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  • Filme

    Spielberg vai dirigir Tom Hanks e Meryl Streep em filme sobre escândalos da Guerra do Vietnã

    6 de março de 2017 /

    Steven Spielberg reuniu uma dupla de peso para estrelar seu próximo filme: os atores Tom Hanks e Meryl Streep. Intitulado “The Post”, o filme vai dramatizar o escândalo dos “Papéis do Pentágono”, um documento ultra-secreto de 14 mil páginas do governo dos Estados Unidos sobre o envolvimento americano na Guerra Vietnã. O título “The Post” é uma referência ao jornal The Washington Post. Hanks, que voltará a ser dirigido por Spielberg após quatro filmes, viverá o editor do jornal, Ben Bradlee, enquanto Streep, que trabalhou anteriormente com o cineasta em “A.I. – Inteligência Artificial” (2001), terá o papel da publisher Kay Graham. Os dois desafiaram o governo federal sobre o direito de publicar os documentos secretos no jornal em 1971. Os papéis trouxeram à tona revelações embaraçosas sobre a ofensiva americana no Vietnã, que tinham sido omitidas pelos governo, inclusive mentiras deslavadas, e acabaram afetando a opinião publica, pressionando o então Presidente Nixon a desistir de ampliar a participação dos EUA no conflito. Três anos depois, Nixon renunciou, envolvido em outro escândalo: Watergate, também revelado pelo Washington Post. E em 1975 as tropas americanas foram retiradas do Vietnã, numa derrota humilhante. O projeto foi trazido à Spielberg pela produtora Amy Pascal (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), que recebeu o roteiro original especulativo de Liz Hannah, uma estagiária e assistente de produção da série “Ugly Betty” e de filmes como “Encontro às Cegas” (2007) e “Reine Sobre Mim” (2007). Spielberg está atualmente dando retoques na pós-produção da sci-fi “Ready Player One”, que estreia em 5 de abril de 2018, e se prepara para filmar “The Kidnapping of Edgardo Mortara”.

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  • Filme

    Christian Bale registra genocídio armênio em trailer de drama do diretor de Hotel Ruanda

    4 de março de 2017 /

    A Open Road Films divulgou as fotos e o trailer do drama épico “The Promise”, que traz Christian Bale (“A Grande Aposta”) no papel principal. A prévia começa com uma cena de dimensão grandiosa e dramática, mas logo emplaca um flashback para enaltecer um triângulo romântico entre os personagens dos dois atores e a jovem armênia vivida por Charlotte Le Bon (“A Travessia”). O detalhe é que o pano de fundo é nada menos que um genocídio. A trama se passa durante os últimos dias do Império Otomano e da 1ª Guerra Mundial, quando o governo decidiu exterminar a raça armênia, originando um verdadeiro holocausto. Bale interpreta um repórter da Associated Press que tenta registrar o genocídio, que os turcos negam existir. O elenco também destaca Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”), na pele de um estudante de Medicina armênio, e Charlotte Le Bon (“A Travessia”) como a jovem armênia que ambos amam. O filme tem roteiro e direção de Terry George, que concorreu ao Oscar por outro filme sobre um genocídio histórico, “Hotel Ruanda” (2004). O elenco também inclui Jean Reno (“Assalto ao Carro Blindado”), Tom Hollander (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Shohreh Aghdashloo (série “The Expanse”), Angela Sarafyan (série “The Westworld”), James Cromwell (“O Artista”) e Rade Serbedzija (“Busca Implacável 2”). Apesar do tema de denúncia social, a première mundial, no Festival de Toronto, não empolgou. A estreia está marcada para 21 de abril nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Ao contrário dos boatos, Logan não tem cena pós-créditos

