Avatar lidera bilheterias mundiais com mais US$ 21 milhões da China
Após recuperar o recorde de maior bilheteria mundial de todos os tempos no sábado (13/3), “Avatar” ampliou ainda mais sua liderança sobre “Vingadores: Ultimato” com o sucesso sem precedentes de seu relançamento na China. O filme de 2009 faturou cerca de US$ 21 milhões entre sexta e este domingo (14/3) no mercado chinês, atingindo um total mundial de US$ 2,81 bilhões. “Vingadores: Ultimato”, que tinha ultrapassado “Avatar” em julho de 2019, tem ao todo US$ 2,79 bilhões. A bilheteria da sci-fi de James Cameron representa o maior faturamento de um relançamento desde que os cinemas voltaram a abrir na China, em julho passado. O mais impressionante é que “Avatar” também se tornou o líder das bilheterias chinesas neste fim de semana, e a projeção para os próximos dias é que seu desempenho não diminua, devendo render até US$ 60 milhões a mais para os cofres da Disney. “Avatar” também foi o filme que mais vendeu ingressos no mundo nos últimos três dias, quase 12 anos após seu lançamento original. Detalhe: o relançamento visou majoritariamente salas Imax. O CEO da IMAX, Rich Gelfond, emitiu um comunicado comemorando o feito: “’Avatar’ mudou tudo para o Imax – catapultando nossa marca para a estratosfera e nos colocando no mapa da China – e somos gratos por ajudar James, Jon (Landau) e este filme decisivo a consolidar ainda mais seu lugar na história do cinema. Mais uma vez, os cinéfilos chineses estão demonstrando uma demanda reprimida por sucessos de bilheteria, algo que aguardam os cinemas em todo o mundo, à medida que começam a reabrir, e o Imax continua ajudando a liderar a recuperação do setor cinematográfico global.” O sucesso é ótimo para a franquia, que volta a ser lembrada e celebrada enquanto James Cameron prepara sua volta aos cinemas, desta vez com lançamentos inéditos. Já filmada, a continuação “Avatar 2” tem estreia marcada para dezembro de 2022, com novos filmes planejados para os anos seguintes.
China inaugurou mais de 2 mil salas novas de cinema em 2021
A China construiu mais de 2 mil novas salas de cinema nos primeiros dois meses de 2021, apesar das incertezas que o setor de exibição enfrenta devido à pandemia de covid-19. Os dados foram divulgados pelo departamento de Administração Nacional de Cinema do país. Com isso, a China passa a dispor de 77,769 mil salas de exibição. Não é à toa que o país tem batido recordes de bilheteria mesmo operando com restrições ao funcionamento dos cinemas do país, com a redução das capacidades das salas para manter o distanciamento social. O mercado chinês superou o norte-americano durante a pandemia, no ano passado, tornando-se o maior do mundo. E deve manter essa supremacia nos próximos anos, pois a crise financeira causada pelo fechamento das salas está levando a uma retração no número de cinemas nos EUA. Como comparação, a bilheteria total da China atingiu US$ 2,4 bilhões em fevereiro, muito além dos US$ 145 milhões somados na América do Norte no primeiro trimestre incompleto de 2021.
Disney+ supera 100 milhões de assinantes mundiais
O serviço de streaming Disney+ (Disney Plus) chegou a 100 milhões de assinantes no mundo todo, menos de um ano e meio após seu lançamento. O anúncio foi feito por Bob Chapek, CEO da Disney, durante uma reunião com acionistas nesta terça (9/3). Em menos de um mês, a plataforma ganhou cerca de 5 milhões de novos assinantes. O crescimento ajudou a elevar o preço das ações da Disney a níveis recordes, consagrando o conglomerado como o que mais se valorizou durante a pandemia em Hollywood. Ao celebrar o resultado, Chapek afirmou que o sucesso da plataforma Disney+ inspirou a companhia a estabelecer metas ainda mais ambiciosas que as originalmente previstas para a plataforma. “Colocamos uma meta de mais de 100 novos títulos por ano, incluindo produções da Disney Animation, Disney Live Action, Marvel, Star Wars e National Geographic”, disse Chapek. “Nosso negócio direto ao consumidor é a principal prioridade da empresa, e nossa robusta produção de conteúdo continuará a alimentar seu crescimento.” No último mês, o aumento no número de assinantes foi puxado pelo sucesso de um novo conteúdo em específico: “WandaVision”, primeira série da Marvel na plataforma. A marca também coincidiu com o lançamento de “Raya e o Último Dragão” simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (mas os assinantes precisam pagar R$ 69,90 a mais para ter acesso ao filme).
