Diretor de O Grande Mestre vai estrear em Hollywood com filme sobre o assassinato do herdeiro da grife Gucci
O cineasta chinês Wong Kar Wai (“O Grande Mestre”) vai estrear em Hollywood com um filme sobre o assassinato do empresário da moda Maurizio Gucci, neto do fundador da grife Gucci. A informação é do jornal inglês The Guardian. Maurizio Gucci comandou a empresa até 1993 quando vendeu sua parte nos negócios por US$ 170 milhões. Dois anos depois, ele foi morto por um assassino de aluguel contratado pela própria esposa, Patricia Reggiani. Ela confessou o crime e foi condenada como mandante do assassinato. Originalmente, o filme seria dirigido por Ridley Scott (“Perdido em Marte”) e teria Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) e Angelina Jolie (“Malévola”) como os protagonistas. Neste momento, Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) está cotada para viver Patricia Reggiani. O roteiro está sendo escrito pela dupla Andrea Berloff (“Straight Outta Compton”) e Charles Randolph (“A Grande Aposta”), e a produção está a cargo do estúdio americano Annapurna Pictures. Ainda sem título, o filme será o primeiro trabalho do cineasta chinês produzido por um estúdio americano, mas sua segunda obra falada em inglês. Em 2007, ele filmou Natalie Portman, Jude Law, Rachel Weiz e a cantora Norah Jones em “Um Beijo Roubado”, rodado nos EUA, mas coproduzido por estúdios de Hong Kong, da China e da França.
A Lei da Noite: Ben Affleck surge matador no novo trailer legendado de seu retorno à direção
A Warner divulgou o segundo trailer legendado de “A Lei da Noite”, que marca a volta de Ben Affleck à direção após sua consagração em “Argo” (2012), vencedor do Oscar de Melhor Filme. A prévia destaca cenas intensas, frases de efeito, clima sombrio, fotografia deslumbrante e muita ação. A trama acompanha a ascensão criminal de Joe Coughlin (Affleck), filho mais novo de um capitão da polícia, que começa sua carreira fazendo pequenos furtos na Boston da década de 1920 e vai ganhando respeito dentro do crime organizado. Até perceber que esse caminho não tem mais volta. Além de dirigir, Affleck assina o roteiro e estrela a produção, que adapta o livro homônimo de Dennis Lehane, autor das obras que inspiraram “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Ilha do Medo” (2010) e “Medo da Verdade” (2007), primeiro longa dirigido por Affleck. O elenco também inclui Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”), Elle Fanning (“Malévola”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Scott Eastwood (“Esquadrão Suicida”), Chris Cooper (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), Max Casella (série “Vinyl”), Brendan Gleeson (“O Guarda”), Anthony Michael Hall (série “Murder in the First”), Chris Messina (série “The Mindy Project”) e Titus Welliver (série “Bosch”). A produção é do ator Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”) e a estreia está marcada para 12 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento mais amplo nos EUA. Vale observar que o filme terá sessões limitadas em dezembro, em Los Angeles e Nova York, visando se qualificar à disputa por uma indicação ao Oscar de 2017.
