Foto dos bastidores de Avatar 2 mostram o diretor James Cameron entre fogo e água
O produtor Jon Landau disponibilizou nas redes sociais uma foto dos bastidores da primeira sequência de “Avatar”. A imagem mostra o diretor James Cameron de câmera em punho, avançando por um cenário de estúdio, que é parcialmente coberto por tela verde (para receber efeitos na pós-produção), cercado por fogo e água. “Máquinas de ondas, fogo ardente e Jim Cameron empunhando uma câmera 3D – apenas mais um dia no set das sequências de Avatar!”,. Assim o perfil oficial do filme descreveu a cena. A continuação trará de volta a maioria dos atores do primeiro filme – Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , além de novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e talvez até Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”). Mas ainda vai demorar a chegar aos cinemas. “Avatar 2”, que retoma os personagens do blockbuster lançado em 2009, só vai estrear em dezembro de 2021. Além deste filme, o diretor planejou mais três longas da franquia, que têm seus lançamentos marcados para 2023, 2025 e 2027.
Michelle Yeoh entra nas continuações de Avatar
O elenco das sequências de “Avatar” ganhou mais um integrante. Michelle Yeoh é a mais nova atriz a embarcara para Pandora. A famosa atriz malaia, que estrelou “O Tigre e o Dragão” e se mantém em destaque com papéis em “Star Trek: Discovery” e “Podres de Ricos”, vai interpretar uma nova cientista na franquia, a Dr. Karina Mogue. Mas não há maiores detalhes sobre a personagem. Ela se junta a Kate Winslet (“O Leitor”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e possivelmente Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”) entre as novidades das continuações, que ainda trarão de volta a maioria dos atores do filme de 2009 – Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald. James Cameron também voltará a dirigir os filmes – quatro, no total. Lançado em 2009, o primeiro “Avatar” é o filme de maior bilheteria de todos os tempos, tendo arrecadado US$ 2,7 bilhões em todo o mundo. “Avatar 2” tem sua estreia marcada para dezembro de 2020, agora com distribuição da Disney, que comprou a Fox.
Bruno Ganz (1941 – 2019)
O ator suíço Bruno Ganz, que viveu um anjo em “Asas do Desejo” e Adolf Hitler em “A Queda! As Últimas Horas de Hitler”, morreu de câncer neste sábado (16/2) aos 77 anos em Zurique, informou seu agente. Nascido em 22 de março de 1941, Ganz desenvolveu a maior parte de sua carreira artística no cinema, na televisão e no teatro alemães durante mais de meio século de interpretações. Ele foi atraído para a atuação ainda muito jovem, quando um amigo, técnico de iluminação de um teatro local, passou a deixá-lo assistir às produções. A trajetória cinematográfica começou em 1960 no cinema suíço, mas só deslanchou quando foi filmar no exterior, ao se envolver com ícones da nouvelle vague francesa. Em 1976, coadjuvou em “No Coração, a Chama”, primeiro filme dirigido pela atriz Jean Moreau, e se tornou protagonista em “A Marquesa d’O”, de Éric Rohmer. Falado em alemão, o longa do mestre francês foi premiado em Cannes e rendeu a Ganz o primeiro reconhecimento de sua carreira, como Melhor Ator na votação anual da Academia Alemã-Ocidental. No ano seguinte, ele iniciou uma das principais parcerias de sua filmografia, ao estrelar o filme que lhe apresentou para o mundo, “O Amigo Americano” (1977), adaptação do suspense noir de Patricia Highsmith realizada pelo alemão Win Wenders. Na trama, Ganz vivia um emoldurador de quadros casado, com filho, endividado e vítima de uma doença terminal, que, por não ter muito a perder, é convencido a virar assassino profissional pelo amigo americano do título, ninguém menos que o serial killer Tom Ripley (que depois teria sua origem filmada em “O Talentoso Ripley”), interpretado por Dennis Hopper. O resultado, filmado de forma altamente estilizada por Wenders, e a presença de Hopper – e dos diretores Nicholas Ray e Samuel Fuller, em papéis coadjuvantes – transformou a obra em cult movie e deu a Ganz audiência cativa mundial. Fez, a seguir, seu primeiro filme americano, o terror “Meninos do Brasil” (1978), de Franklin