Bilheterias brasileiras desabam com novas restrições contra pandemia
As bilheterias brasileiras do primeiro fim de semana de março sofreram forte impacto com a volta das restrições de funcionamento dos cinemas, especialmente devido aos decretos de lockdown em estados importantes do circuito, como São Paulo e Minas Gerais. Segundo dados da consultoria Comscore, a arrecadação, que já era baixa devido à pandemia, caiu pela metade entre quinta e domingo (7/3) passados. No total, foram arrecadados R$ 1,16 milhão em bilheteria, com a frequência de 72,8 mil espectadores nos cinemas. O valor equivale ao que “Tom & Jerry: O Filme” fez sozinho na semana anterior, antes da volta das quarentenas obrigatórias. Neste fim de semana, “Tom & Jerry: O Filme” teve renda de R$ 299 mil e foi o filme mais visto nos cinemas, por 19,2 mil pessoas. O número de espectadores representa uma queda de 55,8% na comparação com o fim de semana passado, quando 165 mil pessoas foram aos cinemas. Na comparação com o mesmo período em 2020, o tombo é de 92,8%. Entre 5 e 8 de março do ano passado, os cinemas brasileiros tiveram público de 1,01 milhão de pessoas e arrecadação de R$ 17,7 milhões com a venda de ingressos. Mas, no começo de março do ano passado, as salas ainda operavam sem nenhuma restrição em todo o país. As más notícias não devem acabar nisso, já que a expectativa é de ampliação da “zona vermelha” do lockdown para mais estados, especialmente nas cidades maiores, que já definiram toque de recolher e fechamento das atividades não essenciais aos fins de semana. Enquanto outros países que seguiram orientações de distanciamento social e iniciaram vacinação em massa começam a retomar suas atividades, o Brasil vive a pior fase da pandemia desde seu começo há um ano atrás.
Minari vira blockbuster e bate Raya e o Último Dragão na Coreia do Sul
O filme indie americano “Minari – Em Busca da Felicidade” foi lançado na Coreia do Sul no último fim de semana e surpreendeu ao se tornar blockbuster no país, com desempenho 80% superior ao de outro lançamento americano do período, a animação “Raya e o Último Dragão”, da Disney. “Minari” estreou em 1º lugar nas bilheterias sul-coreanas, com arrecadação de US$ 1,68 milhão entre sexta e domingo (7/3), de acordo com dados do serviço KOBIS do Korean Film Council. O valor equivela a uma participação de quase 38% no total de ingressos vendidos no país nos últimos três dias. Capitalizando o interesse da imprensa local, especialmente pela atuação da veterana atriz sul-coreana Youn Yuh-jung (“Sense8”), a vovó da trama, a distribuidora local Pancinema colocou o filme dirigido por Lee Isaac Chung em 1.162 telas. E a expectativa é que o sucesso seja ampliado pela temporada de premiações nos Estados Unidos nas próximas duas semanas. Vencedor do Festival de Sundance em janeiro de 2020, “Minari” venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice como Melhor Filme em Língua Estrangeira, tendo sido enquadrado nesta categoria por se dividir entre diálogos em inglês e coreanos. O filme acompanha uma família sul-coreana que luta para se estabelecer no interior rural dos EUA. O elenco também destaca Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), Yeri Han (“Secret Zoo”) e o menino Alan Kim, que venceu o Critics Choice de Melhor Ator Jovem. A Coreia é o terceiro território internacional a lançar “Minari”. Na Austrália e na Nova Zelândia, o longa teve um lançamento limitado, acumulando quase US$ 1 milhão nos dois países, mas deverá chegar em mais telas após as esperadas indicações ao Oscar em 14 de março.
