“Doutor Estranho 2” lidera bilheterias mundiais com quase US$ 700 milhões
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” manteve a liderança das bilheterias mundiais em seu segundo fim de semana em cartaz, atingindo quase US$ 700 milhões em ingressos vendidos. Entre sexta e este domingo (15/5), a sequência da Marvel arrecadou US$ 61 milhões nos EUA e Canadá, totalizando US$ 291,9 milhões em 10 dias na América do Norte. Os números do fim de semana representam uma queda 67% em relação à abertura de US$ 187 milhões, mesma proporção do recordista “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” após a estreia. No mercado internacional, o filme do super-herói ganhou outros US$ 83,5 milhões para um total de US$ 396,2 milhões. O que elevou a arrecadação global para US$ 688,1 milhões. A animação “Os Caras Malvados” manteve o 2º lugar nos EUA com praticamente 10% do faturamento da superprodução da Marvel: US$ 6,9 milhões. O valor eleva seu total norte-americano para US$ 99,3 milhões e para US$ 165,6 milhões em todo o mundo. “Sonic 2: O Filme” ficou em 3º com US$ 4,6 milhões. A produção da Paramount chegou a US$ 175,7 milhões na América do Norte e US$ 355,2 milhões mundiais. Única grande estreia da semana, o remake de “Chamas da Vingança” (Firestarter), adaptação de Stephen King que já tinha sido filmada nos anos 1980 (com a então criança Drew Barrymore), queimou-se com uma abertura insignificante em 4º lugar. Com amplo lançamento em 3.412 cinemas, o filme da Universal e da Blumhouse arrecadou apenas US$ 3,8 milhões no mercado doméstico. O fracasso teve vários padrinhos, desde a decisão do estúdio de fazer uma estreia simultânea em streaming, na plataforma Peacock, até críticas extremamente negativas – apenas 12% de aprovação no Rotten Tomatoes e um C- no CinemaScore, que pesquisa a opinião do público. A bomba incendiária estreia no Brasil na quinta-feira (19/5). O Top 5 se completa com a versão indie do multiverso, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (Everything Everywhere All at Once), que acaba de ganhar título em português e previsão de estreia no Brasil – em 23/6. Mais bem cotada que “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” entre a crítica norte-americana, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a sci-fi do estúdio A24 estrelada por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) fez US$ 3,3 milhões, atingindo um impressionante total doméstico de US$ 71,1 milhões – e com orçamento (US$ 25 milhões) e distribuição (1.726 cinemas) bem menor que a dos blockbusters em cartaz.
Disney+ cresce e chega a 137,7 milhões de assinantes
Consagrando-se como uma das maiores plataformas de streaming, a Disney+ revelou ter chegado a 137,7 milhões de assinantes em todo o mundo nesta quarta (11/5). No primeiro balanço de 2022, a plataforma registrou 7,9 milhões de novos usuários, em franco contraste com o saldo de sua principal concorrente, a Netflix, que perdeu 200 mil assinantes no trimestre e disse esperar uma queda ainda maior, de mais 2 milhões, no próximo período fiscal. O resultado da Disney+ mudou o humor do mercado ao superar expectativas. Analistas financeiros mais otimistas apostavam num número bem menor, na casa dos 5 milhões de novos assinantes. Comparado ao ano passado, o crescimento na base de usuários da Disney+ foi de 33%, elevando a receita da plataforma com assinaturas a US$ 19,25 bilhões. Apesar do crescimento, no período entre janeiro e março o streaming da Disney só teve um grande lançamento, a série “O Livro de Boba Fett”, enquanto a Netflix empurrou dezenas de novidades todas as semanas. A diferença é que o derivado de “Star Wars” é uma propriedade intelectual já bastante estabelecida e teve seus episódios liberados semanalmente, e não todos de uma vez como as séries da concorrente. Se outras plataformas registrarem crescimento, a tendência é separar a crise da Netflix do modelo de negócios direto ao consumidor, baseado em streaming. Se todos estiverem crescendo, menos a Netflix, o problema se torna claramente administrativo e não de esgotamento de mercado.
