Thor Ragnarok é uma piada – no bom sentido
Elementos cômicos caracterizam os filmes da Marvel desde o primeiro “Homem de Ferro” (2008), mas após “Guardiões da Galáxia” (2014) vêm assumindo proporções cada vez maiores, a ponto de “Homem-Formiga” (2015) ser quase uma comédia. A evolução dessa linha narrativa rendeu “Thor: Ragnarok”, a primeira comédia assumida da Marvel. O filme é basicamente uma paródia de super-herói. Isto fica clara nas semelhanças em relação ao primeiro “Thor” (2011). Se o tom contrasta de forma radical com o clima de tragédia épica shakespeareana conjurado pelo diretor Kenneth Branagh há seis anos, a história parte exatamente da mesma premissa: Thor perde seu martelo místico, é exilado e precisava voltar a Asgard para salvar a cidade dos deuses de um inimigo mortal. Mas, como se trata de uma comédia, o caminho de volta é uma sucessão de piadas e não uma jornada de herói. Isto é, ele não precisa aprender humildade, como em “Thor”, apenas fazer gracejos, enquanto abre seu caminho à base de porradas. Ao mesmo tempo, “Thor: Ragnarok” é também o filme mais autoral de toda a linha industrial-cinematográfica da Marvel. Méritos do diretor neozelandês Taika Waititi, que tem comédias insanas e engraçadíssimas no currículo, entre elas o hilário documentário fake sobre vampiros “O Que Nós Fazemos Nas Sombras” (2014), que conseguiu a façanha de vencer a mostra Midnight do Festival de Toronto, dedicada a filmes extremos e assustadores. Se James Gunn abriu as portas com seus “Guardiões”, Taika Waititi derrubou as paredes. O novo “Thor” é um filme típico de Waititi, para rir do começo ao fim. E ele encontrou um aliado importante para realizar seu projeto: o próprio Thor. Ou melhor, o australiano Chris Hemsworth, que já tinha mostrado talento cômico anteriormente – em “Férias Frustradas” (2015) e “Caça-Fantasmas” (2016) – , e que entrega seu melhor desempenho como ator. Até Mark Ruffalo, que incorporava um Hulk atormentado, virou piadista. Pela primeira vez, o Hulk fala num filme da Marvel, apenas para contar piadas. O tom cômico agradou em cheio a maioria do público e até aos críticos de cinema, que consideravam os filmes de “Thor” como os mais fracos de todo o universo “cinemático” da Marvel. Mas irritou ferozmente os blogueiros nerds. Quem procurar por críticas de “Thor: Ragnarok” fora do Rotten Tomatoes pode se assustar com as notas baixas conquistadas pela produção na nerdosfera. Se a grande imprensa achou que o filme vale um 9, geeks irritados não dão nem 2. Isto porque o filme ridiculariza sem dó o gênero das adaptações de quadrinhos, e faz isso de forma consciente, com piadas sobre Tony Stark e outros personagens da Marvel. Mesmo assim, fãs dos quadrinhos não deveriam reclamar da paleta colorida e da extravagância visual dos novos personagens, pois remetem aos desenhos clássicos de Jack Kirby. E há inúmeras referências à tramas famosas da Marvel, de “Planeta Hulk” ao próprio “Ragnarok”. Por outro lado, a destruição de Asgard nas mãos de Hela, uma Cate Blanchett divina, causa tanto impacto quando a quarta explosão da Enterprise nos filmes de “Star Trek”. As piadinhas também fazem com que mortes de personagens conhecidos da franquia não sejam sentidas. E isto num filme intitulado “Ragnarok”, o apocalipse nórdico. A dramaticidade sucumbe sob o peso dos excessos. As nuances não funcionam. O destino dos personagens se torna irrelevante, já que o ritmo leva o público a esperar gags e não tragédias. E ironicamente, mesmo assim, as cenas de ação são muito bem realizadas. Mas o grande fato incontornável é que, sem as piadas, “Thor: Ragnarok” não valeria o ingresso de cinema. Isto porque a produção parte de um roteiro extremamente simplório, apesar de escrito por quatro roteiristas diferentes, e se resume a uma história de transição, criada para anunciar que vem outro filme da Marvel a seguir. Waititi conseguiu um milagre, ao tornar esse comercial gigante de “Vingadores: Guerra Infinita” num passatempo divertido. Para quem não espera nada de um terceiro filme do deus do trovão, “Thor: Ragnarok” pode se revelar uma boa surpresa. Já quem espera muito de qualquer filme da Marvel, a surpresa pode ser descobrir que o estúdio finalmente fez o filme que sempre ensaiou fazer: uma homenagem ao Batman da TV dos anos 1960.