Netflix faz maior negócio do Festival de Berlim com terror estrelado por Christian Bale
A Netflix fechou o maior negócio da European Film Market (EFM), a feira de negócios paralela ao Festival de Berlim, ao adquirir por estimados US$ 55 milhões os direitos mundiais do projeto de terror gótico “The Pale Blue Eye”. O projeto volta a reunir o diretor Scott Cooper com o ator Christian Bale, após o thriller “Tudo por Justiça”, de 2013, e o western “Hostis”, de 2017. Além de dirigir, Cooper escreveu o roteiro, que adapta o romance de Louis Bayard lançado no Brasil com o título de “O Pálido Olho Azul”, e também produzirá o longa com Bale e a Cross Creek (produtora de “Os 7 de Chicago”). A trama se concentra em uma tentativa de resolver uma série de assassinatos ocorridos na Academia Militar de West Point em 1830. Bale tem o papel de um detetive veterano que investiga os crimes, e para isso conta com a ajuda de um jovem cadete, que mais tarde se tornaria mundialmente famoso como escritor, Edgar Allan Poe. A premissa e os nomes envolvidos no projeto atraíram muitas propostas, mas a Netflix superou a oferta dos concorrentes. As filmagens vão começar no outono norte-americano (primavera no Brasil), após Bale encerrar sua participação em “Thor: Love And Thunder” e num filme ainda sem título de David O Russell (“Trapaça”), ambos atualmente em produção. Além de “The Pale Blue Eye”, a Netflix também comprou no EFM os projetos de “Operation Mincemeat”, filme sobre a 2ª Guerra Mundial estrelado por Colin Firth, e “The Ice Road”, thriller de ação que vai reunir Liam Neeson e Laurence Fishburne, pagando, respectivamente, US$ 15 e 18 milhões pelas duas aquisições. “The Pale Blue Eye” custou, portanto, bem mais que os dois juntos.
Globoplay vai produzir filmes de ficção exclusivos
Para concorrer com a Netflix, a Globoplay vai passar a produzir, além de séries, filmes de ficção originais. A novidade foi revelada pela coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, que adiantou um dos projetos na fila Trata-se de “Core”, de José Junior, do AfroReggae, criador da série policial “A Divisão”. O filme vai tratar da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio.
Series online: Conheça 10 atrações inéditas no Brasil da Paramount+
O serviço de streaming Paramount+ já estreou no Brasil. Apesar do nome ser o mesmo, ele é diferente da versão “light” que existia por aqui – e que costumava ser chamada de Paramount Mais. Agora, até a pronúncia mudou. A nova Paramount+ é Paramount Plus. A versão “plus” da plataforma tem assinatura mensal de R$ 19,90 e chega no Brasil com várias séries e minisséries inéditas. A maioria vem do canal pago americano Showtime, uma espécie de HBO do conglomerado ViacomCBS, que no passado rendeu hits como “Dexter” e “Homeland”. Mas também há produções da antiga CBS All Access, plataforma de streaming americana que foi rebatizada e originou a atual versão da Paramount+. Para completar, a lista de produções inéditas traz a primeira atração criada especificamente para a Paramount+: “Kamp Koral”, desenho derivado do popular “Bob Esponja”, da Nickelodeon. Conheça abaixo 10 séries inéditas, nunca antes exibidas por aqui, que finalmente desembarcam no país pela nova plataforma. Your Honor | EUA | Minissérie (Paramount+) The Good Lord Bird | EUA | Minissérie (Paramount+) City on a Hill | EUA | 1ª Temporada (Paramount+) The Comey Rule | EUA | Minissérie (Paramount+) Escape At Dannemora | EUA | Minissérie (Paramount+) Two Weeks to Live | Reino Unido | Minissérie (Paramount+) Black Monday | EUA | 2 Temporadas (Paramount+) No Activity | EUA | 3 Temporadas (Paramount+) Strange Angel | EUA | 2 Temporadas (Paramount+) Kamp Koral | EUA | 1ª Temporada (Paramount+)
Cinemas – e tudo mais – voltam a fechar em São Paulo
O aumento de casos e mortes por covid-19 nos últimos dias levou o governador João Dória a anunciar nesta quarta (3/3) o retorno de todo o estado de São Paulo para a fase vermelha, a mais restritiva, da quarentena. Com isso, os serviços não essenciais voltam a fechar, incluindo as salas de cinema. A medida começa à 0h de sexta e tem previsão de duração de duas semanas. O lockdown pode ser encurtado ou ampliado dependendo da evolução do contágio de coronavírus e seu impacto na ocupação de leitos de UTI. A decisão foi tomada após a conclusão de que o sistema de saúde estadual, o melhor do Brasil, entrará em colapso caso não houvesse ação para fortalecer o isolamento social. A cidade de São Paulo já tem uma fila de 230 pessoas esperando por uma vaga na UTI de hospitais públicos municipais e estaduais para o tratamento de Covid-19. Em número gerais, as mortes pela doença chegaram a 60.381 em toda o estado, com mais de 2 milhões de casos de infecção confirmados. Desde o dia 26 de fevereiro, a capital paulista estava na fase laranja do plano de contingência do governo. Nela, restaurantes, cinemas, teatros, parques e shoppings podiam funcionar com algumas restrições e ficar abertos entre 6h e 20h, com capacidade limitada a 40% do total. Mas essas restrições não foram o suficiente para conter a contaminação, especialmente com a falta de fiscalização sobre a movimentação noturna da cidade. A volta à mais restritiva do Plano SP, a fase vermelha, não permite a abertura de restaurantes, bares, shoppings, museus, casas de shows, teatros e cinemas. Apenas atividades essenciais, como alimentação, educação e saúde, poderão funcionar. No fim de semana passado, os cinemas brasileiros ensaiaram retomar uma aparência de normalidade com a volta dos lançamentos de blockbusters, mas agora, após o fechamento de São Paulo, outros estados devem adotar o lockdown para conter a propagação do coronavírus.
