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    Michelle Williams vai estrelar filme do brasileiro Karim Aïnouz

    7 de julho de 2021 /

    O cineasta brasileiro Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”) vai filmar seu primeiro longa falado em inglês. Intitulado “Firebrand”, o filme vai se passar na Inglaterra do começo do século 14 e será estrelado por Michelle Williams (“Venom”). A atriz interpretará Katherine Parr (1512-1548), a sexta e última esposa de Henrique VIII. “Eu não poderia estar mais animado em trazer a história desconhecida de Katherine Parr para as telas, uma mulher ferozmente brilhante por quem me inspiro profundamente e que se tornou quase invisível, ou certamente sub-representada na história inglesa” disse Aïnouz em comunicado sobre o projeto. “Muito se sabe sobre o reinado tirânico de Henrique VIII e aqueles que pereceram e sofreram em suas mãos, mas meu foco aqui é uma mulher que não só conseguiu sobreviver, mas também prosperar. Trata-se de uma reimaginação de filme de ‘época’, um filme de terror psicológico ambientado na corte de Tudor, uma história de intriga, ação e sobrevivência. Ter Michelle Williams retratando esta mulher notável, uma atriz de talento e paixão incomensuráveis, é um sonho que se tornou realidade. ” “Firebrand” tem roteiro das irmãs Henrietta e Jessica Ashworth (“Fale com as Abelhas”) e começará a ser filmado no Reino Unido no início de 2022, com produção de Gabrielle Tana (“Philomena”) da Magnolia Mae Films. As filmagens marcarão uma nova parceria entre o diretor e a diretora de fotografia francesa Hélène Louvart (“Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre”), após os dois trabalharem juntos em “A Vida Invisível” (2019). A equipe também conta com a designer de produção britânica Maria Djurkovic (indicada ao Oscar por “O Jogo da Imitação”) e a figurinista Lisa Duncan (“Small Axe”). Aïnouz está atualmente no Festival de Cannes, onde acompanhará uma exibição especial fora da competição de seu novo filme, “O Marinheiro das Montanhas”, marcada para a sexta-feira (9/7).

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    Pelo segundo ano consecutivo, Ancine não apoia candidato brasileiro ao Oscar

    10 de janeiro de 2021 /

    A Ancine, que supostamente teria mais de R$ 2 bilhões em caixa do FSA, o fundo do setor audiovisual brasileiro, não está dando nenhum apoio financeiro para a campanha do filme brasileiro “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Barbara Paz, na disputa por uma vaga no Oscar 2021. O comando da agência, no governo Bolsonaro, tem ignorado sistematicamente o Programa de Apoio Financeiro aos filmes brasileiros de longa-metragem indicados ao Oscar, a Portaria nº 280 instituída em 2008 para ajudar os candidatos a conquistar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional. O boicote começou com “A Vida Invisível”, da Karim Aïnouz, no Oscar 2020. O governo brasileiro autorizou apenas o apoio institucional da campanha brasileira. Isto é, a inclusão da marca do governo federal no filme. Isto porque “A Vida Invisível” foi parcialmente financiado com recursos oriundos da Lei do Audiovisual. Como comparação, em 2018, durante o governo Temer, o longa escolhido para representar o país na disputa, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, recebeu cerca de R$ 200 mil do antigo Ministério da Cultura para sua divulgação em Hollywood. O corte de verbas ainda se estende a outros programas similares, como o Apoio à Participação Brasileira em Festivais, Laboratórios e Workshops Internacionais. A página oficial da Ancine destinada a este apoio não é atualizada desde 2019 e os links para novas candidaturas não funcionam mais. No ano passado, o Brasil teve participação recorde de filmes no Festival de Berlim. Motivo de orgulho em outros governos, a situação foi ignorada pelo atual desgoverno. Nenhum dos filmes recebeu apoio para representar o país no evento. Sob o pretexto de não ter dinheiro, apesar dos supostos R$ 2 bilhões em caixa do FSA para isso, a Ancine realmente suspendeu os programas de apoio internacional em 2019, seguindo a política de desmonte cultural determinada por Bolsonaro. Além da Ancine, os filmes brasileiros também contavam com financiamento do Cinema do Brasil, um programa de exportação e fomento implementado em parceria pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (SIAESP) e pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério das Relações Exteriores. O apoio chegava a US$ 15 mil por produção até que, também em 2019, a então diretora de Negócios da Apex, Letícia Catelani, filiada ao PSL, interrompeu a distribuição dos recursos. Diante da situação, Barbara Paz está tendo que recorrer a um crowdfunding para conseguir dinheiro para a campanha de seu filme, em busca de uma vaga no Oscar 2021. A campanha está no site Benfeitoria (https://benfeitoria.com/babenco). Enquanto os governos dos países mais desenvolvidos do mundo transformam a produção cultural numa de suas maiores fontes de influência (o soft power) e enriquecimento financeiro, o atual desgoverno do Brasil segue firme rumo ao empobrecimento em todos os sentidos.

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    Bacurau vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