Leonardo DiCaprio vai descobrir Elvis Presley e inventar o rock na cinebiografia de Sam Phillips
Leonardo DiCaprio vai viver “o homem que inventou o rock’n’roll” na cinebiografia de Sam Phillips. Segundo o site The Wrap, a Paramount Pictures adquiriu os direitos do livro “Sam Phillips: The Man Who Invented Rock‘N’Roll” para o astro produzir e estrelar. O filme será desenvolvido pela produtora Appian Way, de DiCaprio, e contará a história de como o dono de uma pequena gravadora do interior dos EUA descobriu Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison, Johnny Cash, Carl Perkins, Ike Turner e muitos outros, gravando um som que ninguém nunca tinha ouvido antes. A história de Sam Phillips é metade fato e metade ficção. Virou folclore oral, de tantos causos que originou. Desde a premissa de que ele ficaria milionário se encontrasse um branco que cantasse música negra, numa deixa para a entrada acidental de Elvis em sua empresa, querendo gravar um disco de presente para sua mãe, até a origem do primeiro compacto do rock, “Rocket 88”, que registou som distorcido porque o amplificador de Ike Turner caiu do carro a caminho do estúdio. O fato é que os discos lançados pela pequena Sun Records, no Memphis, mudaram a história da música popular americana. Ou melhor, a música do planeta. E se há dois filmes sobre o estouro do blues via Chess Records, já era hora de alguém contar a origem do rock nos anos 1950, tendo como guia a discografia da Sun Records. Embora um roteirista ainda não tenha sido contratado, a boa notícia é que autor do livro é Peter Guralnick, um dos maiores especialistas na história da música popular americana e maior autoridade crítica sobre Elvis Presley, graças a duas obras obrigatórias, “Last Train to Memphis: The Rise of Elvis Presley” e “Careless Love: The Unmaking of Elvis Presley”, sobre a ascensão e a queda do Rei do Rock. Curiosamente, antes de virar livro, “Sam Phillips: The Man Who Invented Rock‘N’Roll” foi filme: um documentário do canal pago americano A&E, exibido em 2000, com roteiro do próprio Guralnick e direção de Morgan Neville, vencedor do Oscar de Melhor Documentário por “A Um Passo do Estrelato” (2013). O livro só foi publicado no ano passado.
Leonardo DiCaprio vai produzir filme com atores sobre o Capitão Planeta
Até parece piada, mas é verdade. O ator Leonardo DiCaprio e o estúdio Paramount vão se unir para fazer um filme baseado no desenho animado “Capitão Planeta”, o super-herói ecológico, informou o site da revista The Hollywood Reporter. Com uma mensagem ecológica, o desenho narrava as aventuras de cinco jovens com anéis mágicos, que tinham a capacidade de convocar o super-herói Capitão Planeta para derrotar vilões e combater agressões ao meio ambiente. A série animada teve seis temporadas, exibidas entre 1991 e 1996. A produtora Appian Way, de DiCaprio, deve produzir a adaptação em parceria com o o ator Glen Powell (série “Scream Queens”). Powell, que não tem experiência como roteirista, vai escrever a história em parceria com Jono Matt (que escreveu apenas o inédito “Above the Line”, sem previsão de lançamento). Segundo o site, o que interessou a Paramount foi justamente a abordagem da dupla, que pretende situar a trama anos depois das aventuras da série televisiva, para apresentar o Capitão Planeta como um herói decadente e desacreditado, que precisa mais dos seis amigos do que eles precisam dele. Com o filme, Leonardo DiCaprio acrescentará um curioso novo capítulo no seu já conhecido trabalho em defesa do meio ambiente. O astro, que venceu o Oscar de Melhor Ator por “O Regresso”, realizou recentemente o documentário “Before the Flood”, sobre o impacto das mudanças climáticas e a necessidade urgente de combatê-las. O documentário estreia em nesta sexta (21/10) nos EUA.