Brett Ratner se afasta das produções da Warner após acusações de abuso sexual
O diretor Brett Ratner, responsável pela franquia “A Hora do Rush” e por “X-Men: O Confronto Final” (2006), anunciou o seu afastamento da Warner Bros. após diversas alegações de abuso. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. Ratner foi acusado de abuso sexual por seis mulheres, entre elas as atrizes Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) e Natasha Henstridge (“A Experiência”). Poucas horas após a publicação da reportagem, a Warner emitiu seu próprio comunicado, afirmando que “estava ciente das alegações” e “ponderando a situação”. A relação de Ratner com a Warner se deve a seu sucesso como produtor. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. Com a confirmação de seu afastamento, ele não vai poder mais utilizá-lo e seu nome será tirado dos futuros lançamentos da Warner, com produção da RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. O último filme de Ratner como diretor foi “Hércules” (2014) e ele pretendia filmar a cinebiografia de Hugh Hefner, o fundador da Playboy. Apesar de Jared Leto ter sido cogitado como protagonista, após as alegações o projeto foi suspenso e Leto negou seu envolvimento.
Diretor de X-Men: O Confronto Final é acusado de assédio pela intérprete de Psylocke e outras mulheres
O produtor e diretor Brett Ratner, que dirigiu “X-Men: O Confronto Final” (2006) e a trilogia “A Hora do Rush”, foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estão as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências com Ratner ao jornal Los Angeles Times. A história de Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) já era conhecida, embora mídia e Hollywood não tenham dado a devida atenção. Ela confirmou que o diretor se masturbou em sua frente no set de “Ladrão de Diamantes” (2004), quando ela ainda era uma aspirante a atriz. A experiência foi descrita em seu livro “Suck It, Wonder Woman!: The Misadventures of a Hollywood Geek”, lançado em 2010, sem citar o nome do diretor. Mas Ratner vestiu a carapuça na época, ao dizer que “tinha trepado com ela algumas vezes, mas esquecido”, e que a história era falsa. Um ano depois, ele admitiu que mentiu sobre o relacionamento. “Ele estava sem calças, com sua barriga de fora, com um coquetel de camarões na mão, e na outra ele se masturbava ferozmente”, descreveu a atriz ao Los Angeles Times. “E antes mesmo que eu pudesse pensar em como escapar daquela situação, ele ejaculou.” Olivia disse que começou a gritar e saiu correndo do trailer em que Ratner estava. Quando encontrou o membro da equipe que tinha pedido para ele ir ao local onde estava o produtor para entregar comida, ele disse: “Ah, não estou chocado, nem surpreso. Só me desculpe por isso”. Após o episódio, Olivia entrou em contato com a irmã de Ratner, que a aconselhou a procurar um advogado. Entretanto, o advogado aconselhou a atriz a “não medir forças com um importante diretor” e desistir de processá-lo. “Aquilo causou um grande impacto em mim”, declarou ela. “As pessoas só escutarão as mulheres quando elas estiverem totalmente despedaçadas?”. A atriz engoliu em seco e afirmou que precisou fugir de Ratner em diversos eventos de Hollywood. Mas passagem do diretor pela franquia “X-Men” não a impediu de conseguir o papel de Psylocke em “X-Men: Apocalipse” (de 2016) e ela deve retornar no vindouro “X-Men: Fênix Negra”. Já Natasha Henstridge (“A Experiência”) teve tratamento pior. Ela disse que tinha 19 anos quando participou de um clipe dirigido por Ratner, que a forçou a fazer sexo oral. Ela conta que, na ocasião, estava no apartamento dele, em Nova York, com outras pessoas da equipe. Em dado momento, ela pegou no sono e, quando