute legends. “MINOTAURO” asked me to demonstrate some wrestling takedowns on him. He is a former heavyweight champion in both UFC and Pride and is widely considered to be one of the toughest humans in the planet. He’s also one of the nicest. I guess when you walk around with a repertoire of lethal moves at your disposal you can afford to be gracious and kind. Thanks you @minotauromma and @minotouromma for the session! And thank you #saopaulo #guerrainfinita Uma publicação compartilhada por chris pratt (@prattprattpratt) em 4 de Abr, 2018 às 1:45 PDT Here I learn the uma plata arm lock. @minotauromma @minotauromma Uma publicação compartilhada por chris pratt (@prattprattpratt) em 4 de Abr, 2018 às 1:57 PDT
Rio Heroes: Nova série coloca Murilo Rosa e Priscila Fantin em lutas clandestinas
A Fox Premium estreia na noite deste sábado (4/2) a nova série brasileira “Rio Heroes”, que mergulha no universo das lutas de vale tudo. Inspirado na história verdadeira da criação de uma competição de lutas clandestinas, a atração reúne alguns nomes conhecidos do grande público, como Murilo Rosa, Priscila Fantin, André Ramiro e Duda Nagle. Um vídeo de bastidores, recém-divulgado, apresenta a trama em detalhes, com entrevistas do elenco e do “personagem” real que inspirou a história. Veja abaixo. Criada por Fabio Danesi (“O Negócio”) e dirigida por Pablo Uranga (“Superbonita”), a série se passa no início dos anos 2000 e traz Murilo Rosa como o lutador e professor de jiu-jitsu Jorge Pereira, adepto de métodos pouco ortodoxos: logo na cena de abertura, Jorge incentiva seu pupilo Rogerinho (Nagle) a brigar com o segurança de uma balada, como parte de seu treinamento. Com as crescentes restrições que passavam a vigorar no esporte naquela época, Jorge Pereira decide retomar o espírito original do vale-tudo quando um empresário lhe propõe organizar um campeonato que seria transmitido para apostadores americanos – o “Rio Heroes” do título, que na verdade aconteceu em Osasco, na Grande São Paulo. Mas a série não é só lutas. Há vários dramas que Jorge precisa enfrentar, além de uma multiplicidade de personagens e romance. Com cinco episódios, “Rio Heroes” chega às telas já com sua 2ª temporada aprovada. As gravações vai acontecer ainda este ano, novamente coproduzida por duas multinacionais, a Fox e a NBCUniversal, em parceria com a produtora Mixer. Vale lembrar que não é a primeira vez que as lutas de artes marciais mistas viram série dramática. “Kingdom” abordava o universo dos lutadores, acompanhando uma família dentro e fora do ringue, com um elenco que incluía Frank Grillo, Kiele Sanchez, Matt Lauria e o cantor Nick Jonas. Durou três temporadas no canal pago americano Spike (hoje, Paramount), entre 2014 e 2017.
Trailer de Kickboxer Retaliation traz Ronaldinho Gaúcho e Mike Tyson como treinadores de MMA
A Well Go USA divulgou o pôster e o trailer de “Kickboxer Retaliation”, continuação do remake de “Kickboxer”, que volta a trazer o dublê Alain Moussi (“Pompeia”) num dos papéis mais famosos de Jean-Claude Van Damme (“Os Mercenários 2”) nos anos 1980. O próprio Van Damme faz parte do elenco, repetindo o papel de mentor do novo discípulo, que j[s havia encenado no remake de 2016. Na trama, Kurt Sloane (Moussi) agora está preso e precisa treinar com outros detentos, entre eles o brasileiro Ronaldinho Gaúcho e o ex-boxeador Mike Tyson, para enfrentar um novo desafio: ninguém menos que o homem mais forte do mundo, o islandês Hafthor Júlíus Bjornsson (o Montanha da série “Game of thrones”). Por curiosidade, Ronaldinho vai interpretar Ronaldo, um especialista em artes marciais que mostrará ao protagonista como refinar seu chute mortal. O filme também inclui no elenco o veterano Christopher Lambert (“Mortal Kombat”) e marca a estreia da lutadora Paige Vanzant como atriz. Com direção de Dimitri Logothetis (“Código Mortal”), “Kickboxer Retaliation” chega aos cinemas americanos em 26 de janeiro, mas não tem previsão de lançamento no Brasil.