Leonardo DiCaprio alerta o mundo sobre os perigos da mudança climática em trailer de documentário
A National Geographic divulgou o pôster e o trailer do documentário “Before the Flood”, em que Leonardo DiCaprio roda o mundo, fala com autoridades e cientistas, e tenta aumentar a conscientização sobre a importância de discutir a mudança climática que afeta o planeta. Quem acompanha a carreira do ator sabe que ele é um ativista dedicado à causa do meio ambiente. Este nem é seu primeiro envolvimento num documentário sobre o tema. Mas é o que mostra mais fôlego, ao levá-lo ao Ártico para testemunhar in loco o derretimento da calota polar e acompanhar seu testemunho sobre o que viu na ONU, diante de delegações de vários países. Graças a sua popularidade, ele também é capaz de ser recebido pelo Papa Francisco e o Presidente dos EUA Barack Obama para registrar seus depoimentos sobre a questão. Além de ser narrador e condutor do filme, ele também mostra fôlego como entrevistador, e ainda divide a produção com o cineasta Martin Scorsese. A direção, por sua vez, é de Fisher Stevens, documentarista vencedor do Oscar em 2010 por “The Cove”, que já abordava a depredação do meio ambiente. A estreia vai acontecer em 21 de outubro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Astro de Cinquenta Tons de Cinza será um fora-da-lei no novo filme de Robin Hood
O ator Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”) está em negociações para estrelar o novo filme baseado na lenda de Robin Hood, segundo o site da revista Variety. A produção será uma história de origem e se concentrará nas primeiras aventuras do fora-da-lei. Intitulado “Robin Hood: Origins”, o filme vai mostrar o herói retornando das Cruzadas e formando seu bando de foras-da-lei para enfrentar a corrupção que tomou conta do reino, na ausência do Rei Ricardo Coração-de-Leão. O papel de Robin Hood será vivido por Taron Egerton (“Kingsman: Serviço Secreto”) e Dornan viverá o fora-da-lei Will Scarlett. Em algumas versões, Scarlett é apresentado como irmão de Robin Hood. Outros integrantes já confirmados do bando alegre da Floresta de Sherwood são Jamie Foxx (“Annie”) como João Pequeno e Eve Hewson (série “The Knick”, filha de Bono Vox, da banda U2) como Lady Marian. O filme tem roteiro de Joby Harold, também responsável pela história de origem do Rei Artur, “Knights of the Roundtable: King Arthur”, que teve seu lançamento adiado indefinidamente. A direção está a cargo de Otto Bathurst (série “Peaky Blinders”), que fará sua estreia no cinema. “Robin Hood: Origins” ainda inclui entre seus produtores o astro Leonardo DiCaprio (“O Regresso”), e até o momento não tem previsão de estreia. A última versão cinematográfica de Robin Hood, estrelada por Russell Crowe em 2010, também era, supostamente, uma história de origem. Assim como a anterior, “Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões”, com Kevin Costner em 1991. Curiosamente, a produção mais antiga rendeu mais, US$ 390 milhões, contra US$ 321 milhões da nova versão dirigida por Ridley Scott.
A Lei da Noite: Ben Affleck vira gângster no trailer legendado de sua volta à direção
A Warner divulgou os pôsteres nacionais e o primeiro trailer legendado de “A Lei da Noite”, que marca a volta de Ben Affleck à direção após sua consagração em “Argo” (2012), vencedor do Oscar de Melhor Filme. A prévia destaca cenas intensas, frases de efeito, clima sombrio e muita ação. Além de dirigir, Affleck assina o roteiro e estrela a produção, que adapta o livro homônimo de Dennis Lehane, autor das obras que inspiraram “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Ilha do Medo” (2010) e “Medo da Verdade” (2007), primeiro longa dirigido por Affleck. A trama acompanha a ascensão criminal de Joe Coughlin (Affleck), filho mais novo de um capitão da polícia, que começa sua carreira fazendo pequenos furtos na Boston da década de 1920 e vai ganhando respeito dentro do crime organizado. Até perceber que esse caminho não tem mais volta. Produzido por Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”), o filme também traz em seu elenco Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”), Elle Fanning (“Malévola”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Scott Eastwood (“Esquadrão Suicida”), Chris Cooper (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), Max Casella (série “Vinyl”), Brendan Gleeson (“O Guarda”), Anthony Michael Hall (série “Murder in the First”), Chris Messina (série “The Mindy Project”) e Titus Welliver (série “Bosch”). A estreia está marcada para 12 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento mais amplo nos EUA. Mas o filme terá sessões limitadas em dezembro, em Los Angeles e Nova York, visando se qualificar à disputa por uma indicação ao Oscar de 2017.