acordou, percebeu que estava sozinha com o diretor, que a impediu de sair e começou a se masturbar em sua frente. “Ele me segurou de uma maneira muito forte e ficou fazendo força para cima de mim”, explicou ela. “Em certo momento, eu desisti e acabei fazendo o que ele ordenava.” Anos depois, ela tentou entrar numa nova série de TV. Mas o produtor era Ratner, que além de causar desconforto com sua presença no teste, não a aprovou. A série era “Prison Break”. As outras mulheres que acusam o diretor são as atrizes Jaime Ray Newman (que está na vindoura série do “Justiceiro”), Katharine Towne (“A Ameaça”), Jorina King e a modelo Eri Sasaki. As duas últimas eram figurantes em “A Hora do Rush 2” (2001) quando sofreram assédio, e o produtor assistente Kent Richards, que trabalhou no filme, confirma suas histórias, além de acrescentar que mais três figurantes reclamaram do comportamento do diretor durante as filmagens. O advogado de Ratner, Martin Singer, negou todas as acusações feitas pelas seis mulheres. “Trabalho com o Sr. Ratner há duas décadas e, até agora, nenhuma mulher o acusou de má conduta sexual, ou de assédio”, disse Singer por meio de um comunicado. “Além do mais, nenhuma mulher solicitou ou recebeu qualquer apoio financeiro do meu cliente.” De forma significativa, dias antes da reportagem a atriz Gal Gadot cancelou sua participação num evento em entregaria um prêmio ao diretor e produtor pelo conjunto de sua obra. O evento era iniciativa de uma organização judaica (Jewish National Fund), que após o cancelamento procurou evitar polêmica afirmando que tinha acontecido conflito de agenda. Além de diretor, Ratner é produtor como Harvey Weinstein. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016), em que Gal Gadot debutou como Mulher-Maravilha!
Atrizes da Marvel se juntam para pedir um filme só com super-heroínas
A atriz Tessa Thompson, que interpreta Valquíria em “Thor: Ragnarok”, revelou que um grupo de intérpretes de super-heroínas da Marvel abordou o presidente do estúdio, Kevin Feige, sugerindo um filme que reunisse todas as personagens femininas. Ela listou quem participou do “movimento” em uma entrevista ao site Comic Book Resources. “Eu acho que nesse grupo estava Brie Larson, eu mesma, Zoe Saldana, embora ela estivesse no banheiro, eu acho, então ela chegou no meio da conversa, mas ela estava na revolução, Scarlett Johansson. Pom [Klementieff] e Karen [Gillan], que estão nos filmes dos ‘Guardiões da Galáxia’. Sim, acho que foi esse grupo. Nós estávamos meio que em um semicírculo, falando, e acabou surgindo a ideia, porque nenhuma de nós realmente trabalhou juntas – bem, exceto Zoe, Karen e Pom – , e pensamos ‘Não seria bom se pudéssemos todas trabalhar juntas? E fomos especulando sobre como isso poderia acontecer em ‘Guerra Infinita’, ou não aconteceria. E concluímos: ‘Não, deveríamos ter um filme inteiro onde nós teríamos certeza que poderíamos trabalhar juntas.’ Então, nós acabamos correndo até Kevin Feige e começamos a falar sobre isso”. As personagens que as atrizes listadas interpretam são: Valquíria (Tessa Thompson), Capitã Marvel (Brie Larson), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gamora (Zoe Saldana), Mantis (Pom Lementieff) e Nebula (Karen Gillan). Mas o grupo poderia incluir ainda a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Vespa (Evangeline Lilly), Sif (Jaimie Alexander), Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) numa armadura de ferro e as guerreiras Dora Milaje do vindouro “Pantera Negra”. Já imaginaram? A Marvel ainda não anunciou nenhum filme para depois de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, que deve iniciar a Fase 4 do estúdio. E mesmo este filme ainda não tem data de estreia definida.