Comercial antecipa reviravoltas da 3ª e última temporada de Kingdom
O canal pago americano Audience Network divulgou um novo comercial da 3ª e derradeira temporada de “Kingdom”, série passada no universo do MMA. Com mais detalhes que os anteriores, o vídeo sugere que muita mudou desde o último episódio exibido. Para começar, Alvey (Frank Grillo) está voltando a lutar. E aparentemente Jay (Jonathan Tucker) tem um filho e está tentando “concertar” a vida. Drama familiar situado no mundo das artes marciais, “Kingdom” acompanha a vida de Alvey Henderson (Grillo), ex-lutador que abre uma academia de artes marciais em Venice, na Califórnia, e lança seu filho Nate (Nick Jonas) nesse universo. A 3ª temporada da série estreia no dia 31 de maio.
Frank Grillo encara octógono no teaser da 3ª e última temporada de Kingdom
O canal pago americano Audience divulgou o primeiro teaser da 3ª e última temporada de “Kingdom”, sobre o universo das lutas de MMA. A prévia mostra Frank Grillo no octógono, ponderando seu futuro como “lenda” do ringue. Drama familiar situado no mundo das artes marciais, “Kingdom” acompanha a vida de Alvey Henderson (Grillo), ex-lutador que abre uma academia de artes marciais em Venice, na Califórnia, e lança seu filho Nate (Nick Jonas) nesse universo. A 3ª temporada da série estreia no dia 31 de maio.
3ª temporada de Kingdom será a última da série estrelada por Nick Jonas
A série “Kingdom”, sobre o universo das lutas de MMA, com Frank Grillo, Matt Lauria e Nick Jonas, será cancelada após a 3ª temporada, anunciaram os produtores. “Estamos ansiosos para que a 3ª temporada seja excelente e estamos felizes pelo trabalho e dedicação do criador e showrunner Byron Balasco, assim como de toda a equipe e elenco. Não poderíamos estar mais orgulhosos de ter trabalhado com eles em uma série tão incrível”, diz a declaração oficial da AT&T Audience Network e o estúdio Endemol Shine. Drama familiar situado no mundo das artes marciais, “Kingdom” acompanha a vida de Alvey Henderson (Grillo), ex-lutador que abre uma academia de artes marciais em Venice, na Califórnia, e lança seu filho Nate (Jonas) nesse universo. A 3ª e última temporada da série estreia no dia 31 de maio.
Cinquenta Tons Mais Escuros domina os cinemas com a pior estreia da semana
Maior estreia da semana, “Cinquenta Tons Mais Escuros” será lançado em mais de 1,2 mil salas, após seu trailer inicial bater recorde de visualizações na internet. Mas o filme não entrega o que muitos imaginam encontrar. Seu erotismo é de minissérie da Globo (para maiores de 16 anos) e o suspense frustrante. E, com 9% no Rotten Tomatoes, tem tudo para chegar em 2018 como favorito ao troféu Framboesa de Ouro. Portanto, também gera a maior curiosidade da semana: será que o público vai se atirar no abismo de olhos fechados ou prestar atenção nos avisos de perigo? E se ousar, assim mesmo, entrar na sala escura, vestirá a máscara do masoquista feliz, capaz de gostar de filme tão ruim? Vale lembrar que “Cinquenta Tons de Cinza”, lançado em mil salas, teve a 4ª maior abertura de 2015, com 1,6 milhão de espectadores no primeiro fim de semana. A animação “Lego Batman”, spin-off de “Uma Aventura Lego”, chega em 777 salas praticamente sem cópias legendadas (só 6% do total tem as vozes originais) e ocupando a maioria das telas 3D do país (497). As vozes originais são todas famosas, mas o dublador brasileiro de Batman (Duda Ribeiro?) impressiona ao soar exatamente como Will Arnet no papel do super-herói. Em clima de besteirol furioso, o desenho transforma Robin em filho de Batman e promove Batgirl à Comissária de Gotham City. Mas, ao contrário do filme cinzento, seu humor de brinquedo agradou 