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    Um mês da morte de Paulo Gustavo inspira homenagens nas redes sociais

    4 de junho de 2021 /

    Vários amigos de Paulo Gustavo marcaram esta sexta (4/6), em que se completa um mês da morte do comediante, com homenagens nas redes sociais. Do viúvo do ator, o dermatologista Thales Bretas, que publicou o vídeo de um beijo, à colega Samantha Schmütz, que transformou a morte do parceiro de “Vai que Cola” por covid-19 em militância contra o governo Bolsonaro, não faltaram fotos, lembranças, protestos e tristeza generalizada nas manifestações. A maioria assume a dificuldade em lidar com a morte do amigo. Em um dos relatos mais fortes, Tata Werneck manifestou a dor “insuportável” de “imaginar que o cara mais genial que eu já conheci não tá aqui. Eu vejo seus vídeos e rio tanto. Você estará sempre aqui!”. A atriz Regina Casé chegou a considerar que o ditado “o tempo passa” perdeu sentido diante da perda de Paulo Gustavo. Mônica Martelli relembrou sua participação nas manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, criticando a demora para viabilizar as vacinas contra a covid-19. “É pelo Paulo Gustavo, meu irmão, que nesse momento não pode mais estar aqui, é por quase meio milhão de pessoas que não podem mais estar aqui…”, ela publicou ao lado de uma foto no recente protesto contra Bolsonaro. “Ainda me dói, Paulo Gustavo. Suas lembranças são um misto de alegria e dor. Está sendo assim há 1 mês. Eu não quero me sentir dessa forma porque você nunca foi dor. Esse é o maior ensinamento que você nos deixou. Cada dia é único, cada oportunidade é única e cada pessoa é única. Por isso você amava sua família, amigos e público com tanta fervorosidade, porque entendia muito do que era estar vivo”, ela acrescentou em nova postagem. E Ingrid Guimarães juntou tudo, tragédia, repercussão e saudades. “Um mês e você ainda é uma comoção nacional. Paulo Gustavo virou nome de rua, projeto de lei e onde eu vou ainda só perguntam de você. Mas o que eu tenho saudade mesmo é do Gusti. Desse dia a dia de você passar lá em casa e me convencer a beber numa terça-feira, ou cancelar tudo pra tomar café. Sua morte e a de centenas de milhares de brasileiros, criaram um paradigma de urgência de vida pra muita gente. Na real, a gente nem acredita ainda. Porque seus vídeos e piadas ecoam diariamente por aí. Eu fico pensando o que você diria ou falaria em várias situações. Eu tô indignada e me alivio falando e rindo de você com nossos amigos”, ponderou. Veja abaixo a íntegra destas e outras manifestações. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Thales Bretas (@thalesbretas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mônica Martelli (@monicamartelli) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Regina Casé (@reginacase) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ingrid Guimarães (@ingridguimaraes) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Heloisa Périssé (@heloisaperisse) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🍀🎤 (@samanthaschmutz) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Samantha Schmütz 🍀🎤 (@samanthaschmutz)

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    Juliana Paes e Samantha Schmütz “discordam” sobre política nas redes sociais

    3 de junho de 2021 /

    Juliana Paes usou seu perfil no Instagram, na noite de quarta-feira (2/5), para rebater as críticas que recebeu de outra atriz, que não identificou, após ter defendido a médica Nise Yamaguchi na CPI da Covid. Juliana afirmou que foi “agredida” pelas palavras da colega de profissão, com quem já contracenou, e tentou justificar porque não sai de cima do muro. “Não sou bolsominion”, afirmou, defendendo uma posição que a esquerda chama de “isentona”. O detalhe é que seu discurso, que aparenta ser sensato (de fada sensata), embute em seu cerne argumentos que o senso comum já identificou entre os bolsominions. “Cara colega, apesar de eu ter sido agredida por suas palavras caluniosas, de ter sido invadida pela sua mensagem de noite, de ter sido acusada de ser covarde, desonesta, criminosa, eu me dispus a te responder por todas as cenas que eu me emocionei do seu lado”, iniciou a atriz. Em seguida, ela afirma ter defendido a compra de vacinas, mas sem veemência, e imediatamente passa a ecoar a posição de Bolsonaro contra o isolamento social. “Já falei publicamente sobre querer vacinas, mas eu não vou fazer isso todos os dias. Fui a primeira a pedir que as pessoas ficassem em casa, quando você ainda nem estava tão preocupada, mas agora não me sinto no direito de pedir para as pessoas ficarem sem trabalhar”, disse Juliana. Por fim, a atriz chamou de “doentia” a divisão existente na política brasileira. “Qualquer assunto é politizado. É um maniqueísmo”, afirmou, antes de usar justamente de maniqueísmo para se justificar, dizendo que não apoia as “ideias arrogantes da extrema direita”, mas que também tem medo dos “delírios comunistas da extrema esquerda”, como se o Brasil estivesse dividido entre esses dois polos. Apenas bolsominions chamam de “comunistas” aqueles que criticam o governo Bolsonaro. Na pesquisa de opinião mais recente, divulgada na semana passada pela PoderData, 59% dos brasileiros reprovam Bolsonaro. A maioria dos brasileiros não cabe no clichê de que quem protesta é comunista. Em seu desabafo, a atriz afirmou ter críticas severas contra o governo. Mas simplesmente não as faz. Muitos internautas deduziram que o vídeo teve como alvo Samantha Schmütz, que anda revoltadíssima contra quem não se posiciona, após a morte de seu amigo Paulo Gustavo por covid-19. As duas atrizes contracenaram na novela “Totalmente Demais” (2016), como as irmãs Dorinha e Carolina. Para comprovar que o alvo era ela mesmo, Samantha Schmütz reagiu à mensagem de Juliana Paes. Também sem dizer o nome da atriz, ela escreveu em suas redes sociais: “Gente que não está falando, não é porque está em cima do muro. É porque está do outro lado do muro mesmo. O lado que dá vergonha de estar. Por isso silencia”. Samantha Schmütz ainda repostou uma mensagem do roqueiro Tico Santa Cruz abordando o argumento dos “comunistas” levantado pela atriz. Veja os posts das duas estrelas abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliana Paes Actress Brazil (@julianapaes)

