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    Jerry Seinfeld compara movimento “Palestina Livre” à organização racista Ku Klux Klan

    10 de setembro de 2025 /

    Comediante criticou apoiadores da causa palestina durante palestra em universidade americana e gerou forte repercussão

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  • Filme,  Série

    Massacre racista de Tulsa inspira quatro projetos documentais na véspera de seu centenário

    18 de junho de 2020 /

    Quatro projetos de TV e documentários sobre massacre racista da comunidade negra de Tulsa, nos EUA, em 1921, estão sendo desenvolvidos para marcar o centenário do crime racial mais sangrento da história americana. Em junho de 1921, uma multidão de brancos armados invadiu o bairro negro de Greenwood, em Tulsa, um dos mais ricos de todo o país, apelidado de Black Wall Street, e, com auxílio de artilharia aérea, executou cerca de 300 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, deixando outras 800 feridas, além de incendiar e destruir suas casas e comércios. Os jogadores de basquete LeBron James e Russell Westbrook, os cineastas Dream Hampton e Stanley Nelson e outros nomes estão envolvidos nas produções, segundo apurou a revista The Hollywood Reporter. Ainda de acordo com a publicação, quando Ashleigh Di Tonto, vice-presidente de desenvolvimento do Trailblazer Studios, apresentou um projeto de minissérie documental sobre o massacre em abril passado, a ideia foi recebida com indiferença. Mas, após a morte de George Floyd e a onda de protestos antirracistas e a favor do movimento “Black Lives Matter”, o interesse pela produção mudou. Spring Hill, a produtora de LeBron James, produzirá um documentário com a direção de Salima Koroma (“Bad Rap”). A cineasta Dream Hampton (“Surviving R. Kelly”) está planejando uma minissérie chamada “Black Wall Street” com a Cineflix Productions. Já Russell Westbrook, outro astro da NBA, fez uma parceria com a produtora Blackfin para um documentário nomeado “Terror in Tulsa: The Rise and Fall of Black Wall Street”, com direção de Stanley Nelson (“Os Panteras Negras: Vanguarda da Revolução”). Cada um desses projetos almeja retratar o passado para causar reflexões sobre o tema no presente. Isto foi realizado recentemente pela ficção, por meio da série “Watchmen”, da HBO, criada por Damon Lindelof (“The Leftovers”). O massacre de Tulsa também voltou recentemente a virar notícia pela decisão do presidente Trump de iniciar sua campanha pela reeleição com um discurso no local, que aconteceria na sexta-feira (19/9), dia em que os americanos comemoram o fim da escravidão. A coincidência de data e local causou repúdio generalizado, levando o comitê de Trump a adiar o discurso para o sábado. Confira abaixo a cena de “Watchmen” que recriou o massacre no ano passado.