Estoura o verdadeiro escândalo financeiro de O Lobo de Wall Street
“O Lobo de Wall Street” contava a história de um golpista que ficava milionário ao fraudar a bolsa de valores. Mas a ficção também serviu para alimentar um escândalo financeiro em seus bastidores. A produtora Red Granite, responsável pelo longa dirigido por Martin Scorsese, estrelado por Leonardo DiCaprio e indicado a cinco Oscar em 2014, está sendo acusada de desviar mais de US$ 100 milhões de um fundo público da Malásia para a produção do filme. Revelado em fevereiro pelo site Deadline, o esquema de lavagem de dinheiro virou processo conduzido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que investiga os produtores Riza Aziz e Christopher “Joey” McFarlan, fundadores da Red Granite, o agente e financista malaio Low Taek Jho, um chefe de investimentos do fundo 1MDB (1Malaysia Development Berhad) e até um ator que participou de “O Lobo de Wall Street” em um “papel principal”. O valor total desviado da estatal estaria na casa de US$ 3 bilhões. Desde o ano passado, o 1MDB está no centro de um grande escândalo de corrupção, que teria participação de políticos, banqueiros e empresários. Segundo o Departamento de Justiça americano, agentes do 1MDB usavam a conta do fundo como “conta pessoal de banco”. Segundo a acusação, os envolvidos no esquema usaram empresas de fachada para pagar dívidas de jogo em Las Vegas, iates de luxo alugados, um decorador de interiores, além de US$ 35 milhões gastos com uma empresa de jato particular. O principal foco da investigação é a atuação de Low Taek Jho, conhecido como Jho Lo. Ele é acusado diretamente de lavar mais de US$ 400 milhões desviados de fundos. No final de “O Lobo de Wall Street”, o agente recebe agradecimento especial da produção do longa dirigido por Martin Scorsese. Criado em 2009 pelo primeiro ministro malaio Najib Razak, o 1MDB tem como objetivo proporcionar bem-estar econômico e social à população malaia. Jho Low foi um de seus idealizadores. Em entrevista coletiva realizada na quarta (20/7) em Washington, a procuradora da divisão criminal do Departamento de Justiça dos EUA, Leslie Caldwell, afirmou tratar-se de uma “complexa teia de transações usadas para lavar bilhões de dólares roubados do povo da Malásia”. Além de empregar o dinheiro para financiar o filme, orçado em cerca de US$ 155 milhões, a Red Granite teria usado desvios do fundo estatal malaio para adquirir imóveis em várias partes do mundo, avaliados em US$ 100 milhões. De acordo com a Justiça americana, os direitos futuros sobre “O Lobo de Wall Street”, que arrecadou US$ 392 milhões globalmente, estão agora sujeitos a confisco, assim como os bens da Red Granite. “Nem o 1MDB nem o povo da Malásia viu um centavo de lucro a partir desse filme ou de qualquer um dos outros bens que foram comprados com dinheiro desviado de fundos.” Os escritórios da empresa Red Granite m Los Angeles não abrem desta quarta.
O Lobo de Wall Street: Leonardo DiCaprio terá que depor em processo de difamação
O ator Leonardo DiCaprio terá que depor num processo por difamação apresentado por um ex-executivo da Stratton Oakmont sobre a maneira como a qual ele foi supostamente representado no filme “O Lobo de Wall Street” (2013), de Martin Scorcese. O juiz norte-americano Steven Locke, de Nova York, afirmou na quinta-feira que DiCaprio deveria se fazer disponível para perguntas, decisão que teve a oposição da Paramount Pictures e da empresa Appian Way Productions, de DiCaprio. O autor do processo, Andrew Greene, entrou em 2014 com a ação em que pede mais de US$ 50 milhões de indenização, alegando ter sido difamado no filme pela interpretação do ator P. J. Byrne de um personagem com desvios éticos e morais chamado Nicky Koskoff. A Paramount afirmou que Koskoff foi um “personagem composto” inspirado em vários indivíduos, entre eles Greene. DiCaprio, de 41 anos, fez o papel de Jordan Belfort, um trapaceiro, que fundou a Stratton Oakmont, cujo livro de memórias de 2007 serviu como base do filme. Greene é um amigo de infância de Belfort. Ao se opor ao questionamento, os advogados disseram que DiCaprio não escreveu o roteiro, e não havia nenhuma alegação de que ele teve qualquer influência na decisão de incluir ou não o conteúdo supostamente difamatório no filme. Mas os advogados de Greene conseguiram convencer o juiz ao afirmarem que já haviam questionado Scorsese e o roteirista Terence Winter, e que ambos testemunharam que se encontravam regularmente com DiCaprio para discutir o roteiro.