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    Descaso na Cinemateca: Centenas de filmes já estariam perdidos

    31 de maio de 2021 /

    Responsável pelo fechamento da Cinemateca Brasileira, o governo Bolsonaro pode ser culpado pela destruição de um patrimônio inestimável da cultura brasileira. Fechada há cerca de 15 meses, desde que um representante da secretaria da Cultura chegou com escolta ostensiva da Polícia Federal para pegar as chaves dos responsáveis pela preservação de seus filmes, a Cinemateca pode já ter perdido parte de seu acervo, que estaria em estado de deterioração avançado, devido à negligência, segundo denúncia publicada pelo colunista Ricardo Feltrin nesta segunda-feira (31/5). Entre 600 e 1.000 filmes, em incontáveis números de rolos, teriam sido perdidos completamente. Os números são estimados por funcionários públicos que preferiram não se identificar, por temerem represálias – relatos de que o secretário da Cultura Mário Frias anda armado durante o trabalho em Brasília nunca foram contestados. O mau estado do acervo teria sido constatado por uma perícia no local a mando do Ministério Público Federal (MPF), que apura denúncias e investiga o que levou o governo a romper com a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) de forma unilateral em dezembro de 2019. A inspeção teria apontado vários problemas na manutenção do prédio e do acervo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros de valores incalculáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, clássicos do Cinema Novo, documentários do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. A Secretaria de Cultura não se manifestou sobre a denúncia. Mas ela é responsável pela situação, na medida em que forçou o despejo dos que preservavam as obras e assumiu publicamente o “compromisso de resguardar a continuidade dos serviços e a segurança do patrimônio cultural preservado pela Cinemateca”. O governo jogou a Cinemateca no limbo quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, aquele que Bolsonaro chamava de “um dos meus melhores ministros”, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola, visando colocar olavistas para tocar o canal. Só que os direitos do canal eram exclusivos da Acerp, melando seus planos. Mas não ficou nisso. Além de tirar a TV Escola do ar, ao rasgar o contrato Weintraub criou um imbrólgio jurídico, porque a administração da Cinemateca estava definida num aditivo daquele documento. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa por vários meses. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados inclusive quando o contrato estava vigente. Segundo a Acerp, dos R$ 13 milhões do orçamento previsto em 2019, o governo só entregou R$ 7 milhões – e nada em 2020. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca, de modo a assumir o controle administrativo da entidade de forma emergencial. Bolsonaro chegou a posar ao lado da atriz Regina Duarte, dizendo que lhe daria a presidência da Cinemateca como compensação por demiti-la da Secretaria da Cultura. Mas o cargo que ele prometeu nunca existiu, uma vez que a administração da Cinemateca não poderia ser exercita pelo poder federal. Mas apesar do contrato de seção pública da Cinemateca, datado de 1984, proibir o governo de assumir seu controle, em agosto de 2020, com reforço da Polícia Federal, as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo da política cultural do governo Bolsonaro – que, conforme apontam as evidências, é simplesmente destruir tudo. Até o diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, chegou a protestar contra o descaso do governo em relação à Cinemateca, considerando o desgoverno de Bolsonaro como uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa, durante o Festival de Veneza no ano passado.

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    OAB processa governo Bolsonaro por desmonte da Cultura no país

    13 de maio de 2021 /

    O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) propôs Ação Civil Pública contra o desmonte da Cultura no país, dando entrada num processo contra o governo Bolsonaro na Justiça Federal, em Brasília. O documento de 36 páginas argumenta que “atos de autoridades vinculadas à União Federal têm acarretado danos ao patrimônio público e social, violando as garantias fundamentais de direito à cultura.” A ação foi motivada pela clara tática do governo de praticamente congelar o incentivo a cultura no Brasil. Isto tem gerado paralisação ou diminuição drástica de projetos aprovados pela Lei Rouanet, alvo da ação, bem como pela Ancine, que já rendeu um processo à parte do Ministério Público Federal. Na semana passada, o secretário da Cultura Mario Frias assumiu a falta de interesse do governo na aprovação de projetos culturais com uma fala singela: “O governo federal não tem obrigação de bancar marmanjo”. Já governos federais de países como EUA, França, Coreia do Sul e Dinamarca, entre dezenas de outros (centenas?) entendem Cultura como soft power e a incentivam para alavancar sua influência pelo mundo. Os dois últimos vencedores do Oscar de Melhor Filme, “Parasita” e “Druk – Mais uma Rodada” foram produções de marmanjos incentivadas pelo equivalente ao que costumava ser o Ministério da Cultura, implodido pelo atual desgoverno de Bolsonaro. Além de questionar diretamente as medidas – ou falta de medidas – do governo federal, a OAB aponta como contexto a “notória guerra contra a cultura” travada pelo presidente Jair Bolsonaro. A entidade ressalta que, desde a campanha, Bolsonaro já atacava a lei Rouanet. A destruição cultural praticada em nome da ideologia bolsonarista também impacta a atividade econômica e o nível de desemprego no Brasil. O Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, responsável por monitorar a evolução econômica da indústria criativa no Brasil e os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registram que um em cada dois profissionais da cultura perdeu trabalho no país no ano passado.