    23 de fevereiro de 2017 /

    Depois de chamar de mentiroso o jornalista do site The Wrap que espalhou que Deadpool apareceria em “Logan” – era mesmo uma mentira – , o diretor James Mangold voltou ao Twitter para desacreditar o site Collider, que afirmou existir uma cena pós-créditos no filme que não tem cena pós-créditos. Questionado nas redes sociais, o cineasta responsável pelo novo filme do Wolverine respondeu de forma objetiva: “Não há cenas pós-créditos”. E, de fato, nenhuma cena pós-créditos foi vista no filme durante a première no Festival de Berlim e nas sessões para a imprensa. Mangold nem perdeu tempo para elaborar mais a negativa. Mas isso não impediu a diversão dos gremlins, que retrucaram na internet. “Então, é uma cena na metade dos créditos?” A reação pode ser divertida para quem acha tudo uma grande brincadeira, mas reforça a forma irresponsável como produtos considerados geek são tratados pela imprensa “especializada”. Ao contrário de Umberto Gonzalez, que sustentou sua mentira até o fim, Steve “Frosty” Weintraub, do Collider, admitiu ter publicado uma notícia falsa quando confrontado com a declaração do diretor. Foi mau jornalismo mesmo, pois, segundo ele próprio admitiu, bastou conferir com outras fontes para ver que era mentira. “Depois de falar com mais fontes, descobri que estava errado no meu relato original. Logan não tem uma cena de pós-créditos”, ele escreveu. E por que não checou a informação antes? Porque é assim que o “jornalismo” geek funciona: publicar boato rende um clique no link e o desmentido outro. Dois cliques como resultado de nada. É um bom negócio fazer de qualquer jeito. A Pipoca Moderna já segue a política de evitar reproduzir “notícias exclusivas” de “fontes anônimas” dos sites Heroic Hollywood, Latino Review e The Wrap, visando reduzir ao mínimo a boataria isca-de-clique. O Collider, ao menos, realiza entrevistas que podem servir de fonte confirmada de notícias. Mas suas exclusivas off the record também serão barradas daqui para a frente. De todo modo, o que for bizarro demais continuará a ser relatado, como sintoma da subcultura geek, que dá aos boatos de filmes de super-heróis tratamento de revista de fofoca de novelas. Mas, ao contrário de outros sites, sempre alertando ao leitor sobre a proveniência questionável da informação, com o objetivo de ajudar a ridicularizar e desacreditar esse tipo de prática. @borbs There is not a post credits scene. — Mangold (@mang0ld) February 21, 2017

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  • Série

    Great News: Nova série de comédia criada por Tina Fey ganha primeiro trailer

    6 de fevereiro de 2017 /

    A rede NBC divulgou o pôster, as fotos e o trailer de sua nova série de comédia “Great News”, passada nos bastidores de um telejornal. A série é uma produção de Tina Fey e Robert Carlock, criadora e produtor de “30 Rock” (“traduzida” em alguns lugares como “Um Maluco na TV”), que se passava nos bastidores de um programa humorístico. Com um pouco de “Um Senhor Estagiário” (2015) e “Mary Tyler Moore” (1970–1977), a série gira em torno do ambiente de trabalho tumultuado de uma produtora de telejornal, vivida por Briga Heelan (série “Love”), que além de precisar lidar com o estresse diário do emprego e um âncora intratável (John Michael Higgins, de “A Escolha Perfeita”), vê-se em apuros ainda maiores quando seu chefe (Adam Campbell, da série “Unbreakable Kimmy Schmidt”) decide contratar sua mãe (interpretada pela veterana comediante Andrea Martin, de “Casamento Grego”) como sua nova estagiária. A prévia mostra situações de desfecho previsível, mas a sitcom criada por Tracey Wigfield (vencedora do Emmy de Melhor Roteiro por “30 Rock” em 2013) não precisará estender muito a premissa com apenas 10 episódios em sua 1ª temporada. A estreia acontece em 25 de abril nos EUA.