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  • Filme

    Infiltrado na Klan enfrenta o racismo através da história

    27 de novembro de 2018 /

    Spike Lee entende o poder político desempenhado pelo cinema e em “Infiltrado na Klan” ele usa este poder para abordar questões atemporais na história americana (e mundial). A trama se passa no final da década de 1970 e conta a trajetória verídica de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), um novato na polícia do Colorado que, por telefone, consegue se infiltrar na filial local da Ku Klux Klan. Além de ter a sua própria carteirinha de membro, Stallworth faz contato com algumas das principais lideranças da Klan, como David Duke (Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”), um ambicioso político americano que ficou conhecido pelo seu extremismo. Nos encontros presenciais, Stallworth é substituído por Flip Zimmerman (Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), um detetive judeu que se passa por ele e investiga as possíveis ações terroristas da organização. Por mais que Flip não concorde com muitos dos questionamentos levantados por Ron, tal discordância nunca é vista como inimizade, servindo, em vez disso, para fortalecer a relação dos dois. Além do mais, o contato próximo com a Klan obriga Zimmerman a reavaliar sua própria crença, uma vez que a religião nunca havia sido uma “questão” na sua vida – ela não é algo visível, como a cor da pele, o que permitia que ele passasse despercebido entre os grupos preconceituosos. E a expressividade de Adam Driver permite que percebamos todas as nuances do seu personagem e todas mudanças pelas quais ele está passando. Porém, nessa troca John David Washington sai perdendo, visto que seu protagonista não ganha tanta atenção quanto o colega coadjuvante. Dono de um estilo de direção bastante característico, Spike Lee faz com que seus personagens apareçam em muitos momentos posando para câmera, como quando eles escutam o discurso de um líder dos Panteras Negras, ilustrando como aquele discurso atinge a todos de maneira igual. Ao contrário disso, o diretor destaca as diferenças dos grupos raciais por meio da montagem. Enquanto os militantes estudantis escutam com atenção e respeito as palavras de um homem idoso que conta um caso trágico que ele presenciou, envolvendo o espancamento e morte de um jovem negro, os membros do Klan reagem de forma histérica à exibição do filme racista “O Nascimento de uma Nação”, enxergando ali o que o presidente americano Woodrow Wilson um dia declarou como sendo a “história escrita com relâmpagos”. Aliás, não é por acaso que a obra de D.W. Griffith aparece com tanta frequência aqui. Vale lembrar que o filme foi responsável por revitalizar a Ku Klux Klan, mostrando os seus membros como heróis da Guerra Civil americana e presenteando-lhes com aquele que se tornou o seu símbolo mais icônico: a cruz flamejante. Porém, em vez de ficar referenciando apenas o passado, Spike Lee usa esse tema para falar sobre o presente, especialmente para criticar o atual governo do presidente Donald Trump. E ele não é nada sutil nessa sua crítica. As referências a Trump são constantes, desde a aparição de Alec Baldwin (intérprete de Trump no programa Saturday Night Live) num pequeno papel, passando pela repetição de frases icônicas da campanha presidencial (como “fazer a América grande de novo”), pelo descrédito em relação à história (em certo momento um personagem fala que o Holocausto foi uma farsa criada pelos judeus), até a menção de que esse extremismo um dia pode chegar na Casa Branca, sem esquecer da montagem final, com confrontos recentes contra supremacistas brancos acompanhados por discurso complacente de Trump. Assim, além de um excelente filme, “Infiltrado na Klan” serve para mostrar que, embora o cinema tenha ajudado a propagar ideais racistas ao longo dos anos, o poder dessa mídia também pode ser usado como forma de resistência.

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  • Filme

    Trailer traz Taraji P. Henson e Sam Rockwell em lados opostos da luta contra a segregação racial

    13 de outubro de 2018 /

    A STX Entertainment divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Best of Enemies”, drama racial baseado em fatos verídicos, estrelado por Taraji P. Henson (“Estrelas Além do Tempo”) e Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”). Escrito e dirigido pelo estreante nas funções Robin Bissell (produtor de “Jogos Vorazes”), o longa narra a história da luta pelo fim da segregação racial nas escolas americanas, uma campanha iniciada nos anos 1960 e que chegou ao fim apenas uma década depois. O filme tem como premissa o incêndio que destruiu a escola de Ensino Fundamental da comunidade negra de Durham, na Carolina do Norte, em 1971. Para acomodar as crianças negras nas escolas de brancos, seria necessário mudar a lei e uma comissão é formada, com a liderança da ativista dos direitos civis Ann Atwater (Henson), que precisa trabalhar com o líder da Ku Klux Klan local C.P. Ellis (Rockwell) para encontrar uma solução. Na história, Rockwell volta a viver um “racista bonzinho” após levar o Oscar por personagem similar em “Três Anúncios de um Crime”. Aos poucos, ele passa a reconsiderar suas crenças e se afastar da violência da organização. O longa ainda inclui em seu elenco Babou Ceesay (“Into the Badlands”), Anne Heche (“The Brave”), Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Bruce McGill (“Shades of Blue”), John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”) e Nick Searcy (“A Forma da Água”. A estreia está marcada para 5 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Clipe do filme Infiltrado na Klan revela blues inédito de Prince

