Anita Pallenberg (1944 – 2017)
Morreu Anita Pallenberg, atriz e modelo de carreira intimamente ligada aos Rolling Stones. Ela tinha 73 anos e a causa da morte não foi revelada. Nascida em 1944 na Itália, Pallenberg estudou na Alemanha e era fluente em quatro idiomas. Sua carreira artística começou em Nova York, quando ela entrou na trupe do Living Theatre, participando da peça “Paradise Now”, repleta de nudez, numa época em que também era uma habitué da Factory de Andy Warhol. Em 1965, enquanto trabalhava como modelo, Pallenberg e um amigo conseguiram entrar nos camarins de um show de Rolling Stones em Munique, e isso levou a um romance com o guitarrista Brian Jones. Ela também namorou brevemente Mick Jagger, antes de iniciar um relacionamento duradouro com Keith Richards, com quem teve três filhos (um deles, morreu ainda bebê). Os dois ficaram juntos até 1980. Sua estreia no cinema aconteceu em 1967, protagonizando “Degree of Murder”, segundo longa do mestre alemão Volker Schlondorff, no qual assassinava um ex-amante e seduzia os dois homens que a ajudavam a se livrar do cadáver. A trilha sonora era de Brian Jones. Ao se estabelecer em Londres, Anita participou de grandes clássicos do cinema psicodélico. Além de aparecer em “O Muro das Maravilhas” (1968) e “Candy” (1968), viveu a Rainha Negra em “Barbarella” (1968), de Roger Vadim, seduzindo Jane Fonda, e foi muito íntima de Mick Jagger em “Performance” (1970), de Nicolas Roeg, que ficou dois anos aguardando liberação da censura britânica. As cenas de sexo, consideradas muito fortes para a época, eram resultado de muito “ensaio” – noite adentro, segundo “Life”, a autobiografia de Keith Richards. Ela ainda estrelou o filme seguinte de Schlondorff, “O Tirano da Aldeia” (1969), e “Dillinger Morreu” (1969), do italiano Marco Ferreri, no qual contracenou com Michel Piccoli. Mas os fãs de rock talvez a conheçam melhor por sua voz. É dela a principal voz do corinho de “Sympathy for the Devil”, dos Rolling Stones. Sua presença também tem proeminência no documentário dirigido por Jean-Luc Godard em 1968, que tem o título da canção. Sua própria carreira ficou para trás quando nasceram seus filhos, a partir de 1969, que também foi o ano em que Brian Jones morreu. Por isso, há quem diga que ela foi a Yoko Ono dos Stones, afastando Jones da banda – ele nunca teria superado sua rejeição. Mas Anita contribuiu com críticas que levaram a uma remixagem extensiva do disco “Beggar’s Banquet” (1968) e com o sexo e as drogas que acompanharam as gravações de “Exile on Main Street” (1972). No meio disso tudo, ela só fez um longa-metragem nos anos 1970, ao lado da amiga roqueira Nico: “Le Berceau de Cristal” (1976), dirigido por Philippe Garrel. Em compensação, virou personagem favorita dos tabloides, por conta de seu envolvimento com drogas e pelo suicídio de um jovem em sua casa, mais especificamente na cama que ela compartilhava com Keith Richards em 1979. O relacionamento do casal não resistiu ao escândalo, mas o guitarrista não se tornou rancoroso, descrevendo-a de forma poderosa em seu livro. “Eu gosto de mulheres espirituosas. E com Anita, você sabia que estava enfrentando uma valquíria – ela é quem decide quem morre numa batalha”. Nos anos seguintes, sua memória acabou resgatada por clipes da música pop. A banda Duran Duran, batizada com o nome de um personagem de “Barbarella”, usou cenas em que ela aparecia na sci-fi de 1968 no clipe de “Wild Boys” (1985). Mas foi Madonna quem interrompeu sua aposentadoria precoce, convidando-a para participar do vídeo de “Drowned World/Substitute for Love” em 1999. Dois anos depois, Anita ressurgiu como o Diabo num episódio da série “Absolutely Fabulous”, contracenando com outra velha amiga, a cantora Marianne Faithfull, escalada no papel de Deus. A aparição fez tanto sucesso que, por um breve período, ela experimentou um renascimento de sua carreira, estrelando cinco filmes em sequência: “Mister Lonely” (2007), de Harmony Korine, “Chéri” (2009), de Stephen Frears, e três longas de Abel Ferrara – “Go Go Tales” (2007), “Napoli, Napoli, Napoli” (2009) e “4:44 – O Fim do Mundo” (2011). De forma impressionante, Anita Pallenberg só trabalhou com cineastas cultuados.