Apple anuncia fim do iPod
A Apple anunciou na terça-feira (10/5) que não vai mais produzir o iPod, reprodutor de música que marcou a virada comercial da empresa. Até então conhecida como fabricante de computadores, o iPod abriu caminho para o iPhone, o iPad e outros produtos portáteis com a marca da maçã. O primeiro iPod foi lançado em 23 de outubro de 2001 com o slogan de “mil canções no seu bolso”, uma embalagem cinza e uma roda com botões de controle. O produto ganhou cor com o lançamento de sua versão compacta, o iPod Nano em 2005. Sua última evolução foi a adoção da tecnologia de controle por toque, com o lançamento da versão chamada de iPod Touch em 2007, poucos meses após o lançamento revolucionário do iPhone. A empresa continuou atualizando o produto até a 7ª geração do modelo, lançada em 2019. Mas, ao contrário de seus outros equipamentos, desistiu de aperfeiçoá-lo depois disso – quando o iPod virou praticamente um iPhone que não fazia ligações. A aposentadoria do produto também se deve ao sucesso das plataformas de streaming. Serviços de música por assinatura podem ser acessados em qualquer aparelho, como o iPhone, e tornaram obsoleta a utilização de reprodutores específicos para arquivos de mp3, cada vez menos usados para se ouvir lançamentos musicais. A própria Apple tem seu serviço digital, que foi citado no comunicado sobre o fim do iPod. “A música sempre integrou o nosso núcleo na Apple, e levar isso para centenas de milhões de usuários com o iPod impactou mais do que apenas a indústria da música – também redefiniu como a música é descoberta, ouvida e compartilhada”, disse Greg Joswiak, vice-presidente de marketing mundial da Apple, em comunicado. “Hoje, o espírito do iPod continua vivo. Integramos uma experiência musical incrível em todos os nossos produtos […] E o Apple Music [o serviço de streaming de música da empresa] oferece qualidade de som líder do setor com suporte para áudio espacial – não há melhor maneira de curtir, descobrir e experimentar música”, completou o executivo. Na nota, a empresa afirma que irá vender o modelo de 2019 enquanto os estoques durarem. No Brasil, o preço oficial é de R$ 1.610 para a versão com 32 Gb de memória.
Netflix acelera planos para incluir anúncios na plataforma
A Netflix pode lançar um plano de assinaturas mais baratas, com a inclusão de propagandas, antes do esperado. De acordo com o site Deadline, a nova opção pode ser oferecida antes do fim do ano. “Sim, é um plano rápido e ambicioso, e vai exigir que sacrifiquemos algumas coisas”, teria dito o CEO Reed Hastings em uma recente chamada com os acionistas da Netflix. Originalmente, Hastings tinha previsto um prazo de até dois anos para implementar a nova opção do serviço. A ideia é incluir pequenas intervenções comerciais – anúncios – no meio da experiência de streaming para quem optar por pagar menos pelo acesso à plataforma. O modelo já é utilizado com sucesso por competidores como Hulu e HBO Max nos EUA, e ajuda a bancar plataformas gratuitas como Tubi (do canal Fox), Pluto (da Paramount) e Freevee (ex-IMDb TV, da Amazon). Além dessa mudança, a Netflix também vai endurecer seu controle sobre o compartilhamento de senhas, atividade que teria impacto maior que a pirataria em sua contabilidade. As decisões foram tomadas após a plataforma revelar ter perdido de 200 mil assinantes no primeiro trimestre de 2022, numa das poucas ocasiões em que não registrou crescimento de sua base de consumidores. Para piorar, o relatório financeiro trimestral também previu uma perda de mais 2 milhões de usuários no próximo trimestre. A repercussão negativa dos números fizeram a Netflix perder valor de mercado e geraram até um processo movido por seus próprios acionistas contra os diretores da empresa.