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  • Série

    Série Blunt Talk, estrelada por Patrick Stewart, é cancelada

    25 de dezembro de 2016 /

    O canal pago americano Starz anunciou o cancelamento de “Blunt Talk” após duas temporadas, devido à baixa audiência. A série de comédia trazia Patrick Stewart (“X-Men”) como um jornalista inglês arrogante e prepotente, que faz sucesso na TV americana. Criada por Jonathan Ames (criador da série “Bored to Death”) e produzida por Seth MacFarlane (“Ted”), ainda incluía em seu elenco Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Adrian Scarborough (série “Edge of Heaven”), Dolly Wells (série “Doll & Em”) e Timm Sharp (série “Enlightened”). Entusiasmado com o projeto, o Starz chegou a encomendar duas temporadas de uma vez. Mas o episódio exibido no dia 11 de dezembro, que encerrou a 2ª temporada, foi visto por apenas 77 mil pessoas ao vivo.

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  • Filme

    Escândalo sexual nos bastidores da Fox News vai virar filme

    11 de dezembro de 2016 /

    A polêmica acusação de assédio sexual contra o ex-chefe da Fox News, Roger Ailes, movida pela âncora Megyn Kelly e uma outra mulher será levada às telas. Os direitos da história foram comprados pela Annapurna Pictures e o roteiro será desenvolvido por Charles Randolph, vencedor do Oscar 2016 de Melhor Roteiro por “A Grande Aposta”. Segundo o site da Variety, a trama do filme será baseada nos artigos sobre o caso escritos pelo jornalista Gabriel Sherman e irá trazer os fatos descobertos no fim do primeiro semestre deste ano. O escândalo veio à tona quando Ailes foi forçado a pedir demissão após ter denunciado assédio sexual. Em seguida, uma série de revelações de situações semelhantes vieram à tona, incluindo a ex-âncora Gretchen Carlson. Além do projeto sobre a Fox News, Charles Randolph está trabalhando no roteiro da cinebiografia do ex-vice-presidente dos EUA na era de George W. Bush, Dick Cheney. Ainda não há diretor nem título definido para o projeto.

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  • Série

    Blunt Talk: Patrick Stewart mostra sua arrogância refinada no trailer da 2ª temporada

    30 de agosto de 2016 /

    O canal pago americano Starz divulgou o trailer da 2ª temporada da série de comédia “Blunt Talk”, estrelada por Patrick Stewart (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). A prévia continua a dar mostras do humor negro do texto de Jonathan Ames (criador da série “Bored to Death”), ao trazer Stewart como um jornalista inglês arrogante e prepotente, que faz sucesso na TV americana. Criada por Ames e produzida por Seth MacFarlane (“Ted”), a atração gira em torno de Walter Blunt (Stewart), apresentador britânico de um programa de entrevistas da TV americana, que acredita ter a missão de transmitir a sua sabedoria e orientação sobre como os americanos devem viver, pensar e se comportar. O elenco ainda conta com Jacki Weaver (“O Lado Bom da Vida”), Adrian Scarborough (série “Edge of Heaven”), Dolly Wells (série “Doll & Em”) e Timm Sharp (série “Enlightened”). Entusiasmado com o projeto o Starz encomendou duas temporadas de uma vez. A 2ª temporada, com 10 novos episódios, estreia em 2 de outubro nos EUA.