Leonardo DiCaprio e Rihanna são flagrados juntos em show do Guns N Roses
Os boatos de que Leonardo DiCaprio e Rihanna teriam um caso esquentaram no fim de semana, quando os dois foram vistos no Festival de Coachella. Eles foram clicados juntinhos na plateia do show do Guns N’ Roses, com direito a conversa ao pé do ouvido. No início do ano, os dois tinham sido flagrados aos beijos em uma boate em Paris, na França. À época, uma fonte desmentiu que eles estariam namorando, mas diversas fotos circularam nas redes sociais mostrando que tampouco era só amizade.
Benicio Del Toro vai viver o Poderoso Chefão da máfia cubana
Após interpretar Che Guevara nas duas partes de “Che” (2008), o ator porto-riquenho Benicio Del Toro vai voltar a Cuba, para dar vida a um opositor da revolução castrista. Ele vai estrelar “The Corporation”, drama épico de gangster, que será produzido pelo ator Leonardo DiCaprio (“O Regresso”), informou o site Variety. A trama será baseada no livro “The Corporation”, de T.J. English (roteirista da série “NYPD Blue/Nova York Contra o Crime”), que teve seus direitos disputados por diversos interessados, antes de serem adquiridos pela produtora Appian Way, de DiCaprio, em parceria com a Paramount Pictures. O roteiro da adaptação está a cargo de David Matthews, escritor de séries da HBO como “Vinyl” e “Boardwalk Empire”. Del Toro interpretará o papel de José Miguel Battle Sr., chefe da máfia cubana, que operava os cassinos de Havana sob aval do líder cubano Fulgêncio Batista. O Chefão acabou fugindo para os Estados Unidos quando Fidel Castro assumiu o poder em 1959 e foi treinado pela CIA para participar da malfada missão de invasão do país via Baía dos Porcos. Após salvar a vida de 28 de seus homens na missão, ele se estabeleceu no negócio das jogatinas, lavagem de dinheiro e assassinato nos EUA, mas nunca desistiu do sonho de matar Castro, tornando-se financiador do movimento anti-castrista. Seus negócios cresceram muito, até que foram desbaratados por um detetive que o perseguiu incansavelmente por mais de 15 anos. O escopo épico da história sugere uma “versão cubana” de “O Poderoso Chefão” (1972) e “O Gângster” (2007).