    12 de outubro de 2020 /

    O filme “Bacurau” foi o vencedor da premiação da Academia Brasileira de Cinema. Chamado de Grande Premio do Cinema Brasileiro, o evento aconteceu na noite de domingo, de forma remota, com transmissão pela TV Cultura, e além de consagrar o longa de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho como o Melhor Filme do ano, também rendeu os troféus de Melhor Direção e Roteiro Original para a dupla, sem esquecer o prêmio de Melhor Ator para Silvero Pereira e a conquista de Efeitos Visuais. “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, também se destacou no evento, recebendo quatro prêmios: Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia e Atriz Coadjuvante (para Fernanda Montenegro). Houve um empate no troféu de Melhor Ator, que foi dividido entre o intérprete de Lunga, em “Bacurau”, e Fabrício Boliveira, por “Simonal”. Já Andréa Beltrão teve seu trabalho em “Hebe” reconhecido, vencendo como Melhor Atriz. Na categoria de Comédia, o escolhido foi “Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral”, de Halder Gomes, que ainda rendeu a Chico Diaz o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Confira abaixo todas as categorias premiadas. Melhor Filme: “Bacurau” Melhor Documentário: “Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar” Melhor Comédia: “Cine Holliúdy – A Chibata Sideral ” Melhor Animação: “Tito e Os Pássaros” Melhor Filme Infantil: “Turma Da Mônica – Laços” Melhor Filme – Voto Popular: “Eu Sou Mais Eu” Melhor Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (“Bacurau”) Melhor Direção Estreante: Leonardo Domingues (“Simonal”) Melhor Atriz: Andrea Beltrão (“Hebe – A Estrela Do Brasil”) Melhor Ator: Silvero Pereira (“Bacurau”) e Fabrício Boliveira (“Simonal”) Melhor Atriz Coadjuvante: Fernanda Montenegro (“A Vida Invisível”) Melhor Ator Coadjuvante: Chico Diaz (“Cine Holliúdy – A Chibata Sideral”) Melhor Direção de Fotografia: Hélène Louvart (“A Vida Invisível”) Melhor Direção de Arte: Rodrigo Martirena (“A Vida Invisível”) Melhor Roteiro Original: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (“Bacurau”) Melhor Roteiro Adaptado: Murilo Hauser, Karim Aïnouz e Inés Bortagaray (“A Vida Invisível”) Melhor Figurino: Marina Franco (“A Vida Invisível”) Melhor Maquiagem: Simone Batata (“Hebe – A Estrela Do Brasil”) Melhor Efeito Visual: Mikaël Tanguy E Thierry Delobel (“Bacurau”) Melhor Montagem de Ficção: Eduardo Serrano (“Bacurau”) Melhor Montagem de Documentário: Karen Harley (“Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar”) Melhor Trilha Sonora: Wilson Simoninha e Max De Castro (“Simonal”) Melhor Som: Marcel Costa, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond, Armando Torres Jr., Abc e Renan Deodato (“Simonal”) Melhor Filme Internacional: “Parasita” Melhor Filme Ibero-Americano: “A Odisseia dos Tontos” Melhor Curta de Animação: “Ressurreição” Melhor Curta de Documentário: “Viva Alfredinho!” Melhor Curta: “Sem Asas” Melhor Série de Animação TV Paga/Streaming: “Turma Da Mônica Jovem – 1ª Temporada” Melhor Série de Ficção TV Paga/Streaming: “Sintonia – 1ª Temporada” Melhor Série de Ficção TV Aberta: “Cine Holliúdy– 1ª Temporada” Melhor Série de Documentário TV Paga/Streaming: “Quebrando O Tabu – 2ª Temporada”

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    Festival de Berlim começa com presença recorde de filmes brasileiros

    20 de fevereiro de 2020 /

    O Festival de Berlim começa sua sua 70ª edição nesta quinta (20/2) com participação brasileira recorde. O evento alemão vai projetar nada menos que 19 filmes com produção nacional. Destes, apenas quatro trazem o Brasil na condição de parceiro minoritário, entre eles o documentário “Nardjes A.”, dirigido pelo brasileiro Karim Ainouz (“A Vida Invisível”), que registra protestos civis na Argélia. A maioria dos filmes será exibido em seções paralelas à mostra principal, mas o país também está na disputa do Urso de Ouro com “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”). A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas (que agora é editora de “Todos os Mortos”). Os diretores também assinam o roteiro, que se passa logo após a Abolição da Escravatura, no fim do século 19. Ainda sem data de estreia no Brasil, “Todos os Mortos” vai tentar repetir as vitórias históricas de “Central do Brasil” (1998) e “Tropa de Elite” (2008) no famoso festival alemão, onde concorrerá com outros 17 títulos – de diretores como o americano Abel Ferrara (“Siberia”), o taiwanês Tsai Ming-Liang (“Rizi”), o francês Philippe Garrel (“Le Sel des Larmes”), o cambojano Rithy Panh (“Irradiés”) e a britânica Sally Potter (“The Roads Not Taken”). Dos 18 filmes na mostra oficial, seis são dirigidos ou codirigidos por mulheres, um índice menor que o recorde do ano passado (45%), mas acima do registrado em Cannes e principalmente em Veneza, que enfrentou protestos por incluir apenas duas diretoras entre as 21 obras na disputa do Leão de Ouro de sua última edição. Um cineasta brasileiro vai votar na premiação. Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius” e “Bacurau”, faz parte do júri principal do festival, responsável por escolher os melhores do evento e entregar o troféu Urso de Ouro ao vencedor da competição cinematográfica. Ao lado dele, estão o ator britânico Jeremy Irons (“Watchmen”), que preside o comitê, a atriz franco-argentina Bérenice Bejo (de “O Artista” e “O Passado”), a produtora alemã Bettina Brokemper (parceira dos filmes de Lars von Trier, de “Dogville” a “A Casa que Jack Construiu”), a diretora palestina Annemarie Jacir (“Wajib – Um Convite de Casamento”), o diretor e roteirista americano Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira Mar”) e o ator italiano Luca Marinelli (“Entre Tempos”). Confira abaixo a lista de filmes brasileiros selecionados para o evento, que vai acontecer até o dia 1º de março na capital da Alemanha. LONGAS MAJORITÁRIOS BRASILEIROS “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo e Marco Dutra, coprodução da Dezenove Som e Imagem e Filmes do Caixote com a França (competitição do Urso de Ouro) “Alice Junior”, direção de Gil Baroni, produção da Beija Flor Filmes (mostra Generation) “Cidade Pássaro”, direção de Matias Mariani, produção da Primo Filmes”, coprodução com França (mostra Panorama) “Irmã”, direção de Luciana Mazeto e Vinicius Lopes, produção da Pátio Vazio (mostra Generation) “Luz nos Trópicos”, direção de Paula Gaitán, produção da Aruac e Pique-Bandeira (mostra Forum) “Meu Nome É Bagdá”, direção de Caru Alves de Souza, produção da Manjericão Filmes (mostra Generation) “O Reflexo do Lago”, direção de Fernando Segtowick, produção da Marahu Filmes (mostra Panorama) “Vento Seco”, direção de Daniel Nolasco, produção da Panaceia Filmes (mostra Panorama) “Vil, Má”, direção de Gustavo Vinagre, produção da Carneiro Verde e Avoa Filmes (mostra Forum) CURTAS/MÉDIAS “(Outros) Fundamentos”, direção de Aline Motta (mostra Forum Expanded) “Apiyemiyeki?”, direção de Ana Vaz em coprodução com França, Holanda e Portugal (mostra Forum Expanded) “Jogos Dirigidos”, direção de Jonathas de Andrade (mostra Forum Expanded) “Letter From A Guarani Woman In Search Of Her Land Without Evil”, de Patricia Ferreira (mostra Forum Expanded) “Rã”, direção de Julia Zakia e Ana Flávia Cavalcanti, produção da Gato do Parque (mostra Panorama) “Vaga Carne”, direção de Grace Passô e Ricardo Alves Jr, produção da Grãos da Imagem (mostra Forum Expanded) COPRODUÇÕES INTERNACIONAIS “Chico Ventana Tambien Quisiera Ter Un Submarino”, direção de Alex Piperno (Uruguai), coprodução brasileira Desvia (mostra Forum) “Los Conductos”, direção de Camilo Restrepo (Colômbia), coprodução brasileira If You Hold a Stone (mostra Encounters) “Nardjes A.”, direção de Karim Ainouz (Brasil), coprodução com Argélia, França e Alemanha (mostra Panorama) “Un Crimen Común”, direção de Francisco Márquez (Argentina)”, coprodução brasileira Multiverso (mostra Panorama)