Estreia de Thor: Ragnarok leva 1,5 milhão de brasileiros aos cinemas
“Thor: Ragnarok” não teve dificuldades para estrear em 1º lugar nas bilheterias dos cinemas brasileiros. Onipresente, o filme foi lançado em cerca de 40% do circuito cinematográfico nacional e completou seu primeiro fim de semana em cartaz assistido por 1,5 milhão de espectadores, com rendimentos de R$ 26 milhões, de acordo com informações da comScore. A diferença para os demais filmes em cartaz é brutal. Para se ter noção, o Top 3 brasileiro inclui “Tempestade: Planeta em Fúria”, visto por 128 mil pessoas no fim de semana, com arrecadação de R$ 2,2 milhões, e “A Morte Te Dá Parabéns”, que teve 68 mil espectadores e rendeu R$ 1 milhão. O sucesso do terceiro longa solo do super-herói da Marvel é mundial, ao abrir em 1º lugar em vários países. O filme já fez US$ 107,6 milhões em todo o mundo, e o Brasil foi um dos países que mais vendeu ingressos para a produção antes da estreia nos Estados Unidos – o lançamento na América do Norte acontece na sexta (3/11). O mercado brasileiro só não superou a renda do Reino Unido (US$ 15,8M), Coreia do Sul (US$ 15,5M) e Austrália (US$ 8,4M). Segundo o site Deadline, a performance internacional de “Thor: Ragnarok” é melhor que outros lançamentos recentes da Marvel, como “Guardiões da Galáxia Vol.2” (4% melhor) e “Doutor Estranho” (22%). Com relação ao filme anterior da franquia, “Thor: O Mundo Sombrio”, a diferença é ainda mais significativa, com uma abertura 32% mais bem-sucedida.
Disney já faturou US$ 4 bilhões com filmes em 2017
A Disney já pode antecipar as congratulações pelo desempenho anual de seus filmes. O sucesso internacional de “Thor: Ragnarok” e a proeza de “Viva – A Vida É uma Festa” no México foram os empurrões que faltavam para o estúdio se tornar o primeiro a atingir US$ 4 bilhões de arrecadação mundial neste ano. Mais que isso: a Disney virou o único estúdio a atingir esta marca de forma consecutiva pelos últimos cinco anos. O recorde de faturamento da empresa aconteceu justamente no ano passado, quando superou os 6 bilhões mundiais, valor nunca antes atingido por nenhum estúdio de cinema. A bilheteria doméstica da Disney em 2017 está em US$ 1,4B (bilhão), enquanto a internacional acumula US$ 2,7B até o momento. Os valores devem chegar facilmente em US$ 5B, considerando que, além de “Thor: Ragnarok” e “Viva – A Vida é uma Festa”, a Walt Disney Pictures ainda irá lançar o aguardado “Star Wars: Os Últimos Jedi” no final do ano. Os dados ressaltam, mais uma vez, como a estratégia de aquisições do estúdio funcionou: “Thor: Ragnarok” é uma propriedade original da Marvel, “Viva – A Vida é uma Festa” da Pixar e “Star Wars: Os Últimos Jedi” da Lucasfilm.