Forum Spcine revela importância do setor audiovisual para a economia
A Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo apresenta entre esta terça (10/5) e quinta (11/5) o Forum Spcine, evento que reúne representantes do setor audiovisual da América Latina para discutir a agenda de retomada do audiovisual no pós-pandemia, mas principalmente apresentar dados financeiros do setor, num balanço do impacto econômico gerado pelos seis anos de funcionamento da agência paulistana de fomento. Os dados do retorno da Spcine são impressionantes. O levantamento contábil da agência indica que cada R$ 1 investido pela prefeitura paulistana na produção de um filme ou série na cidade gerou mais de R$ 20 para a economia municipal. A Spcine também pesquisou o retorno financeiro do fomento nacional para revelar que cada real investido por mecanismos como as leis de incentivo federal e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) retornam aos cofres públicos R$ 15 em impostos. O que torna mais difícil para o governo Bolsonaro defender veto, congelar ou desmontar iniciativas que visam estimular o crescimento do setor. Outra informação para desmontar argumentos de quem não consegue ver importância econômica na Cultura: estimativas da Ancine, a Agência Nacional do Cinema, apontam que o setor audiovisual brasileiro movimentou em 2018, último ano antes do estrago causado por Bolsonaro, um valor maior do que as indústrias têxtil e farmacêutica, estimulando também empresas prestadoras de serviços como hotelaria, alimentação e transporte para as equipes – serviços que estão entre os mais afetados pela pandemia. “A sociedade conhece pouco os dados do setor audiovisual. Não tem como a gente debater políticas para o setor sem entender quão estratégico ele é”, afirma Viviane Ferreira, presidente da Spcine, comentando os valores para o jornal Folha de S. Paulo. Para ela, os dados obtidos pelo serviço de inteligência da agência junto à Secretaria Municipal da Fazenda, o IBGE e a Ancine “mostram para a gente que a economia criativa faz sentido.” O levantamento indica ainda que a produção audiovisual emprega anualmente cerca de 210 mil pessoas apenas na cidade de São Paulo, além de outras 290 mil de forma indireta, por meio da rede de serviços que estimula, movimentando R$ 5 bilhões no próprio setor audiovisual e outros R$ 6 bilhões em áreas relacionadas. Apesar disso, a Ancine congelou sua política de incentivo durante o governo Bolsonaro, com uma paralisação no repasse da verba do FSA que atrasou centenas de produções de cinema e televisão no país e causou preocupação no setor. Um montante de R$ 5 milhões do FSA seria destinado a 52 projetos de editais da Spcine, que ainda não foram liberados aos realizadores. Tão importante quanto as revelações feitas por estes dados é o próprio sucesso da Spcine. Embora o Brasil esteja acostumado com as destruições de iniciativas bem-sucedidas a cada mudança de governo, como Bolsonaro fez com o Bolsa Família, a Spcine demonstra que progresso é seguir em frente e não parar para recomeçar sempre. Afinal, a agência foi uma boa ideia de um governo petista, iniciada na gestão do prefeito Fernando Haddad, que foi encapada e fortalecida por um rival, o falecido prefeito tucano Bruno Covas, que ampliou seu alcance para meios digitais e lhe destinou maior investimento. Agora, o atual prefeito Ricardo Nunes incluiu estudos da Spcine na legislação municipal, ao assinar nesta terça (10/5), durante a abertura do Forum, decreto que estabelece normas e viabiliza filmagens em ZER (Zonas Exclusivamente Residenciais) na capital paulista. “Isso diminui a dificuldade do diálogo para se fazer filmagens nos bairros da cidade. Isso é um grande avanço”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Aline Torres. Não há melhor exemplo de como a continuidade de políticas públicas é fundamental para o crescimento do país.