Star Wars: O Despertar da Força é o grande vencedor do MTV Movie Awards 2016
Em sua premiação cinematográfica anual, o público da MTV confirmou a força da popularidade. O MTV Movie Awards 2016 consagrou “Star Wars: O Despertar da Força”, maior bilheteria do ano, com três troféus-pipoca, inclusive o de Melhor Filme. Além deste prêmio, o filme levou para casa as pipocas douradas de Melhor Revelação para Daisy Ridley e Melhor Vilão para o personagem Kylo Ren, vivido por Adam Driver. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de sábado (9/4), em Los Angeles, com apresentação da dupla Dwayne Johnson e Kevin Hart, astros da comédia “Um Espião e Meio” (que estreia só em junho no Brasil). Mas a exibição só vai acontecer na noite deste domingo, tanto nos EUA quanto no Brasil. Ou seja, sem o menor suspense. Os demais prêmios foram divididos entre outros blockbusters do ano. Favorito da crítica, “Mad Max: Estrada da Fúria” levou apenas um prêmio: Melhor Atriz para Charlize Theron. Já o troféu de Melhor Ator ficou com Leonardo DiCaprio, pelo papel em “O Regresso” que também lhe rendeu o Oscar. Como não possuiu prêmios técnicos, a votação da MTV ainda distribuiu meia dúzia de troféus a outros atores. Ryan Reynolds faturou duas estatuetas: Melhor Performance Cômica e Melhor Luta (contra Ed Skrein) por “Deadpool”. Jennifer Lawrence levou a pipoca de Melhor Heroína como Katniss Everdeen, em “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2”. Chris Pratt faturou a pipoca da Melhor Performance em Filme de Ação, por “Jurassic World”. E os astros de “A Escolha Perfeita 2” ficaram com os troféus de Melhor Elenco e Melhor Beijo (para Rebel Wilson e Adam DeVine). Para completar a lista, “Amy” venceu na categoria de Melhor Documentário, claro, e “Straight Outta Compton” foi eleito o Melhor Filme Baseado em Fatos Reais. Vencedores do MTV Movie Awards 2016 Filme do ano: Star Wars – O Despertar da Força Melhor filme baseado em história real: Straight Outta Compton Melhor documentário: Amy Melhor atriz: Charlize Theron – Mad Max: Estrada da Fúria Melhor ator: Leonardo DiCaprio – O Regresso Melhor ator ou atriz revelação: Daisy Ridley – Star Wars – O Despertar da Força Melhor performance em filme de comédia: Ryan Reynolds – Deadpool Melhor performance em filme de ação: Chris Pratt – Jurassic World Melhor herói ou heroína: Jennifer Lawrence – Jogos Vorazes – A Esperança: Parte 2 Melhor vilão: Adam Driver – Star Wars – O Despertar da Força Melhor performance virtual: Amy Poehler – Divertida Mente Melhor elenco: A Escolha Perfeita 2 Melhor beijo: Rebel Wilson e Adam DeVine, A Escolha Perfeita 2 Melhor luta: Deadpool vs. Ajax – Deadpool
Oscar 2016: Justiças, injustiças e as mudanças que a premiação antecipa
Leonardo DiCaprio conquistou seu Oscar. Mas, para os cinéfilos, a vitória de Ennio Morricone por “Os Oito Odiados” foi a mais significativa. Autor de trilhas clássicas do spaghetti western, com 87 anos de idade e já merecedor de um Oscar honorário pela carreira, ele foi reconhecido sob aplausos esfuziantes dos integrantes da Academia, que nem sempre têm a chance de corrigir lacunas históricas na premiação. O Oscar 2016 foi, por sinal, um evento focado nas injustiças da premiação, desde a falta de artistas negros em sua seleção, razão de vários discursos, até vitórias que relevaram o receio de repetir os eleitos do ano passado, casos de Alejandro G. Iñarritu, Melhor Diretor pelo segundo ano consecutivo, e Emmanuel Lubezki, único cinematógrafo a vencer o Oscar de Melhor Direção de Fotografia por três anos seguidos. Os vitoriosos por “O Regresso” eram, de fato, os melhores em suas categorias. Mas a premiação de “Spotlight – Segredos Revelados” como Melhor Filme, sobre o longa com a melhor direção, fotografia e ator (DiCaprio), aponta que os critérios da Academia não foram muito “justos”. Ao menos, não foram cinematográficos. Venceu a melhor história, supostamente, visto que “Spotlight” também conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original. Entretanto, há pouco cinema em “Spotlight”, que é praticamente um docudrama