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    Novo documentário de Karim Aïnouz é selecionado para o Festival de Berlim

    23 de janeiro de 2020 /

    O documentário “Nardjes A.”, novo trabalho do diretor Karim Aïnouz (“A Vida Invisível”), foi selecionado pela organização do Festival de Berlim. O longa, que acompanha a argelina Nardjes durante um protesto pacífico em seu país, foi selecionado para a mostra Panorama do evento, que acontece entre 20 de fevereiro e 1º de março. Diz a sinopse: “Argélia, fevereiro de 2019. Um levante pacifista popular irrompe contra a candidatura do presidente Bouteflika para um quinto mandato, culminando em uma revolução. Nardjes, uma jovem argelina, participa do movimento para expressar a esperança de seu povo. Filmado em 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher, o filme traça um retrato da ativista no momento em que ela se junta a milhares de manifestantes nas ruas de Argel, em luta para derrubar um regime que os silenciou por décadas. Nós a seguimos, enquanto seu país inteiro indicava estar caminhando para um futuro melhor.” Aïnouz já participou do Festival de Berlim com o documentário “Aeroporto Central” (2018) e o drama “Praia do Futuro” (2014), e no ano passado venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, com “A Vida Invisível”, também selecionado pelo Brasil para disputar indicação ao Oscar. “Nardjes A.” foi rodado em sua primeira visita à Argélia, terra natal de seu pai. Em comunicado, o diretor afirmou que sua intensão foi criar um filme “ousado, alto, barulhento, rápido e voraz, como as manifestações foram e continuam sendo”, mas com foco mais pessoal, através da perspectiva de um dia na vida de Nardjes. A obra ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Além do filme de Karim Aïnouz, a mostra Panorama também vai exibir mais dois longas de cineastas brasileiros: a ficção “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que acompanha um músico da Nigéria que viaja a São Paulo em busca do irmão, e o documentário “O Reflexo do Lago”, de Fernando Segtowick, sobre a vida de uma comunidade sem energia elétrica, localizado ao lado da maior usina hidrelétrica na Amazônia.

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    Retrospectiva: Os Melhores Filmes de 2019