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  • Filme

    Woody Harrelson e James Marsden vão denunciar a farsa da Guerra do Iraque

    14 de julho de 2016 /

    Os atores Woody Harrelson (“Jogos Vorazes”) e James Marsden (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) vão protagonizar “Shock and Awe”, filme-denúncia sobre a Guerra do Iraque. Os dois interpretarão a dupla de jornalistas Jonathan Landay e Warren Strobel, que revelaram a farsa montada pelo governo Bush para convencer o público e seus aliados internacionais de que Saddam Hussein planejava ataques terroristas com armas de destruição em massa, visando justificar assim um ataque ao Iraque. Entretanto, tratava-se de um mentira. O elenco grandioso ainda contará com Milla Jovovich (“Resident Evil”), Jessica Biel (“O Vingador do Futuro”), Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”) e Alec Baldwin (“Blue Jasmine”). As filmagens vão acontecer ainda neste ano e devem retratar a história como uma investigação jornalística, ao estilo de “Spotlight”, que venceu o Oscar 2016. O roteiro foi escrito pelo novato Joey Hartstone e a direção está a cargo do veterano Rob Reiner, responsável por diversos clássicos dos anos 1980, como “Isto É Spinal Tap” (1984), “Conta Comigo” (1986), “A Princesa Prometida” (1987) e “Harry & Sally: Feitos um para o Outro” (1989). Reiner acaba de filmar o primeiro roteiro de Hartstone, “LBJ”, cinebiografia do presidente americano Lindon B. Johnson, que por sinal também é estrelada por Woody Harrelson no papel-título. Atualmente em pós-produção, este filme ainda não tem previsão de estreia.

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  • Série

    Diretoras de Making a Murderer desenvolvem série com George Clooney

    20 de junho de 2016 /

    Depois do sucesso inesperado da série documental “Making a Murderer”, do Netflix, as diretoras Laura Ricciardi e Moira Demos vão desenvolver uma série de ficção em parceria com ninguém menos que o ator, diretor e produtor George Clooney (“Jogo do Dinheiro”). Será a primeira incursão no universo das séries da produtora de Clooney, a Smokehouse Productions, que conquistou o Oscar de Melhor Filme com a produção de “Argo” (2012). Embora não siga o formato documental de “Making a Murderer”, a série também vai se basear em uma história verídica, baseada na série de reportagens “America’s Most Admired Lawbreaker” (“O criminoso mais admirado da América”), publicada pelo jornalista Steven Brill no site Huffington Post. A série terá, inclusive, o mesmo título. Em 15 capítulos, Brill dissecou a indústria farmacêutica e as táticas de marketing empregadas pela Johnson & Johnson para comercializar o antipsicótico Risperidona, colocado no mercado em 1994. Embora a droga só tivesse aprovação para uso por adultos com severos distúrbios psiquiátricos, os representantes de vendas incentivaram médicos a prescrevê-la a crianças e idosos, escondendo os efeitos colaterais: idosos estavam sujeitos a sofrer AVCs e diabetes, enquanto crianças poderiam desenvolver disfunções hormonais. Em um dos muitos casos contra a empresa, os pais do garoto Austin Pladger processaram a Johnson & Johnson depois que seu filho autista desenvolveu seios enormes. Benita, a mãe de Austin, só entrou na Justiça depois de ver em um programa de TV que a droga estava ligada a casos de ginecomastia (aumento das mamas em homens). Ela venceu a causa por danos no valor de US$ 2,5 milhões. “America’s Most Admired Lawbreaker” ainda não tem cronograma de gravação nem emissora definida.

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  • Filme

    Steven Spielberg vai filmar cinebiografia de um dos jornalistas mais famosos dos EUA

    15 de junho de 2016 /

    Steven Spielberg vai voltar a trabalhar com o roteirista de “Ponte dos Espiões”, Matt Charman, em novo drama de época. Segundo o site Variety, os dois se juntaram para filmar uma cinebiografia do jornalista Walter Cronkite. Cronkite é considerado um dos maiores âncoras da história do telejornalismo americano, que apresentou o principal jornal da rede CBS (“CBS Evening News”) por 19 anos, entre 1962 e 1981. Até hoje, suas coberturas jornalísticas da chegada do homem à Lua e sobre a Guerra do Vietnã são muito comentadas. Ele foi um dos maiores entusiastas da corrida espacial e também um dos maiores críticos da Guerra do Vietnã. A força de suas opiniões acabou tendo um grande efeito na população dos EUA, refletindo a mudança do clima de esperança dos anos 1960 para a desilusão que marcou a década de 1970. O filme vai se concentrar no impacto de sua abordagem sobre a Guerra do Vietnã, a partir de sua segunda visita à zona de conflito em 1968, que rendeu a primeira reportagem editorializada (opinativa) da história da TV – e que virou base do jornalismo 24 horas da CNN. Ainda sem título, o filme será realizado apenas após Spielberg encerrar os projetos que já tem encaminhado. E são muitos. O cineasta está prestes a lançar “O Bom Gigante Amigo”, que estreia em 28 de julho no Brasil. Em seguida, ele irá se concentrar na ficção científica “Ready Player One”. Além disso, ainda está envolvido nos projetos de “The Kidnapping of Edgardo Mortara” e “Indiana Jones 5”.