Thor: Ragnarok fatura mais de US$ 100 milhões no mercado internacional
“Thor: Ragnarok” teve uma boa arrancada internacional e já soma US$ 107,6 milhões antes de estrear nos Estados Unidos. O novo lançamento da Marvel chegou neste fim de semana a 52% do mercado mundial, inclusive no Brasil, onde conquistou a 4ª maior arrecadação internacional. Os países que puxam a arrecadação são Reino Unido (US$ 15,8M), Coreia do Sul (US$ 15,5M), Austrália (US$ 8,4M), Brasil (US$ 8,3M) e França (US$ 7,4M). Segundo o site Deadline, a performance é melhor que outros lançamentos recentes da Marvel, como “Guardiões da Galáxia Vol.2” (4% melhor) e “Doutor Estranho” (22%). Com relação ao filme anterior da franquia, “Thor: O Mundo Sombrio”, a diferença é ainda maior, abrindo 32% de vantagem em seus rendimentos. A estreia na América do Norte está marcada para sexta-feira (3/11) e, diante dos números internacionais, a expectativa da indústria é que a abertura doméstica possa gerar um faturamento entre US$ 100 e 150 milhões. Ajuda o fato de o filme ter sido muito bem avaliado pela crítica norte-americana, com 96% (caiu um ponto no fim de semana) de aprovação no site Rotten Tomatoes.
Karen Page é destaque em pôster individual e novas fotos da série do Justiceiro
A Netflix divulgou novos fotos e um pôster da série do “Justiceiro”, que destaca Deborah Ann Woll, repetindo o papel de Karen Page de “Demolidor”. A imagem reforça a relação das duas séries, uma vez que o ator Jon Bernthal assumiu o papel de Frank Castle/Justiceiro na 2ª temporada de “Demolidor”. Além deles, a série contará ainda com Ebon Moss-Bachrach (série “The Last Ship”) como Micro, principal parceiro de Castle na sua guerra contra o crime, Amber Rose Revah (a Maria Madalena de “The Bible”/”O Filho de Deus”) como Dinah Madani, uma agente federal que entra em conflito com o Justiceiro numa investigação, Ben Barnes (série “Westworld”) como o vilão Retalho (Jigsaw) e Paul Schulze (série “Suits”) como William Rawlins, o ex-chefe e atual perseguidor de Castle. A atração foi desenvolvida por Steve Lightfoot (série “Hannibal”) e estreia em 17 de novembro.
Astro da série Chuck vai estrelar o filme do super-herói Shazam!
O mortal mais poderoso da Terra perdeu peso e massa muscular. Segundo o site The Hollywood Reporter, Zachary Levy, astro da série “Chuck”, vai estrelar o filme do super-herói Shazam!, antigamente conhecido como Capitão Marvel. Entre outros, ele venceu o musculoso lutador John Cena (“Pai em Dose Dupla”) na disputa pelo papel. Nos quadrinhos originais, o personagem era um menino chamado Billy Batson, que se transformava num adulto superfortão proferindo a palavra mágica “Shazam!”, um acrônimo formado pelas iniciais de deuses, semideuses e profetas do mundo antigo – Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio -, que conferem ao jovem seus atributos heroicos. Chamado originalmente de Capitão Marvel, o herói foi criado em 1939 por Bill Parker e C.C. Beck, e chegou a ser o personagem de quadrinhos mais popular da década de 1940, com vendas mensais de 1,3 milhão de exemplares e vários spin-offs centrados na chamada “Família Marvel” – Mary Marvel, Capitão Marvel Jr., etc. Todo esse sucesso incomodou a DC Comics, que entrou com um processo contra sua editora, a Fawcett Comics, por considerar que Capitão Marvel era plágio do Superman. Apenas os poderes eram similares, como os juízes que julgaram o caso atestaram, mas a DC recorreu por mais de uma década, aumentando os custos do processo, ao mesmo tempo em que os super-heróis saíam de moda e as publicações começavam a encalhar nos anos 1950. Endividada, a