    9 de janeiro de 2020 /

    Listas de fim de ano são uma tradição no exercício da frustração. Elas sempre deixam de fora algum título esquecido pela crítica ou favorito do público. Na tentativa de remediar os “esquecimentos”, neste ano a Pipoca Moderna, por meio de seu editor, reuniu uma coleção de listas para vários gostos e inclinações. Além do Top 10, foram relacionados diversos Top 5 em diferentes categorias – que abrangem desde as divisões tradicionais de gênero até um “mapa” da produção cinematográfica mundial, sem esquecer algumas peculiaridades do mercado, como o crescimento do streaming e as deficiências do circuito nacional. À exceção de duas listas específicas, foram considerados apenas filmes lançados no Brasil em 2019, tanto na programação de cinema – em alguns casos, apenas em São Paulo – quanto em streaming – filmes da Netflix, Amazon ou oferecidos para locação via Video On Demand no YouTube, Google Play, iTunes, etc. Melhor filme de 2019, o vencedor do Festival de Cannes “Parasita”, de Bong Joon Ho, também liderou mais duas listas: de melhor filme de suspense e de produção asiática. Vale observar que os títulos do Oriente Médio foram computados juntos do cinema africano, pois ambos são sub-representados no mercado nacional, e que faltaram produções da Oceania para somar um Top 5. A seleção também reflete a falsa polêmica de Martin Scorsese, que acusou os filmes da Marvel de não serem cinema. “Vingadores: Ultimato” entrou no Top 10, assim como outras adaptações de quadrinhos, como “Coringa” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Mas “O Irlandês”, incensado drama de 3h30 de streaming do diretor americano, não. A Netflix, entretanto, está bem defendida na seleção pelo melhor drama americano de 2019: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach – além de aparecer com outras produções. Indicado para representar o Brasil no Oscar, “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, é o top nacional, seguido por “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ambos os filmes foram premiados no mesmo Festival de Cannes que consagrou “Parasita”, e encabeçam uma lista especialmente indicada para quem, como Jair Bolsonaro, não conhece o cinema de qualidade feito no país. A análise de todos os lançamentos de 2019 também deixou evidente que a maioria dos filmes distribuídos no mercado brasileiro é muito fraca. E como Bolsonaro vetou incentivos para ampliar o parque exibidor, isso deve se perpetuar, negando espaço nas telas para filmes premiados e cultuadíssimos. O fato de a comédia de terror “Ready or Not” sair direto em streaming em VOD, quando representou um dos maiores sucessos do gênero nos EUA, também diz muito sobre as decisões tomadas pelos estúdios nacionais. Pior que isso é constatar a qualidade dos títulos que nem sequer têm previsão de lançamento em qualquer tela do país. Não há maior incentivo à pirataria que a “curadoria” mesquinha do mercado e um governo que trabalha para travar todo o setor. Confira abaixo as listas de cinema com os melhores títulos de 2019. 10 MELHORES FILMES DE 2019         1. Parasita | Cine 2. História de um Casamento | Netflix 3. Coringa | Cine 4. Dor e Glória | Cine 5. Amor Até as Cinzas | Cine 6. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 7. Vingadores: Ultimato | Cine 8. Entre Facas e Segredos | Cine 9. Guerra Fria | Cine 10. Era uma Vez em Hollywood | Cine         5 MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2019             1. Bacurau | Cine 2. A Vida Invisível | Cine 3. Deslembro | Cine 4. Temporada | Cine 5. Divino Amor | Cine             5 MELHORES FILMES DE DRAMA DE 2019             1. História de um Casamento | Netflix 2. Dor e Glória | Cine 3. Amor Até as Cinzas | Cine 4. Guerra Fria | Cine 5. Oitava Série | VOD               5 MELHORES FILMES DE COMÉDIA DE 2019             1. Entre Facas e Segredos | Cine 2. Fora de Série | Cine 3. Meu Nome É Dolemite | Netflix 4. A Maratona de Brittany | Cine 5. Meu Eterno Talvez | Netflix               5 MELHORES FILMES DE AÇÃO E AVENTURA DE 2019             1. Os Aeronautas | Amazon 2. John Wick 3: Parabellum | Cine 3. Vingança a Sangue Frio | Cine 4. Operação Fronteira | Netflix 5. Implacável | VOD               5 MELHORES FILMES DE SCI-FI DE 2019             1. Ad Astra | Cine 2. High Life | Cine 3. I Am Mother | Netflix 4. Code 8 | VOD 5. A Gente Se Vê Ontem | Netflix               5 MELHORES FILMES DE SUSPENSE DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Entre Facas e Segredos | Cine 3. Predadores Assassinos | Cine 4. O Professor Substituto | Cine 5. Em Trânsito | Cine               5 MELHORES FILMES DE TERROR DE 2019             1. Nós | Cine 2. Climax | Cine 3. Border | Cine 4. Ready or Not | VOD 5. Midsommar | Cine               5 MELHORES FILMES DE ANIMAÇÃO DE 2019             1. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 2. Perdi Meu Corpo | Netflix 3. Link Perdido | Cine 4. Toy Story 4 | Cine 5. Como Treinar seu Dragão 3 | Cine               5 MELHORES FILMES DE QUADRINHOS DE 2019             1. Coringa | Cine 2. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 3. Vingadores: Ultimato | Cine 4. Homem-Aranha: Longe de Casa | Cine 5. Shazam! | Cine               5 MELHORES FILMES DE ROCK DE 2019             1. Rocketman | Cine 2. Yesterday | Cine 3. A Música da Minha Vida | Cine 4. The Dirt | Netflix 5. As Loucuras de Rose | Cine               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS DE 2019             1. O Silêncio dos Outros | Cine 2. Fyre Festival | Netflix 3. Indústria Americana | Netflix 4. One Child Nation | Amazon 5. Apollo 11 | VOD               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS DE 2019             1. Bixa Travesty | Cine 2. Estou me Guardando pra Quando o Carnaval Chegar | Cine 3. O Barato de Iacanga | Cine 4. Torre das Donzelas | Cine 5. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Cine           5 MELHORES FILMES LATINO-AMERICANOS DE 2019             1. Pássaros de Verão | Cine 2. A Camareira | Cine 3. A Odisseia dos Tontos | Cine 4. Vermelho Sol | Cine 5. Tarde para Morrer Jovem | Cine               5 MELHORES FILMES EUROPEUS DE 2019             1. Dor e Glória | Cine 2. Guerra Fria | Cine 3. Uma Mulher Alta | Cine 4. Climax | Cine 5. O Professor Substituto | Cine               5 MELHORES FILMES AFRICANOS E ÁRABES DE 2019             1. Cafarnaum | Cine 2. O Paraíso Deve ser Aqui | Cine 3. Atlantique | Netflix 4. Adam | Cine 5. Rafiki | Cine               5 MELHORES FILMES ASIÁTICOS DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Amor Até as Cinzas | Cine 3. Assunto de Família | Cine 4. O Fim da Viagem, o Começo de Tudo | Cine 5. Longa Jornada Noite Adentro | Cine               5 MELHORES FILMES DE STREAMING DE 2019             1. Uma História de Casamento | Netflix 2. Os Aeronautas | Amazon 3. Oitava Série | VOD 4. Fé Corrompida | VOD 5. Meu Nome É Dolemite | Netflix               5 MELHORES FILMES DE 2019 QUE ESTREIAM ATÉ O OSCAR               1. 1917 | Cine 2. Jóias Brutas | Netflix 3. Jojo Rabbit | Cine 4. Retrato de uma Jovem em Chamas | Cine 5. Adoráveis Mulheres | Cine               5 MELHORES FILMES DE 2019 SEM PREVISÃO PARA O BRASIL             1. One Cut of the Dead (Japão) 2. The Last Black Man in San Francisco (EUA) 3. The Standoff at Sparrow Creek (EUA) 4. The Nightingale (Austrália) 5. Extreme Job (Coreia do Sul)  

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    A Vida Invisível fica fora do Oscar 2020

    16 de dezembro de 2019 /

    O Brasil está fora da disputa pelo Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12), uma lista com um primeiro corte de indicados, e “A Vida Invisível”, o concorrente brasileiro, não ficou entre os 10 pré-selecionados. A lista reúne filmes que estavam sendo considerados favoritos ao prêmio, como “Parasita”, de Bong Joon Ho, “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Les Misérables”, de Ladj Ly. A seleção também emplacou “Uma Mulher Alta”, de Kantemir Balagov, lançado no fim de semana passado nos cinemas brasileiros, e “Atlantics”, de Mati Diop, disponibilizado pela Netflix em novembro. Ao contrário deste ano, em que “Roma”, de Alfonso Cuarón, venceu o então chamado Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, nenhum título latino-americano foi selecionado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, era o candidato sul-americano de maior projeção, após vencer a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e conseguir indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. Além disso, vinha aparecendo em listas de Melhores do Ano da imprensa americana. As chances de Oscar para o Brasil agora estão na categoria de Melhor Documentário, onde “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, conseguiu emplacar entre os pré-selecionados. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista das 10 produções que seguem na disputa por 5 indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional. “Aqueles que Ficaram” (Hungria) “Atlantics” (Senegal) “Corpus Christi” (Polônia) “Dor e Glória” (Espanha) “Honeyland” (Macedônia do Norte) “Les Misérables” (França) “Parasita” (Coreia do Sul) “The Painted Bird” (República Tcheca) “Truth and Justice” (Estônia) “Uma Mulher Alta” (Rússia)