J. Schaffner, sobre clones de Hitler, embarcou no remake do marco do expressionismo alemão “Nosferatu: O Vampiro da Noite” (1979), com direção de Werner Herzog, voltou à França para “A Dama das Camélias” (1981), adaptação do clássico literário de Alexandre Dumas Filho, em que contracenou com Isabelle Huppert, e trabalhou com ainda outro mestre do Novo Cinema Alemão, Volker Schlöndorff, em “O Ocaso de um Povo” (1981), sobre a questão Palestina. O segundo encontro com Wenders rendeu novo papel memorável, como um anjo pairando sobre Berlim em “Asas do Desejo” (1987). Filmado em preto e branco – e novamente com participação de um americano, Peter Falk – , o filme se tornou o postal definitivo de Berlim Ocidental, uma cidade à beira de um muro com uma juventude à beira do abismo, embalado por trilha/shows de rock depressivo – Nick Cave and the Bad Seeds e Crime and the City Solution. Cultuadíssimo, venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes, o Prêmio do Público na Mostra de São Paulo e o de Melhor Filme Estrangeiro no Film Independent Spirit Awards americano. Ganz filmou ainda um terceiro longa com Wenders, “Tão Longe, Tão Perto” (1993), novamente ao lado de Peter Falk e com Willem Dafoe. E embarcou numa turnê cinematográfica mundial, rodando produções na Itália (“Sempre aos Domingos”, 1991), Austrália (“O Último Dia em Que Ficamos Juntos”, 1992), Islândia (“Filhos da Natureza”, 1991) e Reino Unido (“A Vida de Saint-Exupery”, 1996). Até criar outro clássico com um grego, Theodoros Angelopoulos, em “A Eternidade e um Dia” (1998). Após filmes de menor evidência, voltou com tudo em 2004 com duas produções que lhe deram grande visibilidade: o remake de “Sob o Domínio do Mal”, dirigido pelo americano Jonathan Demme, e principalmente “A Queda! As Últimas Horas de Hitler”, de Oliver Hirschbiegel, em que interpretou o Hitler mais convincente já visto no cinema, amargurando seu final de vida no bunker de onde só sairia morto. A popularidade de “A Queda!”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, embalou outra volta ao mundo, que desta vez o levou até ao Japão (“The Ode to Joy”, 2006), antes de colocá-lo novamente em Hollywood, em “Velha Juventude” (2007), dirigido por Francis Ford Coppola, e numa nova parceria com Angelopoulos, “A Poeira do Tempo” (2008). Ele ainda realizou uma façanha, ao estrelar dois filmes indicados ao Oscar num mesmo ano: “O Grupo Baader Meinhof” (2008), de Uli Edel, sobre o grupo terrorista alemão dos anos 1970, que disputou o troféu de Melhor Filme em Língua Estrangeira, e “O Leitor” (2008), do inglês Stephen Daldry, sobre uma ex-funcionária nazista analfabeta, que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Kate Winslet. Membro ativo da comunidade cinematográfica alemã, Ganz também atuou como presidente da Academia Alemã de Cinema de 2010 a 2013. E, em 2010, recebeu uma homenagem da Academia Europeia por sua filmografia. Que só aumentou desde então. Extremamente versátil, Ganz acumulou filmes de alcance internacional na fase final de sua carreira, como os thrillers hollywoodianos “Desconhecido” (2011), de Jaume Collet-Serra, e “O Conselheiro do Crime” (2013), de Ridley Scott, o romance “Trem Noturno para Lisboa” (2013), de Bille August, o cult escandinavo de vingança “O Cidadão do Ano” (2014), de Hans Petter Moland – refilmado neste ano como “Vingança a Sangue Frio” – , o drama “Memórias Secretas” (2015), de Atom Egoyan, a comédia “A Festa” (2017), de Sally Potter, e o ultraviolento “A Casa que Jack Construiu” (2018), de Lars Von Trier, em que deu vida ao poeta Virgílio, acompanhando o serial killer interpretado por Matt Dillon numa jornada para o Inferno. No ano passado, os médicos o diagnosticaram com um câncer intestinal, mas, mesmo passando por tratamento com quimioterapia, ele continuou filmando. O ator deixou três longas inéditos, entre eles “Radegund”, do americano Terrence Malik. Para se ter ideia da importância de Ganz para o cinema e o teatro alemães, ele era portador do Anel de Iffland, uma honraria lendária do século 18, que apenas o melhor ator em língua alemã pode usar, e sua utilização é vitalícia, passando a outro intérprete apenas após sua morte.