97% da crítica americana. Estes dois lançamentos ocupam dois terços do total das salas de cinema disponíveis no país. Considerando que ainda há filmes de sucesso em cartaz, só a contabilidade criativa e o jeitinho brasileiro conseguem fazer com que caibam mais estreias nos cinemas. Despejado no circuito alternativo, e provavelmente em sessões alternadas com outros títulos, encontra-se o favorito ao Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, a comédia alemã “Toni Erdmann”, que mostra a conturbada relação entre uma executiva workaholic e seu pai maluco, que adora aprontar pegadinhas por onde passa. Tem 92% de aprovação da crítica americana e venceu cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive como Melhor Filme Europeu do ano. Enquanto a produção do remake americano começa a sair do papel, por aqui a comédia original chega só em 12 salas entre São Paulo, Rio/Niterói, Brasília, Recife e Porto Alegre. A programação também inclui dois dramas brasileiros que igualmente conquistaram destaque e prêmios importantes, espremidos em 30 salas cada um. Em “Redemoinho”, dois amigos se reencontram no interior mineiro, em clima de suspense, após um fato traumático levar um deles a desaparecer por um longo tempo. Estreia no cinema do diretor José Luiz Villamarim, da aclamada série “Justiça”, o longa foi premiado no Festival do Rio. Já “A Cidade onde Envelheço” foi o vencedor do último Festival de Brasília e gira em torno de duas amigas portuguesas, que moram juntas em Belo Horizonte. Enquanto uma acaba de chegar à capital mineira e está deslumbrada com as novidades, a outra já pensa em voltar a Lisboa. Com passagem ainda pelo festival de Roterdã, a primeira obra de ficção da documentarista Marília Rocha (“A Falta que Me Faz”) também venceu o Festival de Biarritz de Cinema Latino-Americano, realizado na França. O trash de ação “Vale da Luta” continua a presença brasileira nas telas. A produção B americana inclui Cristiane Venancio, mais conhecida como Cris Cyborg, numa história mal-contada de lutas ilegais entre feras da MMA e modelos que surtariam ao quebrar a unha. Com cara de malvada, Cris vive a vilã que faz as bonitinhas chorarem, como sua colega de elenco, Holly Holm, fez com Ronda Rousey na luta pelo título do UFC. Outra campeã do octógono, Miesha Tate, vive a heroína. Completa a lista de estreias um romance francês incestuoso, “Marguerite & Julien: Um Amor Proibido”, sobre um casal de irmãos apaixonados desde a infância, durante a era renascentista. O mais interessante nesta produção é que o roteiro de Jean Gruault estava entre os projetos que François Truffaut pretendia filmar antes de morrer em 1984. A história acabou reescrita e filmada por Valérie Donzelli, do superestimado melodrama “A Guerra Está Declarada” (2011), com direito a anacronismos que boa parte do público terá dificuldades de aceitar. Passou em branco no Festival de Cannes de 2015, levou quase dois anos para desembarcar aqui e estreia em apenas sete salas. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.
Amanda Nunes dá mata-leão no ator Christian Slater ao vivo na TV americana
Pouco conhecida antes da vitória fulminante sobre Ronda Rousey, a lutadora brasileira Amanda Nunes está se tornando uma celebridade nos EUA. Ela já era campeã de MMA antes da fama, mas só agora tem a agenda cheia de compromissos de marketing. Na manhã de quinta (19/1), ela teve seu primeiro contato com Hollywood, ao finalizar o ator Christian Slater (série “Mr. Robot”) durante o programa “Live with Kelly”, da apresentadora Kelly Ripa. “Tive um bom momento com Christian Slater, foi bom demais”, ela publicou em seu Twitter. Veja abaixo o vídeo do abraço da leoa.