Sony desiste de vender produtos no Brasil
A empresa de eletrodomésticos Sony Brasil comunicou nesta segunda (1/3) que irá encerrar suas atividades no país no final de março. Com isso TVs, câmeras digitais e equipamentos de áudio da marca deixarão de ser comercializados no Brasil. A decisão é decorrência do fechamento da fábrica da empresa na Zona Franca de Manaus (AM), em setembro passado. Na ocasião, a Sony disse em nota que a decisão foi tomada “considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”. A fábrica foi comprada pela marca brasileira Mondial em dezembro. Uma das empresas mais inovadoras da década de 1980, quando lançou o walkman, os floppy disks e o videocassete, a empresa japonesa acabou ficando para trás em relação às últimas tendências de mercado, perdendo a liderança das vendas de smart TVs para as sul-coreanas Samsung e LG. A companhia também foi na contramão ao vender seu pioneiro serviço de streaming, Crackle, em março de 2019 para uma editora de livros de autoajuda, meses antes da Disney lançar com estrondoso sucesso sua própria plataforma, Disney+, iniciando uma corrida dos estúdios de cinema por seus próprios streamings. Apesar de abandonar o mercado de eletrodomésticos no Brasil, as demais operações do grupo, que envolvem games, soluções profissionais, música e cinema, vão continuar normalmente. Hoje em dia, a Sony é basicamente o PlayStation. A saída da Sony acontece após cerca de meio século de relação com os consumidores brasileiros. O fato de acontecer pouco após as marcas Ford, Mercedes e Audi também desistirem do Brasil levou a uma politização do anúncio nas redes sociais, acompanhada por várias críticas ao governo de Jair Bolsonaro. COMUNICADO IMPORTANTE pic.twitter.com/PnUUkB7ueq — Sony Brasil (@sonybrasil) March 1, 2021
Paramount+ estreia na próxima semana com várias séries inéditas no Brasil
O serviço de streaming Paramount+ foi confirmado oficialmente no Brasil. Apesar do nome ser o mesmo, ele é diferente da versão “light” que já existia por aqui – e que costumava ser chamada de Paramount Mais. Agora, até a pronúncia mudou. A nova Paramount+ é Paramount Plus. A versão “plus” da plataforma será inaugurada na próxima quinta-feira, dia 4 de março, com teste gratuito de 7 dias e assinatura mensal de R$ 19,90. A plataforma chega no Brasil com uma configuração diferente da oferecida nos EUA, incluindo em seu acervo todas as séries do canal pago Showtime – que manteve seu streaming individual separado da Paramount+ americana. Em compensação, o serviço nacional não terá canais ao vivo de notícias e esportes como a versão em inglês. Entre os títulos que o público poderá encontrar no lançamento estão séries do Showtime inéditas no Brasil, como “Black Monday”, “City on a Hill”, “Your Honor”, “The Good Lord Bird”, “The Comey Rule” e “Escape at Dannemora”, além de séries “clássicas” do canal, como “Dexter”, “Ray Donovan” e “The Affair”. Além disso, o serviço oferecerá todas as vindouras atrações do Showtime, entre elas “American Rust” e a antologia “The First Lady”, atualmente em produção. O conteúdo da (prestes a ser extinta) CBS All Access, que serve de base para a nova plataforma nos EUA, é outro atrativo da Paramount+ no Brasil, mas algumas séries anteriormente negociadas com Amazon e Netflix não devem entrar automaticamente no pacote. A plataforma ainda oferece a programação infantil da Nickelodeon, com sucessos como “Bob Esponja”, “As Tartarugas Ninja” e “Dora, A Aventureira”, programas e reality shows da MTV como “De Férias Com o Ex”, “Catfish” e “Are You The One?”, filmes da Paramount, como as franquias de sucesso “Missão Impossível”, “Star Trek” e “O Poderoso Chefão”, sem esquecer novas temporadas das séries atualmente produzidas pelo conglomerado