Edie Falco entra nas continuações de Avatar
A atriz Edie Falco (a “Nurse Jackie”) juntou-se ao elenco da franquia “Avatar”. Ela vai aparecer nas sequências do filme 2009, que serão dirigidas por James Cameron, no papel de General Ardmore, que comanda as operações da empresa RDA no planeta Pandora. A RDA é a empresa que estabeleceu uma base em Pandora, no primeiro “Avatar”, representada no filme de 2009 pelo burocrata Parker Selfridge (Giovanni Ribisi) e pelo militar Miles Quaritch (Stephen Lang). Os novos filmes trarão de volta praticamente todos os integrantes do filme original, inclusive os que morreram na trama – menos, aparentemente, Michelle Rodriguez. Entre eles, destacam-se os atores Sam Worthington (Jake), Zoe Saldana (Neytiri) e Sigourney Weaver (Dra. Augustine). Além disso, as sequências contarão com Kate Winslet (“Titanic”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”) e Cliff Curtis (o Travis da série “Fear the Walking Dead”). A primeira continuação, “Avatar 2”, vai estrear em dezembro de 2020 e há planos para mais três filmes da franquia.
Série animada infantil com vozes de Kate Winslet e Taron Egerton ganha primeiro trailer
O canal pago britânico Sky One divulgou o primeiro trailer da série animada “Moominvalley”, que reúne um elenco de vozes cinematográficas, incluindo Kate Winslet (“Roda Gigante”), Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) e Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”), além de Edvin Endre (“Vikings”), Bel Powley (“O Diário de uma Adolescente”), Jennifer Saunders (“Absolutely Fabulous”), Matt Berry e Richard Ayoade (ambos de “The IT Crowd”). A série é baseada nos livros ilustrados e tiras em quadrinhos de “Moomin”, uma criação da artista finlandesa Tove Jansson (1914-2001), e foi desenvolvida pelo cineasta Steve Box, da animação vencedora do Oscar “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais” (2005). O protagonista é Moomintroll (voz de Taron Egerton), que é curioso, gentil, sensível e idealista. Ele é o típico herói de uma história de amadurecimento, que tenta lidar com os problemas de ter que crescer e econtrar sua identidade, enquanto permanece uma parte amada da família Com 13 episódios, a 1ª temporada estreia no Reino Unido durante a Páscoa, e também será exibida pela emissora pública finlandesa YLE.
Kate Winslet será policial em minissérie do diretor de O Contador
A atriz Kate Winslet, vencedora do Oscar por “O Leitor” (2008), vai viver uma detetive policial na minissérie “Mare of Easttown”, da HBO. Na trama, ela vê sua vida pessoal desmoronar enquanto se envolve em um complicado caso de assassinato na pequena cidade da Pensilvânia onde mora. A produção vai marcar o retorno de Winslet para a TV – e para a HBO – após ter estrelado “Mildred Pierce”, minissérie de 2011 que lhe rendeu um Emmy. “Mare of Easttown” tem roteiro de Brad Ingelsby (“Tudo por Justiça”) e todos os episódios de serão dirigidos pelo cineasta Craig Zobel (“A Caçada”). Ainda não há previsão de estreia.