convencional, comparável, tecnicamente, a alguns telefilmes da TV paga. Além disso, seu diretor, Tom McCarthy, vem de realizações medíocres, entre elas a comédia “Trocando os Pés”, que, também neste ano, apareceu na lista do Framboesa de Ouro de piores filmes. Além de dirigir, ele assina o roteiro de “Spotlight” em parceria com Josh Singer, autor da bomba “O Quinto Poder” (2013), filme superficialíssimo sobre o Wikileaks execrado por todos, da esquerda à direita, do público à crítica. O que os cerca de 7 mil eleitores do Oscar se esquecem, na hora de votar, é que suas escolhas serão sempre lembradas e cobradas pela História. Será que Tom McCarthy seguirá fazendo filmes que mereçam novas indicações ao Oscar? Ou ganhará o ensaiado Framboesa de Ouro nos próximos anos? Ou, ainda, sumirá rumo à irrelevância, como Paul Haggis, o roteirista e diretor de “Crash: No Limite”, filme que venceu o Oscar de 2006 sobre “Brokeback Mountain”? Após sofrer a injustiça, Ang Lee fez novos filmaços, como “Desejo e Perigo” (2007) e “As Aventuras de Pi” (2012). E Haggis? Para ficar, então, no roteiro, que os acadêmicos de Hollywood consideraram o melhor do ano, não deixa de ser relevante que a trama de “Spotlight” falhe nas duas frentes em que avança. Como filme-denúncia, pouco tem a denunciar, uma vez que a questão da pedofilia na Igreja já foi absorvida pelo Vaticano. Mesmo assim, o assunto é tratado pela produção com um distanciamento burocrático que consegue fazer assepsia no asco. Sobre o mesmo tema e no mesmo ano, o drama chileno “O Clube”, também passado entre quatro paredes, é muito mais porrada. As paredes da redação de jornal, por sinal, fornecem o cenário em que “Spotlight” avança. A opção não é apenas teatral, mas pouco enaltecedora do jornalismo investigativo que o filme supostamente celebra. Os repórteres da tela não vão a campo investigar suspeitas. Eles recebem tudo mastigadinho, numa caixa repleta de depoimentos de vítimas, todas muito solícitas. E suas principais “descobertas” são notícias antigas, do arquivo da própria redação. O máximo de esforço investigativo se resume à leitura de anuários da Igreja, filtrada pelo cruzamento de informações. Assim, boa parte de sua “ação” acontece em salas cheias de pastas e papéis. Era assim que ainda se pesquisava nos anos 2000. Mas, se fosse trazida para os dias atuais, a trama mostraria simplesmente um jornalismo paralisado diante do Google. Desta forma, as comparações com “Todos os Homens do Presidente” (1976) não podem ser mais equivocadas. Quando o filme do mestre Alan J. Pakula chegou aos cinemas, não fazia uma década desde que o escândalo abordado esfriara – como em “Spotlight” – , mas apenas 20 meses que o presidente Richard Nixon renunciara. Além disso, o perigo da reportagem sobre Watergate era tamanho que as fontes não vinham à redação felizes pela atenção, balançando as provas nas mãos, mas se escondiam, falavam em off, usavam pseudônimo e forneciam apenas pistas de fatos que os jornalistas precisavam desvendar. Jornalismo investigativo com risco de vida é bem diferente de redação de pesquisa de texto – que é o que o roteiro premiado de “Spotlight” exibe. Só quem nunca trabalhou num grande jornal é capaz de confundir os dois. Como críticos de blog, roteiristas de filmes superficiais e eleitores da Academia. “Spotlight” era o filme favorito dos atores, maior grupo de votantes da Academia, como comprovou seu prêmio de Melhor Elenco na eleição do Sindicato. O SAG (Sindicato dos Atores) também emplacou três dos quatro vitoriosos de sua eleição sindical. A exceção ficou por conta de Sylvester Stallone, que perdeu para Mark Rylance, ator do teatro britânico, bastante elogiado por sua carreira nos palcos, mas que, num dos filmes mais fracos de Steven Spielberg, aparece sempre cansado, de pescoço enrijecido e dando impressão de sofrer de Alzheimer, alheio ao drama e lento em sua formulação de frases. Menosprezado por sua carreira repleta de filmes ruins, Stallone perdeu para que a Academia pudesse premiar o teatro inglês e o convencionalismo do filme menos polêmico da noite, “Ponte de Espiões”. A consagração