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    A Vida Invisível merece todo o reconhecimento que vem conquistando

    15 de dezembro de 2019 /

    A reflexão sobre o machismo e a condição opressora vivida pelas mulheres de gerações passadas – nossas mães, nossas avós etc – já era um tema caro a Karim Aïnouz desde seu primeiro filme, o curta-metragem “Seams” (1993), realizado quando o cineasta morava nos Estados Unidos, e que poderia muito bem servir como extra de alguma edição especial em BluRay de “A Vida Invisível” (2019), o novo e premiado filme do diretor cearense. Em “Seams”, Aïnouz entrevista sua mãe, suas tias e sua avó, a fim de saber como era o casamento, como era o relacionamento com os homens no passado. E a presença masculina, na grande maioria dos relatos, se mostrava, para usar um termo atual, tóxica. Em “A Vida Invisível”, o diretor adapta o romance “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, da jornalista pernambucana Martha Batalha, que conta a história de duas irmãs vivendo no Rio de Janeiro dos anos 1950, e que são separadas pelo destino, com a ajuda de homens capazes de oprimir, mentir e maltratar essas mulheres. No caso, o patriarca da família de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler) é essa principal mão poderosa e opressora. Mas, como um filme que abraça o melodrama com todas as forças, “A Vida Invisível” também brinca bastante com as ironias perversas da vida, com a forma como tudo parece conspirar para que aquelas duas irmãs não se vejam. A separação ocorre pela primeira vez quando Guida foge com um marinheiro grego e volta para casa grávida e frustrada – o jovem que parecia ser o seu príncipe encantado era na verdade um canalha. Guida vê como opção voltar para a casa dos pais, mas é expulsa pelo pai, que ainda conta que a irmã Eurídice está na Europa. Mal sabia Guida que sua irmã havia se casado com um homem patético, vivido por Gregório Duvivier, e que morava ali mesmo, no Rio de Janeiro. A cena do casamento e a noite de núpcias do novo casal passa toda a sensação de desconforto extremo da mulher. Na verdade, ela é praticamente estuprada na primeira noite. A imagem dos dois se olhando no espelho, após o sexo nada bom para a jovem, é memorável. Enquanto Guida se esforça para viver uma vida de mãe solteira, Eurídice tenta não engravidar, a fim de conseguir sua tão sonhada vaga em um conservatório de música. Ela é pianista e gostaria muito de estudar piano, aprofundar-se naquilo que mais ama. As duas, porém, vão vivendo uma vida de frustrações – Guida não consegue novos relacionamentos estáveis com os homens e Eurídice acaba engravidando contra sua vontade. O filme também afasta uma visão romântica da maternidade. É importante destacar que as duas protagonistas não são mulheres conformadas com suas condições no mundo do patriarcado. Guida é independente e tenta ser alegre, ir a festas e ter aventuras passageiras com alguns homens; Eurídice, por sua vez, tenta, à sua maneira, mesmo grávida, a vaga no conservatório. Enquanto isso, o filme vai entrecortando a narrativa com as cartas que Guida envia para a irmã, no endereço de seus pais, sonhando que um dia elas seja respondidas. Infelizmente, passam-se anos e as cartas não chegam a Eurídice. É uma situação bastante triste, que aproxima “A Vida Invisível” de um tipo de melodrama mais duro, como o do alemão Rainer Werner Fassbinder, do que dos exemplares clássicos hollywoodianos, como os filmes de Leo McCarey, que provocam o choro com mais facilidade. No filme de Aïnouz, o choro fica preso na garganta, pelo menos em boa parte da metragem. O filme foi gravado em película com uma câmera intacta de 1960, o que passa uma impressão de obra saída de tempos atrás, embora haja um diálogo direto com o momento atual. No aspecto visual, há ainda uma busca pelas cores saturadas na fotografia de Hélène Louvart, responsável pela direção de fotografia de “Feliz como Lázaro” (2018), de Alice Rohrwacher, e o uso do vermelho com certa constância, além da umidade do verde das árvores. E, há, claro, a presença maravilhosa de Fernanda Montenegro como a versão idosa de Eurídice, para fechar com chave de ouro este trabalho, vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes, indicado ao Spirit Awards e um dos favoritos à vaga no Oscar, na categoria de Melhor Filme Internacional. Karim Aïnouz e toda a equipe, incluindo o produtor Rodrigo Teixeira, merecem todo o sucesso que a obra anda conquistando mundo afora. E isso em um momento necessário para o cinema brasileiro, que ao mesmo tempo que chegou a um ponto de excelência e de visibilidade mundial em festivais, segue sendo atacado por um governo estúpido. Estúpido, burro e perverso, como o pai de Eurídice e Guida.

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    Karim Aïnouz protesta contra censura sofrida por A Vida Invisível na Ancine