“Doutor Estranho 2” leva 3,5 milhões de brasileiros aos cinemas
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” registrou a maior estreia do ano no Brasil. Em apenas quatro dias, o novo filme da Marvel levou 2,8 milhões de espectadores aos cinemas e faturou R$ 61,9 milhões, segundo dados da Comscore. Ao somar os números da pré-estreia (sessões adiantadas no começo da semana passada), a bilheteria do filme se torna ainda mais imponente, chegando a R$ 75,3 milhões e 3,5 milhões de espectadores no país. Mas talvez seja ainda mais impressionante constatar que todos, absolutamente todos os demais filmes exibidos entre quinta e domingo passado (8/5) tiveram somente 300 mil espectadores. A diferença é de quase 1000%. Sério, seríssimo. A concentração de público e renda é resultado direto da monopolização de 70% de todas as salas de cinema existentes no país para a exibição de um único título. Antes do governo Bolsonaro, a Ancine atuava junto às distribuidoras e ao circuito exibidor para impedir que isso acontecesse. Mas a regra atual é não ter regra – não se trata de uma hipotética “lei de mercado”, já que todo o mercado é regulado para evitar, justamente, monopólios. Assim, para “abrir espaço” para um único filme, outros saíram de cartaz ou ficaram com espaço reduzido, apesar do bom desempenho comercial. Isto aconteceu, por exemplo, com “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos. O ator e cineasta sentiu o impacto e reclamou. “É preciso de regulamentação e fiscalização. ‘Medida Provisória’ acabou de alcançar uma marca importante (350 mil espectadores), atingindo em três semanas números que outros filmes levam muito mais tempo para alcançar, e ainda assim o número de salas reduziu bastante”, ele disse ao jornal O Globo. “O público brasileiro mostrou que queria assistir ao filme e se fez presente nas salas, mas esse desejo do público precisa ser mais reconhecido e respeitado”, completou. Com a diminuição do circuito, o filme de Lázaro Ramos levou apenas 20 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 374 mil em ingressos vendidos nos últimos quatro dias. Desde a estreia, a produção acumula público de 368 mil espectadores. Veja abaixo a lista das 10 maiores bilheterias do Brasil no fim de semana, segundo a Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 5 -9 Maio:1. #MultiversoDaLoucura 2. #SonicMovie2 3. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 4. #CidadePerdida5. #JujutsuKaisen0 6. #DetetivesPredioAzul37. #MedidaProvisoriaOFilme 8. #DowntonAbbey2 9. #APiorPessoaDoMundo9. #AFratura — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 9, 2022
“Doutor Estranho 2” tem uma das maiores estreias de todos os tempos
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” estreou com US$ 185 milhões nos EUA e Canadá, e somou US$ 450 milhões de bilheteria mundial em seu primeiro fim de semana em cartaz, de acordo com dados da Comscore. A marca é tão impressionante que significa que, em apenas quatro dias – considerando os países com estreias nas quintas – , “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” já fez quase 70% de toda a bilheteria conquistada por “Batman” em dois meses. O valor representa a quarta maior estreia entre todas as produções da Marvel, superada apenas pelos dois últimos “Vingadores” e “Homem-Aranha Sem Volta para Casa”. Na comparação com outros filmes de super-heróis, a abertura ficou apenas 17% atrás de “Homem-Aranha Sem Volta para Casa”, 126% acima de “Batman” e 160% acima do primeiro “Doutor Estranho”. O filme dirigido por Sam Raimi ainda estabeleceu um novo recorde de bilheteria IMAX, com US$ 33 milhões, a maior bilheteria do formato num lançamento de maio – e a 5ª melhor estreia mundial da Marvel no formato. E revitalizou o desempenho das projeções em 3D, que vinham em queda devido ao valor mais elevado de seus ingressos. Em toda a América Latina, 25% das bilheterias vieram do 3D, lideradas pelo Brasil com 