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    Justiça considera ilegal investigar Felipe Neto por chamar Bolsonaro de genocida

    12 de maio de 2021 /

    A ação aberta pela Polícia Civil do Rio contra o youtuber Felipe Neto, por chamar o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”, tornou-se oficialmente ilegal nesta quarta (12/5). A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal do TJ do Rio, mandou arquivar a investigação pelo entendimento de sua flagrante ilegalidade. A decisão atendeu ao pedido feito pelos advogados de Felipe, que já haviam conquistado a suspensão do procedimento em caráter liminar. O cancelamento agora é definitivo. Em sua decisão, a magistrada listou diversas questões para considerar o procedimento ilegal. Reforçou que não caberia ao delegado da Polícia Civil do Rio, Pablo Dacosta Sartori, a responsabilidade pelo caso, assim como não poderia o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, ser responsável pelo pedido de abertura do inquérito. O delegado à frente da investigação era o mesmo que, em 2020, abriu na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) inquérito contra o influenciador digital por “corrupção de menores”, que não deu em nada. Desta vez, o suposto caso de enquadramento de Felipe na Lei de Segurança Nacional só poderia ser feito pela polícia federal. Outro problema de “flagrante ilegalidade” foi o delegado aceitar denúncia de Carlos Bolsonaro, porque elenão integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça, portanto não poderia exigir investigação em nome do presidente da República. Além disso, Gisele Guida de Faria também reconheceu que a manifestação de Felipe está de acordo com a liberdade de expressão e manifestação, como forma de externar a sua revolta diante do número de mortos pela Covid-19 no país. “Não se vislumbra a necessária motivação e objetivos políticos, destinados a vulnerar as instituições e o próprio Estado, no fato de o paciente, um conhecido influenciador digital, ter adjetivado o Presidente da República de ‘genocida’, ao manifestar sua indignação com as milhares de mortes decorrentes da Covid-19 no Brasil e seu profundo descontentamento com a forma com que o Chefe do Executivo Federal vem tratando as questões relativas à pandemia”, argumentou a juíza, que atendeu a manifestação do MP do Rio. O promotor responsável pelo caso já tinha se manifestando afirmando se tratar de uma investigação ilegal, que deveria ser arquivada. A decisão também é um reconhecido judicial do autoritarismo da família Bolsonaro, flagrada numa iniciativa para se colocar acima das leis e das “quatro linhas” da Constituição para constranger, perseguir e buscar censurar aqueles que considera inimigos. “A decisão proferida hoje pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro restabelece, ainda que depois de muito desgaste, a verdade e a justiça. Desde o início ficou claro que o objetivo era apenas me intimidar, me silenciar. É um escândalo que esse absurdo esteja acontecendo no Brasil. O Poder Judiciário felizmente vem agindo contra a perseguição político-ideológica que muitas pessoas estão sofrendo”, disse Felipe Neto, em comunicado. Vale lembrar que, além de Felipe Neto, Carlos Bolsonaro também anunciou que processaria Bruna Marquezine pelo mesmo motivo, num tuíte de mau-gosto em que publicou uma foto da atriz nua. Apesar da iniciativa de Carlos Bolsonaro ter como alvo duas ocasiões em que o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de genocida na internet, só o Google registra mais de 1,2 milhão de resultados para a pesquisa “Bolsonaro genocida” nesta quarta-feira (12/5). VITÓRIA OFICIAL!!! ACABOU! Justiça arquiva investigação contra mim por ter chamado o presidente de genocida. Gostaria de dedicar essa vitória ao Carluxo (@CarlosBolsonaro), pois não teria sido possível sem ele. Um grande beijo.https://t.co/9p5CCmVksE — Felipe Neto (@felipeneto) May 12, 2021

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    DiCaprio, Katy Perry, Joaquin Phoenix e outros artistas pedem para Biden isolar Bolsonaro