ViacomCBS, incluindo “Yellowstone” e “The Handmaid’s Tale”. E, claro, muito conteúdo inédito e exclusivo. Na noite de quarta-feira (25/2), os executivos da ViacomCBS realizaram um evento de apresentação da plataforma para o mercado em que anunciaram a produção de mais de três dezenas de séries novas para a Paramount+. Os títulos abrangem versões serializadas de clássicos cinematográficos da Paramount, como “Grease: Nos Tempos da Brilhantina” (1978), “Flashdance” (1983), “Love Story” (1970), “Um Golpe à Italiana” (1969), “O Homem Que Caiu na Terra” (1976), “Atração Fatal” (1987) e “A Trama” (1974), e revivals de séries variadas dos canais CBS, Nickelodeon, Comedy Central e MTV, com destaque para “Criminal Minds”, “Frasier”, “iCarly”, “Inside Amy Schumer”, “Beavis and Butt-head” e “Rugrats – Os Anjinhos”. A ideia é explorar marcas conhecidas, o que se reflete ainda numa minissérie focada nos bastidores do filme “O Poderoso Chefão” (1972), chamada “The Offer”, versões live-action dos desenhos “Dora, a Aventureira” e “Os Padrinhos Mágicos”, uma atração sci-fi derivada do game “Halo”, um telefilme para encerrar a trama de “Ray Donovan”, que tinha ficado sem final após seu súbito cancelamento no Showtime, e até o retorno dos programas “Acústico MTV” (MTV Unplugged) e “Yo MTV Raps!”. A plataforma também vai transformar o conceito da minissérie “Waco”, lançado no canal pago Paramount Network em 2018, em tema de série antológica, que a cada ano contará uma tragédia diferente. O projeto ganhou o título de “American Tragedy”. Além disso, a Paramount+ será lar de vários spin-offs de programas de sucesso da ViacomCBS, de “Yellowstone” e “Star Trek” a “Bob Esponja: Calças Quadradas” e “Avatar – A Lenda de Aang”. A lista interminável segue com as séries “Mayor of Kingstown”, criada por Taylor Sheridan (“Yellowstone”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e estrelada por Jeremy Renner (“Vingadores: Ultimato”), “Two Weeks to Live”, estrelada por Maise Williams (“Game of Thrones”), uma nova animação do universo trekker, “Star Trek: Prodigy”, projetos inéditos de Kenya Barris (criador de “Black-ish”), planos para lançar um novo reality por mês, etc. Já na programação de filmes, a plataforma terá, além do catálogo e últimas estreias da Paramount, todos os títulos da Miramax (antigo estúdio dos irmãos Weinstein) e as produções da MGM e da Lionsgate, graças a acordos fechados para dar à Paramount+ prioridade como segunda janela após as estreias de cinema desses estúdios. Isto significa que a Paramount+ será o primeiro streaming a oferecer “Missão: Impossível 7”, “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Mundo em Caos”, por exemplo. Além disso, devido a pandemia de coronavírus, alguns filmes ganharão distribuição direta em streaming. Um deles é “Meu Pai” (The Father), drama estrelado por Anthony Hopkins, que tem se destacado na atual temporada de premiações que antecede o Oscar nos EUA – detalhe: o filme ainda consta com estreia marcada para abril nos cinemas brasileiros. Para completar, o acervo também vai incluir produções latino-americanas, entre elas os reality shows “Acapulco Shore” e “Are You The One?: Brazil” e as séries “The Envoys”, produção sobrenatural do cineasta argentino Juan José Campanella (diretor do filme vencedor do Oscar “O Segredo dos Seus Olhos”), e “Cecilia”, comédia dramática do também argentino Daniel Burman (“Supermax”), estrelada pela atriz mexicana Mariana Treviño (“A Casa das Flores”). O novo Paramount+ estará disponível no site ParamountPlus.com e em smartphones e smart TVs, através do aplicativo Paramount+ para iOS e Android. O serviço também terá ampla distribuição nos principais parceiros latino-americanos, incluindo Mercado Livre, Claro Brasil, Vivo e Oi.