Brasileiro criador do MMA elogia a coragem e o discurso de Meryl Streep no Globo de Ouro
Assim como Donald Trump, muitos lutadores de MMA não gostaram nada do discurso de Meryl Streep no Globo de Ouro. Ao defender a classe, falando da diversidade de origens dos atores de Hollywood, ela disse, durante o discurso em que agradeceu o prêmio/homenagem a sua carreira: “Hollywood está repleta de forasteiros e estrangeiros, e se você nos chutar todos para fora (do país), você não terá nada para assistir, exceto futebol e MMA, que não são arte”. Curiosamente, os jogadores de futebol americano não comentaram a declaração, mas diversas personalidades do universo do MMA, inclusive o presidente do UFC Dana White, sentiram os calos doerem. Só que, enquanto White chamou a atriz de 67 anos de “senhora esnobe de 80 anos” e de “idiota”, afirmando que o MMA “é uma arte”, o brasileiro Rorion Gracie, criador do MMA, foi na contra-mão e elogiou o discurso. “Eu aplaudo a coragem de Meryl Streep, que, como boa lutadora, enfrenta um oponente mais forte. Ela só estava mal informada sobre as origens do MMA. Foi criado por mim e eu nasci no Brasil”, escreveu no Twitter. A conclusão é que nem o MMA existiria nos EUA se os imigrantes estrangeiros fossem expulsos por Trump, numa radicalização de sua plataforma xenófoba. O que, em vez de tirar a razão, dá ainda mais força ao discurso de Meryl Streep. I commend Meryl Streep's courage, who as a good fighter, takes on a bigger opponent! @goldenglobes #GoldenGlobes — Rorion Gracie (@roriongracie) January 9, 2017 She was just misinformed regarding the origins of MMA. It was actually created by me, and I was born in Brazil! #Streepfighter @goldenglobes — Rorion Gracie (@roriongracie) January 9, 2017
The Hurt Business: Documentário sobre MMA ganha primeiro trailer
O documentário “The Hurt Business”, sobre o MMA, teve seu primeiro trailer divulgado. Dirigido pelo documentarista Vlad Yudin (“Generation Iron”) e coproduzido por Jim Czarnecki (“Tiros em Columbine”), o filme traz depoimentos de lutadores famosos, como Jon Jones, Ronda Rousey, Chuck Liddell e Georges St-Pierre, e cenas de lutas e bastidores, inclusive em hospitais, revelando a parte mais dolorosa das artes marciais mistas. Com narração do ator Kevin Costner (“Mente Criminosa”), o filme ainda não tem previsão de estreia.
Independence Day 2 invade os cinemas brasileiros
Vinte anos depois da invasão original, a continuação da sci-fi “Independence Day” retorna aos cinemas, ocupando 965 salas (das quais 668 com telas 3D e 12 IMAX). É um circuito três vezes maior que o do filme de 1996, lançado, na época, em 301 cinemas. A diferença reflete o crescimento do parque exibidor, que ainda assim é insuficiente para o tamanho do país. “Independence Day – O Ressurgimento” reúne boa parte do elenco dos anos 1990, menos Will Smith (que ironicamente virou astro de ação graças ao sucesso do original), além do diretor Roland Emmerich, maior expert em catástrofes de escala apocalíptica de Hollywood. Mostrando seu talento para destruir monumentos e devastar capitais, ele faz dos efeitos visuais os principais destaques da produção, que ainda apela ao público atual com a inclusão de rostos jovens, como Liam Hemsworth (da franquia “Jogos Vorazes”) e Maika Monroe (“Corrente do Mal”). O tom grandiloquente também se reflete no marketing, com pré-estreia em estádio de futebol. Bill Pullman veio ao Brasil para promover o lançamento no estádio Allianz Parque, em São Paulo. Mas o clima festivo acaba, indiretamente, jogando mais luz sobre o grande defeito do longa, que cria um espetáculo pirotécnico de ultradestruição indolor, sem