    20 de abril de 2021 /

    Artistas americanos e brasileiros assinaram uma carta nesta terça-feira (20/4), pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, isole e não faça qualquer acordo ambiental com Jair Bolsonaro. Os dois devem se encontrar na Cúpula do Clima, que tem início na quinta-feira (22/4). A iniciativa acontece após a circulação de um vídeo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), compartilhado por artistas, que avisa para Biden não confiar nas mentiras de Bolsonaro. Na semana passada, Bolsonaro escreveu ao presidente americano uma carta com várias promessas vazias, incluindo, por exemplo, o que já estava prometido desde Dilma Rousseff na assinatura do Acordo de Paris sobre o clima: acabar com desmatamento até 2030. Entre os artistas que assinaram a carta contra o acordo com Bolsonaro estão Leonardo DiCaprio, Katy Perry, Gilberto Gil, Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jane Fonda, Sigourney Weaver, Sonia Braga, Wagner Moura, Caetano Veloso, Fernando Meirelles e Philip Glass. Eles apelam a Biden para ouvir lideranças indígenas e ambientalistas, e dialogar com governos estaduais em vez do presidente, que está sendo investigado na Suíça por genocídio contra indígenas e que incentiva as passadas de boiada de um Ministro do Meio Ambiente acusado no STF (Supremo Tribunal Federal) de defender o desmatamento criminoso. “Nós apelamos ao seu governo para ouvir o pedido deles (indígenas e ambientalistas) e não se comprometer com nenhum acordo com o Brasil a esta altura”, escrevem eles. “Unimo-nos a uma coalizão crescente ao fazer um apelo ao seu governo para rejeitar qualquer acordo com o Brasil até o desmatamento ser reduzido, os direitos humanos serem respeitados e uma participação significativa da sociedade civil ser alcançada”, acrescenta a carta. Em 2020, o desmatamento na parte brasileira da Amazônia atingiu recordes históricos e destruiu uma área com 14 vezes o tamanho da cidade de Nova York, segundo dados do próprio governo brasileiro.

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    Reação de Gabriela Duarte a vídeo da mãe com Bolsonaro repercute na internet

    15 de abril de 2021 /

    As redes sociais viralizaram a reação da atriz Gabriela Duarte ao rever um vídeo de sua mãe, Regina Duarte, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, exibido durante o programa “Conversa com Bial”. A expressão de desânimo, misturando desgosto e vergonha, foi replicada até virar meme após o programa, que foi ao ar na madrugada desta quinta (15/4) na rede Globo. O vídeo que gerou o mal-estar foi a última aparição de Regina com Bolsonaro, em maio de 2020, quando o presidente anunciou que ela não estaria mais à frente da Secretaria Especial da Cultura e iria assumir a presidência da Cinemateca Brasileira – o que nunca aconteceu. Após exibir a cena, o apresentador Pedro Bial questionou se Gabriela se sentiu aliviada com a saída da mãe do governo. “Foi um período muito turbulento, de muitas coisas. Um período que, de certa forma, nos afastou bastante. Não por uma questão ideológica, não é isso. Tem a ver com uma dinâmica muito complicada, de entrar ali, sair… Então, eu posso responder por mim, eu fiquei muito aliviada”, admitiu. Na entrevista, Bial quis saber como ficou a relação entre mãe e filha diante de possíveis divergências políticas. E embora tenha afirmado não falar sobre isso com a mãe, Gabriela Duarte disse: “Uma coisa posso afirmar, nós somos muito diferentes realmente”. Ela ainda revelou que votou em Ciro Gomes no primeiro turno e anulou o voto no segundo turno das últimas eleições presidenciais, para deixar claro que não é eleitora de Bolsonaro. Isso não a impediu de sofrer ameaças por conta das opções da mãe, especialmente durante o período em que Regina Duarte esteve à frente da Secretaria Especial da Cultura. “Fiquei muito assustada, recebi muitas ameaças, nunca me passou pela cabeça isso. Foi Bizarro”, contou. A atriz, que está completando 47 anos nesta quinta, terminou a entrevista agradecendo ao SUS (Sistema Único de Saúde) pelo empenho dos profissionais da saúde durante a pandemia de coronavírus. E recebeu muitas mensagens de apoio ao fim do “Conversa com Bial”. Veja abaixo algumas das reações. Quando eu vejo parente apoiando o Bolsonaro nas redes sociais, faço a mesma cara da Gabriela Duarte ☹️😓😕 #ConversaComBial pic.twitter.com/XTMxhsz6WW — Fernando Mancini (@fermancini) April 15, 2021 Rapaz, acabei de ver a entrevista de Gabriela Duarte no #ConversaComBial que foi ao ar na madrugada de hoje e, sabe, entendi todos os posicionamentos dela enquanto filha da R****a. É muito doloroso ter uma pessoa tão próxima pensar tão diferente de você. Mas força pra Gabi. — Robson Gomes ▽▲ (@robinhogomes) April 15, 2021 A cara da Gabriela Duarte vendo isso kkkk. Vou ter que ver essa entrevista. #ConversaComBial https://t.co/jtcraMhHJD — Olliver (@Evandro_Olliver) April 15, 2021 Eu tô só a Gabriela Duarte desde 2018. pic.twitter.com/ohKgugIR83 — Açúcar invertido 🇨🇦🇧🇷 (@BFFCanadaBrasil) April 15, 2021 a gabriela duarte deve odiar o bolsonaro e as loucuras da mãe#ConversaComBial pic.twitter.com/zmkgCGbS4h — DOMÊNICO #bbb21 (@eumaluma) April 15, 2021 Amei acompanhar essa entrevista super importante do Bial para com Gabriela Duarte e destaco as falas pontuais que foram imprescindíveis para explanar as diferenças entre ela e a mãe dela. Desta entrevista só engrandeceu o orgulho de ser fã desta maravilhosa atriz#ConversaComBial pic.twitter.com/flVY4l5HwT — Tiago Dias (@dia_tiago) April 15, 2021 Coitada da Gabidu, Regina tão grandiosa, não precisava desse peso na sua biografia pessoal e artística. Foi muita mancada. #ConversaComBial pic.twitter.com/tT4XaasYST — PAPO RETO 📢🎙📢 (@papporetoo) April 15, 2021 Ela acabou a entrevista agradecendo ao sus. Fadinha, Eu te amo!!! #ConversaComBial — ✨🌛jOsEpH🌛✨ (@DramadelReyyy) April 15, 2021