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    Cannes: Jodie Foster empolga com o thriller O Jogo do Dinheiro

    13 de maio de 2016 /

    A atriz e diretora Jodie Foster (“Um Novo Despertar”) esteve pela primeira vez em Cannes há exatos 40 anos, durante a première de “Taxi Driver” (1976), que venceria a cobiçada Palma de Ouro. “Tinha 12 anos e só lembro que estava cheio de fotógrafos. Aquele foi o início da minha carreira como atriz. Retornar agora como diretora é uma grande honra”, ela contou, em seu encontro com a imprensa internacional, a respeito de seu retorno ao festival para lançar “Jogo do Dinheiro”, exibido fora de competição. O filme de Foster causou frenesi, mas mais por conta de suas estrelas, George Clooney (“Ave, César!”) e Julia Roberts (“O Maior Amor do Mundo”), reverenciados, na Europa, como realezas de Hollywood. Foi a primeira vez que Roberts subiu a mítica escadaria de Cannes, arrancando gritos e aplausos da multidão. Contente com a idolatria que a profissão lhe rende, Roberts diz que jamais teria a coragem de Foster para virar diretora. “Com alguma frequência as pessoas me perguntam isto. Não tenho esta intenção, porque conheço minhas limitações intelectuais e de paciência. Não posso ter mais de quatro pessoas me fazendo perguntas a todo instante.” Em “Jogo do Dinheiro”, por ironia, é exatamente este o seu papel, como produtora e diretora de um programa televisivo, que se se vê às voltas com uma situação tensa que requer grande concentração e capacidade de discernimento. Trata-se de um thriller, centrado na invasão de um estúdio de TV por um homem desesperado, que toma como refém um guru econômico cujas dicas o fizeram acabar na miséria. Falando sobre a trama, o também produtor George Clooney assumiu como referência o clássico “Rede de Intrigas” (1976), dirigido por Sidney Lumet. “Este filme trabalha a evolução do que se tornou a encruzilhada entre o jornalismo e o entretenimento. ‘Rede de Intrigas’ começou com isto, e é considerada uma das melhores comédias de humor negro de todos os tempos. Trata-se de um excelente filme, mas não é uma comédia. Tudo o que foi escrito na época se tornou realidade, a gente sequer poderia imaginar que poderíamos ter reality shows como os sugeridos na época. Neste filme, refletimos sobre isto, sobre o momento em que o jornalismo precisa render dinheiro ao invés de simplesmente produzir notícias.” Na trama, Clooney interpreta Lee Gates, apresentador do programa “Money Monster”, que serve de título original ao filme, onde dá dicas de economia e, para entreter o público, chega até a dançar. “Quando Jodie veio falar comigo, ela disse que queria fazer um musical”, brincou o ator, sobre a situação. “Ela me perguntou