    22 de agosto de 2018 /

    A Focus Features divulgou o clipe de “Mary Don’t You Weep”, música inédita de Prince que faz parte da trilha do filme “Infiltrado na Klan” (BlacKkKlansman). A música é um blues tocado ao piano, que soa triste e improvisado, todo cantado em falsete. Já o clipe, assinado pelo diretor Spike Lee, resume-se a uma edição de cenas e fotos do filme. A última imagem é uma foto de Prince e Lee juntos. Segundo Lee, Prince gravou a canção ainda nos anos 1980, em uma fita cassete. O músico morreu em abril de 2016, sem nunca tê-la lançado oficialmente. “Eu acredito que Prince queria que eu usasse essa música. Essa fita cassete estava enfiada nos fundos dos cofres de Prince em Paisley Park, e é encontrada justamente agora. Isso não foi um acidente”, disse o cineasta, em entrevista para a Rolling Stone. “Infiltrado na Klan” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma história inacreditável, ainda que supostamente verídica. Passada nos anos 1970, a trama gira em torno de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs. Mesmo depois de ser aceito como detetive, ele continuou sendo assediado pelos colegas racistas da corporação. E decidiu combater o preconceito indo direto na fonte. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. Já em cartaz nos Estados Unidos, o filme só vai chegar em 22 de novembro no Brasil.

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  • Filme

    Trilha do novo filme de Spike Lee terá música inédita de Prince

    6 de agosto de 2018 /

    O cineasta Spike Lee revelou que incluiu uma música inédita de Prince na trilha sonora de seu novo filme, “Infiltrado na Klan”. Intitulada “Mary Don’t You Weep”, a música será ouvida durante os créditos finais e foi acrescentada após a exibição do longa no Festival de Cannes, onde venceu o Grande Prêmio do Júri. “Eu sabia que precisávamos de uma canção para os créditos”, contou Lee, em entrevista à revista Rolling Stone. “Eu sou muito próximo de Troy Carter, um dos executivos do Spotify, então o convidei para uma exibição particular do filme. Depois, ele mesmo me disse: ‘Spike, eu tenho uma música para você'”. Segundo Lee, Prince gravou a canção ainda nos anos 1980, em uma fita cassete. O músico morreu em abril de 2016, sem nunca tê-la lançado oficialmente. “Eu acredito que Prince queria que eu usasse essa música. Essa fita cassete estava enfiada nos fundos dos cofres de Prince em Paisley Park, e é encontrada justamente agora. Isso não foi um acidente”, brinca o cineasta. O público de Cannes aplaudiu demoradamente a forma como o filme se encerra com imagens documentais dos confrontos recentes entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre a existência de “algumas boas pessoas” entre os racistas. “Infiltrado na Klan” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma história inacreditável, ainda que verídica. Passada nos anos 1970, a trama gira em torno de Ron Stallworth (vivido por John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs. Mesmo depois de ser aceito como detetive, ele continuou sendo assediado pelos colegas racistas da corporação. E decidiu combater o preconceito indo direto na fonte. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. O filme estreia na próxima sexta (10/8) nos Estados Unidos, no fim de semana que marca um ano do confronto de Charlottesville. No Brasil, porém, a estreia foi agendada apenas para 22 de novembro.

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  • Filme

    Infiltrado na Klan: Novo filme de Spike Lee ganha trailer legendado

    13 de junho de 2018 /

    A Universal revelou o título nacional e o primeiro trailer de “Infiltrado na Klan”, que é como vai se chamar “BlacKkKlansman”, o novo filme de Spike Lee no Brasil. A prévia mostra o tom bem-humorado, mas também bastante provocante com que o diretor aborda sua trama polêmica, que conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018. “Infiltrado na Klan” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma história inacreditável, ainda que verídica. Passada nos anos 1970, a trama gira em torno de Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs. Mesmo depois de ser aceito como detetive, ele continuou sendo assediado pelos colegas racistas da corporação. E decidiu combater o preconceito indo direto na fonte. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”, como define a prévia: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. A dupla consegue penetrar na perigosa organização e uma das sacadas do trailer é demonstrar como o discurso de extrema direita é persuasivo. Uma das cenas mostra os seguidores da KKK repetindo slogans do líder da organização, David Duke (vivido por Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”), como “America first” (que significa colocar os interesses dos Estados Unidos acima dos demais países), que refletem a visão política atual do presidente Donald Trump. O público de Cannes aplaudiu demoradamente a forma como o filme se encerra com imagens documentais dos confrontos recentes entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre a existência de “algumas boas pessoas” entre os racistas. Spike Lee pretende lançar o filme em agosto nos Estados Unidos, na data que marca um ano do confronto de Charlottesville. No Brasil, porém, a estreia foi agendada apenas para 22 de novembro.