jorrar sangue, para divertir crianças que não podem jogar certos videogames. A crítica americana considerou o esforço medíocre, dividindo-se numa média de 52% de aprovação, segundo o site Rotten Tomatoes. Para enfrentar a invasão importada, o circuito destaca um dos grandes filmes brasileiros do ano, “Mais Forte que o Mundo – A História de José Aldo”. Cinebiografia do lutador de MMA e ex-campeão do UFC, o longa mostra porque Afonso Poyart (“2 Coelhos”) já chamou atenção de Hollywood. Editado com ritmo vibrante, o longa parte do drama de superação para projetar cenas de ação arrepiantes, com ímpeto, furor e ótimas interpretações de José Loreto, no papel-título, e Cleo Pires, cuja filmografia vem se revelando cada vez mais inesperada. A estreia é boa, em 397 salas do circuito. A outra ficção nacional da semana, “O Caseiro”, contenta-se em ser um exemplar convencional de terror, reciclando clichês do gênero, como o caça-fantasma e a casa mal-assombrada. Apesar da trama previsível, seus similares americanos costumam lotar os cinemas. A maior vantagem do filme de Julio Santi (“O Circo da Noite”) é que dispensa as legendas – em 61 telas. O terceiro filme brasileiro é o ótimo documentário “Paratodos”, de Marcelo Mesquita (“Cidade Cinza”), que acompanha as equipes paralímpicas nacionais de natação, atletismo, canoagem e futebol entre 2013 e 2016. Vitórias, frustrações e principalmente histórias de superação compõem a obra, que chega aos cinemas em clima de Olimpíadas – ou seja, com pouco interesse do circuito, em 12 salas. As distribuidoras até se esforçaram para surfar na onda olímpica, mas o mercado não se engajou, como bem demonstra o lançamento de “Raça”, cinebiografia do lendário Jesse Owens, atleta negro que constrangeu Adolph Hitler ao vencer as principais provas de atletismo da Olimpíada de Berlim, em 1936, mas que nem felicitado pelo Presidente dos EUA, numa história vergonhosa de racismo. O filme teve 60% de aprovação no Rotten Tomatoes e vai passar em apenas 10 salas. O francês “Marguerite”, dirigido por Xavier Giannoli (“Quando Estou Amando”) com toques de comédia, leva a 25 salas outra história verídica, sobre uma socialite rica que, paparicada pelos amigos, convence-se que é uma grande cantora de ópera, sem sequer soar afinada. O papel-título rendeu a Catherine Frot o prêmio César (o Oscar francês) de Melhor Atriz do ano. A programação ainda destaca o chinês “As Montanhas se Separam”, de Jia Zhang-Ke (“Um Toque de Pecado”), que teve première em Cannes. Passado em três épocas (presente, passado e futuro), o drama acompanha a história de Tao, uma mulher dividida entre o amor de dois amigos de infância e o destino de seu filho. Chega em oito salas. Por fim, duas estreias não tiveram o circuito revelado, mas estão em cartaz pelo menos em São Paulo. Curiosamente, ambas tratam do mesmo tema: a questão dos imigrantes na Europa. Coprodução Brasil-Portugal, “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” se inspira no livro do brasileiro Luiz Ruffato e utiliza-se de atores amadores para, em clima de documentário, refletir sobre o que leva brasileiros a emigrarem para Portugal. A direção é do português José Barahona (“O Manuscrito Perdido”), que tem vivido no Brasil durante os últimos anos. Já “Nós ou Nada em Paris” encontra humor na situação de uma família iraniana, que escapa da repressão dos Aiatolás para a França, em busca de uma vida digna e melhor educação para o filho. Escrita, dirigida e estrelada pelo humorista Kheiron, iraniano radicado em Paris, a comédia foi premiada no Festival de Tóquio e selecionada para o César de Melhor Primeiro Filme.