se eu poderia dançar, contratou uma coreógrafa muito talentosa, mas como sou um dançarino muito ruim acho que ficou engraçado.” O ator aproveitou para lembrar como o público é seduzido pelo que vê na TV. Situação que chega ao extremo quando um bilionário apresentador de reality show se torna um candidato viável à presidência dos EUA. “Trump é o resultado dessa tendência cada vez mais gritante na TV, no qual brincadeira substitui notícia. O fato, ilustrado no filme, de que um apresentador de TV sem nenhuma seriedade é instado a dizer para as pessoas como elas devem investir seu dinheiro mostra a que grau de loucura nossa sociedade chegou”. O personagem que invade o estúdio, por sua vez, é interpretado pelo britânico Jack O’Connell (“Invencível”), que na história se revela uma vítima da corrupção do sistema financeiro. “O personagem de Jack encarna a raiva que muitos sentem diante dos abusos do sistema financeiro”, resumiu Foster. Ele pede justiça, que lhe expliquem como seu dinheiro evaporou depois que, na tela de TV, prometeram-lhe todo tipo de garantia. Exige que continuem transmitindo ao vivo seu questionamento, que apareça o responsável pelo esquema e que confesse às pessoas como funciona aquele banditismo, capaz de fazer vítimas sem que isso seja considerado crime. Conforme as respostas surgem, “O Jogo do Dinheiro” revela-se mais que um thriller. É também uma denúncia. “Eu ainda não tinha visto muita reação de Hollywood à crise financeira”, disse Dominic West (série “The Affair”), que interpreta um banqueiro no filme. “A possibilidade de responsabilizar os banqueiros de uma maneira muito visual e dramática foi o que me atraiu no projeto”, ele apontou. Para completar a reflexão econômica, Foster lembrou que a crise também afeta o negócio cinematográfico e dificulta, cada vez mais, que se façam filmes mais ousados. “Eu acho que os executivos dos estúdios estão com medo”, ela avalia. “Acho que este é o período mais avesso ao risco na história do cinema. Muitas coisas mudaram em termos de economia e de estrutura nos estúdios. Por isso, hoje, a televisão se presta mais à inovação, pois com custos menores se pode arriscar mais”, comparou, lembrando que recentemente dirigiu episódios da série “Orange Is the New Black”. A crítica internacional, entretanto, prefere que ela continue no cinema. O consenso é que “O Jogo do Dinheiro” é um de seus melhores trabalhos. “Empolgante” foi a descrição mais utilizada. E não faltou quem publicasse que os filmes exibidos fora de competição – incluindo “Café Society”, de Woody Allen – , estavam dando banho nos primeiros longas da programação oficial de Cannes. “O Jogo do Dinheiro” estreia em duas semanas, no dia 26 de maio, no Brasil.