Boato espalha que Harry Styles será Mick Jagger em filme sobre os Rolling Stones
O tabloides britânicos são mundialmente conhecidos por publicarem fofocas como se fossem notícias. Ainda assim, a “notícia” do Daily Star de que o cantor Harry Styles, ídolo da boy band One Direction, estaria pronto para interpretar Mick Jagger num filme sobre os Rolling Stones, foi repercutida por muitos jornais “sérios”. Citando uma fonte anônima, o tabloide transformou um rumor numa avalanche na internet. Segundo a reportagem, “alguém de Hollywood” notou que Styles era parecida com Jagger nos cenários de sua estreia como ator. O cantor atualmente está filmando “Dunkirk”, próximo lançamento de Christopher Nolan. O filme dos Stones, de todo modo, existe. Trata-se de “Exile on Main Street: A Season in Hell with the Rolling Stones”, sobre os bastidores do décimo álbum da banda britânica, com roteiro adaptado do livro homônimo escrito por Robert Greenfield. Segundo o site Deadline, a produção encontra-se realmente em fase de busca dos atores para interpretar Mick Jagger e Keith Richards. Mas as filmagens estão previstas para começar apenas no fim do ano, com direção de Andrew Goddard, mais conhecido por dirigir séries como “Doctor Who”, “Dontown Abbey”, “Dracula” e “Demolidor”. Considerado o disco mais importante dos Stones, “Exile on Main Street” foi gravado entre 1969 e 1972, mas principalmente em 1971, após a banda se refugiar numa mansão no litoral sul da França, na Riviera, fugindo da receita federal britânica, para quem os músicos deviam impostos altíssimos. Transformando o porão da casa em estúdio, eles criaram clássicos do rock, ao mesmo tempo em que consumiram uma quantidade excessiva de drogas e festejaram sem parar, arrastando as gravações por meses. O disco só foi finalizado após Bill Wyman ameaçar não voltar mais para a casa, fazendo com que as visitas constantes fossem proibidas e Keith Richards desse um tempo na heroína. Mesmo assim, a banda precisou viajar para os EUA para completar as gravações num estúdio de Los Angeles. Um documentário bem apurado sobre o álbum foi lançado em 2010, “Stones in Exile”, com direção de Stephen Kijak (“Scott Walker: 30 Century Man”).
Exile on Main Street: Bastidores de disco clássico dos Rolling Stones vão virar filme
Os conturbados bastidores das gravações do clássico álbum “Exile on Main Street” dos Rolling Stones vão virar filme. Intitulada “Exile on Main Street: A Season in Hell with the Rolling Stones”, a produção será baseada no livro homônimo escrito por Robert Greenfield. Segundo o site Deadline, o filme encontra-se em fase de busca dos atores para interpretar Mick Jagger e Keith Richards. As filmagens estão previstas para começar no fim do ano, com roteiro da dupla estreante Brandon e Philip Murphy, e direção de Andrew Goddard, mais conhecido por dirigir séries como “Doctor Who”, “Dontown Abbey”, “Dracula” e “Demolidor”. Considerado o disco mais importante dos Stones, ele foi gravado entre 1969 e 1972, mas principalmente em 1971, após a banda se refugiar numa mansão no litoral sul da França, na Riviera, fugindo da receita federal britânica, para quem os músicos deviam impostos altíssimos. Transformando o porão da casa em estúdio, eles criaram clássicos do rock, ao mesmo tempo em que consumiram uma quantidade excessiva de drogas e festejaram sem parar, arrastando as gravações por meses. O disco só foi finalizado após Bill Wyman ameaçar não voltar mais para a casa, fazendo com que as visitas constantes fossem proibidas e Keith Richards desse um tempo na heroína. Mesmo assim, a banda precisou viajar para os EUA para completar as gravações num estúdio de Los Angeles. Um documentário bem apurado sobre o disco foi lançado em 2010, “Stones in Exile”, com direção de Stephen Kijak (“Scott Walker: 30 Century Man”).
Paul McCartney vai participar de Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias
O cantor Paul McCartney vai participar, como ator, de “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias”, o quinto filme da franquia de aventura protagonizada por Johnny Depp, informou o site Deadline. Por enquanto não há informações sobre o papel que o ex-Beatle interpretará no longa-metragem. Mas, anteriormente, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, apareceu em dois filmes como o pai do capitão Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp – em “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007) e “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011). O filme também terá o retorno do ator Orlando Bloom ao papel de Will Turner, além de Geoffrey Rush, presente em todos os longas da franquia como o Capitão Barbossa. As principais novidades do elenco são o espanhol Javier Bardem (“007 – Operação Skyfall”), o australiano Brenton Thwaites (“Deuses do Egito”) e a inglesa Kaya Scodelario (franquia “Maze Runner”). A saga “Piratas do Caribe” é uma das mais bem-sucedidas do estúdio Disney com uma arrecadação total que supera US$ 3,6 bilhões nas salas de cinema de todo o mundo. Com direção dos noruegueses Joachim Rønning e Espen Sandberg (dupla de “Expedição Kon Tiki”), “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias” tem estreia marcada para 25 de maio de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.