de Alicia Vikander, por sua vez, premia a “it girl” do momento, para usar uma expressão da era de ouro de Hollywood. Ela é o que se salva do melodrama “A Garota Dinamarquesa”, sem dúvida, mas está ainda melhor em “Ex Machina”, filme que venceu a categoria de Efeitos Visuais de forma surpreendente – tinha o orçamento mais baixo entre os concorrentes – , talvez como compensação por sua ausência na lista de Melhor Filme. Já a vitória de DiCaprio era tão esperada que havia festas preparadas para esta comemoração. Assim como era esperado, pelo trabalho apresentado, o Oscar da estrela menos badalada da noite, Brie Larson. Embora tenha sido tratada como revelação pela mídia que não acompanha a indústria de perto, ela começou a fazer séries com 10 anos de idade e vem se destacando em filmes indies desde 2010. Aliás, já deveria ter sido indicada por “Temporário 12” (2013), filmaço que venceu o Festival SWSW – seu próximo drama será um filme do mesmo diretor. O Oscar de Melhor Atriz pode, inclusive, ser considerado uma antítese da vitória de DiCaprio. Enquanto o prêmio de Melhor Ator consolida o sistema alimentado por astros famosos, a conquista da “desconhecida” Larson destaca o valor do cinema independente. Isto porque “O Quarto de Jack” era a única produção realmente indie na disputa, tendo fechado sua distribuição com a pequena A24 apenas após sua exibição no Festival de Toronto – que, inclusive, venceu. Os demais supostos indies da competição, como “Spotlight” e “Carol”, além de destacar estrelas já consagradas, foram realizados com toda a estrutura de estúdio e distribuição garantidas. Brie Larson não era visada por paparazzi antes de “O Quarto de Jack”. O filme não é repleto de famosos, não tem diretor incensado e seus produtores não frequentam a lista dos VIP de Hollywood. Além disso, trata de questões femininas, de abuso e maternidade, representadas sem maquiagem ou glamour algum. Menos comentado entre todos os indicados, trata-se, entretanto, do filme que mais bem representa as mudanças que se espera do Oscar, pós-velhos brancos: renovação, talento e sensibilidade. Justiças e injustiças feitas, há mesmo promessas de grandes mudanças para o Oscar 2017. E a festa da cerimônia de domingo (28/2), carregada de discursos indignados, foi, no fundo, uma forma encontrada pela presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, de preparar terreno, inclusive com uma tentativa explícita, em sua intervenção durante o evento, de engajar os acadêmicos na sua agenda. Afinal, assim que anunciou seus planos, protestos ruidosos começaram a surgir entre a parcela mais velha do eleitorado, que ela pretende afastar. Isaacs anunciou, ainda em janeiro, que o direito a voto dos acadêmicos deixará de ser perpétuo. A partir do Oscar 2017, só poderão votar os integrantes da Academia que permaneceram ativos na última década, visando, com isso, eliminar a influência dos aposentados, profissionais que não acompanham mais o dia-a-dia da indústria e que vem impedindo, pelo conservadorismo típico da idade avançada, a implementação de mudanças desejadas. Ao mesmo tempo, a Academia tentará buscar maior diversidade ao escolher novos integrantes para as vagas que se abrirão. As premiações do Oscar refletem, sim, a composição étnica, etária e sexual da Academia, que, de acordo com relatos da mídia, é majoritariamente formada por homens brancos velhos – 94% são brancos, 77% do sexo masculino e a média de idade entre os votantes é superior a 60 anos. Visando mudar a composição desses eleitores, a Academia ainda adicionou três novos assentos para mulheres e minorias no conselho de sua administração. Assim, a governança da entidade passará a contar com 54 membros, que serão responsáveis por aprovar novas reformas nos próximos Oscars, com o objetivo de dobrar o número de mulheres e minorias votantes até 2020. É esperar para ver se, com isso, mais minorias serão destacadas entre os indicados ao Oscar 2017 e se, quem sabe, no próximo ano seja possível eleger o Melhor Filme de verdade. Clique aqui para conferir a lista completa dos vencedores do Oscar 2016.