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    Conspiração e Poder revela-se o anti-Spotlight, desnudando o mau jornalismo

    31 de março de 2016 /

    Boa parte das resenhas de “Spotlight – Segredos Revelados” chamou atenção para o fato de que aquele jornalismo investigativo, que demanda tempo para apurar uma reportagem à fundo, era uma espécie em extinção nestes dias de imediatismo online. Pois “Conspiração e Poder” se qualifica como o anti-“Spolight”. Também inspirado numa reportagem verídica da década passada, o longa, que marca a estreia na direção do roteirista James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”), mostra o que acontece quando a pressa para se produzir uma reportagem, visando sair na frente da concorrência com um furo exclusivo, vira um desserviço ao público. “Conspiração e Poder” dramatiza os bastidores de uma reportagem de 2004, produzida para o programa “60 Minutes” do canal CBS, apresentado, na época, por Dan Rather (Robert Redford, de “Capitão América 2”), uma espécie de lenda nos telejornais dos Estados Unidos, que emanava credibilidade no ar desde os anos 1960. Imagine uma denúncia do “Fantástico” na época de Sergio Chapelin para se ter a dimensão do impacto de uma notícia exibido no programa. Um escândalo em potencial, envolvendo o histórico de George W. Bush na Guarda Nacional, que teria aproveitado seus parentes importantes para evitar servir durante a Guerra do Vietnã – quando o alistamento era compulsório – , chega às mãos da produtora do programa, a jornalista Mary Mapes (Cate Blanchett, de “Carol”), que, pressionada a tomar uma decisão rápida, decide priorizar o deadline do programa sobre a checagem de fatos. O resultado vai ao ar sem o tempo necessário para sua apuração. E se prova calunioso. Num caso típico de mau julgamento, Mary, que havia vencido um prêmio por sua denúncia de abusos cometidos por militares americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, teve sua ideologia explorada para cair numa cilada. Acreditando ser capaz de mudar os rumos da vindoura eleição presidencial com a informação exclusiva, sua decisão teve efeito inverso, fortalecendo o candidato do Partido Republicano, conforme a notícia começa a ser refutada pelos fatos, questionada primeiramente por blogs e depois por outras redes de televisão. Sem checar a intenção de sua fonte, a produtora fez sensacionalismo básico, queimou seu programa e acabou com a longa carreira de Rather, além de ter ajudado, por tabela, a eleger Bush como Presidente dos EUA. Mary Mapes nunca mais trabalhou com telejornalismo. Mas escreveu um livro sobre o caso, que é a base do filme. Por isso, seu ponto de vista domina a história, que busca, a todo o instante, justificar suas ações, a ponto de querer insinuar que a verdadeira conspiração foi desacreditar a reportagem. Bulshit das grossas, mas não deixa de ser ilustrativo de uma tendência: quando pego numa mentira, jornalistas insistem em seu ponto de vista até que isso comece a parecer verdade. Entretanto, ainda que o jornalismo imparcial seja um mito propagado por donos de empresas jornalísticas, o Jornalismo profissional é real e tem regras muito claras. E quando elas não são seguidas, alguém paga por isso – uma pessoa física, não a própria empresa, como demonstra o filme. É importante reparar, sobretudo, como “Conspiração e Poder” foi ofuscado por “Spotlight” nos cinemas americanos. Fez ridículos US$ 2,5 milhões durante toda a sua exibição, entre outubro e fevereiro, contra os US$ 44,4 milhões de “Spotlight”. Além disso, “Conspiração e Poder” não foi indicado a prêmio algum. Nem sequer a performance de Cate Blanchett chamou atenção, colocada para escanteio por suas diversas indicações por “Carol”, na temporada de premiações passada. Já “Spotlight” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. Filmes sobre vencedores têm, é verdade, maior apelo que filmes sobre perdedores. Mas as derrotas embutem lições melhores, como qualquer filósofo de botequim é capaz de demonstrar. Por isso, se o jornalismo idealizado ganha os prêmios, o mau jornalismo rende os melhores filmes, como “Abutre” em 2013. Embora “Conspiração e Poder” não chegue a tanto – não vai virar clássico ou cult – , ao menos joga uma luz necessária sobre as conspirações que se escondem por trás das manchetes das notícias. Sem esquecer que um filme que junta Robert Redford e Cate Blanchett merece, nem que seja durante a projeção de seus créditos, alguns aplausos.

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    Special Correspondents: Ricky Gervais e Eric Bana são repórteres fajutos em trailer de comédia do Netflix

    25 de março de 2016 /

    O site de streaming Netflix divulgou o pôster, as fotos e o primeiro trailer legendado do filme “Special Correspondents”, sua mais nova produção no gênero de comédia. A prévia mostra como um repórter desempregado (Eric Bana, de “Livrai-nos do Mal”) e um técnico de som (Ricky Gervais, de “Muppets 2”) arranjam trabalho como correspondentes internacionais e fingem estar cobrindo uma guerra civil no Equador sem sair de Nova York. A situação se complica quando correspondentes de verdade não conseguem encontrá-los naquele país e o desaparecimento causa comoção nacional, fazendo com que eles precisem, realmente, ir para a América do Sul. Escrito, dirigido e estrelado por Gervais, o filme ainda traz em seu elenco Benjamin Bratt (série “24 Horas”), Vera Farmiga (série “Bates Motel”), America Ferrera (série “Superstore”) e Kelly Macdonald (“Anna Karenina”) “Special Correspondents” estreia em 29 de abril no serviço de streaming.

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