    10 de dezembro de 2019 /

    O diretor Karim Aïnouz se manifestou nesta terça-feira (10/12) sobre o veto a uma sessão de seu filme, “A Vida Invisível”, candidato do Brasil a uma vaga no Oscar, que seria exibido neste semana a servidores da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Segundo apurou a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, a ordem de cancelamento da sessão teria partido do gabinete da nova secretária do Audiovisual, Katiane Gouvêa, e a Ancine apenas teria acatado a decisão. Num comunicado publicado nas redes sociais, Karim diz ter recebido a informação com “pesar”. “É triste testemunhar os desdobramentos de uma política tóxica e covarde, perpetrada por um governo catastrófico, que põe deliberadamente em xeque a cultura de um país tão abundante quanto o nosso”. Vencedor da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, “A Vida Invisível” aumentou suas chances de chegar entre os finalistas ao Oscar de Melhor Filme Internacional após receber uma indicação nesta categoria no Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. “Ele faz parte de uma safra de filmes que estão servindo como prova inconteste de que o fomento à cultura tem frutos grandiosos. Os filmes nacionais lançados na última década têm tido uma belíssima trajetória nos festivais internacionais e nas bilheterias”, defende Karim em seu texto. “A ameaça à vida do setor é criminosa, não só nos termos da importância da indústria pujante que é o cinema nacional hoje, gerando milhares de empregos, mas também e, principalmente, se entendermos a importância crucial que a cultura exerce na sociedade. A cultura é o que nos possibilita acreditar na dignidade coletiva. Ela desarma o horror”, finaliza Karim em seu desabafo. Em entrevista à revista Veja, Aïnouz contou como recebeu a notícia. “Estou em Nova York fazendo a campanha do filme pelo Oscar. Fiquei surpreso. Parecia tão absurdo que demorei a entender. Tentei apurar com pessoas do meio, mas não consegui. Existe um ambiente de medo na Ancine, criado por este governo”. Aïnouz diz que até agora não sabe qual o motivo do veto. “O que eu percebo é que o governo Bolsonaro é um governo nebuloso. Que não explica o que faz, não faz comunicados oficiais. É uma rede de desinformação: postam algo no Twitter, apagam, depois postam outra coisa. Faz parte da estratégia deles deixar a população no escuro. Dizem que foi um problema técnico, mas então por que tiraram os cartazes de ‘A Vida Invisível’ das paredes da Ancine? Foi censura, sim. Não podem cancelar a projeção de um filme num órgão público sem explicar claramente o motivo”. A notícia de que teria sido um problema técnico foi contestada pelos servidores da própria Ancine, que se mobilizaram para realizar uma sessão alternativa do filme, e contrariada pela apuração do jornal O Globo sobre uma suposta ordem de censura do governo Bolsonaro. Antes da censura, o secretário da Cultura Roberto Alvim atacou publicamente a atriz Fernanda Montenegro, que está em “A Vida Invisível”, chamando-a de “sórdida” e outros adjetivos nefastos por posar como uma bruxa na fogueira, na capa de uma revista, como ilustração da relação do governo Bolsonaro com a Cultura. A imagem é cada vez mais forte e real. Vale lembrar que o antecessor de Alvim, Henrique Pires, demitiu-se do cargo alegando que não compactuaria com censura e que estava “desafinado com o presidente sobre liberdade de expressão”. Além de cancelar a sessão de “A Vida Invisível”, a Ancine também fez uma “limpeza” em sua sede e no seu site, retirando os cartazes de clássicos do cinema nacional que decoravam a agência, entre eles várias obras estreladas por Fernanda Montenegro. Em uma segunda postagem, o diretor ainda questionou: “Eu me pergunto por que somos tão temidos. Se há censura, ou estão em desacordo com algo do filme ou estão com medo de alguma coisa. Por isso é importante que essa história seja esclarecida, com urgência, pois é perigosa para a imagem do Brasil internacionalmente”.

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    Disputa de Melhor Filme Internacional do Oscar 2020 bate recorde de inscrições