Kate Winslet e Saoirse Ronan viverão romance lésbico em drama britânico de época
As atrizes Kate Winslet (“Roda Gigante”) e Saoirse Ronan (“Lady Bird”) vão viver um romance lésbico no drama britânico de época “Ammonite”. No filme, Winslet viverá a paleontóloga Mary Anning, que descobriu diversos fósseis da era jurássica no interior do Reino Unido, durante o começo do século 19, e lutou por toda sua vida para ter reconhecimento pela comunidade científica, o que só aconteceu postumamente. Como mulher de origens humildes, ela não era considerada cientista. A trama se passa em 1820 e vai mostrar seu envolvimento romântico com uma mulher londrina doente (Ronan), que ela passa a cuidar como enfermeira. A direção e o roteiro é de Francis Lee, que estreou no cinema com outra história sobre romance homossexual, “Reino de Deus”, que venceu o BIFA (British Independent Film Awards) como Melhor Filme Independente Britânico de 2017. As filmagens estão previstas para começar em março, mas ainda não há data de estreia. Vale lembrar que Winslet tornou-se conhecida por viver uma paixão lésbica arrebatadora em “Almas Gêmeas” (1994), primeiro filme de sua carreira, que foi dirigido por Peter Jackson (“O Hobbit”).
Kate Winslet se diz arrependida por ter trabalhado com “certos cineastas”
A atriz Kate Winslet resolveu se manifestar neste domingo (28/1), durante homenagem por sua carreira na premiação do London Critic’s Circle, a associação dos críticos de Londres, afirmando ter “amargos arrependimentos” de aceitar trabalhar como “certos cineastas”. Sem citar nomes, a atriz afirmou que são diretores, produtores e homens poderosos que por décadas ganharam prêmios e foram aplaudidos por seus trabalhos na indústria. Ela já trabalhou com Harvey Weinstein, no filme “Almas Gêmeas” (1994) e “O Leitor” (2008), pelo qual ela ganhou o Oscar, e recentemente com Woody Allen, no filme “Roda Gigante” (2017). “Ficou claro para mim que, não dizendo nada, eu poderia estar aumentando a angústia de muitas mulheres e homens corajosos. Abuso sexual é crime”, disse.
Woody Allen cansa o público com sua Roda Gigante
Cinema é uma Arte produzida em conjunto por um imenso grupo de pessoas, e a chance de algo se perder no meio do processo (por descuido, má sorte ou incompetência) é enorme. Woody Allen sempre fala isso quando relembra filmes antigos validando que a obra que está produzindo é, na maioria das vezes, boa no papel, mas toda sorte de infortúnios acontece entre a ideia e a produção resultando em um produto final muitas vezes insatisfatório. “Tive muita sorte com ‘Match Point’”, ele disse certa vez. “Tudo o que costumava dar errado num filme, deu certo nesse. Todas as decisões tomadas, não só por mim, mas por todo mundo, funcionaram. Não sei se um dia consigo repetir isso ou fazer um filme tão bom”, comentou sobre sua obra prima no século 21, um comentário que, ao contrário, serve para explicar o equivoco de “Roda Gigante”. Desde que lançou “Um Assaltante Bem Trapalhão”, seu filme de estreia, em 1969, que Woody Allen marca presença nos cinemas ao menos uma vez por ano. Com exceção de 1970, 1974 e 1981, todos os outros anos entre 1969 e 2017 tiveram Woody Allen nos cinemas (e o projeto de 2018, inclusive, já foi filmado e se chama “A Rainy Day in New York”), resultando em uma filmografia vastíssima que traz tanto momentos de genialidade (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Manhattan”, “Tiros na Broadway”, “Hannah e Suas Irmãs” e “Crimes e Pecados” formam um Top 5 involuntário) com desleixos tolos (“Igual a Tudo na Vida”, “O Escorpião de Jade”, “Scoop”, “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” e “Neblina e Sombras”) insinuando a ideia de