46%. Além dos EUA e Canadá, os países em que o filme teve maior bilheteria foram Coreia do Sul (US$ 30 milhões), Reino Unido (US$ 24,7 milhões), México (US$ 21,5 milhões), Brasil (US$ 16,3 milhões), Índia (US$ 12,7 milhões), Austrália (US$ 12,6 milhões), Alemanha (US$ 12 milhões), França (US$ 11 milhões), Japão (US$ 9,4 milhões) e Itália (US$ 9 milhões). Em todos os mercados de lançamento, o filme chegou ao Top 10 das maiores estreias de todos os tempos. E ainda marcou a melhor estreia da era pandêmica em oito países. No Brasil, ficou atrás apenas da estreia do novo “Homem-Aranha”. O desempenho da produção do Marvel Studios deixou a concorrência na poeira. Líder pelas últimas duas semanas nos EUA, a animação “Os Caras Malvados” ficou em 2º lugar com apenas US$ 9,7 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme chegou em US$ 57,5 milhões na América do Norte e US$ 148 milhões em todo o mundo. “Sonic 2: O Filme” completa o pódio com US$ 6,2 milhões, atingindo US$ 169,9 milhões domésticos e US$ 349 milhões mundiais. E isso dá a medida do tamanho da arrecadação da produção da Marvel, já que a Paramount considera a adaptação do videogame um sucesso. Com um mês em cartaz, “Sonic 2” faturou menos que “Doutor Estranho 2” em quatro dias. O novo filme da Marvel também pulverizou os números de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A comparação escancara de vez o fracasso da produção da Warner Bros., que aparece em 4º lugar nos EUA neste fim de semana com US$ 3,9 milhões. Em 24 dias, foram US$ 86 milhões na América do Norte e US$ 363 milhões em todo o mundo, o que representa o fim da viabilidade financeira da franquia.
Amazon Prime Video vai ficar mais cara no Brasil
A Amazon Prime Video anunciou o primeiro aumento na mensalidade de sua assinatura no Brasil. O serviço, que contempla a plataforma de streaming e também vantagens no e-commerce da empresa, saltará de R$ 9,90 para R$ 14,90 a partir de 20 de maio, um reajuste de 50,50%. Para quem optar pelo plano anual, cobrado de uma só vez, o aumento é menor, correspondente a 33,7%. Vai de R$ 89 para R$ 119. Quem quiser aproveitar o preço antigo, precisa fazer assinatura até 19 de maio. Já os atuais assinantes só serão afetados pela mudança nas renovações feitas após 24 de junho. Esta é a primeira vez que o serviço tem preço reajustado desde que passou a ofertar um “pacotão” na moeda brasileira. Mas o aumento não é exclusivo da Amazon brasileira. Em fevereiro, a assinatura nos EUA saltou de US$ 13 para US$ 15 no pacote mensal. Apesar disso, a Amazon Prime Video segue como uma das plataformas de conteúdo em streaming com preço mais acessível.
“Animais Fantásticos 3” segue como filme mais visto no Brasil
“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” manteve-se como o filme mais visto dos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo. Segundo dados da ComScore, o longa teve público de 254,9 mil entre quinta e domingo (1/5) e uma arrecadação de R$ 5,52 milhões nas bilheterias. Em 2º lugar, “Sonic 2: O Filme” rendeu R$ 4,67 milhões com 239,8 mil espectadores, enquanto o anime “Jujustu Kaisen 0”, estreante da semana, fechou o pódio com R$ 2,81 milhões e 141,3 mil ingressos vendidos. Dos títulos nacionais em cartaz, “Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo” e “Medida Provisória” ficaram em 5º e em 6º lugares, respectivamente com 90,9 mil espectadores e faturamento de R$ 1,83 milhão e 50,2 mil espectadores e R$ 1,05 milhão nas bilheterias. Ao todo, 928,2 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta-feira e domingo, uma queda significativa em relação ao fim de semana anterior, quando a marca foi de 1,56 milhão — 41% menos público. A expectativa é de reversão desses números a partir de quinta (5/5), quando estreia “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, o novo filme da Marvel. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 28/4 – 1/5:1. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 2. #SonicMovie2 3. #JujutsuKaisen #JujutsuKaisen0 4. #CidadePerdida 5. #DetetivesPredioAzul36. #MedidaProvisoriaOFilme 7. #Morbius8. #DowntonAbbey2 9. #Batman 8. #ACriançaDiabo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 2, 2022