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    Anitta, Mark Ruffalo e outros artistas compartilham vídeo contra Bolsonaro

    12 de abril de 2021 /

    Vários artistas brasileiros, como Anitta, Gregorio Duvivier, Caetano Veloso, Felipe Neto, e até estrangeiros, como Mark Ruffalo (o Hulk dos Vingadores), estão compartilhando um vídeo em suas redes sociais em que pedem para o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não confiar em Jair Bolsonaro para um acordo sobre o meio ambiente. A mensagem compartilhada pelos artistas chama Bolsonaro de “extremista” e pede para que o presidente americano não negocie o “futuro da Amazônia” com ele, afirmando que se trata de um pedido dos brasileiros. “Ele declarou guerra contra nós, contra o povo indígena e a democracia. Ele está espalhando covid, mentiras e ódio. Ele é um extremista que disse que sua eleição foi uma fraude. Não confie neste homem”, alerta o vídeo. Concebido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o vídeo reflete uma carta assinada por quase 200 organizações brasileiras, que alerta sobre o risco de uma negociação a portas fechadas entre Bolsonaro e Biden. O comunicado afirma que os dois presidentes estão mantendo contato sobre o tema há mais de um mês. O anúncio de um acordo entre Brasil e EUA é esperado na cúpula sobre o clima convocada por Joe Biden para os dias 22 e 23 de abril. De acordo com fontes ligadas à negociação, o Brasil pode receber recursos sob a justificativa de proteger a Amazônia. Entretanto, as prioridades de Bolsonaro para a região são a mineração, o uso comercial do território e a diminuição da proteção das áreas indígenas. Veja baixo o vídeo compartilhado internacionalmente. Watch this from @ApibOficial. @JoeBiden, your choices are #AmazonOrBolsonaro. Listen to the First Peoples and make the right choice for the people of Brazil and for our Earth. @ClimateEnvoy pic.twitter.com/a9DUHG4sND — Mark Ruffalo (@MarkRuffalo) April 12, 2021 Yes. @JoeBiden is about to make a secret climate deal with Bolsonaro. The indigenous peoples from Brazil are warning: Do not trust Bolsonaro. Don't let him negotiate the future of the Amazon. 👉 @leodicaprio #WhichSideAreYouOn #AmazonOrBolsonaro pic.twitter.com/qOz0MoEvl8 — Anitta (@Anitta) April 12, 2021 #AmazonOrBolsonaro @POTUS @VP @ClimateEnvoy pic.twitter.com/fXNimCFI1g — Gregorio Duvivier (@gduvivier) April 12, 2021

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    Bolsonaro se aproxima do que deputados consideraram crime com Danilo Gentili

    12 de abril de 2021 /

    Em gravação revelada nesta segunda (12/4), o presidente Jair Bolsonaro ameaçou agredir fisicamente um senador da República. Durante uma entrevista à Rádio Bandeirantes, o senador Jorge Kajuru revelou uma nova parte do diálogo polêmico que travou com Bolsonaro no fim de semana, em que o presidente lhe pediu para participar ou tentar travar a CPI da Pandemia. “Se você não participa, daí a canalhada lá do Randolfe Rodrigues vai participar. E vai começar a encher o saco. Daí, vou ter que sair na porrada com um bosta desse”. O “bosta desse” contra quem Bolsonaro disse que vai “ter que sair na porrada” é um Senador eleito, Randolfe Rodrigues, responsável pela criação da CPI da Pandemia. A ameaça física com nome e sobrenome é menos genérica que o tuite de fevereiro passado de Danilo Gentili, que levou a Câmara dos Deputados a protocolar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a prisão do apresentador. Na época, a sugestão de Gentili para que a população “entrasse” no Congresso “e socasse todo deputado” por causa da PEC de im(p)unidade parlamentar, foi considerado um ameaça à democracia. Originalmente, Gentili escreveu: “Eu só acreditaria que esse País tem jeito se a população entrasse agora na câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”. A ação contra Gentili foi coordenada pelo deputado Luis Tibé, responsável pela procuradoria da Câmara, a partir de um pedido do deputado federal Celso Sabino, buscando equiparar a postagem do apresentador do talk show “The Noite” com a do deputado federal Daniel Silveira, preso após ameaçar ministros do STF. “Não podemos ter uma sociedade e uma Democracia com pesos e duas medidas. Se o Supremo Tribunal Federal, sabiamente, estabeleceu um limite para a livre manifestação do pensamento que é o respeito à integridade das instituições democráticas – princípio que a Câmara dos Deputados acolheu com margem de 364 votos – a Justiça brasileira não pode permitir que ninguém faça a incitação de ‘socar’ deputados”, concluiu o deputado, por meio de sua assessoria de imprensa. A ação política contra Gentili não foi adiante porque ele não é um político eleito e, portanto, não tem fórum no STF. A PEC da im(p)unidade parlamentar também não foi votada, graças ao repúdio das redes sociais. Mesmo assim, Gentili se arrependeu, apagou o post e fez outra afirmação em seguida: “Eu fiz um tuíte que foi alvo de justas críticas por alguns deputados. Quem me segue sabe que sempre defendi as instituições. Aliás, minha briga com bolsonaristas foi justamente pelo fato de eu ser contrário aos pedidos criminosos de fechamento do STF e do Congresso”. Já Bolsonaro dobrou a aposta e afirmou para seus seguidores, a respeito da gravação polêmica: “Falei mais coisas naquela conversa lá. Pode divulgar tudo da minha parte, tá?”. Mas enquanto o presidente brada, sua tropa de choque no Congresso tenta minimizar as bravatas. A avaliação é de que o ataque contra Randolfe Rodrigues foi individualizado, a um parlamentar identificado com a esquerda, e não contra o Senado. Jair Bolsonaro tem fórum no STF.