que, muitas vezes, Woody não se dedica tanto ao processo no set (e ele é o primeiro a assumir isso) deixando a mercê da sorte o resultado final da produção. Às vezes dá certo. Outras… 40 anos depois, “Roda Gigante” se conecta com “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” numa citação deliciosa que rememora Alvin Singer, o personagem que se apaixona por Annie Hall (que dá título em inglês ao filme de 1977) e cresceu em uma casa no meio do parque de diversões de Coney Island, nos anos 1950. De forma semelhante, é numa casa sobre o estande de tiro ao alvo com a roda gigante tampando a visão do oceano que vive Richie (o ruivinho Jack Gore), um garoto filho da garçonete (e ex-atriz) Ginny (a esplendorosa Kate Winslet), uma mulher que se apaixonou por outro homem e viu seu casamento ruir, mas encontrou e se juntou a Humpty (Jim Belushi, excelente), o operador do carrossel do parque que é pai de Carolina (Juno Temple), uma moça sonhadora que se casou com um gangster, o entregou em um acordo de delação e agora está jurada de morte. A este quarteto se junta Mickey (um tedioso Justin Timberlake), o romântico escritor que trabalha como salva-vidas na praia e narra a história. Um dos equívocos de “Roda Gigante” é utilizar Justin Timberlake como narrador – nada contra o cantor, aliás, ele esteve ótimo em “A Rede Social” (2010), mas aqui somente tirou vida da trama. Woody já havia aplicado “peça” semelhante em seu público: em “Vicky Cristina Barcelona” (2008), por exemplo, Scarlett Johansson e Penélope Cruz distraem a atenção da audiência enquanto a alma do filme estava em Rebeca Hall. Funcionou. Em “Roda Gigante”, porém, Mickey narra o drama de verão (sim, eis mais um drama na carreira de Woody) de maneira vazia e escapista, e mesmo com a história não sendo sobre ele e sim sobre Ginny Rannell, o fato da química entre Justin Timberlake e Kate Winslet ser algo próximo ao Polo Norte esvazia a atuação de ambos, ainda que Kate consiga entregar uma atuação digna das estatuetas de Oscar, Grammy e Emmy que mantém na estante de sua casa. Outro ponto divergente em “Roda Gigante” é a fotografia do italiano Vittorio Storaro, que já havia iluminado de dourado “Café Society” (2016) e assina também o vindouro “A Rainy Day in New York” (2018). Fotógrafo magistral detentor de três Oscars (por nada menos do que “Apocalypse Now”, “Reds” e “O Ultimo Imperador”), Storaro trouxe para “Roda Gigante” o excesso de cores que marcou um dos maiores fracassos da carreira de Francis Ford Coppola: o cult kitsch “O Fundo do Coração” (1982). E este excesso de cores, que simboliza a constante mudança de luzes do parque de diversões, briga por atenção com as longas falas do roteiro, boa parte delas estranhamente sem nenhum aconchego sonoro, o que resulta em diálogos teatralizados e caricaturais que, infelizmente, cansam. E talvez não exista pecado maior na sétima arte do que cansar o espectador. Há uma boa história em “Roda Gigante”, mas ela não foi transportada para a tela. Falta densidade e tensão ao drama de Ginny, algo que Kate Winslet se esforça sozinha para entregar e em muitos momentos do filme até consegue, mesmo com o embaraço de um ator escada fraco (Timberlake) e das luzes exageradas de Storaro, mas é pouco para salvar o drama de integrar o escalão mais baixo da cinebiografia de Woody Allen – ou mesmo levar a atriz ao Oscar. Retomando a análise certeira de Woody Allen citada no primeiro paragrafo, “certas coisas sempre dão um trabalhão num filme – encontrar os atores certos, fazer concessões em certos papeis, o clima colaborar – e tudo isso simplesmente funcionou (em ‘Match Point’)”. Em “Roda Gigante”, pelo contrário, deu tudo errado. Que venha o próximo.