Fawcett resolveu abandonar os quadrinhos e encerrar a disputa com a DC, concordando em pagar uma compensação financeira e desistir de publicar o herói em 1954. Anos depois, quando os super-heróis voltaram à moda, a Fawcett vendeu os direitos do personagem à única editora que poderia publicá-lo após seu acordo legal, e assim a DC reviveu o super-herói em 1972, numa edição com participação de Superman. A ironia é que outra editora ameaçou processar o personagem. Em 1967, a Marvel tinha registrado o nome Capitão Marvel para batizar outro herói. E embora o editor Carmine Infantino tenha publicado o revival sob o título “Shazam!”, trazendo o nome do herói apenas no subtítulo, como “o Capitão Marvel original”, a Marvel exigiu que as referências a este nome fossem abandonadas. E assim, o antigo Capitão Marvel virou Shazam!, com o subtítulo de “o mortal mais poderoso da Terra”. Estabelecido no universo DC, o personagem até virou integrante da Liga da Justiça. Mas suas histórias sempre foram mais leves que as dos outros heróis, por sua característica única: ser apenas uma criança, sob a aparência de um adulto superfortão. Isto abre caminho para a criação de uma comédia. E a escalação de Zachary Levi, se não reflete os músculos do personagem, ao menos aponta este caminho. Curiosamente, ele também tem passagens pelos filmes de super-heróis da Marvel, no papel do asgardiano Frandal, que pode ser visto atualmente em “Thor: Ragnarok”. O roteiro de “Shazam!” está sendo escrito por Darren Lemke (“Goosebumps: Monstros e Arrepios”), Henry Gayden (“Terra para Echo”) e Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”), mas a direção é de um especialista em terror: David F. Sandberg (“Quandos as Luzes se Apagam” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”). O filme não deve trazer participação do astro Dwayne Johnson (“Velozes e Furiosos 8”), escalado há vários anos para viver o vilão Adão Negro, um dos principais antagonistas do Capitão… Shazam!. Johnson deve estrelar só o spin-off de seu personagem. “Shazam!” é o terceiro filme na fila de estreia dos heróis da DC, após “Liga da Justiça”, que chega aos cinemas já em novembro, e “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018. As filmagens vão começar em fevereiro em Toronto, no Canadá, com uma estimativa de lançamento para abril de 2019.
Diretor de Thor: Ragnarok quer fazer o filme solo da Viúva Negra
O diretor de “Thor: Ragnarok”, Taika Waititi, quer continuar a explorar o universo cinematográfico da Marvel com novas comédias de super-heróis. Contando com críticas extremamente positivas – 97% de aprovação no Rotten Tomatoes – e expectativa de estreia multimilionária para seu primeiro filme do estúdio, ele pretende aproveitar o momento para realizar o aguardado filme solo da Viúva Negra. “Com toda a honestidade, acho que poderia trazer algo bastante único para qualquer um dos filmes das franquias. Então, eu adoraria ver a Viúva Negra ganhar seu próprio filme”, ele disse, em entrevista ao site io9. “Eu gostaria de ver ‘Viúva Negra’ como algo meio louco e um pouco mais engraçado do que esperamos que seja. Porque conhecemos sua história e é muito dramática e sombria. É uma história bem triste. Mas… Qual é a versão engraçada disso? Qual é a versão mais divertida disso?”, ele afirmou. Em entrevista à revista Total Film, a atriz Scarlett Johansson afirmou que existem negociações para um filme com a heroína, especialmente após uma pesquisa revelar que o público quer um filme da Viúva Negra. Além disso, o sucesso de “Mulher-Maravilha” neste ano praticamente empurra a Marvel para esta direção.