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  • Filme

    Consagrado em Cannes, novo filme de Spike Lee ganha trailer divertido, político e provocante

    15 de maio de 2018 /

    A Focus Features divulgou oito fotos e o primeiro trailer de “BlacKkKlansman”, novo filme de Spike Lee, que foi aplaudido de pé no Festival de Cannes 2018. A prévia mostra o tom bem-humorado, mas também bastante provocante, com que o diretor aborda sua trama polêmica. “BlacKkKlansman” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma história inacreditável, ainda que verídica, em que um policial afro-americano do Colorado se infiltra em suas fileiras, em plenos anos 1970. Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”) foi o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs, mas mesmo depois de ser aceito como detetive, continuou sendo assediado pelos colegas da corporação. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele terá que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisa ser o “policial certo”, como ele define na prévia: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), com motivos para odiar neonazistas. A dupla consegue penetrar na perigosa organização e uma das sacadas do trailer é demonstrar como o discurso de extrema direita é persuasivo. Uma das cenas mostra os seguidores da KKK repetindo slogans do líder da organização, David Duke (vivido por Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”), como “America first” (que significa colocar os interesses dos Estados Unidos acima dos demais países), que alimentaram a campanha eleitoral do presidente Donald Trump. Não por acaso, o filme se encerra com imagens documentais dos confrontos entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, no ano passado, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre o evento, em que o presidente americano afirmou existir “algumas boas pessoas” entre os racistas. Este final rendeu uma salva catártica de palmas para a projeção, no Festival de Cannes. Spike Lee pretende lançar o filme nos Estados Unidos em agosto, na data que marca um ano da marcha em Charlottesville. No Brasil, porém, a estreia foi agendada apenas para novembro.

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    Novo filme de Spike Lee eletriza Festival de Cannes com aplausos contra o racismo

    15 de maio de 2018 /

    Spike Lee voltou à competição do Festival de Cannes em alto estilo. Seu novo filme, “BlacKkKlansman”, foi aplaudido em pé pelo público do festival. Quase 30 anos após ter sido apontado como favorito à Palma de Ouro por “Faça a Coisa Certa” (1989), o melhor filme de sua carreira, o diretor reencontrou foco e reconhecimento internacional com uma trama politizada, baseada numa história real, mas permeada pela experiência de quem já filmou muitos suspenses policiais e comédias. A nova obra é um resumo perfeito de sua evolução como cineasta. “BlacKkKlansman” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma trama inacreditável, ainda que verídica, em que um policial afro-americano do Colorado se infiltra em suas fileiras, em plenos anos 1970. Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”) foi o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs, mas mesmo depois de ser aceito como detetive, continuou sendo assediado pelos colegas da corporação. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele precisará da ajuda de um policial branco (Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. De forma significativa, o filme abre com uma sequência de “E o Vento Levou ….” (1939), de Victor Fleming e George Cukor, inclui trechos de “O Nascimento de uma nação” (1915), de D. W. Griffith, obra-prima do racismo no cinema, e fecha com imagens documentais, dos confrontos entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, no ano passado, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre o evento, em que o presidente americano afirmou existir “algumas boas pessoas” entre os racistas. O desfecho foi acompanhado por uma salva catártica de palmas. O cineasta justificou a inclusão da fala de Trump, de forma incisiva, durante o encontro com a imprensa internacional. “Nós temos um sujeito na Casa Branca, eu não vou dizer o nome dele, que no momento decisivo, não apenas para a América, mas para o mundo, teve a chance de dizer: ‘Nós estamos do lado do amor, não do ódio’. Mas aquele filho da p*ta não denunciou a maldita Klan, os extremistas de direita e os nazistas filhos da p*ta”. Além de usar palavras de Trump no filme, o cineasta também mostrou a semelhança entre o slogan que elegeu o empresário como presidente dos Estados Unidos e a mensagem galvanizadora da KKK. Numa das cenas, o líder da organização, David Duke (vivido por Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”) afirma que quer trazer a “grandeza de volta à América”, evocando o lema de campanha do republicano. “A nossa preocupação número 1 era pegar essa história que se passa nos anos 1970 e conectar ao presente”, disse o diretor, que afirma pretender lançar o filme nos Estados Unidos em agosto, na data que marca um ano da marcha em Charlottesville. “Aquele foi um momento definidor na história americana.”

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