Fala Sério, Mãe! é o último lançamento amplo do ano nos cinemas
Após faturar R$ 1,5 milhão em pré-estreia, a comédia brasileira “Fala Sério, Mãe!” chega aos cinemas como principal lançamento do fim do ano. Mas, curiosamente, não é o único filme brasileiro com adolescentes a entrar em cartaz nesta quinta (28/12). A programação, mais enxuta que o habitual, também inclui o novo longa de Woody Allen, a primeira luta de Bruce Lee e a juventude de Karl Max, que não empolgaram a maioria dos críticos, além de um documentário premiado. Clique nos títulos das estreias para conferir os trailers de cada filme em cartaz. “Fala Sério, Mãe!” traz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”) como mãe e filha, e surpreende positivamente por não abusar (muito) do tom histérico que marca as outras comédias do roteirista Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”). Desta vez, o humor de esquetes e temas repetitivos busca simpatia, ao ser utilizado para realçar os problemas de relacionamento, mas também o amor típico de uma família, que é o mote da produção. O filme é inspirado no livro de mesmo nome da escritora Thalita Rebouças (autora também de “É Fada!”), que colabora no roteiro assinado por Cursino, Ingrid Guimarães e Dostoiewski Champangnatte. A direção é de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”) e ainda peca por incluir as típicas participações especiais de todo besteirol brasileiro – desta vez, do cantor Fábio Jr. e do comediante Paulo Gustavo, interpretando eles mesmos. “Bye Bye Jaqueline” também é uma comédia centrada numa adolescente, mas o foco são as amizades e os romances dessa fase da vida. O problema é a falta de espontaneidade geral, do roteiro à interpretação, que faz com que tudo soe forçado, além de previsível – a velha história de sempre. Nota-se que é o primeiro longa-metragem de Anderson Simão e da maioria do elenco. O lançamento internacional mais amplo pertence a “Roda Gigante”, o novo longa de Woody Allen, cujo enredo, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), é “um pouco melodramático”. A produção não deixa de ser uma homenagem de Allen ao rei do melodrama clássico, Douglas Sirk (“Imitação da Vida”), já que se passa no período de seus filmes mais conhecidos, a década de 1950. A história gira em torno de Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel do parque de Conney Island (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história – um artifício que reforça se tratar de um filme “à moda antiga”. A crítica norte-americana não embarcou na trip nostálgica e a “Roda Gigante” travou com 29% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “A Origem do Dragão” foi uma decepção maior ainda: 23% de aprovação. Vendida como uma história da juventude do ator e campeão de kung fu Bruce Lee, a obra não passa de um filme B convencional, que menospreza o personagem e o impacto de sua luta contra Wong Jack Man, o mestre de kung fu mais famoso da China, enviado pelo templo shaolin para verificar se Lee estava ensinando artes marciais para brancos nos Estados Unidos. A direção é do cineasta George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e os roteiristas Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele são os mesmos do vindouro “Bohemian Rhapsody” sobre a banda Queen. “O Jovem Karl Marx” é outro desperdício de personagem, numa produção que segue a fórmula básica das cinebiografias mais superficiais, capaz de transformar o homem que considerava religião o ópio do povo numa figura praticamente santa. Ao menos, não deixa de ser cômico ver o jovem de cartola querendo se conectar com as massas proletárias. Passou no Festival de Berlim, Toronto e inúmeros outros. Não venceu nada. E tem média de 40% no Rotten Tomatoes. Completa a programação o documentário francês “A Ópera de Paris”, premiado no Festival de Moscou. Curiosamente, é o segundo filme sobre os bastidores da famosa casa de espetáculos francesa lançado este ano nos cinemas brasileiros, após “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”. Ambos compartilham alguns personagens, entre eles Benjamin Millepied, o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010) e marido da atriz Natalie Portman. E é isto. Só seis lançamentos nesta semana, ainda sob efeito do predomínio de “Star Wars: Os Últimos Jedi” no circuito cinematográfico.