Série da Marvel baseada nos quadrinhos de Fugitivos ganha novo trailer
A plataforma de streaming Hulu divulgou um novo trailer de sua primeira série de super-heróis: “Runaways”, adaptação dos quadrinhos da Marvel criados por Brian K. Vaughan (que também criou a série “Under the Dome”). A prévia introduz a premissa da série, que é a mesma dos quadrinhos. Mas parece mais uma produção do canal teen Freeform que um lançamento de streaming. A história, publicada no Brasil como “Fugitivos”, gira em torno de seis adolescentes que descobrem por acaso que seus pais são, na verdade, membros de uma sociedade secreta de supervilões, conhecida como Orgulho. Perturbados com a descoberta, eles fogem de casa e decidem usar seus poderes para impedir os planos malignos de suas famílias. Os heróis juvenis da trama são vividos por Gregg Sulkin (série “Faking It”), Rhenzy Feliz (série “Casual”), Virginia Gardner (“Projeto Almanaque”), Ariela Barer (série “One Day at a Time”), Lyrica Okano (série “The Affair”) e Allegra Acosta (série “100 Things to Do Before High School”). Já o elenco “adulto” traz Ryan Sands (série “The Wire”), Angel Parker (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Brittany Ishibashi (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”), James Yaegashi (série “Demolidor”), Kevin Weisman (série “Alias”), Brigid Brannagh (série “Army Wives”), Annie Wersching (série “The Vampire Diaries”), Kip Pardue (série “Ray Donovan”), James Marsters (série “Buffy – A Caça-Vampiros”), Ever Carradine (série “Eureka”) e Julian McMahon (série “Nip/Tuck”). Originalmente, a Marvel chegou a considerar transformar a história num filme. Em 2010, a produção chegou a ter um roteiro desenvolvido por Vaughan em parceria com Peter Sollet (“Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música”), que também seria responsável pela direção. Mas o projeto nunca saiu do papel. A nova adaptação, agora como série, é assinada por Josh Schwartz e Stephanie Savage, dupla responsável pelos sucessos adolescentes “Gossip Girl” e “The O.C.”. A estreia está marcada para 21 de novembro nos Estados Unidos. A série será exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Thor: Ragnarok ganha último pôster e vídeo com depoimentos do elenco
Com o filme em cartaz no Brasil, a Marvel divulgou um último pôster e vídeo de “Thor: Ragnarok”, que traz depoimentos do elenco falando de seus personagens e da trama. Há menções que sugerem um filme bem diferente dos anteriores. E, de fato, é uma comédia, em que até o Hulk fala pela primeira vez – para contar piadas. Isto não significa algo negativo. O filme está atualmente com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, mas o percentual deve diminuir um pouco até a estreia, pois a maioria das críticas publicadas até o momento são de blogs geeks. Dirigido pelo cineasta neozelandês Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”), “Thor: Ragnarok” estreou nesta quinta-feira (26/10) nos cinemas brasileiros.
Vincent D’Onofrio vai voltar a viver Wilson Fisk na 3ª temporada de Demolidor
O ator Vincent D’Onofrio vai voltar a viver Wilson Fisk, o Rei do Crime, na 3ª temporada da série “Demolidor” (Daredevil). Ele inclusive mudou a decoração de seu Twitter para incluir uma imagem de Fisk, antecipando o retorno. “Vincent é um ator excepcional que retorna com o incrível peso que ele traz para Fisk”, confirmou o chefe da Marvel TV, Jeph Loeb, ao site Deadline. A notícia alimenta os rumores sobre a trama da 3ª temporada, que, após o final de “Os Defensores”, parece se alinhar com a famosa história de “A Queda de Murdock” (Born Again), escrita por Frank Miller e desenhada por David Mazzucchelli em 1986. Isto porque a última cena da minissérie trazia o herói (vivido por Charlie Cox) sendo cuidado por freiras, como acontecia após sua derrota na trama dos anos 1980. A história de Miller ficou famosa por trazer de volta Karen Page (a personagem vivida por Deborah Ann Woll), antiga namorada do herói nos quadrinhos, que tinha saído da continuidade há alguns anos. Ela ressurgiu de forma polêmica e impactante: como uma viciada que decide trocar a informação da identidade secreta do Demolidor por uma porção de drogas. Esta informação crucial vai parar nas mãos de Wilson Fisk, que passa a destruir todos ao redor de Matt Murdock, numa vingança avassaladora. A trama da 3ª temporada não foi confirmada, mas será responsabilidade de um novo showrunner. Erik Oleson, produtor-roteirista de “Arrow”, vai trocar a DC pela Marvel na produção dos novos episódios, que ainda não têm previsão de estreia.