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    Bolsonaro cumpre ameaça e Ancine começa mudança para Brasília

    6 de abril de 2021 /

    Enquanto a pandemia continua a ocupar o noticiário, o governo Bolsonaro segue passando a boiada. A coluna de Lauro Jardim, no jornal o Globo, revelou que a Ancine iniciou um processo para diminuir a sua presença física no Rio de Janeiro. No final da semana passada, a agência desocupou um andar inteiro de um prédio no Centro da cidade e a expectativa é que, ainda em abril, um andar no prédio da Anatel, em Brasília, seja disponibilizado para a agência. Em janeiro, o Ministério das Comunicações sugeriu que poderia realizar uma fusão entre a Ancine e a Anatel, entidades de pastas e funções completamente distintas. Neste sentido, a mudança da Ancine para o prédio da Anatel seria praticamente uma declaração de intenções. Bolsonaro tem se mostrado insatisfeito com a Ancine desde o começo de seu governo. Em agosto de 2019, ele ameaçou pela primeira vez a transferência do órgão colegiado para Brasília, como parte de um plano para a Ancine “deixar de ser uma agência e passar a ser uma secretaria subordinada a nós”. O objetivo, segundo Bolsonaro, era sujeitar a aprovação de projetos a seus “filtros” (ou gosto) pessoais. “Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode é dinheiro público ficar usado para filme pornográfico”, afirmou. Um mês depois desta declaração e inconformado com a demora para conseguir o que queria, Bolsonaro foi mais longe e ameaçou “degolar” os integrantes da Ancine: “Se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, já tinha degolado todo mundo”. A ameaça foi completada por um gesto com as mãos sob o pescoço que representa o assassinato por meio de degola. Desde a posse de Bolsonaro, a Ancine enfrenta uma crise sem precedentes, atuando com um presidente interino nunca efetivado e com uma diretoria incompleta, que não tem seus diretores nomeados. Enquanto isso, a arrecadação das taxas Condecine e Fistel, pagas pela indústria de telefonia e audiovisual para o financiamento público de novas produções brasileiras de cinema e TV, acumula uma fortuna não contabilizada em cofres que têm sido blindados de investigação, sem que projetos novos – ou muito poucos – sejam beneficiados com a verba do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Apenas os valores arrecadados em 2018 (para serem investidos em 2019) foram divulgados (e somente em dezembro de 2019): um montante de R$ 703,7 milhões. Desde então, as taxas fecharam mais dois anos de arrecadação não revelada, podendo ter ultrapassado R$ 2 bilhões de dinheiro sem uso – ou com mau uso. O Ministério Público Federal (MPF) questionou, num ofício datado de 13 de outubro do ano passado, porque a Ancine tinha aprovado apenas um projeto para obter recursos do FSA num período de dez meses, pedindo que a agência tornasse públicos relatórios anuais de gestão do FSA. “Apuramos que houve uma ordem da procuradoria da Ancine de que não fosse dado andamento a processos, a não ser aqueles que obtivessem liminar na Justiça. Houve, portanto, negligência ao correto andamento desses procedimentos, como houve ação deliberada de paralisação”, denunciou o procurador. Mas um juiz da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro barrou a investigação, aceitando a explicação de que “a culpa é da burocracia”. Na ocasião, já havia ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine na Justiça Federal do Rio, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Neste meio tempo, a Ancine mudou sua atividade principal, deixando de ser uma instituição de fomento para virar um escritório de cobranças, aproveitando uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre problemas de prestações de contas para rever centenas de balanços anteriormente aprovados de produções com mais de 20 anos, como “Madame Satã”, de 2002, “Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida”, de 2004, e “Xuxa Gêmeas”, de 2006. Por coincidência, depois de a apresentadora Xuxa Meneghel criticar o governo Bolsonaro e após o presidente dizer que iria rever aprovação de filmes de temática LGBTQ pela Ancine. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, disse Bolsonaro em agosto passado. Enquanto escondia os valores de arrecadação do FSA, a Ancine também fez parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul para assumir ainda outra função, oferecendo empréstimos financeiros para produtores de cinema. Neste caso, a ideia original do FSA, de investimento à fundo perdido, foi substituída por um negócio batizado de “linha de crédito emergencial” que passaria a cobrar juros – para terceiros (banco) ou para a própria Ancine (em parceria com banco). O que a Ancine faria com o lucro obtido com as taxas de empréstimo? Na segunda-feira (5/4), deputados da Comissão de Cultura da Câmara classificaram de “perseguição política” a paralisação nas atividades da Ancine e a demora na liberação de recursos para produções já contempladas em editais da agência. Convidado para debater com os integrantes da comissão, o presidente interino da entidade, Alex Braga, alegou que a questão foi judicializada e, por isso, não iria comparecer. Quem pode desaparecer a seguir é a própria Ancine.