“Os Caras Malvados” lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
A falta de grandes lançamentos contribuiu para a animação “Os Caras Malvados” manter a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pela segundo fim de semana consecutivo. A produção da Universal Pictures arrecadou US$ 16,1 milhões de 4.042 salas, elevando seu faturamento doméstico total para US$ 44,4 milhões após 10 dias de exibição. Vale lembrar que “Os Caras Malvados” foi lançado há mais de um mês no Brasil sem causar muito impacto. Mas é um filme simpático que conquistou 87% de aprovação entre a crítica norte-americana, segundo registrou o site Rotten Tomatoes. Em todo o mundo, sua bilheteria está em US$ 118 milhões. O 2º lugar do fim de semana na América do Norte é “Sonic 2: O Filme”, que rendeu US$ 11,3 milhões em 3.801 salas. Após quatro semanas em cartaz, a sequência de “Sonic” já soma US$ 160,9 milhões no mercado interno. Ou seja, superou oficialmente a bilheteria do seu antecessor, que fez US$ 148 milhões na véspera da pandemia. Entretanto, o fechamento dos cinemas no começo do surto de covid-19 impediu que “Sonic: O Filme” tivesse longa exposição em 2020. A bilheteria mundial da adaptação do videogame está em US$ 323 milhões, praticamente empatada com “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A superprodução da Warner Bros., por sinal, também repetiu o 3º lugar da semana passada, somando mais US$ 8,3 milhões em 3.962 salas. O desempenho estável apenas reforça que o longa responde pela menor bilheteria de todos os títulos baseados no universo “Harry Potter” criado pela escritora J.K. Rowling. Com US$ 79 milhões acumulados em três fins de semana, “Os Segredos de Dumbledore” ainda está longe dos US$ 100 milhões no mercado interno, mas graças ao maior interesse internacional já chegou a US$ 329 milhões mundiais. A única novidade do Top 10 deste domingo (1/5) foi o lançamento de “Memory”, enésimo filme de ação estrelado por Liam Neeson, que abriu em 8º lugar com US$ 3,1 milhões em 2.555 salas. A falta de interesse coincide com críticas muito negativas – apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Liam Neeson vem afirmando há alguns anos que se aposentaria dos thrillers de ação. Mas segue fazendo filmes do gênero. Agora, público e crítica tomaram a iniciativa de deixar claro o fim desse ciclo em sua carreira.
Amazon contrata Fabiana Karla e diretora de “Minha Mãe é uma Peça 3”
A Amazon anunciou a contratação de humorista Fabiana Karla (“Lucicreide Vai pra Marte”), da roteirista Adriana Falcão (“Se Eu Fosse Você”) e da diretora Susana Garcia (“Minha Vida em Marte”). As novidades foram divulgadas nesta quinta-feira (28/4) durante o Rio2C, evento que acontece no Rio de Janeiro. Todos os três nomes tem trabalhos de sucesso na Globo – no caso de Garcia, no Multishow. Diretora também de “Minha Mãe é uma Peça 3”, maior blockbuster brasileiro, Garcia é a única que tem projeto conhecido. Ela vai dirigir uma série da plataforma a ser estrelada por Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”), cuja contratação já havia sido anunciada anteriormente pela plataforma – junto da contratação de Lázaro Ramos! A produção vai contar a história de uma mulher de 50 anos “que não é só a mãe da adolescente”, disse a atriz. A plataforma também está negociando contratar o humorista Paulo Viera, que se tornou ainda mais popular por sua participação no “BBB 22”. As preferências da Amazon sugerem uma competição por talentos com a Globo, em especial com o núcleo do Multishow, que concentra os programas humorísticos do grupo. Além da Amazon, a Globo também tem visto astros de suas novelas serem contratados pela HBO Max.