Canal Fox vira Star no Brasil
A Disney finalizou a mudança do nome dos canais Fox para Star. A transformação foi oficializada nesta segunda (23/2), dois meses após a Walt Disney Company Latin America anunciar que a marca “Star” passaria a ser usada para definir sua “oferta de entretenimento geral” na TV, até então apresentada sob a marca “Fox”. De acordo com o comunicado oficial, “os canais Star continuarão o legado dos canais Fox”, mantendo a mesma programação de séries e filmes de diversos gêneros. “Séries como ‘Os Simpsons’, ‘The Walking Dead’ e produções de sucesso dos canais Fox continuarão na programação do Star”, diz o texto. Em outras palavras, mudou apenas o nome, mas não a programação do canal. A mudança envolve, ao todo, quatro canais da marca Fox. O Fox Channel passará a ser chamado de Star Channel, o Fox Life passará a ser chamado de Star Life, o Fox Premium 1 será Star Hits e o Fox Premium 2 será Star Hits 2. Já os canais FX e Fox Sports permanecerão com o mesmo nome – a Disney deve vender ou dissolver a marca Fox Sports. O conglomerado já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após concluir a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e seus sócios acionistas – nas divisões de cinema da Disney, a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. A alteração se tornou necessária porque a marca Fox foi mantida na rede de TV americana, que não foi vendida para a Disney – incluindo, também, a Fox News nos EUA, que defende uma linha política oposta à adotada nos últimos anos pela Disney. O novo nome dos canais Fox vem de outra propriedade adquirida pela Disney ao comprar a 21st Century Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana com atividades multimídias. A plataforma de streaming Fox Play, entretanto, continua com seu nome atual nesta segunda-feira. Mas ela vai virar Star+ (Star Plus) em breve. O cronograma dessa mudança no streaming ainda não foi anunciado. Ao contrário da simples renomeação dos canais Fox, ela deve ser acompanhada por uma reformulação completa da plataforma, que passará a representar uma espécie de Hulu internacional. Nos EUA, a Hulu recebe as séries da FX e muito material exclusivo, especialmente da 20th Century Television e ABC Signature. O serviço é especializado em programas adultos e serve como complemento da plataforma “de família” Disney+. A chegada da Star+ está sendo anunciada para meados de 2021 na América Latina, onde a plataforma será oferecida como um serviço individual. Na Europa, onde já estreou nesta segunda, a Star+ foi incluída como um canal de conteúdo dentro da Disney+, ao lado das atrações da Marvel, Star Wars, etc. Um anúncio específico sobre o lançamento da plataforma digital no Brasil deverá ser realizado em breve, junto com mais detalhes do serviço.
Os Croods 2 passa de US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve o 1º lugar das bilheterias dos EUA e Canadá, após recuperar o topo na semana passada – e isto foi dois meses após seu lançamento. A posição de destaque marca a quinta semana de liderança do filme, que está há 13 semanas em cartaz e já se encontra disponível na casa dos espectadores norte-americanos, via VOD. Graças à sua longevidade no ranking, a produção da DreamWorks Animation/Universal Pìctures ultrapassou os US$ 50 milhões de arrecadação doméstica e se encontra próximo de virar o filme de maior bilheteria da pandemia na América do Norte, recorde atualmente detido por “Tenet”, que fez US$ 57,9 milhões logo que os cinemas reabriram em agosto passado – período em que havia mais salas funcionando que agora. Entre sexta e domingo, “Os Croods 2” faturou US$ 1,7 milhão de ingressos vendidos em 1,9 mil salas dos EUA e Canadá. Mas ainda não começou a contar as bilheterias de muitos países, em que ainda não estreou. No Brasil, o lançamento está marcado apenas para 25 de março. No mundo inteiro, a Universal já contabilizou o dobro dos valores norte-americanos. O filme fez mais que US$ 100 milhões no mercado internacional, levando seu total a superar os US$ 150 milhões mundiais. Se este desempenho é festejado pelo estúdio, Hollywood inteira olha incrédula para as notícias que vem da China, onde filmes estão rendendo mais por dia que “Os Croods 2” faturaram até agora. Encabeça por blockbusters locais, como “Detective Chinatown 3”, “Hi, Mom” e “A Writer’s Odyssey”, a bilheteria chinesa somou nada menos que US$ 1,2 bilhão de arrecadação no atual feriado do Ano Novo Lunar.