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  • TV

    Ex-BBB Flávia Viana chora e se desculpa por campanha de “atendimento precoce” de covid-19

    31 de março de 2021 /

    A ex-“BBB” Flávia Viana chorou e se desculpou nesta quarta (31/3), após a imprensa revelar que ela recebeu dinheiro do governo de Jair Bolsonaro para divulgar uma campanha dúbia do Ministério da Saúde. “Eu não acredito em tratamento precoce dessa doença tão louca que está espalhada por aí”, declarou a ex-sister em desabafo postado nos stories do Instagram. Ela recebeu R$ 11,5 mil para estimular o “atendimento precoce” em janeiro, enquanto Manaus vivia o auge do colapso na rede hospitalar. “Em janeiro, a minha equipe foi procurada para a gente fazer um trabalho de divulgação dos cuidados que a gente teria que ter com a covid-19, e os trabalhos incluíam máscara e álcool gel, tudo que a gente tem falado desde o começo dessa pandemia. A minha intenção ao fazer esse trabalho foi única e exclusivamente ajudar”, ela explicou. Mas o trabalho também incluía enfatizar o “atendimento precoce”, que lotaria ainda mais hospitais e postos de atendimento em momento de colapso, além de fazer confusão com o “tratamento precoce” divulgado por Bolsonaro. Em sua defesa, a participante da sétima edição do “BBB” fez questão de dizer que tem nojo do governo do Brasil. “Não me meto com político, acho que o que os governantes fazem com a gente é fazer todo mundo de palhaço, eu tenho nojo de falar de quem governa do nosso país”. A ação fez parte de uma iniciativa do governo Bolsonaro, que custou mais de R$ 1,3 milhão em ações de marketing com influenciadores e mídia. O valor saiu dos orçamentos do Ministério da Saúde e da Secretaria de Comunicação (Secom) e inclui R$ 85,9 mil destinados ao cachê de 19 “famosos” contratados para divulgar campanhas de “conscientização” em suas redes sociais. Uma das peças de TV veiculadas dentro do projeto focava na hashtag “NãoEspere”, presente no texto divulgado pelos influenciadores. As ações foram pensadas no bojo da campanha anunciada pela Secom no fim de setembro de 2020 para estimular o “atendimento precoce”. No roteiro da ação, obtido pela Agência Pública através de um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Secom orientava a ex-BBB Viana (2,5 milhões de seguidores) e os influenciadores João Zoli (747 mil seguidores), Jéssika Taynara (309 mil seguidores) e Pam Puertas (151 mil seguidores) a fazer um post no feed e seis stories — todos no Instagram — dizendo para os seguidores que, caso sentissem sintomas da covid, era “importante que você procure imediatamente um médico e solicite um atendimento precoce”. “O tratamento precoce comprovadamente aumenta as chances de recuperação e diminui a ocorrência de casos mais graves e, consequentemente, o número de internações”, diz o release da campanha, apostando na confusão de termos – atendimento x tratamento precoce. Poucos dias depois do começo da campanha nas redes sociais, em 16 de janeiro, uma postagem do Ministério da Saúde no Twitter foi marcada como “publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à covid-19” por mandar os cidadãos que tivessem sintomas buscar uma UBS e solicitar o “tratamento precoce”. Paralelamente à ação com influenciadores liderada pela Secom, o Ministério da Saúde lançou a plataforma “TrateCov”, que recomendava cloroquina até para bebês. O Conselho Federal de Medicina pediu, em nota, que o aplicativo fosse removido “imediatamente” pelo Ministério. O aplicativo saiu do ar em 20 de janeiro, menos de uma semana depois de seu lançamento. Mais recentemente, em fevereiro, uma pesquisa no Amazonas apontou que pacientes que tomaram remédios do “tratamento precoce” para evitar ou tratar sintomas iniciais da covid-19 tiveram maiores taxas de infecção que aqueles que não tomaram nada. Nesta quarta (31/3), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que “não se utilize a ivermectina” para pacientes com covid-19, exceto em ensaios clínicos, “independentemente do nível de gravidade ou duração dos sintomas”. Junto com a cloroquina, a ivermectina é um dos itens do kit covid do “tratamento precoce” incentivado pelo governo.

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  • Etc,  Filme

    Presidente da Fundação Palmares usa fake news para pedir boicote a filme de Lázaro Ramos