Netflix começa onda de demissões
A Netflix demitiu ao menos dez funcionários do site Tudum, nesta quinta-feira (28/4), de acordo com reportagem do site The Hollywood Reporter. O corte foi apontado pela publicação como o começo de uma onda de demissões na empresa após os resultados negativos do último trimestre, que registraram perda de 200 mil assinantes e consequente queda milionária de seu valor de mercado. A plataforma lançou o Tudum em dezembro passado como um site editorial para cobrir conteúdo de suas séries e filmes. Para formar a equipe, a empresa recrutou alguns dos principais jornalistas e redatores de entretenimento. Spencer Neumann, diretor-financeiro da Netflix, disse em conferência recente a acionistas que a companhia iria começar a “puxar o freio” em alguns gastos, preferencialmente aqueles mais dispensáveis. “Puxar o freio” é eufemismo para cortes de despesas e demissões. A decisão visa antecipar um potencial desastre no próximo trimestre. Segundo previsão da própria Netflix, ela deve perder em torno de 2 milhões de assinantes entre abril e junho. A
Elon Musk vai comprar o Twitter
O bilionário sul-africano Elon Musk, dono da companhia de carros Tesla e de foguetes SpaceX, anunciou nesta segunda-feira (25/4) ter entrado num acordo para a compra do Twitter, após semanas de negociações. O valor estimado a aquisição foi de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões na cotação atual). Ele decidiu comprar o Twitter após adquirir 9,2% de ações na empresa em 4 de abril, transformando-se no maior acionista individual da plataforma. Mas em seguida disse que não queria integrar o comitê executivo da empresa. Dias depois, fez a proposta para comprar 100% do Twitter, pagando US$ 7 bilhões a mais que o valor de mercado da companhia – avaliada em US$ 37 bilhões. Num primeiro momento, o conselho de administração do Twitter (grupo de diretores com poder de decisão na plataforma) se posicionou contra a oferta de Musk. Mas, durante a noite de domingo (24/4), uma reunião de acionistas decidiu que deveriam abrir negociações com o bilionário, após ele detalhar sua proposta com garantias financeiras e informar que aquela seria sua “última e melhor” proposta. Como o negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias, o comunicado cita que o processo de compra só deve ser finalizado no segundo semestre. A partir da aprovação, o novo proprietário pretende fazer mudanças radicais na empresa. Para começar, a companhia deixará de ter ações negociadas na bolsa e se tornará de capital fechado. Além disso, Musk quer alterar a política de controle das publicações, permitindo que violadores contumazes, como o ex-presidente Donald Trump, banido do Twitter, e bolsonaristas acusados de crimes pelo STF possam voltar a escrever na rede social. “Liberdade de expressão é a base do funcionamento da democracia, e o Twitter é a praça de discussão digital, onde são debatidos os assuntos vitais para o futuro da humanidade”, disse Musk em comunicado. O empresário já criticou várias vezes as políticas de moderação de conteúdo de redes sociais, criadas para tentar coibir desinformação e barrar discursos de ódio. Mas Mark Zuckerberg, o “dono” do Facebook, Instagram e Whatsapp, já teve que explicar no Congresso dos EUA porque tinha uma política de moderação mais branda que a do Twitter, sendo responsabilizado pela proliferação de notícias falsas e grupos de ódio em suas redes. Por outro lado, Musk também pretende combater bots (robôs ou usuários de comportamento automatizado), responsáveis por semear spam e fake news. Para isso, quer autenticar todos os seres humanos que participam do site. Outro de seus planos para “melhorar o Twitter” é tornar públicos os algoritmos da rede, para que as pessoas confiem mais na plataforma. “Estou ansioso para trabalhar com a companhia e comunidade de usuários para desbloquear seu potencial”, afirmou o bilionário.