    7 de outubro de 2019 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (7/10) que 93 países inscreveram seus representantes para concorrer ao Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional (antiga categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira). Trata-se de um número recorde de inscrições, superando as 92 registradas em 2007, até então o ano com a maior quantidade de inscritos. A lista inclui as primeiras indicações já feitas por três países: Gana, Nigéria e Uzbequistão. O candidato brasileiro é “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, que venceu a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, mas outros dois filmes da relação também trazem atores brasileiros: o cubano “O Tradutor”, estrelado por Rodrigo Santoro, e o italiano “O Traidor”, que além de incluir a atriz Maria Fernanda Cândido é uma coprodução brasileira. Apesar da farta seleção, os filmes que são considerados favoritos não passam de um punhado. São eles o sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon-ho, vencedor do Festival de Cannes, o espanhol “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que rendeu troféu para o ator Antonio Banderas em Cannes, o senegalês “Atlantique”, de Mati Diop, primeira mulher negra a competir e ganhar prêmio em Cannes, e o francês “Les Miserables”, de Ladj Ly, que assim como o brasileiro “A Vida Invisível” contará com apoio financeiro da Amazon para disputar sua vaga. Também chama atenção o fato de o candidato japonês, “Weathering With You”, ser uma animação. 10 dos 93 candidatos serão pré-selecionados por um comitê e revelados no dia 16 de dezembro. Desta dezena sairão os cinco finalistas, apresentados durante o anúncio de todos os indicados ao Oscar, no dia 13 de janeiro. A cerimônia de premiação está marcada para 9 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos selecionados, a maioria com seus títulos internacionais (no inglês da Academia). África do Sul: “Knuckle City”, de Jahmil XT Qubeka Albânia: “The Delegation”, de Bujar Alimani Alemanha: “System Crasher”, de Nora Fingscheidt Arábia Saudita: “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al Mansour Argélia: “Papicha”, de Mounia Meddour Argentina: “Heroic Losers”, de Sebastián Borensztein Armênia: “Lengthy Night”, de Edgar Baghdasaryan Austrália: “Buoyancy”, de Rodd Rathjen Áustria: “Joy”, de Sudabeh Mortezai Bangladesh: “Alpha”, de Nasiruddin Yousuff Bielorrússia: “Debut”, de Anastasiya Miroshnichenko Bélgica: “Our Mothers”, de César Díaz Bolívia: “I Miss You”, de Rodrigo Bellott Bósnia e Herzegovina: “The Son”, de Ines Tanovic Brasil: “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz Bulgária: “Ága”, de Milko Lazarov Cambógia: “In the Life of Music”, de Caylee So e Sok Visal Canadá: “Antigone”, Sophie Deraspe: diretor Cingapura: “A Land Imagined”, de Yeo Siew Hua Chile: “Spider”, de Andrés Wood China: “Ne Zha”, de Yu Yang Colômbia: “Monos”, de Alejandro Landes Coreia do Sul: “Parasit”, de Bong Joon Ho Costa Rica: “The Awakening of the Ants”, de Antonella Sudasassi Furniss Croácia: “Mali”, de Antonio Nuic Cuba: “O Tradutor”, de Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso República Tcheca: “The Painted Bird”, de Václav Marhoul Dinamarca: “Queen of Hearts”, de May el-Toukhy Egito: “Poisonous Roses”, de Ahmed Fawzi Saleh Equador: “The Longest Night”, de Gabriela Calvache Eslováquia: “Let There Be Light”, de Marko Skop Eslovênia: “History of Love”, de Sonja Prosenc Espanha: “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar Estônia: “Truth and Justice”, de Tanel Toom Etiópia: “Running against the Wind”, de Jan Philipp Weyl Filipinas: “Verdict”, de Raymund Ribay Gutierrez Finlândia: “Stupid Young Heart”, de Selma Vilhunen França: “Les Misérables”, de Ladj Ly Geórgia: “Shindisi”, de Dimitri Tsintsadze Gana: “Azali”, de Kwabena Gyansah Grécia: “When Tomatoes Met Wagner”, de Marianna Economou Holanda: “Instinct”, de Halina Reijn Honduras: “Blood: Passion: and Coffee”, de Carlos Membreño Hong Kong: “The White Storm 2 Drug Lords”, de Herman Yau Hungria: “Those Who Remained”, de Barnabás Tóth Islândia: “A White: White Day”, de Hlynur Pálmason Índia: “Gully Boy”, de Zoya Akhtar Indonésia: “Memories of My Body”, de Garin Nugroho Irã: “Finding Farideh”, de Azadeh Moussavi e Kourosh Ataee Ireland: “Gaza”, de Garry Keane e Andrew McConnell Israel: “Incitement”, de Yaron Zilberman Itália: “O Traidor”, de Marco Bellocchio Japão: “Weathering with You”, de Makoto Shinkai Kazaquistão: “Kazakh Khanate The Golden Throne”, de Rustem Abdrashov Quênia: “Subira”, de Ravneet Singh (Sippy) Chadha Kosovo: “Zana”, de Antoneta Kastrati Kirgistão: “Aurora”, de Bekzat Pirmatov Letônia: “The Mover”, de Davis Simanis Líbano: “1982”, de Oualid Mouaness Lituânia: “Bridges of Time”, de Audrius Stonys e Kristine Briede Luxemburgo: “Tel Aviv on Fire”, de Sameh Zoabi Malásia: “M for Malaysia”, de Dian Lee e Ineza Roussille México: “The Chambermaid”, de Lila Avilés Mongólia: “The Steed”, de Erdenebileg Ganbold Montenegro: “Neverending Past”, de Andro Martinović Marrocos: “Adam”, de Maryam Touzani Nepal: “Bulbul”, de Binod Paudel Nigéria: “Lionheart”, de Genevieve Nnaji Macedônia: “Honeyland”, de Ljubo Stefanov e Tamara Kotevska Noruega: “Out Stealing Horses”, de Hans Petter Moland Paquistão: “Laal Kabootar”, de Kamal Khan Palestino: “It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman Panamá: “Everybody Changes”, de Arturo Montenegro Peru: “Retablo”, de Alvaro Delgado Aparicio Polônia: “Corpus Christi”, de Jan Komasa Portugal: “The Domain”, de Tiago Guedes Reino Unido “The Boy Who Harnessed the Wind”, de Chiwetel Ejiofor República Dominicana: “The Projectionist”, de José María Cabral Romênia: “The Whistlers”, de Corneliu Porumboiu Rússia: “Beanpole”, de Kantemir Balagov Senegal: “Atlantique”, de Mati Diop Sérbia: “King Petar the First”, de Petar Ristovski Suécia: “And Then We Danced”, de Levan Akin Suíça: “Wolkenbruch’s Wondrous Journey into the Arms of a Shiksa”, de Michael Steiner Taiwan: “Dear Ex”, de Mag Hsu e Chih-Yen Hsu Tailândia: “Krasue: Inhuman Kiss”, de Sitisiri Mongkolsiri Tunísia: “Dear Son”, de Mohamed Ben Attia Turquia: “Commitment Asli”, de Semih Kaplanoglu Ucrânia: “Homeward”, de Nariman Aliev Uruguai: “The Moneychanger”, de Federico Veiroj: diretor Uzbequistão: “Hot Bread”, de Umid Khamdamov Venezuela: “Being Impossible”, de Patricia Ortega Vietnã: “Furie”, de Le Van Kiet

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    A Vida Invisível vai tentar emplacar indicação ao Oscar de Melhor Fotografia

    26 de setembro de 2019 /

    O filme “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, escolhido pelo Brasil para tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, pode obter nomeação em outra categoria: Melhor Fotografia. Em entrevista para o podcast Cinema Varanda, o produtor Rodrigo Teixeira (“Me Chame Pelo Seu Nome”) revelou que a equipe de produção acredita no potencial de Hélène Louvart, a diretora de fotografia francesa do filme, para conquistar votos da Academia. Seu currículo é repleto de prêmios, que incluem os trabalhos feitos para obras internacionais celebradas como “Pina 3D” (2011), “Ratos de Praia” (2017) e “Feliz como Lázaro” (2018). No sábado passado, ela venceu o 40º Festival Internacional de Cinematógrafos, uma espécie de Cannes dos diretores de fotografia, realizado na Macedônia, por seu trabalho em “A Vida Invisível”. “Ela acabou de ganhar um prêmio essa semana que é o Oscar dos fotógrafos. Acho que tem uma chance muito grande. A Amazon quer comprar essa briga e para isso teríamos que antecipar um pouco a estreia do filme nos Estados Unidos, porque senão estaríamos concorrendo apenas como filme estrangeiro”, disse Rodrigo. Com isso, o lançamento de “A Vida Invisível” deve acontecer em dezembro nos Estados Unidos, em vez de janeiro como estava planejado. A fotografia do filme brasileiro não é a única privilegiada por Teixeira para o Oscar 2020. Três filmes que ele produziu podem entrar na disputa da categoria. Além do trabalho de Hélène Louvart, “Ad Astra”, com direção fotográfica de Hoyte van Hoytema, e “O Farol”, fotografado em preto e branco por Jarin Blaschke, são fortes candidatos. Destes, apenas “A Vida Invisível” terá apoio da Amazon. A plataforma adquiriu os direitos da distribuição internacional do filme e pretende fazer campanha para sua premiação no Oscar. O que é uma mistura de boa notícia com alívio, já que, diferente dos anos anteriores, o atual governo brasileiro não apoia o cinema nacional. Nem a Ancine, nem a Apex, muito menos o Ministério da Cidadania darão apoio à campanha do longa – ou a qualquer outro filme que queira ser exibido no exterior até que novas eleições mudem o presidente do Brasil. Baseado em livro de Martha Batalha, o filme explora temas atualmente em voga em Hollywood: a denúncia do machismo e o empoderamento feminino. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. A estreia no Brasil vai acontecer em duas fases. Primeiro, “A Vida Invisível” foi lançado em algumas salas de Fortaleza (CE) em 19 de setembro. Já a distribuição nos demais estados está marcada apenas para 31 de outubro.