    20 de março de 2021 /

    O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, pediu boicote ao filme “Medida Provisória”, que ele não viu, em postagens nas redes sociais. A atitude foi tomada após elogios rasgados da crítica americana e prêmios em festivais internacionais ao longa-metragem brasileiro, que marca a estreia na direção de Lázaro Ramos. Camargo diz que o filme que ele não viu “acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo”. “O filme, bancado com recursos públicos, acusa o governo Bolsonaro de crime de racismo — deportar todos os cidadãos negros para a África por Medida Provisória. Temos o dever moral de boicotá-lo nos cinemas. É pura lacração vitimista e ataque difamatório contra o nosso presidente”, protestou Camargo, em seu perfil, nas redes sociais. Além de dar o registro, é preciso desmentir mais esta “fake news”, ferramenta seguidamente utilizada por integrantes do governo Bolsonaro contra a Cultura, liberdade de expressão e, durante a pandemia, as vidas dos brasileiros. “Medida Provisória” é uma adaptação da tragicomédia “Namíbia, Não!”, peça que Lázaro Ramos já tinha dirigido no teatro em 2011 – quando a presidente era Dilma Rousseff. Escrito por Aldri Anunciação, o texto foi publicado em livro pela Editora Edufba em 2012 e no ano seguinte venceu o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria ficção juvenil. Os “recursos públicos” citados por Sérgio Camargo são os incentivos que o governo Bolsonaro travou na Ancine. O filme foi inteiramente rodado antes da eleição de Bolsonaro. O ator principal, o inglês descendentes de brasileiros Alfred Enoch, viajou ao Brasil para se aclimatar ao país para as filmagens no início de 2019, meses antes das eleições à presidência da República. Na época, nem os piores pesadelos apontavam uma possível vitória de Bolsonaro. A trama de “Medida Provisória” se passa num Brasil do futuro em que uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata provoca uma reação no governo federal, que promulga uma nova lei para deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. A reação de Sérgio Camargo só comprova como o cenário distópico da produção reflete o país criado após a eleição de Bolsonaro. Se o filme foi feito como ficção futurista, o tempo acabou por transformá-lo numa importante advertência sobre o tempo presente. Lázaro Ramos também se manifestou, após se deparar com as fake news de Camargo nas redes sociais, lembrando a cronologia da produção de “Medida Provisória” – em desenvolvimento há quase uma década – e colocando sua trama distópica no mesmo nicho de “Handmaid’s Tale” (que também poderia ser atacado por Camargo ao descrever um país similar a este que virou pária mundial) e “Black Mirror”. “Qualquer comentário sobre o filme é feito em cima de suposições ou desejo de polêmica, pois ninguém assistiu a obra a não ser quem esteve nos festivais onde o filme foi exibido com extremo sucesso, vide as mais de 24 críticas positivas da obra”, completou o ator e diretor. Em julho do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito e pediu esclarecimentos a Sérgio Camargo sobre o fato de que ele “teria negado a existência do racismo, a importância da luta do povo negro pela sua liberdade e a importância do Movimento Negro em nosso país”. A investigação foi precipitada por um áudio em que Camargo chamou o movimento negro de “escória maldita” e criticou o Dia da Consciência Negra. Para os promotores, a apuração dos fatos foi necessária porque os “fatos noticiados são graves” e violam, em tese, a Constituição Federal.

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  • Etc

    Justiça suspende investigação contra Felipe Neto e aponta ação ilegal de Carlos Bolsonaro

    18 de março de 2021 /

    Uma liminar na Justiça do Rio suspendeu a investigação contra o Youtuber Felipe Neto por ter chamado o presidente Jair Bolsonaro de “genocida” em uma postagem em suas redes sociais. O vereador Carlos Bolsonaro tinha pedido investigação de Neto com base na Lei de Segurança Nacional, criada durante a ditadura militar. A investigação era comandada pelo delegado Paulo Dacosta Sartori, o mesmo que, em 2020, abriu na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) inquérito contra o influenciador digital por “corrupção de menores”. Entretanto, a decisão judicial aceitou os argumentos apresentados pela defesa de Felipe Neto e entendeu que a DRCI não possui atribuição legal para investigar os supostos crimes. A juíza Gisele Guida de Faria, da 38ª Vara Criminal, ainda viu “flagrante ilegalidade” praticada por Carlos Bolsonaro, porque ele “não integra o Ministério Público, não é militar responsável pela segurança interna, nem é Ministro da Justiça”, portanto não poderia exigir investigação em nome do presidente da República. Além de Felipe Neto, Carlos Bolsonaro anunciou nas redes sociais que também entraria com queixa crime contra a atriz Bruna Marquezine pelo mesmo motivo. Após a decisão, Felipe Neto usou o seu perfil no Twitter para se manifestar. “Vitória! Justiça suspende investigação feita a pedido de Carlos Bolsonaro contra mim”, escreveu. Em seguida, se posicionou por meio de sua assessoria. “Eu sempre confiei nas instituições e essa decisão só confirma que ainda vivemos em uma democracia, em que um governante não pode, de forma totalmente ilegal, usar a polícia para coagir quem o crítica.” A Polícia Civil do Rio também se manifestou sobre o caso. A entidade disse que ainda não foi intimada, mas que a decisão judicial será respeitada. O órgão ainda informou que há 33 investigações em andamento de pessoas ligadas à política de esquerda e direita, para questionar o argumento de que havia “perfil ideológico” na investigação. “O trabalho realizado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) é totalmente técnico, baseado nas leis e sem perfil ideológico. Qualquer cidadão que compareça à delegacia para fazer uma notícia-crime, levando elementos consistentes e uma denúncia fundamentada, tem o direito de fazer o registro de ocorrência”, sustentou um dos trechos do texto da Polícia Civil. Inicialmente, a Polícia Civil do Rio havia informado que ouviria Felipe hoje. Depois de receber a intimação, o youtuber se manifestou nas redes sociais e manteve as críticas contra o presidente. Ele disse que se tratava de uma tentativa de calar os críticos e impedir que se falasse a verdade sobre a forma como o governo está agindo durante a pandemia de coronavírus.

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