Novo anime do diretor de As Memórias de Marnie ganha trailer em inglês
A GKids divulgou o pôster americano e o trailer dublado em inglês do anime “Mary and The Witch’s Flower”, primeiro lançamento do Studio Ponoc, fundado por ex-funcionários do Studio Ghibli. Um deles é o diretor do filme, Hiromasa Yonebayashi, que trabalhou na animação do clássico “A Viagem de Chihiro”, vencedor do Oscar 2003, além de ter dirigido o recente “As Memórias de Marnie” (2014). Baseado no livro de 1971 “The Little Broomstick” da escritora britânica Mary Stewart, o anime segue a aventura de uma menina jovem e precoce que, depois de fazer amizade com um estranho gato preto e descobrir uma flor rara da floresta, capaz de lhe dar poderes mágicos por 24 horas, ganha a oportunidade de frequentar uma escola de prestígio para bruxas. A dublagem em inglês conta com as vozes de Ruby Barnhill (estrela de “O Bom Gigante Amigo”) no papal principal, e dos vencedores do Oscar Kate Winslet (“Roda Gigante”) e Jim Broadbent (“O Bebê de Bridget Jones”). A estreia vai acontecer em 18 de janeiro nos Estados Unidos e não há previsão para o lançamento no Brasil. Veja abaixo também o trailer original japonês.
Roda Gigante: Novo filme de Woody Allen ganha trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou o trailer legendado de “Roda Gigante” (Wonder Wheel), novo filme de Woody Allen. A prévia revela que definitivamente não se trata de uma comédia romântica, como a sinopse oficial tinha dado a entender. A trama tem passagens de suspense e o enredo é, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), “um pouco melodramático”. O trailer detalha bem a história, passada em Conney Island na década de 1950 e centrada em Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história em tom de film noir. Um noir ironicamente ensolarado, com biquínis e à beira-mar. “Roda Gigante” é uma produção da plataforma de streaming Amazon e teráve sua première no Festival de Nova York, em 15 de outubro. Já a estreia brasileira está marcada para 28 dezembro.
Giovanni Ribisi vai retomar seu papel nas continuações de Avatar
O ator Giovanni Ribisi (série “Sneaky Pete”) foi confirmado nas sequências da franquia “Avatar” de James Cameron. Ribisi irá retomar seu papel de Parker Selfridge, o principal administrador da RSA, a empresa responsável pela colônia humana no filme de 2009. Com a confirmação, faltam apenas Michelle Rodriguez, Wes Studi e Laz Alonso para a reunião completa do elenco original. Os demais atores que já tiveram seus retornos anunciados são Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald. Além deles, o elenco terá Kate Winslet (“A Série Divergente: Insurgente”), Oona Chaplin (neta do mestre do cinema mudo Charles Chaplin e intérprete da mulher de Robb Stark na série “Game of Thrones”), Cliff Curtis (o Travis da série “Fear the Walking Dead”) e diversos atores-miris como novos personagens. Após anos de desenvolvimento, a franquia terá mais quatro filmes, com a expectativa de todos os filmes serão gravados ao mesmo tempo – assim como aconteceu com “O Hobbit”. Segundo o site Deadline, o orçamento estimado para a realização dos quatro longas é de US$ 1 bilhão, o mais alto da história. “Avatar 2” vai estrear em dezembro de 2020, seguida por “Avatar 3” em dezembro de 2021. Com um curioso hiato de três anos, “Avatar 4” só será visto em dezembro de 2024 e a última parte da franquia, “Avatar 5”, em dezembro de 2025.