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    A Vida Invisível: Candidato brasileiro ao Oscar destaca participação de Fernanda Montenegro em novo trailer

    19 de setembro de 2019 /

    Um novo trailer de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”), foi divulgado com algumas novidades. Para começar, a prévia foi disponibilizada pela Sony – e não por uma distribuidora indie, como a Vitrine – e ressalta que o filme é o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2020. O vídeo também destaca o papel de Fernanda Montenegro, primeira e última atriz a aparecer na tela. Ela encerra a apresentação fazendo um convite ao público para ver a obra nos cinemas. Além de representar o Brasil na busca de uma indicação ao Oscar, o longa foi considerado o Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e premiado no Festival de Munique com o CineCoPro Award — destinado à melhor coprodução do cinema alemão com outros países. Também esteve nas seleções oficiais dos festivais de Sydney, na Austrália, do Midnight Sun, na Finlândia, de Karlovy Vary, na República Tcheca, no Transatlantyk Festival, na Polônia, e no Festival de Jerusalém, em Israel. Para completar, ainda foi elogiado em publicações de prestígio como as revistas americanas The Hollywood Reporter (que o relacionou como um dos 10 melhores filmes de Cannes) e Variety (para quem é “um forte concorrente do Brasil na corrida ao Oscar de Melhor Filme Internacional”), e atualmente registra 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Livre adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, “A Vida Invisível” é definido como um “melodrama tropical”, que acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos: Eurídice quer ser pianista na Áustria e Guida quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado e desses desejos frustrados surge um desencontro que as separa. Mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. O elenco de “A Vida Invisível” reúne Carol Duarte (“O Sétimo Guardião”) e Julia Stockler (série “Só Garotas”) como protagonistas, além de Gregório Duvivier (“Desculpe o Transtorno”), Nikolas Antunes (“Ilha de Ferro”) e Flavio Bauraqui (“Impuros”). Fernanda Montenegro (“Infância”) tem pequena participação como a versão madura de Euridice. O filme já pode ser visto de forma limitada nos cinemas de Fortaleza (CE) a partir desta quinta (19/9), para cumprir regra de qualificação ao Oscar, mas o lançamento nacional amplo está marcado apenas para o dia 31 de outubro. A produção também ganhou um novo pôster, que pode ser conferido abaixo.

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    Governo Bolsonaro não vai apoiar campanha de A Vida Invisível ao Oscar 2020

    10 de setembro de 2019 /

    Pela primeira vez neste século, o governo brasileiro não apoiará o filme escolhido para representar o país na disputa de uma indicação ao Oscar 2020. “A Vida Invisível”, filme de Karim Aïnouz, não terá respaldo algum do governo Bolsonaro em sua campanha de divulgação nos Estados Unidos, considerada crucial para atrair a atenção dos eleitores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Segundo o UOL apurou, nem a Ancine nem o Ministério da Cidadania aprovaram apoio financeiro ao filme. O governo brasileiro autorizou apenas o apoio institucional da campanha brasileira. Isto é, a inclusão da marca do governo federal no filme. Isto porque “A Vida Invisível” foi parcialmente financiado com recursos oriundos da Lei do Audiovisual. Como comparação, em 2018, durante o governo Temer, o longa escolhido para representar o país na disputa, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, recebeu cerca de R$ 200 mil do antigo Ministério da Cultura para sua divulgação em Hollywood. O corte reflete também o fim de apoio da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para o programa Cinema do Brasil, voltado à exportação de filmes brasileiros, e outras iniciativas similares. Felizmente, “A Vida Invisível” conta com um produtor de bom trânsito em Hollywood, Rodrigo Teixeira, dono da RT Features, que produziu, entre outros, “Me Chame pelo Seu Nome” (indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2018), e fechou um acordo de distribuição internacional com a Amazon, que pretende investir um bom orçamento em marketing, para dar visualidade ao longa e o ajudar a conquistar espaço na disputa. A ideia é lançar primeiro nas salas de cinemas dos Estados Unidos, até o mês de dezembro, antes de chegar ao streaming, na Amazon Prime Video, que fará a distribuição internacional. “A Vida Invisível” é candidato muito mais forte que “O Grande Circo Místico”, do ano passado, por ter participado de competições internacionais e vencido prêmio de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes. Ele ainda segue sendo exibido nos principais eventos de cinema do mundo, do Festival de Londres ao Festival de Toronto. Além disso, inclui Fernanda Montenegro no elenco, já indicada ao Oscar de Melhor Atriz por “Central do Brasil”. Sem esquecer que o diretor Karim Aïnouz (“Praia do Futuro”) também possuiu uma carreira reconhecida internacionalmente. O filme, baseado em livro de Martha Batalha, ainda explora temas em voga em Hollywood: a denúncia do machismo e o empoderamento feminino. A trama acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos. Eurídice (Carol Duarte, de “O Sétimo Guardião”) quer ser pianista na Áustria e Guida (Julia Stockler, da série “Só Garotas”) quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado, mas as duas contam com o apoio de outras mulheres para sobreviver ao mundo machista. A estreia no Brasil vai acontecer em duas fases. Primeiro,”A Vida Invisível” será lançado em algumas salas do Nordeste a partir de 19 de setembro. A distribuição nos demais estados, porém, está marcada apenas para 31 de outubro.

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